sábado, 23 de abril de 2011

CONVITE

III SEMINÁRIO DE ESTUDOS CRÍTICOS SOBRE EDUCAÇÃO

“A Educação, os Educadores e a Sociedade: estamos avançando?”

De 24 a 28 de maio de 2011 – UNESP/IBILCE – São José do Rio Preto/SP


Organização: Grupo de Estudos Filosofia da Práxis
Apoio: Departamento de Educação do IBILCE
Divulgação: Jornal Brado Informativo

Endereço do campus:
Rua Cristóvão Colombo, 2265 – Jd. Nazareth
Informações sobre o seminário:
educritica@ig.com.br
Marcos (17) 3238-1271 / 9713-1587
Elza/Deptº Educação - (17) 3221-2320

Terça, 24/5 – Auditório C

Das 19h15 às 20h

Atividade Cultural -

Das 20h às 20h30

Abertura do seminário

Das 20h30 às 23h

Palestra: “Questões de Formação: Um Romance de Geração, de Sérgio Sant’anna.

Prof. Dr. Antonio Rodrigues Belon, UFMS/ANDES

Mediador: Marcos Rodrigues

Quarta, 25/5 - Auditório C

Das 15h às 18h

Mini curso I – “Educação e Civilização no interior paulista durante a Primeira República”

Profº Drº Humberto Perinelli Neto, UNESP/Deptº. de Educação IBILCE
Prof. Ms. Rafael Cardoso de Mello, USP/Ribeirão Preto
Mediador:

Das 19h30 às 23h

Palestra: “Políticas Públicas para Alfabetização”

Profª Drª Maria Antonia Granville, UNESP/Deptº de Educação IBILCE

Profª Drª Maria Denise Guedes, UNESP/ Deptº de Educação IBILCE

Mediador:


Quinta, 26/5 - Auditório C

Das 14h às 17h30

Mini curso II – “Entre o Cultural e o Sócio-Histórico: a Leitura”

Prof. Dr Antonio Rodrigues Belon, UFMS

Mediador: Ramiro Pereira



Das 19h30 às 23h

Palestra: “A Situação das Mulheres na Educação”

Profª Janaina Rodrigues, profª rede pública estadual/SP,

Coordenação Nacional do Movimento Mulheres em Luta

Maria Rojanski, Pós-Letras/UNESP/IBILCE

Palestra: “A (de) Formação do Educador e os reflexos na sua práxis”

Profª Drª Áurea de Carvalho Costa, UNESP/Bauru

Mediadora: Maria Cristina Marques Guimarães



Sexta, 27/5 - Auditório C



Das 14h às 17h30

Mini curso III – “O Cinema, a Pesquisa e o Ensino: em busca de aproximações”

Prof. Ms. Alexandre Aldo Neves, Geógrafo, FAECA/Dom Bosco

Mediador: Jean Menezes



Das 19h30 às 20h

Atividade Cultural – Violão Clássico – Gabriel Gurae



Das 20h às 23h

Palestra: “Educação, Educadores e a Sociedade: estamos avançando?”

Profº João Zafalão, prof. Rede pública estadual/municipal/SP/Oposição Apeoesp

Profº Drº Hajime Takeuchi Nozaki, UFMS/Três Lagoas/MS

Mediador: Marcos Rodrigues



Sábado, 28/5



Das 8h30 às 12h

Apresentação de Trabalhos



Mariores informações acesse:

www.bradoinformativo.blogspot.com





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Marcos Rodrigues

Coordenação III Sem. de Estudos Críticos sobre Educação

domingo, 17 de abril de 2011

Direto do Túnel do Tempo

Há doze anos, neste mesmo dia, no que teria sido o dia mais frio da história de Rio Preto, eu me casava com Caroline Prosdoskimys Gouvêa na Igreja de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento do Mont Serrat, a famosa Igreja da Maceno.
Na época, enfrentando uma situação financeira muito difícil, eu e minha esposa fizemos das tripas coração para receber parentes e amigos numa calorosa cerimônia celebrada pelo Padre Valdecir Dezidério.
Mais cedo, em um almoço oferecido aos padrinhos, a celebração Civil se deu com muita alegria e bom humor.
Todos sabem que casamento não é fácil.  A convivência, as diferenças e outras questões que o envolvem, fazem do dia-a-dia uma arte para ambos os protagonistas. 
Tive a sorte de uma esposa fiel, generosa, sincera e muito amiga, que acabou por coroar nossa relação me presenteando com três maravilhosos anjos a que chamo filhos.

