segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ainda Resta uma Luz


Para quem gosta de leituras leves e de romance, faço a indicação de uma obra recente e que está à venda no site:

http://clubedeautores.com.br

Vale à pena conhecer este novo escritor e suas novidades.

Para Cada Amigo...


E amigo é todo aquele que, estando longe, está perto...
Um Feliz Natal, cheio de luz, cheio de paz, cheio de Deus...
E que cada dia de 2010 se complete com alegrias e prosperidade.
Abraços e obrigado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que se pode visualizar, hoje, em relação às eleições para a Presidência da República no ano que vem?



Por Ricardo Antunes

Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma é uma concorrente submersa no desconhecido.

Burocrata competente que tromba mais que articula, jamais participou de uma campanha. A capacidade que terá de herdar os votos de seu criador, ninguém sabe. Como também não se sabe se este tem capacidade de transferir seu cacife eleitoral à sua criatura. E foi encontrar no PMDB seu aliado preferencial, partido que há décadas vem chafurdando numa programática que é a mais pura pragmática.

A candidatura Dilma ainda espera, à direita, o vagalhão que vem do PP de Maluf ao PTB de Collor, com a chancela de Sarney e outras siglas de aluguel. À esquerda, tem apoio certo do PC do B e espera os desdobramentos do PSB de Ciro Gomes.

Mas o espectro Lula viu florescer duas ramificações não programadas. De um lado, Ciro Gomes, baseado no Ceará e recém-bandeado para São Paulo, tempera um voluntarismo com as práticas das (novas?) oligarquias do Nordeste. É capaz de pinçar termos “gramscianos” para preservar a nossa “questão meridional”.

Poderá ser a alternativa de Lula no caso de um fracasso de Dilma, mas também poderá sair de cena para não confrontar o nosso semibonaparte cordato, que comanda pela simpatia, mas não gosta de muita ousadia.

Restará a opção São Paulo. Porém, a transferência de seu título eleitoral para uma cidade eleitoralmente provinciana e bastante conservadora pode ter sido seu mais grave erro político, maior ainda do que a andança que já fez entre tantos partidos.

A outra novidade é a provável candidatura de Marina Silva. Mulher batalhadora, exemplo emblemático dos que vêm “de baixo” e conseguem quebrar alguns grilhões, mas que não soube romper com o governo do PT quando devia. Foi conivente com a aprovação dos transgênicos e viu arranhada a sua trajetória ao ficar seis anos no governo Lula.

No PV, tem à sua esquerda o Peninha e à direita o Zequinha Sarney. Defende a sustentabilidade numa sociedade cada vez mais insustentável. Não quer ferir a ordem, mas amoldar-se a ela. Se vier a surpreender, não será fácil saber se encontrará ancoragem no seu berço original, o PT, ou se flertará com o PSDB. Mas, se até aqui o quadro parece pelo menos pontilhado, no tucanato tudo é sempre indefinido. O PSDB tem um leque de apoios materiais poderosos, tão amplo quanto os da candidatura do PT, mas com certa ênfase nos setores industriais e produtivos.

Tem também a possibilidade de lançar a sua chapa eleitoralmente mais forte dos últimos anos: Serra e Aécio, dois colégios eleitorais poderosos. Mas, como no PSDB só há príncipes, essa chapa não deverá vingar. Melhor para o país, que poderá assim se livrar do privatismo ilimitado do tucanato. Só como ilustração: enquanto Serra é o rei do pedágio privatizado em São Paulo, Aécio gesta a privatização até no cárcere mineiro.

Juntos, não será nada fácil, e os Correios, bancos e universidades públicas devem pôr suas barbas de molho. Só por isso, essa chapa é do encanto de parcela poderosa dos “de cima”, respaldada pelo caiado e fraquejado DEM, cuja sigla é um claro antípoda de sua longa história como PFL, Arena ou UDN.

Nas esquerdas, PSOL, PSTU e PCB não podem ter outra ambição senão fazer forte contraponto, sem nenhuma ilusão eleitoralista. Mas não será fácil. No PSOL, fala-se abertamente em apoio a Marina Silva, como forma de pingar votos e, com isso, “aumentar” a bancada parlamentar do partido. Há também os que defendem a candidatura de Heloísa Helena com raciocínio similar. É o velho PT incrustado no PSOL. Depois de seu melhor momento eleitoral em 2006, quando conseguiu mais de 6 milhões de votos -numa conjuntura marcada pela corrosão do PT e seu governo-, o que era novo corre o risco de envelhecer precocemente.

A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio é, então, emblemática: poderá ser “vitoriosa” se quebrar o tom monocórdio das demais candidaturas, fizer a polêmica de fundo com Marina e esboçar uma alternativa socialista, gerando algum interesse real nos “de baixo”. Será, de fato, uma anticandidatura.

RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 56, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de “Infoproletários: Degradação Real no Trabalho Virtual” (Boitempo), em co-autoria com Ruy Braga.
*Este texto foi publicado originalmente na Folha de S.Paulo, na sessão Tendências e Debates

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Defesa


Em que pese, realmente, a situação na qual a diplomacia brasileira tenha se envolvido no caso de Honduras, que num primeiro momento se apresentou como um "golpe", não se pode afirmar como o fez Guzzo, na revista Exame (ed. 958), pag. 98, de que nossa diplomacia perdeu todas as suas disputas.
Tenho sido um ardoroso defensor de nossa política externa e nossas conquistas no campo internacional vão muito além da Copa e das Olimpíadas, que diga-se de passagem, são importantes conquistas sim. Todos conhecemos as dificuldades de se disputar com as grandes metrópoles e países ricos, sobretudo neste campo.
Mudando de "pato para ganso", a própria Exame traz um anuário mostrando cerca de 1200 obras em andamento, o número de profissionais envolvidos, os importantes impactos e avanços oferecidos e todo um planejamento de obras a serem realizadas para atender as demandas a serem criadas pelo pré-sal, pela Copa e pelas Olimpíadas. Vale à pena conferir e descobrir o tanto de investimentos já aprovados e que vão transformar muitas cidades, estados e regiões de nosso país nos próximos anos.
A propósito se acredito ou não nestas obras, sim, acredito. Nelas e na contribuição social que irão representar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bandas de Rock e seus Nomes


Conforme recebi de amigos, assim transcrevo.
Curiosidade sobre bandas de rock e seus nomes.


Beatles

Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce the Beatles em final de 1959. Muito pouco tempo depois, o amigo Cas Jones do grupo Cas & the Casanovas achou o nome ruim pois a mentalidade da época era de que bandas precisam ter um nome grande e sugeriu, "Porque vocês não se chamam Long John Silver & the Beatles?", uma alusão ao Long John Silver, o astuto pirata, personagem do livro A Ilha Do Tesouro. Inseguros, no dia de uma importante audição para uma futura excursão a Escócia, eles se apresentaram como the Silver Beatles e seus nomes artísticos se tonaram John Silver, Paul Ramon (donde os Ramones tiraram o seu nome), Carl Harrison (homenagem a Carl Perkins) e Stu de Stijl (homenagem a Nicolas de Stijl, pintor expressionista). Na bateria, no dia da audição, John Hutch e para a excursão Thomas Moore. Depois dessa excursão voltam a ser simplesmente the Beatles e nunca mais mudam.

U2

Modelo de avião usado para espionagem desenvolvidos pelo governo americano. Bono declarou certa vez que o nome vem da idéia de interatividade com o publico, "You Too", Você Também.

Ultraje à Rigor

Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”


Rolling Stones

Pedras Rolantes. Brian Jones escolheu o nome por causa da frase "A rolling stone gathers no moss" (Pedras rolantes não criam limo) e da música Rollin' Stone, ambas frase e canção de Muddy Waters.


Red Hot Chili Peppers

Pimentas vermelhas ardidas. Segundo Anthony Kiedis: "Eu acho que foi em 1983 o primeiro show em que nós tocamos e fomos chamados de Tony Flow and The Miraculously Majestic Masters of Mayhem. Logo após o show, nós chegamos a conclusão que o nome era uma droga. Depois de uma semana pensando em milhares de nomes, o Flea veio com a idéia do nome Red Hot Chili Peppers que parecia muito apropriado pois transmitia energia, cor e sons".


Pink Floyd

O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de "Anderson Council" ou "Megadeath".

Mutantes

Mutantes - Segundo Sérgio Dias: "A gente lia muito ficção científica. Tinha um livro chamado O Império dos Mutantes, do Stefan Wul, e foi daí que veio o nome."

Metallica

Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Linkin Park

A banda se chamava "Hybrid Theory",
mudou o nome para "Linkin Park" por questões legais porque já existia uma outra banda com esse nome. Eles escolheram esse nome porque o Chester Bennington (vocalista) costumava dirigir pelo Lincon Park em Santa Mônica (que era uma vizinhança onde os desabrigados costumavam ir) e esse nome ganhou a atenção de todos por sua boa sonoridade. Eles mudaram alguma coisinha no nome porque assim eles poderiam comprar o domínio pois o linconpark.com era muito caro


Kiss

Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo "Knights In Satan's Service" ("Cavaleiros a Serviço de Satã") foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.


Iron Maiden

O nome "Iron Maiden" foi tomado do filme "The Man in The Iron Mask". A "donzela de ferro" é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. "Donzela de Ferro" é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.

Guns N'Roses

Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.

Engenheiros do Hawaii

Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. "Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de 'engenheiros' e, mais do que isso, 'engenheiros do hawaii', que é um paraíso meio kitsch". Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: "Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes".

