terça-feira, 15 de novembro de 2016

Vender Mais - Adaptação

O maior desafio no mundo dos negócios é justamente vender mais.
Não importa se mercadorias ou serviços, as empresas foram criadas para se colocar no Mercado por meio dos seus produtos.
É na venda deles que ela se sustenta, se mantém.
Este desafio não é de hoje.  Por muitos anos, vender é vender e se a empresa não vende, está fora do Mercado e pronto.
Mas com o tempo, o Mercado foi ganhando novos formatos.  Diferentes nuances.
O dinamismo dos avanços tecnológicos que substituem mecanismos humanos por meios eletrônicos é um exemplo disso.
O próprio consumidor é muito diferente e muda a todo instante numa velocidade ainda maior que estes avanços.
Minha querida avó, um dia contou-me uma história que eu sempre narro a amigos e colegas de trabalho.  Trata-se do esforço hercúleo que ela precisava fazer para poder tomar seu banho diário, há algumas décadas atrás.
Morando na zona rural ela enfrentava uma verdadeira luta.  No entanto, manter este hábito não era muito diferente pra quem habitava a cidade mais próxima, de onde ela vivia.
Ela contou-me que saía de sua casa, andava alguns passos, cerca de cinquenta metros, para chegar até o poço, a cisterna.  Com um balde vazio nas mãos, ela girava uma grande manivela de madeira para alcançar o fundo e retirar de lá alguma água.  Era pesado o retorno do balde, exigindo uma força sobressalente para puxá-lo.  Enfim, a água chegava, turva às vezes é verdade.
Segundo me disse, já teve um dia, ou dois, em que teve que retirar um sapo que veio junto à água.
Então, com o balde agora cheio e pesado, voltava pra casa.  Esquentava um pouco a água no "fogão a lenha" que dava trabalho semelhante para acender (lenhas, fogo, abanos etc.).
Após testar, com o dedo, a temperatura da água, carregava o balde até o banheiro, agora com um pano para proteger as mãos de uma possível queimadura.  Ao chegar no lugar de banho, tinha que subir em uma cadeira para despejar a água em uma lata afixada no alto de um ferro bem posicionado para este fim.  Imagine uma garota fazendo isso.
Despia-se.  Daí, com uma cordinha já preparada, tombava um pouco da água sobre si, se ensaboava e depois jogava mais um pouco da água para retirar a espuma.  No frio, o banho tinha que ser rápido, ou a água esfriava rapidamente, me explicou.
Mas o final valia o esforço.  Estava limpa, cheirosa e bem cuidada.
Agora vamos pensar nas pessoas de hoje.  Em nossos filhos.
Contam com banheiros confortáveis, duchas deliciosas e com temperatura facilmente adequável ao gosto, toalhas felpudas, shampoos e cremes de perfume exuberante.  
Não é raro reclamarem do espaço do box, do cheiro do sabonete, da aspereza da esponja.
As pessoas estão absurdamente mais exigentes.  Com tudo à mão, desejam o melhor dos melhores, que amanhã já estará ultrapassado.
É assim no banho, com os eletrodomésticos, com os aparelhos celulares, com o corte de cabelo e com os opcionais dos carros.
Se as empresas não se adaptam a este público, vão perdendo espaço.
Se não é diferente com mercadorias, tampouco com serviços.
Assim, se uma empresa deseja se manter e ao mesmo tempo potencializar suas vendas, deve pensar nisso.  Deve se atualizar e atualizar suas equipes a que foquem mais no cliente.
Alguns detalhes não podem ser desprezados.
A agilidade, por exemplo.  São muitas as pessoas que trocam um delicioso almoço a la carte pelo rápido "self service".  Mas até isso já ficou pra trás. Lanches rápidos e comida pronta entregue nos ambientes de trabalho, são a marca da nova geração de trabalhadores.
Outro importante item a se observar é o espírito democrático que deve permitir ao cliente, montar seus combos, comprar sozinho, escolher e pagar.  Meus filhos ficaram encantados com um supermercado em Londres onde comprávamos e passávamos sozinhos em uma máquina que lia nossas compras, cobrava e dava o troco eletronicamente, sem qualquer intervenção humana.  Talvez por ser novidade.  Mas experimentemos num supermercado aqui, no qual possamos nos livrar das filas e passar nossas próprias mercadorias.  Inovação, agilidade, sentimento de confiabilidade por parte do estabelecimento, dentre outras sensações.
Se no entanto para o tipo de mercadoria ou serviço da empresa, houver um vendedor, um atendente, um consultor, este precisará ser sério.  Não carrancudo, mas sério.  Consciente do que faz, do que vende, do que oferece.  Esclarecedor e facilitador.  Aquele que vai procurar um número que nos sirva, ou então, um modelo bem parecido, mas que interpretou nossa vontade, nosso desejo.  Ele precisará fazer uma leitura de nossa necessidade, inclusive, entendendo um pouco de tudo.  Um multi-versátil vendedor.  Como você é?  E os vendedores de sua equipe, como são?
As empresas precisam se colocar no lugar dos clientes.  Entende-los e por instantes, viver como eles. Focar nos usuários do seu produto ou do seu serviço, antes mesmo de focar nas suas metas ou premissas.
Sinceridade, honestidade, leveza, sustentabilidade, transparência.  É possível vender mais quando somos virtuosos.  O cliente sabe, sente o cheiro de falcatrua, maracutaia, barra muito forçada, venda empurrada.
Essa visão nova deve prevalecer.
Tenho pena das empresas que ainda acham que o grande problema de vender algo reside no preço, ou que se preocupam demais com a concorrência.
Para vender mais, o foco tem que ser o consumidor do produto, do serviço.  O cliente que avançou, mudou e continua se transformando diariamente.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

