sexta-feira, 28 de maio de 2010

Programação da Rede Canção Nova


Artigo do Professor Marcelo, Mestre em Ciências Sociais pela UNESP de Araraquara e doutorando em Sociologia pela UNICAMP abrindo debate sobre discursos de setores na Igreja.

Vasculhem estes sites
http://padrepauloricardo.org/cnp/blog/magisterio-da-igreja-%E2%80%93-papa-condena-outra-vez-a-teologia-da-libertacao-2/
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=4108
e vejam o quão reacionário é este movimento carismático e sua programação na Rede Canção Nova. É insuportável ver e ouvir tantas asneiras falseadas e propagadas como pura ideologia desprovida de dados a fim de aliciar as mentes dos fiéis cordeiros desprovidos de senso crítico, quais sejam, os telespectadores desavisados e sem o menor espírito científico.
O mote principal dos dois ditos teólogos no programa (ver vídeos no youtube) é difamar o comunismo e o marxismo e também a ciência, chegando ao absurdo de comparar este primeiro movimento como sendo pior que o nazismo.
Vindo de uma instituição chefiada por um papa ex-membro da SS nazista (o ex-cardeal Ratzinger), não é de se admirar. Baseiam-se em dados absurdos do escritor Soljenitsin de Arquipélago Gulag e outros piores que sabidamente foram financiados pelo ocidente, que tentam remontar de forma fictícia as "vítimas" do comunismo em cifras risíveis e pouco críveis de 60 a 100 milhões de pessoas (sic!). Não bastasse tomar o movimento e a teoria de Marx por uma deformação restrita no tempo (stalinismo), ainda distorcem os dados históricos e seus significados para montar um arquétipo assustador no velho mote das propagandas da guerra fria contra o lado comunista. Se este modus operandi é correto para o estabelecimento de uma ilação generalizante, então nos parece correto também avaliar a igreja pelas inúmeras guerras santas contra o islamismo nas cruzadas (e todo o sangue derramado) e nas torturas do tribunal do santo ofício, dando fim a inúmeros homens e mulheres dentre os quais muitos talentos e mentes científicas. Giordano Bruno que o diga.
A caça aos comunistas é uma atividade que emana sempre do conluio entre burguesia e clero. Os antigos inimigos do Ancient Régime, dão as mãos para manterem seus privilégios na modernidade contra o velho fantasma (que não ronda somente a Europa).
Estes representantes da Canção Nova, pe. Paulo Ricardo e "prof." Felipe Aquino, com seu programa Escola da Fé, ambos autênticas manifestações da mais pura e crua boçalidade da ideologia religiosa que busca renitentemente tutelar a consciência dos homens incautos, cultivando um espírito de tutela e dependência contraposto ao livre pensar. Mitigam a autonomia e liberdade da consciência com a ameaça da heresia. Constroem o espírito de sedimentação intelectual e de obediência servil aos cânones e dogmas eclesiásticos. Chegam ao absurdo, em tal programa (escola da fé), a veicular, na contramão de todo bom senso, que Marx e Engels eram ambos pertencentes a seitas satânicas. Estando nós no século XXI, isso parece duplamente insuportável. A primeira razão é que haja uma afirmação caluniosa tão rasteira, e a outra razão é saber que não só satanismo, mas também inúmeras outras crenças que remontam ao período neolítico, grassam em nosso meio e movimentam adeptos que compõe uma turba que chafurda no lodaçal do irracionalismo. Por certo Freud não errara ao avaliar que tal comportamento tivesse uma vinculação estreita com o espírito infantil de um povo. Uma completa falta de maturidade e ignorância que compõe um fértil terrono para todo tipo de manipulação e irresponsabilidade frente à realidade. Uma fertilidade que advém deste esterco abjeto que ainda aprisiona e suja o homem e seus olhos. Um esterco que cega porque visa mesmo a cegueira e não a elucidação do mundo. E é por isso que sangue por sangue, a história do comunismo foi e será sempre bem mais lívida do que a história das igrejas, que numa apenas falsa contradição, convive com a sujidade dos banhos de sangue, dos escândalos de pedofilia e comportamento desviante que atinge fiéis e seus pastores. Essa sujidade é conseqüência e não contradição da doutrina religiosa que prega a cegueira e a ignorância.
O capitalismo, embora na gênese tenha se valido e parasitado o racionalismo dos iluministas, é um sistema econômico-social que funciona muito bem com o irracionalismo e, ademais, exige-o. Seja o consumo irracional, sejam os fios ideológicos e religiosos que atam corpo e mente das marionetes fabricadas por tal sistema, ambas as formas de irracionalismo são elementos imanentes e constitutivos do capital, sem os quais o povo facilmente já teria quebrado suas algemas reais e fictícias.
Como Hamlet mesmo já houvera ponderado certa vez, pelas mãos de Shakespeare, que impede a mão de um homem munido de estilete dar cabo do sofrimento se não a crença forjada de outra vida e do suplício em danação eterna... O famoso monólogo que todos conhecem o início, mas não seu significado ao término. Ser ou não ser... A partir disso, é forçoso concluir que a ignorância é o alimento da perfídia. E as estatísticas provam que o homem religioso não é o mais isento a todos os crimes, mas o contrário. A religião anda de mãos dadas com os atos vis, e nestas mãos, ao invés das chagas da redenção de um cristo, o que vemos é o estigma da contradição perniciosa que sustenta a morte e a injustiça deste mundo.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Professor Arif na direção da AMIRP