CPM22

Segundo o guitarrista Luciano Garcia: "CPM22 é a nossa caixa postal. No início, o nome da banda era só CPM. Daí os caras abriram uma caixa postal que, por coincidência, era de número 1022. Quando olharam, caralho, era Caixa Postal Mil e, se você colocar duas vezes o número dois, fica CPM22. O Wally sempre disse que queria que o nome do grupo não fosse algo que já existe. Queria um nome que, quando o pessoal ouvisse, lembrasse só da banda. Aí funcionou, porque CPM22 é bem a cara da gente."

Capital Inicial

Antes do Capital existir, seus integrantes tocavam por pura diversão em bandas brasilienses, levando seu som, com influências punk, aos bares e praças da cidade, barbarizando a Capital Federal. Mas, engana-se quem pensa que o nome da banda tem a ver com Brasília. Eles não tinham mesmo a grana para começar; não tinham o capital inicial.

Blink-182

Eles queriam se chamar Blink mas já havia uma banda Irlandesa com esse nome. 182 é a quantidade de vezes que Al Pacino diz a palavra "fuck" no filme "Scarface".


Black Sabbath

Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.

Biquini Cavadão

O grupo se formou no Colégio São Vicente de Paula. Tocando covers de Kid Abelha e Paralamas, receberam do amigo Herbert Vianna, a sugestão do nome do grupo. Herbert que impressionado com a juventude do grupo, que saia da adolescência, disse: “Se eu tivesse essa idade, tudo que eu queria era pensar em: mulheres, carros, biquini cavadão...”. Daí o nome. (Colaborou: Leandro Silva)

Aerosmith

O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.

AC/DC

A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Camponeses interditam 3 terminais de petróleo no Norte do Espírito Santo

Cerca de 600 camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) interditaram na madrugada desta quarta-feira, 09, a entrada de carretas e caminhões em três terminais de petróleo da Petrobrás, localizados no município de São Mateus, no norte do Espírito Santo.

Por volta das 3 horas da manhã, os camponeses fecharam as entradas do Terminal Norte Capixaba (TCN) e das unidades “SM-8” e “FAL” reivindicando o asfaltamento da rodovia que liga São Mateus à Barra Nova, local onde estão situadas as três unidades de terminais ocupadas. Segundo o Movimento, a estrada fica constantemente danificada devido ao tráfego de carretas que circulam para atender à empresa, prejudicando os moradores da região.

O MPA também pretende discutir com o poder público e com a petrobrás o problema da contaminação da água e de outros impactos ambientais que vêm sendo causados na área pela atividade de extração de petróleo. Segundo os agricultores que moram na região, é comum a utilização de produtos químicos que prejudicam a qualidade da água local, além das constantes escavações e perfurações terrestres que causam grande prejuízo ao meio ambiente. A manifestação não tem previsão para acabar.

Fonte: Secretaria MMC Brasil

Eleições na Bolívia - Vitória de Evo



No mundo todo, Evo Morales enfrentou racismo e descrédito durante cinco anos. Um representante direto dos indígenas foi eleito para governar o país e o fez sem jamais esquecer sua origem.
Enfrentou os racistas de Santa Cruz, nacionalizou as riquezas de seu país e o desafio de uma nova Constituição.
No último domingo, 63% dos eleitores votaram em Evo, dando-lhe novamente uma vitória respeitosa. No Congresso, seu partido também foi vitorioso.
No cenário internacional, a figura de Evo ainda oferece rejeições. No próprio EUA, há jornais que atacam frontalmente a figura do presidente, ligando-a a “plantadores de coca”.
Faltam, com certeza, alguns erros a serem consertados. Mas a população boliviana segue em frente e a reeleição de Morales, não deixa de ser um “tapa de pelica” no racismo mundial.

Transgênicos - Apoio ao Revolutas

Nós, organizações da sociedade civil, redes e grupos de pesquisa reunidos na Reunião Ampliada da Coordenação Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) repudiamos a iniciativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de alterar a Resolução Normativa nº 5 de março de 2008, aprovando o fim do monitoramento dos efeitos de organismos geneticamente modificados sobre a saúde humana e animal, o meio ambiente e os vegetais.

É inaceitável que esta Comissão Técnica - cujo mandato suporia o compromisso com a não-exposição humana aos riscos inerentes à tecnologias que envolvem transgênicos – capitule às pressões dos grandes conglomerados da biotecnologia e do agronegócio e abra mão do seu poder de monitorar a disseminação de técnicas que são reconhecidamente objeto de incertezas científicas, além de serem responsáveis pela contaminação de cultivos, dependência econômica dos produtores rurais, redução da biodiversidade e monopolização da produção de alimentos e de sementes por empresas privadas.

Embora esta já seja uma medida limitada - nascida de forma correlata à liberação dos transgênicos - o monitoramento da população, dos animais e dos vegetais no presente é a única forma de se estabelecer uma relação de causalidade no futuro, uma vez detectadas alterações negativas na saúde humana e ambiental envolvendo transgênicos.

É motivo de alarme para nós que cientistas – aqueles que supõe-se ter o dever ético e moral de zelar pela preservação da saúde humana, animal e ambiental - subscrevam uma medida que referenda o descompromisso radical do Estado brasileiro com a biossegurança e a saúde de sua população.

Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2009.

Assinam esta nota:

Agricultura Familiar e Agroecologia – AS-PTA
Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
Articulação do Semi-Árido Brasileiro – ASA
Articulação Nacional de Agroecologia - ANA
Articulação Nacional de Agroecologia – Região Amazônica
Articulação Paulista de Agroecologia - APA
Associação Agroecológica Tijupá
Associação Brasileira de Agroecologia – ABA
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação de Nutrição do Espírito Santo – ANEES
Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata – CTA/ZM
Centro Feminista 8 de Março
Comissão Pastoral da Terra – CPT
CAPA/Núcleo Erexim
Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria
Estudos e Práticas Agrícolas e o Reencantamento Humano - EPARREH
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – FBSSAN
Fórum Cearense de Mulheres
Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Espírito Santo – FOSAN-ES
Grupo de Estudos em Segurança Alimentar e Nutricional Prof. Pedro Kitoko -
GESAN
Greenpeace
Grupo de Estudos de Agricultura Ecológica - GEAE
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
GT Biodiversidade da Articulação Nacional de Agroecologia
Instituto Giramundo
Instituto Terramater
Marcha Mundial de Mulheres
Movimento de Pequenos Agricultores - MPA Brasil
Movimento de Atingidos por Barragens - MAB
Movimento de Mulheres Camponesas – SC e Brasil
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco de Babaçu – MIQCB
Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão – NACE-ESALQ- USP
Núcleo de Ecomunicadores dos Matos - NEM
Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS
Rede Alerta Contra o
Deserto Verde
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Rede Cerrado
Rede de Agroecologia do Maranhão
Repórter Brasil
Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais – SASOP
Sociedade Ecológica Amigos de Embu - SEAE
Terra de Direitos

FONTE: REVOLUTAS
SITE: http://www.revolutas.net
PUBLICAÇÃO: 10/12/2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser ou não ser...


Amanhã em São Paulo, o PSOL realiza uma plenária para decidir se apóia a candidatura de Marina Silva (PV) à presidência ou se lança candidatura própria via Plínio de Arruda Sampaio.
Que dilema danado causou Heloisa Helena quando não se colocou ao serviço do partido que ajudou a fundar...
Apoiar um partido "liso" como o PV? Quem é o PV? O PV é o partido que está no Governo Federal (PT) via Ministério da Cultura. No Governo Estadual (PSDB) via Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e no Governo da Cidade de São Paulo(DEM)via Secretaria de Meio Ambiente. Tudo isto sem falar em Sarney Filho que o compõe.
Por outro lado, lançar uma candidatura apenas para "marcar presença" ou divulgar as idéias do partido, não parece ser uma atitude inteligente em um processo que já está teoricamente vencido.
Em que pese a força da imagem do grande cidadão Plínio de Arruda, seria um desastre para o partido não reeleger, nesta altura do campeonato, seus deputados principais.
O PSOL que ainda constrói sua identidade perante o cenário político nacional, pode sofrer, qualquer que seja sua decisão, um terrível "solavanco" originado, como em outros modelos, pelo projeto "personalíssimo" de alguns de seus membros.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Blog do Messias


Convido aos amigos e visitantes deste blog a darem uma passadinha pelo blog de meu amigo Manoel Messias. Seu endereço está ao lado na sessão de páginas a visitar.
Vale à pena conferir seus comentários sempre muito bem elaborados.

Selo Verde - Guapiaçu


Já a cidade de Guapiaçu ganhou em 92o lugar, o selo Verde Azul. O certificado, baseado em critérios que analisam esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação de matas e arborização urbana, educação ambiental e a existência de conselho do meio ambiente, é uma grande conquista e geralmente conta com a participação de toda a coletividade.
É preciso que as pessoas compreendam que toda esta discussão em cima de mudanças climáticas e impactos no planeta das ações humanas, representam sim a continuidade ou não da vida na Terra nos próximos séculos.

Perímetro Urbano

Enquanto o mundo discute em Copenhagen a proteção ao meio ambiente, ecologia e vida, os nobres vereadores de Rio Preto continuam a incluir áreas no perímetro urbano da cidade sem os devidos laudos de impacto ambiental.
É muita irresponsabilidade atendendo aos interesses imobiliários de uns poucos.
Como diz o vereador Pedro Roberto: "Os vereadores não possuem conhecimento técnico para isso".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Diversas

Excelente a posição de Lula no discurso na Alemanha sobre “autoridade moral” quanto ao desarmamento.
Cada dia mais eu gosto de nossa política internacional.
Que me desculpem os contrários.

