sexta-feira, 31 de julho de 2009

Consumidor - consumido e com dor


"Alguém já deve ter feito este infeliz trocadilho".

Eu tive um problema recente com meu plano de saúde. Pago regiamente todo mês e realizo sim algumas consultas e até exames. Minha acupuntura, por exemplo, está coberta... pelo menos as primeiras 15 sessões.
Mas, recentemente, meu filho mais velho precisou de uma cirurgia de emergência, nada grave, ao bem da verdade. E foi nesta hora que o "plano" se mostrou pra mim. Não cobre. Hipertrofia do prepúcio é uma preexistência e se eu quisesse a cobertura, meu filho que esperasse mais 2 anos sem urinar.
A cirurgia foi feita e meu filho passa muito bem, graças a Deus. Mas o fato é que o plano não cobriu.
Fico pensando em duas coisas muito sérias. A primeira, nas pobres pessoas desta nação que ainda precisam se tratar de algum problema grave de saúde. A segunda coisa que fico pensando, trata da fartura das queixas diárias que devem rechear os corredores dos diversos procons existentes no país.
Aliás, ainda não estou discutindo a eficácia ou não de tais órgãos de "proteção ao consumidor".
Uma pessoa próxima a mim, foi prejudicada das mais diversas formas por um problema havido no seu contrato de telefonia fixa no Paraná, onde mora. Pra piorar, perdeu dinheiro e está discutindo com a Brasil Telecom sem nenhum resultado.
Telefonia aliás que é a campeã dos procons segundo notícias que tenho lido.
Estas empresas preferem causar malefícios a centenas de usuários por dia e quando um reclama, se e somente se vencer em sua pendenga judicial, as empresas pagam com tranquilidade o que seria a "exceção".
Realmente pensava-se que com o nascimento do Código de Defesa do Consumidor estaríamos mais amparados. Mas contra a "safardalha" não há amparo.
Burocracias, coisas que emperram o deslanchar dos contratos, impeditivos de indenizações... são armas utilizadas o tempo todo por este tipo de serviço (planos de saúde, telefonia e tantos outros).
É uma pena, pois no final quem acaba consumido é na verdade o consumidor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Comentários

Diversos amigos e leitores enviam e-mail informando que não conseguem publicar seus comentários no blog.
Isto me deixa muito triste, pois os comentários apimentam as discussões.
A título de teste, fui eu mesmo publicar um comentário hoje. Notei então que não conseguia.
Assim, descobri que os comentários não estão sendo publicados por motivos técnicos.
Enquanto este problema estará sendo resolvido, pois vou buscar ajuda, quem tiver algo a dizer, faça por e-mail que eu terei um imenso prazer em divulgar no blog.
Nenhuma opinião, repito, nenhuma opinião será descartada, mesmo contrariando a própria opinião deste mediador.
A finalidade maior deste blog é criar um veículo de discussões.
Grato a todos.

