domingo, 30 de setembro de 2012

Fenômeno


Uma amiga foi logo “chutando o pau da barraca”... E concordo com ela.  Pra quem se viu envolto com travestis em um motel, mostrar um pouquinho de banhas na TV não é nada.

Mas na verdade, Ronaldo Fenômeno é um cara que todo mundo gosta e para nós, corinthianos, poder contar com sua passada pelo time, onde encerrou a carreira é uma honra.

Domingo passado, ao vê-lo num programa de televisão que julgo bastante vazio (em que pese o tempo que fica no ar), lamentei o fato de ele estar se dispondo a um papel desnecessário, qual seja, realizar publicamente, esforços para emagrecer.  Pior que isso, exibir ali algumas fragilidades e intimidades.

Pareceu-me, de cara, uma autopromoção de alguém que já fechou e com “chave de ouro”, sua carreira estelar como jogador de futebol.

Quem sabe, pensei eu, tratar-se de Assessores de Imprensa ou agentes, que de forma imprudente o fariam passar por esse desgaste.

Mas hoje, ao conversar com uns e outros, desmantelei minha quase decepção.  Ronaldo estaria, segundo algumas opiniões, prestando um serviço à saúde e dispondo-se a ser exemplo perante seu público e seus fãs.

Vamos então pensar assim, mas me privarei de vê-lo em cena fazendo este personagem que não combina muito consigo.

AVA - Associação de Viajantes da Araraquarense


Ainda hoje, quando chega outubro eu me lembro de instantes preciosos na infância quando eu e outros amigos festejaríamos, com nossas famílias, o dia do Viajante Comercial na AVA – Associação de Viajantes da Araraquarense.

Bastante ativo, o clube fora dirigido por alguns dos amigos preciosos de meu pai, dentre eles Carlos Feitosa, ex-vereador rio-pretense.

Na época, meu próprio pai pertencia aos quadros diretores da agremiação que, além de defender e lutar pela classe dos viajantes, representantes comerciais e vendedores em geral, realizava grandes bailes na cidade de Rio Preto.

Os jantares da AVA faziam sucesso e no dia 1º de outubro, era famosa a “carreata” em comemoração ao dia do viajante comercial.

Saudades do clube que hoje já quase não tem patrimônio e o pouco que tem está cedido ou alugado para um banco e um estacionamento.

Lamentável a situação da mesma.  Faz falta.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

E-mail e corporações


Um dos maiores desafios da administração moderna é poder identificar as pessoas certas para comporem o quadro de Homens de confiança da empresa.

Geralmente há pessoas com qualidade de caráter, mas lhes faltam profissionalismo e eficiência.   Outras são ótimas no que fazem, mas sua índole é horrível.   Ou seja, não é raro existir certa dificuldade de se encontrar alguém que é ótimo profissional e ao mesmo tempo, uma pessoa de bom caráter.

Avaliar diariamente o comportamento do segundo escalão era fácil antigamente, quando se tinha um contato mais direto com o funcionário.

Hoje, com o advento do computador, tudo é tratado por e-mail. 

Colegas se falam num mesmo prédio, sem levantar de suas mesas e não é pelos ramais telefônicos, onde pelo menos a voz era sentida.

A relação ficou completamente desumana e conseguimos despedir uma pessoa sem que essa sequer saiba se estamos suando frio ao faze-lo, ou gostando da atitude.

Há quem defenda que a comunicação está presente 80% nos gestos.  Imagine quanto se perde num e-mail onde só há palavras escritas.  Sem voz, sem olhar, sem gestos.

Mas o e-mail está em ordem.

Em certas corporações, o bom funcionário é aquele que responde rápido e a todos os seus e-mails.  Ele nem precisa ter opiniões formadas, desde que apresente respostas prontas e curtas para mostrar a todos e aos chefes que está lendo e acompanhando as determinações.  Um “yuhuu” já o coloca na frente daqueles que preferem debater melhor o assunto antes de simplesmente assentir ou concordar com tudo.

