segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ainda Resta uma Luz


Para quem gosta de leituras leves e de romance, faço a indicação de uma obra recente e que está à venda no site:

http://clubedeautores.com.br

Vale à pena conhecer este novo escritor e suas novidades.

Para Cada Amigo...


E amigo é todo aquele que, estando longe, está perto...
Um Feliz Natal, cheio de luz, cheio de paz, cheio de Deus...
E que cada dia de 2010 se complete com alegrias e prosperidade.
Abraços e obrigado.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O que se pode visualizar, hoje, em relação às eleições para a Presidência da República no ano que vem?



Por Ricardo Antunes

Comecemos pela candidatura Dilma Rousseff, do PT. Parida pelo lulismo, a mãe do PAC é uma candidata cinzenta. Capaz de aglutinar um leque de interesses econômicos poderosos, das finanças ao agronegócio, passando pela indústria pesada, Dilma é uma concorrente submersa no desconhecido.

Burocrata competente que tromba mais que articula, jamais participou de uma campanha. A capacidade que terá de herdar os votos de seu criador, ninguém sabe. Como também não se sabe se este tem capacidade de transferir seu cacife eleitoral à sua criatura. E foi encontrar no PMDB seu aliado preferencial, partido que há décadas vem chafurdando numa programática que é a mais pura pragmática.

A candidatura Dilma ainda espera, à direita, o vagalhão que vem do PP de Maluf ao PTB de Collor, com a chancela de Sarney e outras siglas de aluguel. À esquerda, tem apoio certo do PC do B e espera os desdobramentos do PSB de Ciro Gomes.

Mas o espectro Lula viu florescer duas ramificações não programadas. De um lado, Ciro Gomes, baseado no Ceará e recém-bandeado para São Paulo, tempera um voluntarismo com as práticas das (novas?) oligarquias do Nordeste. É capaz de pinçar termos “gramscianos” para preservar a nossa “questão meridional”.

Poderá ser a alternativa de Lula no caso de um fracasso de Dilma, mas também poderá sair de cena para não confrontar o nosso semibonaparte cordato, que comanda pela simpatia, mas não gosta de muita ousadia.

Restará a opção São Paulo. Porém, a transferência de seu título eleitoral para uma cidade eleitoralmente provinciana e bastante conservadora pode ter sido seu mais grave erro político, maior ainda do que a andança que já fez entre tantos partidos.

A outra novidade é a provável candidatura de Marina Silva. Mulher batalhadora, exemplo emblemático dos que vêm “de baixo” e conseguem quebrar alguns grilhões, mas que não soube romper com o governo do PT quando devia. Foi conivente com a aprovação dos transgênicos e viu arranhada a sua trajetória ao ficar seis anos no governo Lula.

No PV, tem à sua esquerda o Peninha e à direita o Zequinha Sarney. Defende a sustentabilidade numa sociedade cada vez mais insustentável. Não quer ferir a ordem, mas amoldar-se a ela. Se vier a surpreender, não será fácil saber se encontrará ancoragem no seu berço original, o PT, ou se flertará com o PSDB. Mas, se até aqui o quadro parece pelo menos pontilhado, no tucanato tudo é sempre indefinido. O PSDB tem um leque de apoios materiais poderosos, tão amplo quanto os da candidatura do PT, mas com certa ênfase nos setores industriais e produtivos.

Tem também a possibilidade de lançar a sua chapa eleitoralmente mais forte dos últimos anos: Serra e Aécio, dois colégios eleitorais poderosos. Mas, como no PSDB só há príncipes, essa chapa não deverá vingar. Melhor para o país, que poderá assim se livrar do privatismo ilimitado do tucanato. Só como ilustração: enquanto Serra é o rei do pedágio privatizado em São Paulo, Aécio gesta a privatização até no cárcere mineiro.

Juntos, não será nada fácil, e os Correios, bancos e universidades públicas devem pôr suas barbas de molho. Só por isso, essa chapa é do encanto de parcela poderosa dos “de cima”, respaldada pelo caiado e fraquejado DEM, cuja sigla é um claro antípoda de sua longa história como PFL, Arena ou UDN.

