quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Use Filtro Solar


Estava com saudades de um bom descanso.  O feriado da Proclamação da República foi de puro refazimento.  Como foi bom dormir pra valer e descontrair depois de um período de trabalho árduo.  Acordei nesta segunda, pronto pra outra.

No feriadão, enquanto muitos se matavam para chegar ao litoral, em casa teve até reunião com os filhos para montar a árvore de natal.  E como ficou linda, viu?  O advento é esperado com alegria pela minha família.  Uma tradição que tratamos de defender apesar do tempo, do consumismo e outros costumes que a modernidade disponibiliza para desviar as atenções desta festa cristã.

Contudo, enquanto desfrutava deste ambiente de paz e aconchego entre os meus, um pequeno tumulto quase estragou tudo.  Causado pelo nosso querido Joaquim Barbosa, o “salvador da pátria” e atual “candidato a messias” da mídia direitista, seu ato deixou-me ainda com algum resquício de estresse.

Como se estivesse realizando um “grande ato”, soltou a prisão dos envolvidos no processo equivocadamente chamado de “mensalão” em pleno feriado, como se faz com os grandes e perigosos criminosos.  Isso não seria tão nefasto, se não fosse todo o contexto por trás desta atitude.

O pior estava por vir.  Gente dos mais diversos rincões da internet, acharam ânimo para os comentários mais variados no atual e unânime entretenimento chamado Facebook.

Um show de comentários chulos, sem fundamentos ou base, foi me provocando, provocando, até não aguentar mais.

Tanto que acabei por me deixar levar pela emoção e criei caso.  Foram muitos os comentários e brigas levados às últimas consequências por mim, que geralmente mantenho a calma e a temperança.

Claro, não sou perfeito.  Mas fico indignado com a ressonância sem convicção ou então eivada de preconceitos.

Fazendo uma analogia com futebol, digo sempre que existem dois tipos de torcedores no Brasil.  Os amantes do futebol, que torcem por seus times com seriedade, entendimento e paixão.  E há, por outro lado, os anti-corinthianos.  Estes não tem embasamento na sua discussão, bastando-lhes ser o que são, anti-corinthianos.  São aqueles que quando o Corinthians disputa a libertadores contra um time estrangeiro, torcem para o time estrangeiro.  Se o Corinthians joga contra o capeta esporte clube, torcem para o capeta EC.

Da mesma forma, existem as pessoas que discutem política com propriedade.  Tem lado, posição e mesmo convicção nas suas defesas.  São de direita ou esquerda e seguem o padrão esperado de sua classe ou formação.  Mas há, por outro lado, os anti-petistas, que confundem isso com anti-socialistas e anti-comunistas.  Acham que é tudo a mesma coisa, sem sequer saber o que é isso ou aquilo na concepção real.  Então fazem o ataque pelo ataque, "como seus pais sempre faziam" e dá-lhe besteiras, asneiras e ignorância. Daí não dá, né?

Aos 45 anos, tendo começado na militância política aos 15, acredito que fiz um bom trabalho.  Acertei e errei muito, mas aprendi bastante.  E enquanto boa parte dos amigos se deleitava nos barzinhos e sofás de suas casas, eu estava debatendo os problemas da cidade.  Fundei e refundei partidos, associações de bairros, entidades e grupos de debate.  Atuei em campanhas, pesquisas e outras frentes. Fui candidato, Secretário Municipal.  Penso que dá pra saber bem quem é quem e o que acontece nos bastidores da política em geral.  Isso faz com que criemos uma certa base para discussão séria e uma intolerância aos papos de botequim de gente que não está disposta a mudar nada, mas adora tacar pedra em tudo, porque é bonito ou está na moda.

Convicto, brigo, esbravejo e tento mostrar estas contradições.  O analfabetismo político e a ressonância aos instrumentos de controle de opinião pública me deixam feroz.

Aos poucos, vamos descobrindo que existe mais gente nesta situação de “alienação” do que imaginávamos.  De  vez em quando, aparece aquele amigo que dizia antigamente: “Votei em você”.  Ou então, “Gosto muito do seu jeito”.  E solta aquela: “Quem defende bandido é bandido”.   E por aí vai.

Pra não me aborrecer demais, pensei em apagar meu perfil do Facebook.  Pensei também em bloquear este ou aquele.  Mas não, né?  Seria a mesma coisa que ser contra as biografias não autorizadas...  Coisa de artista afetado que não tolera crítica ou só quer aparecer naquilo que lhe deixa bonito.  Não cola pra mim, não.

Então bato de frente.

Com relação a este assunto, abordei as dezenas de grandes julgamentos injustos e incorretos da história da humanidade.  Citei  Joana Darc,  Jacques DeMolay e o próprio Cristo.  Claro... guardadas as devidas proporções, mas mostrando como as turbas funcionam quando bem orquestradas por aqueles que tiveram seus interesses atingidos de perto.

Também mexi com os amigos que conheço e que vi defendendo Collor lá nos tempos de 89 quando o Caçador de Marajás virou presidente.  Os mesmos que depois do impeachement diziam: “Que bom que não votei nele”.  Vão ter que passar vergonha de novo quando as verdadeiras facetas do Sr. Barbosa forem mostradas.

Só sei que daí vou perdendo amigos.  Uns me bloqueiam, outros insultam, outros ameaçam não negociar mais comigo. 

Tudo isso destruindo meu descanso do feriado, enquanto Dilma subia ainda mais nas pesquisas e Aécio, Marina e outros, aumentam na rejeição.  Ai, ai, que dureza...

Hoje, ainda se pode ver algumas coisas fora de comum no Facebook.  Postagens agressivas e verdadeiramente ridículas, incitadoras de revoltas e violência como uma talzinha que falava em paulada nos manifestantes, morte aos prisioneiros do mensalão e o que o valha.  Nada digno de atenção, mas irritante.

Alguns, para tentar fugir do discurso vazio, passaram a afirmar que todos devem ser presos.  Petistas, PSDBistas e outros.  Mas não defendem com mesmo ardor a abertura do processo do Mensalão Mineiro, desprezado pela imprensa e pela justiça.  Não se revoltam quando o jornal bota manchete de corrupção “errando” o nome de propósito e incluindo o prefeito de São Paulo no lugar de Kassab.  Também não lembram que o mesmo Supremo do iluminado “Sr Joaquim” liberou Daniel Dantas e o médico estuprador de clientes,  entre outros.  Nem se perguntam sobre as denuncias que correm soltas sobre o filho que trabalha na Globo, o apartamento em Miami, a suposta surra na mulher etc.  Valeria pelo menos se perguntar, né?  Figura pública tem que se explicar, sempre, independente do seu cargo.