Com dezenove pessoas, reunidas na noite de ontem na sede da OAB de São José do Rio Preto, a Associação Comunitária Amigos de Rio Preto - AMIRP confirmou, por unanimidade dos presentes, o nome do Professor Arif Cais para a Presidência da Diretoria Provisória.
O novo diretor do grupo irá presidir o processo de reestruturação da entidade e providenciará novas eleições para a escolha de uma diretoria definitiva.
Fazem parte da Diretoria Provisória ainda, o Advogado Osvaldo Luiz Baptista (vice-presidente) e Carlos Alexandre Gomes (secretário).
Enquanto se organiza, a AMIRP já se prepara para realizar discussões importantes como a questão da Garagem Subterrânea, do Transporte Coletivo e outras tantas que preocupam o grupo.
A promessa é de que a AMIRP recupere o vigor e combatividade de seus tempos de luta.
As pessoas engajadas neste processo, estão bastante otimistas.
Que se cuidem as autoridades e se preparem para o debate.

Blog da AMIRP

Criado por integrantes da BIOSFERA JR do IBILCE/UNESP, membros da AMIRP, um blog trará as principais informações além de notícias de interesse de todos os cidadãos.
Basta conferir pelo endereço http://www.amirpriopreto.blogspot.com/ ou na lateral deste blog na coluna "Visite e Acompanhe".

quarta-feira, 19 de maio de 2010

jus sperniandi


Eu não disse? Acho que estou ficando bom nesta coisa.
Todo mundo tem o direito de espernear. Que esperneiem então e façam o que quiserem, mas paguem o preço histórico de serem analisados um dia como o que realmente são.
Estados Unidos fazendo seu joguete trunculento novamente para mostrar quem manda? Que novidade...
Só digo uma coisa. O Brasil não é mais o mesmo. A imprensa internacional tem tido mais cuidado que a nossa querida "imprensa brasileira" para se referir a nossa política externa. Hoje, no entanto, haverá uma grande divisão entre o joio e o trigo na própria imprensa internacional. Conforme divulgarem o episódio do acordo no Irã e a reação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ficará para nós, mais uma vez, a certeza do posicionamento. Do quem é de quem.
O fato é que o Brasil "pode" e está fazendo o jogo dos grandes. Não é café pequeno não, meu irmão...
O acordo traz todos os itens abordados e exigidos pela comunidade internacional. Esta conversa fiada de comentarista "vigarista" de certos programas jornalisticos afirmando que o Irã mal saiu da conversa e já "rasteirou" o Brasil é irresponsabilidade e jogo de palavras. É coisa de gente com "rabo preso", pois basta uma simples lida no caso para compreendê-lo e desmascarar o indivíduo.
Não há motivos para este pacote de sanções antes de esperar o que virá. Isto sim é uma rasteira mundial de um órgão universal criado para "garantir" a paz.