Nas esquerdas, PSOL, PSTU e PCB não podem ter outra ambição senão fazer forte contraponto, sem nenhuma ilusão eleitoralista. Mas não será fácil. No PSOL, fala-se abertamente em apoio a Marina Silva, como forma de pingar votos e, com isso, “aumentar” a bancada parlamentar do partido. Há também os que defendem a candidatura de Heloísa Helena com raciocínio similar. É o velho PT incrustado no PSOL. Depois de seu melhor momento eleitoral em 2006, quando conseguiu mais de 6 milhões de votos -numa conjuntura marcada pela corrosão do PT e seu governo-, o que era novo corre o risco de envelhecer precocemente.

A pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio é, então, emblemática: poderá ser “vitoriosa” se quebrar o tom monocórdio das demais candidaturas, fizer a polêmica de fundo com Marina e esboçar uma alternativa socialista, gerando algum interesse real nos “de baixo”. Será, de fato, uma anticandidatura.

RICARDO LUIZ COLTRO ANTUNES, 56, é professor titular de sociologia do trabalho do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor, entre outros livros, de “Infoproletários: Degradação Real no Trabalho Virtual” (Boitempo), em co-autoria com Ruy Braga.
*Este texto foi publicado originalmente na Folha de S.Paulo, na sessão Tendências e Debates

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Defesa


Em que pese, realmente, a situação na qual a diplomacia brasileira tenha se envolvido no caso de Honduras, que num primeiro momento se apresentou como um "golpe", não se pode afirmar como o fez Guzzo, na revista Exame (ed. 958), pag. 98, de que nossa diplomacia perdeu todas as suas disputas.
Tenho sido um ardoroso defensor de nossa política externa e nossas conquistas no campo internacional vão muito além da Copa e das Olimpíadas, que diga-se de passagem, são importantes conquistas sim. Todos conhecemos as dificuldades de se disputar com as grandes metrópoles e países ricos, sobretudo neste campo.
Mudando de "pato para ganso", a própria Exame traz um anuário mostrando cerca de 1200 obras em andamento, o número de profissionais envolvidos, os importantes impactos e avanços oferecidos e todo um planejamento de obras a serem realizadas para atender as demandas a serem criadas pelo pré-sal, pela Copa e pelas Olimpíadas. Vale à pena conferir e descobrir o tanto de investimentos já aprovados e que vão transformar muitas cidades, estados e regiões de nosso país nos próximos anos.
A propósito se acredito ou não nestas obras, sim, acredito. Nelas e na contribuição social que irão representar.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Bandas de Rock e seus Nomes


Conforme recebi de amigos, assim transcrevo.
Curiosidade sobre bandas de rock e seus nomes.


Beatles

Inicialmente em 1956, eles se chamavam the Quarrymen, tirado do nome da escola em que estudavam, the Quarrybank High School. Com esse nome, a banda formou seu núcleo com John, Paul e George. Até 1959, os três já haviam saído desta escola, portanto era uma questão de tempo até mudarem o nome da banda. Experimentaram vários nomes sem muita convicção como Johnny & the Moondogs mas só no final do ano resolvem pensar seriamente no assunto. O quarteto de Liverpool adorava Buddy Holly & the Crickets. O nome Cricket tem duplo sentido na Inglaterra. Lennon começou então a buscar outros insetos que pudessem ter um duplo sentido. Ele acabou chegando em beetles (besouros) escrito Beatles para fazer um trocadilho com beat music. Assim nasce the Beatles em final de 1959. Muito pouco tempo depois, o amigo Cas Jones do grupo Cas & the Casanovas achou o nome ruim pois a mentalidade da época era de que bandas precisam ter um nome grande e sugeriu, "Porque vocês não se chamam Long John Silver & the Beatles?", uma alusão ao Long John Silver, o astuto pirata, personagem do livro A Ilha Do Tesouro. Inseguros, no dia de uma importante audição para uma futura excursão a Escócia, eles se apresentaram como the Silver Beatles e seus nomes artísticos se tonaram John Silver, Paul Ramon (donde os Ramones tiraram o seu nome), Carl Harrison (homenagem a Carl Perkins) e Stu de Stijl (homenagem a Nicolas de Stijl, pintor expressionista). Na bateria, no dia da audição, John Hutch e para a excursão Thomas Moore. Depois dessa excursão voltam a ser simplesmente the Beatles e nunca mais mudam.