PASSANDO POR AQUI

INDICAÇÃO LITERÁRIA

Enfim, terminei a leitura de Calendário do Poder, livro de Frei Beto.  Leitura recomendável para todos que gostam de política e também para os críticos de Lula.  Carlos Alberto, o Frei Beto, mobilizador de bases populares de extremada competência e perseguido político dos obscuros e "podres" anos da ditadura, o escritor faz críticas ao governo sem arranhar a figura de Lula, seu amigo de longa data.
Algumas coisas passam a ficar bastante claras para quem só ouvia notícias de forma superficial e é uma pena que as informações do dia-a-dia do poder fiquem com divulgação interrompida em 2004 com a saída de Frei Beto do governo.
Os dois mandatos de Lula deviam ser transmitidos na íntegra e de forma precisa para que todos tivessem noção profunda deste grande personagem de nossa hístória, o presidente que mudou o Brasil.

SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE RIDÍCULO...

Fico muito tempo sem escrever aqui no blog... Daí, quando apareço, tem muita coisa pra dizer e sei que isso é ruím pois não aprofundo em nada.  Mas não posso deixar de me manifestar.
Principalmente quando fico sabendo de coisas ridículas ligadas sobretudo à Câmara Municipal de Rio Preto.  O absurdo que continua sendo discutido no Legislativo Riopretense, sobre o caso do Assessor de Pedro Roberto, que por não arredar de suas posições, é perseguido pelos demais edis que, pelas últimas notícias que tenho visto, estão pouco ligando para a opinião pública.  Acho que aprenderam que a memória de eleitor dura pouco e estão tirando um belo proveito disso fazendo o que bem entendem.  Uma pena, ver o "parlamento municipal" de minha cidade natal, sendo usado de forma tão "fraca" pra não dizer outra coisa.  Que desperdício de dinheiro, de estrutura e mesmo institucional, já que coisas verdadeiramente grandiosas poderiam estar sendo ali discutidas.  Mas eu não arredo o pé de minha esperança.  Acredito piamente que um dia ainda veremos aquela "Casa de Leis" povoada por verdadeiros representantes da vontade do povo.

VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO

O título deste post talvez esteja incorreto... A violência é algo sem território, sem pátria, sem cor e sem credo.  Pertence ao ser humano, que traz consigo características de uma de suas prováveis origens bacterianas.  Mas ao invés de falar deste triste personagem que causou a atual tragédia naquela escola carioca, valeria à pena falar daqueles que perpetuam este tipo de acontecimento: a mídia.  Doida por dinheiro e sensacionalismo, vasculham a vida de protagonistas e assassinos, colocam em evidência suas loucuras, divulgam suas cartas de despedidas, divulgam fotos e imagens de seus planos monstruosos e fazem com que novos "doentes" sintam vontade de imitar estas celebridades emergentes, embora defuntas.  Caberia à mída colocar o acontecimento como foi e parar por aí, para que ninguém mais fique gastando seu emocional com tais questões potencializadas ao extremo do terror e da dor.  Me lembro do caso do garoto que "matou a namorada" que havia feito refém, para não fazer feio diante das câmaras.  Me lembro de quando meu filho, quase bebê, pergunta se eu seria capaz de matá-lo como fez o "pai da Isabela Nardoni"...
Pelo amor de Deus... há tanto o que ser divulgado, e se querem coisas horríveis para mostrar, podiam começar dos bastidores dos grandes aparelhos midiáticos.

DROGAS NAS ESCOLAS

Se tem uma orientação que procuro passar para meus filhos diariamente é sobre os perigos do uso de drogas, mesmo da mais simples e mesmo que se pense apenas em experimentar.
Costumo dizer que experimentar não existe para drogras.  Drogas se usar, usou.  Já mostrei o que acontece com quem usa, com as famílias, com os destinos.
Mas qualquer coisa que eu fale, daqui a pouco será menos importante do que aquilo que os amigos vão falar... Da pregação que meus filhos irão receber de forma subliminar na programação diária da TV, internet e mesmo das oportunidades escancaradas das festas, bares e boates, onde se iniciam vícios pela modesta "cervejinha", pelo tabaco até que novas figuras se apresentem.
Mas me assusta de forma violenta, quando se explicita o comércio de drogas relativamente fortes para adolescentes e crianças nas portas das escolas.  Eis aí algo que precisa de mobilização policial, de pais envolvidos e de agentes na sociedade.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Todos os dias o povo come veneno. Quem são os responsáveis?