OUTPLACEMENT

Imagine a situação:
Todo mundo falando em crise e notícias de corte para todo o lado.  Você pensa que, se fosse seu caso, possivelmente amargaria um bom tempo na fila de desempregados, pois a idade, aos poucos, o colocou em uma situação não tão vantajosa.  Mas por que isso aconteceria com você, tão dedicado? Melhor nem pensar.  
Ao chegar no escritório, bastante acostumado com a rotina, cumprimenta uns e outros e se dirige para sua mesa, sem perceber que os olhares estão um pouco diferentes, como se algo houvera acontecido e só você não sabe.
Pois bem, foi isso mesmo.  Segundos depois de se sentar, você é chamado para a sala do seu superior. Entre abraços e elogios à sua última postagem no Facebook, ele se senta constrangido, mexendo na gravata de forma incontida.  Como tudo não parece natural, você já sabe, mas ora em silêncio para que Deus lhe garanta estar errado na suspeita.
De repente, "consummatum est".
Você está na rua.  Simplesmente isso.
A crise, o inchaço no departamento, os baixos resultados nas vendas e claro, seu alto salário, seu tempo de casa.  O que deveria ser motivo de garantia da sua manutenção é agora desculpa para a demissão.
Da noite para o dia, diante de todo este cenário sombrio, você tem que acordar pela manhã do dia seguinte, sem a menor ideia de pra onde se dirigirá.
Como contar para sua esposa?  Como cancelar a viagem com os filhos?  Como devolver o carro que acabou de comprar?
Para evitar ou minimizar traumas como estes, as empresas alimentam a ideia cada dia mais forte de comporem um departamento de "outplacement".  Uma forma de agradecer e retribuir ao funcionário, por tudo aquilo que ele proporcionou enquanto dedicou seu tempo ao trabalho.
Recentemente, fui buscar maiores informações e nosso Gestor de Inteligência me trouxe uma matéria completa sobre isso.
Não tenho dúvidas.  Impossível transformar um momento tão doloroso para alguém em algo bom. Mas com certeza esse tratamento ameniza, ilumina um pouco mais a cabeça e aplaca o desespero que geralmente leva às atitudes impensadas do recém desligado.
Ajudar na composição de um bom "curriculum".  Inscrever este agora ex-funcionário em um programa de palestras para melhorar o seu marketing pessoal, a motivação, a auto-estima e sobretudo dar-lhe ferramentas de atualização.  Prorrogar por algum tempo o cartão de refeições e o plano de saúde. E principalmente, dar-lhe uma boa carta de recomendação e alguns contatos de executivos sempre prontos a pescar novos talentos.
Não é tão complexo assim e evita muita coisa.  Dentre elas, a destruição moral e emocional de um pai de família.  E claro, dá a ele a sensação de que a empresa se sente grata e só tomou esta atitude de desligá-lo por não ter outra alternativa.
Há empresas especializadas neste tipo de serviço.  Mas dentro do RH de nossas corporações, eis um tipo de atitude que faz muita diferença.
Com o "outplacement" a relação, sempre muito boa com todos os colaboradores, permanece intocada, mesmo diante do pior dos momentos.
Vamos implantar e breve.

domingo, 13 de novembro de 2016

Depressão, Alegria, Resiliência e outras coisas.