U2

Modelo de avião usado para espionagem desenvolvidos pelo governo americano. Bono declarou certa vez que o nome vem da idéia de interatividade com o publico, "You Too", Você Também.

Ultraje à Rigor

Durante uma festa em que se apresentavam, Roger pensou em Ultraje, mas achou punk demais para a época. Resolveu perguntar a Edgard Scandurra (então guitarrista da banda), que chegou no meio da conversa e, sem entender direito a pergunta, disse: “Que traje? O traje a rigor?”


Rolling Stones

Pedras Rolantes. Brian Jones escolheu o nome por causa da frase "A rolling stone gathers no moss" (Pedras rolantes não criam limo) e da música Rollin' Stone, ambas frase e canção de Muddy Waters.


Red Hot Chili Peppers

Pimentas vermelhas ardidas. Segundo Anthony Kiedis: "Eu acho que foi em 1983 o primeiro show em que nós tocamos e fomos chamados de Tony Flow and The Miraculously Majestic Masters of Mayhem. Logo após o show, nós chegamos a conclusão que o nome era uma droga. Depois de uma semana pensando em milhares de nomes, o Flea veio com a idéia do nome Red Hot Chili Peppers que parecia muito apropriado pois transmitia energia, cor e sons".


Pink Floyd

O nome Pink Floyd é a junção dos nomes de dois antigos músicos de Blues, Pink Anderson e Floyd Council (Dipper Boy), que influenciaram Syd Barret. Syd nomeou a banda com o nome de um dos discos da dupla, The Pink Floyd Sound, mais tarde abreviado para Pink Floyd. Por pouco eles não se chamaram de "Anderson Council" ou "Megadeath".

Mutantes

Mutantes - Segundo Sérgio Dias: "A gente lia muito ficção científica. Tinha um livro chamado O Império dos Mutantes, do Stefan Wul, e foi daí que veio o nome."

Metallica

Lars Ulrich ajudava um amigo bolar o nome de um metal fanzine. Uma das sugestões foi Metallica que não foi aproveitado para a revista. Lars então pegou para ele.

Linkin Park

A banda se chamava "Hybrid Theory",
mudou o nome para "Linkin Park" por questões legais porque já existia uma outra banda com esse nome. Eles escolheram esse nome porque o Chester Bennington (vocalista) costumava dirigir pelo Lincon Park em Santa Mônica (que era uma vizinhança onde os desabrigados costumavam ir) e esse nome ganhou a atenção de todos por sua boa sonoridade. Eles mudaram alguma coisinha no nome porque assim eles poderiam comprar o domínio pois o linconpark.com era muito caro


Kiss

Significa Beijo. O nome foi escolhido por soar perigoso e sexy. O acrônimo "Knights In Satan's Service" ("Cavaleiros a Serviço de Satã") foi uma inteligente e lucrativa maneira para ajudar evangelistas a colocarem o medo de Deus no homem comum.


Iron Maiden

O nome "Iron Maiden" foi tomado do filme "The Man in The Iron Mask". A "donzela de ferro" é um instrumento de tortura composto de uma caixa repleta de lanças pontiagudas em seu revestimento interior onde o condenado era trancafiado. "Donzela de Ferro" é também um dos apelidos da ex-primeira ministra inglesa Margareth Tatcher.

Guns N'Roses

Tirado dos nomes de Tracii Guns e Axl Rose ou de suas respectivas bandas, LA Guns e Hollywood Roses.

