sábado, 19 de dezembro de 2015

San Martin - Bem-vindos à 2026. Aqui estamos 10 anos na frente.





Foto especial de Franqueados em Hotel
da Cidade - Palestra de Seguradora
Sempre pensando lá na frente, costumamos dizer que estamos 10 anos adiantados.  Daí a frase acima.
Após 20 anos de atuação como Corretora convencional, a San Martin Corretora de Seguros se lançou em 2014 no Mercado de Franquias.
Agora, precisa refletir seus passos.  Os já realizados e aqueles ainda a serem dados.  E para esta reflexão, nada melhor que o final do ano.
E estamos encerrando 2015.
Ao fechar das portas do velho ano, uma última olhada pra trás, admirando o caminho bem trilhado e rememorando os companheiros da jornada.

Foram vários os instrumentos de
alcançar o público com mensagens
Em janeiro deste ano, iniciávamos 2015 com 57 franquias.
A mudança para a sede nova e a divisão de alguns setores chaves com outra marca parceira, com quem inclusive era partilhado o prédio, fazendo com que precisássemos abrir um processo seletivo e adquirir alguns equipamentos e móveis, deu um certo "friozinho" na barriga.
Levamos para este novo desafio, como certeza,  apenas a vontade e o talento que nos acompanha a todos da equipe.
Foi muito trabalho, mas logo iniciaríamos um crescimento desenfreado.

Colaboradores Aprovados na Prova
de Aprimoramento - UNISAN
Em fevereiro, já na casa nova, acontecia o 7º Treinamento de Novos Franqueados.  De lá pra cá já foram mais cinco edições e em novembro último realizamos com êxito o 12º Treinamento, com recorde de participantes.
Fecharemos 2015 com 201 unidades, espalhadas por 24 Estados do Brasil, consolidando-nos como a 2ª maior rede de franquias de Corretora de Seguros do país.

Último Treinamento de Novos
Franqueados de 2015 - público recorde
Ao todo também, são 11 másteres franqueados responsáveis por regiões inteiras, com exceção do Estado de Santa Catarina, ainda disponível.
A San Martin pode realmente comemorar e o fará neste sábado, reunindo seus colaboradores e familiares para um jantar de final de ano.
No menu, além dos comes e bebes, o reconhecimento das companhias de seguros que caminharam ao nosso lado ao longo do ano, presenteando a todos.  Presentes que também alcançarão os franqueados que farão parte da 1ª Convenção Nacional de Franqueados San Martin que ocorrerá em março de 2016.

Estande da San Martin na Feira da ABF
em São Paulo - junho de 2015
Esta festa, tem gostinho de vitória.  E é pra ter mesmo.
Trabalhando até altas horas da noite, parte da equipe sentiu na pele o aumento agressivo da produção de seguros em plena "crise" tão alardeada pelos meios de comunicação.
Fruto da dedicação especial de nossos cabeças, surgiram este ano o SAF - Serviço de Atendimento ao Franqueado, a Universidade Corporativa - UNISAN e a criação de um produto próprio, o Consórcio San Martin, administrado pela Caixa Econômica Federal.
Foram, nestes 12 meses, realizadas 12 áudios conferências gerais (com todos os franqueados e colaboradores) e mais de 60 áudios de produtos, orientações e discussões.
São 43 os colaboradores que integram a marca que conta com Departamentos Jurídico, Marketing, Comercial/Técnica, Expansão, Operações, Universidade Corporativa, Produtora de Vídeos, Consórcio, SAF, TI e Administrativo.
A unidade piloto também comemora seus novos números e em 2016 deve ganhar mais visibilidade, merecendo um endereço destacado no coração da cidade.
O sistema de franquias apresenta diversas peculiaridades.  Acontece que o setor de seguros também. As sérias regras da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados em consonância com a ética profissional defendida pelo SINCOR, um forte sindicato da classe, exigem da San Martin um comportamento extremamente correto, o que é possível à medida que toda a produção é encaminhada para a matriz onde é devidamente conferida, efetivada e acompanhada até o final da vigência.
Os franqueados também contam com a transparência e a acessibilidade junto à direção da empresa por telefone, skype, e-mail, whatsapp e inclusive pessoalmente na franqueadora que não apresenta reclusão (dificuldade de acesso) de nenhum dos seus integrantes.
Amparados pelo profissionalismo de uma excelente Assessoria de Imprensa e uma inovadora Agência de Marketing, a San Martin segue fortalecendo sua marca e fazendo-a conhecida.
Cada franqueado é convidado a fazer da sua unidade franqueada o "negócio da sua vida" e para tal recebe todo o suporte e ferramentas que a franqueadora tem disponíveis.
A equipe se qualifica, se aprimora e se dedica cada vez com mais afinco e o melhor, sem perder de vista a inovação.
Fico pensando que, se começando 2015 bem menores que hoje, alcançamos este nível de crescimento e altivez, imagine como será 2016 que começa com nossa força total.
Por isso, 
para esta nova jornada, mais que agradecer a cada um dos envolvidos, faço um convite a todos: colaboradores, parceiros de negócios e franqueados.
"Vamos juntos, caminhar.  Fé em Deus e pés no chão.  Acreditar na força de nossa marca e em nosso potencial, vencer as lutas diárias e comer do mesmo pão."

domingo, 13 de dezembro de 2015

Amarras não mais

Desorientação total... é isso o que sente quem deseja entender a situação política que o Brasil está vivendo hoje.
A imprensa e a mídia, que podiam orientar um pouco a opinião geral, já deixaram claras, lá atrás, suas intenções e sua preferência.  Diante desta parcialidade indiscutível e declarada, na verdade, confessam que cumprem rigorosamente as ordens de quem as mantém.
São poucas as famílias detentoras de todo o poder midiático neste país, tendo por este grupo, redes de televisão, rádios, jornais e revistas de alguns favorecidos de outrora.
Falam quase a mesma língua e respondem a praticamente os mesmos patrões.  E isso, há muitos e muitos anos atrás.
Foi assim que ignoraram os clamores populares, invertendo a situação e dando guarida aos movimentos teleguiados que culminaram no Golpe de 64.  Obedecendo a interesses elitistas e favorecendo os financiadores "de fora", praticamente promulgaram, em conjunto com os golpistas, cada uma das medidas que ensanguentaram e cobriram de escuridão o nosso país.
Foi assim também que ignoraram outros tantos movimentos ao longo da história, não escapando apenas daqueles cuja situação era impossível ocultar, como o riquíssimo movimento pelas Diretas ou o impechment de Fernando Collor, que de novo, devemos lembrar, tem motivos que não se parecem em nada com a situação atual vivida pelo governo Dilma.
Estes grandes "barões" da informação, talvez apostem no fracasso das redes sociais ou de alguns aparelhos de livres pensantes que correm por fora com alguns instrumentos (revistas, jornais, bloques etc.) conseguindo levar um pouco de contra-ponto nas matérias veiculadas às grandes massas.
Pior ainda, pode ser que apostem mesmo é na falta de senso da população em geral, que de maneira ressonante copia algumas palavras de ordem como "fora Dilma", "não somos Venezuela", "bolivarianos", "vão pra Cuba" e outras desinteligências.
Só que tem uma coisa muito concreta... A maioria do povo do meu país já está começando a entender onde se quer chegar...
Perceberam que após as eleições, o governo tentou trabalhar enquanto a oposição permaneceu no palanque, nas praças, avenidas, nos microfones e tribunas, tentando apenas fazer campanha.    Por consequência, agravando e muito a crise econômica com um combustível extremamente "inflamável", a crise política.
Perceberam que já não importa a estes oposicionistas, se é o Aécio, o Temer ou quem quer que seja que venha ocupar o governo, desde que se o tire das mãos do PT com seu projeto, ainda que insuficiente, voltado para a classe trabalhadora (grande maioria da população).
Perceberam as contradições de líderes de movimentos que, clamando contra corrupção, trazem muitas vezes figuras comprovadamente corruptas para os holofotes, quando não, são eles mesmos, indignos do brado que dão à frente dos cordões.
Perceberam que não dá para colocar no mesmo nível, um Eduardo Cunha de uma Dilma e o fato de nenhum outro que não seja petista ter sido preso ou condenado até agora, já começa a deixar pulgas atrás das orelhas.
Foi assim que este domingo se mostrou para pessoas em geral, dentre eles alguns com quem convivo. Parentes, amigos e até meus filhos.
O que na verdade era pra fazer hoje?  Ninguém sabia.  Se marchar contra a corrupção, que fosse uma marcha voltada para todos os comprovadamente corruptos, a começar o chefe do nosso Congresso.   Se era para pedir o fim de um partido, porque marchar contra o partido que mais construiu escolas e universidades enquanto seu principal opositor tem pautado suas ações na porrada a professores e alunos da escola pública?  O PSDB começou 2015 batendo em professores e terminou o ano batendo em alunos.  Vergonha total.
Que cargas d'água fizeram com que todos os intelectuais do país, artistas e célebres cientistas e reitores tenham assinado cartas em apoio a Dilma, sendo que o que temos ouvido é o quão prejudicial ela tem sido para a nação?
Católicos e evangélicos nas suas direções nacionais mais respeitadas se uniram contra o impechment. Por que cabe aos fiéis marcharem em favor do mesmo?
Tenho certeza, foi este conjunto de dúvidas que fez com que muitas pessoas parassem para pensar melhor e usassem seu domingo em objetivos mais nobres.
Claro que houve algum protesto... Sim, com certeza há muitos partidários e interessados no contrário. Mas a grande massa está reflexiva.  Não quer ser gado.  Não quer ser manobrada.
Com absoluta segurança, esta noite algumas famílias poderosas vão ter uma péssima noite de sono.   Afinal, descobriram que não mais têm tudo sob seu controle.  E o 13 de dezembro que outrora já foi dia de péssima lembrança para os brasileiros, passa hoje a ser um dia de profunda demonstração de libertação das nossas consciências.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Final de Férias