Mas qual é o grande diretor (se verdadeiro profissional) de um negócio que não gosta de ser contrariado?  Não é na dialética que se aperfeiçoam as ações e muitas vezes se afiam as opiniões?

Jack Welch, o CO mais respeitado do mundo corporativo afirma categoricamente que prefere contratar pessoas inteligentes, que pensam, que debatem e que, vez ou outra, o fazem mudar de idéia. 

Claro que nem sempre estão certos, mas o projeto nunca fica como o original, segundo ele e recebem acréscimos pra lá de interessantes.

É o próprio Welch que rebate o uso do e-mail pra tudo.  “Falta o olho no olho entre os colegas e para com os clientes.”

Eu enfim concordo plenamente com ele.  Hoje, ninguém mais fala com ninguém ou telefona. 

Em que pese a tecnologia ser indispensável, se você quiser se destacar como profissional deve estar atento para entender as ferramentas disponíveis no campo da informática e sobretudo, evitar ao máximo rebater ou prolongar discussões.

Uma pena, já que as pessoas não são eletrodomésticos ou aparelhos pré definidos para dizer isso ou aquilo, mas mentes brilhantes e com potencialidades inimagináveis.

Se o líder souber aproveitar essas potencialidades, sua equipe jamais será igualada.

Organizado por Estudantes


Estamos bastante próximos do dia 7 de outubro, momento em que, mais uma vez, escolheremos o prefeito e vereadores de nossa cidade.

Ontem, estive presente em um debate organizado por estudantes da Coopen em São José do Rio Preto, com os candidatos a prefeito da cidade.

A iniciativa é louvável, pois sei das dificuldades de se organizar um evento como tal.

Pra variar, o atual prefeito Valdomiro Lopes, apontado pelas pesquisas como “já eleito” no 1º turno, mais uma vez não compareceu evitando o olho no olho com as pessoas.  Estratégia de marketing?  Compromisso anterior?  Não há marketing melhor do que o debate, quando se é articulado e se tem conteúdo para expor e enfrentar.  E não há compromisso mais importante em um processo eleitoral que o debater das idéias livre dos roteiros de TV.

Fica aqui o meu repúdio a esta atitude.  O pessoal da cúpula da campanha do candidato ausente sequer teve a preocupação em enviar uma justificativa ainda que “amarela”.

Mas valeu pela oportunidade de se fazer perguntas da plateia.  Mandei logo a minha sobre o comprometimento do candidato com a sociedade organizada.  Associações, conselhos e outras ferramentas de representação popular.  Respondido por Rillo, o questionamento evidencia seu compromisso com as bases o que me deixou muito feliz.

Na contrapartida, ficou evidente que a atual administração conseguiu cooptar ou destruir a organização popular que existia antes.

O Governo no qual participei, do então prefeito Edinho Araújo, foi marcado pela organização das Associações de Moradores de Bairros, Fórum de Associações e Conselhos.  Hoje, o prefeito manteve apenas os conselhos obrigatórios (Segurança, Educação e Saúde), deixando claro que em todos eles a truculência é visível.

Algumas coisas no debate me chamaram a atenção:

1 – Bellodi se esforçou muito para derrubar a pecha de candidato de direita.  Mas não tem jeito.  Seu discurso de conciliação entre Capitalismo e Socialismo não decolou.  Bem articulado, o candidato é bom de discurso e ainda vai se destacar muito na política local.

2 – Manoel Antunes continua firme em seus propósitos e mais combativo que nunca.  Uma pena não ser candidato a vereador, pois seria o mais votado e sua presença na Câmara a garantia de fiscalização contundente.

3 – João Paulo Rillo conta com a forte e grande militância do PT e seu segundo lugar nas pesquisas podem fazer o quadro reverter caso a disputa vá para o segundo turno.  Melhor em argumentos e um debatedor nato, João diante de Valdomiro no mano a mano não vai deixar sobrar ossos do outro candidato.