Engenheiros do Hawaii

Tudo começou em 1984 na Faculdade de Arquitetura em Porto Alegre, onde o grupo estudava. Existia uma rixa entre o pessoal de arquitetura e engenharia. Os estudantes se envolviam em rixas curriculares, filosóficas, estilos de vidas, etc. Enfim, o pessoal da arquitetura inventou um apelido para acabar com os inimigos. "Todo estudante de arquitetura é meio arrogante, acha que os engenheiros estão abaixo. Tinha um pessoal na engenharia que usava aquelas roupas de surfista, e, para irritá-los, nós fazíamos questão de chamá-los de 'engenheiros' e, mais do que isso, 'engenheiros do hawaii', que é um paraíso meio kitsch". Na época, havia uma explosão de bandas punk, todas com nomes heróicos entre elas: Cavaleiros do apocalipse, Virgens Nucleares, Titãs, etc. Disse Humberto: "Sempre me assustou essa coisa heróica da música pop, porque te leva a ser meio semideus. Engenheiros do Hawaii era um nome desmistificador, ninguém nos levaria muito a sério. É um nome que até hoje nos protege de nos encararem como sacerdotes".

CPM22

Segundo o guitarrista Luciano Garcia: "CPM22 é a nossa caixa postal. No início, o nome da banda era só CPM. Daí os caras abriram uma caixa postal que, por coincidência, era de número 1022. Quando olharam, caralho, era Caixa Postal Mil e, se você colocar duas vezes o número dois, fica CPM22. O Wally sempre disse que queria que o nome do grupo não fosse algo que já existe. Queria um nome que, quando o pessoal ouvisse, lembrasse só da banda. Aí funcionou, porque CPM22 é bem a cara da gente."

Capital Inicial

Antes do Capital existir, seus integrantes tocavam por pura diversão em bandas brasilienses, levando seu som, com influências punk, aos bares e praças da cidade, barbarizando a Capital Federal. Mas, engana-se quem pensa que o nome da banda tem a ver com Brasília. Eles não tinham mesmo a grana para começar; não tinham o capital inicial.

Blink-182

Eles queriam se chamar Blink mas já havia uma banda Irlandesa com esse nome. 182 é a quantidade de vezes que Al Pacino diz a palavra "fuck" no filme "Scarface".


Black Sabbath

Um Sabbath Negro é uma reunião de bruxas e feiticeiras. A banda se chamava Earth e resolveu assumir o nome de uma música composta por Geezer Butler, inspirada em um suspense do novelista Denis Wheatley.

Biquini Cavadão

O grupo se formou no Colégio São Vicente de Paula. Tocando covers de Kid Abelha e Paralamas, receberam do amigo Herbert Vianna, a sugestão do nome do grupo. Herbert que impressionado com a juventude do grupo, que saia da adolescência, disse: “Se eu tivesse essa idade, tudo que eu queria era pensar em: mulheres, carros, biquini cavadão...”. Daí o nome. (Colaborou: Leandro Silva)

Aerosmith

O nome Aerosmith não significa absolutamente nada. Foi proposto por Joey Kramer e segundo Steven Tyler foi o único nome entre vários propostos que ninguém odiou.

AC/DC

A irmã de Angus e Malcolm Young, Margaret, criou o nome. Aparentemente ela achou a sigla em um eletrodoméstico, e achou que casava bem com a banda, visto que tinha a ver com eletricidade (AC/DC é um indicativo de corrente contínua e alternada). Depois descobriram que era também uma gíria que designava bissexuais mas já era tarde. São infundadas as versões de que o nome seria uma sigla para Anti-Christ/Dead-Christ (anticristo, cristo morto).

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Camponeses interditam 3 terminais de petróleo no Norte do Espírito Santo

Cerca de 600 camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) interditaram na madrugada desta quarta-feira, 09, a entrada de carretas e caminhões em três terminais de petróleo da Petrobrás, localizados no município de São Mateus, no norte do Espírito Santo.

Por volta das 3 horas da manhã, os camponeses fecharam as entradas do Terminal Norte Capixaba (TCN) e das unidades “SM-8” e “FAL” reivindicando o asfaltamento da rodovia que liga São Mateus à Barra Nova, local onde estão situadas as três unidades de terminais ocupadas. Segundo o Movimento, a estrada fica constantemente danificada devido ao tráfego de carretas que circulam para atender à empresa, prejudicando os moradores da região.

