sábado, 12 de setembro de 2015

No creo en brujas, pero que las hay, las hay".

Desde que o Homem passou a povoar a Terra, pelo que se sabe, teve início seu fascínio pelo oculto e sobrenatural, tendo por sobrenatural, tudo aquilo que é incapaz de ser explicado sob a ótica da razão.
Desta feita, já foram sobrenaturais coisas como o fogo, os raios, tempestades e mesmo o sol.
Uma vez definidas suas causas e relações com a física, a química e a biologia, por exemplo, de sobrenaturais passam a constar das enciclopédias como itens que compõe a natureza, a ciência e o quotidiano.
No entanto, ainda hoje, diversos assuntos permanecem classificados como "fenômenos ocultos", paranormais ou magia.
Vaca sendo abduzida por um OVNI
Como exemplos, cito a visão de Objetos Voadores Não Identificados (uma de minhas paixões), a comunicação espiritual e algumas faculdades mentais não comuns (clarividência, telepatia, psicometria, telecinese etc.), assuntos que ainda intrigam algumas pessoas.
Sair um pouco da correira do dia a dia para viajar por estas esferas é um de meus passatempos preferidos.
Me filiei a um grupo de pesquisas OVNIs para dar vasão a um destes temas e me surpreendi.  Entre tantos "bagulhos" e "picaretagens", não é que existem documentos, fotos, vídeos e narrações muito especiais?
Para acompanhar de perto, assino uma revista, vasculho a internet, compro livros sobre o assunto com regularidade e tudo para manter acesa esta chama.  Acredito piamente que em meio a milhões incontáveis de planetas, há seres menos e mais avançados, capazes até de vencer o desafio do tempo e da distância a ponto de nos visitarem.
Se não pode ser provada, a existência de ETs também não pode ser negada com certeza.
Se são como o querem alguns autores, desenhistas ou diretores de cinema já não me cabe avaliar.  O fato é que há muita teoria que impulsiona cada vez mais esta minha convicção.
E olha que se lida com isso de forma muito inconsequente.  A mídia em geral tende sempre a ridicularizar, quando devia pelo menos ampliar a curiosidade do público.  Para exemplificar, lembro o caso de Varginha, em Minas Gerais, que virou pauta do Casseta & Planeta, mas jamais de um documentário sério no Brasil.  Outro caso famoso é a Operação Prato, que envolve de forma visceral as Forças Armadas brasileiras.  Cadê isso discutido com a relevância que merece?
Tenho um vasto material para debater e compartilhar com quem desejar.  Só não o fiz ainda porque a maioria esmagadora destes está disponível no Google e no youtube.  O outro motivo é por desconhecer quem mais seja adepto a estas discussões e não a tomem por "doideira".
Mas gosto também de caminhar por trilhas que tratem de manifestações psíquicas.
Desde menino, por motivos extremamente particulares, acabei por conhecer um padre que também era parapsicólogo e com quem tive o privilégio de dividir algum tempo de minha pré adolescência.
Alusão à Pirocinese que é a capacidade de aumentar
a temperatura de um objeto até incendiá-lo
O espanhol Miguel Lucas Peña, já falecido, escreveu diversos livros e ministrava cursos e palestras por todo o mundo para apresentar fenômenos da mente extremamente positivos para a vida das pessoas.
Eu viajei com ele e o vi fazendo regressões de idade em público e em seu consultório.  Também o vi tratar de traumas e problemas incríveis só com a aplicação de relaxamentos, hipnose e outros mecanismos.
Com ele também, descobri os muitos mistérios das pirâmides (sem claro decifrá-los), mas ao ponto de participar de experimentos para lá de interessantes.  Foi também em seus livros e aulas que aprendi sobre a aura humana, tema básico para quem hoje faz uso da Física Quântica para entender melhor a energia por traz do corpo físico.
Por força dessa minha experiência, não dá pra negar fenômenos como telecinese, radiestesia e outros que vi serem comprovados.
Padre Miguel me presenteou com livros e instrumentos que ainda possuo.
Ainda sobre estes dons da mente, resta dizer que meu pai é minha maior prova da existência da clarividência.
Uma semana exata antes da morte de sua mãe, minha avó paterna (Amor Molina), meu pai sonhou detalhadamente cada situação que ele viveria, dias depois, durante os momentos deste desenlace.  A história é longa para narrá-la, tal a riqueza das informações.
Ao acordar do sonho, no entanto, ele contou de imediato e desesperado à minha mãe, o que havia presenciado enquanto dormia.  Ela, por sua vez, o revelou também a minha outra avó, na casa de quem estavam hospedados.  Duas testemunhas.
No sábado seguinte, desde a campainha de madrugada, até o carro estranho dirigido por um tio que fora buscar meu pai, tudo se repetiu "ipsis litteris" até o suspiro final de minha avó em seus braços.
Talvez até por isso, mistérios e espiritualidade sempre me atraíram.
Desde criança vivendo um drama a cada noite sem dormir por conta de barulhos, visitas e cenas incomuns a uma criança, relatados aos meus pais em gritos e lágrimas, soube que não estava só.