Londres - Capital Britânica

Está terminando hoje um dos momentos mais maravilhosos e radiantes de meus dias sobre a Terra.
Depois de um longo e rigoroso inverno, decidi tirar, com toda a família, alguns dias de férias na Europa.
Queria trazer meus filhos para alguns lugares que eu já havia conhecido e que achava importante que eles reservassem na memória, além de conhecer, eu mesmo, alguns outros que ainda não tinha visitado.
As tradicionais cabines
telefonicas de Londres
Assim, planejamos tudo com muito cuidado e carinho.  Há mais de um ano, vínhamos pagando as passagens para os cinco integrantes deste numeroso grupo. É uma forma de fazer "doer" menos no bolso.
Contamos com a ajuda prestimosa de um amigo, Michael da agência CVC do Carrefour em Rio Preto.  Gentil e atencioso, nos deu "toques" super importantes.
Minha mulher irá escrever, mais tarde, os detalhes da viagem para poder deixar dicas a outras pessoas.  
Arco do Triunfo - Paris
Devo confessar que fiquei tenso a princípio, por viajar com as crianças para terras tão distantes, mas ao descobrirmos os blogs de viajantes, tudo ficou mais fácil.  
De início, planejávamos ir a Madri, na Espanha, de onde partiríamos para o resto da jornada.  
Depois, mudamos para Londres, pois fazia mais sentido descer de trem para a França e Itália.
Museu do Louvre - Paris - Obrigatório
Também desistimos da Grécia, que ficará para uma outra oportunidade.
A ideia era passar dois dias em cada cidade.
Assim, no dia 25 de novembro último, partimos para a capital britânica.
Conhecemos lugares extraordinários e claro, ficou evidente a influência britânica na atual civilização americana.
De nosso ponto de partida, o hotel ao lado da estação King's Cross, fizemos um giro por toda a cidade conhecendo as construções principais e emblemáticas, o centro financeiro da cidade, com exceção do palácio da rainha o "buckingham".  Pode?  É como ir a Roma e não ver o Papa.
Foto da Capela Sistina
Confesso que fiquei maravilhado com o que vi e com a forma cordial com a qual fomos tratados pelos ingleses em geral.  
A organização e limpeza londrinas também foram ponto alto, inclusive nos metrôs da cidade que, claro, experimentamos sem dó. Taxi só do aeroporto ao hotel.
Também fizemos o que os viajantes em geral deveriam fazer sempre.  Visitar um supermercado, avaliar o que comem, quanto pagam pela carne etc.  
Coliseu em Roma - Primeira Noite
Além de instrutivo, uma forma de economizar no frigobar dos quartos de hotel.
Quantos muçulmanos e indianos encontramos pelas ruas, trabalhando ou andando de um lado para o outro.  Todos trajados ao seu modo típico, deixando claro que a mistura das culturas é uma realidade sem volta.
De trem, a partir da estação San Pancras, atravessamos para a França, numa frustrante viagem sem paisagens.
A travessia foi rápida, nos levando até Gare de Nord em Paris, cujo hotel era próximo.  
Inclusive, vale ressaltar, mesmo sabendo que Caroline vai escrever depois, que a região de Pigalle, em Paris não é tão "bonitinha" assim.
A capital francesa, no entanto é super bem servida de metrôs e foi por meio destes que fizemos de tudo, desde visitar nossa prima luso/francesa que lá mora com a família, até conhecer os principais pontos turísticos (Torre Eiffel, Palácio de Versalles, Museu do Louvre, Categral de Notre Dame, Arco do Triunfo e a belíssima Champs Elysses).
Eu e Caroline que fez
anivesário durante a viagem -
Veneza 6 graus às 16h local
Até de ônibus, pela madrugada, andei com meus três filhos e mulher pela cidade sem qualquer problema ou medo, já que semanas antes a cidade fora agredida em uma ação terrorista.
Claro, estávamos apreensivos, mas a ajuda sempre cordial de uma mega população de argelinos quebra um pouco o gelo.  
Estão por toda a parte em Paris e sempre muito sorridentes.  Muitos deles, inclusive, arriscam um "português" que acaba prejudicado pelo sotaque francês.
Piazza Duomo - Florença/Firenze
Também esbarramos em muitas mulheres muçulmanas com seus véus coloridos pelo centro de Paris. Quase sempre, em situação desfavorável, muitas vezes pedindo ajuda financeira.
De Paris fomos a Roma.  Senti que meus filhos adoraram ver o Coliseu, o Foro Romano, o Palatino, o Vaticano (e o museu do Vaticano), mas principalmente o centro histórico com a Fontana de Trevi, o Panteão, a Piazza Navona e outros cantos lindos que a capital italiana oferece.
Mas sem dúvidas, foi da gastronomia italiana que mais apreciaram.
Rua Florentina com suas lojas
Florença, ou Firenze para os italianos, foi para todos nós, uma radiante surpresa.  
Que cidade bela e agradável com suas lojas e monumentos, naquilo que poderíamos chamar de "museu a céu aberto".  
Meu trio de bambini em passeio
de Gôndolas
Com clima mais gelado que do resto da viagem, foi um bom hotel que nos ajudou a nos sentirmos  em casa.
E claro, nem esse gelo nos afastou dos coloridos e moldados "gelatos" italianos que, esculpidos nas vitrinas, nos convidava à perdição todas as noites após o jantar.
Mas foram os momentos finais na belíssima e exótica Veneza que tudo começou a doer um pouco no fundinho do meu coração.  
Ruela de Veneza 
A saudade de casa e dos próximos lá deixados, se misturou com a ideia do final da viagem, das férias e sobretudo da convivência espremida de nós cinco.  Convivência esta, que devia ser obrigatória para todas as famílias.
Sentimental e emotivo, acordei esta manhã (com três horas de diferença com relação ao Brasil) e fui olhar meus rebentos dormindo, pensando no quanto tempo mais me resta junto a eles, no seu dia a dia, antes que partam felizes para suas jornadas individuais pelo mundo imenso e infinitamente mais atrativo que o "colo de pai".
Não foi fácil encarar esta realidade... 
Mas volto renovado, fortalecido e feliz.  Férias são bençãos a que todos os trabalhadores do mundo precisam ter direito e ponto final.