O MPA também pretende discutir com o poder público e com a petrobrás o problema da contaminação da água e de outros impactos ambientais que vêm sendo causados na área pela atividade de extração de petróleo. Segundo os agricultores que moram na região, é comum a utilização de produtos químicos que prejudicam a qualidade da água local, além das constantes escavações e perfurações terrestres que causam grande prejuízo ao meio ambiente. A manifestação não tem previsão para acabar.

Fonte: Secretaria MMC Brasil

Eleições na Bolívia - Vitória de Evo



No mundo todo, Evo Morales enfrentou racismo e descrédito durante cinco anos. Um representante direto dos indígenas foi eleito para governar o país e o fez sem jamais esquecer sua origem.
Enfrentou os racistas de Santa Cruz, nacionalizou as riquezas de seu país e o desafio de uma nova Constituição.
No último domingo, 63% dos eleitores votaram em Evo, dando-lhe novamente uma vitória respeitosa. No Congresso, seu partido também foi vitorioso.
No cenário internacional, a figura de Evo ainda oferece rejeições. No próprio EUA, há jornais que atacam frontalmente a figura do presidente, ligando-a a “plantadores de coca”.
Faltam, com certeza, alguns erros a serem consertados. Mas a população boliviana segue em frente e a reeleição de Morales, não deixa de ser um “tapa de pelica” no racismo mundial.

Transgênicos - Apoio ao Revolutas

Nós, organizações da sociedade civil, redes e grupos de pesquisa reunidos na Reunião Ampliada da Coordenação Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) repudiamos a iniciativa da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de alterar a Resolução Normativa nº 5 de março de 2008, aprovando o fim do monitoramento dos efeitos de organismos geneticamente modificados sobre a saúde humana e animal, o meio ambiente e os vegetais.

É inaceitável que esta Comissão Técnica - cujo mandato suporia o compromisso com a não-exposição humana aos riscos inerentes à tecnologias que envolvem transgênicos – capitule às pressões dos grandes conglomerados da biotecnologia e do agronegócio e abra mão do seu poder de monitorar a disseminação de técnicas que são reconhecidamente objeto de incertezas científicas, além de serem responsáveis pela contaminação de cultivos, dependência econômica dos produtores rurais, redução da biodiversidade e monopolização da produção de alimentos e de sementes por empresas privadas.

Embora esta já seja uma medida limitada - nascida de forma correlata à liberação dos transgênicos - o monitoramento da população, dos animais e dos vegetais no presente é a única forma de se estabelecer uma relação de causalidade no futuro, uma vez detectadas alterações negativas na saúde humana e ambiental envolvendo transgênicos.

É motivo de alarme para nós que cientistas – aqueles que supõe-se ter o dever ético e moral de zelar pela preservação da saúde humana, animal e ambiental - subscrevam uma medida que referenda o descompromisso radical do Estado brasileiro com a biossegurança e a saúde de sua população.

Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2009.

Assinam esta nota:

Agricultura Familiar e Agroecologia – AS-PTA
Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
Articulação do Semi-Árido Brasileiro – ASA
Articulação Nacional de Agroecologia - ANA
Articulação Nacional de Agroecologia – Região Amazônica
Articulação Paulista de Agroecologia - APA
Associação Agroecológica Tijupá
Associação Brasileira de Agroecologia – ABA
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO
Associação de Nutrição do Espírito Santo – ANEES
Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata – CTA/ZM
Centro Feminista 8 de Março
Comissão Pastoral da Terra – CPT
CAPA/Núcleo Erexim
Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria
Estudos e Práticas Agrícolas e o Reencantamento Humano - EPARREH
Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil – FEAB
Federação dos Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE
Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional – FBSSAN
Fórum Cearense de Mulheres
Fórum de Segurança Alimentar e Nutricional do Espírito Santo – FOSAN-ES
Grupo de Estudos em Segurança Alimentar e Nutricional Prof. Pedro Kitoko -
GESAN
Greenpeace
Grupo de Estudos de Agricultura Ecológica - GEAE
Grupo de Trabalho Amazônico - GTA
GT Biodiversidade da Articulação Nacional de Agroecologia
Instituto Giramundo
Instituto Terramater
Marcha Mundial de Mulheres
Movimento de Pequenos Agricultores - MPA Brasil
Movimento de Atingidos por Barragens - MAB
Movimento de Mulheres Camponesas – SC e Brasil
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco de Babaçu – MIQCB
Núcleo de Apoio à Cultura e Extensão – NACE-ESALQ- USP
Núcleo de Ecomunicadores dos Matos - NEM
Políticas Alternativas para o Cone Sul – PACS
Rede Alerta Contra o
Deserto Verde
Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais
Rede Brasileira de Justiça Ambiental
Rede Cerrado
Rede de Agroecologia do Maranhão
Repórter Brasil
Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais – SASOP
Sociedade Ecológica Amigos de Embu - SEAE
Terra de Direitos