terça-feira, 18 de maio de 2010

O desagradável


Eu tinha certeza... Para o "xerife universal da paz", os Estados Unidos, Lula acaba de deixar de ser "o cara" para se tornar o desagradável, pois atrapalha o sonho norte-americano de realizar sanções econômicas ao Irã como está habituado a fazer com tantos outros paises que o desafiam.
Além disso, sua visita ao Irã demonstrou muito mais competência e jogo político do que aquilo que os Secretários de Estado do Tio Sam têm praticado até o momento nesta questão.
Enquanto a imprensa "pobre" continua chamando Ahmadinejad de "protegido" ou "o mais novo amigo" de Lula, o acordo celebrado ontem, adiciona pontos à política externa brasileira mais uma vez e justifica a sempre crescente aprovação de Lula nos meios mais respeitáveis da opinião livre mundial.
Há paises que por certo continuarão a dizer que o acordo é uma furada, que o Irã isso, a Turquia aquilo etc. É como uma grande "dor de cotovelo" internacional.
O fato é que a coisa caminhou e a ONU precisa tomar cuidado, pois aprovar sanções nesta altura do campeonato seria deixar claro que o que quer mesmo é fazer o jogo do "xerife".

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Essas rodovias que levam a lugar nenhum.


Às vezes eu fico pensando como a vida pode ser breve e simples como a chama de uma vela exposta à janela.
Todas as manhãs, em torno de 6h45, levo as crianças (meus filhos e o neto de um amigo) para a escola, dista uns 9 km de casa.
Me acredito um motorista cauteloso, salvo um ou outro lapso, como no dia em que atropelei meu próprio cachorro, o Dudu, em minha própria garagem. Ninguém mandou ele cruzar a traseira do carro enquanto eu recuava para sair da vaga.
O fato é que esta manhã, no mesmo bat-horário, trafegava por uma das três pistas na Assis Chateaubriant, em torno de uns 90 km/h. As crianças dormitando no banco de trás, como aliás convém. No rádio, uma velha canção do grupo Kid Abelha.
De repente, enquanto eu planejava meu dia, começa um grande fluxo numa das duas pistas da direção contrária, o que já me faz aumentar a atenção. Foi quando um caminhão, dirigido possivelmente por um “debilóide”, ignorando a mais obsoleta regra de comportamento no trânsito, sai de sua pista e avança pela minha.
Bastaria meio segundo de distração minha... um olhar pelo espelho para ver as crianças... uma troca de estação... um bocejo... e quatro vidas seriam ceifadas, numa manhã de segunda-feira.
Fico pensando no que leva estes irresponsáveis a agirem assim. Eu lamento que tenhamos que estar com as vidas nas mãos de gente como essa.
Por outro lado, penso também nas promessas do governo do Estado que já adiantou: “Haverá duplicação”.
Se eu fosse para o plano espiritual, iria infernizar (assombrando) a campanha do Serra. Nunca vi tanta coisa sem sair do papel.

Outro problema grave de nossas rodovias são os tais caminhões de cana. Eu trafego semanalmente para dar aulas em rodovias e tenho passado um sufoco atrás desses “treminhões”. Eles andam a 10 por hora e você pode até pensar... se é assim, porque não ultrapassa? E eu digo que não o faço, porque atrás deles vai uma coluna de dezenas de carro. A angústia vai tomando conta de todos e de repente, alguém resolve sair e vai uma meia dúzia atrás. Não é raro vermos carros na outra faixa se jogando no acostamento ou desviando de súbito. Fico pensando no montante de acidentes que isso provoca e porque os governos federal e estadual não arrumam vias alternativas para esses pobres trabalhadores que arriscam suas vidas e colocam a de tantos outros em perigo.
Tudo em nome do dinheiro e da ganância dos usineiros...

