sábado, 25 de março de 2017

Da invasão à invasão.

Conta a história que quando os europeus chegaram nas praias brasileiras (em 1500), os índios não reagiram agressivamente.  Pelo contrário, um dia depois de os portugueses aportarem na hoje denominada Baía Cabrália, Nicolau Coelho pegou um bote e foi até a praia fazendo contato amigável com 18 nativos tupiniquins que lá estavam curiosos.
No dia 25, ou seja, 3 dias depois do descobrimento (invasão), Bartolomeu Dias e Nicolau Coelho, acompanhados de Pero Vaz de Caminha, desembarcaram em outra praia, 70 km acima para darem presentes (besteirinhas) aos índios dóceis e cordatos espalhados por lá.
Já no dia seguinte, só com 4 dias em nossas terras, o capitão da esquadra, Frei Henrique de Coimbra, celebrou a primeira missa em terra "com a presença de indígenas silenciosos.
Sem batalhas, sem tiros ou flechadas, as terras tinham novos donos.
Ou seja, está no nosso DNA esta condescendência.
Condescendência que acaba de assistir a mais uma interferência em nossa terra e em nossa liberdade, sem qualquer resistência.
Incomodadas com a ascensão dos mais pobres, que lhes dava acessos a faculdades, aeroportos e restaurantes, as elites, capitaneadas por parte da classe média que não conhece seu lugar na classificação social do Brasil, fez papel de "inocente útil" e bateu panelas, abrindo caminho para o "start" de uma guerra semelhante a invasão portuguesa.  Sem qualquer tiro, o país foi novamente dominado e controlado.
Cumprindo ordens, a mídia, um pedaço do judiciário e outros polos obedientes na Câmara e Senado, formalizarem o golpe com o respaldo das ruas.
Em dois anos vimos, rapidamente, acontecer o estupro de nossas instituições, a detonação de nossa constituição e a desvalorização de nosso grande orgulho, a Petrobrás.  Desvalorização provocada unicamente para permitir a invasão de acionistas por preço baixo.
Vimos ainda a retomada do governo por agentes ultrapassados, por meio de um golpe, que devolveu o controle da nação aos mandatários de sempre.  E depois, em cascata, vimos e estamos vendo a aprovação dos ajustes que reduziram investimentos na saúde e educação e agora seguem, por largas passarelas, a reforma da previdência e a terceirização a acabar de vez com direitos já parcos da classe trabalhadora.
Como os índios da obra de Victor Meirelles, a população brasileira, em especial o trabalhador em geral, parece estar em paz, vendo com atenção esta celebração de entrega de seus destinos ao algoz.
Será que, quase 520 anos depois, ainda não somos capazes de perder esta permissividade tupiniquim?   

domingo, 19 de março de 2017

De porta em porta.