FONTE: REVOLUTAS
SITE: http://www.revolutas.net
PUBLICAÇÃO: 10/12/2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ser ou não ser...


Amanhã em São Paulo, o PSOL realiza uma plenária para decidir se apóia a candidatura de Marina Silva (PV) à presidência ou se lança candidatura própria via Plínio de Arruda Sampaio.
Que dilema danado causou Heloisa Helena quando não se colocou ao serviço do partido que ajudou a fundar...
Apoiar um partido "liso" como o PV? Quem é o PV? O PV é o partido que está no Governo Federal (PT) via Ministério da Cultura. No Governo Estadual (PSDB) via Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social e no Governo da Cidade de São Paulo(DEM)via Secretaria de Meio Ambiente. Tudo isto sem falar em Sarney Filho que o compõe.
Por outro lado, lançar uma candidatura apenas para "marcar presença" ou divulgar as idéias do partido, não parece ser uma atitude inteligente em um processo que já está teoricamente vencido.
Em que pese a força da imagem do grande cidadão Plínio de Arruda, seria um desastre para o partido não reeleger, nesta altura do campeonato, seus deputados principais.
O PSOL que ainda constrói sua identidade perante o cenário político nacional, pode sofrer, qualquer que seja sua decisão, um terrível "solavanco" originado, como em outros modelos, pelo projeto "personalíssimo" de alguns de seus membros.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Blog do Messias


Convido aos amigos e visitantes deste blog a darem uma passadinha pelo blog de meu amigo Manoel Messias. Seu endereço está ao lado na sessão de páginas a visitar.
Vale à pena conferir seus comentários sempre muito bem elaborados.

Selo Verde - Guapiaçu


Já a cidade de Guapiaçu ganhou em 92o lugar, o selo Verde Azul. O certificado, baseado em critérios que analisam esgoto tratado, lixo mínimo, recuperação de matas e arborização urbana, educação ambiental e a existência de conselho do meio ambiente, é uma grande conquista e geralmente conta com a participação de toda a coletividade.
É preciso que as pessoas compreendam que toda esta discussão em cima de mudanças climáticas e impactos no planeta das ações humanas, representam sim a continuidade ou não da vida na Terra nos próximos séculos.

Perímetro Urbano

Enquanto o mundo discute em Copenhagen a proteção ao meio ambiente, ecologia e vida, os nobres vereadores de Rio Preto continuam a incluir áreas no perímetro urbano da cidade sem os devidos laudos de impacto ambiental.
É muita irresponsabilidade atendendo aos interesses imobiliários de uns poucos.
Como diz o vereador Pedro Roberto: "Os vereadores não possuem conhecimento técnico para isso".

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Diversas

Excelente a posição de Lula no discurso na Alemanha sobre “autoridade moral” quanto ao desarmamento.
Cada dia mais eu gosto de nossa política internacional.
Que me desculpem os contrários.