Mas vá lá.  Vamos ter novamente a mesma paciência histórica que é necessária para quem acredita que um dia grandes mudanças se verificarão.

Foi assim, no aguardo das condições objetivas, que muita revolução criou alma.

Só queria pedir aos que realmente são amigos, que não façam o coro das multidões teleguiadas.  Que não façam como a multidão que gritava: “Barrabás”, sem sequer conhecer um e outro.

Questione.  Avalie.  Compare.  Veja quem esteve no passado do lado de quem.  Como foi a história de vida deste ou daquele.  O que construiu ou combateu.  Afinal, não estaríamos discutindo isso aqui se esse ou aquele não tivesse tomado esta ou aquela atitude diante de uma ditadura assassina e irracional.

Claro.  Não sou ingênuo.  Sei que pessoas mudam.  Vi hoje mesmo o Senador tucano que foi militante do PCB defender o “ícone da moralidade” mais conhecido intimamente como JB do STF. “Ele agiu de forma muito correta” - Bradou o notório PSDBista.  Só faltou dizer: “Assim como tem agido ignorando os escândalos que envolvem o meu partido”. 

Gente como este cara, que foi até Ministro da Justiça, pasmem, não tem idéia de como sujou sua história de luta, que alguns de nós até admiramos no passado.  Que pena.

Mas são facilmente reconhecidos.  É só conversar com seus amigos mais próximos.  Eles contam como a pessoa realmente é.  Enquanto que os outros, permanecem com sua essência clara.  Sua postura de enfrentamento e transparência.

Na pior das hipóteses, pesquise, vá.  Verás que suas defesas se tornarão mais fortes à medida que embasadas.  Seus comentários melhor avaliados e respeitados até pelos seus contrários.

Mas tudo bem. Se for o caso, não esquenta. É só uma opinião minha, ok?  O importante mesmo é usar filtro solar.


terça-feira, 29 de outubro de 2013


Eu fico algum tempo sem escrever no blog e quando resolvo descubro que tudo já está vencido e discutido no Facebook.
No Facebook o retorno é imediato, bem como a reação das pessoas.  Tudo fica mais dinâmico e encontramos os comentários prós e contras.
Mesmo assim eu penso que vale à pena registrar algumas impressões por aqui.  Até por que eu acompanho as estatísticas e conseguimos ver pessoas nos acompanhando em Portugal, nos EUA, na Rússia e em outros países.  Isso não tem preço.
Só preciso caprichar melhor, pois sabendo disso, tenho o dever de bem representar a opinião de um brasileiro.
O blog não tem muitos seguidores, mas espantosamente descobri algo fascinante sobre ele e vou ver se consigo mostrar aqui qualquer hora destas.
 
Estamos na primavera, mas vivendo um calor absurdo.  Esses dias, registramos aqui em São José do Rio Preto 40 graus na sombra.  Uma loucura se imaginarmos que ainda tem o verão por vir.  Não é à toa que esta região tem um número estratosférico de casas com piscina, pra não falar de piscinas coletivas em condomínios e clubes.  Isso me leva a crer que a nossa rede Maria Brasileira deve intensificar a divulgação do serviço de Limpador de Piscinas que está tão escondidinho no portfólio.

Calor mesmo está nas ruas de São Paulo e Rio de Janeiro onde manifestantes continuam a quebrar e a levar suas palavras de ordem.  Dias atrás, chamou a atenção a passeata dos professores que reivindica o que eu vejo, desde criança, ser desprezado pelos governantes.  Melhores condições de trabalho e salários mais dignos.  Outros setores como bancários e funcionários dos correios, também tiveram sua hora.  O Movimento Passe Livre continua, agora solicitando o fim das roletas.  Há que se dizer que as manifestações são justas, legítimas.  Mas há que tentar entender que algumas situações não encontram respaldo.  Ontem a noite, caminhões e ônibus eram queimados na Rodovia Fernão Dias.  Motoristas e passageiros prejudicados nesta ação que não disse eficientemente a que veio.  Queria só entender melhor.
 
Falando em entender melhor, qual é o dia correto para armar a árvore de natal?  Desde criança eu me valho do feriado de 15 de novembro.  Ao invés de lembrar da proclamação da república, eu tinha sempre no calendário a data para dizer a minha mãe: “É dia de montar nossa árvore”.  E assim vai.  Daí eu ligava as luzinhas “pisca-pisca” que na época queimavam no terceiro dia.  Então eu deixava sem acender para só ligar na véspera de natal.  Hoje as lampadazinhas chinesas garantem felicidade total por anos a fio.  Eu deixo as instalações de um ano pra outro e nada.  Não queimam, não estragam.  Uma maravilha.
 

 
Falando em China, que bafafá danado deu o Leilão do Campo de Libra, hein?  Pois é.  Como sou um seguidor ferrenho das ideias socialistas, não me adapto muito bem a nenhum tipo de venda, privatização ou leilão, chegando inclusive a achar tudo muito parecido.  Mas há que se dizer que foi um grande negócio (literalmente da China).  E em que pesem as divergências que possam existir, o governo de Dilma dá mais uma grande prova de competência administrativa e política.  Concordar ou não com o leilão não está intrinsecamente ligado a aprovar ou não o governo.

 
Divergências também estão presentes no Futebol.  Por exemplo, o jogador se acha muito estrela, os cartolas dão moral e quem paga o “pato” nos dois sentidos é o clube que perde o campeonato pela displicência e indiferença de um jogador que prefere as passarelas.  Sinceramente, não merecíamos isso.  Salários de tubarão para jogadores causa todo tipo de estrago nos times.  Se não estabelecerem um teto, daqui a pouco vamos ter clubes apenas providos de “mercenários”.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nossa... quanto tempo que não escrevo neste blog.
Também, além da correria e do trabalho, o facebook elimina um monte de assuntos.

Mas gostaria de dar uns pitacos por aqui para não perder o costume.

Vou começar falando da minha querida cidade de São José do Rio Preto. 
Aqui tem um vereador que se diz "comunista", mas que está na contra mão da história.  Ele defende a redução da distância entre postos de gasolina e escolas.  Pelo jeito, a formação política de sua legenda não está funcionando muito.

