domingo, 15 de julho de 2018

Meu Hobby especial.

Luz que ficou por vários minutos parada, mas mudando de
formato para comprido e redondo, além de se destacar em
meio as estrelas que nem aparecem na foto, por serem menores.
Tenho me dedicado demais, nos últimos dias, a temas diversos, muito provavelmente em virtude do cenário vivido em meu país, a saber, dos recentes acontecimentos políticos.  Com isso, acabei por deixar de lado um de meus mais preciosos hobbies.
Sou apaixonado por ufologia.
Mas na última semana, provocado por meus pais, que me enviaram uma imagem coletada em seu terraço, no interior de São Paulo, me voltou a vontade e necessidade de continuar aquelas investigações que faço, noite a dentro, no íntimo de minha casa, em paralelo às minhas atividades profissionais.
Não tenho pudores ao contar para os outros que além de ávido leitor e buscador de notícias e matérias sobre avistamentos e contatos UFOS, tenho até carteirinha do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores.  Não quer dizer muita coisa, mas de qualquer forma, me preenche um pequeno vazio na antiga vontade de ser jornalista.
Tenho coleções de imagens (vídeos, fotos e documentos), alguns credíveis e outros deslavada e grosseira tentativa e me detenho, sempre que alguém tem uma destas histórias pra contar, a ouvir com atenção.
Não ouso duvidar de bate-pronto.  Melhor acreditar, investigar e confrontar para depois deixar de lado, se for o caso.
Ao reiniciar minhas leituras, pousa sobre as mãos uma matéria sobre o Grupo Secreto que teria trabalhado para acobertar o caso Roswell.  O Majestic 12.
Para entender o caso Roswell, que muitos já conhecem, basta dizer que no verão de 1947, próximo a uma base militar americana no Estado do Novo México, um objeto voador estranho teria caído em uma fazenda.
William Woody estava à varanda, com seu pai, quando avistou no céu da noite de 4 de julho, um objeto luminoso mergulhando em direção ao solo.
O Agente Funerário Glenn Dennis em foto mais recente. Teria
visto os destroços em ambulâncias na Base Militar onde foi para
atender a um soldado ferido após pedido de urnas especiais.
Ao se dirigirem ao local, no dia seguinte, Woody e seu pai foram barrados em um cordão de isolamento montado pelos militares, já no local, que não os permitiu se aproximarem.
Para corroborar essa informação, há outros relatos, como o de um agente funerário local que teria sido contatado pela Base Militar para providenciar 4 caixões de cerca de 1,20m com lacres herméticos.
As informações que lhe foram transmitidas é que haviam cadáveres carbonizados e um a ser protegido de decomposição.
Mais tarde, este mesmo agente foi chamado para socorrer um soldado ferido na Base.  Foi lá, na base, que ele teria visto algumas ambulâncias com destroços em seu interior, escoltadas por policiais que o impediram de chegar mais perto. 
Este agente, Glenn Dennis, afirmou ter podido ver, embora de longe, algumas inscrições em partes dos destroços semelhantes a escrita egípcia.
Dennis conta ainda que foi abordado, ao final de seu atendimento, por militares de alta patente que o ameaçaram severamente caso contasse a alguém que havia visto qualquer coisa sobre um acidente aéreo no local.
Mas enquanto tudo isso acontecia, Brazel, proprietário da fazenda onde o suposto acidente ocorrera, estava no pasto onde achou mais destroços estranhos.
Resolveu levar alguns deles para os vizinhos que após se espantarem com o que viram, o aconselharam a procurar as autoridades.
Os vizinhos mais tarde afirmariam que nunca haviam visto metal como aquele.  Resistente e leve de um modo totalmente desconhecido.
Bem, Brazel procurou as autoridades e conseguiu a atenção de um oficial que foi até a cidade pesquisar mais sobre o caso.  Os relatos deste oficial, também fazem parte de um conjunto de documentos sobre a noite em Roswell.
O assunto é longo e o dossiê é vasto, o caso Roswell é um dos mais bem documentados pela ufologia no mundo, mas não acaba por aqui. 
Cerca de 4 décadas depois, Shandera, um produtor de cinema de Los Angeles, recebeu em sua casa um pacote sem remetente contendo um filme e vários documentos.
O suposto grupo Majestic 12 criado por Harry Truman
para abafar o caso do OVNI de Roswell.
Nos documentos, nomes e imagens de um grupo de 12 pessoas nomeado como Majestic 12, criado pelo governo de Harry Truman para abafar a história.
Ao pesquisar o caso, o cineasta teria se deparado com fatos ainda mais surpreendentes, como o suicídio de Forrestal (ex-chefe da defesa de Truman) que afastado do cargo por depressão teria se matado, pulando do alto do hospital onde estava internado, dois anos depois do suposto acidente no Novo México.
Tudo isso não só dá, como já virou filme. 
O triste é que há fatos e boatos diversos sobre o caso Hoswell que foi arquivado pelo governo americano como um programa para captar atividades radioativas naquela região.  Um balão para espionar os russos teria caído, dando origem a onda de boatos sobre o OVNI.
Vai saber.  Continuo na minha busca.  Fazer o que.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Vamos juntos, vamos. Pra frente Brasil. De todas as cores.