Um possível remédio para o governo do Brasil


Artigo enviado pelo Prof. Antônio Cáprio de Tanabi - SP

Os países desenvolvidos do mundo, como Inglaterra, Itália e Espanha, por exemplo, tem seus governos centrados no parlamentarismo. Um país pode ser governado através do Estado unitário ou estado federado. O Brasil é um estado federativo. As formas de governo podem ser monarquia ou república. O Brasil é uma república. O sistema de governo pode ser parlamentarista ou presidencialista. O Brasil é presidencialista num mecanismo de democracia representativa, ou seja, temos o Poder legislativo que é composto por senadores, deputados federais, estaduais e vereadores. Estes representam o eleitorado para compor os quadros legislativos.
Desde 15 de novembro de 1889, o Brasil se organizou no sistema presidencialista e com a forma republicana. Está ai o caos que já vivemos nestes 120 anos onde tivemos mais confusões do que paz. D.Pedro II governou o país por quase cincoenta anos e nunca o país se desenvolveu tanto como no período imperial. Pedro II representava o país e José Bonifácio (e seus companheiros ministros) governava.
D.Pedro II e Lula levam taças em termos de viagens pelo exterior. Lula, crítico deste mecanismo, adotou o avião presidencial como gabinete. O Brasil tem um presidente para resolver questões de governo e questões representativas internacionais. Não funciona. O ideal é o sistema parlamentarista, onde temos um chefe de governo (o primeiro-ministro) e um chefe de estado (o presidente). O corpo de ministros pode substituir o primeiro-ministro caso haja falhas. Nada para enquanto o presidente ’passeia’ ou mesmo trabalha no exterior no exercício da política externa. No parlamentarismo ambos os pólos atuam juntos e não como opositores, respaldados, o presidente pelo voto popular, e o primeiro ministro pelo trabalho frente ao ministério.
Creio que está na hora do Brasil modificar seu sistema de governo e adotar o parlamentarismo, já tentado no Brasil que, por razões puramente políticas e burras, não vingou. Em termos de oneração financeira, o parlamentarismo é um processo que acaba sendo mais econômico e muito mais funcional, e, com certeza, o mecanismo ideal para que o país possa sair deste marasmo executivo e imbróglio do legislativo, fora outras aberrações políticas.
Nunca nesse país...se precisou tanto do parlamentarismo como agora.
Tanabi, julho de 2009.
Prof. Antonio Caprio
Membro-Diretor do IHGG/Rio Preto.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Excelente Campanha pelo Amanhã

video

Blogs em Destaque

O blog riopretense em destaque neste final de semana para os Riopretenses, com certeza foi o do ex-juiz Cuginotti (http://politicaedireito.zip.net). É melhor entrar e conferir o conteúdo todo por conta própria. Vale à pena. Sua discussão e desabafos continuam agressivos.

Diversas


Sarney -

Hoje recebi um e-mail falando das inúmeras escolas, locais públicos, pontes e ruas com nomes de membros da família Sarney no estado do Maranhão.
Egocêntricos, loucos, sei lá o que mais. A verdade é que não bastassem os tempos de altíssima inflação da era Sarney como presidente e de todos os maleficios que já causou ao país, esta onda de escândalos envolvendo o Senado já dá pano suficiente para varrer de vez sua história de nossas mentes.
História - diz Lula... Sarney realmente a tem. Só resta saber se é importante ou benéfica para o nosso país.
Não é possível passarem os dias e o cara permanecer intacto. Acredito que esta opinião seja geral. Só ele e seus aliados com interesses bem claros, ignoram o apelo popular do Fora Sarney.

José Alencar -

É realmente impressionante a força e coragem de nosso vice-presidente que luta contra um câncer à frente de toda a nação. Não quero diminuir seus atos ou a importância de seu exemplo, mas quero lembrar que há uma infinidade de brasileiros menos privilegiados que ele sofrendo nos corredores e hospitais públicos da nação com semelhantes e piores males.
Esta orda de bravos brasileiros também merece o carinho e admiração da mídia pelo que enfrentam no dia-a-dia da saúde pública.

Felipe Massa -

Todo esportista ceifado na sua juventude ou início de carreira, sempre nos trará tristes pensamentos acerca de nós mesmos, por mais velhos que estejamos. Que se recupere logo.

Funerárias -

Estará sepultado o sonho do riopretense em ver-se livre das concessões mirabolantes e eternas que a Prefeitura e Câmara insistem em garantir ao longo de nossa história?

Gripe Suina -

A gente nem devia se preocupar tanto... Mas esse troço vai ou não parar de crescer?

Tecnologia em Avanço Contínuo -

Quem não ficou pasmado esta semana com a reportagem que dá conta da impressora 3D? Ela é uma verdadeira fábrica de sonho... Tudo é passivo de impressão... Até uma moto em tamanho real. Será que podemos acreditar em matrix onde máquinas farão máquinas e ponto final?