Tem uma fofoca circulando na internet sobre assalto no cinema de um shopping. Como tenho 3 filhos e eventualmente os mais velhos vão ao cinema, não demorei para ligar ao suposto autor. Prontamente, o mesmo desmentiu e disse ser vítima de um trote. O pior, colocaram seu celular e telefone profissional.
O cara que é funcionário de uma grande empresa riopretense, tratou logo de ir ao jornal desmentir.
Em que pese o esquema ser até possível, os shoppings e cinemas estão super preparados para evitar o procedimento.
Que bom... os cinemas ainda são um lugar tranqüilo.


É, não deu pro Corinthians... mas não tem problema. Com dois títulos este ano, meu timão estará o ano que vem na Libertadores. Alguns torcedores de outros times que diziam que estavam despreocupados com os "campeonatinhos" por dedicarem-se ao brasileirão, estão agora assistindo a festa do "mengão"... E aí? Faltou o que? Dedicação? Jogadores caros que não foi... Os torcedores mereciam mais de seus times e dos jogadores. Paciência... o ano que vem tem mais.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Salada de Partidos


Afirma o dito popular: “Pau que nasce torto, morre torto”. Outro também apregoa: “Quem foi rei, nunca perde a majestade”. Tudo isso para, de certa forma, estabelecer que as pessoas e as coisas não mudam.
Eu espero, sinceramente, que estes ditados estejam errados. Aliás, sou prova viva disso e preciso acreditar a cada dia, que tenho me tornado uma pessoa melhor com o passar do tempo.
A tendência, acredito, é que todos melhorem.
Há outros ditados que ajudam a expressar isso: “Quanto mais velho, melhor o vinho”. Ou então: “Feio não é mudar de opinião. Ruim é não ter opinião.”
Se em parte, tudo isso é verdade, também é verdade que às vezes não mudamos, mas muda-se o cenário, o ambiente no qual estamos inseridos.
É o caso por exemplo de minha postura política.
Este fim de semana, um amigo me interpelou. Queria saber o que fizera com que eu mudasse de partido, como mudei. Senti até um certo “tiro” de ironia.
“Como você justifica ficar mudando de partido?”
Minha resposta, antes de mais nada, foi corrigir o gerúndio. “Ficar mudando”, pode parecer algo constante, deliberado, indeterminado e freqüente.
Não é essa a forma como as coisas ocorreram e preciso deixar claro.
Em 1988, já militante “sem filiação partidária” nas fileiras da juventude do PMDB, fui convidado a participar da fundação em Rio Preto do PSDB por Feitosa, Dr. Waldemar dos Santos e outros tantos. Vale lembrar que a abertura acabara de acontecer (1985) e todos os grandes militantes democratas se encontravam abarcados no grande PMDB de então. Existiam partidos em recente formação e outros que saíam da clandestinidade se recompondo. Parecia-nos então, que o que havia de melhor no PMDB, migrava agora para esta sigla, enquanto seu pior, cerrava fileiras no PFL com aliados e oriundos da antiga ARENA. Deste grupo, faziam parte pessoas de pensamento avançado e que prometiam instituir as sonhadas mudanças.
Na verdade, no início da caminhada do partido dos “Tucanos”, símbolo escolhido pela maioria de nós, bons debates se produziram. Lembro-me bem de um dos fins de semana mais produtivos de minha vida no qual passei encerrado em um hotel de São Paulo ao lado de gente como Fernando Henrique, Covas e principalmente alguém de quem não me esquecerei tão cedo: Franco Montoro.
Em Rio Preto, lançamos uma candidatura própria para combater o “bom combate” disputando contra Adail Vetorazzo e Toninho Figueiredo. Valeu e em pouco tempo, o partido era referência na cidade.
Mas, na democracia, as portas estão sempre abertas e com o tempo, surgem figuras das mais diversas tonalidades e em âmbito nacional, estadual e municipal, o quadro começa a se desfigurar e a Social Democracia, instrumento de um possível socialismo, se torna uma finalidade concreta. Aos poucos, o partido de centro esquerda, se revela de centro-centro até sua atual posição.
Alguns dos velhos aliados, tentamos e esperneamos enquanto pudemos, até que em determinado processo eleitoral, cometi o primeiro ato de infidelidade partidária. Defendendo uma candidatura própria, encabeçada pelo arquiteto Lima Bueno, rompemos com a direção local que fora tomada e decidira apoiar uma chapa composta por outro partido. Eu, decidido, votei e fiz uma campanha firme pelo então eleito prefeito Liberato Caboclo (PDT). A infidelidade daria prosseguimento nas eleições presidenciais nas quais eu votaria constantemente em Lula.
Daí pra frente, foram só enfrentamentos até que em 1995, aproximadamente, migrei a convite de Feitosa para o PPS, que até onde me constava, fora fruto de uma metamorfose do antigo “partidão”.
Ajudei na direção e porque não dizer construção do partido na cidade ao lado de Cláudio Leme e outros valorosos companheiros de então. Mas o quadro novamente se repetira. Com a chegada ao partido da “estrela” Ciro Gomes, um discurso pragmático demais do então presidente nacional Roberto Freire, o partido começa a demonstrar suas verdadeiras intenções: Participar do poder, custe o que custar.
Diante de diversos embates, filia-se em Rio Preto o então Deputado Estadual Edinho Araújo que em 2000, candidata-se a Prefeito pelo partido, conduzindo-o ao poder no município.
No começo, prosseguimos bem até que questões internas do partido nos obrigaram a lançar uma outra chapa concorrente ao diretório. Acreditando o diretório estar todo tomado por pessoas obedientes ao “governo municipal” e não aos propósitos do partido, lançamos o nome de Pedro Roberto, então vereador.
Apoiado pelo prefeito, o diretório da “situação” venceu e com a derrocada, morreram as esperanças de uma reconstrução do projeto coletivo do partido.
Inspirado pela história próxima do amigo Roberto Vasconcelos (PCB), ajudei e iniciei em Rio Preto com apoio fantástico a reconstrução do partido na cidade. Em agosto de 2002, o “partidão” volta com tudo ao cenário político riopretense.
Ainda no PCB, permaneci composto com o governo do PPS até final de 2003 quando saí em virtude das discussões da “privatização do esgoto municipal e a propositura de uma terceira via, abraçada meio a contra-gosto”.
Mas a firme decisão do PCB pela construção “revolucionária”, era um tanto diferente de minha formação “reformista” e após bater de frente com camaradas verdadeiros, foi melhor afastar-me, o que ocorreu em 2005.
Nunca havia participado das fileiras do PT, muito embora desde 1988, os laços de fraternidade com aqueles companheiros teria início para não mais se romper. Porém as atitudes do já “governo” petista, tanto em relação à aposentadoria, o envolvimento com o mensalão e outras posições questionáveis em nome da governabilidade me impuseram uma seta reversa e fui impelido a seguir petistas revoltosos, juntando-me em 2007 aos companheiros do PSOL, com quem estou até hoje, diga-se de passagem, sem muita ação por conta de minha atual situação.
Se é que interessa a alguém esta narrativa pessoal de “inconsistência” ideológica, vale apenas dizer que há nela um processo, um contexto e uma caminhada direcionada para o real sonho de um socialismo (meio) que conduz a uma sociedade justa, igual e verdadeiramente nova.
Esta história não está terminada aqui. Há enfrentamentos ainda, como o mais recente que se compõe da decisão da ex-senadora Heloísa Helena em não disputar a eleição como candidata a presidência, abrindo guarida para saídas nada honrosas. Há a necessidade de se impedir este ou aquele de alcançarem o poder e um quadro nacional a ser avaliado. Há o fato e a probabilidade de se cometer novas infidelidades partidárias...
Enfim, quem avalia de fora e não participa da dinâmica política, muito provavelmente não interpreta ou aceita estas variações constantes de comportamento e bandeiras.
Mas em tudo isso fica uma certeza: sair do PSDB quando este está no poder, sair do PPS quando este está no poder, rejeitar o ingresso ao PT quando este está no poder... não parece ser atitudes de alguém cujos objetivos seja se “beneficiar” da política, não é?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Pesquisas Eleitorais


As últimas notícias relativas à pesquisa de intenção de votos para a presidência da república mostra um aumento nos percentuais da ministra Dilma Russef, candidata do Presidente Lula à sucessão.

Estariam ajudando algumas indefinições (Serra, Aécio), a divisão de votos provocada pelo ingresso de alguns candidatos como Ciro Gomes e Marina Silva ou ela realmente tem caído na graça das pessoas?

As discussões começam a tomar corpo neste sentido nos principais círculos de discussão politica.

Visita


Um país que já recebeu Bush, líderes questionáveis de diversos paises, como o próprio líder de Israel com sua promoção de opressão constante contra o povo Palestino, fica agora barulhento pela visita do iraniano Ahmadinejad.
A política externa brasileira nunca esteve tão bem e este diálogo aberto com todas as nações é o que torna tão especial a democracia.