Ninguém pode dizer que é patriota porque desfilou com a camiseta da CBF nas manifestações de 2014.  Mas também nenhuma outra camiseta, vermelha ou com cores e frases diferentes, delega o título de patriota a qualquer pessoa.
Ninguém pode dizer que é patriota porque torceu avidamente para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.  Mas ninguém que torceu contra tem credencial para reivindicar condição de patriota também.
Patriotismo não tem nada a ver com essas coisas.
Dá pra entender a angústia do empresariado pequeno burguês que fica aflito ao ter que dispensar seus funcionários em pleno dia útil por ocasião dos jogos.  Afinal ainda estamos diante de uma crise que amedronta e ameaça a continuidade de muitos negócios.  Mas também dá pra entender a sanha do proletariado cansado, explorado e ansioso por uma alegria, ainda que pequena.  Que queria ver triunfar seu time ao mesmo tempo em que ganha mais um dia de folga para estar com os seus.
E tem empresário que torceu a favor do time brasileiro e empregado que torceu contra.  Porque classe também não tem nada a ver com isso.
Futebol é um esporte e no caso do Brasil, um esporte adorado pela grande maioria de sua população.
Justamente por isso, claro que milhões de pessoas estão tristes, hoje, com a derrota da seleção para outro time.  Naufragam com ela sonhos de conquistar o hexa,  de vibrar nas ruas e tantos outros planos caem por terra do mesmo jeito que os jogadores que voltarão pra casa sem a "nossa" taça, rebaixarão a admiração de alguns garotos apaixonados por seus ídolos. 
Só que também não se pode negar que a política do panis et circenses precisava ter fim neste país.
Era assim, na antiguidade, quando os tiranos queriam deixar apática e sem reação as turbas famintas e injustiçadas.
Mas acho até que a reação dos brasileiros não seria diferente, mesmo que não existisse copa.  Afinal, nossa gente já mostrou, diante de tantos desmandos sofridos, que é pouco reativa às investidas de um governo corrupto, sempre respaldado por uma mídia inebriante e recentemente por um judiciário "confuso", pra não dizer outra coisa.
Só que com as distrações propostas pela propaganda dos jogos, da festa e da alegria, fica mais fácil para os abutres sem caráter executarem suas maldades ensaiadas e engavetadas para momentos assim.
Pra se ter uma ideia, nestes poucos dias de copa, viu-se de tudo contra o povo.
Mais distribuição de partes de nosso Pré-Sal, a entrega disfarçada de parceria de mais da metade da Embraer, a proibição da venda de orgânicos nos supermercados em favor dos agrotóxicos e mais aumentos de combustíveis, como o gás de cozinha, por exemplo.
Libertação de presos envolvidos em crimes, prescrição de investigações e processos de corruptos, vieram também nesse pacote de horrores.
Um país sequioso de justiça, de liberdade, de assistência social assistiu, entre os intervalos dos jogos, a volta de doenças já banidas de nossos prontuários médicos. Sabe por que?  A diminuição assustadora do número de vacinações infantis nos postos de saúde, que eram obrigatórias como contra-partida a quem recebia Bolsa Família, deveu-se em grande parte a mitigação do número de famílias assistidas pelo programa, desligadas atualmente pelo governo ilegítimo numa redução que também devolveu o país ao mapa da fome.
Não foi só no futebol que não ganhamos.  Diante deste cenário sombrio, não há vitórias para nenhum de nós.  Eleitores de A ou de B, torcedores ou não dos canarinhos, fomos todos vítimas do pior governo de nossa história, protegido e abençoado pelas outras esferas de poder da república.
Por isso, me uno solidariamente aos que hoje estão tristes com o fim da Copa para nós.  Nesse meio estão familiares queridos, amigos preciosos e tantos brasileiros de luta diária que precisavam deste lenitivo para sua compensação.  Mas ao mesmo tempo, me junto também aqueles que desejaram bradar por atenção, enquanto a copa acontecia.  Afinal, queriam alertar nossa gente para os atos sub reptícios praticados pelo Congresso, Governo Federal e Judiciário.  Abafados então pelos berros já enferrujados e pouco convincentes de um Galvão Bueno ultrapassado e a serviço do "maligno".
Quem sabe nos unamos todos agora?  Acho que é hora de um novo time entrar em campo.  Um time de verdadeiros patriotas sem qualquer cor de camisa, quem sabe até descamisados, mas famintos de corpo e de alma, para recuperar sua nação, sua pátria, seu valor e suas riquezas, dons gratuitos nos dados por Deus, pela natureza generosa com esta terra ou nem tão gratuitos, uma vez que oriundos inclusive do suor de homens e mulheres que construíram o Brasil com suas próprias vidas.

domingo, 24 de junho de 2018

PCdoB - São José do Rio Preto - Reorganização Partidária


Carta do PCdoB de São José do Rio Preto – SP
23 de junho de 2018


Reunidos na manhã deste sábado na Câmara Municipal, os membros do PCdoB – Partido Comunista do Brasil de São José do Rio Preto, manifestam sua alegria por verem no evento, pessoas que lhes são familiares, seja pelos bons propósitos que sempre os uniram, seja pelas lutas e defesas constantes em favor da população de Rio Preto travadas em comum. Com destaque aos representantes presentes do PT, PSOL e PDT que prestigiaram a conferência.
Abraçando um compromisso que exige muita responsabilidade e até um pouco de ousadia, esse grupo de valorosos camaradas está disposto a inserir, no debate e espaços de reflexão desta cidade e região, as convicções e pensamentos defendidos pelo histórico Partido Comunista do Brasil.
Ao longo da saga de nossa gente, são famosos e imprescindíveis à democracia, os episódios protagonizados pelos comunistas brasileiros.
Esforços e sangue foram dispendidos por camaradas em incontável volume, para que hoje se possa desfrutar das liberdades que permeiam as vidas das gerações atuais.
Fique claro, o partido, que é reconhecido por suas imensas contribuições no cenário nacional, jamais deixou de existir entre as margens do Borá e do Córrego dos Macacos, ou de ter militantes sempre prontos a atender os chamados e necessidades da população rio-pretense.
Mas agora, de forma bastante concreta e mais explícita, visa ocupar lugar de destaque, tanto por sua relevância histórica, quanto pelo urgente apelo por igualdade, pelas liberdades, por justiça e pelo resgate das imensas dívidas sociais acumuladas e aprofundadas no pós golpe. 
Flexível no debate, mas intransigente na defesa de suas claras bandeiras, o PCdoB deverá ser em Rio Preto, ora ardoroso apoiador, ora sólido opositor, conforme obviamente forem as posições daqueles que estiverem no comando ou condução das políticas municipais.
Mas é necessário que se afirme também que as grandes questões nacionais e por que não dizer, internacionais, devem estar presentes na pauta desta célula.
Afinal não se pode aceitar e é preciso gritar dos telhados contra agressões absurdas ao gênero humano nas suas mais diversas versões.
Cenas como as produzidas, nos últimos dias, pela nova política de imigrantes de Donald Trump, que exibiram ao mundo imagens vergonhosas  de crianças enjauladas após apartadas dos pais e que são de flagrante escárnio ao sentimento humano, devem ser debatidas e veementemente combatidas mesmo em nossas casas.
Também não se pode fechar os olhos ante a conservação de políticas internacionais predatórias e propagadoras das guerras e da violência, da desigualdade e da morte, como consequências diretas e indiretas dos efeitos de um capitalismo nefasto.
E se quisermos ficar só no que envolve diretamente o Brasil, devemos então destacar e atacar toda a rede de influências danosas estabelecidas no toma-lá-da-cá praticado sem pudores em todas as esferas dos três poderes da república. 
Precisamos ainda dar um basta no entreguismo de nossa nação via facilidades escandalosas concedidas a investidores estrangeiros.  Sobretudo as que envolvem nossas riquezas naturais como petróleo, água potável, nióbio e matas.
Cumpre-nos denunciar sem cansaço o desmantelar das reservas indígenas, o desmonte das políticas sociais implementadas e a prática cultural da subserviência econômica da qual tantos se beneficiam, menos os brasileiros.
Portanto, mesmo que não sejam fatos imediatamente locais, vamos igualmente trazer à superfície estas contradições e impregnar nosso ambiente (bairro, igrejas, sindicatos, escolas, empresas, clubes de serviços, associações de classe ou mesmo círculo de amigos) com nossas posições claras, combativas e em favor das classes trabalhadoras e dos menos privilegiados.  Essa deve ser missão urgente e inequívoca de nossa pequena célula.
Sem ingenuidade, temos por certo também que o PCdoB precisa sobreviver apesar da tentativa implementada de prejudicar os pequenos partidos, evidente com a nova legislação eleitoral.  Para isso, sabemos, o partido precisa de bons quadros e de quadros elegíveis.  Ocupar espaços, principalmente nos parlamentos é vital.
Mas esta necessidade eleitoral para a sobrevivência estará sempre em segundo plano, tendo por inalienável e principal objetivo, a transformação da sociedade brasileira pela informação precisa e correta, além é claro do combate diário à manipulação midiática e de setores destinados à proliferação das sombras resultantes da ignorância.
Sombras que obnubilam a visão crítica de nosso povo, deixando-o refratário aos avanços de um mundo novo no qual o Estado desempenhe seu papel e o Homem ocupe o centro de tudo.
A eleição de bons quadros será consequência deste labor, desta luta, a qual essas mulheres e homens, companheiros e camaradas, que honrosamente dividem fileiras neste intento, estão aptos a empreender e abraçar.  Já a abraçam, na verdade ao declarar reorganizado o partido no município.
Partido não é finalidade.  É instrumento.  E os integrantes do PCdoB de São José do Rio Preto bem o sabem e abrem suas portas e corações a quem desejar fazer política com sinceridade e a quem compreender que a velhacaria, o oportunismo e a manipulação deste instrumento não têm mais vez.

