quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Pequena Annia


Filha de meu irmão Marcelo e minha cunhada Vanessa, nasceu nesta segunda-feira minha sobrinha Annia Yeva. 
Marcelo e Vanessa, marxistas dedicados à causa, estão um pouco longe de nós.  Ministram aulas em Universidades em outro Estado.
Doutor pela UNICAMP, ao lado da sempre militante companheira, Marcelo foi Secretário de Formação do Partido Comunista Brasileiro.
Aprendi muito com suas instruções e exemplos. 
Tenho a impressão que sua filha terá orgulho dos pais revolucionários que nutrem, pela raça humana em geral, um amor indescritível.
Parabéns ao casal.

Dr Nelson Seixas

Estou profundamente tomado pelo luto. 
Faleceu nesta madrugada um grande amigo.
Nelson de Carvalho Seixas, ex-Deputado Federal Constituinte, fundador da APAE, grande amigo de reflexões. 
Nem sempre nossas idéias coincidiram.  Tivemos discussões interessantes, debatemos muito.  Mas como era gostoso um bom papo com ele.
Dono de uma simpatia ímpar, Dr. Nelson agradava mesmo os adversários.
Esteve presente no Fórum de Associações de Moradores de Bairros de Rio Preto, do qual foi ao meu lado, ao lado de Carlos Feitosa e Clayton Romano, membro fundador.
Poderia se dizer muitas coisas desta figura, mas nunca deixar de lado seu imenso amor por Rio Preto.
No final do ano passado, ao tentar me fazer uma visita, acabou sofrendo um acidente sem graves consequencias.  Seu carinho, manifestado numa carta que deixou-me por não me encontrar em casa, está muito bem e carinhosamente guardada.
Meu último encontro com ele, foi uma agradável noite no teatro com minha mulher, quando fomos ver a atuação do filho de Ruy Sampaio justamente no evento patrocinado pelo prêmio Nelson Seixas instituido na Administração do Prefeito Edinho Araújo.
Aliás, faz tempo que não tenho bons debates políticos.  Muitos amigos estão afastados, alguns até já partiram desta esfera.
Sentirei saudades do político e amigo.  Envio meus sentimentos  à Dona Darcy.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Líbia: impedir que o imperialismo seqüestre a Primavera Árabe


Retirado do site REVOLUTAS.NET
Da queda da Ditadura de Kadafi ao Imperialismo devastador.


Enquanto a ditadura de Kadafi desmorona, Bassem Chit fala ao Socialist Worker de Beirute, no Líbano, sobre o impacto do imperialismo na região.

A intervenção das potências ocidentais é uma ameaça real para as revoluções árabe. Ela permite que os ditadores fiquem posando como defensores da independência nacional.

Na verdade, são esses ditadores que têm contado com o apoio do Ocidente ao longo de décadas. Foram eles que se aliaram ao imperialismo.

Alguns podem argumentar que precisamos do apoio ocidental para vencê-los. Mas o Ocidente não está interessado em revoluções. Está perseguindo seus objetivos e interesses econômicos e estratégicos.

Nem a OTAN nem seus aviões podem trazer libertação. A única maneira de conquistar a verdadeira liberdade e a democracia real será através de nossa solidariedade concreta à revolução árabe.

O anti-imperialismo está no coração dos movimentos políticos árabes. Não podemos separar a luta pelas liberdades democráticas da luta para derrotar o imperialismo.

O que os imperialistas querem, e existem alguns setores rebeldes da Líbia que concordam, é manter o sistema com uma cara diferente.

Mas o importante é que a queda de Kadafi também pode radicalizar outras lutas revolucionárias. Ela terá um impacto nos países do Golfo.

Na Líbia é muito cedo para julgar se todas as forças serão bem-vindas pela OTAN. No início de processos revolucionários, as pessoas se unem em grandes alianças. Mas, uma vez que os ditadores caem, as contradições surgem.

Mas o fator decisivo é a luta no Egito. É o mais poderoso movimento na região e que acontecer é decisivo para o destino das lutas em toda a região.

Estamos apenas no início do processo revolucionário, e estes são apenas os pequenos passos iniciais.