sábado, 21 de novembro de 2015

San Martin Franquias

 Encerramos, nesta sexta-feira dia 20, o 12º Treinamento de Novos Franqueados da San Martin Corretora de Seguros – Franchising.
Modéstia a parte, foi o melhor treinamento de todas as edições em quantidade e qualidade.
Um recorde de público marcou o evento.  Foram ao todo 47 pessoas representando 26 unidades, elevando o número de nossa rede para 182 espalhadas por todo o país, com exceção dos Estados de Roraima e Amapá.
O mais interessante foi o nível de interesse deste grupo.  Não que os anteriores não revelassem também motivação e ansiedade pelo início dos trabalhos, mas o pessoal  presente ao último treinamento estava realmente antenado aos procedimentos e mecanismos de trabalho de nossa rede.
Não foi difícil detectar o porquê.  Todos, ou pelo menos a esmagadora maioria deles já havia visitado com antecedência a UNISAN, nossa Universidade Corporativa EAD.
Lá estão presentes orientações, instruções, informações detalhadas sobre produtos oferecidos e as principais regras para o nosso “modus operandi”.
O treinamento foi marcante, com participação e perguntas pertinentes o tempo todo e com resultados práticos e objetivos já verificados.
Não foram raros os negócios (contratos) concluídos por participantes ali mesmo, enquanto fechados no nosso repleto auditório.
Foi um privilégio contar com a participação de todos.  
Extremamente bem organizado, o treinamento abre um precedente perigoso posto que cada novo evento deve superar o anterior.
Outro agora só em fins de janeiro, mas já existem inscritos.
Na San Martin inovação e crescimento são palavras de ordem.

E seguem aqui nossas homenagens aos que, tendo participado de outras edições do treinamento, continuam firmes e atuantes na senda do sucesso negocial.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Finados

Instituído pela Igreja Católica, o dia de Finados é comemorado, na maioria dos países do ocidente, um dia depois do Dia de Todos os Santos.
O Finados é o momento para se pensar em Todas as Almas que, pecadoras ou não, necessitam, segundo a visão da Igreja da Idade Média, das orações dos vivos para ajudar na expiação de seus pecados quando em vida.
Muitas são as crenças e filosofias que oferecem rituais diferentes com relação aos mortos.  Na maioria delas, o respeito e a reverência por aqueles que não estão mais entre nós é sempre um culto especial.
Levar flores como um ato de gratidão para muitos e para outros de remorso, muitas vezes alivia a dor de não poder mais abraçar ou beijar aquele ente querido.  Acender velas, simbolicamente oferecendo a luz para quem caminha em busca de um caminho é outro modo de homenagear nossos falecidos. Por fim, a prece, um instante de lembrança e de apoio, como se fosse um diálogo com aquele espírito.
A visita aos cemitérios dá a sensação de proximidade com aquele que partiu.  E talvez em uma pequena camada de pessoas, uma forma de aliviar a consciência.
O fato é que, católicos ou espíritas, evangélicos ou umbandistas, budistas ou muçulmanos, o ideal mesmo é estar junto em vida.  Honrando, alegrando, convivendo, abraçando e fazendo a diferença na vida de todos os que nos são realmente importantes.
Quanto aos mortos, acreditá-los vivos é uma forma, com certeza, mais sóbria de demonstrar-lhes nosso amor.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Desabafo

As pessoas do meu país estão cansadas.  Cansadas desta oposição irresponsável que após perder a eleição, vem trabalhando incansavelmente para a desestabilização política e econômica do Brasil.
Muitos resultados funestos deste vandalismo político já são perceptíveis.
Um ano se completou sob a convulsão provocada por políticos inoperantes, que não tendo sequer a competência de ganhar o pleito nos dois primeiros turnos, criaram um terceiro que não tem fim.
Enquanto distraem a população com seus gritos em “prol da moralidade”, estes imorais obnubilam a vista desta mesma população perante as canalhices cometidas em votações perigosas do Congresso.
Bradando pelo fim da corrupção, ao mesmo tempo blindam corruptos de carteirinha e comprovada falta de honestidade.
Desenterram intolerâncias já vencidas propagando o separatismo, o racismo, o fascismo, o nazismo e todas as demais bandeiras de ódio que o mundo já repudiou.
Celebrando a impunidade, jorram de “gozo” quando seus adversários são punidos, quase sempre com desigualdade de julgamentos e provas.
Destemperam os debates, maculam os movimentos de rua, distorcem julgamentos, criam notícias fantasiosas com o mais absoluto conluio e apoio dos mandatários midiáticos e promovem o caos, a insegurança, o desânimo, a descrença e sobretudo abatem a esperança.
Não percebem estes que seu mise-em-scéne, em que pese o talento indiscutível, já cansou?  Que seu lamuriar já não carreia unanimidade?  Que o que fazem de fato é prestar um desserviço à democracia?  Claro que percebem, mas são tolos demais para voltar atrás enquanto é tempo e salvar-se, ainda que em parte.
Deviam saber que o brasileiro de verdade quer trabalhar, suar a camisa, vencer a luta do dia a dia, construir sua vida como sempre fez, sem contar com a ajuda de ninguém e sobretudo, sobreviver ainda que com a pouca dignidade que, pelo menos os governos de Lula e Dilma lhe garantiram, coisa que antes era impensável.
Quem diz o contrário o faz porque está deslumbrado pela mobilização que encanta, ou então é oriundo de momentos idos em que as benesses eram reservadas apenas para alguns.  Pertencentes pois a uma certa faixa hoje decadente da sociedade.
São partidários do "quanto pior melhor", ou apenas arautos da terceirização de suas incapacidades, buscando culpados fora de si mesmos, por aquilo que não conquistaram.   Esquecem, talvez, que o Brasil somos todos nós.
Sempre houve quem idolatrasse os modos de vida europeu, americano e neste quesito, não dá mesmo para querer que joguem a favor do próprio país.  Mas, capitaneados por figuras de "certo prestígio" e muita lábia, são rapidamente cooptados pela ideia do "e se".
A somatória dos impropérios lançados nos palanques, TVs, jornais e internet, mesmo no parlamento e nas ruas, são por si só uma demonstração cabal de desinformação e manipulação.  Só tenho a lamentar que boa parte de nossa gente não tenha ainda  acordado e muitas vezes repita chavões que são instrumentos subliminares de domínio.
Ao gritarem “vão pra Cuba”, “bolivarianos”, comunistas e outras palavras de ordem, as pessoas estão na verdade fazendo o jogo dos que sonham e sempre sonharam em soterrar qualquer possibilidade de uma revolução verdadeiramente humana e promotora da igualdade.  Revolução esta, que o mundo ainda não conheceu e possivelmente nem conhecerá.  Não  enquanto a tirania e a gana por poder e riqueza permanecerem como objetivo primário dos vaidosos políticos do mundo que ocupam o lugar que os bons e justos lhes outorgaram.  
Caberia portanto aos herdeiros de mandato, no mínimo o compromisso com esta confiança, com a verdade e com a Constituição.
É preciso agora anotar à caneta os nomes destes “eloquentes opositores do governo”.  Nomes de quem tanto tem prejudicado nossa nação.  Desvalorizado as conquistas dos trabalhadores.  Jogado por terra tanta batalha vencida.  Sujado a imagem pujante do Brasil no exterior.  
Nomes de quem defende o entreguismo, o esvaziamento do Estado, o golpismo, a manutenção dos privilégios e principalmente a repressão na figura dos que pedem o retorno da ditadura.
Anotar para não esquecer.  Para que em momento oportuno, se faça a faxina completa, que por mais que esteja se verificando hoje, como nunca dantes, diga-se de passagem, ainda precisa alcançar os apaniguados do poder tradicional e secular que imperou por mais de 500 anos.  Conservadores empoeirados e cobertos de ranhuras e rugas do atraso.  Direitistas raivosos e sem folha de serviços prestados ao nosso Brasil.  