Vasco


Hoje tive a imensa felicidade de visitar o velho Vasco no hospital. Claro que a felicidade é muito diferente do que seria aquela felicidade de uma visita na sua casa, acompanhada dos grandes papos que ele proporcionava. Esta felicidade de hoje, está associada ao fato de revê-lo, de relembrar todas as coisas aprendidas na sua companhia e de pensar na sua história.
Meus respeitos, minhas orações e minhas sinceras homenagens.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Importância dos Avanços

Fantástico este vídeo. Assista.
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Afastamento


Andei afastado estes dias. Interessante como ficamos escravos dos computadores, não? Já estava com saudades de acompanhar meus e-mails, de escrever meus artigos no blog, de enviar algumas mensagens interessantes como a festa do papel em Portugal e outras coisas.
Foi bom voltar, visitar os blogs do Messias, do Romildo... receber as mensagens do Sr. Moacir Marques, do Dr. Nelson Seixas, do José Antônio D'Ângelo... as coisas incríveis que me mandam o Juarez, o Sevilhano... as preocupações do Schiavinatto e tantas novidades em forma de recados rápidos.
Junta-se a isso uma porção de outras coisas como filminhos, correntes e até muita inutilidade. Mas é muito importante viver este mundo digital.
São muitos e-mails todos os dias, nos trazendo a visita amiga de tantos que como a gente lutam no dia-a-dia e que ficariam no esquecimento se dependêssemos dos encontros físicos que quase nunca se dão.
Enfim, no meio de tanta política, filosofia, marketing e outras coisas, vou destacar uma mensagem muito interessante. Uma frase atribuída a Chico Xavier.
"Quando Deus lhe tira algo das mãos, não o está punindo, mas arrumando espaço para coisas melhores que estão à caminho".
E eu sou prova viva disto.
Abraços, meus amigos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Área Azul e Ruas do Centro da linda Rio Preto


Eu acho importante que existam regras, controle e algum tipo de critério para isto ou aquilo. Mas eu não engulo esta tal de àrea azul desde o tempo em que eu ainda não dirigia.
As cidades, sempre mal planejadas, criaram, dentre outros, o problema do trânsito caótico e centralizado. Depois, querem resolver isto de uma só vez com a cobrança de taxas para estacionamento, sob a desculpa de se buscar a rotatividade do uso das vagas.
Sei que isso é mundial. Existem parquímetros e outras coisas parecidas nas mais sérias e respeitáveis metrópoles da Terra.
Contudo, imaginemos a situação de um comerciante que trabalha na área central. Deve deixar seu carro em estacionamentos mensais para evitar a cobrança, o esquecimento e outras dores de cabeça. Com isso, teoricamente, a vaga em frente ao seu estabelecimento, ficaria livre para seu cliente, o que também não acontece.
Não são só comerciantes, comerciários e clientes que visitam as ruas centrais. Também o fazem trabalhadores que precisam frequentar bancos, fórum, correios, escritórios e outras repartições.
Mas tudo bem se ao concordarmos com a cobrança, tivéssemos a certeza de que o uso das vagas seria democratizado e o serviço funcionasse como mecanismo de combate ao desemprego.
O que vejo acontecer? Toda vez que estaciono no centro, perco o maior tempo à procura de um agente da área azul ou então entro de bar em bar até achar um que venda o talão. Neste sentido, fica prejudicada a questão do emprego.
Ouço ainda os amigos dizerem: "Prefiro ir ao shopping, pois lá não tem área azul e meu carro fica protegido", o que na minha visão, prejudica o comércio do centro e consequentemente outro tipo de empregados que dali tiram seu pão.
Nem por isso há vagas.
Lembro que uma vez quis criar uma discussão envolvendo os colegas corretores de seguros. Se a prefeitura cobra para eu estacionar o carro, deveria garantir-lhe a integridade no caso de abalroamentos, roubos e outras ocorrências. Que a taxa fosse pelo menos equivalente a um seguro. "Absurdo".
E assim vamos ficando e a cada ato do sr. prefeito, uma nova área se junta à anterior e daqui a pouco, vamos deixar nossos carros o mais distante possível do local de nosso destino, o que não seria tão ruím se pensássemos exclusivamente na questão ambiental.
O problema maior consiste em: a) Quem ganha com a área azul já que não são os comerciantes, nem os usuários do comércio local, nem o trânsito que não desafoga e pelo jeito, também não os agentes da própria área azul? b) Qual o destino desta arrecadação? Será o mesmo do valor cobrado a quem deseja panfletar, realizar pesquisas ou fazer qualquer tipo de divulgação de seu trabalho nas ruas do centro? Sim, pois defronte ao terminal (Rua Pedro Amaral), até ontem na minha cabeça via pública, quem quiser divulgar seu trabalho com panfletagens deve recolher R$ 300,00 no mínimo por 15 dias de trabalho não negociáveis.
Voltando a falar de controles e critérios, o meu medo é que tudo acabe fugindo ao nosso controle e passemos a ter, como critérios, o simples desejo de arrecadar cada vez mais, sem justificar e sem apresentar as devidas prestações ao munícipe.

domingo, 8 de novembro de 2009

Pelo Fim do Voto Secreto


Campanha do amigo Nelson Gonçalves... E você? Qual sua opinião a respeito?




Já passou da hora de se acabar na Câmara Municipal de São José do Rio Preto com o famigerado voto secreto. Como jornalista, cidadão e ex-assessor de imprensa e ex-diretor da TV Câmara local, posso falar com propriedade sobre o problema. Desde que cheguei em Rio Preto, em 1990, acompanho os trabalhos e as sessões da Câmara Municipal. Da mesma forma que acompanhei, em função das minhas atividades profissionais o trabalho de dezenas de outras câmaras municipais (Araçatuba, Marília, Bauru, Presidente Prudente, Presidente Epitácio, Assis, Paraguaçu Paulista, Birigui, Jaú, Mendonça, Bady Bassitt, Cedral, Catanduva, Nova Aliança, Sales, Ibirá, Potirendaba e tantas outras).

A Câmara de São José do Rio Preto deveria entrar para o Guiness por causa da quantidade de honrarias que a Casa presta. Indiferentemente se são justas ou não, primeiramente é preciso esclarecer que são mais de sete diferentes tipos de honrarias que a Casa tem poder de conceder, a saber:

1) Título de cidadão honorário Rio-pretense;

2) Título de Reconhecimento Público;

3) Medalha 19 de Julho;

4) Medalha de Mérito Comunitário;

5) Medalha do Brasão do Município;

6) Medalha Militar Ivo Serigato;

7) Diploma de Gratidão da Cidade ;

8) Diploma de Comendador da Ordem do Brasão do Município;

9) Medalha do Sesquicentenário (quando a cidade completou 150 anos)

Não existe no Brasil, e com certeza no mundo inteiro, nenhuma outra câmara com poder de conceder tantos tipos diferentes de honrarias. Só para exemplificar: a Câmara dos Vereadores de São Paulo, maior cidade brasileira, só dispõe de dois tipos de honrarias: o título de Cidadão Paulistano (concedido no último dia 2 de outubro para o rio-pretense Antônio Aguillar) e a Medalha Padre Anchieta. E assim posso garantir que ocorre na maioria das demais cidades brasileiras. Araçatuba e Marília, por exemplo, é só o título de Cidadão Honorário e mais nada.

A forma de votação dessas honrarias é aberta em todas as câmaras municipais das cidades por onde atuei como jornalista. O eminente deputado Walter Feldman quando presidiu a Assembléia Legislativa de São Paulo acabou com todo tipo de votação secreta naquela Casa de leis. Dizia que se o “mandato é público, o voto tem também que ser público”. E com toda razão. Tudo que é secreto no poder público tem-se a nítida impressão de que se trata de alguma “maracutaia”, de que os parlamentares estão tramando alguma coisa errada.

E a votação secreta da concessão dessas honrarias na Câmara Municipal tem causado enormes prejuízos à sociedade. A começar pela concessão de títulos, de medalhas, diplomas sem qualquer tipo de discussão ou avaliação criteriosa. Sei e posso afirmar, até com exemplos se necessário for, de várias concessões que viraram motivos de chacotas e piadas que certamente entraram para o folclore político da cidade.

Teve um cabeleireiro recém-chegado à cidade que ganhou uma dessas medalhas sem sequer ter feito um corte de cabelo de graça ou alguma benfeitoria para a cidade. Mas, como era amigo e cabo eleitoral do vereador autor da proposta da concessão, lhe foi concedida tal homenagem. No dia da entrega só compareceu ele, seus familiares e o vereador autor.

Um caso pior ainda foi o de um piloto de avião que recebeu uma dessas medalhas, à custa do bolso do povo, só porque deu uma carona para o vereador autor da proposta de homenagem. E ao receber a medalha o piloto confessou em seu discursou que era o segundo dia que vinha à cidade. Tinha vindo antes apenas para dar carona ao vereador. Não faz muito tempo um vereador propôs e a Câmara aceitou (digo aceitou porque não existe qualquer tipo de discussão ou votação sobre essas concessões de honrarias) dar uma dessas honrosas medalhas para o cidadão que não pode recebê-la porque dias depois foi preso. Por ai dá para se ver que não existe avaliação ou critério na escolha.

A concessão dessas honrarias da forma como vem sendo feita virou uma moeda de troca de favores, à custa dos cofres públicos. Tem alguns vereadores, como já fez no passado o vereador Marco Rillo, argumentando ser contra se votar a concessão da honraria em forma aberta porque seria um constrangimento muito grande para o homenageado e sua família no caso de uma eventual rejeição pelo plenário. Com relação à denominação de ruas, avenidas e logradouros públicos não há o que temer, mesmo porque lei federal já impede de que se dê nomes às pessoas vivas.

Acompanhei certa vez na Câmara de Araçatuba a votação da concessão do título de Cidadão Honorário para um ex-diretor da Polícia Civil, proposto na época por um vereador que também era delegado de Polícia. Foi constrangedor ver o delegado ser questionado em público se aquela proposta era para “puxar o saco” do chefe dele. Mas o vereador-delegado sobressaiu-se muito bem. Contra-argumentou que o diretor tinha feito muito mais pela cidade do que muitos vereadores que ali questionavam a concessão da honraria. E comprovou com números os benefícios trazidos pelo diretor à cidade. No final, com voto contrário de dois vereadores, a proposta foi aprovada. Mas o mais bonito de tudo foi que no dia da entrega todos os vereadores estavam presentes ao ato.

Em São José do Rio Preto é vergonhoso o que acontece com as entregas dessas honrarias. Melhor mesmo seria não dá-las. Já presenciei inúmeras vezes usar-se toda a estrutura da Casa (luzes, ar condicionado, funcionários, expedição de convites, TV Câmara, cafezinho, tapete vermelho, flores, fotografias, coquetel, orquestra, etc), às custas evidentemente do erário público, para a entrega de honraria onde se fazia presente apenas um vereador: o autor da proposta. Isso sim é que um descaso e constrangimento para qualquer homenageado.