4 – Marcelo Henrique fez um excelente trabalho de divulgação dos ideais de esquerda, representando muito bem seu partido PSOL, que sai fortalecido e os demais companheiros do PCB e PSTU.  A exemplo do que fez Plínio de Arruda na campanha para presidência, não desviou a atenção do propósito principal um só momento durante todo o processo.

Por estas e outras que lamento a opção dos rio-pretenses.  Mas é como salientaram amigos, como meu colega Eduardo Pirré.  “Só se fala em educação profissionalizante e em formar o Homem pra trabalhar.  Não o ensinam a pensar”.  Um outro próximo arrematou: “Por isso muitos votam em Valdomiro, pois não aprenderam a pensar”.   Valter de Lucca, presidente do PCB e candidato a Vice na chapa de Marcelo finaliza: “Quando o tema é educação, pensam no Homem apenas do pescoço pra baixo”. 

E viva a democracia!

terça-feira, 25 de setembro de 2012


Como Deus queria que as crianças aprendessem a ser fortes,

E que não tivessem medo se as coisas dessem errado,

Ele pôs em cada coração um desejo de fazer parte,

De pertencer a um lugar onde todos se sentissem necessários – e ainda assim – livres...

Então acrescentou paciência, confiança, aceitação, amor sem egoísmo, carinho e devoção, num lugar onde a discussão é natural, a alegria é fundamental e a harmonia brilha...

E chamou sua grande dádiva de família.

domingo, 23 de setembro de 2012

Sinceridade


Quando conversamos em um encontro casual, eu e você, algumas coisas podem ficar no campo do fingimento.

Eu finjo que acredito naquele peixão que você fisgou.  Você finge que acredita naquela história que eu contei sobre a garota que flertou comigo naquela festa. 

Mas tem coisas, numa conversa entre nós, que não ficam no campo do fingimento.  Elas entram no campo da sinceridade, pois não há como acreditar no diferente.

Exemplo: não adianta eu dizer o contrário.  Você sabe que gosto de ser bem atendido quando chego em uma loja, em um banco.

Assim, eu também sei que você gosta de ser tratado com respeito e agilidade quando chega com seu filho, que não está muito bem, em uma unidade básica de saúde.

Eu sei que você quer que seu filho tenha uma educação completa na escola pública, que lhe garantirá oportunidades de formação no futuro.

Estas e outras coisas são verdades que não adianta fingir.  Não entre nós. 

Pois bem.  Eu sei que você quer que seja prefeito de nossa cidade uma pessoa séria, responsável, honesta, combativa.  E eu também sei que você sabe que essa pessoa é João Paulo Rillo.  Sendo assim, pra que fingir?

Vamos ser honestos um com o outro?

Segundo Turno


Ah... hoje foi a glória de alguns amigos em Rio Preto que insistem em acreditar que votar no “poder reinante” é garantir-se na elite dos eleitores.

É tão irracional o pensamento do “perder o voto” que eu sinceramente não consigo acreditar que haja pessoas que ainda pensem que votar legal é votar em quem vai vencer.

É como torcer para um determinado time só porque está ganhando.  Não se tem nenhuma emoção nisso.

No caso da eleição, isso é ainda pior, afinal de contas, o voto não tem nada de comparável a um jogo.

Os jornais soltaram a pesquisa que mostra, por enquanto, uma vantagem que daria a vitória já no primeiro turno ao candidato Valdomiro, atual prefeito.

Eu insisto que o 2º turno é importante, pois proporciona um debate mais justo, de igual para igual, olho-no-olho, “mano a mano”.

Mesmo tempo de televisão e as atenções da população voltadas para um ou outro.

Se os eleitores entenderem esta importância, mesmo com suas preferências, vão proporcionar esta oportunidade.  Se o seu candidato for mesmo fruto de uma escolha consciente, ele será confirmado pelos eleitores que já definiram.

Enfim, não há nada a perder.