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Tenho Tempo

Certa feita, quando participava do GRUPO GEAPOL – Grupo de Estudos e Atuação Politica, ligado à Igreja Católica em São José do Rio Preto, fizemos uma “Noite dos Talentos” onde cada um de nós iria mostrar seu lado artístico para os demais componentes.
Na oportunidade eu declamei um poema de Michel Quoist, chamado: Tenho Tempo, Senhor.
O primeiro parágrafo do poema diz: “Toda a gente se queixa de não ter tempo bastante. É que olham a vida, a sua vida, com olhos humanos demais. Há sempre tempo para fazer o que Deus nos dá a fazer. Mas é preciso estar totalmente presente em todos os instantes que Ele nos oferece”.
E a última estrofe do poema ilumina: “Peço-te a graça de fazer, conscienciosamente, no tempo que me dás, o que queres que eu faça”.
Parece incrível, mas hoje, se alguém me perguntar qual é o meu maior problema, eu responderei sem pestanejar que é a falta de tempo.
Já cheguei a comentar com minha mulher que tudo o que eu queria agora, era que o dia passasse a ter 36 horas, ou então que não sentíssemos a necessidade de dormir.
Acordo às 6h, preparo os filhos para a escola, alimento os nossos “pets”, me dedico à higiene pessoal, me atualizo nas notícias, faço um desjejum muito light e saio para o trabalho.  Às 7h30 já estou no escritório, de onde só saio às 12h15, mais ou menos, sem ter concluído um só assunto de minha agenda.  Almoço e quando não há mais novidades do tipo dentista dos filhos ou qualquer outro compromisso inesperado, volto ao escritório para adiar mais alguns compromissos da agenda.  Só quando volto para casa, consigo responder as mensagens de e-mail e tantas outras pendências que sobraram do dia. 
Quase nunca há tempo de partilhar a companhia dos filhos no sofá da sala e nos finais de semana, ritual parecido se repete.
Pra piorar, aquele sentimento de que há armários para se arrumar em casa, aquela torneira pingando para apertar, o carro para lavar e por aí vai.  E não dá tempo.  Nunca.  Pra nada.
Amo política e não tenho arrumado tempo de ir ao partido.  Gosto de militar em grupos ou pequenas “comunas”, mas não tenho tido tempo.
Preciso ler, cantar, sorrir, ver amigos, passear, FAZER EXERCÍCIOS e brincar com meus filhos.
Quando com 40 anos tive um AVC.  Um aviso do organismo para os perigos do estresse e uma segunda chance da vida.  Mas, passados sete anos, continua tudo igual.
Quando é que vou crescer?  Quando é que vou finalmente fazer o que é preciso dentro do tempo que disponho?
“...Assim correm todos os homens atrás do tempo, Senhor. Passam Correndo pela Terra. Apressados, atropelados, sobrecarregados, enlouquecidos, assoberbados.” – Diz Michel Quoist em seu poema. E vai além: “Nunca chegam, falta-lhes tempo. Apesar de todos os esforços, falta-lhes tempo. Falta-lhes mesmo muito tempo.”
Que doideira.  Queria ser jornalista, mas iniciei uma faculdade de direito.  Fiz o primeiro e segundo anos.  Abandonei e comecei de novo... Fiz o primeiro, o segundo e o terceiro de direito novamente... Abandonei de novo.  Só depois de velho me formei em Administração Pública.  Mas eu não queria jornalismo? Não foi falta de tempo, foi mau uso do tempo. 
Me tornei um “workaholic” pra correr atrás do atraso.  Mas deixei de lado toda a parte boa da vida.  É como alguém que devorando de forma sublime um osso, esqueceu-se da carne. 
Profissionalmente, financeiramente, agir assim fez a diferença.  Não dá nem pra aceitar que alguém chame de sorte, mas todas as oportunidades nos últimos seis anos foram agarradas à unha, com coragem, seriedade e comprometimento.  Mas e o restante?
Eu que não quero um outro aviso da vida, do corpo ou de quem quer que seja.  Quero por conta própria descobrir que o tempo foi feito para o Homem e não o Homem para o tempo.  
Quero definitivamente aprender que é preciso ter hora pra tudo e fazer tudo dentro da sua hora.
Preciso trabalhar nisso, dentro de mim.  
Quem sabe assim consigo concluir o poema como seu próprio autor.  
“Tenho tempo, Senhor.  Tenho todo o meu tempo.  Todo o tempo que me dás.  Os anos da minha vida, os dias dos meus anos, os minutos dos meus dias.  São todos meus, cabe-me a mim preenche-los, tranquilamente, calmamente... Mas preenche-los inteirinhos, até a borda.”





sábado, 17 de outubro de 2015

O Saber é pra ser saboreado.

O nobre governador do Estado de São Paulo está sendo foco de atenção por conta de uma lista de escolas a serem fechadas.
Isso me chamou muito a atenção.  Fui pesquisar a palavra SABER e descobri que sua origem é a mesma da palavra SABOR.  Daí pra frente foi fácil achar uma porção de opiniões sobre isso, inclusive refletir uma frase de alguém que afirma com correção insuperável: "O saber é para ser saboreado."
De imediato, o que fica são aqueles pensamentos que nos remetem para frases feitas, como "o saber é o alimento da alma" e por aí vai.
O fato mesmo é que se um governo não abre escolas durante sua gestão, isso é inadmissível.  Agora e fechar, seria o quê?
Em abandono constante, a Educação no Estado de São Paulo e ouso dizer, nos Estados onde governa o PSDB, está aos cacos.  Não se pode perdoar estes "tecnocratas" ou simplesmente inconsequentes.  Não têm e não terão meu voto jamais.
O que nossa gente precisa é se livrar de instrumentos manipuladores e alienadores.  E a melhor maneira de isso acontecer, com certeza, é fortalecer a base cultural e de saber da população.
Na vizinhança com o Dia dos Professores, o que desejo imprimir nesta página agora, nada mais é que minha indignação.
A Escola já é fraca.  Imagine o mesmo quadro negro, por vezes em má conservação, há mais de 200 anos.  As carteiras ruins e nada ergonômicas.  A iluminação precária e a climatização rara das salas de aula.  As paredes descascadas e se houver vasos, plantas mortas e machucadas.
Do ponto de vista humano, ainda mais precário.  Educadores e outros agentes relegados a aumentos tardios e defasados.  Sem aperfeiçoamento, "reciclagem" (esta palavra cabe mais ao lixo) ou proteção física.
E claro, nada supera a falta de inovação, de engenharias e tecnologias avançadas para as aulas prenderem a atenção dos alunos, cada ano mais exigentes e espertos.
Enquanto o mundo da informática avança a passos largos, os celulares se renovam a cada dia, os mecanismos de ensino permanecem estáticos há milênios.
Professores fazem mágica para obter a atenção dos alunos e sofrem agressões físicas, daqueles que estão agredidos definitivamente nas suas chances de um futuro melhor.
Ao invés de fazer esta discussão com responsabilidade, os governantes incompetentes e nada comprometidos com o progresso humano, preferem as louvações dos salões lotados que massageiam sua verdadeira vocação política, representada pela vaidade acima de qualquer limite.
Não haverá futuro para crianças e jovens, estas vítimas de um projeto que prevê o fim de 80% da sociedade.  E nós, que recorremos às ruas quando nos sentimos lesados (grevistas, anti-corrupção, em prol de alguma causa de vulto), quase sempre repudiamos estudantes e professores que, no mesmo sentido, pedem socorro do seu jeito, sendo barrados e agredidos por quem mais os devia proteger.
Um governo dos infernos, que faz o trabalho do mal, tendo por mal a condenação da humanidade à escuridão provocada pela falta do SABER, tirando-lhes completamente o SABOR pela vida e seus sonhos.

sábado, 12 de setembro de 2015

No creo en brujas, pero que las hay, las hay".