Há pessoas que se recusam tanto em aceitar que as coisas boas também acontecem, que quando estão muito felizes ou diante de realizações, começam imediatamente a pensar que algo ruim vai acontecer, ou então e pior ainda, que não merecem a graça que estão vivendo. 
Não seria mais fácil levantar as mãos aos céus para agradecer por estas bençãos e transbordá-las aos que estão ao redor?  Sim, isso mesmo.  Alegria precisa ser vivida com intensidade e compartilhada, brilhar e aparecer, como luz em um candeeiro. 
Acostumados com dificuldades e sofrimentos durante longo tempo, alguns indivíduos não conseguem muito conviver com os instantes de paz, bons ventos e felicidade.  Estranham, questionam, murmuram. 
Na minha opinião é como desfeitear um presente recebido.  Portanto agradecer os momentos felizes é o primeiro passo quando tudo vai bem.  Agradecer verdadeira e sinceramente a Deus e a todos que estão proporcionando este estágio positivo. 
Mas e se, porventura, o que estamos vivendo, ao contrário é um instante de muito sofrimento, dor, problemas? Não há também aqueles que estão aniquilados, desmotivados, apáticos e sem energias?  Vítimas da depressão, dos baques fortes que foram forçados a viver, ou mesmo doentes, depauperados? 
Claro, sem polianismo, só que é preciso enfrentar todas as dificuldades com garra, persistência, confiança, coragem e sobretudo vontade.  E se não houverem estes ingredientes, despertá-los.  
Esta é a grande prova de nobreza que alguém pode dar aos que lhes observam.  É também o imperativo teste de fibra por traz dos que deram a volta por cima diante das mais variadas circunstâncias das suas vidas. 
Esta garra, persistência, confiança, coragem e vontade, não "dão em árvores".  São itens escondidos no caráter de todo ser humano e que precisam aflorar, serem provocados. 
Vale ainda salientar que nunca saímos iguais de uma batalha, de um problema.  Sempre maiores, mais fortes e muito mais autoconfiantes. E isto forja ainda mais o nosso caráter, nossa personalidade, nos deixando cada dia mais imbatíveis. 
Eu sei que existem problemas e dores insuportáveis, mas mesmo estes são enfrentados pela maioria das pessoas que, com grande resiliência, continuam tocando em frente, mesmo depois de uma doença grave, de uma perda irreparável ou de "tombos" que a vida impõe vez ou outra.
Ser resiliente pode ser um bom começo pra aqueles que não estão bem.  E resiliência é uma coisa que a gente treina. Cada vez que mudamos uma mesa de lugar, alteramos nosso caminho de ida e volta pro trabalho, compramos um bichinho novo de estimação, ou nos mudamos de casa, de estilo, de comportamento, estamos provando essa virtude. 
Há tantos que conhecemos que habitam na mesma casa desde que nasceram, estudaram toda a carreira escolar em um só colégio, jamais se vestiram diferente ou visitaram outras igrejas, clubes, cidades.  Estes são aqueles que, quase sempre, quando de encontro com uma situação surpresa, como por exemplo o desemprego inesperado, ou a notícia de uma cirurgia iminente, são derrubados por terra, com grande dificuldade de se erguerem. 
Sempre há chances e oportunidades para testarmos nossa capacidade de adaptação.  
Se nada mudar na vida, vamos provocar mudanças e quando as coisas finalmente estiverem diferentes, vibrar, se alegrar e interpretar o novo antes mesmo de julgá-lo bom ou ruim. 
Sempre tive que aplicar a resiliência.  Desde cedo, em minha adolescência, houve momentos de eu ser trocado de escola, deixando pra trás amigos queridos e professores que correspondiam ao meu modo de aprender.  Num primeiro instante, o pânico e o pensamento nos diferentes obstáculos a se transpor.  Mas logo, a euforia e o êxtase da nova experiência sobrevinham, afastando o medo e tornando boas todas as coisas.
E assim foram meus dias.  Vivendo no Ebenezer (termo hebraico que sinaliza : "Até aqui, Deus nos ajudou..."), ou tendo que mascar correntes, sempre me lembrei da resiliência. 
Isto são conselhos, apenas isso.  Não há em mim qualquer formação nas áreas da psicologia.  Tampouco autoridade médica ou espiritual para estes aconselhamentos.  Sinto sim, apenas a responsabilidade de trazer comigo, pra uma forma mais ampliada de enxergar as coisas, aqueles que possivelmente se deparam neste momento com esta contradição entre querer ser feliz e temer a felicidade. Sentimento que provoca vazio, inquietação, tristeza sem sentido, morbidez e outros relacionados a desesperança, prejudicando, dentre outras coisas, o raciocínio, a virilidade e a própria reação. 
Estas coisas que relato aqui são fruto de minha vivência, meu combate pessoal contra a depressão, sempre à espreita.  Lembranças que sempre me ajudaram muito a ser quem sou hoje.  
Minha vida já teve tantos altos e baixos, momentos de alegria incontida e quase ao mesmo tempo, luta pesada, que me vi vivendo por mais de uma vez inspirado nas palavras do apóstolo Paulo, naquela que é sua maior lição sobre resiliência, em Filipenses 4:12,13. "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”.  
Dizer para alguém se alegrar nos maus momentos, soa falso.  Dá a impressão de que se é fingido, ou hipócrita.  Mas encontrar motivos, mesmo nas sombras, para se louvar ao sol, é comportamento que inflama a alma humana.  Alma que deve sentir no cultivo das artes, do amor incondicional e da caridade, a motivação necessária e suficiente para seguir adiante apesar de tudo. 
O negócio é não afrouxar nunca.  Desistir, jamais.  Chorar se preciso, mas mesmo com lágrimas, caminhar, caminhar e caminhar.  E se por um daqueles milagres que sempre ocorrem, acabarmos chegando onde se esperava, escolher imediatamente outra direção e recomeçar a caminhada.  Pois felicidade não é um alvo a atingir, mas justamente o que fazemos enquanto a buscamos. Eis a chave para se bater, de cinta, na depressão e outros sentimentos pequenos que nos ameaçam.