Honrar Pai e Mãe


Hoje eu acordei com meu senso de justiça bastante apurado. Talvez tardio.
Estive pensando no significado de manter um blog, das conversas intermináveis aos domingos com minha família em roda ou então das rodas de amigos a discutir os problemas...
Meus posicionamentos, alguns azedumes. De onde vêm essa indignação e vontade de fazer barulho ante as injustiças ou atitudes nefastas de governantes ou pessoas que, de certa forma influenciam o meio?
Daí lembrei-me sempre dos conselhos e exemplos de meus pais. Não daria mesmo para ser diferente.
Ele, ex-professor, ex-diretor, me ensinou tudo sobre seguros e henestidade. Buscou a vida inteira uma vida correta e dedicada onde quer que estivesse. Excelente poeta, tem o poder de tirar flores de qualquer ocasião da vida, embora carrancudo e sério.
Ela, uma fonte de sinceridade, verdade. Não me deixa pestanejar diante de alguma situação que peça resposta rápida. Empreendora corajosa, destaca-se em seu lado artístico como musicista em minha memória e artesã de "mão cheia".
Não me vejo diferente sendo filho de Carlos e Darci. Não quero ser diferente. Pelo contrário, permita-me Deus cada dia mais parecido com ambos e já terá valido à pena ter nascido.
Ainda que as poesias de meu pai ou as músicas de minha mãe não alcancem o estrelato das celebridades, para mim sempre serão ícones das artes e da vida.
Um beijo agradecido a ambos pela genética e espiritualidade que me legaram.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Matéria Jornal Esquerda.Net (Portugal)


Recebi mensagem do professor Dalledone a qual apresento aos visitantes.

Minha gente,
o artigo abaixo foi republicado por um jornal eletrônico português, o Esquerda.Net, geralmente portador de matérias de oposição, preparadas por quadros qualificados ou altamente qualificados. É o porta-voz de uma frente de partidos e organizações dirigidas por forças que abrangem diversos segmentos progressistas de Portugal. Mas o interessante é que, neste caso, reproduzem um artigo de Paul Krugman sobre economia e meio ambiente, com predições catastróficas para os EUA e para o mundo, havendo uma clara preocupação com os destinos da Humanidade, preocupação esta que ultrapassa os limites de classe, isto é, da burguesia norte-americana. Enquanto isso, alguns grupos de esquerda, aqueles que viram setores da burguesia passar com uma bandeira de interesse de toda a Humanidade, mas que por despreparo não sabiam que bandeira era aquela, fazem o discurso de que só defendem o meio ambiente, quando isso interessar à classe operária e à classe camponesa..., esquecendo-se ou, mais exatamente, desconhecendo que Karl Marx dizia que a classe operária lideraria uma revolução social para a Humanidade e não para si. O discurso sectário é, na verdade, não um discurso de frações avançadas da classe operária, mas de frações da pequena burguesia radicalizada e ultraesquerdista, mascarada de defensora da classe operária. Na prática, acaba levando ao desvirtuamento do discurso do trabalhador e acaba defendendo a mesma coisa que o latifúndio e determinadas frações do capital monopolista. Por exemplo, no Brasil, dizer que é balela o discurso ambientalista de proteção da Amazônia é sinônimo direto de defender os interesses de grandes pecuaristas que atuam na região e que são os principais destruiidores da floresta amazônica. Essa gente e outros assemelhados, também, explora trabalho escravo. Desse modo, a ultraesquerda, que aparenta ser um agrupamento mais revolucionário dentre todos os mais revolucionários, na prática, defende os interesses mais espúrios do latifúndio voltado para a pecuária mais agressiva e mais letal para a Humanidade!!!! Os latifundiários agradecem!!!!!
Nilson Dalledone


Encanar a perna à rã
17-Jul-2009
por Paul Krugman*


O presidente Obama e a liderança no Congresso compreendem bem os problemas económicos e ambientais e no entanto pouco fazem para os travar. Porquê? É a isso que não sei responder

