sábado, 25 de agosto de 2012

Decisão


Chegou a hora de declarar meu voto e assumir minhas posições com relação às eleições na minha querida São José do Rio Preto.

 

Jamais consegui ficar tanto tempo calado e sem envolvimento em algum pleito, desde que me iniciei muito jovem na militância política.

 

O cenário eleitoral neste ano está bastante interessante.  Se por um lado as pesquisas apontam certa força do atual prefeito Valdomiro Lopes, vale dizer que de outro, as candidaturas são bastante respeitáveis.  Além disso, graças a Deus, pesquisa é só pesquisa.

 

Começo pelo meu amigo pessoal Marcelo Henrique, advogado dedicado à causas relacionadas a seguros, área profissional na qual estou inserido, de certa forma, desde 1987.

 

Marcelo é filiado ao PSOL, um dos partidos mais sérios em atuação no país e composto por gente extremamente comprometida com o as grandes lutas.  Plínio de Arruda, Eloísa Helena, Ivan Valente e outros.

 

Além disso, Marcelo está coligado com PSTU, tradicional partido da esquerda e com o PCB, partido no qual militei, ajudei a fundar em Rio Preto e dirigi como Secretário Geral a partir de sua reorganização.

 

O PCB, representado na coligação pela indicação do vice, na figura de meu sempre Camarada Valter De Lucca, mora e morará sempre em meu coração.

 

Contudo isso, minha primeira opção de voto não é do Marcelo.  Além dele, está na disputa um homem que aprendi a gostar e admirar bastante.  O professor Manoel Antunes, tornou-se um amigo a partir de amigos comuns, mas a proximidade com ele mostrou sua tenacidade e amor pela cidade.  Sua capacidade de ser fiel e sobretudo leal.

 

O professor Manoel Antunes, além de ter contribuído muito para uma mudança radical na história de Rio Preto, quando foi prefeito por duas vezes, tem em seu favor uma atestada honestidade.

 

Com estas duas figuras, Valdomiro já não teria chances comigo, pois afinal de contas, não há comparações.  Como sempre fui partícipe de partidos políticos e gostei de militar, acompanhei de perto várias legislaturas municipais, onde nada encontrei no currículo do atual prefeito Valdomiro, que valesse minha reflexão favorável a elegê-lo.  O mesmo posso dizer de sua carreira como Deputado Estadual.

 

Estou filiado ao PT.  Posso dizer orgulhosamente, PT de Lula e Dilma, de tantas outras estrelas e ícones.  Mas nem é por fidelidade partidária ou simpatia que meu voto e apoio vão para João Paulo Rillo. 

 

Hoje posso dizer seguramente que voto em João pela sua grande capacidade, força e ideais, que de certa forma aglutinam um pouco daquilo que valorizo nos outros bons candidatos.  Amor pela cidade, fidelidade e lealdade aos companheiros, competência e relações estreitadas com o que há de mais avançado na política local.

 

João Paulo sabe exatamente o que fazer.  Está ladeado por pessoas também comprometidas.  Destaco o ex-prefeito Edinho Araújo, cujo governo compus.  Destaco ainda os sempre valorosos companheiros do PT rio-pretense e alguns dos grandes candidatos à vereança que compõe a chapa Juntos por Rio Preto – 13.

 

Desta feita, minha escolha para Prefeito está feita e devo me envolver pesado nesta campanha nos próximos dias.

 

Mas se por um lado, valorizo bastante a eleição de um prefeito (executivo), por outro dou uma atenção super especial à Câmara Municipal.

 

O legislativo é, sem dúvidas, o mais nobre dos poderes.  É ali que podemos debater, refletir, fiscalizar e organizar a vida das pessoas.  Nenhum Prefeito, Governador ou Presidente, pode governar sem leis que o autorizem ou lhe orientem. 

 

E pra piorar a situação de Valdomiro, muitos dos vereadores da Câmara atual são de sua chapa.  E a Câmara atual foi, para mim, a pior de todas, desde que me conheço por gente.

 

Para reeleger um dos atuais vereadores é preciso escolher com muito cuidado.  Eu por exemplo só consigo enxergar com tranquilidade dois nomes.

 

Pedro Roberto Gomes, um camarada combativo.  Membro do PSOL de Rio Preto, sempre esteve do lado certo das causas populares. 

 

Militamos juntos no Fórum de Associações, no PPS onde fomos correligionários, na defesa e acompanhamento dos comitês para regularização dos Loteamentos Irregulares, junto aos ambulantes, mototaxistas e outros grupos.  Pedro Roberto está na chapa de Marcelo Henrique.