Pagar pedágio já virou brincadeira de criança. Tem um chegando em Onda Verde. Cadê a duplicação da BR minha gente? Desde que sou criança ouço esta história. Já perdi parente e amigos nesta pista que liga Rio Preto a Nova Granada. Quantas famílias mais precisam prantear seus filhos ou pais?
Daí o consciente vai me dizer que não me preocupo com coisas mais importantes. Vai me cobrar sobre as estradas do Pará, por exemplo.
Então sou obrigado a dizer que nem asfalto legal na frente da minha casa eu consigo.

Mas rodovia é realmente um problema pequeno, que só agride quem dela faz uso ou dela depende para viver ou receber suas mercadorias.
Há problemas piores. Mas vou dizer uma coisa... O governo Lula aumentou tanto a capacidade de renda das classes D e E, que estes estão agora comprando muito mais carros. Cerca de 7% mais que compravam há 10 anos. Sabe o que isso significa? As estradas vão ficar mais lotadas.
E por falar em Lula... enquanto todo mundo o criticou pelo “vacilo” na Rússia, sobre a invasão do Afeganistão, eu o aplaudo. Acho que o mundo está precisando de mais sinceridade.

Falando nisso, parabéns à diplomacia brasileira. O acordo produzido na visita ao Irã deverá deixar os norte-americanos chateados. Os subservientes secretários do Obama não conseguiram um terço do que Lula tem conseguido. É outra vitória de nossas relações exteriores. Cadê os comentários do “direto ao assunto” sobre isso? Ah, está ocupado demais falando de abobrinhas.

Pra desespero de meus amigos palmeirenses e sãopaulinos, o Timão veio com tudo para o Brasileirão. É isso... Um ano de centenário, apenas começou.

Quero recomendar o filme Contatos Imediatos do 4º Grau que contém cenas reais de um documentário produzido e incorporado no filme. Vale à pena e faz a gente pensar muito.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

VIVA! Já temos seleção!


Mensagem do amigo Prof. Antônio Caprio de Tanabi.


O brasileiro comum, o brasileiro diferenciado, o brasileiro com ou sem teto, o brasileiro com ou sem emprego, o brasileiro com droga ou sem droga, o brasileiro interno, o brasileiro externo e tantas outras modalidades de cidadãos, devem estar vibrantes, visto que o técnico Dunga já definiu os nomes dos superbrasileiros que farão parte de mais um espetáculo desportivo mundial.
Num espetáculo da mídia, a listagem é anunciada em rede nacional e internacional. Narizes torcidos, cabeças baixas, erguidas, ombros arcados ou peitos estufados. Gritos irrompem das gargantas por decepção de não ter seu ´ídolo incluído ou porque o técnico foi ‘injusto’ com o seu craque preferido ou preferido. Pobre Brasil. Pobre brasileiro. Feliz o país que não precisa de heróis.
O Congresso Nacional, por unanimidade, acompanha a euforia e ‘decreta’ recesso durante os jogos da copa, esteja o Brasil jogando ou não. Afinal, o Congresso é formado de brasileiros especiais, diferenciados, imunizados ( não contra dengue ou outras coisas de pobre) e sim contra perseguições de discordantes eleitores que insistem em afirmar que a corrupção está aberta, grassando e destruindo o país mais que a saúva do governo Figueiredo.
As escolas de todo o país já preparam calendários especiais. Os bancos, os shoppings, as bolsas de valores, o comércio, as indústrias, todos, num ‘pra frente’ Brasil parece redescobrir o caminho do governo Médici: Ame ou deixe-o. Pra frente Brasil: Salve (será do verbo salvar?) a seleção do Dunga. Lembrando a eleição do papa (habemos Papa) podemos afirmar: já temos seleção. Hosanas nas alturas!
Para Brasil! Acordem brasileiros!.
Copa, eleição, pós-eleição, porre dos eleitos e derrotados e depois a nostalgia do natal, do final de ano e começar 2011 que 2012 vêm chegando. E assim caminha o país para um festival de construções superfaturadas, de licitações com caminhos conhecidos e decorados, de aplicação do dinheiro público para as olimpíadas do Rio de Janeiro, crises de dengue, desmoronamentos, inundações e por outro lado os governos anunciando merendas de primeiro mundo, educação para todos, escolas com computadores e livros às mancheias, mesmo com os professores em crise, estatísticas inchadas, propagandas que deixariam os ministros de Hitler extasiados e paralelamente os programas televisivos das grandes religiões fazendo dezenas de milagres por noite mediante contribuições que deixam qualquer rico de primeiro mundo angustiado.
Mas, isto é coisa de somenos importância, afinal estamos num país chamado Brasil.
Exultem-se,Brasileiros,já temos uma seleção. Que corra a bola nos verdes gramados do mundo. O resto, é resto, uai! Eta pais complicado. Eta povo que gosta de ser enganado.
Tanabi, maio de 2010.
Prof. Antonio Caprio
Escritor e analista político.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Outro Pinga Fogo