Estarão os EUA a encanar a perna à rã? Ou estará o país a tornar-se uma "rã cozida"?
Refiro-me, obviamente, à proverbial rã que, metida numa panela com água fria que é gradualmente aquecida, nunca se apercebe do perigo em que está e acaba por ser cozida viva. Bem, as rãs verdadeiras saltam da panela, mas adiante. A hipotética rã cozida é uma metáfora útil para um problema muito real: o da dificuldade que temos em reagir a desgraças que, gradual e insidiosamente, nos espreitam... E desgraças insidiosas são aquilo com que mais nos temos confrontado ultimamente.

Comecei a pensar em rãs cozidas recentemente, ao verificar o lamentável nível do debate sobre política económica e ambiental. Ambas são áreas em que há um substancial atraso nos resultados até que as medidas políticas surtam efeito - um ano ou mais no caso da economia e décadas no caso do planeta - e, no entanto, é muito difícil convencer as pessoas a fazerem o que é preciso para impedirem uma catástrofe anunciada.

Neste preciso momento, tanto a rã da economia como a do meio ambiente estão quietas, impávidas, enquanto a água vai aquecendo. Comecemos pela economia. No Inverno passado, a economia estava em crise aguda, parecendo haver fortes possibilidades de se vir a repetir a Grande Depressão. E houve uma reacção política razoavelmente forte sob a forma de um plano de estímulo à economia, o de Barack Obama, embora não tão forte como alguns desejariam.

Actualmente, porém, a crise aguda deu lugar a uma ameaça muito mais insidiosa. Para muitos dos que fazem previsões em economia, o crescimento do produto interno bruto está para acontecer em breve, se é que não aconteceu já. Mas tudo aponta para uma "recuperação sem empregos": em média, os analistas sondados pelo "The Wall Street Journal" estão persuadidos de que a taxa de desemprego vai continuar a aumentar no próximo ano e no fim de 2010 será tão alta como a actual.

Ora estar-se desempregado durante algumas semanas já é mau quanto baste; durante meses ou anos é bem pior. No entanto, é exactamente o que vai acontecer a milhões de norte-americanos se a média das previsões estiver certa - o que significa que muitos dos desempregados irão perder as poupanças, as casas e muito mais. Para impedirmos esse desfecho - e não esqueçamos que não se trata de uma opinião das Cassandras económicas, mas de previsões consensuais - precisamos de mais uma leva de estímulos fiscais muito em breve. Mas nem o Congresso nem, infelizmente, a administração Obama mostram quaisquer intenções de agir. Agora que acabou a queda livre, todo o sentido de premência parece ter desaparecido.

Este estado de coisas vai provavelmente mudar logo que a realidade da recuperação sem empregos se tornar flagrante.
Mas nessa altura já será tarde de mais para se evitar uma desgraça humana e social em câmara lenta. Mesmo assim, o problema da rã cozida da economia não é nada em
comparação
com o problema da necessidade de intervir nas alterações climáticas.

Ponhamos assim o problema: Se a previsão consensual dos peritos económicos é sombria, o consenso dos peritos em questões climáticas é absolutamente assustador. De momento, a previsão dos principais modelos climáticos - não o pior cenário, mas o mais provável - é a catástrofe total, um aumento de temperaturas tal que irá desregular totalmente a vida como a conhecemos, se continuarmos no caminho que vimos percorrendo até aqui. O modo de impedir essa catástrofe devia ser a questão política primordial do nosso tempo.

Mas não o é, porque a alteração climática é uma ameaça insidiosa e não uma crise que atrai as atenções. A verdadeira dimensão da catástrofe não será visível durante décadas, talvez gerações. Com efeito, passarão provavelmente muitos anos antes que a tendência ascendente das temperaturas se torne tão óbvia para o observador comum que faça calar os cépticos. Infelizmente, se esperarmos para agir até que a crise climática se torne assim tão óbvia, a catástrofe já se terá tornado inevitável.