 

Pedro, com certeza, seria meu candidato.  Há também Marco Rillo, um companheiro de lutas e de ideias desde a militância no GEAPOL, grupo ligado à Igreja Católica.  Marco é destes fiscais permanentes e que não podem faltar na composição de uma Câmara.  Também votaria nele, inclusive por pertencer a chapa do filho, João Paulo Rillo, meu já declarado candidato a prefeito.

 

Contudo, meu voto e apoio são bastante conhecidos de quem é próximo a mim.  O PDT de Manoel Antunes, tem entre seus quadros a figura que me iniciou na política, com quem trabalhei no governo do Prefeito Edinho e cuja história me orgulha bastante.  Trata-se do Professor Carlos Eduardo Feitosa, componente de meu círculo de amigos, mas longe disso o motivo de merecer o meu voto.

 

Feitosa abraçou diversas causas, ainda durante o regime Militar, defendendo movimentos importantes da esquerda local.  Foi por duas vezes o melhor vereador de Rio Preto.  Participei com ele na criação e composição do Fórum de Associações, Comitê de Regularização de Loteamentos e outros.

 

Enfim, está composta minha chapa.  João Paulo Rillo para Prefeito e Carlos Feitosa Vereador.  Mas opções não faltam aos demais rio-pretenses.  O importante é o debate que não deve deixar de existir.

52 anos sem os "meninos do Turvo"


Na data de ontem, 24 de agosto, completaram-se 52 anos do trágico acidente do Rio Turvo, próximo a Guapiaçu, quando um ônibus com 59 estudantes de São José do Rio Preto que se dirigiam para um concurso de fanfarras em Barretos, caiu nas águas frias do rio, deixando famílias de uma cidade inteira no mais completo luto.

 

As cenas do velório coletivo na Praça D. José Marcondes, o enterro com as homenagens, o livro “Eram 59”, a avenida com os nomes e a capela construída em homenagem aos Estudantes foram os registros que ficaram e estão presentes para muitos de nós.

 

Entre eles estava meu tio, Antonio Antunes Filho, irmão mais novo de minha mãe, que adorava jornalismo sendo um dos colaboradores do jornal riopretense “A Notícia”, dirigido por Nivaldo Carrazone que faleceu na semana passada.

 

Ficam aqui minhas homenagens aos meninos, muitos dos quais hoje estariam na casa dos 70 anos.

 

Lamentável perda de pessoas que poderiam ter contribuído demais para que Rio Preto talvez estivesse completamente diferente.

sábado, 18 de agosto de 2012

Que liberdade é esta?