Não quero me alongar mais no assunto, pois seria capaz de elencar ainda vários outros argumentos para acabar de vez com o voto secreto numa Casa de Leis que representa os anseios do povo. E o povo, com certeza, não quer ver nada sendo feito às escondidas, como troca de “favores secretos” para alguns vereadores.



Nelson Gonçalves, jornalista

sábado, 7 de novembro de 2009

Você aprende...

Vale à pena rever este vídeo...
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Por que blogs?


Bastante comprometida com alguns setores econômicos ou mesmo com governos, parte de nossa imprensa nem sempre exerce sua responsável tarefa de bem informar e botar "às claras" certas situações.
Como sempre estive envolvido em política, pude e posso constatar isso ao ver determinados homens públicos "bravos" e honestos, buscando trabalhar em prol da população e por isso serem desprezados pelos jornais.
Se estiverem contrários a determinadas empresas, atitudes do governo ou envolvidos em assuntos que atinja grandes patrocinadores dos jornais e TV, seu trabalho ficará sempre diminuído, quase imperceptível. Em suma, passará em branco.
Por coisas como essas, ainda que em determinados níveis diferentes, foram criados os blogs. Mais perto da verdade por estarem descomprometidos ou não terem "rabo preso", trazem alguns fatos de forma mais completa apesar da simplicidade e tamanho reduzido de sua redação.
Dou um exemplo atual desse "descompromisso" da imprensa em criar debate importante. A Prefeitura de Rio Preto está mandando para a Câmara um projeto que deverá ser aprovado sem maiores problemas. E está claro que o assunto pede atenção e mesmo assim nossa imprensa não deve fazer o "barulho" que seria oportuno.
Trata-se da concessão por mais 10 anos do serviço público de transporte coletivo urbano que deveria ser acompanhado pela população de forma participativa, coisa que alguns pouquíssimos vereadores, com certeza tentarão fazer, mas não receberão o respaldo que precisam até serem engolidos pelo bloco fechado de apoiadores incondicionais do prefeito.
Tenho me surpreendido com alguns "homens de fé", "homens de ideal" que passam por cima de antigos discursos, desprezando o debate e simplesmente trocando favores. Penso que esteja faltando a presença de certos grupos como o combativo GEAPOL que não deixava barato um ato de incoerência, cobrando nas Igrejas e missas ao vivo e em público a postura de seus "representados". Será que vamos ter que recriá-lo?
No entanto, quero destacar o trabalho de pelo menos dois vereadores: Marco Rillo e Pedro Roberto, que ultimamente têm sido engolidos pelo bloco de "governistas", mas cujo discurso e postura não mudam. Ao destacar dois, não excluo outros que mantém postura crítica. Mas é preciso procurar com lupa, ao passo que o trabalho do Marco e do Pedro, são visíveis a quem acompanhe de perto.
Convido, portanto, aos amigos e visitantes a assistir às sessões da Câmara às terças-feiras pelo rádio FM 160,7. Sem cortes ou edições, dá pra ter uma idéia melhor do que fazem estes senhores tão bem pagos para cuidarem do que é de todos.

Marvão, Portugal.


Quero mostrar um pouco da bela terra portuguesa. E começo logo por aqui. Marvão, situada a 850 m de altitude, no cume de um monte bastante alto. Cidade muito bem restaurada, escalar suas ruas é um prazer imenso. Bastante pequena e pouco povoada, a cidade parece “fantasma”. Por isso mesmo, passar por ali alguns dias é imprescindível para quem gosta de relaxar ou refletir sobre a vida. Isso tudo sem falar na perfumada culinária portuguesa. Haja alecrim.

sábado, 31 de outubro de 2009

Motorista é motorista


Quero cumprimentar a vereadora Alessandra Trigo que pretende, em seu projeto de Lei, impedir que os motoristas da Circular pratiquem a posição de cobradores nos coletivos urbanos em Rio Preto.
Parabéns.

DEUS E O COMUNISMO


Dando continuidade ao assunto "homenagem ao velho Vasco" e trazendo a discussão sobre temas voltados a comunismo, socialismo e capitalismo, ressuscito um artigo que escrevi para o jornal Folha de Rio Preto em abril de 2004. Naquele momento, fui questionado por um repórter sobre: Como um comunista pode ser ligado à religião?


Fui batizado na Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, na Boa Vista em Rio Preto, logo ao nascer em 1968. Já na sequência (era prática), fui crismado. Aluno do Colégio São José, dirigido por Padres Agostinianos, fiz a primeira comunhão por lá nos idos de 1976.
Aos 16 anos, fui coordenador do JUCA, um grupo de jovens ligado à Igreja Católica na paróquia de São Judas Tadeu dos padres Combonianos, onde iniciei meus pensamentos políticos.
Ao longo de meus anos, ministrei cursos preparatórios para o Crisma, palestras em Cursos de Noivos, participei do movimento Construindo ligado ao Cursilho, dei catequese na (ainda em construção) paróquia do Menino Jesus de Praga, ligado ao Padre Jarbas com quem aprendi muita coisa.
Em 1998, criamos o GEAPOL na Paróquia da Maceno com apoio do Padre Valdecir e do Bispo D. Orani. Virei então Coordenador Diocesano da Pastoral Social.
Pronto. Este é o meu currículo na Igreja Católica. Devo dizer ainda que minha mãe é membro do Apostolado da Oração? Que meu pai é um ex-seminarista? Que ambos foram Cursilhistas e Coordenadores do Encontro de Casais com Cristo?
Penso que com estas informações aqui prestadas, ficam encerradas as dúvidas sobre minha atuação religiosa.
Mas, junto agora esta toada a outro relato.
Fui fundador na cidade de Rio Preto do PSDB, quando este partido ainda aglutinava o que o PMDB teve de melhor. Mais tarde, afastado por motivos óbvios, filiei-me ao PPS acreditando ser este o partido que herdara a história e glórias do PCB, golpeado em uma Assembléia ardilosamente elaborada por um grupo.
Recentemente, reorganizei sob a tutela de Roberto Vasconcellos e com auxilio de pessoas valiosíssimas, o PCB, verdadeiro partidão.
Criamos o Instituto Lúcia Galli para a formação política dos filiados.
Então vem a pergunta do amigo jornalista: "Não é incoerência? Um católico comunista?"
Então veja. Conversei com o Padre Jarbas, com o Padre Valdecir e com o próprio bispo D. Orani ao ingressar às fileiras do PCB. Todos compreenderam minha posição e não virão nenhum agravante. Mesmo assim, desliguei-me de minhas atribuições de dirigente nos grupos aos quais estava inserido.
Mas poderia ter ficado.
A verdade quanto ao caso é a seguinte: O Homem é o condutor do seu próprio destino. Cabe a ele transformar o mundo e a sociedade à sua volta, deixando de sofrer e minimizando o sofrimento do próximo. Promover condições de vida digna e igualdade, oportunidade e liberdade para todos. E a esta missão, devem dedicar-se os que se dizem comunistas e cristãos.
No entanto, quem entrega tudo como responsabilidade de um Criador, acaba por acreditar que o calvário é uma condição natural a ser enfrentada com resignação, sem reclamar e sem alterá-la.
O pensar desta forma, impede toda a ação de mudanças necessárias, pois o indivíduo que assim pensa, acredita alheias as coisas, independente de sua vontade ou força de luta.
O militante comunista, precisa ser um constante indignado, questionador, provocador e combatente das causas humanas. O marxismo-leninismo é a base da qual se criam estas orientações e formam, por exemplo, estruturas como o PCB.
Mas ao homem que é garantida a liberdade, também é dada a liberdade de crer e servir ao seu Deus, desde que este não seja limitador da liberdade, impedidor da dialética e o único e grande causador das mazelas humanas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ALERTA MÁXIMO- PERIGO NA PISTA


Texto do Prof. Antônio Cáprio - Analista Político,escritor e membro do IHGG/Rio Preto.

Nosso país parece passar por uma fase bastante complicada, apesar das propagandas (caríssimas) dos governos (nos três níveis) buscando afirmar que tudo está sob controle e em ordem. Quando se faz muita propaganda, ou a empresa está quebrando ou alguma coisa mais séria está acontecendo.
O Presidente, um ator perfeito e que desempenha o papel de chefe de Estado e de governo com maestria, já afirmou que o Congresso tinha 300 picaretas e que o atual Presidente do Senado era um cidadão com vários adjetivos negativos e que chefiava uma verdadeira quadrilha. Lê nova partitura e a música agora é outra. O partido básico do Presidente era um exemplo de retidão na fiscalização da lei, dos atos anti-republicanos e antiéticos. Não dava um segundo de sossego para os governos. Seus paladinos, com barba e roupas simples, eram os trabalhadores-modelos. Unir-se com a oposição era palavra maldita. Contaminação, nunca.
Democracia agora é: obedece quem tem juízo, manda quem pode. O ‘sim senhor’ é padrão. Unge-se sucessores e a quem ousar discordar, corte de verbas, da mídia, dos cargos, da lista de convidados e das devassas na vida particular e pública. O procedimento é usual, nestes tempos, nos países de repúblicas fracas e de presidencialismo ditatorial. Está de volta : Brasil- Ame-o ou deixe-o.
Judas seria bem vindo no conceito do Presidente. Senador-modelo veste cueca vermelha no Senado, dá cartão vermelho ao Presidente e depois amarela. O líder ameaça debandar e no dia seguinte diz que suas palavras foram mal interpretadas. A oposição é barulhenta, mas sabe que a faixa amarela está adiante do nariz, e que transpô-la significa perder ‘benesses’. A propaganda é boa. A realidade é preocupante. O futuro? Este será bastante complicado.
Perigo à vista. Pista molhada e pneus carecas podem levar o país a situações irreversíveis. Democracia fraca é o mesmo que o Jeca-tatu sem remédios contra vermes.
Tanabi, outubro de 2009.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Em cima do muro...