domingo, 17 de junho de 2018

Como será o processo eleitoral deste ano?

No último domingo eu peguei um táxi no aeroporto de Guarulhos afim de chegar em tempo a um compromisso na Assembléia Legislativa de São Paulo onde integrantes do PCdoB estavam reunidos para um Encontro Estadual.
Ao ver meu destino, o motorista não hesitou em questionar-me sobre se eu integrava algum partido ou movimento político.
Diante do meu "sim", ele acrescentou na sua pergunta o que eu estava achando do processo eleitoral deste ano.
Acostumado com o termômetro oferecido por taxistas e outros personagens que andam pelas cidades ouvindo a população, preferi devolver-lhe a pergunta.
"O senhor, o que acha"?  Perguntei enfim.
E a sua resposta foi fantástica.  Pois ela veio confirmar o que eu realmente acredito que esteja acontecendo.
"Está uma bagunça, sabe, na nossa cabeça.  A gente não sabe em quem votar.  Um tá preso, os outros parecem ser todos sem vergonha.  E pra governador é igual.  Um deixou a prefeitura na mão para concorrer.  O outro era do governo até ontem.  Votar nele é mais do mesmo".
A confusão que passa pelas mentes de toda a população brasileira não é imotivada.
Os artífices do golpe que destituíram Dilma não conseguiram emplacar nada.  Até agora temos assistido um mar de denúncias envolvendo os principais nomes de oposição ao PT.  Por parte do governo Temer, incapacidade e retirada de direitos, desmonte do Estado e entrega do país a forças estrangeiras.  Tudo isso não está passando de forma despercebida pelas mentes em geral.
O modelo desenvolvido pelas forças que retomaram o poder é vencido e ao contrário do que se supunha, ninguém viu qualquer melhoria na sua vida, mas ao invés disso, um cenário tenebroso.
Todos entenderam que a corrupção esteve amalgamada em todos os partidos e que aqueles que se apresentavam como "novidade" eram, na verdade e como disse o taxista, mais do mesmo.  E isso em todas as esferas do poder.  E até em mais de um poder.
Diante deste cenário, duas tendências ganham força.  A extrema direita que assusta pelo seu discurso agressivo, excludente e retrogrado e de outro as forças progressistas, ditas de esquerda.
Por mais que tenha sido combatida nas ruas ou discursos, a esquerda é ainda bem vinda por mais da metade da população que entende os avanços conquistados durante os governos de Lula e início da era Dilma.
Em um encontro com pessoas de tradicional visão direitista, um de meus familiares em debate, após ouvir as críticas generalizadas contra a política em geral, apurou que, mesmo os contrários ao PT, votariam em Lula se ele fosse candidato e tivesse como concorrer, reforçando a tendência já apontada por todas as pesquisas de opinião.
Isso demonstra que de fato, quem quiser impedir a esquerda no comando do país, terá que manter Lula preso e evitar que as forças progressistas se unam em torno de um único nome
Afinal, aqueles que desejam o programa neoliberal, até o momento, não conseguiram gerar qualquer nome com possibilidade, aceitação ou moral para representá-los.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Serenidade - Descanso e Paz ao alcance de todos.

A belíssima Campos do Jordão
Algumas coisas precisam mesmo ser divulgadas. 
O pior é que quando divulgamos, encontramos sempre quem vai atrás.  Daí, o que era pra ficar só entre alguns, logo se espalha.  Mas não tem importância.  Que todos então aproveitem e pronto.
Estou falando dos pequenos paraísos escondidos no mundo em que a gente ainda pode encontrar um pouquinho de vida contemplativa.
Recentemente, por ocasião de um feriado prolongado, fui com a família para Campos do Jordão. 
Não há muito o que acrescentar desta aconchegante cidade, pois ela já é velha conhecida de muitos brasileiros.
Seu friozinho, culinária especial e sobretudo paisagem de "cidade estrangeira" nos dão a impressão de estarmos em outro lugar.
Natureza e Paz em Gonçalves - MG
Os problemas ficam pra trás e a realidade se adapta facilmente ao clima.
O caso é que, ao sair de lá, levado por minha mulher que já conhecia, fui parar em uma cidadezinha mineira de nome Gonçalves.
Pequenininha e encravada entre as montanhas que dividem São Paulo e Minas no alto da Serra da Mantiqueira, a cidade não só conserva o clima fresco, como é totalmente acolhedora.
Lugar especial de gente que sabe oferecer boa comida, ambiente inspirador e que tem um "quezinho" cultural nada desprezível.
Janelas com Tramela - Gonçalves/MG
O tempo foi curto.  Mas deu para conhecer bares interessantes como o Janelas com Tramela, o Bistrô Café com Verso e um barzinho no sopé de uma cascata, cujo nome não gravei mas que faz um suco de tomate fantástico.
Sem falar nas pousadas com chalés no meio do mato, à beira de riachos ou no alto de montes, quase solitários à mercê de alguma abdução alienígena.
Ficamos na Pousada Passaredo cujo café da manhã é ma-ra-vi-lho-so e o quarto tinha uma lareira.
Mas elas são várias e uma melhor que a outra.  Só chegar e tomar posse do seu cantinho.
Silêncio total, paz de espírito e serenidade pra mais de metro.
Bistrô - Café com Verso - Gonçalves/MG
Ah, e o muito importante.  São vários os lugares onde internet e celular não vão atrapalhar.
Meus filhos estavam bravos.  Discordando ir para um lugar com estas características.  Agora pergunte o que acharam.  Já temos discutida a volta pra lá e com mais tempo.
Corredeiras e trilhas, passeios diversos também fazem parte do roteiro que é um convite a abandonar o escritório.
Também fazem parte os queijos, doces, vinhos e cachaças de minas. 
Recomendo sem medo. 