Fantasia, sugestionamento... não importa.  Convivi muito bem com isso.
Mesmo bem mais tarde, apesar de começar a militar politicamente junto a marxistas, dentre eles meu irmão (ateu), hoje um de meus mestres "gurus" na política, o esoterismo nunca me abandonou.
Mas vivo bem entre as discussões do materialismo dialético e a espiritualidade.
Só pra constar, ainda mocinho em 1986, fui iniciado na Ordem DeMolay (uma entidade paramaçônica).  Ainda, no mesmo ano, fui iniciado também na Antiga e Mística Ordem Rosacruz.  Em 1989, foi a vez da Maçonaria.  Hoje estou afastado da chamada prática templária, ou seja, não frequento mais nenhuma destas fraternidades.
Mas os estudos e aplicações práticas destas escolas herméticas me abriram muito a mente.
Em 1988, por exemplo, fui apresentado a um grupo, quando estive no Rio de Janeiro, que estudava manuscritos, enviados apenas a iniciados e praticantes.  Passei a ler vorazmente tudo o que vinha de lá.  Como minha mente se abriu.
Quero salientar que, como cristão praticante (fui inclusive catequista), antes eu avaliava o que podia interferir ou arranhar minha fé em Jesus Cristo.
Mas nada encontrei que confrontasse esta crença.  Muito pelo contrário.  A fraternidade expressa em algumas dessas "teorias" é tão semelhante à vivência do amor pregado pelo Filho de Deus, quanto do verdadeiro pensamento esquerdista que viria defender mais adiante.  E perceba que falei das "teorias" e não necessariamente de seus componentes.
Os estudos e leituras me faziam cada dia mais forte e firme na certeza de que, além do estudo das lutas de classes, havia outras coisas nas quais também dedicar o meu tempo.
E nunca me libertei totalmente disso.
A serenidade e a paz que hoje penso ter conquistado, foram fruto de muitas contradições, arranhões e desconstruções.  Claro, a idade contribuiu também.
Veja só.  Mesmo neste sábado chuvoso, foi um dia em que já debati política, discutindo sobre a "baixa da nota do Brasil" pela agência Standard & Poor's, divulgando sobre isso a excelente opinião de Eduardo Galeano, em meu perfil do Facebook.  Também o fiz junto a outros debatedores do grupo "Autocrítica", que constituí para não deixar atrofiar minha "veia" política com reflexões e debates por  vezes acalorados.  Mas também hoje, passei boa parte da tarde estudando sobre a inquisição e as "bruxas".
Sobre isso, o que dizer?
Revoltante!
Sempre soube um pouco a respeito deste horror da Idade Média, mas nunca havia lido com profundidade sobre o Martelo das Bruxas e como funcionava o processo de denúncias, reconhecimento, confissão, torturas e consumação da sentença.
Absurdo, injusto, lamentável, deplorável, coisa de idiotas, desumano, ridículo, doloroso, sanguinário, criminoso e maldito.
Quantas mortes e quanta insensatez movidas por interesses, paixões, inveja, afrontas e tantos outros motivos disfarçados de "pureza", religiosidade e outros.
Como pôde a humanidade produzir tão desnecessário episódio de sua história?
Talvez faltasse aos inquisidores o conhecimento de que o feitiço e a magia existiam já na Mesopotâmia, em Roma, no Egito, na Índia, China...
Mas a questão era outra.  E em nome desta "questão", séculos sem fim de abominações e assassinatos, torturas e desprezo à vida.
O que mais me chamou a atenção é que sempre acreditei que a Igreja Católica teria sido a maior protagonista destes crimes, mas vim a saber que a Europa Protestante e mais tarde os Puritanos foram quem mais promoveram perseguições, torturas e assassinatos "em nome de Deus".
Os critérios de avaliação e julgamento são ainda mais curiosos.  Se a pessoa negasse ser bruxa, morria com requintes de crueldade, mas se confessasse e isso após muita tortura, tinha uma morte menos lenta. Talvez a forca, uma fogueira ou algo "menos dolorido".
Sem escapatória, milhares e milhares de pessoas, principalmente mulheres, foram dizimadas. Ah, inclusive cachorros, quando estes pertenciam a elas.  E quase se acabaram, no mundo, os gatos pretos.
Se por acaso as moças, por sua beleza, encantavam um homem casado, eram bruxas.  Se eram feias e possuíam alguma marca no corpo, eram bruxas.  Se curassem alguém com algum tipo de chá, culinária ou agrados, eram bruxas.  Se alguém morresse próximo a elas, eram bruxas.
Jesus... como se podia salvar?
O fato é que a desculpa de "bruxaria" também foi pano de fundo para muita vingança, desterro, abusos, estratégias de poder e outras maldades.
Causando uma fúria sem sentido em um largo território do mundo conhecido, o poder reinante da época, com ajuda da "mídia" daquele tempo, ocasionaram uma carnificina incrível.
Por isso estes temas me encantam.
De algum modo, o extraordinário faz um paralelo constante com o comum, a história, de modos diferentes, se repete e não há como dissociar material de espiritual, se de fato somos todos razão e emoção.





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