Desde que o Homem passou a povoar a Terra, pelo que se sabe, teve início seu fascínio pelo oculto e sobrenatural, tendo por sobrenatural, tudo aquilo que é incapaz de ser explicado sob a ótica da razão.
Desta feita, já foram sobrenaturais coisas como o fogo, os raios, tempestades e mesmo o sol.
Uma vez definidas suas causas e relações com a física, a química e a biologia, por exemplo, de sobrenaturais passam a constar das enciclopédias como itens que compõe a natureza, a ciência e o quotidiano.
No entanto, ainda hoje, diversos assuntos permanecem classificados como "fenômenos ocultos", paranormais ou magia.
Vaca sendo abduzida por um OVNI
Como exemplos, cito a visão de Objetos Voadores Não Identificados (uma de minhas paixões), a comunicação espiritual e algumas faculdades mentais não comuns (clarividência, telepatia, psicometria, telecinese etc.), assuntos que ainda intrigam algumas pessoas.
Sair um pouco da correira do dia a dia para viajar por estas esferas é um de meus passatempos preferidos.
Me filiei a um grupo de pesquisas OVNIs para dar vasão a um destes temas e me surpreendi.  Entre tantos "bagulhos" e "picaretagens", não é que existem documentos, fotos, vídeos e narrações muito especiais?
Para acompanhar de perto, assino uma revista, vasculho a internet, compro livros sobre o assunto com regularidade e tudo para manter acesa esta chama.  Acredito piamente que em meio a milhões incontáveis de planetas, há seres menos e mais avançados, capazes até de vencer o desafio do tempo e da distância a ponto de nos visitarem.
Se não pode ser provada, a existência de ETs também não pode ser negada com certeza.
Se são como o querem alguns autores, desenhistas ou diretores de cinema já não me cabe avaliar.  O fato é que há muita teoria que impulsiona cada vez mais esta minha convicção.
E olha que se lida com isso de forma muito inconsequente.  A mídia em geral tende sempre a ridicularizar, quando devia pelo menos ampliar a curiosidade do público.  Para exemplificar, lembro o caso de Varginha, em Minas Gerais, que virou pauta do Casseta & Planeta, mas jamais de um documentário sério no Brasil.  Outro caso famoso é a Operação Prato, que envolve de forma visceral as Forças Armadas brasileiras.  Cadê isso discutido com a relevância que merece?
Tenho um vasto material para debater e compartilhar com quem desejar.  Só não o fiz ainda porque a maioria esmagadora destes está disponível no Google e no youtube.  O outro motivo é por desconhecer quem mais seja adepto a estas discussões e não a tomem por "doideira".
Mas gosto também de caminhar por trilhas que tratem de manifestações psíquicas.
Desde menino, por motivos extremamente particulares, acabei por conhecer um padre que também era parapsicólogo e com quem tive o privilégio de dividir algum tempo de minha pré adolescência.
Alusão à Pirocinese que é a capacidade de aumentar
a temperatura de um objeto até incendiá-lo
O espanhol Miguel Lucas Peña, já falecido, escreveu diversos livros e ministrava cursos e palestras por todo o mundo para apresentar fenômenos da mente extremamente positivos para a vida das pessoas.
Eu viajei com ele e o vi fazendo regressões de idade em público e em seu consultório.  Também o vi tratar de traumas e problemas incríveis só com a aplicação de relaxamentos, hipnose e outros mecanismos.
Com ele também, descobri os muitos mistérios das pirâmides (sem claro decifrá-los), mas ao ponto de participar de experimentos para lá de interessantes.  Foi também em seus livros e aulas que aprendi sobre a aura humana, tema básico para quem hoje faz uso da Física Quântica para entender melhor a energia por traz do corpo físico.
Por força dessa minha experiência, não dá pra negar fenômenos como telecinese, radiestesia e outros que vi serem comprovados.
Padre Miguel me presenteou com livros e instrumentos que ainda possuo.
Ainda sobre estes dons da mente, resta dizer que meu pai é minha maior prova da existência da clarividência.
Uma semana exata antes da morte de sua mãe, minha avó paterna (Amor Molina), meu pai sonhou detalhadamente cada situação que ele viveria, dias depois, durante os momentos deste desenlace.  A história é longa para narrá-la, tal a riqueza das informações.
Ao acordar do sonho, no entanto, ele contou de imediato e desesperado à minha mãe, o que havia presenciado enquanto dormia.  Ela, por sua vez, o revelou também a minha outra avó, na casa de quem estavam hospedados.  Duas testemunhas.
No sábado seguinte, desde a campainha de madrugada, até o carro estranho dirigido por um tio que fora buscar meu pai, tudo se repetiu "ipsis litteris" até o suspiro final de minha avó em seus braços.
Talvez até por isso, mistérios e espiritualidade sempre me atraíram.
Desde criança vivendo um drama a cada noite sem dormir por conta de barulhos, visitas e cenas incomuns a uma criança, relatados aos meus pais em gritos e lágrimas, soube que não estava só.
Fantasia, sugestionamento... não importa.  Convivi muito bem com isso.
Mesmo bem mais tarde, apesar de começar a militar politicamente junto a marxistas, dentre eles meu irmão (ateu), hoje um de meus mestres "gurus" na política, o esoterismo nunca me abandonou.
Mas vivo bem entre as discussões do materialismo dialético e a espiritualidade.
Só pra constar, ainda mocinho em 1986, fui iniciado na Ordem DeMolay (uma entidade paramaçônica).  Ainda, no mesmo ano, fui iniciado também na Antiga e Mística Ordem Rosacruz.  Em 1989, foi a vez da Maçonaria.  Hoje estou afastado da chamada prática templária, ou seja, não frequento mais nenhuma destas fraternidades.
Mas os estudos e aplicações práticas destas escolas herméticas me abriram muito a mente.
Em 1988, por exemplo, fui apresentado a um grupo, quando estive no Rio de Janeiro, que estudava manuscritos, enviados apenas a iniciados e praticantes.  Passei a ler vorazmente tudo o que vinha de lá.  Como minha mente se abriu.
Quero salientar que, como cristão praticante (fui inclusive catequista), antes eu avaliava o que podia interferir ou arranhar minha fé em Jesus Cristo.
Mas nada encontrei que confrontasse esta crença.  Muito pelo contrário.  A fraternidade expressa em algumas dessas "teorias" é tão semelhante à vivência do amor pregado pelo Filho de Deus, quanto do verdadeiro pensamento esquerdista que viria defender mais adiante.  E perceba que falei das "teorias" e não necessariamente de seus componentes.
Os estudos e leituras me faziam cada dia mais forte e firme na certeza de que, além do estudo das lutas de classes, havia outras coisas nas quais também dedicar o meu tempo.
E nunca me libertei totalmente disso.
A serenidade e a paz que hoje penso ter conquistado, foram fruto de muitas contradições, arranhões e desconstruções.  Claro, a idade contribuiu também.
Veja só.  Mesmo neste sábado chuvoso, foi um dia em que já debati política, discutindo sobre a "baixa da nota do Brasil" pela agência Standard & Poor's, divulgando sobre isso a excelente opinião de Eduardo Galeano, em meu perfil do Facebook.  Também o fiz junto a outros debatedores do grupo "Autocrítica", que constituí para não deixar atrofiar minha "veia" política com reflexões e debates por  vezes acalorados.  Mas também hoje, passei boa parte da tarde estudando sobre a inquisição e as "bruxas".
Sobre isso, o que dizer?
Revoltante!
Sempre soube um pouco a respeito deste horror da Idade Média, mas nunca havia lido com profundidade sobre o Martelo das Bruxas e como funcionava o processo de denúncias, reconhecimento, confissão, torturas e consumação da sentença.
Absurdo, injusto, lamentável, deplorável, coisa de idiotas, desumano, ridículo, doloroso, sanguinário, criminoso e maldito.
Quantas mortes e quanta insensatez movidas por interesses, paixões, inveja, afrontas e tantos outros motivos disfarçados de "pureza", religiosidade e outros.
Como pôde a humanidade produzir tão desnecessário episódio de sua história?
Talvez faltasse aos inquisidores o conhecimento de que o feitiço e a magia existiam já na Mesopotâmia, em Roma, no Egito, na Índia, China...
Mas a questão era outra.  E em nome desta "questão", séculos sem fim de abominações e assassinatos, torturas e desprezo à vida.
O que mais me chamou a atenção é que sempre acreditei que a Igreja Católica teria sido a maior protagonista destes crimes, mas vim a saber que a Europa Protestante e mais tarde os Puritanos foram quem mais promoveram perseguições, torturas e assassinatos "em nome de Deus".
Os critérios de avaliação e julgamento são ainda mais curiosos.  Se a pessoa negasse ser bruxa, morria com requintes de crueldade, mas se confessasse e isso após muita tortura, tinha uma morte menos lenta. Talvez a forca, uma fogueira ou algo "menos dolorido".
Sem escapatória, milhares e milhares de pessoas, principalmente mulheres, foram dizimadas. Ah, inclusive cachorros, quando estes pertenciam a elas.  E quase se acabaram, no mundo, os gatos pretos.
Se por acaso as moças, por sua beleza, encantavam um homem casado, eram bruxas.  Se eram feias e possuíam alguma marca no corpo, eram bruxas.  Se curassem alguém com algum tipo de chá, culinária ou agrados, eram bruxas.  Se alguém morresse próximo a elas, eram bruxas.
Jesus... como se podia salvar?
O fato é que a desculpa de "bruxaria" também foi pano de fundo para muita vingança, desterro, abusos, estratégias de poder e outras maldades.
Causando uma fúria sem sentido em um largo território do mundo conhecido, o poder reinante da época, com ajuda da "mídia" daquele tempo, ocasionaram uma carnificina incrível.
Por isso estes temas me encantam.
De algum modo, o extraordinário faz um paralelo constante com o comum, a história, de modos diferentes, se repete e não há como dissociar material de espiritual, se de fato somos todos razão e emoção.