terça-feira, 22 de maio de 2018

"Te conheço. Sabia que mais cedo ou mais tarde mostraria seu lado traidor."


Como é triste ter que vir justificar minhas posições explicitadas com firmeza e transparência, a companheiros de longa data, depois de tantos anos de militância juntos.
Esta semana, ao ser chamado por um amigo  petista de “traidor” por apoiar, para o próximo pleito, uma frente de esquerda encabeçada por Ciro Gomes, acabei por me convencer que estou “frito”.
Sim pois perdi, ao longo do golpe, dezenas de amigos da direita, da classe média equivocada e “coxinhas”.  Agora, perco os amigos do campo democrático, da esquerda.  E tudo por que?  Porque acredito na necessidade urgente de exercer a lucidez.
Ninguém entre estes companheiros deveria me chamar de traidor.  Sempre cumpri tarefas partidárias e sempre me coloquei ao dispor da causa onde quer que estivesse. Não “virei casaca”, não mudei meu padrão de consciência e tampouco abandonei Lula.
A discussão aqui é bem outra.  Não fui eu, mas sim o PT quem tirou o povo das ruas para convencê-lo a apoiar, de maneira resiliente, as eleições. E fez isso quando havia todo um cenário de possibilidades no qual a esquerda se unia novamente após um desastroso processo que apartou antigos companheiros.  
O PT não é nem nunca foi um partido revolucionário.  Até aí tudo bem.  Mas açoitado pelo golpe o mínimo que se podia esperar era o uso de sua força, grandeza e vigorosa militância, no enfrentamento. E os camaradas da esquerda em geral estariam dispostos a se levantar em seu apoio.  Os petistas não quiseram.  Com a "certeza" da eleição de Lula, agiram com resignação na defesa do "processo democrático" representado pelo pleito deste ano.  
Seus dirigentes e burocratas, sempre vaidosos, preferiram entregar Lula que jaz preso e portanto, fora da eleição. Aquela que o PT tanto defendeu.
Ora, Lula só será libertado com luta popular (e depois de tudo, não acredito mais que aconteça), ou então caso alguém, que conseguisse se eleger, viesse a corrigir, de algum modo, os erros do golpe.  Mas esse "justiceiro" não será Bolsonaro, nem Geraldo e nem Marina, os que de fato ganharão as eleições se não tomarmos providencias urgentes.
Fora essas duas hipóteses que citei, o golpe sozinho não deixará de ser golpe e os golpistas não sofrerão uma epifania, durante a noite, acordando pela manhã santos e justos, soltando Lula em nome da verdadeira justiça.  Milagres até acontecem, mas esse seria impossível. 
Será, companheiros, que pensam mesmo que eu não queira Lula solto?  É pura reflexão de minha parte e deveria ser de todos.  Quem faz o que foi feito (golpe) para de repente desistir e deixar tudo voltar a ser como antes?  Lula é libertado gentilmente, concorre, ganha, assume e muda tudo.  Simples assim?
Não.  E com Lula na cadeia, os guerreiros ficaram descalços e agora parte deles está acampada em Curitiba levando tiros e sofrendo frio.  Embora isso mostre ao mundo que Lula tem apoio e não está sozinho, não vai mudar nada.  O apoio já veio também de prêmios Nobel, de líderes internacionais, intelectuais, artistas e até do papa.  E aí, mudou alguma coisa? 
Silente e crente no “bom senso” de sabe-se lá quem, o partido de Lula segue dizendo que ele será candidato.  Que sua candidatura será registrada.  Que será eleito e que tomará posse.  Que há várias falhas na sua condenação.  
Meu Deus.  Me lembro como se fosse hoje que alguém também dizia com absoluta convicção que era impossível, legalmente, Dilma sofrer impeachment. 
E essas atitudes do PT não são novidade.  Meus companheiros petistas não gostam muito de autocrítica e detestam quando a gente os lembra que foi o Governo do PT que preteriu companheiros de esquerda para caminhar de braços dados com oligarcas e compadres do PMDB e outras agremiações só para garantir a governabilidade.  Que foi Lula que preferiu dar vaga à Dilma do que a Ciro, com quem havia tido esta conversa já naquela época, para não perder sua hegemonia no comando.  Estou mentindo?
Pra provar como já é hábito, tudo se repetiu quando, em São Bernardo, uma celebração ecumênica marcou a autoflagelação de Lula que se entregou à polícia mesmo sabendo que ali camaradas e companheiros estavam dispostos a chegar às últimas consequências. E de novo, no 1º de maio, já em Curitiba, quando a verdadeira esquerda não pôde discursar dando lugar a shows ou a autoridades petistas que precisavam se reforçar para manter seus cargos e se reelegerem.  Sempre escolhas erradas.  Uma atrás da outra.
Mas o que me leva a estar bravo não é a arrogância de quem se diz “da causa enquanto me tem por traidor”.  Só fatos concretos poderiam me atingir e essa fala não é um deles. O que me causou espanto e indignação é que os meus companheiros insistem na defesa de uma bandeira pra lá de narcísica, egoísta e inconsequente: "Lula ou nada".  "Lula ou nulo". 
Isso é inaceitável do ponto de vista do pensamento de esquerda.  E nem pragmático é. 
Quando olhamos pra traz vemos Bolsonaro em segundo, seguido de Marina Silva e Alkimin.  Que raio de compromisso histórico têm meus companheiros ao me obrigarem a votar em um destes para evitar o outro?  Sim, pois é exatamente isso que vai acontecer.  Se Lula não for candidato e as chances são infinitas de que não seja, e os petistas ficarem na defesa do voto nulo ou do não voto, então sobrarão estas figuras e eu terei que escolher entre uma ou outra no que seria o trágico voto do “menos pior”, atitude que não cabe no currículo de gente séria.  Será que é tão difícil ver isso?
Ainda tem sim companheiros, um pouquinho mais avançados, que baixam guarda e jogam na hipótese de Lula não ser candidato.  E dizem que podemos até pensar em uma frente de esquerda como alternativa, desde que seja sem fulano, beltrano ou sicrano.  Mas isso é atitude democrática?
O militante mais obediente não percebe que os burocratas do PT querem mesmo é que, lá no final, quando não restar mais tempo, eles possam lançar um nome qualquer achando que o povo votará no indicado só por ser do PT ou só por "ter" o apoio de Lula.
Deixa eu dizer uma coisa.  Não é isso que vai acontecer.  Não vai haver outra Dilma.  As condições agora são outras.  Lula, o único que poderia dirigir essa ação está preso e muitos destes possíveis candidatos do PT que posam de "gente boa”,  antecipando seus nomes afim de viabilizá-los para este “plano B”, daqui há pouco podem ser descobertos como apoiadores internos do Golpe, pois alguns o foram.  Ou alguém duvida que dentro do próprio PT eles existiam?
Ainda pode ser que surjam, como indicados, nomes sem expressão.  Se for o caso, os votos de Lula simplesmente não serão migrados para estes “postes”.
Muita gente que é Lulista, não é petista.  Eu conheço um monte de gente que diz que se Lula não for candidato, não votará em ninguém do PT.  Sejamos honestos. Você também conhece.
E se o PT não tiver votos, de um jeito ou de outro, chegará um segundo turno em que os petistas não irão votar ou irão para as urnas votar nulo. Que inteligente. 
Os mais cidadãos, aqueles que decidirem depositar seu voto, terão então de escolher entre o horrível e o trágico.  Já pensaram companheiros, termos que votar em Alkimin para evitar Bolsonaro?  Não pensaram?  É só continuarem gritando “ou Lula ou nada” de forma irresponsável.
Isso sim é ser traidor.  Traidor da esquerda, traidor da pátria e traidor da história.
Todos sabem que há nomes que podem compor uma frente de esquerda.  No momento, pelo menos, há Manuela, Boulos e Ciro. 
Eu, particularmente, não creio na eleição de Boulos, sobretudo por ser um candidato de esquerda, com defesas que prestigiam nossos mais profundos anseios.  Afinal é tão indesejada pelos artífices do golpe, quanto seria qualquer nome do PT.
Manuela já saiu na frente e abre espaço para caminhar com Ciro Gomes cuja história inclui passagens pelo governo de Lula.
Mas o PT já sinalizou que não quer Ciro em nenhuma hipótese (como se ele tivesse pedido).  E não são poucos os que o demonizam, fazendo um jogo ideal para a direita.
Há ainda petistas que arriscam dizer que não querem Boulos, pois é do adversário PSOL.  Então ficarão com “sua pureza suicida” em pose de vestal.
Hoje o PT ainda garantiria, se quisesse, a negociação dos termos desta frente.  Tem uma militância aguerrida e numerosa.  Traz o respaldo da força de Lula ainda latente.  E poderia, portanto, ser protagonista do processo de união com decisões importantes. 
Até pode esperar o “barco afundar” e depois vir com pires na mão para exercer apenas a figuração no processo.
Mas se não escolher nem uma coisa e nem outra e ficar mesmo com a ideia de que será Lula ou nada, ou tramando lançar um nome qualquer do próprio PT lá na frente, terá posto fim a saga do maior partido de massas da América Latina e de forma triste e irresponsável.
É o que eu penso. E não sou só eu.  Mas não gosto de fingir.  Como sempre segue minha opinião declarada, assumida.
É bem possível que com ela eu esteja acabando com o último foco de amigos que me restaram na política, mas em compensação continuarei dormindo tranquilo por acreditar que estou pensando com clareza, sem o comprometimento das paixões, do sectarismo ou sobretudo, da vaidade.  
Ainda exclamo que Lula é inocente.  Que não devia estar preso.  Ainda grito Lula Livre ou luta.  Mas ficar esperando a banda passar como querem alguns, não vou mesmo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dá pra entender?