Embora o Congresso tenha aprovado uma importante medida legislativa, em si um acontecimento político espantoso e animador, a legislação ficou muito aquém do que o planeta de facto precisa - e, apesar disso, espera-a uma forte oposição no Senado. E, sejamos claros: tanto o presidente como a liderança partidária no Congresso compreendem perfeitamente as questões económicas e ambientais. Portanto, se o actual contexto não produzir medidas para impedir a catástrofe, que contexto poderá produzi-las? É por isso que me continua a vir à cabeça a imagem das rãs cozidas.

*Economista Nobel 2008

Fonte: Exclusivo i/The New York Times

domingo, 19 de julho de 2009

DO MUNDO VIRTUAL AO ESPIRITUAL


Recebi esta importante contribuição do Prof. Nilson Dalledone.
Texto escrito por Frei Betto.


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibet, da Mongólia, do Japão e da China . Eram homens serenos, comedidos, recolhidos em paz em seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo : a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente.

Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada.

Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação’!”

Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso as empresas consideram agora que, mais importante que o QI, é a IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aulas de meditação!

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias!

Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Outrora, falava-se em realidade: análise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual - pela internet: não se pega aids, não há envolvimento emocional, controla-se no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, entramos na virtualidade de todos os valores, não há compromisso com o real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos também eticamente virtuais...

A cultura começa onde a natureza termina. Cultura é o refinamento do espírito. Televisão, no Brasil - com raras e honrosas exceções - é um problema: a cada semana que passa, temos a sensação de que ficamos um pouco menos cultos.

A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela.

Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis,­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

Os psicanalistas tentam descobrir o que fazer com o desejo dos seus pacientes. Colocá-los onde? Eu, que não sou da área, posso me dar o direito de apresentar uma sugestão. Acho que só há uma saída: virar o desejo para dentro. Porque, para fora, ele não tem aonde ir! O grande desafio é virar o desejo para dentro, gostar de si mesmo, começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista.

Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonald's...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: 'Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz’.”



Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de
"O desafio ético" (Garamond), entre outros livros.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aprender... sempre!


Gostaria de conhecer o autor...
Como recebi, divulgo.