Por João Pedro Stedile (*)

O Brasil se transformou desde 2007, no maior consumidor mundial de venenos agrícolas. E na ultima safra as empresas produtoras venderam nada menos do que um bilhão de litros de venenos agrícolas. Isso representa uma media anual de 6 litros por pessoa ou 150 litros por hectare cultivado. Uma vergonha. Um indicador incomparável com a situação de nenhum outro país ou agricultura.


Há um oligopólio de produção por parte de algumas empresas transnacionais que controlam toda a produção e estimulam seu uso, como a Bayer, a Basf, Syngenta, Monsanto, Du Pont, Shell química, etc


O Brasil possui a terceira maior frota mundial de aviões de pulverização agrícola. Somente esse ano foram treinados 716 novos pilotos. E a pulverização aérea é a mais contaminadora e comprometedora para toda a população.


Há diversos produtos sendo usados no Brasil que já estão proibidos nos paises de suas matrizes. A ANVISA conseguiu proibir o uso de um determinado veneno agrícola. Mas as empresas ganharam uma liminar no “neutral poder judiciário” brasileiro, que autorizou a retirada durante o prazo de três anos… e quem será o responsável pelas conseqüências do uso durante esses três anos? Na minha opinião é esse Juiz irresponsável que autorizou na verdade as empresas desovarem seus estoques.


Os fazendeiros do agronegóio usam e abusam dos venenos, como única forma que tem de manter sua matriz na base do monocultivo e sem usar mão-de-obra. Um dos venenos mais usados é o secante, que é aplicado no final da safra para matar as próprias plantas e assim eles podem colher com as maquinas num mesmo período. Pois bem esse veneno secante vai para atmosfera e depois retorna com a chuva, democraticamente atingindo toda população inclusive das cidades vizinhas.


O DR.Vanderley Pignati da Universidade Federal do Mato Grosso tem várias pesquisas comprovando o aumento de aborto, e outras conseqüências na população que vive no ambiente dominado pelos venenos da soja.


Diversos pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer e da Universidade federal do Ceara já comprovaram o aumento do câncer, na população brasileira, conseqüência do aumento do uso de agrotóxicos.


A ANVISA – responsável pela vigilância sanitária de nosso país, detectou e destruiu mais de 500 mil litros de venenos adulterados,somente esse ano, produzido por grandes empresas transnacionais. . Ou seja, alem de aumentar o uso do veneno, eles falsificavam a formula autorizada, para deixar o veneno mais potente, e assim o agricultor se iludir ainda mais.


O Dr. Nascimento Sakano, consultor de saúde, da insuspeita revista CARAS escreveu em sua coluna, de que ocorrem anualmente ao redor de 20 mil casos de câncer de estomago no Brasil, a maioria conseqüente dos alimentos contaminados, e destes 12 mil vão a óbito.


Tudo isso vem acontecendo todos os dias. E ninguém diz nada. Talvez pelo conluio que existe das grandes empresas com o monopólio dos meios de comunicação. Ao contrário, a propaganda sistemática das empresas fabricantes que tem lucros astronômicos é de que, é impossível produzir sem venenos. Uma grande mentira. A humanidade se reproduziu ao longo de 10 milhões de anos, sem usar venenos. Estamos usando veneno, apenas depois da segunda guerra mundial, para cá, como uma adequação das fabricas de bombas químicas agora, para matar os vegetais e animais. Assim, o poder da Monsanto começou fabricando o Napalm e o agente laranja, usado largamente no Vietname. E agora suas fabricas produzem o glifosato. Que mata ervas, pequenos animais, contamina as águas e vai parar no seu estomago.


Esperamos que na próxima legislatura, com parlamentares mais progressistas e com novo governo, nos estados e a nível federal, consigamos pressão social suficiente, para proibir certos venenos, proibir o uso de aviação agrícola, proibir qualquer propaganda de veneno e responsabilizar as empresas por todas as conseqüências no meio ambiente e na saúde da população.