domingo, 6 de novembro de 2016

PEC 241

O que você acharia se, na empresa em que trabalha como motorista, atendente ou balconista, fosse anunciado que, em virtude dos altos gastos e despesas, a administração resolveu cortar o seu cartão de alimentação?
Só que, antes de responder, lembre-se que, enquanto isso, foram mantidos os vales combustível da diretoria e criado um vale compras para que os gerentes possam comprar ternos novos nos shoppings da cidade, a fim de andarem melhor apanhados.
Penso que isso lhe deixaria com alguns questionamentos.  Dentre eles se a ação de cortar os gastos pelo fim do cartão alimentação é justa, decente, honesta, correta e se realmente resolverá o problema que é a diminuição de gastos da empresa.  E o pior é que você não pode fazer nada, pois se gritar, perde o emprego.
Bem parecido com isso é o caso da PEC 241 que está em voga nas rodas, mas de forma extremamente superficial e sem qualquer reflexão maior.
Ela congela em 20 anos os investimentos em áreas fundamentais como saúde, educação e outras, enquanto mantém privilégios das grandes fortunas, do universo político, judiciário e de gente que paga escola particular, seguro saúde e portanto, não precisa do governo para quase nada.
Estão, por exemplo, mantidas as remunerações dos juros altos aos bancos e aos grandes investidores.
Além disso, pra se ter uma ideia, a alíquota de imposto de renda permanece a mesma.  Ou seja a das grandes fortunas é igual a de um assalariado bem remunerado (que nem por isso é rico).
Não podemos esquecer dos diversos e constantes interesses estrangeiros que sempre estiveram presentes em nosso país e desde o seu descobrimento.  E as decisões por aqui continuam a ser tomadas pensando apenas neles.
Hoje, sem preconceito, vale dizer que o principal dirigente da nossa economia, o ministro Henrique Meireles, tem cidadania americana.  Mas com certeza, nem esse é o caso.  Só que os interesses que ele e sua equipe mantém prestigiando, são mais pra lá do que pra cá.
Haveria muitas outras mudanças possíveis antes de se chegar a este extremo que a PEC impõem. Mas o povo não só deixou de ser consultado, como sequer foi esclarecido.  Enquanto isso, o Congresso na figura dos deputados federais e senadores, aprova e continua aprovando qualquer coisa que venha do Planalto sem pestanejar e sempre às pressas.
Na contra mão de tudo isso, ocorrem as ocupações de escolas, promovidas por estudantes e sustentadas por intelectuais e pais de consciência elevada, que só viraram manchete agora para serem culpadas por "atrapalhar o ENEN".  Tentativa clara de jogar estudantes contra estudantes.
Com piadas prontas sobre a politização destes manifestantes, jornalistas de má fé e alguns ressonantes da mídia formal, seguem tentando diminuir ou desacreditar o movimento e exigindo da polícia, que promova, com uso até da força se for necessário, a desocupação.  "Patriotas" sem amor pelo Brasil, que não deixam os verdadeiros patriotas brigarem pelo nosso país.
Triste sina de uma nação que tem em uma emissora de TV, concedida por políticos aos seus amigos de então, sua maior fonte de consciência e a justiça que caminha de braços dados com o próprio legislativo que, sem lembrar que é parlamento, representa qualquer um, menos aqueles que o elegeram.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A crise e o universo das franquias