E continuando a falar de São José do Rio Preto, nunca é demais mencionar as decepções que se seguem.  A Câmara de Vereadores continua a aprovar mudanças na Lei de Zoneamento para beneficiar uns poucos.  E olha só... enquanto fazem isso, os mesmos nobres "representantes do povo" arquivam comissões de investigação para fiscalizar o executivo municipal.  Câmara digna de uma Saramandaia.  Ou da antiga Sucupira.

Diário da Região desta quinta-feira, dia 3 de outubro informa: "Rio Preto retrocede no ranking nacional de saneamento básico."  E do retrocesso na saúde, educação, cultura e outros setores, ninguém fala?

Ontem o meu timão voltou a ganhar... "O sol volta a brilhar no reino da Dinamarca (futebol)".  Valeu Bahia.

Os noticiários dão conta de que as boates terão que exibir o número do alvará de funcionamento nos ingressos.  Eu queria saber quanto aos seguros de acidentes pessoais, obrigatórios por Lei estadual, para casas de espetáculo e restaurantes com cobrança de ingresso.  Alguém tem fiscalizado isso?  Seguro extremamente módico para quem paga, pode representar a amenização dos reflexos de grandes tragédias.





quarta-feira, 4 de setembro de 2013


Certos políticos em exercício de mandato deviam estudar melhor algumas questões.  A gente vê de tudo: Vereador que se diz comunista aprovando posto de gasolina próximo a escolas para prestigiar o empresário, Prefeito acumulador em partido socialista, Deputado eleito discursando em favor da Monarquia e assim vai...

 

Se viu tanta manifestação por isso e aquilo no Brasil nos últimos tempos e agora não conseguimos ver uma manifestação contra a invasão americana na Siria.

 

A reunião na Rússia e os discursos do presidente contra a posição americana de “não dar a mínima” para o Conselho de Segurança da ONU está fazendo o mundo voltar aos tempos da Guerra Fria.   Agora eu pergunto, fica claro nesta situação quem está com a razão, não é?

 

A população de uma cidade inteira não é capaz de ficar indignada quando o presidente do Legislativo declara publicamente que pertence ao “prefeito futebol clube”?

 

Valeu Câmara Federal que aprovou o fim do voto secreto.  Pena que esta decisão chegue com uns 500 anos de atraso.

 

Pátio sem licitação??? Só??? E os tradicionais e famosos monopólios de Rio Preto??? Foram anos e anos.

 

Ano novo Judaico e por meio do Rosh Hashaná o mundo entra para o ano 5774.  Contudo, certas coisas ainda parecem como no ano 1.

 

Cresce no cenário eleitoral de São Paulo as chances de saída definitiva do PSDB do Governo do Estado.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Mea Culpa


Encarar-se, diante de um espelho e poder sorrir tranquilamente, não é tão simples quanto parece.

Para isso é preciso que estejamos com a consciência muito limpa e termos feito a nossa parte.

Por exemplo, ao sair às ruas e cobrarmos um país mais justo, mais sério, mais humano, menos corrupto, nós deveríamos, no mínimo, fazer uma reflexão: “Estamos fazendo a nossa parte”?

E nem vou apelar ao moralismo com destaque a situações como cortar filas, levar uma vantagenzinha aqui ou ali.  Queria falar mesmo é de responsabilidade.

Claro e por favor, não estão inclusos neste meu discurso, os infinitos casos de trabalhadores menos favorecidos, as classes “mega” exploradas, tampouco os estudantes ou aqueles que não têm rendas como os desempregados de toda sorte, aposentados limitados pela sua já tão baixa receita.

Estou falando da classe média em geral e sobretudo dos “ricos” que, de certa forma, também participaram dos movimentos, seja marchando, seja achando corretas algumas palavras de ordem como “menos corrupção”.

Evidentemente, um país que deixa correr “pelo ralo” R$ 41,5 bilhões por ano em corrupção, precisa exigir que esta vergonha se acabe.

Contudo, o Brasil é o segundo maior país em sonegação de impostos.  São cerca de US$ 280 Bilhões por ano. 

São empresários e recebedores de grandes rendas que não pagam o que devem ao governo, ou seja, não colocam sua parte na mesa para ser repartida e transformar-se em infra estrutura e alimentar as Políticas Públicas.

São gente que não faz a sua parte e até vai à missa ou ao culto aos domingos.  Bate no peito para falar de maus políticos e ainda criticam, muitas vezes, desvios de verbas aqui ou ali.

Podemos nos perguntar como isso é possível se os impostos estão infiltrados em todo tipo de bem de consumo.  Podemos ainda justificar que isso ocorre pelo excesso de carga tributária praticada no país.

O fato é que a tributação é igual para todos, quando deveria ser maior em produtos supérfluos, utilizados bem mais pelas grandes fortunas, ou ainda o Imposto de Renda deveria ter alíquotas maiores, para rendas maiores.

Países tão “aclamados” pela nossa elite como a Suécia, por exemplo, ou o Reino Unido, chegam a cobrar mais de 50% de Imposto de Renda para as pessoas com altos recebimentos.

E já se sabe que justamente são as pessoas de altas rendas, as grandes fortunas, quem mais sonegam no Brasil.

Quando criaram a CPMF foi uma choradeira geral.  Isso porque era um imposto difícil de sonegar à medida que estava vinculado às movimentações financeiras.  Quem não se lembra?  Para os pobres não tinha problema, afinal, a movimentação deles sempre é muito pífia. Mas os “tubarões” deram um jeito de gritar o mais alto que puderam.

Tá certo.  É preciso também o país gastar menos.  Nosso tão sóbrio Congresso Nacional custa aos cofres públicos mais de R$ 7 bilhões ao ano.  Mais do que uma Copa do Mundo e todos os anos. 

Altos salários e benefícios aos membros do nosso Congresso poderiam ser sim reduzidos sem prejuízo de produção de resultados.  Há dezenas de exemplos em outros países.

Mas é bom lembrar que os políticos são eleitos em meio a população.  Eles não vêm de Marte ou Vênus.  São um extrato da nossa sociedade.  Sociedade que muitas vezes não administra suas empresas corretamente, não pagam dentro das faixas salariais definidas ou subtraem benefícios concretos, não registram seus funcionários, não dão notas fiscais, maquiam suas contabilidades.  E de novo, não estou falando do bom empresário ou do empresário honesto e sério que tem seu dinheiro merecidamente ganho.  Como se sabe, em toda regra existem exceções.

A bem da verdade e pelo bem do país, todos precisamos é fazer nossa autocrítica.   Só isso.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Paradoxo

Os avanços tecnológicos são incríveis e encantam a todo instante com suas inovações inesperadas.