segunda-feira, 31 de agosto de 2015

San Martin - A origem

Em meados do ano de 1978, a vida do professor Carlos Alberto Gomes, meu pai, tomaria um rumo totalmente novo.
Carlos Alberto Gomes
Depois de passar por um rigoroso e demorado processo seletivo, ele foi admitido como Supervisor de Vendas na Itaú Seguradora, uma das mais sólidas empresas no ramo em atuação no Brasil.
Na verdade, a companhia era, à época, uma verdadeira escola de seguros.
A carreira de meu pai por lá foi bastante rápida e claro muito difícil.  Trabalhando ao lado de feras, que até hoje são seus amigos, conseguiu por diversas vezes laurear-se com o troféu de melhor vendedor do mês.  Por vezes repetidas levou também pra casa o troféu “Renovações”.
Em 1983, já bastante expert no Mercado, migrou a convite para a Companhia Internacional de Seguros, outra escola.
Completa, a seguradora não tinha muita inserção no interior, sobretudo nesta região (São José do Rio Preto).  Mas bastaram alguns meses, para que este trabalho já fosse reconhecido e os corretores das circunvizinhanças trouxessem sua produção para a bandeira da CIS, como era carinhosamente conhecida.
São José do Rio Preto - SP
Meu pai também precisou lutar e fazer alguns enfrentamentos para garantir a lisura e seriedade do trabalho daquela companhia por aqui, pois como ela estava sem ninguém até então para representá-la, sua credibilidade estava em baixa.  Mas valeu à pena.  E de tal forma que em 1985, após habilitar-se Corretor de Seguros e obter sua SUSEP, ele abriu a Rio Preto Corretora de Seguros, sua própria corretora.
Sua produção era tão interessante e seu trabalho legara uma confiança tal, que por seu intermédio fui indicado e consegui ingresso na mesma Companhia Internacional, então aos 18 anos de idade.
Trabalhei ao lado de grandes figuras como Cesar Augusto Rodrigues (in memoriam), Osmar Bertacini, Calegari, José Antônio D’ângelo, Marco Damiani, Barra Mansa (in memoriam) e tantos outros.  Verdadeiros mestres, alguns dos quais valiosos amigos até a presente data.
Um ano e meio depois, meu pai convidou-me para trabalhar com ele na corretora.  Foi ali que comecei, de fato, a trilhar a carreira que exerço hoje.
Com ele aprendi cada detalhe, cada macete e principalmente o mais importante.  A tratar seguro como algo sério, legítimo e fantástico.
Eu não compreendia muito, naquele momento, os motivos pelos quais meu pai tratava os segurados e clientes com tanta pessoalidade.  Fazendo-se íntimo, estando próximo o tempo todo e dividindo com eles histórias, opiniões que eu reputava como particulares e desinteressantes.
Só com o tempo vim a perceber que a “confiança, se conquistava aos poucos e perante um olhar e palavras sinceras”.  Este seu método lhe rendeu muito e a corretora foi crescendo.
Com um escritório no centro de São José do Rio Preto, em breve vieram parceiros de toda a parte e a produção só fazia aumentar.
Em 1991, com incentivo de meu pai, habilitei-me como Corretor e também recebi minha SUSEP.
No entanto, no início dos mesmos anos 90, também cresceu a confecção que estava sob a batuta de minha mãe, Darci Antunes.  Com uma fábrica e 5 lojas, convinha a meus pais decidirem por um ou outro negócio.
Me acreditando pronto a assumir, meu pai legou-me a Corretora, vendendo então sua metade, e deixando-me com um sócio.
Mudou-se com minha mãe para São Paulo onde estavam 3 das lojas em shoppings de atacado.  O trabalho por lá era imenso e pouco tempo tínhamos para conversar sobre a corretora.  Suas vindas, aos finais de semana, eram divididas entre a fábrica e as duas lojas de Rio Preto, sendo uma ao centro da cidade e outra no então único shopping da cidade, o Rio Preto Shopping.  A Corretora raramente era assunto.
Talvez inexperiente ainda (com no máximo 22 anos), acabei por descuidar-me e a saída do sócio, cerca de 1 ano e meio depois, praticamente me desbancou. 
Com poucos segurados e precisando reerguer-me deste aparente tropeço, comecei a reforçar meu orçamento pessoal trabalhando como instrutor de cursos profissionalizantes e palestrante nas noites e finais de semana.
Isso me renderia, no futuro próximo, uma experiência incrível e a possibilidade de ser convidado a trabalhar com uma das mais promissoras empresas da cidade.  A rede Microlins.
Caroline Prosdoskimys Gouvêa Gomes
Mas o fato é que, na Corretora, deixada por meu pai, havia uma moça, bastante jovem, que jamais esmoreceu.  Caroline Gouvêa, minha atual esposa, me ajudara muito.  Tanto que, logo após encerrarmos as atividades da Rio Preto Corretora, por acreditar que o negócio de palestras e aulas era mais promissor, não tardou para que, por sua influência, reabríssemos a corretora, desta vez como sócios, na empresa que batizamos de Confidence Corretora de Seguros.
Nascida em meados de 1995, o Contrato Social da empresa trazia como testemunha o amigo Edinilson Lopes, hoje meu sócio.
A Confidence surgiu sem desprezar a filosofia de trabalho que meu pai imprimira lá atrás.  O atendimento personalizado.  Tanto que relutamos muito em deixar que os segurados resolvessem seus sinistros por sua conta, diretamente com as seguradoras via telefones 0800, lançados naquele momento por quase todas elas para atender aos segurados 24 horas.  
Para tanto, eu e Caroline nos envolvemos em uma fila que durou todo um dia para conseguirmos duas inscrições de linhas celulares, recém lançadas.
Enquanto as mesmas não foram liberadas, cerca de meses, trabalhamos com o serviço de BIP, muito usado então, onde atendíamos nossos segurados a todo instante, mesmo da rua.
Edinilson Clezo Lopes
Mas, com a chegada das linhas e aparelhos celulares, pudemos enfim informar aos clientes da corretora que atenderíamos 24 horas, independente do dia.  Não queríamos abrir mão de socorrer, pessoalmente a nossos clientes, verdadeiros amigos.
Eramos dos poucos profissionais de seguros com tal serviço.  Além do mais, trabalhávamos com alguns ramos diferenciados, para tentar buscar clientes em um "aquário" menos visitado.  E isso rendeu-nos a simpatia de alguns concorrentes e amigos do ramo, com quem ensaiamos uma fusão, que acabou não ocorrendo por questões meramente improváveis: o apego ao nome que cada um tinha por seu negócio.  Que pena!
Em 2005, ainda envolvido nas aulas, eu já estava até o pescoço com a Rede Microlins, da qual possuía duas unidades.  Entendia plenamente o funcionamento do franchising e possuía ali amigos preciosos.
Antiga Logomarca da San Martin
Fomos então, eu e Caroline, atrás de uma agência de marketing para formatarmos a corretora e transformarmos a mesma em uma rede de franquias.
Foi aí que, ao tentar registrar o nome e não consegui-lo, fomos obrigados a alterá-lo.  De Confidence, após uma longa avaliação de sugestões, escolhemos Saint Martin (sanmartã), em alusão a Louis Saint Martin, um teosofista francês.  Esta história é um pouco longa.
Como nenhum segurado, seguradora ou mesmo colaborador conseguia pronunciar corretamente, achamos por bem mudar para sua versão espanhola.  Como está hoje, a corretora passou a se denominar San Martin, como se lê. 
Os empecilhos e negativas para o processo de franquias eram fartos.  Os seguros ofereciam muitas regras e normas proibitivas para isso.  A tal ponto, que tivemos que engavetar tudo.
A San Martin trabalhou então como uma corretora convencional de 1995 até final de 2013, quando então conseguimos dar sequencia ao antigo sonho.
Eu então havia lançado uma rede de franquias com alguns amigos na área de prestação de serviços de limpeza, a Maria Brasileira.  Juntos, com a ajuda destes parceiros e sócios, após verificarmos que concorrentes estavam se lançando no Mercado de Franquias, voltamos a buscar caminhos.  
Não foi tão simples, mas nos adequamos e nos tornamos aptos a comercializar franquias.  E plenamente legais, dentro das normas e regras existentes. 
Oficialmente, principiamos as vendas em fevereiro de 2014.  O quadro societário foi alterado e uma diretoria foi constituída. 
Sede da Corretora em São José do Rio Preto - SP
De lá pra cá já são mais de 150 unidades.  Todas absolutamente assistidas e apoiadas pela sede.
Presente em 24 Estados Brasileiros, a San Martin opera em todos os ramos e representa mais de 30 companhias seguradoras fortes e eficientes.
Em uma estrutura completa, oferece suporte técnico, comercial, atendimento de sinistros, acompanhamento de propostas, parcelas, cálculos, marketing, jurídico, assessoria de imprensa, entre outros.
Uma Universidade Corporativa foi criada para que os franqueados possam fazer cursos de produtos, técnicas comerciais, motivação, planejamento, com vídeos, apostilas e outras ferramentas.
Um treinamento de uma semana, na sede da franqueadora, inicia esta relação que tem se mostrado cada vez mais sólida entre franqueadora e franqueados.
Associada ao SINCOR – Sindicato dos Corretores de Seguros e à ABF – Associação Brasileira de Franchising, a San Martin é bem relacionada e oferece confiabilidade concreta.
Esta história de sucesso, se contarmos apenas a fundação da CONFIDENCE (antigo nome da San Martin) já completa 2 décadas.  Mas não há como dissociar a história da San Martin de todos aqueles que a compuseram.