Enquanto a crise financeira está a "sapecar" todo o universo do mundo dos negócios, um setor da economia parece não sentir seus efeitos.
Trata-se do "franchising".  Mais especificamente ligado às microfranquias, que são aquelas cujo investimento total não passa de R$ 80 mil.
Em apenas 5 anos, as redes de franquias nesta categoria aumentaram seu número em 10 vezes, talvez como resposta ao desemprego crescente e aos baixos investimentos necessários.
O fato, no entanto é que as microfranquias trazem consigo uma relação conflitante com aqueles que esperam explodir nos resultados, logo de início.
Com investimentos menores e estrutura enxuta, este formato de negócios demora um pouco mais para encher de alegria o investidor.
Em que pese o retorno ser rápido, não é tão grande de arrancada.
Algumas das principais características das microfranquias, nome pejorativo mas que pegou, são o caso, por exemplo, de se poder trabalhar da própria casa, investir pouco dinheiro para o início das atividades e não se exigir grande experiência no ramo daqueles que estão iniciando.
Se a rede não for sólida e sua gestão responsável, em pouquíssimo tempo, somará uma rotatividade de franqueados tão grande quanto o seu crescimento.
Já aconteceu e não foi pouco, de várias marcas se deslumbrarem com este desenvolvimento rápido no número de franqueados, sem se preocupar em garantir suporte e assistência equivalentes.
Isso deixa investidores inseguros e provoca sim um certo mal estar no Mercado, resvalando inclusive entre os que trabalham sério e compromissados com os resultados de seus franqueados.
A San Martin Corretora de Seguros, que durante 20 anos atuou como uma corretora de seguros convencional, após esta larga experiência resolveu franquear seu modelo de trabalho.
Em início de 2014, fevereiro para ser mais exato, lançou sua primeira expansão.  Hoje, quase 3 anos depois, a rede já conta com mais de 330 unidades espalhadas por todo o território brasileiro.
Claro que muitos franqueados foram atraídos pela condição facilitada da compra das unidades.  Além disso, as exigências sempre foram mínimas.  Contudo, uma estrutura digna das grandes marcas internacionais dá sustentação a este trabalho sério e dedicado.
São, somente na sede, 65 os colaboradores que se dividem entre técnicos, administrativos e comerciais.  Além disso, a rede oferece ainda 11 regiões com máster-franqueados que disponibilizam suas estruturas e assistentes em favor dos seus assistidos.
A Máster Rio de Janeiro, por exemplo, está no seu 6° encontro de franqueados em dois anos de sua abertura oficial.  Não bastassem os encontros que realiza, há um relacionamento constante mantido pelo máster e seu grupo de colaboradores cotidianamente.
O investimento para adquirir uma franquia da marca não é grande, pois o interesse maior da San Martin é crescer no Mercado como "vendedora de seguros e produtos afins".  O ideal é se importar menos com a quantidade de unidades franqueadas e as taxas proporcionadas pelas adesões de novos investidores, e mais no suporte a oferecer.
Contudo, existem marcas que, por apresentarem esta baixa taxa de adesão, precisam vender grande quantidade de franquias para se manter ou se sustentar.  Além delas focarem só na venda de franquias, este "desespero" em vender a qualquer custo, traz consigo o trauma do "mais uma", que alguns franqueados criam.  A tendência então é que eles odeiem cada nova venda da franqueadora e cada novo "parceiro" que se une ao time.  O duro é que numa rede de franquias, ampliar sua capilaridade é totalmente aceitável, pra não dizer coerente com seu propósito expansionista. Errado é não oferecer um bom atendimento depois.
Se a rede cresce de forma agressiva, costuma trazer pessoas de vários ramos de atividade ou até pessoas que nunca trabalharam.
Na San Martin, a pouca experiência dos entrantes é superada pelo treinamento inicial presencial obrigatório aos que adquirem sua unidade.  Este treinamento continua depois por meio de uma Universidade EAD.