Extraído de Carta Capital - 18/08/2012
Mino Carta


Do PMDB dos dias de hoje, que diria o Doutor Ulysses? Digo, aquele que enfrentou os cães raivosos da ditadura, ironizou a “eleição” de Ernesto Geisel ao criar sua anticandidatura e liderou a campanha das Diretas Já. E do PDT, que diria Leonel Brizola, um dos poucos a esboçarem uma tentativa de resistência ao golpe de 1964, cassado e exilado, no retorno vigiado pelo poder ditatorial no ocaso, e ininterruptamente perseguido pela Globo? Quem ainda recorda as duas notáveis figuras tem todas as condições para imaginar o que diriam.
A CPI do caso Cachoeira acaba de escantear a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília, que por largo tempo manteve parceria criminosa com o contraventor. As provas irrefutáveis da societas sceleris apresentadas por CartaCapital na edição da semana passada não somente foram olimpicamente ignoradas pela mídia nativa, o que, de resto prevíamos, mas também não surtiram efeito algum junto à CPI. A qual, como se sabe, teria de apurar em todos os aspectos os crimes cometidos pelo talentoso Carlinhos e seus apaniguados. Entre eles, está demonstrado, Policarpo Jr.
Se as façanhas da semanal da Editora Abril não entraram na pauta da CPI é porque aqueles que nela representam PMDB e PDT são contrários à convocação do jornalista de Veja. Há precedentes para explicar. Sem justificar, é óbvio. Quando dos primeiros sinais de que Policarpo Jr. estava envolvido no entrecho criminoso, um dos filhos de Roberto Marinho foi a Brasília para um encontro com o vice-presidente da República e líder peemedebista Michel Temer. Tomava as dores de Roberto Civita, nosso Murdoch subtropical, sob a alegação de que alvejar Veja significaria mirar na mídia nativa em geral e pôr em xeque a liberdade de imprensa. Outro encontro, no mesmo período, Temer teve com o presidente-executivo da Abril, Fábio Barbosa. Cabe lembrar que fato igual não se deu nos tempos da censura dos ditadores a alguns órgãos de imprensa, quando os Marinho se relacionam com extrema cordialidade com os ministros da Justiça (Justiça?), e Veja estava sob censura feroz.
E eis que surgem as provas cabais da participação de Policarpo Jr., mas a vontade dos barões midiáticos prevalece, com a inestimável contribuição do PDT, escudado nos argumentos de um notório simpatizante das Organizações Globo, Miro Teixeira, idênticos, palavra por palavra, àqueles usados por um dos Marinho na conversa com Temer. Donde, caluda, como se nada tivesse ocorrido, de sorte a cumprir a recomendação da casa-grande: nada de encrencas, deixemos as coisas como estão. Encrencas para quem? Para a minoria privilegiada, omissa. E a liberdade de imprensa? É a de Veja agir como bem entende.
Encaro meus acabrunhados botões, e pergunto: e que diria vovô Brizola de Brizola Neto? Será que Miro Teixeira pesa mais na balança do poder do que o ministro do Trabalho? Pesa ao menos dentro do PDT, a ponto de ofender impunemente a memória do engenheiro Leonel. É a observação dos botões, sugerida como conclusão inescapável.
Confesso algo entre o desconforto e o desalento. Indignação e revolta eu experimentava durante a ditadura, hoje sobrevém a desesperança. A mídia nativa é o próprio alicerce da casa-grande. Não há, dentro do seu espaço, impresso ou não, uma única voz que se levante para pedir justiça. É o silêncio compacto da turba, enquanto os seus porta-vozes invectivam contra a corrupção, sempre e sempre petista, e desde já decidem o resultado do processo do chamado “mensalão”. Pretendem-se Catões, são piores que Catilina.
Os botões me puxam pela manga. Ah, sim, esqueci: uma voz se levanta, a do Estadão, para noticiar que Gilmar Mendes, este monstro sagrado da ciência jurídica nativa, solicita um inquérito público a respeito de CartaCapital. Motivo: a nossa denúncia da sua participação do valerioduto mineiro. Mendes diz até ter estudado na Alemanha, deveria saber, porém, que no caso o único caminho é nomear advogado e mover demanda no Penal.
Em compensação, esta semana Roberto Jefferson se tornou personagem de destaque por ter apontado no ex-presidente Lula o chefão da quadrilha. Ele mesmo, o Jefferson que no começo da história, quando já havia embolsado 4 milhões de reais despejados pelo valerioduto nos seus bolsos, cuidou de isentar o então presidente.
Nem tudo é desgraça nas pregas do momento: na terça 14, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou por unanimidade a decisão de primeiro grau que reconhece como torturador o coronel Carlos Brilhante Ustra, comandante do DOI-Codi por certo período dos anos de chumbo. É a primeira vez que um órgão colegiado da Justiça brasileira afirma os crimes de um agente da ditadura civil-militar. Com isso, abre-se a porta para processos similares no Cível. A demanda movida pela família Teles, que conta com cinco torturados na masmorra do coronel Ustra, valeu-se do destemor e do saber do jurista Fábio Konder Comparato, infatigável na defesa da causa. Seu desfecho, pelo menos até agora, representa um avanço, mas a lei da anistia, condenada nas instâncias internacionais e tão limitativa das nossas aspirações democráticas, continua em vigor.
Ao cabo da semana, os botões sustentam condoídos que a casa-grande está de pé, inabalável, certa da cordialidade da senzala, como diria Sérgio Buarque de Holanda.
Leia mais:
Editorial: Murdoquianas
Editorial: Memória viva

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Canal da Família

No início da Rede Vida de Televisão, em sua sede nacional na cidade de São José do Rio Preto, fui convidado pelo amigo e padre Antônio Valdecir Dezidério a acompanhá-lo em uma missa que celebraria ao vivo.

Na oportunidade, fui convidado pelos produtores Serginho do Vale e Lúcia Helena a realizar uma leitura durante a celebração.

Dali para a frente, mais de 60 missas se deram com minha participação como comentarista, fato que me reaproximou muito da Igreja e que me inseriu num mundo bastante diferente, o da TV.

Como havia participado de alguns programas políticos e apresentado algumas festas, jantares etc., fazendo meus bicos como Mestre de Cerimônias, ler os comentários mantendo uma certa postura não foi muito difícil.

Assim, além das missas, logo vieram dezenas de participações em Terços e no programa de entrevistas Tribuna Independente.

Logo, no entanto, uma oportunidade bastante agradável me foi oferecida.  Apresentar e elaborar o roteiro (de certa forma produzir) um quadro dentro do programa Este é o Meu Brasil.