Que se queira, por estratégia, defender a candidatura de Lula, mesmo sabendo que os autores do golpe não desistirão agora, baixando a guarda e o deixando livre, tudo bem.
Que se queira defender o "lulismo" em favor da não fragilidade do PT e sobretudo evitando-se queimar uma alternativa viável de um substituto para anunciá-lo só próximo ao pleito, eu entendo também.
Que se queira brigar pela liberdade de Lula, chamando o trabalhador em geral para as ruas e trincheiras a fim de mostrar que se está disposto a tudo (tudo mesmo), claro, concordo.
Mas que se queira fazer campanha com slogans do tipo "Lula ou Nada" ou "Sem Lula, voto Nulo", daí é um absurdo.
Quem está em segundo lugar nas pesquisas é Bolsonaro, seguido de Marina.  Ou seja, se for Lula ou nada e se for Lula ou nulo, será Bolsonaro ou Marina. Tenha dó.
Outra coisa que não é possível é "demonizar" a figura de Ciro Gomes.  É muito despreparo ou irresponsabilidade histórica faze-lo.  Evidente que Ciro hoje, sendo apresentado como substituto oficial de Lula e apoiado pelo PT, ficaria na mira dos inimigos, dentre os quais os poderosos articuladores e financiadores do golpe.  Mas tratá-lo por inimigo do PT é no mínimo infantil.
Pode-se defender que Boulos ou Manuela seriam melhores para os petistas, do que Ciro.  Tá certo, pode ser.  Mas você acha mesmo que os artífices do projeto que destruiu o país, iriam realmente aceitar, numa boa, que estes representantes da esquerda, trazendo todas as bandeiras que ele "botaram fora", voltassem assim, facilmente a ocupar o Planalto?
Então, camaradas, Ciro é sim uma alternativa viável.  Pois o é para a esquerda que tem nele o defensor de algumas conquistas do nosso lado e para o "centrão" um possível antídoto contra a extrema direita, que na real, ninguém de fato quer ver no poder.
Alguns companheiros tratam Ciro como inimigo, mas se esquecem que ele ficou várias vezes isolado pelo PT.  Quem não se lembra do episódio em que seu irmão foi preterido por Dilma quando no Congresso, ao dizer a verdade, teve que pedir desculpas a Cunha e seus asseclas e em seguida abandonar o Governo?
Acho até que Lula está realmente disposto a batalhar por sua candidatura, não só por ser quem é e desejar realmente resgatar o projeto interrompido pelos golpistas.  Mas também por ver nisso a única chance de não permanecer preso até o final.  Mas petistas e lulistas precisam encarar que o Congresso, o Supremo ou qualquer outra instituição burguesa não irão soltar Lula.
Só quem pode por Lula livre serão, se eleitos e empossados, Ciro, Manoela ou Boulos.  Ou então aquilo que hoje não temos, revolucionários suficientes nas ruas.
Então, bater no peito como puritano para agredir Ciro não é ajudar, não é tático e nem estratégico, mas pura ingenuidade ou despreparo político.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Empreendimento. O sucesso é sempre consequência?