A ideia da Universidade Corporativa é tão boa que alguns concorrentes já a copiam de forma declarada.
A UNISAN - Universidade Corporativa San Martin disponibiliza videos-aulas, palestras, entrevistas, perguntas e respostas, material didático e avaliações que visam comprovar o nível de envolvimento e assimilação dos franqueados.
Outro detalhe a se destacar é que até se permite que os franqueados iniciem sua atividade a partir de sua casa ou local atual de trabalho, mas em curto espaço de tempo, os mesmos precisam abir sua empresa e montar seu escritório/loja de maneira a se transformar de angariadores de negócios em "empresários" no ramo de seguros.
Como não existe investimento em estoque, pois trata-se de prestação de serviços, o retorno não deixa de ser rápido e o faturamento potencial.  Mas nunca é demais lembrar que o ganho do franqueado é proporcional ao seu esforço e por isso, nem todos ficam satisfeitos até se habituarem com a venda permanente.
Já por isso, não tendo garantias do recebimento percentual aferido pelos franqueados, a franqueadora para se manter, necessita do royalty fixo, por meio do que realiza seu orçamento financeiro.
Várias redes cobram também "fundo de propaganda".  Ao faze-lo devem se comprometer a realizar ações permanentes de divulgação agressiva e prestar contas deste valor arrecadado.
A San Martin não promove esta cobrança e sua divulgação é realizada com ênfase no Google, Facebook e outras ferramentas de peso na internet.  A montagem de uma TV Corporativa, que realiza trabalhos constantes, permite que os franqueados tenham acesso a dezenas de vídeos para exibição em TV aberta e fechada, redes sociais, eventos os mais diversos e ainda WhatsApp.
Esta divulgação permanente é ostensivamente cobrada pela franqueadora nos treinamentos, áudios-conferências e mesmo e-mails de contato habitual.
Na sua sede de 4 andares em uma das principais avenidas de São José do Rio Preto - Interior de São Paulo, a San Martin traz um auditório para treinamentos e reciclagem constante de franqueados e colaboradores, um competente departamento de expansão, um completo e dinâmico departamento de operações, que alivia o peso dos franqueados na ponta e um amplo e competente departamento técnico e comercial que soma um inspetor para cada 30 unidades franqueadas.
Acrescente a estes profissionais, dois advogados, técnicos de TI, Marketing, Assessores de Imprensa, RH, administrativos e o Departamento de Inteligência que trabalha a avaliação e análise da concorrência, do Mercado, da própria rede e dos clientes, a fim de colocar e manter a empresa em posição de vanguarda.
Pra se ter uma ideia, no último mês a marca lançou sua unidade shopping.  A primeira corretora de seguros dentro de um ambiente de shopping center no Plaza Avenida Shopping em São José do Rio Preto.
Funcionando como alternativa ao público cada vez maior dos centros de compra, a unidade visa ser modelo que demonstrando sucesso será também replicado às demais regiões do país.
Atenta aos franqueados, a gestão da rede promove reuniões mensais de frequência obrigatória por meio de áudio-conferência que são complementadas por áudios de produtos, mensagens corriqueiras da própria diretoria e por dois eventos que se sucedem: o primeiro, a Convenção de Franqueados que já ocorreu em março de 2016 e deverá se repetir em todo ano par e o Congresso Nacional de Vendas de Seguros que acontecerá nos anos ímpares, também no mês de março.
São estes os diferenciais que tiram a San Martin da vala comum das micro-franquias e fazem com que sua rotatividade esteja pequena e os índices de insatisfação se mantenham no mínimo.





As peripécias de Baía - Remanescências de Carlos Alberto Gomes (Gomes de Castro)

As peripécias de Baía.                 "É desnecessário que se diga o porquê do apelido desse rapaz. Muito pouco crédito se de...