No quadro, eu fazia comentários sobre a História do nosso país e de alguns vultos importantes.  Me lembro especialmente de dois destes programas: um sobre cada um dos nossos presidentes da República desde o Marechal Deodoro até a atualidade e outro sobre irmã Dulce.

Durante quase dois anos estive bastante envolvido com o Canal da Família.  Nem me lembro ao certo quando e porque parei, mas agradeço a grande oportunidade que me enriqueceu o portfólio pessoal com tal experiência, bastante importante em meu trabalho, esteja onde estiver.

De lembranças, algumas fitas VHF em casa.

domingo, 12 de agosto de 2012

Fotos opacas, Memória luminosa


Hoje passei um super domingo em família. 
Junto com meu pai e outros queridos parentes e familiares, lembrei-me de muitas coisas.
Ao chegar em casa, fui direto ver fotos.
E encontrei uma porção.  Já envelhecidas, pois as atuais são digitais e dinâmicas.  Mas sua memória está intacta e luminosa em minha mente:

Minha visita ao acampamento dos Sem Terra no Pontal do Paranapanema nos idos de 94.  Junto comigo estavam Caroline (hoje minha mulher), meu irmão Marcelo, Rodrigo Andia e a então vereadora petista Eni Fernandes.  Tivemos a grata satisfação de encontrar por lá Leonel Brizola e Eduardo Suplicy.

Este sou eu detonado após realizar a Marcha contra as Privatizações em Brasília.  Em torno de 1998 ou o que o valha.  Os tucanos do PSDB na época faziam a festa com as vendas de estatais.  Aliás, até emprestavam dinheiro aos compradores.

Aqui estou discursando ao lado do Deputado Edinho Araújo e do vereador Marco Rillo.  Campanha extraordinária que me deixaria numa situação bastante feliz, pois levou-me à Prefeitura, como Assessor Especial  onde pude trabalhar bastante em prol de algumas causas que acreditava.



Causas como esta. Após ter militado na Secretaria de Governo ao lado de Carlos Feitosa, entregava abaixo os documentos relativos à primeira regularização de um loteamento, antes irregular.  Na gestão do Prefeito Edinho e graças à Comissão de Regularização de Loteamentos, nem um loteamento novo surgiu e ainda regularizamos um dos 108 existentes.  Grande feito.


O Grupo de Estudos e Ação Política – GEAPOL foi uma grande escola da verdadeira militância política.  Criado na Igreja Católica com a ajuda de Valdecir Dezidério e Jarbas Brandini Dutra (ambos na foto abaixo), contou com imensa colaboração e a visão avançada de D. Orani Tempesta, então Bispo de Rio Preto.


D. Orani, hoje arcebispo do Rio de Janeiro, está nesta foto ladeado por mim e pelo então Prefeito Edinho Araújo.  Sempre foi aberto a diálogo e representou uma arrancada na Igreja local.  Tornou-se um grande amigo de nossas causas.

Minha militância política começou jovem.  Fui lançado pelo então Vereador Carlos Feitosa e seu fiel e saudoso companheiro Waldemar Alves dos Santos.  Nesta foto, estou discursando ao lado de Feitosa, Pezarini e do então Senador Fernando Henrique Cardoso (de braços cruzados), a quem combateria mais adiante na marcha do Fora FHC.


Panfletando na Avenida Bady Bassit a combater a falsa independência no Grito dos Excluídos.  Incomodávamos aqueles que insistiam nos tradicionais desfiles de 7 de setembro.


Mas foi no PPS que encontraria uma caminhada mais rápida e que depois me levaria à reorganização, na cidade, do PCB.  Aqui discurso na convenção do partido na Câmara Municipal,

No lançamento de minha campanha a vereador entre Feitosa e Edinho Araújo, nesta festa me lembro de valorosos amigos e companheiros da política local, dentre eles o saudoso Nelson Seixas.


No Gabinete do Prefeito, como Secretário Interino de Governo, recebendo moradores de bairros da cidade.



 
A circulação com os políticos me fez conhecer muita gente de perto.  Na foto, entre Ciro Gomes e Edinho Araújo


Aqui estou recebendo das mãos do então Deputado Marcelo Gonçalves uma homenagem da Câmara Municipal



E os sempre colaboradores e fraternos amigos da Maçonaria.  Aqui com os irmãos da Loja Maçônica Aprendizes do Terceiro Milênio que ajudei a fundar.



 
Realmente, hoje foi um dia de muitas memórias.

Contraditórios

I - Estes dias me deparei com uma pergunta muito cruel: "Não é incoerente um empresário se dizer comunista ou de esquerda?" ...