Está imperdível o blog do jornalista Paulo Henrique Amorim, o Conversa Afiada. Ele comenta sobre as participações de Lula e Fernando Henrique no programa da BBC e a interpretação dada pela "imprensa" que ele chama de PIG - Partido da Imprensa Golpista.
Paulo Henrique é destes profissionais que não temem que alguma porta seja fechada e atua com liberdade e sem "rabo preso" no seu papel de informar.
Pena que boa parte da imprensa esteja no PIG e muito mais aquela que dita as regras a algumas cabeças "pensantes" deste país.

O 13 de maio não é só o dia em que se comemora a aparição de Nossa Senhora, a mãe de Cristo em Fátima, Portugal. É também o dia em que, nas escolas, ensina-se sobra a "abolição da escravidão no Brasil". Eu apenas quero lembrar que a luta pela liberdade dos negros, vai muito além da "generosidade" da Princesa Isabel que pressionada e sem mais condições de retardar o fato, assinou a dita carta redentora. A verdadeira luta dos negros foi travada por gente como Zumbi dos Palmares, a quem, de fato e direito, devem ser registrados os louros pela liberdade de seu povo. Daí o Dia Nacional da Consciência Negra.

Como eu já disse, estou cursando Administração Pública pela Federal de Ouro Preto. Espero realmente que este curso venha a ser considerado indispensável aos futuros administradores públicos. Acostumado a lidar com repartições, prefeituras e outros órgãos,sofro o que provavelmente muitos outros contribuintes já não mais toleram. Extravio de documentos, morosidade nos acertos, empurra-empurra e até mesmo, falta de atendimento por conta de gente que não pára no "lugar" onde deveria durante o expediente.
A responsabilidade de um administrador público está, entre outras coisas, em saber separar o "político" do "técnico" na hora de compor sua equipe, por exemplo.

Não se pode mesmo elogiar. O tal comentarista do SBT que eu já citei neste blog, o tal do José N. Pinto, fez de novo. Ao comentar sobre o "governo Lula" o mesmo disse:
"O que ele fez foi pegar o que o Fernando Henrique já deixou pronto". Pelo jeito tem mais gente querendo integrar o PIG. Aliás, o jornal da manhã vai muito bem com exceção destes tipos de comentários. Logo cedo, às 6h, já estou sabendo de um monte de novidades.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Do bom e do melhor


Contribuição do amigo Dinamérico Gaspar. Segue para reflexão:

Conforme recebi...


Leila Ferreira é uma jornalista mineira, com mestrado em Letras e doutorado em Comunicação que, apesar de doutorada em Londres, optou por viver uma vidinha mais simples em Belzonte...


"Estamos obcecados com "o melhor".. Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho. Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça - e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante. Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter. Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis. Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente. Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa? E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"?

Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro? O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixado ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos...

A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha, mas nunca deu defeito.

O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar a chance de estar perto de quem amo.

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso? Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?"

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vamos Pensar Juntos...


Eu me julgo um bom brasileiro, mas não sei se sou patriota. Sei cantar inteiro, como convém a um patriota, o Hino Nacional. Contudo, não vejo diferença entre um argentino, paraguaio, chileno, sulafricano ou português, com relação a direitos, privilégios ou qualquer outra coisa. Somos todos, na verdade, cidadãos do mesmo mundo ou moradores de uma mesma casa. Devíamos cantar, isso sim, o hino da fraternidade e igualdade entre os povos. Daí me emocionar com o hino da Internacional.
O mesmo ocorre com relação às minhas outras opções. O fato de "eu ser", não indica que outros não sejam iguais, merecedores de crédito ou respeito, por exemplo. Assim penso com relação a minha opção religiosa, política, sexual e outras. Posso seguir as minhas escolhas, sem desfazer ou julgar de quem optou por coisa diferente.
Há no entanto uma coisa estranha, quando o assunto é futebol. Não torço tanto para a seleção, quanto torço pelo meu time preferido. E muitas vezes, não basta apenas querer que ele ganhe, mas há um gostinho especial quando seus principais adversários também perdem. Não sei explicar. É estranho.
Seria coerente eu não torcer assim. Eu devia encarar a todos os jogadores como atletas de um mesmo e universal esporte. Irmanados no propósito de distrair as massas e amenizar os sofrimentos de toda a classe trabalhadora.
Não consigo.
Ser corinthiano é algo muito diferente. Queria tanto partilhar isso com os outros...
Por exemplo: Quando acordei esta manhã e abri minha caixa de mensagens, havia uns 5 e-mails muito "engraçadinhos" de amigos tirando o sarro pela nossa saída da Libertadores. Muita piada de bom gosto e outras tantas ruíns, como aquelas que alegam que todo corinthiano é filho disto ou daquilo, analfabeto ou marginal e por aí vai.
Mas vamos pensar juntos: O Corinthians fez uma campanha brilhante neste campeonato e só perdeu um jogo, por um gol, recuperando depois, no jogo seguinte. Pena a regra de vantagens existir, não? Mas tudo bem, existe. O que importa é que foram jogos deliciosos de se assistir, de torcer. Ser campeão é bom, gostoso, honroso... mas cada jogo encerra em si os fundamentos do futebol (a competição).
Ademais, como bem disse o Ronaldo, fazemos 100 anos agora e esta comemoração de 100 anos, perdura por todo o ano, o que quer dizer que até setembro de 2011 ainda estaremos em pleno centenário e aptos a disputar e vencer o Brasileirão, o Campeonato Paulista e por que não, a Libertadores?
Ser "sofredor", recuperar o tempo perdido, suar até os últimos segundos... Isso tudo é característico não só do futebol, mas sobretudo do bom corinthiano.
Salve Timão!.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mãe é mãe... paca é paca...