Dando continuidade ao processo de homenagear o “velho” Vasconcellos e trazer à dPreto sob o título: “O muro da vergonha ou a vergonha do muro”. O texto falava sobre a decisão do PCB em não apoiar os candidatos a prefeito no segundo turno das eleições iscussão questões envolvendo o socialismo, comunismo e outras questões, aproveito para ressuscitar alguns artigos do passado como o texto de 19/10/2004 publicado na Folha de Rio de 2004. Mas ele traz alguma discussão em cima da questão "ser comunista, socialista" etc.

Lá vai.

Melhor a cada ano, o Cinema Nacional tem surpreendido platéias de todo o mundo. Este ano, a boa surpresa foi o filme “Olga” que mostra de forma fiel a obra do jornalista Fernando Moraes sobre a vida da militante comunista Olga Benário, esposa e segurança do líder da Coluna Prestes.
É nítida a emoção dos espectadores ao fim da exibição e conseqüente sua simpatia pela causa defendida pelos protagonistas da história. Tanto que um grupo tratou logo de panfletar na saída dos cinemas em Rio Preto, chamando para a discussão quem, porventura, quisesse dar continuidade ao sonho de uma nova sociedade.
Ser de esquerda, ter apanhado ou sido preso pelo regime militar, hoje é status e condição sine qua non para se obter sucesso na carreira política, sobretudo da pseudo ala democrática.
Muito ao contrário, tempos atrás, a contrapropaganda norte-americana e a forte tendência autoritária de nossas elites, faziam com que ser comunista fosse como encarnar o próprio “mal”. Se bem que confesso, ainda hoje, pra muita gente, e gente boa, esta concepção não mudou muito.
Dia desses um amigo muito leal encontrou-me no calçadão em Rio Preto e tratou logo de se solidarizar com minha derrota nas urnas. Considerou pontos positivos e negativos de meu desempenho e preveniu-me: “Cuidado que tem uns amigos da onça por aí insinuando que você é comunista. Trate de desmentir isso imediatamente”.
Não estranho o preconceito e desinformação da sociedade em geral com relação ao comunismo, socialismo ou o que o valha. Tampouco me admira que se condene alguém por ter uma postura voltada à militância contundente enquanto se preserva a imagem do “malufismo”, por exemplo.
O que me admira é que, tendo sido co-fundador e presidente do Partido Comunista Brasileiro em Rio Preto eu ainda desperte dúvidas em algum amigo sobre minha postura e convicções.
Devo ter perdido alguns votos, realmente, por pertencer ao PCB. Lembro-me do alerta que recebi de alguns amigos ligados à Igreja, inclusive alguns padres muito ligados a mim, quando optei pela filiação ao “partidão”.
Um integrante da Maçonaria, entidade da qual participo desde 1989 e ajudei a fundar uma loja, chamou-me no SESI para pressionar-me: “Você vai ter que escolher. Ou sai do partido ou da loja.”
A verdade é que não vai dar para explicar nos próximos 20 anos, o que a direita escondeu, apagou e enterrou com violenta ira nos últimos 30. Uma idéia, boba aliás, de que buscamos a repetição do modelo soviético ou chinês, cubano ou vietnamita, sempre assustará nossa classe média, antes remediada, agora em situação precária, mas que insiste em servir aos propósitos da elite, sendo seu funcionário direto ou braço direito.
O comunismo verdadeiro é tão distante destes modelos quanto o próprio discurso de seus introdutores como Marx e Lênin que por certo ficaram distantes destas experiências.
Posturas do partido como a atual, que preferiu eximir-se da indicação de candidato, ficarão sempre incompreendidas por quem faz do voto, do poder e do dinheiro, a razão de ser de todos os projetos de lutas.
O PCB jamais ficou em cima do muro, nem se furtou da responsabilidade histórica. Só não pode e não quer compactuar com as opções presentes, pois ambas se encontram em pé de igualdade no tocante ao seu arco de alianças, tendo de um lado o PP do Maluf e do outro o PFL do Magalhães. Além disso, nossa realidade municipal é de conhecimento amplo do eleitorado. São dois prefeitos da cidade, experimentados e de ação pública disponível nas estatísticas.
Cada pessoa do PCB tem sua posição pessoal e nossa clareza está no projeto do partido como um todo. Obedientes sempre ao centralismo democrático, erram aqueles que não observarem esta regra.
Em que pese parecer “muro”, consiste numa clara posição de enfrentamento.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Marxismo, Comunismo, Socialismo, a política de reformas de Gorbatchev e outras coisinhas mais.


A partir do final da década de 80, foram redesenhados todos os mapas mundiais e os velhos atlas e livros de geografia, perderam sua validade numa velocidade inacreditável.
As mudanças foram tão grandes, que poucas vezes na história isso ocorreu.
Com a queda do "Muro de Berlim", a "perestroika" e a "glasnost" na poderosa União Soviética, compreender estas mudanças passou a ser complexo.
Até hoje, pessoas confundem essa reestruturação com o fim de algo que ainda não foi experimentado pela sociedade mundial: o comunismo.
Nos próximos dias, vou tentar colocar aqui um pouco de Socialismo Ideal e Real, discutir os problemas da economia planificada e falar sobre Capitalismo e Socialismo como duas economias distintas.
Não sou suficientemente capaz de fazê-lo por minha conta e assim utilizarei a ajuda de amigos, cientistas políticos e sociais, economistas e claro, obras literárias. Tudo com o sentido de acabar um pouco com a série de equívocos que tenho visto em amigos ou leitores que comentam comigo em e-mails e outras oportunidades sobre "o fim" do velho projeto "delirante" do socialismo.
Vamos falar sobre as relações de produção e sobre o alemão Karl Marx, cuja obra foi a maior influência do movimento socialista mundial.
Conto com todos nos debates e opiniões.

O velho Vasco


Antônio Roberto de Vasconcellos, o velho Vasco, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1916. Isto mesmo. Já tem completos seus 93 anos, já que é de setembro.
Sua vida foi sempre muito ativa.
Vereador na cidade de Campo Grande, dirigente estadual do PCB no Mato Grosso, Redator e Diretor de jornal "O Democrata", Coordenador da Campanha da Legalidade e Organizador do Partido Comunista Brasileiro. Foi preso em 1972 por militância comunista, presidente do PCB em Rio Preto por vários anos e seu grande reestruturador na atualidade.
Por reconhecimento, é nome de rua em São José do Rio Preto.
Hoje mora no município de Nova Aliança.
Vasco nunca deixou de aconselhar amigos da política e seus sábios conselhos sempre foram muito bem aproveitados.
Vasco teve uma passagem pela União Soviética e nos próximos dias, em sua homenagem,
vou contar aqui um pouco da história que envolve aquela antiga potência e nos abre o debate sobre capitalismo, socialismo e comunismo.
Há muitos conhecidos equivocados quanto ao assunto e deixando-se levar pelos ventos da "anti-propaganda" que movem nossa sociedade.
Esse debate será muito importante e a participação de todos ao postar ou comentar as matérias dará a ele um caráter até didático.
Saudações camarada Vasco.

Tico-tico no fubá

O que é bonito foi feito para se mostrar... Violão a 4 mãos.
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aos Mestres com Carinho


Como já comentei outras vezes, sou filho de pai e mãe professores.
Não poderia ter orgulho maior na profissão de meus pais que já foram comerciantes, corretor, diretora de Conservatório Musical, confeccionistas, mas se aposentaram mesmo no exercício diário em favor da Educação.
Sempre tendo que fortalecer por outros meios seu orçamento, sempre preparando aulas até tarde da noite, sempre às voltas com alunos problemáticos e de comportamento difícil e sobretudo, sempre tratados indignamente pelos governos que se sucederam sem nunca prestar maior atenção à classe.
Mesmo diante disso, se hoje cumprimento os professores pelo seu dia, o faço menos pelos mais que pela nobre significância desta profissão.
Quem de nós não deve boa parte daquilo que é hoje aos educadores que desfilaram em sua vida?
Gostaria, no entanto, de levantar uma importante reflexão:
Não haverá grandes mudanças no cenário que hoje se apresenta. A Educação continuará sendo tratada de forma a fornecer estatísticas "positivas" de um falso crescimento no conhecimento humano e formação duvidosa das novas gerações. Os professores continuarão sendo tratados como cidadãos de "segunda" e os alunos, provindos em grande parte de famílias desestruturadas, continuarão a descontar suas frustrações e traumas naqueles que representam, ainda que de forma equivocada, a figura de seus pais.
É preciso compreender melhor quando um professor reivindica, quando pede uma licença ou se desliga, quando desiste de apresentar sua matéria em meio ao caos em que se tornaram as salas de aula.
Ah, cidadãos... é preciso ser pai e mãe mais participantes para não delegar aos educadores a tarefa de ser pai e mãe.
É preciso respeitar esta figura na sua real estatura e dignidade.
Ah, Prefeitos e Governadores... o que seriam de vós se não fossem os vossos professores?
Parabéns mestres.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Casa de Leis


Pela terceira semana consecutiva, de volta do trabalho, pois dou aula em cidade próxima, acompanho pelo rádio as sessões da Câmara Municipal de Rio Preto. Quero então ressaltar o trabalho sério de dois vereadores em especial: Marco Rillo e Pedro Roberto.
Aliás, ontem, o Vereador Pedro Roberto colocou de forma muito especial o papel do parlamento na sociedade: "Debater até a exaustão". Parece que alguns não são muito afeitos a essa "prerrogativa" do legislativo e por pressa de comer uma pizza após a sessão, ficam irritados com o uso da palavra por alguns colegas.