(*)João pedro stedile, membro da via campesina Brasil.

sábado, 2 de abril de 2011

Eleição da Presidência do Mundo

O ato de escrever ou manter um blog é, com certeza, um ato de vaidade.  Mas também, pelo menos no meu caso, trata-se de uma forma de desabafar.
É bem isso o que vou fazer agora.
Moro num condomínio, ou como preferem muitos, em um núcleo urbano, cujo principal atrativo é a natureza.  (árvores, pássaros, bichos que por aqui passam dando um ar meio bucólico naquilo que seria um oásis em plena cidade).  Meus filhos, pais, mulher e eu mesmo amamos este lugar.  É nosso pedaço de céu e quantas oportunidades de sair tivemos e não o fizemos.
Nem sempre foi assim.  Houve épocas em que festas e badaladas noitadas de algumas unidades alugadas só para este fim, tumultuavam e quebravam o sossego de gente que, como eu, mora ali e trabalha todos os dias.
Também houve momentos em que o núcleo era aberto e a segurança precarizada.  Se é verdade que nunca houve excessos, também é verdade que houve invasões de domicilio e atualmente, por exemplo, seríamos alvo fácil de especialistas em roubos deste tipo de lugar.
Não vou entrar noutros méritos.  Não quero falar sobre a administração financeira ou burocrática de antes.  Já me bastam os motivos elencados.
Uma diretoria séria, austera e não tão simpática, gerencia há algum tempo e o faz com a firmeza necessária em um lugar onde boa parte busca, como a maioria dos brasileiros, dar um jeitinho nos seus pequenos problemas.  A necessária dureza dos atuais administradores, tem posto "ordem na casa".
No entanto, esta diretoria vem sofrendo há algum tempo, algumas retaliações, oposições, o que até seria normal se a causa fosse nobre.  Mas trata-se, ao meus ver e ao meu entender, de questões meramente pessoais, juntando um misto de vaidade, orgulho e vontade de voltar a certos padrões de antigamente.  Tenho o direito de acreditar nisso.  E o que tenho visto?
Pessoas titularizadas, pessoas de certa idade e até de certa notoriedade na sociedade, de repente se juntando com outros, nem tanto comprometidos com o bom companheirismo, para vaiar, gritar, bater palmas e destemperar no pior estilo política estudantil em plena assembléia de moradores, que deveriam ser amigos ou minimamente respeitosos uns com os outros.
Foram diversas as vezes que gente muito boa, abandonou os locais de reunião por conta deste formato grosseiro de se manifestar.  Houve momentos em que acariações, acabaram por abater um pouco um grupo formado para tentar impedir uma importante obra do local, qual seja sua nova portaria.
Ganhar, perder, governar e se opor, são fatores compreensíveis dentro de qualquer situação política.  Mas o que tenho visto, não se compara a mais nada.  Só vi coisa igual quando disputei com amigos o Grêmio Estudantil nos idos de 80.  Por isso estranhei. 
Bem.  A diretoria atual, perdeu por dois votos.  Lamentavelmente, todo um estardalhaço foi feito e muita gente boa se foi antes da votação.  Ou seja, ganha-se, mas não de forma tão feliz.  Mesmo assim, fogos foram soltos como se fosse o fim de uma guerra, a vitória de um grande prêmio ou o que o valha.
Fica o pensamento:  Será que este grupo sabe bem o que é administrar o ambiente onde crescem crianças, idosos repousam e gente boa convive?  Será que sabe que ganhar com tão pouca diferença, ao contrário de merecer fogos, merece uma boa reflexão?  Será que pensam que ser da direção de uma associação lhes dará o direito de modificar o espaço físico em que tanta gente tem hoje depositado sua confiança?
Propriedades se valorizaram.  Não existe entulho pelas ruas.  Há um relacionamento amistoso com o poder público que torna a vida ali um pouco mais fácil.  A natureza está firme e novos ricos desejosos de morar em Dahmas alternativos, têm sido multados por achar que podem devastar para construir seus pequenos palácios.
Estaremos de olho.  Até por que quando se ganha em silêncio, não se chama tanto a atenção para esta gana enlouquecida de se ter as chaves de uma sala administrativa nas mãos.

A rainha caipira.

A partir de hoje, me dedicarei a publicar, de quando em quando, contos e crônicas escritos por meu pai, Carlos Alberto Gomes, que assina com...