Socialist Worker: Issue: 2266 dated: 27 August 2011
FONTE: Socialist Worker
SITE: http://www.socialistworker.co.uk/
PUBLICAÇÃO: 23/08/2011

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A fome na Somália e o grito mudo

Não gosto de postar coisas ruíns, tristes ou que nos remetam à depressão... Mas este é um assunto antigo e grave e que continua não recebendo a atenção devida. 
Foi portado por Miro, em seu Blog e pelo grande militante do bem, Frei Betto.


Postado por Miro às 10:18 no Blog do Miro

A foto do jornal me causou horror. A criança somali lembrava um ET desnutrido. O corpo, ossinhos estufados sob a pele escura. A cabeça, enorme, desproporcional ao tronco minguado, se assemelhava ao globo terrestre. A boca – ah, a boca! – escancarada de fome emitia um grito mudo, amargura de quem não mereceu a vida como dom. Mereceu-a como dor.

Ao lado da foto, manchetes sobre a crise financeira do cassino global. Em dez dias, as bolsas de valores perderam US$ 4 trilhões. Estarrecedor! E nem um centavo para aplacar a fome da criança somali? Nem uma mísera gota de alívio para tamanho sofrimento?

Tive vergonha. Vergonha da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reza que todos nascemos iguais, sem propor que vivamos com menos desigualdades. Vergonha de não haver uma Declaração Universal dos Deveres Humanos. Vergonha das solenes palavras de nossas Constituições e discursos políticos e humanitários. Vergonha de tantas mentiras que permeiam nossas democracias governadas pela ditadura do dinheiro.

US$ 4 trilhões derretidos na roleta da especulação! O PIB atual do Brasil ultrapassa US$ 2,1 trilhões. Dois Brasil sugados pelos desacertos dos devotos do lucro e indiferentes à criança somali.

Neste mundo injusto, uma elite privilegiada dispõe de tanto dinheiro que se dá ao luxo de aplicar o supérfluo na gangorra financeira à espera de que o movimento seja sempre ascendente. Sonha em ver sua fortuna multiplicada numa proporção que nem Jesus foi capaz de fazê-lo com os pães e os peixes. Basta dizer que o PIB mundial é, hoje, de US$ 62 trilhões. E no cassino global se negociam papéis que somam US$ 600 trilhões!

Ora, a realidade fala mais alto que os sonhos e a necessidade que o supérfluo. Toda a fortuna investida na especulação explica a dor da criança somali. Arrancaram-lhe o pão da boca na esperança de que a alquimia da ciranda financeira o transformasse em ouro.

À criança faltou o mais básicos de todos os direitos: o pão nosso de cada dia. Aos donos do dinheiro, que viram suas ações despencarem na bolsa, nenhum prejuízo. Apenas certo desapontamento. Nenhum deles se vê obrigado a abrir mão de seus luxos.

Sabemos todos que a conta da recessão, de novo, será paga pelos pobres. São eles os condenados a sofrerem com a falta de postos de trabalho, de crédito, de serviços públicos de qualidade. Eles padecerão o desemprego, os cortes nos investimentos do governo, as medidas cirúrgicas propostas pelo FMI, o recuo das ajudas humanitárias.

A miséria nutre a inércia dos miseráveis. Antevejo, porém, o inconformismo da classe média que, nos EUA e na União Europeia, acalentava o sonho de enriquecer. A periferia de Londres entra em ebulição, as praças da Espanha e da Itália são ocupadas por protestos. Tantas poupanças a se volatilizarem como fumaça nas chaminés do cassino global!

Temo que a onda de protestos dê sinal verde ao neofascismo. Em nome da recuperação do sistema financeiro (dirão: "retomada do crescimento”), nossas democracias apelarão às forças políticas que prometem mais ouro aos ricos e sonhos, meros sonhos, aos pobres.

Nos EUA, a derrota de Obama na eleição de 2012 revigorará o preconceito aos negros e o fundamentalismo do "tea party” incrementará o belicismo, a guerra como fator de recuperação econômica. A direita racista e xenófoba assumirá os governos da União Europeia, disposta a conter a insatisfação e os protestos.

Enquanto isso, a criança somali terá sua dor sanada pela morte precoce. E a Somália se multiplicará pelas periferias das grandes metrópoles e dos países periféricos afetados em suas frágeis economias.