O equívoco do MST


Em que pese o equívoco cometido pelo MST na derrubada dos pés de laranja na fazenda do grupo Cutrale, vale fazer alguma ressalva ao editorial da Revista Veja desta semana:
1 - Não há uma multidão de desvalidos usada como massa de manobra para atingir objetivos financeiros.
Bastante esclarecidos, os membros do MST nem de longe se deixam manobrar ou iludir como possivelmente ocorre com alguns leitores que se limitam às parciais informações contidas neste semanário.
2 - O prejuizo da Cutrale, não vamos discutir, mas o prejuizo de seus trabalhadores explorados, poderia dar um bom debate.
3 - Os brasileiros que vivem sob o império da lei, de acordo com Veja, são quem? Daria para ser mais específica?
Este ato do Movimento, sem dúvidas, é um descuidado erro de ação que não pode mais ser cometido por conta do proveito que certos setores da sociedade maximizam. Mas insisto sempre por uma informação mais correta e verdadeira de todas as notícias e matérias veiculadas em qualquer esfera.
Obrigado.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Biblioteca Comunitária


O amigo Juarez de Jesus Gouveia escreveu-me sobre um grupo de voluntários que criou uma biblioteca comunitária no Condomínio Marisa Cristina. Ele também enviou-me o projeto, apresentando a fórmula e a receita para esta empreitada.
Convido-o a um chamamento neste espaço a todos aqueles que desejarem seguir esta importante idéia.
Meus cumprimentos a esta equipe.

Dia 12 de outubro


Dia 12 de outubro, além do dia da criança e da Padroeira do Brasil, também é o dia do Corretor de Seguros.
Talvez se dê a importância merecida ao médico da família, ao advogado da empresa, ao contador e dentista. No entanto, pouca importância é dada para aquele que cuida do patrimônio e evita que revezes possam tornar muito difícil a vida das pessoas.
O Corretor de Seguros é o grande responsável para que, diante de uma catástrofe (roubo, incêndio, falecimento, acidente etc.), o segurado ou familiares sejam recompostos financeiramente para não perderem "o chão".
Os meus mais sinceros cumprimentos aos colegas neste dia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Vereadores de Rio Preto

Meus cumprimentos pela aprovação, na Câmara de Rio Preto, do Projeto Transparência... Em que pese ainda não estar satisfeito, pois acredito que pessoas em cargos públicos deveriam se submeter aos olhares públicos, já estamos com um grande avanço nas mãos.

Quero cumprimentar também o Vereador Marco Rillo que pediu aos secretários, explicação sobre a invasão da loteadora aos espaços doados pelo Cemitério Jardim da Paz para a construção de ruas. A omissão da Prefeitura de Rio Preto já deixou como herança mais de uma centena de loteamentos irregulares.

sábado, 3 de outubro de 2009

Cidade Maravilhosa


É claro que estou feliz pela escolha do Rio de Janeiro para as Olimpiadas de 2016. Resta saber se estarei vivo para aproveitar. Mas concordo com Lula... É mais uma barreira vencida pelos brasileiros, que se inserem também como sede dos jogos olimpicos, a exemplo de tantas metrópoles e por tantas vezes.
Espera-se que realmente isso tudo resulte em empregos, divisas, melhorias nos contrastes existentes naquela grande cidade e sobretudo numa solução para o problema da violência que, sim é mundial, mas se expressa de forma contundente na Cidade Maravilhosa. Parabéns a quem tanto brigou por esta conquista.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Direita ou Esquerda


Quero só deixar claro que atualmente sou bem diferente daquele “esquerdista” de outrora, equivocado, sem bases teóricas, que achava que tinha que defender tudo o que estava relacionado aos pensamentos de “esquerda” sem questioná-los.
Por conta disto, vez ou outra, apresento com minhas opiniões, contradições imperdoáveis perante amigos que hoje são como eu era. E também perante quadros altamente qualificados do pensamento libertário.
Não sei se evoluí ou decaí. O negócio é que não estou defendendo a posição do Brasil no caso Honduras apenas e simplesmente pelo fato de ter havido um golpe militar no país. Há uma série de questionamentos por trás de minha posição.
Sim... não queria nem de longe um representante como Zelaya no nosso país. Graças a Deus ele é hondurenho e por lá deve ficar. A nós, já nos basta os daqui.
Mas para garantir o cumprimento rigoroso das leis políticas do país que ele queria burlar, não era necessário este artifício ultrapassado e truculento usado por Miqueleti. Já conhecemos como estas coisas terminam. Quem não se lembra mais, precisa visitar o site: www.memoriasreveladas.gov.br e refrescar a memória.
Com relação ao envolvimento do Brasil na questão, existe uma outra somatória de fatores. Como exemplo principal, a constante tentativa de setores da mídia e da própria política em desmerecer a excelente campanha internacional do governo e do próprio ministro Celso Amorin, evidenciados pela nossa imagem no mundo exterior. E nada a ver com a escolha do Brasil para as Olimpíadas de 2016.
Sem nenhum discurso acadêmico ou intelectual, fica aqui um pedido muito sério para que todas as questões sejam acompanhadas pelos seus vários aspectos e não só com base na anti-propaganda que vingou durante os anos 50 e 60 e que tão mal fizeram ao mundo de então.
Tenho debatido com amigos, nos últimos dias, o comportamento, por exemplo, da revista Veja que exerce alguma importância no cotidiano de quem lê notícias. Seu papel tem sido claro. Um medidor de preferências é capaz de chegar a pontos extravagantes de posição clara em torno deste ou daquele assunto, numa demonstração de parcialidade já sabida, mas “tolerada” até então.
Um exemplo clássico está na edição desta semana, em que há uma matéria nas “folhas amarelas” sobre Cuba. Amigos meus que por lá estiveram em caráter de pura pesquisa ou mero turismo, pessoas de lá com quem tive oportunidade de conversar via e-mail, carta ou mesmo assistindo a conferências aqui no Brasil, já me disseram tudo o que preciso saber sobre a ilha e o regime.
Não há nada de ruim em Cuba que não tenha sido produzido pela campanha anti-cubana norte americana. E isto, apesar das mudanças que aquele país tem sofrido, continua a ser embalado por setores reacionários no Brasil.
Pra piorar, tenho conhecidos que nunca viajaram ou leram além de Veja e Estadão, debatendo com profundidade este assunto.
Não quero continuar correndo risco de ser ridículo. Mas como garantia Fernando Pessoa, isto é impossível. Só que também não quero me transformar num mero espectador. Que sejam criticados os retrocessos e apoiados os avanços, sejam de esquerda, direita, centro ou desta salada ideológica que existe no Brasil.
Na pior das hipóteses, que além de lidas ou assistidas, as questões políticas sejam pelo menos debatidas. É a isto que me proponho.

Transparência Rio Preto


O Vereador Pedro Roberto do PSOL de Rio Preto, enviou-me hoje mensagem informando a aprovação pela legalidade na sessão de ontem da Câmara, do projeto "Transparência Rio Preto". É o projeto que visa apresentar publicamente a relação de salários dos servidores municipais. Na verdade é bem mais amplo que isso. O projeto torna o cidadão riopretense um fiscalizador dos atos da Administração Pública.
Para se tornar lei, deverá ainda ser votado pelo mérito nas próximas semanas. Que a população se mobilize neste sentido.

Equipe do Brado Realiza novo Seminário


II Seminário de Estudos Marxista - SESTMARX

De 11 a 14 de novembro de 2009
Local: Campus UNESP/IBILCE São José do Rio Preto
Rua Cristóvão Colombo, Jardim Nazareth, 2265 – Jd. Nazareth

Informações:

www.sestmarx.blogspot.com
sestmarx@yahoo.com.br

PROGRAMAÇÃO

Dia 11 Quarta

19h às 19:45
Atividade Cultural

19:45 às 20h
Cerimônia de Abertura
Representante Comissão Organizadora
Representante do IBILCE

20h às 23h
Conferência “Crise Mundial e a Luta dos Trabalhadores
Profº César Fernandes Neto, diretor Instituto Latino Americano de Estudos Sócio Econômicos, membro da Conlutas
Profª Ms. Vanessa Batista Andrade, Unioeste, Toledo/PR
Mediador: Jean Menezes

Dia 12 Quinta

8:30 às 12h
Mesa Redonda “Crise Mundial, Intelectuais, Educação e o Discurso Pós-Moderno”
Prof Ms. Jean Menezes, UFGD/MS – Brado Informativo
Prof. Dr. Edílson Moreira de Oliveira, IBILCE/UNESP/S.J.Rio Preto
Mediador: Verena Marangoni

14h às 17:30
Mini Curso I - "Marx e o Conceito de História e Tempo Presente na Crítica da Economia Política 1867 (O Capital)
Prof Ms. Jean Menezes, UFGD/MS – Brado Informativo
Mediador: Marcos Rodrigues

19:30 às 20h – Atividade Cultural

20h às 23h
Conferência “A Crise Capitalista e o Desafio dos Revolucionários”
Thiago Flamé, Membro do Conselho Editorial do Jornal Palavra Operária membro da LER-QI
Prof Antonio Faustino (Tonhão)
Mediador: Antonio Quiozini

Dia 13 Sexta

8:30 às 9:45h
Exibição filme “Braços Cruzados – Máquinas Paradas”, direção de Roberto Gervitz e Sérgio Toledo
9:45 às 12h - Mesa Redonda “Movimento Operário, Trotsky e a Crise Mundial”
Palestrantes
Santhiago Amélio Maribondo, graduando em Ciências Sociais, UNESP/Marília
Alessandro de Moura, mestrando em Ciências Sociais, UNESP/Marília
Mediador: Cláudio Rodrigues

14h às 17:30
Mini Curso II - “Petróleo e a Luta de Classes no Oriente Médio”
Prof Dr. Nilson Dalledone, doutor em história econômica pela USP
Mediador: Samantha C. Nasso Sanches

19:30 às 20h
Atividade Cultural

20h às 23h
Conferência “A Luta de Classes e o Ser Social”
Prof Marcelo Gomes, doutorando Unicamp
Mediadora: Vanessa Batista Andrade

Dia 14 Sábado

8:30 às 12h - Seção de Comunicação de Trabalhos Científicos

Eixos Temáticos:

- A Luta de Classes e a Crise Mundial;
- Organização e Mobilização dos Trabalhadores;
- Luta de Classes e Educação;
- Movimentos Sociais, Partido e Práxis Revolucionária;
- Ontologia e Emancipação Humana;
- Teoria, Práxis e Superação do Capital;
- História e Marxismo.