Por isso é importante agora que todos possamos aderir a esta proposta.  Que a eleição alcance o 2º turno.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Ainda Resta uma Luz

 

Foi um sucesso a festa de lançamento do livro Ainda Resta uma Luz de meu pai, Carlos Alberto Gomes.

Em conversa com os entendidos no assunto, o público surpreendeu e a obra, pelo seu conteúdo voltado ao romantismo, abre espaço para quem sente falta do gênero.

“Autoajuda, magia e mesmo biografias, estão sempre em evidência e isto deixa vago um espaço para leitores que preferem histórias mais próximas com a realidade de suas vidas”, afirmou um grande amigo e amante da boa literatura.

Amigos, parentes e alguns frequentadores da livraria prestigiaram a noite de ontem na Nobel em Rio Preto.

“O tio Carlos me ligou e fiquei surpreso, pois não sabia deste talento. Não deixaria de vir saudá-lo por este trabalho tão bonito”, arremata um sobrinho.

O livro continuará exposto e comercializado na loja Nobel do Plaza Avenida Shopping.

Carlos Gomes que já é autor de diversas poesias, algumas publicadas em coletâneas, está preparando outros títulos. 

Sua infância em cidade pequena, um casamento feliz e a ligação com a educação (aposentou-se como diretor de escola), juntam-se ao convívio diário com a natureza, onde mora, para ajudar na sensibilidade que gera o amalgama às suas ideias.
 
Como filho e admirador, receba meus cumprimentos pela coragem, determinação e qualidade do trabalho.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Eita dependência...


Estamos nos aproximando da Independência do Brasil com relação a Portugal e tem jornalistas debatendo a nossa independência com relação aos Estados Unidos, deixando claro com isso, que continuamos totalmente dependentes.

Estão discutindo com grande preocupação que as campanhas presidências americanas não tocam no nome do Brasil.

Segundo alguns correspondentes que estão encarregados de dar cobertura ao evento “ianque”, nem Republicanos, nem Democratas, colocam o Brasil na pauta de seu programa político.

Eu acho é pouco.  Aliás é bom sinal.  Sempre que estivemos na pauta dos discursos políticos americanos, foi por conta de sua tendência ao “mando” com relação aos pobre latino-americanos.

Não sei os motivos desta preocupação.  Se por um lado não falam do Brasil, falam dos grandes inimigos do Tio Sam como Cuba e Venezuela.  Falam também do México por conta de seu eterno problema de fronteiras.

Enquanto não falam do Brasil, nos deixam em paz para tocarmos nossa vida com certa soberania e quem interessa de fato, que são os possíveis negociantes e amigos de verdade, nos conhecem muito bem a ponto de saberem que nossa capital não é Buenos Aires.

A nossa imprensa não se acostumou com o fato de que estabelecemos novas relações com o mundo afora.

História - Verdades e Mentiras


Eu me lembro que em 1985 estudava em um colégio estadual na minha São José do Rio Preto, quando tudo que havia aprendido sobre a história do Brasil, até então, voou pela janela.
Minha professora de história que não me chamava muito a atenção, apesar de eu ter gostado de história em toda a minha trajetória escolar, naquele momento me ganhou para sempre.


Após a eleição presidencial de Tancredo Neves, frustradas as campanhas pelas eleições diretas, o mesmo adoeceu, vindo a falecer e em seu lugar tomou posse um "não eleito", seu vice José Sarney.  O fato é que este episódio terminava com 21 anos de um governo de militares.
Tancredo Neves representava o fim da Ditadura Militar no Brasil.  Não por Tancredo em si, mas por um grande movimento que com sua ascensão ao poder, passava a ter a certeza disso.


Daí pra diante, minhas aulas de história se tornaram bastante interessantes.
Num ato simbólico, a professora nos sugeriu lançar fora os livros escolares que levávamos pro colégio.  Segundo ela, passaria a partir de então a ensinar a história de verdade, como ela mesma havia descoberto e aprendido, por trás daquela que era uma grande mentira, pregada para desenvolver em todos, patriotismo, subserviência e adoração a alguns símbolos.  Fomos à janela e atiramos os livros com a farra peculiar de alunos nada "caxias".