APRENDENDO A VIVER

- Aprendi que peixinhos dourados não gostam de gelatina (5 anos)
- Aprendi que meu pai pode dizer um monte de palavras que eu não posso. (8 anos)
- Aprendi que minha professora sempre me chama quando eu não sei a resposta. (9 anos)
- Aprendi que se pode estar apaixonado por 4 garotas ao mesmo tempo. (9 anos)
- Aprendi que os meus melhores amigos são os que sempre me metem em confusão. (11 anos)
- Aprendi que se tenho problemas na escola, tenho mais ainda em casa. (11 anos)
- Aprendi que quando meu quarto fica do jeito que quero, minha mãe manda eu arrumá-lo. (13 anos)
- Aprendi que não se deve descarregar suas frustrações no seu irmão menor, porque seu pai tem frustrações maiores e mão mais pesada. (15 anos)
- Aprendi que os grandes problemas sempre começam pequenos. (20 anos)
- Aprendi que nunca devo elogiar a comida de minha mãe quando estou comendo alguma coisa que minha mulher preparou.(25 anos)
- Aprendi que se pode fazer num instante algo que vai lhe dar dor de cabeça a vida toda. (28 anos)
- Aprendi que para todo o lugar que vou, os piores motoristas me seguem. (29 anos)
- Aprendi que quando minha mulher e eu temos, finalmente, uma noite sem as crianças, passamos a maior parte do tempo falando sobre elas. (29 anos)
- Aprendi que casais que não tem filhos, sabem melhor como você deve educar os seus. (29 anos)
- Aprendi que mulheres gostam de ganhar flores, especialmente sem nenhum motivo. (33 anos)
- Aprendi que não cometo muitos erros com a boca fechada. (34 anos)
- Aprendi que existem duas coisas essenciais para um casamento feliz: contas bancárias e banheiros separados. (36 anos)
- Aprendi que se quiser ser convidado a festas, tenho que dá-las. (38 anos)
- Aprendi que toda a vez que estou viajando gostaria de estar em casa e toda vez que estou em casa gostaria de estar viajando. (38 anos)
- Aprendi que a época que preciso realmente de férias é justamente quando acabei de voltar delas. (38 anos)
- Aprendi que você sabe que sua esposa o ama quando sobram dois bolinhos e ela pega o menor. (39 anos)
- Aprendi que nunca se conhece bem os amigos até que se tire férias com eles. (41 anos)
- Aprendi que se você está levando uma vida sem fracassos, você não está correndo riscos o suficiente. (42 anos)
- Aprendi que casar por dinheiro é a maneira mais difícil de conseguí-lo. (42 anos)
- Aprendi que você pode fazer alguém ganhar o dia simplesmente mandando-lhe um pequeno cartão. (44 anos)
- Aprendi que a qualidade de serviço de um hotel é diretamente proporcional a espessura das toalhas. (46 anos)
- Aprendi que crianças e avós são aliados naturais. (47 anos)
- Aprendi que se você cuidar bem de seus empregados, eles cuidarão bem de seus clientes. (49 anos)
- Aprendi que quando chego atrasado ao trabalho, meu patrão chega cedo.(51 anos)
- Aprendi que o objeto mais importante de um escritório é a lata de lixo. (54 anos)
- Aprendi que é impossível tirar férias sem engordar cinco quilos. (55 anos)
- Aprendi que é legal curtir o sucesso, mas não se deve acreditar muito nele. (63 anos)
- Aprendi que não posso mudar o que passou, mas posso deixar pra lá. (63 anos)
- Aprendi que a maioria das coisas com que me preocupo, nunca acontecem. (64 anos)
- Aprendi que todas as pessoas que dizem que "dinheiro não é tudo" geralmente tem muito. (66 anos)
- Aprendi que se você espera se aposentar para começar a viver, esperou tempo demais. (67 anos)
- Aprendi que nunca você deve ir para cama sem resolver uma briga. (71 anos)
- Aprendi que quando as coisas vão mal, eu não tenho que ir com elas. (72 anos)
- Aprendi que envelhecer é importante se você é um queijo. (76 anos)
- Aprendi que te amei menos do que deveria (91 anos)
- Aprendi que tenho muito a aprender. (92 anos)

Campanha dos 100 anos DA ABI (Associação Brasileira de Imprensa).




Vírgula pode ser uma pausa... Ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado..
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula DA sua informação.


Detalhes Adicionais:

Faça o teste e coloque a vírgule na frase abaixo:


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM
Uma vírgula muda tudo.

Palestina X Israel


Soldados israelenses denunciam abusos contra civis durante ofensiva em Gaza
15/07 - 01:05 - BBC Brasil

Um grupo de soldados israelenses que participou da ofensiva na Faixa de Gaza, em janeiro, afirmou que abusos frequentes, alguns que poderiam ser classificados como "crimes de guerra", foram cometidos contra civis durante o confronto com militantes do grupo palestino Hamas. As declarações anônimas dos mais de 25 soldados foram feitas à organização Breaking the Silence (Quebrando o Silêncio), uma instituição de veteranos israelenses contra abusos no Exército.
Em um relatório divulgado pela organização a partir dos relatos, os soldados descrevem que as regras de conduta "permissivas" do Exército não distinguiam civis e combatentes e resultaram em um "golpe massivo e sem precedentes" contra os civis em Gaza.

Segundo os relatos, as mortes de israelenses deveriam ser prevenidas, mesmo que à custa de vidas palestinas.