Se é verdade que o vinho vai se tornando melhor com o seu envelhecimento, também o é que os profissionais vão se aprimorando com as dificuldades enfrentadas.
Eu me lembro, quando comecei minha carreira como "vendedor de seguros",  ainda não havia este tipo de negócio convertido ao modelo de franquias.  Portanto, era "cada um por si".
Bom, devo confessar que eu tive a sorte de ter aprendido com meu pai, que era do ramo de seguros e em quem me espelhei para começar. Mas aprender e fazer por conta própria são duas situações meio distantes.
E com isso, quantos foram os erros cometidos, tropeços e quão grande foi a vontade de desistir várias vezes.
Hoje, decorridos 30 anos nesta profissão, celebro estas 3 décadas me sentindo recompensado pela insistência que mantive e sobretudo grato para com as pessoas com quem partilhei esta luta.
Seria injusto inclusive não mencionar e de forma extremamente reverente, minha mulher, Caroline, que por tantos e tantos anos esteve ao meu lado, sem deixar-me esmorecer e mais ainda, dirigindo o leme e segurando todas as barras do negócio, quando, por diversos motivos, me ausentei ou adoeci.  Acredito que ela tenha se tornado, até em função disso, uma das melhores profissionais que conheço.  Melhor que eu, com certeza.
O fato é que pareço ter aprendido e agora fica aquela obrigação de transmitir alguma coisa.
E esta obrigação, no meu caso é inclusive "legal", já que migramos, há 3 anos, para o franchising e devo por força de contrato, transferir know how aos franqueados que confiaram em nossa expertise e nosso modelo.
Essa transmissão de experiência, tem se dado diariamente, seja pelo treinamento presencial obrigatório, no início da vigência do contrato, seja pelos treinamentos permanentes na Universidade EAD criada para facilitar o acesso e proporcionar condições objetivas de consulta dos integrantes da rede.
Não bastasse, vez ou outra, publicações, áudio-conferências e outras formas de contato, tem me permitido aconselhar, ou contar “causos” que acabam virando referência a quem quer acrescentar conhecimento na arte de vender seguros.
Recentemente, contratamos especialistas na área comercial e criamos o que chamamos “apoio de vendas” para proporcionar o acompanhamento e amparo direto aos franqueados que desejam aumentar suas vendas e progredir no negócio. 
Só não podemos fantasiar que o franqueador trabalhará pelo franqueado.  Apoio e suporte não são garantias, por si só, de êxito.  Principalmente no Mercado de Serviços, a realização dos próprios franqueados é o fundamental.
E se o serviço é “vendas”, como no caso de uma Corretora de Seguros, elas precisam acontecer de forma quantitativa e com qualidade para fazer frente a concorrência em um dos Mercados mais competitivos que existe.
O jogo é claro: se o franqueado obtiver sucesso e ganhar muito, o mérito é todo dele, em que pese o apoio da franqueadora.  O mesmo ocorre com o fracasso.  Se o franqueado não conseguir atingir números e ganhar pouco ou nada, também será o responsável por isso.  Matemática pura.
A franqueadora entra na história como uma ferramenta de apoio, um recurso a mais e não como garantidora do sucesso.
Aparentemente radical, este é o grande segredo do negócio “franquia de serviços”, em especial, “franquia de vendas”, modelo no qual o meu negócio está inserido.
Se falamos de êxito e fracasso, destacamos também que não há uma regra absoluta.  Ou seja, em um momento podemos estar conquistando muitos clientes e ganhando muito.  Em outro, podemos estar parados no tempo, ou perdendo todas.  Estes altos e baixos fazem parte de qualquer negócio, pois dependem de fatores externos e internos.
Para ajudar, o que fazemos é manter uma estante com bons produtos, trabalhar num preço flexível (que valha quanto ofereça) e sobretudo encontrar soluções para os problemas verdadeiros da clientela.  Isso reunido é quase que um “tiro certeiro”.
Com um portfólio que traz mais de 30 companhias seguradoras sólidas em atuação no país e com uma pasta composta por mais de 120 produtos e variações de ramos em seguros, somos bastante fortes.  Ainda, um relacionamento de mais de 22 anos da marca com estas parceiras, soma-se ao total de produção mensal de todas as unidades, criando um volume de peso a ser considerado numa negociação.
É isso.  Uma coisa é começar sozinho e sair de porta em porta com uma pasta garimpando possíveis consumidores de seguros.  A outra é ter toda uma estrutura por traz e saber que a orientação e suporte estão disponíveis para quem quiser ou precisar.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Ah, minha mãe...