Me lembro que desmistificou pra mim o fato da descoberta do Brasil logo de cara.  
Eu sempre pensei que se Pedro Cabral tivesse mesmo se enganado com relação à direção a seguir, ainda mais no “tamanho” do engano, deveria ser conhecido como o mais estúpido dos portugueses.  Talvez até por causa dele, piadas e anedotas pintassem os lusitanos como "burros" ou inocentes.  Mas daí a professora alargou meu ponto de vista.

Falar que ele tentou traçar um novo curso para tentar dar volta ao mundo e atingir as Índias, também não corresponde, pois este papel houvera sido de outro navegador.
O navegador português veio cumprir tabela e garantir à Coroa Portuguesa o seu quinhão no novo mundo "invadido" pelos espanhóis.  E ela contou isso com riqueza de detalhes e informações.

E que descobrimento nada.  Já havia gente por aqui, como havia por todo o continente. O que faz de Colombo e Vespúcio, tão invasores quanto qualquer outro que por aqui aportou, pondo fim em nações inteiras.


E as farsas históricas não param por aí...
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, ou resumindo, D. Pedro I, declarou a Independência do Brasil e depois foi ser Rei de Portugal ?  Esta era outra inconsistência que não me entrava na cabeça. 


Pensa no enredo: Declaro guerra a um país e depois de não me dar muito bem no comando do meu próprio país, volto para ser rei do outro país que “derrotei” na batalha.  E que grito que nada. 
A verdade que a independência com relação a Portugal nos custou muito caro e até multa pesada tivemos que pagar.  Ah e pra piorar, a famosa cena do “Grito do Ipiranga” retratada pelo pintor Pedro Américo, precisava de alguns retoques.


Consta que D. Pedro viajava em uma mula e não naquele pomposo cavalo.  Era necessário um símbolo.  Um ato heroico para se contar aos filhos e aos filhos dos filhos.  Daí uma independência com grito e tudo.
E por aí vai.  Você tem certeza de que Duque de Caxias foi um herói?  E Tiradentes?  Enfim, tudo fora remodelado para que nossos livros de história nos emocionassem e nos fizessem melhores brasileiros.  Do contrário, como seguiríamos o famoso preceito do Ame-o ou deixe-o propagado lema do Regime Militar?


Hoje, teoricamente, a história pode ser contada de fato.  Mas ainda não vejo isso acontecendo.  A antiga e recente história do Brasil continuam sendo agredidas.  Meus filhos ainda aprenderam o mesmo "lero" do descobrimento.  E os meios de comunicação, substituindo as cartilhas do antigo regime, preservam a arte da manipulação e do "invensionismo".
Quando nossas crianças aprenderão de verdade o que representou para nós o governo de Getúlio? A história correta de JK e sua morte, bem como a morte de Jango? Quando serão esclarecidos, para os jovens da atualidade os reais motivos da queda de Collor? E quando meus netos tiverem que aprender sobre o impeachment de Dilma e as entranhas deste novo golpe?


O mais importante é discutirmos já o papel irresponsável que a mídia desempenha, utilizando-se inclusive de jornalismo com notícias e fatos fabricados em nome de interesses de grupos econômicos e elites governantes.  E isso não é censura. 
Quem fará justiça aos verdadeiros heróis que nunca foram patronos disso ou daquilo, nem nome de praças e avenidas?


Quem cuidará de tirar, das rodovias e outras obras feitas com dinheiro do povo, os nomes de governantes cruéis e ditadores financiados pelo Tio Sam, Bandeirantes e outros assassinos de inocentes?
Sonho com este tempo em que todas as incorreções serão de fato realizadas em prol da verdade e da justiça histórica.  Mas não sei se chegarei a vê-lo.