SOBRE AS INSCRIÇÕES:

INSCRIÇÕES para certificado e apresentação de trabalhos:

Local de inscrição: IBILCE - UNESP São José do Rio Preto/SP
Datas e horários de recebimento das inscrições:

De segunda a Sexta das 17h00 às 19h20 no saguão principal do IBILCE

Taxa de inscrição: (até dia 30 de outubro de 2009)
Alunos: R$15,00 - Professores, Alunos da Pós e Profissionais: R$20,00

Taxa de inscrição: (após o dia 30 de outubro e até dia 11 de novembro)
Alunos: R$20,00 - Professores, Alunos da Pós e Profissionais: R$25,00

Vagas limitadas: 230 - Carga Horária: 40hrs

Inscrição por email: Mediante depósito bancário. Feito o depósito enviar os dados ou o recibo escaneado juntamente como os dados pessoais (nome completo, RG, fones, email, instituição pertencente).

Importante: Escrever o nome do inscrito no recibo escaneado.

Banco Itaú
Agência: 0045
Conta Poupança: 28.418-9
Em nome de: Marcos E. R. Alves

DADOS NECESSÁRIOS PARA INSCRIÇÃO:

NOME COMPLETO;
DATA NASCIMENTO;
RG;
EMAILS;
FONES;
CIDADE/ESTADO;
INSTITUIÇÃO PERTENCENTE;
SE É GRADUANDO, ALUNO DA PÓS, PROFESSORES OU OUTRO PROFISSIONAL (ESPECIFICAR);
SE VAI OU NÃO APR

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Veja Bem


A revista Veja desta semana ultrapassou todos os limites.

Após trazer, na semana passada, Fernando Henrique que buscou “retornar das cinzas” usando como tema a liberação da maconha, não faltou publicação de elogios de leitores ao líder tucano. Sinceramente, um cara com sua história, podia ter evitado este embate pra lá de perigoso, nesta altura em sua vida. Fernando Henrique que já sofreu o vexame de ter a cadeira da prefeitura de São Paulo desinfetada, já negou Deus e depois o conjurou, mudou a constituição para se reeleger... podia ficar na história como já foi. Essa de moço prafrentex não foi legal.

Mas esse não foi o ponto chave. A edição desta semana, descaracteriza a postura do Brasil frente ao caso de Honduras, sugerindo nossa submissão a Hugo Chavez. Não discute o problema do ponto de vista histórico ou democrático.

O pior fica por conta da página 74, onde a “imparcial” revista coloca os partidos de esquerda como PSOL, PCB, PSTU etc. como delirantes e faz uma matéria extremamente caricata como a própria figura que a decora.

Não faltaram artigos ou matérias do estilo retrógrado ou reacionário. Como a intitulada “Esta Deus não Perdoa” onde o bispo Luiz Flávio Cappio, é ridicularizado por defender um santuário em prol dos mártires no lugar da morte de Carlos Lamarca.
A revista que não virou as páginas da história e nem reviu as cartilhas do militarismo, continua a chamar Lamarca apenas de terrorista e assassino.

Pelo visto Veja não tem medo de cometer os mesmos erros de quando apresentou o Collor “caçador de marajás”.
Penso que vale à pena lembrar este comportamento irresponsável. Estou cancelando minha assinatura para evitar que meus filhos continuem a receber esta informação “isenta” e “verdadeira”.

Veja, ta mais pra Óia mesmo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

[Corinthians] texto escrito por um palmeirense


Sei de gente que ama odiar os mais populares times do país.
Sei de torcedor que preferiu ver o rebaixamento ao próprio time campeão.
Sei de gente que torce mais contra que a favor.
Não se pode recriminar. Faz parte do jogo.
Mas quem, como eu, não é Corinthians, de fato, não sabe falar pelo corinthiano.
Queria dar o espaço a tantos amigos e colegas corintianos. Eles falam
e sentem e sofrem e vibram melhor.
Só que acho mais sincero um depoimento de quem não é.
Mas que respeita demais quem é.
Quem nasceu Corinthians.
Quem morreu Corinthians.
Quem vive Corinthians - porque viver um amor desse não se usa no
passado, nem no futuro.
É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma
danação.
Como foi de 1954 a 1977. Como foi a Série B. Como gosta o "maloqueiro
e sofredor, graças a Deus".
É sina. Que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não
gosta.
Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem

Tanto faz se vai ter Rivellino ou Bóvio em campo.
Não importa o campeonato, o amistoso, o adversário.
Importa é que o Corinthians vai estar em campo.
Aliás, que não me leiam: não importa nem mesmo se o Corinthians estará
jogando.
O que importa é que haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um
estado de espírito alvinegro.
Um torcedor que acredita sem ter o porquê;
que torce sem ter por quem;
que joga sem ter com quem.
O corintiano não torce por um time.
Ele torce pela torcida.
Por isso, não precisa a equipe estar em campo.
Basta um corintiano encontrar um corintiano pela cidade. Esse é o
jogo. Essa é a alegria. Essa é a vitória.
Esse é o título incontestável. Um torcedor que se sente campeão só de
ver um outro torcedor.
Isso não explica nem de longe o que é o Corinthians.
Mas, do lado de cá (do microfone e da imprensa há 17 anos, da
arquibancada a minha vida toda), posso dizer que não é preciso o
Corinthians entrar em campo para vencer.

By: Mauro Beting - Jornalista esportivo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tributos


Matéria desta semana da revista Exame traz a informação de que do início deste ano até o último dia 14 de setembro, a legislação tributária sofrera 742 alterações. Isso mesmo... Estamos falando só do Brasil. Existem cerca de 5 mil normas regulamentando os 79 tributos existentes no país. Já pensou estas alterações sendo assimiladas, organizadas, processadas etc. pelo fisco e pelo próprio contribuinte via contadores e administradores? E o cidadão comum que tem um pequeno negócio e acaba tendo que aprender sozinho?
Minha história, como empresário nos ramos educacional e securitário, acabou gerando uma vida de muitas dores de cabeça por conta disso. Alguns de meus maiores problemas estiveram relacionados a tributos.
Até quando quem investe o pouco que possui na geração de empregos, no giro do capital e em atividades econômicas arcará com esta falta de incentivos e facilidades com que o Brasil trata sua gente?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Greenpeace comemora 38 anos de muitas vitórias


Divulgo com orgulho esse trabalo:

A independência e as ações diretas não-violentas foram e continuam sendo nossa principal bandeira de transformação

Nesta semana, o Greenpeace comemora 38 anos de existência. Tenho certeza que em 15 de setembro de 1971 Bob Hunter ou qualquer outro membro da tripulação do velho barco Phyllis Cormack não imaginavam que, após uma frustrada aventura de protesto contra testes nucleares em Amchitka, no Alaska, o nome Greenpeace se consolidaria como uma importante parte do movimento ambientalista mundial.

De lá para cá muita coisa aconteceu. Foram muitas vitórias, contra a caça de baleias, utilização dos oceanos ou países em desenvolvimento como latas de lixo, moratória do mogno, proteção do Ártico, fim da pesca de arrasto no Pacífico, entre outras. Hoje temos mais de 3 milhões de colaboradores no mundo em 41 países, contamos com presença nacional no Brasil, Índia, China e Sudeste Asiático. Nosso próximo diretor executivo internacional será um sul-africano com raízes na luta contra o apartheid.

Mas algumas coisas não mudaram. Continuamos utilizando a ação direta não-violenta como nossa principal bandeira de transformação. Continuamos independentes, buscando doações de indivíduos, sem aceitar doações de governos ou empresas. Buscamos mobilizar pessoas ao redor do mundo para promover o desmatamento zero, a revolução energética com fontes renováveis e a proteção dos oceanos.

Nosso trabalho é especialmente desafiador em 2009. Este é um ano especial, pois em dezembro seremos testemunha ocular de um grande acordo climático que poderá iniciar uma mudança em nosso paradigma de desenvolvimento. Esse é o início de uma nova era, que priorizará as energias limpas, o fim do desmatamento, a geração de empregos verdes, a implementação de uma agricultura sustentável. A mudança não virá da noite para o dia. Será um processo que exigirá a mobilização de milhares de pessoas nas ruas de São Paulo, Pequim, Bruxelas e Washington, só para citar algumas.

Celebramos nossos 38 anos de existência indo para as ruas lutando por um planeta mais verde, mais justo e mais pacífico.

Marcelo Furtado
Diretor executivo
Greenpeace Brasil

As peripécias de Baía - Remanescências de Carlos Alberto Gomes (Gomes de Castro)

As peripécias de Baía.                 "É desnecessário que se diga o porquê do apelido desse rapaz. Muito pouco crédito se de...