sábado, 18 de julho de 2015

De vez em quando, uma pichação por aqui.

Como se nada tivesse acontecido, o Presidente da Câmara Federal, Deputado Eduardo Cunha do PMDB do Rio de Janeiro, vai à TV e faz um pronunciamento de 5 minutos.
Fala da independência do Legislativo e relaciona uma lista de votações e trabalhos realizados pela casa que preside.
Mas não fala das maneiras com as quais tem trabalhado, passando como um trator sobre seus oponentes e principalmente, se esquece da obscura votação em segunda vez da redução da maioridade penal.
E o caso da propina, recentemente trazida à público, na declaração do delator da "Lava Jato"?
Será que aposta no "marketing"?  Na manipulação televisiva que sempre moldou, de alguma maneira, a opinião pública?
Alguém próximo a ele devia dizer que este é o momento de fazer silêncio.  Ficar quietinho.  Pois a sua batata está assando.
Esta exposição "deselegante" está fora de contexto.
Mas esta é só minha opinião.

É o cúmulo eu ter que ler um artigo de Reinaldo Azevedo.
Foi horrível fazer isso com meu intelecto e com meu caráter.  Mas eu tinha que saber ao certo sobre as coisas que ele falou do Papa Francisco.
Ficou irritadinho, como ficaram alguns direitistas de kitnet, porque Evo Morales presenteou o líder da Igreja com um símbolo que remete ao comunismo, que traz também a imagem do Cristo.
É claro para mim que o "articulista" não entende nada de história ou sociologia. Jamais poderia, portanto, fazer qualquer comparação do martírio de Jesus, em relação ao martírio de camponeses e operários explorados ao longo do tempo.   Mas daí a fazer algumas de suas declarações, como tentar dizer que Morales ofendeu católicos ou que o Papa não o representa, soa para mim como confissão de "pequenez d'alma".
Pronto é minha opinião.  Se ele pode dar a dele, lida por tantos, eu posso dar a minha, lida por apenas alguns amigos.
Mas ele termina com uma pérola.  Pede o próximo Papa, como quem não vê a hora que o atual morra. Esse é o típico pensamento cristão e humano da pseudo direita.

domingo, 7 de junho de 2015

Humanidade

Numa conversa informal com minha mulher, veio aquela dúvida:  Será que em algum momento da humanidade, as pessoas foram menos cruéis?
Nos lembramos das eras mais antigas, das guerras entre os povos que precisavam se fixar em determinada terra.  Mulheres, crianças, anciãos eram todos mortos, escravizados em prol das conquistas.
Mais adiante, na chamada Idade Média, o tratamento em cima dos camponeses em detrimento das coroas e dos poderosos também revelava as crueldades sem tamanho das classes dominantes.
Não mudou muito durante os descobrimentos, quando os desbravadores liquidavam tribos inteiras de nativos em prol das bandeiras colonizadoras.
A escravidão, que achava normal submeter um homem pela sua cor ou por ter sido conquistado é outro período inesquecivelmente revelador de até onde pode chegar a maldade humana.
O Oeste Americano e sua destruição dos povos indígenas, não foi menos assassino que o início da revolução industrial da Europa, com seus trabalhos forçados, semi escravos, que submetia os operários, seguida das devastadoras grandes guerras.
O imperialismo Americano mostrou também no Vietnã, na Coréia e contra o Oriente Médio, até onde pode chegar a "benevolência humana", demonstração retribuída pelos terroristas espalhados por toda parte.
As ditaduras mundo afora, inclusive as militares na América do Sul, deixaram rastro de sangue e pavor.
Mas isto tudo não é obra dos governantes, políticos e donos do planeta?  Não estaria o resto da humanidade livre da culpa?
Há uma frase muito importante de Victor Hugo: "Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha".
Sempre que nos colocamos favoráveis ao culpado, estamos por certo sendo seus cúmplices.  Quando não combatemos o mal praticado por alguns, somos, sem dúvidas, coniventes ao seu pecado.
Alguns de nós, saem às ruas pedindo intervenção militar, apoiam invasões de alguns países sobre os outros, lutam pela liberação da pena de morte, pela redução da maioridade penal, judiam de idosos, crianças e mesmo de animais indefesos e ainda postam nas redes sociais com deslumbrado prazer.
Certos modelos de corrupção, mercado de órgãos, venda de cadáveres, difusão das drogas tornando-as mais acessíveis, fazer vistas grossas ao vício no álcool cada vez mais cedo nos jovens etc. são crueldade tão voraz como assassinatos em série.
À medida que tudo isso não nos incomoda, não nos causa qualquer espécie de lamento é o sinal de que achamos comum e portanto, apoiamos, ainda que por omissão, as barbáries, a justiça pelas próprias mãos, a política do olho por olho e assim por diante.
Não... tristemente minha conclusão da conversa com minha mulher foi que a humanidade não está se tornando mais dócil.  Apenas tem aperfeiçoado ou moldado a prática da maldade.