Os testemunhos afirmam ainda que os soldados teriam recebidos ordens de abrir fogo contra qualquer prédio ou pessoa suspeita.

Os soldados teriam afirmado também que escudos humanos eram usados em buscas realizadas em prédios suspeitos. Segundo eles, o vandalismo contra propriedades palestinas foi frequente durante a ofensiva.

Um dos relatos afirma que os soldados eram ensinados que "em guerras urbanas, qualquer um é inimigo, não há inocentes".

Rumores

O Exército de Israel negou as acusações e afirmou que o relatório não tem credibilidade pois é baseado em "testemunhos anônimos e generalizados e rumores".

Apesar disso, os militares afirmaram que irão investigar qualquer reclamação formal de comportamento impróprio.

"O Exército lamenta que outra organização de direitos humanos tenha divulgado um relatório baseado em relatos anônimos e generalizados, sem investigação ou credibilidade", afirmou a porta-voz do Exército, Avital Leibovich.

"Esperamos que qualquer soldado com alguma alegação procure as autoridades apropriadas", disse ela.

A organização responsável pelo documento, no entanto, afirmou que os relatos são "sérios, arrependidos e chocantes".

"Esse é um chamado urgente aos líderes e à sociedade israelense para tratar com seriedade e investigar os resultados das nossas ações", afirmaram representantes da Breaking the Silence.

Os militares afirmam que tentaram ao máximo garantir a segurança dos civis. Alguns dos relatos divulgados no relatório realmente citam que, em algumas operações, os soldados distribuíam panfletos para alertar os civis para abandonarem áreas que seriam invadidas.

A organização sugere, no entanto, que são eventos que sucedem ao alerta que levantam questionamentos sobre a moralidade das ações do Exército israelense em Gaza.

Acusações

Os dois lados concordam que o número de palestinos mortos durante a ofensiva na Faixa de Gaza passa dos 1,1 mil. Destes, o Exército israelense afirma que 300 seriam civis, mas um grupo de defesa dos direitos palestinos estima que esse número possa chegar a 900.

Treze israelenses foram mortos, incluindo três civis, durante a ofensiva. Israel alegava que a operação visava paralisar os ataques com foguetes contra alvos israelenses, através da fronteira.

Muitas das alegações levantadas pelo novo relatório reforçam acusações feitas por outras organizações de direitos humanos de que a ação israelense na Faixa de Gaza teria sido "indiscriminada e desproporcional".

Já foram conduzidas diversas investigações sobre a conduta da operação israelense em Gaza e tanto Israel como o Hamas, o grupo palestino que controla o território, já sofreram acusações de crimes de guerra.

Uma investigação interna do Exército de Israel afirma que as tropas lutaram dentro da lei, apesar de assumir que erros foram cometidos durante a ofensiva.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, pediu mais de US$ 11 milhões em recompensas pelos estragos causados pelo Exército israelense contra propriedades da ONU na Faixa de Gaza.

Uma comissão da Liga Árabe concluiu que há provas suficientes para processar o Exército israelense por crimes de guerra e crimes contra a humanidade e que a "liderança política de Israel também é responsável por esses crimes".

A mesma comissão afirmou ainda que militantes palestinos eram culpados de crimes de guerra por causa do uso indiscriminado de ataques de foguetes contra civis.

Um relatório da Anistia Internacional divulgado no início de julho afirma que Israel cometeu crimes de guerra e promoveu uma destruição indiscriminada sem precedentes durante sua ofensiva militar na Faixa de Gaza no começo de 2009.

Israelenses e palestinos rejeitaram o relatório da Anistia Internacional.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Algumas Observações


Área Azul...
Afinal de contas, quem paga a Área Azul tem algum direito com relação à segurança do carro? Há muitas pessoas que defendem esta teoria e apresentam até "jurisprudência" sobre o assunto.
Quero alardear um "papo" sobre isso. Gostaria muito que alguém com conhecimento de causa me afirmasse se realmente podemos requerer direitos diante de algum dano sofrido pelo veículo, enquanto o mesmo estava sob a proteção do município.
Eu acho muito justo. E você?