Cidade Maravilhosa


Depois de enfrentar o clima quase desértico de Rio Preto, estou curtindo uma garoa de pequenas proporções na capital carioca e o clima está ameno, bastante agradável.

Com alguns instantes de folga, ficar apenas fitando da janela o que seria a continuação da pista do Aeroporto Santos Dumont, pareceu-me perda de tempo.  Resolvi então tomar um expresso na rua e comprar o jornal do dia.

O passeio pelo bairro do Castelo foi glorioso.  As obras de arte em bronze espalhadas pela cidade são fantásticas, como as de Joaquim Nabuco e Manuel Bandeira defronte ao Palácio de Austregésilo de Athayde.  Me fizeram lembrar da escultura de Fernando Pessoa, defronte ao café A Brasileira no bairro do Chiado em Lisboa onde estive com minha mulher e meu querido primo Miguel.  Incrível como pega bem e o povo admira e respeita.  Quase tirei fotos para meus filhos, mas prefiro traze-los a ver pessoalmente.



Ontem me deparei com a escultura de Brigitte Bardot na praia da Armação em Búzios, onde os amigos e guias Renato e Ruddy me levaram pra jantar, no início da noite. 

Mas esta mostra da arte carioca não é estranha.  Todos que estão a ler este "post", por certo conhecem, ainda que por foto, a famosa estátua de Carlos Drumond de Andrade na Av. Atlântica na orla da praia de Copacabana.  Esta ainda não vi de perto e pelo jeito, não será hoje.

A cidade do Rio, a despeito das centenas de milhares de reportagens que a transformam num cenário de guerra e assustador para as figuras quase distantes do interior brasileiro, continua linda.

Só pra constar, andei pelas ruas com meus trocados no bolso, de relógio barato à mostra, carteira contendo meus sempre surrados cartões de crédito e débito e ninguém me molestou.  No máximo recebi alguns sorrisos e cumprimentos desta gente carinhosa e receptiva.

Se existe por aqui criminalidade, isso não a faz do Rio uma metrópole diferente de nenhuma outra, em todo o mundo.

A cidade exala cultura, respeito à história e sobretudo entendimento político.

A capital que sedia a Rede Globo, mídia famosa pela permanente manipulação política do Estado e do País, tem também um povo crítico e que discute política nos bares.

Enquanto tomava um café em uma padaria na Cinelândia, não entendi como Marcelo Freixo – candidato a prefeito pelo PSOL, só está em segundo lugar e com menos da metade das intenções de voto.
 
Além de seu fervoroso e verdadeiro discurso, Marcelo é apoiado em diversas partes por onde andei. 
Ontem, um taxista já dava conta disto me afirmando: “Não tem comparação entre o Freixo e o Paes.”
Hoje, no café, as pessoas diziam umas para as outras se referindo a ele: “Mas não dá pra deixar quieto... Temos não só que votar, mas pedir para os amigos”.

Militância voluntária e consciente são capazes de alterar os rumos de uma eleição no dia do pleito.  Já vi isso acontecer quando elegemos em Rio Preto, Liberato Caboclo, terceiro colocado, contrariando as pesquisas que davam eleição garantida a Marcelo Gonçalves.

Enfim, os diversos palcos de grandes discussões do Brasil, continuam alvoroçados por aqui. 

O Rio de Janeiro é capaz de despertar na gente, aquele sentimento de pátria, que faz falta nas cidades pequenas do interior.

 
Direito a uma passadinha defronte a Academia Brasileira
de Letras pra ver se está tudo em ordem.
 
 
Só voltei pro quarto mesmo, quando olhei no horizonte e em meio aos prédios e com céu nublado, pude ver ao longe, abençoando a Cidade Maravilhosa, o sempre presente por aqui, Cristo Redentor.

Contraditórios

I - Estes dias me deparei com uma pergunta muito cruel: "Não é incoerente um empresário se dizer comunista ou de esquerda?" ...