domingo, 17 de maio de 2015

"A fantasia não é exatamente uma fuga da realidade, mas um modo de a entender." (Lloyd Alexandre)

Mesmo que me atormente alguma lembrança do passado, de uma forma bastante satisfatória, passei toda minha infância vivendo entre a realidade e a fantasia.  Isso me ajudou muito a ser quem sou e como sou.
Eu sabia que cresceria e que teria inúmeras responsabilidades.  Que me casaria e teria que constituir uma família.  Mas em paralelo, sonhava com um mundo no qual as obras literárias ou mesmo os filmes, acabassem por fazer parte da realidade e seus personagens tomassem forma física e entrassem em nosso cotidiano.
Válvula de escape ao medo da maturidade?  Quem é que sabe?
Era bom e ruim pensar desta forma.  E mais ou menos, até os quatorze anos, brinquei com “fortes apaches” e outros apetrechos que as crianças de hoje abandonam logo cedo.
Desafiava minha criatividade montando histórias que eram um misto de época, de ficção e de contemporaneidade.
Acho que, na verdade, toda criança passa um pouco por isso.  Principalmente as do meu tempo.  Mas o fato é que eu via, tudo aquilo, como um dos lados de nossa história.  Como se tudo estivesse em um universo paralelo, ao alcance de minhas mãos.  Bastaria dormir, ou então me concentrar e minha própria Terabitia acontecia.
Me lembro, por exemplo, que fiz, em dado momento, ao meu modo, um boneco de madeira e desejei, ardentemente, que ele criasse vida como Pinocchio, personagem da obra do italiano Carlo Collodi.  Devo confessar, que por um tempo, agi como se assim o fosse e conversava com ele por horas.
Um robô de madeira, também foi montado, com ajuda de alguns caixotes, para imitar o amigo de Will Robinson da série Perdidos no Espaço.  Quantos conselhos bons ele me deu.
Eu era mais novinho, mas me lembro também de como chorei quando descobri que Garibaldo, do Vila Sésamo,  era na verdade, um ator fantasiado. 
Mesmo mais velho, me encantavam os filmes de ação, os livros e a história da humanidade, minha matéria preferida na escola. 
Eu sentia que, em todos estes lugares, de algum modo, eu estivera presente.  Ou então, poderia estar.  Tal era minha capacidade de “viajar” no pensamento.
O tempo passou e a dureza do dia-a-dia chegou.  Estudar, trabalhar e me desligar de tudo vieram a ser inevitáveis.  Com exceção de um fato.
Jamais deixei de pensar na infinitude do Universo e da real probabilidade de haver vida inteligente, naves, ETs e outras coisas que antes eu vira em películas como Guerra nas Estrelas, ET ou Contatos Imediatos.
Eis um pensamento que nunca me abandonou.  Não estamos sós. 
Forjado em berço católico, com o passar do tempo me aprofundei nos estudos kardecistas.  Daí, tornar-me reencarnacionista e crer na presença invisível de amigos e adversários foi um pulo.  Com isso, passei a entender, ou auto explicar meu passado.
Embora felizes, minha infância e início da adolescência me ofereceram situações que nunca compreendi direito. 
Acordava aos gritos, informando aos meus pais que havia gente no meu quarto.  E um sonho permanente, dava conta de que eu era simplesmente retirado do quarto para um tipo de inquirição.  Como sempre vivi entre a realidade e a fantasia, ficava difícil saber distinguir o que era fato, do que era simplesmente devaneio.  Ainda hoje não o sei e forçando a memória, acabo por pensar que era tudo ilusão mesmo.
O tempo passou e procurei o equilíbrio.  Mas devo confessar que minha vida foi sempre muito bem pautada de coisas esquisitas.
Dias atrás, por conta de falar sobre isso, comentei com meu irmão, confidente nestes casos: “Temo por minha sanidade”.  Afinal, cresci ou não?  Poderão os sonhos infantis persistirem na vida adulta? 
Por outro lado, tenho visto que é possível trabalhar com estes temas, com estes assuntos, de forma material e quem sabe, até científica. Encontrar, senão respostas, caminhos até elas.
Não muito mais que três anos atrás, comecei a ler mais sobre um negócio muito próximo ao que eu já imaginava, estivesse relacionado mesmo e de alguma forma, com a espiritualidade.  
Ufologia.
Participei, no final do ano passado, de um congresso mundial e recentemente, assinei uma publicação.  Participo de um grupo de debates e me filiei ao Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores.
Agora, não pareço tão sozinho e nem tão distante.
Claro que, neste meio, tem gente muito mais criativa que já ousei ser na minha infância.  Gente que também acaba explicando, por conta própria, tudo o que passou e passa, fazendo com que outros creiam que suas conclusões são a mais pura afirmação da verdade.
Mas há gente séria que comenta, que trafega sobre o tema e que demonstra de maneira inconteste, que algo está ocorrendo e não é de hoje.
Foi neste Congresso, por exemplo, que conheci o Sr. Marco Antônio Petit, autor de um livro sobre o Caso Varginha.  Foi lá também que conheci A.J.Gevaerd que dirige a Revista UFO, obtendo grande respeito na comunidade ufológica mundial.  Outros tantos também foram apresentados, do Brasil e do exterior, sem descartar alguns “viajantes” da imaginação.
Também passei a estudar alguns casos, me aprofundar em processos como a Operação Prato, talvez o mais surpreendente e sério de todos, sem desprezar histórias regionais, próximas e que se mostram fantásticas.
Com este material farto, eu poderia me limitar a estas simples investigações particulares, no oculto de minha casa.  Contudo, estou pontuando o grau de seriedade e não posso me negar a ser, de certo modo, um incentivo a quem tenha curiosidade e precise de uma forcinha a mais para se aproximar.
Em sendo assim, recomendarei de vez em quando, aqui mesmo no blog, alguns vídeos e livros, reportagens e escritos que poderão ajudar aos que desejarem conhecer melhor sobre a “vida extraterrena”.
Jamais, contudo poderei declarar com absoluta certeza qualquer coisa, pois não tenho nenhuma narrativa pessoal de algo que possa me ligar a abduções ou o que o valha. 
Apenas considerações que desejo sejam mesmo rebatidas para derrubarem minhas infundadas certezas ou ratificarem minhas acertadas definições.
E pra começar o meu “sair do armário”, expressão utilizada dias atrás por influente ufólogo brasileiro que resolveu assumir sua experiência real de abdução, trago o que talvez seja o melhor caso para despertar a curiosidade geral.  Trata-se do que Laura Eisenhower, neta do ex-presidente norte-americano Dwight Eisenhower, trará para contar quando vem ao Brasil, em junho próximo.
Ela participará do III Fórum Mundial de Contatados que acontecerá em Porto Alegre.
Em sua história ela afirma, que na década de 50, seu avô e alienígenas estabeleceram um acordo.  Por este, o governo americano faria vistas grossas às abduções e ajudaria a esconder as aparições descuidadas em troca de tecnologias avançadas.
Ocorre que extrapolando este acordo, os ETs teriam montado uma espécie de governo autônomo e secreto que hoje chefia o próprio governo (secretamente).
Laura ainda fala de forças alienígenas que tentam ajudar a evolução da Terra, mas que encontram grandes resistências com este grupo que negociou com seu avô.
Sim, não, talvez... Vontade de aparecer... carência afetiva... O que tem a ganhar e a perder esta mulher? 
Há outros tantos que já se expuseram como o ex-secretário de segurança do Canadá, um vereador Britânico, a ex-presidente do Banco Mundial.  O que ganharam?  Apenas descrédito. 

Por essas e outras acho que vale a pena, no mínimo, buscar informações.   Eu mesmo as tratarei de trazer, vez ou outra.


A rainha caipira.

A partir de hoje, me dedicarei a publicar, de quando em quando, contos e crônicas escritos por meu pai, Carlos Alberto Gomes, que assina com...