Tem uma fofoca circulando na internet sobre assalto no cinema de um shopping. Como tenho 3 filhos e eventualmente os mais velhos vão ao cinema, não demorei para ligar ao suposto autor. Prontamente, o mesmo desmentiu e disse ser vítima de um trote. O pior, colocaram seu celular e telefone profissional.
O cara que é funcionário de uma grande empresa riopretense, tratou logo de ir ao jornal desmentir.
Em que pese o esquema ser até possível, os shoppings e cinemas estão super preparados para evitar o procedimento.
Que bom... os cinemas ainda são um lugar tranqüilo.


É, não deu pro Corinthians... mas não tem problema. Com dois títulos este ano, meu timão estará o ano que vem na Libertadores. Alguns torcedores de outros times que diziam que estavam despreocupados com os "campeonatinhos" por dedicarem-se ao brasileirão, estão agora assistindo a festa do "mengão"... E aí? Faltou o que? Dedicação? Jogadores caros que não foi... Os torcedores mereciam mais de seus times e dos jogadores. Paciência... o ano que vem tem mais.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Salada de Partidos


Afirma o dito popular: “Pau que nasce torto, morre torto”. Outro também apregoa: “Quem foi rei, nunca perde a majestade”. Tudo isso para, de certa forma, estabelecer que as pessoas e as coisas não mudam.
Eu espero, sinceramente, que estes ditados estejam errados. Aliás, sou prova viva disso e preciso acreditar a cada dia, que tenho me tornado uma pessoa melhor com o passar do tempo.
A tendência, acredito, é que todos melhorem.
Há outros ditados que ajudam a expressar isso: “Quanto mais velho, melhor o vinho”. Ou então: “Feio não é mudar de opinião. Ruim é não ter opinião.”
Se em parte, tudo isso é verdade, também é verdade que às vezes não mudamos, mas muda-se o cenário, o ambiente no qual estamos inseridos.
É o caso por exemplo de minha postura política.
Este fim de semana, um amigo me interpelou. Queria saber o que fizera com que eu mudasse de partido, como mudei. Senti até um certo “tiro” de ironia.
“Como você justifica ficar mudando de partido?”
Minha resposta, antes de mais nada, foi corrigir o gerúndio. “Ficar mudando”, pode parecer algo constante, deliberado, indeterminado e freqüente.
Não é essa a forma como as coisas ocorreram e preciso deixar claro.
Em 1988, já militante “sem filiação partidária” nas fileiras da juventude do PMDB, fui convidado a participar da fundação em Rio Preto do PSDB por Feitosa, Dr. Waldemar dos Santos e outros tantos. Vale lembrar que a abertura acabara de acontecer (1985) e todos os grandes militantes democratas se encontravam abarcados no grande PMDB de então. Existiam partidos em recente formação e outros que saíam da clandestinidade se recompondo. Parecia-nos então, que o que havia de melhor no PMDB, migrava agora para esta sigla, enquanto seu pior, cerrava fileiras no PFL com aliados e oriundos da antiga ARENA. Deste grupo, faziam parte pessoas de pensamento avançado e que prometiam instituir as sonhadas mudanças.
Na verdade, no início da caminhada do partido dos “Tucanos”, símbolo escolhido pela maioria de nós, bons debates se produziram. Lembro-me bem de um dos fins de semana mais produtivos de minha vida no qual passei encerrado em um hotel de São Paulo ao lado de gente como Fernando Henrique, Covas e principalmente alguém de quem não me esquecerei tão cedo: Franco Montoro.
Em Rio Preto, lançamos uma candidatura própria para combater o “bom combate” disputando contra Adail Vetorazzo e Toninho Figueiredo. Valeu e em pouco tempo, o partido era referência na cidade.
Mas, na democracia, as portas estão sempre abertas e com o tempo, surgem figuras das mais diversas tonalidades e em âmbito nacional, estadual e municipal, o quadro começa a se desfigurar e a Social Democracia, instrumento de um possível socialismo, se torna uma finalidade concreta. Aos poucos, o partido de centro esquerda, se revela de centro-centro até sua atual posição.