Hoje mesmo é possível confrontar informações diretas sobre uma determinada pessoa, avaliando seu perfil de consumidor e colocando diante deste, sites e as mais variadas opções de consultas relacionadas ao seu gosto.

Ferramentas inteligentes, podem ajudar a procurar e localizar um endereço, visualizando por inteiro o estabelecimento ou casa e ainda suas imediações.

Celulares ligam e desligam ao mero olhar do usuário, mudando sua página só acompanhando o raio de visão do leitor.

Não de hoje, equipamentos de comunicação e escuta, se valem destes mesmos mecanismos para permitir a ação da polícia e outros na caça de criminosos ou mesmo auxiliar a investigação de suspeitos.

Satélites varrem quilômetros e localizam alvos.  Detectam isso e aquilo.  E a chamada tecnologia de guerra é tão forte, que as sobras de suas pesquisas ainda viram benefícios para a medicina e outros setores, mesmo empresariais.

Num uso incorreto e injusto deste potencial todo, órgãos de inteligência e defesa de países dominantes, quase sempre inseguros de sua solidez devido ao que representam, mesmo para sua gente, a liberdade das pessoas é podada e sua vida devassada, exposta sem pudores, ou simplesmente arquivada e gravada em algum canto semelhante a um cenário de filmes de Ridley Scott.

Ao correr a notícia, a indignação atinge centenas de milhares de pessoas, alguns governos em desenvolvimento, setores da sociedade mais reflexivos e pronto... Depois fica tudo como está.

Daqui a pouco tudo esfria, alguns indignados mais ardorosos desaparecem aqui e ali, outros são repentinamente culpados de atentados aqui e ali, outros acabam sendo acusados de um crime aqui e ali e para ajudar a força motora desta ação criminosa a grande mídia sempre estará pronta para dar conta de tornar verdade o que era mera suspeita ou sequer possibilidade, só pra ajudar a descartar pequenos incômodos.

É lamentável que diante desta evolução tão grande, ainda exista a sombra de algo tão medieval, próximo e semelhante a uma "inquisição" dos tempos modernos, em que são hereges todos aqueles que se atrevem a dizer o que pensam ou acreditam. 

De minha parte eu só queria ver reação a este abuso e agressividade tão grandes.  Mas se fico sozinho nesta, nada mais sou que uma mera pedrinha nos sapatos de alguém.  Acabo virando um daqueles "indignados mais ardorosos" e que pouco estrago causam.

E bolas, diante de um poder tão grande que humilha um presidente em voo de volta pra casa, planta noticias as mais loucas em qualquer rascunho de revistas ou tablóides, infiltra manifestantes em protestos de ruas nos mais variados continentes e controla o capital mundial (de poder bélico a opinião pública), nunca é demais pensar, até mesmo correndo o risco de ser ridículo, que se uma gripe forte nos matar ou um raio partir nossa cabeça, ainda assim pode ser que tenhamos sido meramente "deletados" por apenas respirar diante do império.

terça-feira, 23 de julho de 2013

De Marx a Francisco I


Quem sou eu para falar da teoria de Marx ou para defender o socialismo e a revolução, único modo de alcança-lo.

Sou da Classe Média, dono de empresa, sou cristão (tento ser até praticante).  Gosto de passear em shoppings, vejo televisão, por vezes até a Globo.  Leio revistas, não chego a ler Veja, mas leio Super Interessante e outras da Ed. Abril.  Não tenho uma formação acadêmica invejável, não sou operário, nem camponês.  Já fui filiado a alguns partidos, sendo boa parte destes, de centro, mas quase todos, reformistas.  Voto em Lula e Dilma, com certeza.  Minha veia revolucionária é a de simpatizante. 

No entanto, penso que de quando em quando, um palpitezinho aqui, uma conversinha ali, até ajudam a causa revolucionária.  Na pior das hipóteses, defendo-os perante amigos, parentes.  Reproduzo boas matérias, bons e-mails, já criei grupos de debates, gosto de ler livros sobre Materialismo Dialético, sempre admirei muito mais o vermelho que o verde e amarelo.  Faria Ciências Sociais se tivesse possibilidade de me dedicar aos estudos.  Consigo aglutinar e mobilizar pessoas quando se precisa.  Leio Galeano, admiro Fidel, Chavez, emprestaria minha casa, minhas roupas e meu tempo pela defesa da liberdade de expressão, de pensamento, de culto etc.

Enfim, penso que, se não represento grande risco à direita, por outro lado adoraria ver a esquerda verdadeira no poder.  Entendo que a Social Democracia só atrasa o processo e que o Socialismo é, sem dúvidas, a mais perfeita Relação Social.  Entendo que ainda não houve no mundo um socialismo real, que representasse na íntegra a proposta original.  A proposta da grande pátria mundial, sem amos, sem exploração.  Afirmo sem medo que o Capitalismo está caindo de podre, mas graças a ele será possível o atingimento do próximo degrau da evolução humana, representado no socialismo.

Tanto sei disso e de tal forma o sei, que também sei que o atingimento do Socialismo depende de três colunas mestras a compor as condições objetivas de seu alcance: teoria revolucionária, sujeito revolucionário e situação revolucionária.

Vivemos nos dias presentes, condições muito especiais.  Hoje é possível substituir no trabalho, seres humanos em condições subumanas, por máquinas.  É possível diminuirmos o tempo de serviço (redução de jornada) sem prejudicar a produção ou o atendimento das necessidades básicas da humanidade.  As mobilizações e níveis de consciência, em que pese muita coisa estar ainda desordenada, nunca foram tão propícios, oferecendo um momento histórico valioso para mudanças.

No entanto, o sujeito revolucionário, que hoje se mistura inclusive em massa, na Classe Média, precisa ser ligado à teoria revolucionária.  Pois só assim completa-se o círculo, o tríduo necessário que compõe as condições objetivas.

E a teoria revolucionária existe.  Fortemente impregnada de grandes verdades e capaz de mudar realmente o rumo das coisas. 

No entanto, verifico dois graves problemas e se quem me lê não estiver nem aí, tudo bem.  Mas devo dizer, pois como simpatizante da “causa”, aquilo que me atinge de leve, tem o efeito de uma bala de canhão em tantos outros não tão simpáticos como eu.

