terça-feira, 27 de setembro de 2011

Como escolho meus amigos...

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.


Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que :

"normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."

(Oscar Wilde)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Miguel Lucas

Ontem partiu para sua morada eterna, um grande amigo.  Miguel Lucas Peña, nascido em Burgo na Espanha e que ao chegar ao Brasil foi para Nova Granada onde eu morava com meus pais, ainda muito novinho.
Dai pra diante fui reencontrá-lo mais tarde, quando apareceu de súbito em minha vida, enquanto eu estudava tranquilo nas carteiras do Colégio Agostiniano São José. 
Revolucionou minhas crenças, fez-me conhecer uma certa paz de espírito que eu não conhecia e me ensinou a dormir, momento que até então, era para mim um terror.
Por certo também foi polêmico.  Escritor, pedagogo, padre agostiniano, Psicólogo, Parapsicólogo, mágico e piadista, era sobretudo um ótimo pintor.  Em seu nome, mais de 200 telas enfeitam igrejas até no Vaticano.
Além de um evangelizador muito animado (era dono de uma das missas mais frequentadas por crianças na Vila Mariana, seus conhecimentos sobre o ser humano e suas potencialidades me acompanharam por toda a vida.
Abriu para mim as portas junto à Edições Paulinas que mais tarde me convidou para o livro que escrevi e dentre outros, dediquei a ele.
Dedico aqui meu respeito, meu carinho, minha gratidão e até minhas desculpas (pois já o visitava muito pouco) e oro para que sua alma encontre os portões de luz, onde certamente o aguardam seus amigos e familiares já partidos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Wagner Moura "Eu não falo com a Revista Veja"

Conforme recebi de um amigo, segue matéria extraída de blog, abaixo assinado.  Interessante de ler.

Wagner Moura diz que revista Veja é "reacionária", "conservadora" e "elitista".


Dando uma pausa na linha literária. Terminei de ler a entrevista do ator Wagner Moura na edição deste mês da revista “Caros Amigos”. Recomendo a leitura. Entre outros assuntos, o ator fala (ainda) sobre as polêmicas em torno do filme Tropa de Elite e diz o que pensa da mídia brasileira.


Wagner declarou, sem meias palavras, que não dá entrevistas à “Veja”, por considerá-la “uma revista de extrema direita brasileira”. Confira um aperitivo:


“A linha editorial da revista Veja, uma revista de extrema direita brasileira. Eu me lembro claramente de uma capa da revista Veja que me indignou profundamente, sobre o desarmamento, que dizia assim: “Dez motivos para você votar ‘Não’ “. Eu me lembro claramente da revista Veja elogiando Tropa de Elite pelos motivos mais equivocados do mundo. E semana sim, semana não está sacaneando colga nosso: Fábio Assunção, Reynaldo Gianecchini, de uma forma escrota, arrogante, violenta. Outro motivo é que na revista Veja escreve Diogo Mainardi! Eu não posso compactuar com uma revista dessas, entendeu? Conservadora, elitista. Então, não falo com a revista Veja, assim como não falo para a revista Caras. Agora, a mídia é um negócio complexo, importante. A imprensa brasileira, nessa episódio agora do Congresso, cumpre um papel sensacional. Achei ótimo o fim dessa lei de imprensa, careta, antiga. Acho que a imprensa tem que se sentir livre e trabalhar e quem se sentir agredido por ela entra em juízo e processa”.


Pegando carona na metáfora usada pelo ator em outro trecho da entrevista, muita gente ainda não tomou a pílula nem despertou para o deserto do real – são os que ainda estão conectados à Matrix. Felizmente, é uma espécie cada vez menos numerosa.

http://embolandopalavras.com.br/?p=73

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Reconhecimento às aparições que me acompanham...

A depressão é companheira e causadora de um momento triste que vez por outra, boa parte da humanidade enfrenta. Se agravou com o tempo e com a chegada de tanta tecnologia, que aproxima quem está distante e distancia quem se encontrava perto.  Arma poderosa que nos torna tão agressores como atingidos.

Quando a depressão toma conta é hora de refletir, ouvir música ou escrever poemas... Se vacinar desta imensa solidão enfrentada em meio a multidões.

Se assemelha à ferida que teve sua casca retirada. Não é pra menos, pois é a alma que por causa dela, se encontra em carne viva.

Por isso estas palavras ao vento, dedicadas a quem elas são dedicadas e pronto.

Elas falam de amizade... verdadeira, séria, duradoura e firme, que pode existir entre pessoas iguais ou muito diferentes. Do mesmo sexo ou não, de religiões ou times opostos. De signos antagônicos ou idades variadas. Amizade nobre, daquelas que não se fabricam nos bancos escolares, nos quartéis ou mesas de carteado. Fora de quaisquer exigências, preconceitos, definições.

Estas amizades são muito mais uma explicação do que é a verdadeira alma gêmea, que nos entende mesmo quando estamos em profundo silêncio. Ou que sabem quando o sorriso é de tristeza e talvez a lágrima de alegria.

Minhas palavras falam de pessoas... que surgem de repente em nossas vidas, sem anunciar e sempre, praticamente sempre, isto acontece por alguma razão.

Ainda que a presença desta pessoa dure horas, dias ou anos, sua lembrança permanecerá para sempre.

Este alguém apareceu por alguma razão e provocará algo dentro da gente.

Pode ocorrer desta razão só ser descoberta quando esta pessoa não estiver mais junto, nem perto, o que aliás é bastante provável.  Sua presença se fará, quando necessitarmos dela.

Todos têm pessoas assim na vida. E que bom... Este é o melhor desejo que podemos enviar a alguém: Que seu guia lhe apareça qualquer hora destas, ou que seu “anjo Miguel” lhe acompanhe.  Em qualquer forma que decida.

A comparação é boa, pois pessoas assim são como anjos, enviados diretamente por Deus naquele momento em que mais necessitávamos. Então, de repente, sem avisos, dizem aquela frase, fazem aquele gesto, ou simplesmente param e ouvem nosso desabafo...

Depois, do nada é possível que se vão, se mudem, se casem, arrumem um emprego bem longe, morram, ganhem na loteria, viajem ou simplesmente desapareçam.

Mas enquanto estiveram perto, nos fizeram pensar, agir, tomar decisões que mudarão totalmente nosso destino. Nos mostraram um lado que tínhamos e não conhecíamos.

Sua presença fez com que nossas emergências d’alma fossem atendidas e por nós mesmos, o que é mais estranho. E sabe por que? Porque já nos conheciam. Por dentro e por fora... há milênios. Pessoas assim são presenças rápidas na vida de agora, mas que vieram de longas jornadas percorridas juntos. Em outros mundos, em outras estradas.

Resposta a nossas orações, são almas gêmeas que nos amam e acompanham à distância, até o dia em que se aproximam para redefinirem tudo e desaparecer de novo.

Mas sua marca indelével arderá como fogo em nossos corações até que voltem outra vez...

Contraditórios

I - Estes dias me deparei com uma pergunta muito cruel: "Não é incoerente um empresário se dizer comunista ou de esquerda?" ...