Não há dúvidas de que as datas comemorativas prestam serviço ao consumismo, inimigo número um da paz de espírito, da ecologia e do crescimento interior.
Assim, desde o natal até o dia das crianças, o que vemos é uma corrida generalizada às lojas, costume que fez da páscoa (mistério sagrado da ressurreição de Cristo)um festival do chocolate.
O dia das mães não é diferente. Inventar um dia para se homenagear nossas santas genitoras foi o cúmulo. Todos os dias é dia das mães, dos filhos, dos pais, dos amigos, do amor e da amizade. Todos os dias é dia de rememorarmos o nascimento e a ressurreição de Cristo.
Mas se é estimulante que haja uma data para a celebração, então que o dia das mães, a exemplo do que deveria ser o verdadeiro natal e a verdadeira páscoa, resuma-se à confraternização, ao encontro com aquelas que dedicaram suas vidas aos rebentos, quase sempre ingratos. Sem presentes. Presente se dá quando se pode, na surpresa.
Minha mãe merece o maior deles. Se eu pudesse, lhe daria presentes todos os dias. Como não é possível, substituo por atenção.
Acredito que nada substitua um dia na sua companhia.
Mas que também não se faça delas (as mães) meras escravas, cozinheiras que passam mais um domingo de suas vidas em torno de um fogão ou pia de cozinha.
Todos os dias, eu visito minha mãe. Todos os dias, falo com ela e oro por ela. É sem dúvidas um privilégio de poucos. Mas ela é realmente diferente, pois compreende o que acabei de expor acima. É o que faz dela tão especial e digna de que todos os dias sejam dedicados a ela.
Assim tenho ensinado também aos meus filhos, embora as propagandas da televisão e a própria escola, ensinem diferente.
Eu e minha mulher temos feito uma luta constante contra tais coisas.
Queremos ensinar, que muito mais que comprar algo para dar num dia do ano e aborrecê-la nos demais 364 dias, o ideal é ser constantemente presente, carinhoso e feliz. Não há nada mais que uma mãe deseje que a felicidade de seus filhos. Afinal, mãe é mãe...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Tristeza na Igreja de Cristo


Recebi de um amigo o texto abaixo, como sendo carta de um padre. Refletindo sobre o assunto, acredito na validade do exposto, motivo pelo qual reproduzo.
Sou um poço inesgotável de contradições. Mas, quando oro, não tenho como pedir a Deus que me livre dos erros, dos pecados, da contradição. Não sou santo, sou homem... pois enquanto houver carne, corpo físico, haverá necessidades a serem supridas, dor, fome e outras tantas. Esta natureza animal, quase sempre se sobreporá na decisão vital de sanar suas necessidades. Assim, em oração, só nos resta pedir equilíbrio, o máximo de razão, para que nessa busca pela contemplação de nossos apelos, não nos falte o bom senso, o amor e o respeito ao próximo. Repudio a pedofilia. Acredito seja ela falta deste bom senso, falta de amor e sobretudo falta de respeito ao próximo.
Segue a carta do padre:

"Sinto-me no dever de dizer uma palavrinha bem breve sobre um assunto muito importante.

Como padre e como cristão, também eu sou envolvido nessa enxurrada de comentários e notícias sobre casos de “pedofilia” que envolvem sacerdotes, meus irmãos de ministério.

Acho que todo mundo, de uma forma ou de outra tenta se defender ou defender a Igreja, ou atacar a mídia… etc. Bom, eu poderia aqui fazer a mesma coisa, mas não me sinto motivado a isso.

Queria só partilhar que para nós padres isso é particularmente difícil, pois facilmente se toma a parte pelo todo. Na hora de “descobrir os podres” se faz com muita facilidade generalizações e condenações de todo tipo. Talvez seja pelo fato de que a Igreja, fiel ao Evangelho apesar da fraqueza de seus membros, ataca aquilo que a sociedade anti-cristã defende como valor atualmente: aborto, eutanásia, divórcio… só para citar alguns; e defende com muito ardor outros valores que a mesma sociedade expurga: castidade, fidelidade no matrimônio, celibato dos sacerdotes, dentre tantos outros.

Portanto, quando se pode arranjar um motivo para “se vingar” dessa Igreja que incomoda com suas denúncias dos contra-valores e defesa da Verdade do Evangelho, se faz com todo gosto e alarde.