O primeiro tem a ver com a didática, a linguagem desta teoria.  Quase sempre formulada por grandes intelectuais, estudantes dedicados e outros que tiveram a possibilidade de estudar ou viver em um ambiente propício a estas idéias, são inaudíveis, incompreensíveis e inatingíveis a tantos outros componentes das massas que se quer compreendem o básico, quanto mais abstrair a informação em sua essência.  Enquanto não houver uma adaptação desta linguagem, ela continuará sendo privilégio de poucos.  Não abraçará as massas, não atrairá mais adeptos e prosseguirá sendo rechaçada por tantos.

Não bastasse, boa parte dos defensores da teoria revolucionária, são incapazes de ter a sensibilidade necessária para lidar com o senso comum (que os aborrece profundamente), com a religiosidade das pessoas e com o apego a padrões de educação e comportamento que foram ministrados ao longo de uma vida inteira e que perpassou diversas gerações de uma mesma casa.

Vejo consternado discursos agressivos de defensores do socialismo contra a fé, contra equívocos cometidos ou discursos (não maldosos) oriundos da formação distorcida das massas.  Isso, ao contrário de aglutinar, afasta.  Ao contrário de conquistar, causa repúdio.  Ao contrário de contaminar, gera vacinas.

Combater veementemente a figura e a visita do Papa e negar as mudanças sensíveis que ele já propõe no seu início de mandato, tendo convocado uma comissão para investigar o Banco do Vaticano, a Imobiliária mais poderosa do planeta e criado inclusive um corpo de Cardeais para reavaliar a Teologia da Libertação é descartar logo de cara a simpatia dos milhões de católicos brasileiros.

Da mesma forma, apoiar a deposição de Dilma, criando de forma inconsequente e factual o avanço do "tucanato", afasta os componentes de uma base considerável da massa trabalhadora.

E se estes agentes da revolução não estão preocupados com isso, então os verdadeiros inimigos da revolução não são a classe média, a mídia corrupta e deformadora, mas eles próprios que envoltos na redoma da “perfeição”, não conseguem descer ao nível daqueles que serão (em número) os sujeitos responsáveis pela grande mudança.

Traduzindo na minha modesta linguagem nada acadêmica, pouco teórica e menos ainda “esquerdista”, gostaria que a revolução se desse em espírito, em verdade, numa luta que atrai, une, transforma.

Pois o grande Marx, com certeza, defendeu sempre o socialismo como sendo a sociedade mais justa, mais humana e mais igual.

E se é igual, não tem castas, não só de magnatas e ricos em contrário a pobres e miseráveis, mas também de mentes iluminadas em contrário a meros instrumentos.

Esta é minha opinião.


sábado, 20 de julho de 2013


Osmar Bertacini, César Augusto Rodrigues, Dirceu Ramires, Barra Mansa, Fernando Gobo, Calegari, Leôncio, Zanon, Laranja, João Leopoldo, José Antônio D’ângelo, Marco Damiani, Feitosa, Oto Fukumitsu, João Gomes, Rubinho, Falco, Aristides...

Estes e tantos nomes mais fizeram parte de um bom pedaço de minhas adolescência e juventude.  Alguns, até hoje estão presentes em minha vida. 

Entre outros, formavam um grupo ligado ao ramo de Seguros, para o qual meu pai entraria em 1979 e somente se afastaria em meados de 1990.

Contratado primeiro pela Itaú Seguros, uma grande escola onde ganhou prêmios diversos e mais tarde pela Internacional de Seguros, sem dúvidas uma companhia de qualidade invejável e política fantástica, meu pai fez respeitável seu nome e ganhou espaço mais tarde abrindo sua própria corretora.

Carlos Gomes, como era conhecido no meio, fundou a Rio Preto Corretora de Seguros, que trouxe consigo alguns nomes interessantes de produtores sérios e competentes.

Extremamente dedicado e profissional, criou uma gama de clientes bastante grande, dentre os quais empresas importantes e figuras conhecidas, alguns dos quais até hoje fiéis ao nosso escritório.

A Rio Preto também capacitou bastante gente, dentre estes a mim, que mais tarde herdei a responsabilidade de continuar com o negócio.

Bastante jovem, embora rodeado pelos melhores, aprendi muito e ainda que tenha cometido alguns erros ao lado de um parceiro (meu pai também deixou-me um sócio), foi possível continuar no ramo até os dias atuais.  Contei sempre com as dicas valiosas do Carlos Gomes e da paciência e ajuda imprescindíveis de minha mulher, hoje a grande capitã desta nau.

Em meados de 1994, a Rio Preto Seguros encerrou suas atividades por um período, dando lugar mais tarde (em 1995) à Confidence Corretora que então se especializou em ramos um pouco diferentes.  Já com novos nome e marca, a corretora acrescentou ao seu quadro societário, Caroline Gouvêa, hoje minha mulher e que com competência e dedicação incansáveis fez grandes e consideráveis mudanças.

Caroline inovou um tanto mais e desde 2005 a corretora responde pelo nome de San Martin Corretora de Seguros.

O negócio segue em frente e se considerarmos a data da fundação da Rio Preto Corretora, poderíamos dizer que temos nas mãos este negócio há mais de 28 anos.  Contudo, se for necessário contar pela data do novo contrato social, somamos também 18 anos no ramo.  De qualquer maneira, um tempo considerável de experiência.

Em fevereiro último, num golpe de visão bastante futurista, lançamos a corretora no Mercado de Franchising, partilhando a marca, o know how e dicas negociais.

Com isso, uma nova unidade nasceu em Presidente Prudente, outra em José Bonifácio e duas outras estão a caminho (aguardando inauguração), em Sorocaba e Capital (São Paulo).

Preocupados com as origens, que tem na figura de meu pai o compromisso com a seriedade e com a confiança adquirida nos anos de minha mulher à frente, não queremos deixar de lado a legislação, os preceitos regrados pela SUSEP, bem como o respeito à classe dos Corretores representada, sobretudo, pelo Sincor, seu forte Sindicato.

Trabalhar inovando, sem perder o norte, faz deste projeto um desafio nobre e que defendemos no dia-a-dia da San Martin.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Manifesto: O MPL cumpriu seu papel histórico... É hora da unidade da esquerda.