Ser empreendedor no Brasil não é e nunca foi fácil.
Estes dias fui entrevistado por um jornalista de um jornal de grande circulação da Capital e ao ler a matéria fiquei com a impressão de que tudo foi muito fácil na minha vida.
Claro, a culpa não foi do entrevistador, mas das coisas que eu disse e sobretudo do "como" eu falei.
A matéria dá conta de que meu início foi difícil e que enfrentei muitos contratempos, mas deixa a entender que agora desfruto da tranquilidade de ser um empresário de sucesso.
Mas há que se dizer que tudo foi muito complicado até aqui e mesmo hoje, não há qualquer tranquilidade.
Pagar as contas da empresa e mantê-la viva, continua sendo um desafio hercúleo e permanente. Acrescento mais, não faltam momentos de profundo desânimo, que a gente só consegue vencer por conta da vibração, dedicação e torcida de boa parte dos parceiros.  Gente que deposita em nossas marcas sua credibilidade e esforços.
No início da década de 80 fui trabalhar em uma empresa por grande pressão da família, sobretudo minha avó, que me queria ver "encaminhado na vida".
Ajudado por uma tia, que encontrou o anúncio na porta do estabelecimento (uma financeira), me apresentei e fui contratado como office boy.
Minha rotina era limpar os vidros que davam acesso à rua, passar álcool nas mesas, fazer o café e depois ir e voltar aos bancos umas 30 vezes ao dia. Era no tempo em que cheques precisavam ser "visados" e as filas não eram inteligentes.  Ao invés das infindáveis serpentinas que a gente vê agora, onde se caminha ainda que devagar, se déssemos azar, passaríamos horas em pé esperando o atendimento.  E bastava chegar ao caixa com a pastinha cheia de documentos para ouvir o lamento desmotivante do atendente bancário: "Nossa... outro daqueles".
Por três meses trabalhei sem qualquer remuneração.  Como a empresa tinha sede na capital, o salário não vinha e a desculpa deles é que o registro não saia por estar parado na matriz.
Minha avó então se condoeu e falou com meu tio, proprietário de uma construtora, que logo me convidou para trabalhar com ele.
Aprendi muito ali.  Coincidentemente, o prédio era o mesmo no qual está hoje a sede de minha empresa. 
Na construtora meu trabalho original era o mesmo do emprego anterior.  Só que, além de bancos, eu levava plantas (projetos) à prefeitura, entregava umas duplicatas a clientes e assim por diante.
Mas fui crescendo aos poucos.  Auxiliar de Departamento Pessoal, Auxiliar do Departamento Financeiro, até que meu pai me apresentou para uma seguradora na qual ele trabalhava, mas que estava de saída por que ia montar sua própria corretora.
Foi assim me lancei para o brilhante Mercado de Seguros no qual construí minha história.
Hoje, anos depois e passadas muitas vitórias e derrotas que enfrentei sempre com minha mulher ao meu lado, sou gestor, junto com meu sócio, de nossa Corretora de Seguros, de uma Intermediadora de Negócios Financeiros (ambas franqueadoras) e de uma Empresa de Consultoria, que visa orientar e oferecer subsídios a quem desejar compor sua própria rede de franquias.
De jeito nenhum somos ricos.  O faturamento das empresas pertence a elas e seus parceiros, os franqueados, a quem retorna aproximadamente 70% de toda a receita.
Acreditamos muito neste formato e tentamos construir uma jornada de sucesso, mas um sucesso partilhado com aqueles que confiaram em nós e continuam apostando em nossos ideais e projetos.
Claro que temos orgulho do que fizemos e obviamente temos cabedal para orientar quem necessitar de apoio.  Prova disso é a realização das Universidades Corporativas que estão ao dispor de todos aqueles que precisarem  para oferecer, a seus parceiros e franqueados, conhecimento e luz do seu  negócio.  Exportamos este modelo com muita responsabilidade.
Este aliás é um trabalho do qual temos muito orgulho e cuja propaganda não canso de fazer.
Em todos os empreendimentos trabalhamos sempre com grandes profissionais e gostamos de acreditar que são os melhores.  E são mesmo.
Em todo este tempo, contei sempre com minha mulher, valente e companheira e com meu sócio, um amigo fiel e leal.  Trago em mim os princípios herdados dos pais guerreiros e a garra de ser brasileiro.  Aquele, do tipo que não desiste nunca.
Não sei se isso me fará um homem de posses, mas com certeza morrerei rico de experiências e fortes emoções.
Posto tudo isso, me resta dizer que empreender é saudável, necessário e pode até ser vital se a intenção for sobreviver no mundo dos negócios em nosso país.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Tem dia que a noite é assim mesmo.