Ouvidoria em Guapiaçu
Quando fui trabalhar na Secretaria de Governo de Rio Preto, na primeira gestão do Prefeito Edinho e como Assessor Especial da Secretaria, um dos meus principais projetos foi a criação de uma Ouvidoria Municipal que não vingou por falta de encontrar apoio junto ao Gabinete.
Juntei a Lei de Criação da Ouvidoria de alguns municípios extremamente avançados. Visitei alguns por conta própria. Preparei um projeto bastante detalhado e nada.
Em janeiro deste ano, por ocasião da posse da nova prefeita de Guapiaçu, enviei também a ela um resumo daqueles papéis.
Ninguém me chamou para conversar. Lamentei acreditando que a idéia parecesse meio absurda.
Contudo, neste mês de julho, fui surpreendido. Acabei de receber a conta de água da Prefeitura de Guapiaçu e lá está, sendo apresentada aos munícipes, a Ouvidoria Municipal, com telefone e contatos.
Fico feliz que a cidade esteja tão avançada a este ponto, pois a maioria dos munícipes centraliza reclamações, idéias e sugestões diretamente aos gabinetes do executivo ou legislativo, sem noção de que estes pouco levam avante seus interesses.
Com a ouvidoria, fica bem mais concreta a avaliação e eventual retorno a questões desse tipo.
Parabéns à prefeita Ivanete. Pena que não nos convidou para a conversa, embora tenha recebido sugestões a respeito. Acredito que teria algo com que contribuir.

Andorinhas

Quem não se lembra do tempo em que Rio Preto era abençoada com uma revoada incrível de milhares e milhares de andorinhas, todas as tardes fazendo seu show nos céus da cidade?
Era lindo de morrer, embora o cheiro que restava do espetáculo também fosse horrível.
Eu me lembro que meu irmão Marcelo escrevera à Folha de São Paulo, quando ainda garoto, tendo o texto mais tarde transformado-se em matéria da Folhinha e depois capítulo de um livro escolar.
Era uma forma de fazer verem que a natureza, apesar de suas consequências nem sempre agradáveis, valia à pena.
Hoje, não temos mais aquela maravilha em nossos céus. E se querem saber, poucos ouvi lamentar tal fato.
A natureza deu lugar às reivindicações de comércio e perdemos talvez o que seria uma de nossas pouquíssimas belezas naturais.

9 de julho

É extremamente empolgante ver que a maioria dos paulistas não conhece a origem do feriado de 9 de julho.
Poucos sabem da briga "herculea" realizada pelos paulistas em nome da Constituição para o país e do quanto isto custou ao Estado, além é claro, das vidas.
Afinal, feriado foi feito pra se aproveitar, não refletir a respeito.

O bom da opinião é que cada um tem a sua

Recebi e-mail de um amigo, que mostra o Deputado Jair Bolsonaro (Rio de Janeiro), que é militar, defendendo o Regime Militar... O cara devia mudar-se para Honduras. Não há como se negar a história escura que este país enfrentou nos sombrios porões da Ditadura Militar... É como querer esconder o Holocausto sofrido pelos Judeus, posição do Presidente Iraniano que gerou tanta polêmica.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tri da Copa Brasil


Desculpem... mas depois da vitória brasileira na Copa das Confederações, do Corinthians vencer o Campeonato Paulista invicto... Agora a Copa Brasil... Não posso deixar barato...
Parabéns Timão... Quem ganha é o futebol que assistiu em todos os eventos um verdadeiro show de bola.

As peripécias de Baía - Remanescências de Carlos Alberto Gomes (Gomes de Castro)

As peripécias de Baía.                 "É desnecessário que se diga o porquê do apelido desse rapaz. Muito pouco crédito se de...