Ora, deixemos o pessimismo para dias melhores! É hora de reacender e organizar a esperança, construir outros mundos possíveis, substituir a globocolonização pela globalização da solidariedade. Sobretudo, transformar a indignação em ação efetiva por um mundo ecologicamente sustentável, politicamente democrático e economicamente justo.

sábado, 20 de agosto de 2011

Autenticidade

Não há limites para os equivocos humanos.  Como julgamos as coisas, as pessoas, os acontecimentos e tudo o mais pela nossa própria ótica, corremos sempre o risco de ver e ouvir as coisas segundo essa nossa ótica.  Fazemos isso o tempo todo com as relações humanas, seja no campo profissional, da amizade ou das relações afetivas.  Julgamos que as pessoas nos interpretam mesmo quando dizemos meias verdades.  Mas elas não são obrigadas a advinhar o que estamos pensando.  Daí o que acabamos sentindo?  Decepção.   Simplesmente porque não fomos compreendidos como achamos que seríamos  Por isso fecho este pensamento com uma única palavra:  AUTENTICIDADE.  Um privilégio ser ou conhecer alguém com esta virtude.






domingo, 14 de agosto de 2011

Dia dos Pais, Câmara da Vergonha e outros


Sempre odiei este formato comercial e consumista que circunda algumas datas.  Natal, dia das mães, dos pais, dos namorados, das crianças, dos professores etc.
Servem para o comércio vender mais e os pobres empregados do setor ficarem até mais tarde. 
Servem para os legislativos providenciarem algumas homenagens vazias inclusive pelo bolso dos contribuintes.
Por fim, servem também para as pessoas limparem suas consciências.  Maltratar o pai e a mãe o ano inteiro, mas redimir-se com um vidro de perfumes.  Abandonar os filhos, mas não deixar de aparecer com um embrulhinho mirrado no dia das crianças... E no Natal, tomar champagne, cear, comprar e se esquecer do "dono da festa". 
Amanhã é dia dos Pais... Tenho pai e sou pai.  Mas preferia saber que meus filhos estão ao meu lado todos os dias, prontos para me orgulhar a cada minuto de suas vidas... É também o que eu gostaria de dar ao meu.


E o cenário político de minha querida Rio Preto continua de mal a pior.  Os vergonhosos representantes desta Legislatura, com minguadas exceções, demonstraram ao longo de todo o tempo, desde sua investidura, que não estão nem um pingo preocupados com a opinião da população.  Apostam na memória curta para aprontarem tudo o que quiserem e serem reeleitos.  Imprensa e opinião pública consideram esta como uma das piores Câmaras Municipais da história da cidade.  Se eu lá estivesse, morreria de vergonha.  Saudo os amigos Pedro Roberto e Marco Rillo pelo trabalho sério, perseguições que sofreram e pelo ambiente que são obrigados a frequentar diariamente.
Na última semana, uma manifestação popular em pleno dia útil, mostrou que a população está cansando.  É preciso não esquecer o que ali está ocorrendo. 

Eu não gostaria de dar notícias tristes.  Mas preciso de bons fluídos a pessoas de meu especial carinho.  Em São Paulo, duas primas estão passando maus bocados.  Silviane Kubala e Lucelena Sichieri estão enfrentando problemas de saúde bastante graves.  Em Rio Preto, o amigo Moacir Marques também andou hospitalizado.  A todos eu peço oração e envio de energias restauradoras.


Há um ano nascia em São José do Rio Preto a Doutor Resolve.  Uma franqueadora na área da Construção Civil para Reformas, Reparos e Manutenção Predial.  Neste curto espaço de tempo, a empresa conta com 250 unidades espalhadas pelo Brasil.  Na última sexta, encerramos o 8o treinamento nacional de novos franqueados com a visita do apresentador Ratinho.  Tenho a honra de ocupar ali a Diretoria de Operações ao lado dos melhores profissionais da área no Brasil.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

IMAGENS QUE VALEM MAIS QUE MIL PALAVRAS...

Recebi da grande amiga Neuza... Eita maneira boa de começar o dia...
Na simplicidade da natureza, a complexidade do amor que não se explica.

Contraditórios

I - Estes dias me deparei com uma pergunta muito cruel: "Não é incoerente um empresário se dizer comunista ou de esquerda?" ...