De forma muito vaidosa, temos pensado que o golpe que retirou do poder a presidenta Dilma e dissolveu boa parte do Grupo encabeçado pelo PT e seus aliados, visava apenas a Petrobrás e outras empresas brasileiras, além é claro, de devolver o poder às mãos daqueles que sempre estiveram lá de algum modo.
Mais estratégico e muito mais abrangente, o processo do golpe se desencadeou de forma agressiva e com amplitude “macro”, objetivando o reenquadramento da América Latina ao seu tradicional posto de “quintal” dos Estados Unidos, acabar com o BRICS e de quebra, levar o que restava do Brasil após a “privataria” desenfreada promovida pelos tucanos.
Desta feita, tudo o que os seus artífices não vão permitir agora é que alguém de esquerda, pelo menos com força, volte ao poder.  Por isso é quase improvável que libertem Lula, que caso livre dispute as eleições e se vitorioso, que assuma.  Pronto.  É isso.
Qualquer outra coisa que falem estão apenas iludindo os militantes.
Mas não é por isso que eu vá defender o fim da resistência.  O que defendo sim e com força é que os malditos burocratas dos partidos deixem o povo fazer a sua parte. Claro, com orientação.  Mas correta, verdadeira, olhando-os nos olhos.  E sobretudo, deixando-os falar e gritar, mas ouvindo-os. Como aliás deveriam ter feito no ato da prisão de Lula, quando estes "cartolas" o fizeram se entregar contrariando as massas que estavam ali dispostas as últimas consequências.
Enfrentar com todas as forças este golpe é tudo o que nos resta e mais preciso, neste momento, do que respirar.
Só que no último primeiro de maio o que assistimos foi apenas um pouco do mesmo.  “Cerimonias” partidárias com direito a shows, mas sem esta discussão necessária e implacável da verdade.  Elementos ativos da esquerda militante de outros partidos e aliados de movimentos sociais não tiveram acesso a microfones, pois alguns ícones partidários e lideranças “lustrosas” precisavam se fazer visíveis até para garantir, a todo custo, sua reeleição nos postos que ocupam hoje no Senado, Câmara Federal etc.  Tristemente este parece ser o único foco de alguns dos que se colocam nesta luta.  Estão ali, mas parecem aquelas pessoas que se aproveitam do “velório” de um amigo para matar saudades de velhos conhecidos.
No entanto insisto que não é por isso que se torna menos importante estar em Curitiba. Temos que estar ali.
O que me deixa possesso com essas lideranças partidárias é que não agem com responsabilidade histórica em momentos como este, desprezando as condições objetivas de luta e de possível vitória, como que colocando “panos quentes” e deixando o tempo passar para ver se os ânimos se esfriam.  Por que?
Quem hoje devia estar no comando da situação (resistência) são aqueles que abandonaram suas casas, empregos, famílias, aulas e estão lá, acampados em situação precária, tomando chuva, frio ou sol na cabeça, repartindo sanduiches e água, contando com a solidariedade de outros “irmãos” numa verdadeira demonstração de fraternidade e igualdade.  Gente que enfrenta estradas e riscos como a agressão de inimigos e incompreensão de familiares.  Estes sim, nos representam.
Quanto aos burocratas, qual é a discussão real e fora dos gabinetes que fazem esses “príncipes” partidários?  Há plano “B” caso Lula não seja solto?  Deixarão para a última hora que alguém, sem apoio popular maciço, seja içado de repente sem forças para os embates necessários?  Ou deixarão que alguém minimamente viável seja desprezado pelas esquerdas para depois cair nos braços da direita ou “centrão”?
Erros históricos de um pessoal que não pode mais se dar a este luxo.  Seu reinado está com os dias contados como estão os da classe trabalhadora se continuarem nesta toada.
Sim.  Um nome viável precisa ser trabalhado já.  Forte e que represente esta luta.  Alguns petistas precisam descer do pedestal e, seguidos pelos seus parceiros de sempre, buscarem ajuda agora, hoje, imediatamente e sem vaidades ou arrogância.
Neste sentido, falar que não há conversa com este ou com aquele é dar a falsa ilusão de que estamos com o "jogo ganho" quando não estamos. Melhor um “intratável falastrão”  que nos entende, mas do nosso lado, do que nos braços do "centro" como alternativa à extrema direita.
Sei que os estômagos de alguns camaradas e companheiros se torce por dentro, mas eu quero que se danem com este purismo arrogante que vai botar a perder as mínimas conquistas que já tivemos algum dia na história desta linda nação.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Sobre Culpa.