O MPL cumpriu seu papel histórico... É hora da unidade da esquerda

Vimos nestes últimos dias a emergência do resultado de anos e séculos de opressão e de descaso dos dominadores para com as necessidades do povo. Aquilo que parecia ser um país pacífico e cordial, mostrou a verdadeira face: a força gigantesca de um povo que só estava quieto porque era mantido sob os grilhões do

pão, circo e tropa de choque.  
Mas toda anestesia e todo estado letárgico de repente parecem ter cessado. O gigante despertou... como dizem as massas nas ruas.
Isso ocorreu como a água que se derrama do copo quando embaixo de uma goteira, e ocorreu como o rompimento de uma barragem: um processo que leva anos para saturar. Mas saturou! Transbordou! E isso ocorreu quando, motivados pelo espancamento dos manifestantes em SP e a luta pela diminuição das tarifas do transporte, apareceram em cena. Desde o surgimento da Internet, a massa anestesiada pelo circo ficou potencialmente menos refém das grandes mídias e esse é um caminho sem volta. Assim, a mentira não pode mais ser repetida mil vezes até se tornar verdade, pois a internet apresenta fontes alternativas da realidade. O que as lentes profissionais escondiam, as novas lentes de cada indivíduo nas ruas agora mostram. O controle que o Grande Irmão almejava se torna quase impraticável. E assim, de compartilhamento em compartilhamento, os homens e mulheres deste país tiveram acesso ao real, sem simulacros. E vendo que é possível sonhar sem estar dormindo, resolveram sair da frente dos monitores e ganhar as ruas, apoiando um movimento legítimo, construído ao longo de 8 anos, chamado Movimento Passe Livre (MPL). O movimento cresceu dia a dia e angariou novas pautas reivindicatórias. As contradições se explicitaram, como a gritante incoerência de se gastar bilhões para estádios de futebol num país de fome e não ter leitos hospitalares e nem aparelhos para exames de urgência. As pessoas começaram a enxergar a sua realidade pelas lentes da contradição... E a COPA que era um fetiche dos brasileiros apareceu como o que verdadeiramente é: um megaevento puramente mercadológico no qual setores do capital se aproveitam para sugar o que resta dos salários dos fanáticos torcedores. E os jogadores nada mais que mercenários da indústria de entretenimento vulgar. É que quando a vida é lamentável, a criatura oprimida quer um suspiro, mesmo que ilusório, seja este suspiro uma Copa, uma novela ou uma crença.
Mas o suspiro apareceu como engodo e o vale de lágrimas se revelou por completo. E assim, a acomodada classe-média e alguns trabalhadores despertaram para receber a
verdadeira seiva das ruas. Saímos todos gritando contra um mar de calamidade e injustiças. E todos parecíamos uma só nação. E todos praticamos o sacro direito da desobediência civil.
No entanto, somente os ingênuos não se aperceberam que há algo abaixo e além da política que nos separa. Logo o movimento apareceu na sua riqueza e na sua multiplicidade. E o que relativamente é majestoso, como o caso da diversidade, logo mostra sua outra face. Há dois tipos de diversidade: aquelas que são complementares e aquelas que são excludentes. E logo ambas apareceram: De um lado meninos e meninas comportados e de outro aquilo que a mídia insistia em chamar de "vândalos". E logo o movimento incorporou este jargão forjado pela grande mídia para criticar aquela diversidade que via no movimento ativo uma tática mais radical para apressar a transformação. E se não cabe justificar, cabe ao menos compreender: ou eram PMs infiltrados ou parte da população que deu vazão à revolta guardada por anos de uma vida capitalista superficial e sem sentido.
Mas apareceu também uma nova diversidade excludente: entre aqueles que se organizam por partidos revolucionários e os que se dizem apartidários. E como é uma diversidade que a mídia diz ser excludente, de convivência diversa, passamos a vivenciar uma hostilidade. Grupos de partidos revolucionários, quase seculares, e que já lutaram contra duas ditaduras truculentas e assassinas, como é o caso do PCB e de outro partido que durante quase duas décadas também luta com heroísmo junto à população neste país, caso do PSTU, acabaram alvos de ofensivas mais violentas.
A manifestação pacífica parecia agora mais violenta. E a violência era também interna. A hostilidade contra as bandeiras de partidos ganhou força ainda mais com a presença cínica de militantes cujos partidos (PT e PCdoB) governam esta nação (em tese). É fácil entender a ira do povo contra suas instâncias representativas quando estas traíram e traem sua base. Se com a eleição de Lula, a