Não quero com isso defender ou desculpar os erros, nem o Papa o faz. Ninguém no seu juízo perfeito o faria. Mas quero partilhar que é, no mínimo, desagradável. É a imagem sagrada dos homens consagrados a Deus e, pelo Espírito Santo, configurados a Cristo para agir em Seu Nome no anúncio do Evangelho e na administração dos sacramentos e das coisas sagradas, que é manchada. Eu faço parte dessa classe (se é que posso chamar assim…), sou sacerdote, procuro ser fiel a Deus desde a minha juventude e quero ser fiel até o fim de minha vida. Milhares de outros sacerdotes procuram viver o que eu estou dizendo, milhares são muito mais santos do que eu. A maioria. Se desgastam nas missões difíceis, com recursos muitas vezes insuficientes ou não condizentes com sua formação. Tantos que dão a vida aos pobres nos hospitais, asilos, favelas, terras de missão. Outros vivem em perigo de morte constante em países muçulmanos ou de intolerância religiosa. Vidas consumidas por amor ao povo, em santa castidade no celibato. Qual a mídia que vai contabilizar esses números? Quem vai fazer reportagem sobre eles? Não vale a pena, não dá IBOPE.

É irmãos, é duro. É triste. Choramos os pecados dos nossos irmãos e sentimo-nos também nós machucados, com o dedo da humanidade apontado para o nosso rosto em acusação.

Bendito seja Deus. Até no seu grupo houve um Judas. Mas não vamos desanimar. Ele, nosso Senhor, não nos prometeu vida fácil, não nos garantiu “imunidade parlamentar”, muito pelo contrário, nos ofereceu a Cruz pois o discípulo não pode ser maior do que o seu Senhor.

Que o Senhor nos ajude, a todos nós, a sermos cada dia mais transparente imagem do Cristo Senhor para o mundo.

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!
SIM, VERDADEIRAMENTE RESSUSCITOU, ALELUIA!"

Padre Leonardo Wagner

Nações Unidas e o discurso de Ahmadinejad


Teve inicio nesta segunda-feira, a Conferência das Nações Unidas sobre o Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares. Na sua abertura, o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi enfático ao dizer que os Estados Unidos deveriam ser expulsos da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), pois afinal de contas, foi o único país a usar (duas vezes por sinal)a bomba atômica.
Ahmadinejad fala, evidentemente, das bombas lançadas pelos americanos sobre o Japão.
A fala do lider iraniano, provocou reação de representantes norte-americanos, do Reino Unido e França que estavam presentes e se retiraram.
Cá entre nós, no entanto, onde está a "inverdade" no pronunciamento dele? Por acaso é mentira? A pergunta que fica, não seria evidente? O que os EUA querem do Irã? Quem usou recentemente armamentos com urânio contra o Iraque?
Já faz tempo que o império faz o que quer no mundo e sempre respaldado por outros grandes ícones do ocidente. Não estaria na hora de nós, população simples do mundo fazermos uma reflexão sobre isso?
É de pensar...

Foto - fonte: site do Terra

domingo, 2 de maio de 2010

Dia do TRABALHADOR


Eu me lembro quando era coordenador do GEAPOL, Grupo de Estudos e Atuação Política ligado à Igreja Católica, e juntos com a CUT, outros sindicatos e entidades classistas, organizávamos o Ato de 1o de maio em reflexão ao Dia do Trabalhador na cidade de Rio Preto.
Fico triste em ver que em nossa cidade, as coisas deram uma esfriada neste sentido. Fazíamos sempre diferente do que as entidades das grandes cidades. Estas, já na época, lançavam mão de artistas de peso e sorteios (como fazem até hoje) para reunir gente em praça pública. Ali, políticos e sindicalistas apenas usam um belo e recheado palanque para seus discursos. Pouca reflexão e quase nenhuma consciência.
Nós, ao contrário, em primeiro lugar incentivávamos que cada trabalhador presente se manifestasse com seus próprios dotes artísticos. As atrações eram os próprios e nossos discursos sempre abraçavam um tema específico de reflexão e postura política bastante ética.
Nunca permitimos o uso "eleitoral" do ato, embora não faltássem tentativas de gente que acabava aparecendo com esta finalidade.
Tenho saudades de meus camaradas e da contundência com a qual nós militávamos. Espero retomar estas questões e reencontrar esta gente. Já vi que se um ou outro passam a cuidar de suas próprias vidas, fica realmente uma grande lacuna na manifestação popular e quem tem o mínimo de consciência, não pode permitir que isto aconteça.

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