Lula menino, aos 4 anos, venceu a longa viagem como retirante nordestino até Santos, no sudeste brasileiro.
Venceu a miséria.  Bem moleque ainda, foi para São Paulo. Trabalhou como ambulante, engraxate e office-boy.  Com 15 anos já era aprendiz de torneiro mecânico, profissão que o acompanharia até se tornar líder sindical da categoria.
Lula venceu a primeira viuvez após perder a mulher grávida de seu filho.
Passou a dedicar-se então mais fervorosamente ao sindicato e venceu a eleição que o conduziu à presidência do mesmo.
Liderou com vigor a primeira greve de metalúrgicos do ABC em pleno Regime Militar.  Foi preso e venceu sua primeira estadia na prisão quando só atraiu simpatias.
Com apoio de intelectuais, líderes sindicais e comunitários e parte da Igreja Católica avançada, fundou o PT - Partido dos Trabalhadores no início da década de 80.  Tinha entre seus aliados Franco Montoro e Leonel Brizola, importantes e respeitáveis lideranças respectivamente do PMDB e PDT.
Vencendo mais barreiras, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores e mais tarde participou ativamente da formação do bloco Pró Eleições Diretas onde atuou com maestria.
Em 1986 venceu a eleição para Deputado Federal Constituinte tendo a maior votação do país.
Concorreu por três vezes à presidência da república.  Na primeira passou para o segundo turno contra Fernando Collor.  Não foi eleito, mas podemos dizer que venceu um golpe contra sua candidatura arquitetado com auxilio da Rede Globo, atitude mais tarde confessada por um dos executivos da emissora.
As duas outras eleições foram contra Fernando Henrique Cardoso.  O privatista e representante sem igual do neoliberalismo no Brasil.
Em 2002 venceu sua primeira eleição para presidente do Brasil com uma votação recorde.  Depois da posse venceu várias tentativas frustradas dos opositores em derrubá-lo, que culminaram com a degola de diversos líderes do partido de Lula e possíveis substitutos de seu mandato.
Venceu novamente no pleito seguinte indo para o segundo mandato com uma condução inigualável do executivo nacional que fortaleceu o bordão "nunca antes na história deste país".
Colecionou a maior popularidade de um governante brasileiro.
Fez bonito no exterior, angariou simpatias sem precedentes e venceu desafios centenários.
Sem substitutos, elegeu sua sucessora a presidenta Dilma Roussef, uma mulher, reeleita depois apesar de diversas tentativas frustradas de opositores de impedir sua vitória.
O PSDB nunca se recuperou desta derrota e após recorrer na justiça contra o resultado, prometeu "sangrar o país" e "parar o Congresso", o que cumpriu com vontade.
Um golpe foi engendrado com maestria e a sucessora de Lula sofreu um discutível processo de impeachment.
Mas não foi suficiente.  Era preciso aos seus opositores barrarem Lula.  Não podiam torná-lo um mártir, então era necessário desacreditá-lo.
Parte da imprensa e do judiciário, foram afiados nesta tentativa.  A mídia trabalhou incansavelmente dias na destruição da imagem de Lula, mas a popularidade do ex-presidente só fez crescer.
Lula venceu infinitas sessões de massacre midiático contra si e sua família, delações de adversários e amigos e venceu sua segunda viuvez ao perder a grande companheira de sua vida, dona Marisa Letícia.
Acusado sem provas e diante do grito de "crucifica-o" de parte das ruas, esta "convencida" de que toda a mazela do país (fruto da sangria promovida pelos tucanos e aliados) seria culpa de Lula, foi finalmente preso e conduzido ao isolamento onde deverá ficar até o final do pleito.
Populares, intelectuais, artistas, juristas respeitados e líderes de diversas outras nações, tentam forçar a liberdade de Lula com campanhas, declarações e outras formas de apoio.  Mas sequer conseguem visitá-lo.
Na internet, para sossegar seus apoiadores mais distantes da corte partidária, chovem boatos de que haverá revisão do processo contra Lula, pelo Supremo, ou que em breve Lula terá que ser solto por falta de provas ou abuso do juiz que o condenou.  Falácia que tenta minimizar a resistência daqueles que estão em contundente luta, postando-se vigilantes ao lado do cárcere.
Mas o fato é que não haverá trégua.  Nem de um lado, nem de outro.  Quem patrocinou, financiou e comandou este estelionato na democracia brasileira e sobretudo, quem está sendo beneficiado com o entreguismo e desmonte do país, não jogou pra perder e não irá afrouxar agora.
Muitos já gastaram inclusive a própria reputação na tentativa de "provar" os crimes de Lula, só lhes restando agora a vergonhosa posição de protagonistas do atraso, da traição e da conduta sub reptícia.
Lula só sai da prisão após a eleição, ou então em um saco plástico ou maca de hospital.
Mas tem que ficar bem claro.  Se algo acontecer e Lula não vencer esta batalha como vem vencendo todas as grandes lutas de sua vida... Como venceu os grandes desafios de governar este país, mitigando a fome, abrindo espaço para os pobres estudarem e comerem melhor, viajarem, consumirem e trabalharem com mais dignidade, seu sangue então manchará para sempre o solo brasileiro e recairá sobre seus algozes.
E a responsabilidade por esta mácula histórica terá nomes e sobrenomes que ficarão para sempre cravados nos anais e registros do Brasil.
O país nunca mais será o mesmo e veremos o tempo aqui dividido entre o pré e pós Lula.
Os sinais já são visíveis.  Ainda hoje, dezenas de ônibus rumam para Curitiba, onde Lula está preso.  Cada show, peça teatral ou festinha de aniversário, começa com um grito de Lula Livre.
Os simpatizantes da direita cairam no conto do vigário.  Lula não é comunista. Pelo contrário. Infelizmente não é.  Mas Lula está longe de ser um inimigo da esquerda.  Sua condução no governo do país, sua história de vida e sua militância atraíram a atenção do que há de melhor no pensamento político das pessoas.
Crianças, jovens e velhos com ideais verdadeiros não se calarão.  Eles não querem carregar o fardo da indiferença e terem confundidas suas mãos com as daqueles que as terão sujas de sangue.
O tiro dos que queriam o fim de Lula, então terá saído pela culatra.
Pode ser que quem hoje sorri "aliviado" por ver Lula preso e até agora fora das eleições não tenha se apercebido que teria sido melhor ele ganhar e quem sabe, fazer um mal governo.  Talvez não conseguir consolidar alianças necessárias e não controlar as coisas.  E isso teria sido culpa dele.  Responsabilidade dele.
Mas agora, com ele fora, a culpa é de cada um dos que atiraram pedras, fustigaram e apoiaram sua saída do cenário.
E isso lhes custará imensamente caro e os perseguirá pela eternidade.



domingo, 15 de abril de 2018

Perdendo o Rumo

A expressão "perder o rumo" nunca esteve tão evidente.
E quem perdeu o rumo foi a direita.
Eles não imaginavam nunca que com a prisão de Lula algumas coisas pudessem acontecer tão rápido.
Primeiro - A união da esquerda brasileira.
Desunida por conta de discordâncias e de um descompasso havido nos períodos de governo do PT e PCdoB, boa parte do resto da esquerda composta por partidos como PCB, PSOL e PCO, além de alguns movimentos sociais, estavam distantes até agora.  No entanto, cientes de seu compromisso histórico e da responsabilidade para com a classe trabalhadora, entenderam o momento e colocaram num armário suas divergências, saindo em coro para pedir Lula Livre, apuração vigorosa do crime que levou a vereadora Marielle Franco do PSOL e  empunhando outras bandeiras.
Segundo - A ressonância.
Clamando pela volta de democracia, essa gente toda acusa a imprensa, a justiça e interesses estrangeiros de estarem gerindo esta segunda etapa do Golpe. Seu clamor tem sido ouvido por todo o mundo onde é replicado por movimentos e pela imprensa internacional.  Simpatizantes e humanistas de todo o Globo Terrestre sabem agora, às claras, o que está se passando no Brasil.
Terceiro - Perseverança e Fidelidade.
Presentes em vigília permanente, militantes tomaram conta das imediações onde Lula está preso na capital paranaense.  Angariam volume a cada novo dia e uma organização medonha lhes garante a continuidade com coletas que lhes permitem o sustento e manutenção dos acampamentos por um longo tempo.  Até alguns munícipes estão se oferecendo para ajudar, abrindo suas portas numa acolhida inacreditável.  Caravanas são organizadas para se sucederem continuamente permitindo um revezamento que não canse quem se coloca a executar esta tarefa, demonstrando que "a coisa vai longe".
Quarto - Desnudar das Farsas.
Em paralelo a tudo isso, fomenta-se diariamente a esperança de alcançar os ouvidos daqueles cuja mídia formal afasta da verdade, divulgando apenas um lado de toda esta situação.  Farto material aparecem nas redes sociais, publicações e discursos em vários pontos do país levantam a lebre de crimes cometidos sem punição por parte daqueles que condenaram Lula.  A tese da "limpeza" e do combate á corrupção se desmancha.  Em capitais e outras cidades, o Movimento pela Libertação de Lula é crescente e organizado, atraindo novos simpatizantes. Intelectuais misturam-se a população de rua, artistas populares e povo, exaltando a perseguição da qual é vítima o ex-presidente.
Portanto já não é mais questão apenas de Lula Livre e as direções partidárias estão ocupando o segundo plano nas decisões desta ação coordenada pela militância e pelo povo que se uniu para combater este vilipêndio à democracia brasileira.
Os próximos dias serão decisivos e o mundo segue vigilante ao que acontece nos porões da Lava Jato, no universo sub reptício da impunidade tucana e na análise das ferramentas legais que ainda podem ser alçadas para se fazer justiça.

Meu Hobby especial.

Luz que ficou por vários minutos parada, mas mudando de formato para comprido e redondo, além de se destacar em meio as estrelas que nem a...