esperança venceu o medo... após 10 anos de governo PT, podemos finalmente dizer que a traição venceu a esperança. E com isso, a generalização burra e simplista ganhou força nas ruas, num coro de "fora partido".
Mas se a manifestação apartidária é justa e se o sentimento antipartidário é compreensível em tal conjuntura histórica, fazer uma tabula rasa entre os partidos burgueses que sempre estiveram no poder e os partidos revolucionários que sempre estiveram nas ruas, é injustiça e desconhecimento histórico das suas lutas junto ao povo. Mas agora era tarde e o cheiro de golpe começa a aparecer. De uma manifestação linda e livre, exigindo reivindicações progressistas, passamos a ver e ouvir um ruído de fundo que não tem muita tradição nas ruas. A classe-média trouxe junto de si para as ruas aquilo que
parte das massas tem de pior: ingenuidade política, obscurantismo e ranço nacionalista. E de um ruído de fundo, passamos a ouvir ecos mais fortes na multidão. É que a extrema-direita, por pequena e insignificante que seja, é boa nadadora e nada velozmente no mar da ignorância das massas. Ela as utiliza e as manobra com seu discurso asséptico e ufanista, apelando para o lado mais irracional dos homens e mulheres. E para os ouvidos treinados, o eco soou o alerta: reprimir partidos de esquerda e gritar pelo nacionalismo é uma receita muito conhecida das ditaduras ocorridas aqui e do Nazi-fascismo! Junto a eles, os partidos de direita, que sabem que não precisam estar nas ruas com suas bandeiras para manobrar e utilizar os movimentos, numa clara demonstração de oportunismo camuflado, já incitava nos bastidores um "fora Dilma"...
O governo Dilma e o governo Lula não passaram ou não passam de um governo que traiu a classe trabalhadora. Não porque mudaram de lado, pois nunca foram revolucionários e nunca foram necessariamente contra a origem destes nossos males, que é o capitalismo. Mas traíram a esperança que o povo ingênuo depositava neles. Todavia, não se conserta o mal criando mal maior. E assim, "cortar a cabeça" de Dilma é tudo o que a direita e os abutres reacionários querem. E é o que não iremos dar de bandeja. Este governo podre deve cair, mas junto com o sistema que é o verdadeiro causador da corrupção do homem e da vida: o capitalismo!
O Movimento Passe Livre, que não é tão ingênuo assim, percebeu a armadilha que as dimensões colocaram aos protestos e por isso se retiraram. Por certo, viram este filme acontecer na Venezuela recentemente, quando a direita convocou a classe-média e a pequena burguesia para as ruas contra Chavez. A tentativa reiterada de golpe era clara. Com a ação da CIA na Venezuela, no golpe contra o presidente paraguaio, Lugo, e o histórico de intervenção estadunidense na América Latina (vide a operação Condor que instaurou as ditaduras aqui e nos países vizinhos), o quadro se tornou nítido e a manobra da direita nas ruas manifestou-se evidente.
Assim, a dimensão assustadora dos protestos, a perda de controle e o cheiro de golpe de direita fizeram nossos jovens heroicos vacilarem. Em parte por consciência e em parte pelo despreparo, adotaram a medida mais irresponsável (embora compreensível), que foi tirar o time de campo. Mas esta atitude tomada pelo MPL nesta altura só agrava a situação, entregando o movimento nos braços da burguesia reacionária e a ultra-direita fascista. E por isso é irresponsável. Talvez pagam agora o preço da ingenuidade de crer que a neutralidade de um movimento é garantida pela refração a partidos políticos, quando na verdade é justamente o contrário. Os partidos têm acúmulos de experiência de anos de
história e é justamente este acúmulo que garante a estas organizações o preparo suficiente para estes momentos convulsivos da sociedade. Por isso é compreensível que os militantes, que não esperavam pelas dimensões nem pelas direções que o movimento tomou, afastem-se para respirar. Mas ser compreensivo não quer dizer que seja a atitude mais coerente e responsável para o momento.
Assim, é hora de convocar o MPL para juntar-se novamente às fileiras desta demonstração maravilhosa da força das massas nas ruas. Os protestos não podem parar agora. Mas também não estarão sozinhos. É hora de entrar em cena outros movimentos com acúmulo de experiências para ancorar e garantir a vertente progressista dos protestos. É hora da classe trabalhadora também ser convocada para juntarmos uma pauta ainda maior, pois quando a classe trabalhadora para, o Brasil para! As organizações de esquerda, juntamente com os trabalhadores do campo e da cidade, devem reconduzir os protestos para o caminho da transformação, da tolerância e da democracia radical.
Estudantes e trabalhadores, devemos nos unir novamente, porque ante esta união o poder treme! Esta união cria a maior força social que um país pode conhecer. Ante ela nenhum sistema, por mais desigual e injusto que seja, permanece inalterado.
Para as ruas todos!

sábado, 22 de junho de 2013

INVERNO BRASILEIRO


Depois da Primavera Árabe, o Inverno Tupiniquim. 

Os brasileiros vão as ruas para protestar por questões que vão da redução da tarifa de ônibus até a o fim da corrupção no país.

Reclamações decorrentes da realização da Copa do Mundo no Brasil também fizeram parte da das reivindicações.

No entanto, alguns excessos fizeram parte do bonito movimento que se verificou nas capitais e principais cidades brasileiras.

É bem sabido que não há processos inteiramente pacíficos, mas a existência de uma horda de baderneiros exagerados prejudicou o brilho dos acontecimentos.  Pra piorar, uma pauta confusa gerou ainda a possibilidade de oportunistas agirem por trás.

Os partidos da ultradireita, aliados com grupos reacionários, encontraram ressonância.  Ouviram-se gritos de “fora Dilma” e militantes históricos foram banidos das passeatas fazendo a alegria de setores conservadores da sociedade e quiçá de nações super interessadas na baderna geral e na instabilidade política da nação.

Famosos veículos de informação, sempre ligados ao “antiesquerdismo”, se postaram de simpáticos ao movimento.

Foi necessário um pronunciamento da presidenta e a retirada do comando dos movimentos que declarou terem os mesmos sido atendidos a partir dos protestos.

Enfim, a lição foi aprendida e foi ministrada e os governantes e elites entenderam o recado.

No meio de tudo, declarações equivocadas de esportistas e outros, se misturaram a oportunistas que até música criaram para voltar à mídia.

domingo, 2 de junho de 2013

O Teletransporte é uma realidade -

Uma pessoa é desmaterializada em um ponto do espaço e tempo volta a se materializar em outro ponto distante, quase que instantaneamente. Em pouco tempo essa cena poderá não ser uma exclusividade da ficção científica.
Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hefei, na China, conseguiram, pela primeira vez na história, teletransportar um objeto macroscópico a uma distância de 150 metros, utilizando o princípio de enlace quântico, no qual duas partículas compartilham a mesma existência, ou seja, uma mesma informação, independentemente da distância entre elas.
Desse modo, a transmissão entre dois objetos se faz possível de forma instantânea, de um ponto a outro, sem que a informação tenha que atravessar o espaço que os separa. No entanto, a ponte quântica definida pela brecha de tempo na qual esta informação se mantém intacta antes de ser destruída, não supera atualmente os 100 microssegundos.
Em Londres, especialistas da Universidade de Cambridge conseguiram desenvolver um modelo matemático que explica como aumentar a resistência da união quântica, ao abrir as portas para computação quântica, essencial para uma teletransportação complexa.
Segundo os cientistas, este foi um avanço fundamental, embora o mais importante ainda esteja por vir.
 
Extraído do Site History Notícias de hoje.

sábado, 1 de junho de 2013

As grandes invenções de brasileiros injustiçadas pela história.

Tirei de um e-mail de minha amiga Neuza Simpson.  Acredito que este texto e imagens pertençam a algum blog, desculpando-me neste ato por qualquer ato de "cópia" ou arremedo.  O que tentei foi colaborar para sua divulgação, uma vez que o assunto é bem interessante.  Parabéns portanto a quem o montou no original.
Segue na íntegra.

10) AVIÃO.

 

 


 

SANTOS DUMONT - 1906

 

Até que essa invenção não é assim tão injustiçada. Em 2006, centenário dos primeiros vôos com o 14 Bis, Santos Dumont recebeu homenagens no Brasil e até na Europa. Mas, por causa dos americanos, a paternidade do avião ainda é polêmica. Segundo eles, os verdadeiros "pais" do invento seriam os irmãos Orville e Willbur Wright, que em 1903 voaram com o Flyer I. Os Wright fizeram seu avião voar com a ajuda de uma catapulta. Dumont foi o pioneiro da decolagem "autônoma": o 14 Bis subiu impulsionado por um motor a combustão.

 

 

 

09) DIRIGÍVEL SEMI-RÍGIDO.