Alguns dos velhos aliados, tentamos e esperneamos enquanto pudemos, até que em determinado processo eleitoral, cometi o primeiro ato de infidelidade partidária. Defendendo uma candidatura própria, encabeçada pelo arquiteto Lima Bueno, rompemos com a direção local que fora tomada e decidira apoiar uma chapa composta por outro partido. Eu, decidido, votei e fiz uma campanha firme pelo então eleito prefeito Liberato Caboclo (PDT). A infidelidade daria prosseguimento nas eleições presidenciais nas quais eu votaria constantemente em Lula.
Daí pra frente, foram só enfrentamentos até que em 1995, aproximadamente, migrei a convite de Feitosa para o PPS, que até onde me constava, fora fruto de uma metamorfose do antigo “partidão”.
Ajudei na direção e porque não dizer construção do partido na cidade ao lado de Cláudio Leme e outros valorosos companheiros de então. Mas o quadro novamente se repetira. Com a chegada ao partido da “estrela” Ciro Gomes, um discurso pragmático demais do então presidente nacional Roberto Freire, o partido começa a demonstrar suas verdadeiras intenções: Participar do poder, custe o que custar.
Diante de diversos embates, filia-se em Rio Preto o então Deputado Estadual Edinho Araújo que em 2000, candidata-se a Prefeito pelo partido, conduzindo-o ao poder no município.
No começo, prosseguimos bem até que questões internas do partido nos obrigaram a lançar uma outra chapa concorrente ao diretório. Acreditando o diretório estar todo tomado por pessoas obedientes ao “governo municipal” e não aos propósitos do partido, lançamos o nome de Pedro Roberto, então vereador.
Apoiado pelo prefeito, o diretório da “situação” venceu e com a derrocada, morreram as esperanças de uma reconstrução do projeto coletivo do partido.
Inspirado pela história próxima do amigo Roberto Vasconcelos (PCB), ajudei e iniciei em Rio Preto com apoio fantástico a reconstrução do partido na cidade. Em agosto de 2002, o “partidão” volta com tudo ao cenário político riopretense.
Ainda no PCB, permaneci composto com o governo do PPS até final de 2003 quando saí em virtude das discussões da “privatização do esgoto municipal e a propositura de uma terceira via, abraçada meio a contra-gosto”.
Mas a firme decisão do PCB pela construção “revolucionária”, era um tanto diferente de minha formação “reformista” e após bater de frente com camaradas verdadeiros, foi melhor afastar-me, o que ocorreu em 2005.
Nunca havia participado das fileiras do PT, muito embora desde 1988, os laços de fraternidade com aqueles companheiros teria início para não mais se romper. Porém as atitudes do já “governo” petista, tanto em relação à aposentadoria, o envolvimento com o mensalão e outras posições questionáveis em nome da governabilidade me impuseram uma seta reversa e fui impelido a seguir petistas revoltosos, juntando-me em 2007 aos companheiros do PSOL, com quem estou até hoje, diga-se de passagem, sem muita ação por conta de minha atual situação.
Se é que interessa a alguém esta narrativa pessoal de “inconsistência” ideológica, vale apenas dizer que há nela um processo, um contexto e uma caminhada direcionada para o real sonho de um socialismo (meio) que conduz a uma sociedade justa, igual e verdadeiramente nova.
Esta história não está terminada aqui. Há enfrentamentos ainda, como o mais recente que se compõe da decisão da ex-senadora Heloísa Helena em não disputar a eleição como candidata a presidência, abrindo guarida para saídas nada honrosas. Há a necessidade de se impedir este ou aquele de alcançarem o poder e um quadro nacional a ser avaliado. Há o fato e a probabilidade de se cometer novas infidelidades partidárias...
Enfim, quem avalia de fora e não participa da dinâmica política, muito provavelmente não interpreta ou aceita estas variações constantes de comportamento e bandeiras.
Mas em tudo isso fica uma certeza: sair do PSDB quando este está no poder, sair do PPS quando este está no poder, rejeitar o ingresso ao PT quando este está no poder... não parece ser atitudes de alguém cujos objetivos seja se “beneficiar” da política, não é?

A rainha caipira.

A partir de hoje, me dedicarei a publicar, de quando em quando, contos e crônicas escritos por meu pai, Carlos Alberto Gomes, que assina com...