 

 


 

AUGUSTO SEVERO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO - 1902

 

Trabalhando em Paris, esse brasileiro desenvolveu o projeto do primeiro dirigível "semi-rígido" - em vez de usar apenas tecido, parte da estrutura do invento tinha uma armação de metal para melhorar a sustentabilidade. Criatura e criador tiveram um fim trágico: no vôo inaugural, quando o dirigível estava a 400 metros de altura, uma explosão detonou o aeróstato e matou os dois tripulantes - Severo e seu mecânico.

Apesar de pouco conhecidas, as inovações estruturais do dirigível semi-rígido ajudaram a aperfeiçoar o zepelim, inventado em 1900.

 

 

 

08) ABREUGRAFIA.

 

 


 

MANUEL DIAS DE ABREU - 1936

 

Esse nome complicado indica um método rápido e barato de tirar pequenas chapas radiográficas dos pulmões, para facilitar o diagnóstico da tuberculose, doença mortal no início do século 20. O teste, que registra a imagem do tórax numa tela de raio X, espalhou-se pelo mundo. O inventor do exame, Manuel de Abreu, foi indicado ao Nobel em 1950 e teve o invento batizado em sua homenagem. Mas só no Brasil: em outros países, o exame recebeu nomes como "schermografia" (Itália), "roentgenfotografia" (Alemanha) e "fotofluorografia" (França).

 

 

 

07) BALÃO A AR QUENTE.

 

 


 

BARTOLOMEU DE GUSMÃO - 1709

 

Na frente do rei de Portugal D. João VI, o padre Bartolomeu de Gusmão fez a primeira demonstração pública da Passarola, um engenho voador que levitou a 4 metros de altura. A idéia surgiu quando o religioso observou uma bolha de sabão e sacou que o ar quente é mais leve que o ar exterior, e pode ser usado para fazer coisas vagar pelo ar. O balão foi visto com graça, mas ninguém botou fé na invenção. Em 1783, os franceses Étienne e Joseph Montgolfier criaram um balão nos mesmos moldes do Passarola. Entraram para a história como pioneiros.

 

 

 

06) ESCORREDOR DE ARROZ.

 

 


 

 

BEATRIZ DE ANDRADE - 1959

 

Muitas vezes a gente pensa que coisas simples do dia-a-dia surgiram há muito tempo, quem sabe na Antiguidade ou até na Pré-História... Não é o caso da bacia conjugada a uma peneira que a gente usa para lavar o arroz: a criação, 100% brasileira, é da dona-de-casa Beatriz de Andrade, que vendeu os direitos do aparelho para um fabricante de brinquedos. O invento fez o maior sucesso na Feira de Utilidades Domésticas de 1962. Como Beatriz recebia entre 2,5% e 10% das vendas, o escorredor deu uma bela força a seu orçamento familiar.

 

 

05) RADIOTRANSMISSÃO.

 

 


 

ROBERTO LANDELL DE  MOURA - 1899

 

 

 

Padre brasileiro, Landell foi o precursor na transferência de voz por ondas de rádio. Da avenida Paulista, o cara emitiu um som ("Alô! Alô!") que foi ouvido a 8 quilômetros de distância num telefone sem fio. No mesmo ano, o italiano Guglielmo Marconi, mundialmente considerado o pioneiro da radiotransmissão, só conseguiu transmitir sinais telegráficos (aquele "tec-tec-tec") a algumas centenas de metros. O nome de Landell só foi conhecido no mundo em 1942, quando a Justiça americana decidiu que Marconi (que leva a fama até hoje) não era o inventor da radiotransmissão.

 

 

 

04) IDENTIFICADOR DE CHAMADAS

 (BINA).

 

 


 

 

NÉLIO NICOLAI - 1982

 

O mineiro Nélio Nicolai foi o inventor da tecnologia capaz de identificar o número telefônico de quem faz e recebe ligações. Ele tem a patente da criação, batizada de Bina - sigla que significa "B Identifica Número de A". Mesmo assim, ele vem travando uma briga na Justiça do Brasil e de vários países para provar que o invento é seu.  Ele alega que as operadoras e fabricantes de telefones copiaram na caradura a tecnologia que ele inventou, sem pagar nem um tostão de direitos autorais.

 

 

 

03) DIRIGÍVEL.

 

 


 

JULIO CEZAR RIBEIRO DE SOUZA - 1880

 

O paraense Julio Cezar mandou bem unindo o balonismo e a aviação para conceber o primeiro dirigível de todos os tempos. Mas o problema é que ele demorou para dar asas à novidade... Em 1884, o cara recebeu a notícia de que os franceses Charles Renard e Arthur Krebs haviam plagiado o seu projeto e realizado pela primeira vez na história um vôo a bordo de um balão dirigível. E o pior: sem fazer qualquer referência às teorias do inventor brasileiro! Apesar de ter patenteado sua invenção em 1881, Julio Cezar nunca conseguiu voar com seu invento. Foram algumas tentativas frustradas e só.

 

 

 

02) FOTOGRAFIA.

 

 


 

HERCULES FLORENCE - 1832

 

Nascido na França e radicado na atual Campinas (SP), esse franco-brasileiro foi quem primeiro descobriu uma forma de gravar imagens com o uso da luz. Ele bolou um método para imprimir fotos usando papel sensibilizado com nitrato de prata - princípio fotográfico usado até hoje em revelações. Nascia a photografie. Três anos depois, o processo de revelação fotoquímica ganhava notoriedade na França com as pesquisas de Louis Daguerre e Joseph Niépce. Ao saber que os franceses estavam sendo considerados os pais da fotografia, Florence abandonou as pesquisas.

 

 

 

01) MÁQUINA DE ESCREVER.

 

 


 

 

FRANCISCO JOÃO DE AZEVEDO - 1861






A invenção do padre Azevedo parecia com um piano de 24 teclas que imprimiam letras num papel - para mudar de linha, era preciso pisar em um pedal na parte de baixo do aparelho. Alegando estar velho e doente, o padre entregou seu invento ao negociante George Napoleon Yost, com a promessa de que havia pessoas interessadas em fabricá-lo nos Estados Unidos. Péssima idéia. Em 1874, o americano Christofer Sholes apresentou um modelo quase igual ao do padre Azevedo. A empresa Remington se interessou e passou a fabricar as máquinas, sem nem lembrar do brasileiro.

 

 
 

As peripécias de Baía - Remanescências de Carlos Alberto Gomes (Gomes de Castro)

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