Ludwig Van Beethoven
Sobre o piano, um busto em gesso de Bach.  Na estante ao lado, dois outros destes monstros sagrados se faziam de igual modo representados: Mozart e Beethoven.
Esta era a decoração da sala, no sobrado onde eu morava aos sete anos de idade.  Período em que despertava, todas as manhãs de sábado, com minha mãe tocando Le lac de come ou uma das obras primas quaisquer de Chopin, ao piano.
Como uma criança assim poderia ser normal no futuro?
Darci Antunes Gomes
Desde que eu era muito pequeno, minha alma fora sensibilizada.  Tocada pela música e pela literatura.  Tinha a mãe pianista e o pai,  vendedor de livros, que levava pra casa, mostruários incontáveis que me serviam de consolo noturno, para aliviar o terror infantil que me acometia durante o silêncio da madrugada.
Professora e Aluna no Conservatório
de Mirassol - SP
Eu e logo em seguida meu irmão mais novo, desfrutávamos deste ambiente por vezes acrescentado de alguma peça de artesanato que minha mãe sempre gostou de produzir (quadros, bolsas, sandálias e outras coisas mais) ou então, poesias escritas por meu pai em cadernos comuns.
Mas esse paraíso cultural, raro a alguns de nossa idade, era apenas minha casa.  Minha mãe, a esta altura, dirigia uma escola em uma cidade vizinha.  O Conservatório Musical de Mirassol, onde se ensinava piano, acordeon, balé, violão, flauta, canto e outros instrumentos.
Araceli Chacon
Pianista Lydia Alimonda em diplomação
de alunos no Conservatório de Mirassol
Quantas vezes eu e Marcelo fomos "forçados" a esperar por horas o término de algumas destas aulas, passeando pelas salas repletas de alegorias que remetiam aos grandes músicos de todos os tempos.
Instrumentos esquisitos, eram objeto de decoração, sinalizando a evolução de alguns deles ao longo do tempo.  Pianos os mais variados, tinham seus gabinetes onde alunas e alunos estudavam o tempo todo fechados.
Lembro-me nitidamente de algumas professoras da escola.  Nomes que minha mãe repetia com carinho maternal.  E também de alunas e alunos, até hoje amigos da nossa família, ou damas da sociedade mirassolense, rio-pretense e de outras paragens.
Maestro Joaquim Paulo do
Espírito Santo
Outros tantos passaram por lá e emprestaram seu talento ensinando ou deixando exemplos aos alunos e expectadores das audições públicas organizadas pelo Conservatório.  Dentre eles, destaco Araceli Chacon, Clodoaldo Canizza, Roberto Farah, Joaquim Paulo do Espírito Santo e Lydia Alimonda.   Pessoas de talento reconhecido no Brasil e no mundo, que pisaram no solo da pequena Mirassol por meio daquela escola e a convite de minha mãe.
Não me lembro exatamente do motivo pelo qual ela deixou tudo aquilo pra trás.  Coincidência ou não, foi no ano da morte de meu avô, seu pai, em 1983.  O fato é que, se com a cabeça de hoje, eu jamais o permitiria.
Darci Antunes Gomes, minha genial genitora, tem talento para as artes e continuaria a fazer sucesso. Como sei?  Até hoje nos deleita quando senta ao piano.  E também, para se ter uma ideia, depois da escola, pôs-se a desenhar e costurar, compondo uma confecção com fábrica e mais de quatro lojas, o que incluía três na capital paulista em conhecidos shoppings centers. Mas esta é outra história.
O Conservatório em constante
agito na cidade de Mirassol
Primeiras coleções para Mulheres de
Meia Idade
Durante anos sem fim, minha infância e parte da adolescência conviveram com timbres, sons, coros e cores inesquecíveis. Itens que moldaram meu caráter, minha personalidade e meu espírito.
Não herdei estes talentos.  Nem de minha mãe, nem de meu pai.  Acho que ficaram todos para meu irmão, que tem ouvido absoluto, desenha e toca super bem e é capaz de escrever como ninguém.
Contudo, estas experiências, influenciaram sim minha capacidade de enxergar o mundo e desenvolver uma sensibilidade acima da média.
Convencimento?  Não... apenas gratidão.


sexta-feira, 3 de março de 2017

De Pai pra Filho.

Carlos Gomes da Rio Preto Corretora

Eu me lembro quando meu pai me levou para o Mercado de Seguros ao me chamar para trabalhar com ele, lá pelos idos de 1987. Dois anos antes, ele havia aberto, em São José do Rio Preto a Rio Preto Corretora de Seguros, que já começava com força total.
Meu pai, conhecido no ramo como Carlos Gomes, havia trabalhado por um bom tempo em duas importantes seguradoras: a Itaú Seguradora e a Companhia Internacional de Seguros (na qual também trabalhei mais tarde).
Alguns dos clientes da carteira atual da San Martin, minha corretora, são oriundos de sua prospecção e vendas daquela época.   Prova de que a confiança pode passar de pai para filho.
Hoje em dia, quando preciso treinar meu faro ou minha capacidade em vendas, penso em meu pai e em como me ensinou a vender.
Foi sublime!  

Ele nunca se preocupou com o resultado da negociação. Queria explicar e fazer o cliente entender de verdade as coberturas e principalmente se eram adequados às suas necessidades. Se a venda não acontecesse, ele estranhava, pois estava convicto de que o cliente, como ele, enxergava a importância daquele contrato. Mas não se importava. Não se abalava com o não e seguia adiante. Mas como eram poucos os "nãos" que recebia.

Esta é então uma das primeiras lições que tirei. O vendedor que se preocupa apenas com o resultado da venda, esquece de pensar em como está vendendo de fato.Uma outra coisa que aprendi com ele é que ele não vendia marcas. Não era a Porto Seguro, a Itaú ou a Sul América. Muito menos vendia pelo preço. Ele se valorizava, pois vendia o Carlos Gomes. O profissional que ia junto ao contrato. Sua atuação, seu profissionalismo, sua dedicação e outras virtudes que ele fazia questão de ressaltar. E quando ameaçavam duvidar, ele insistia que conferissem.
Naquele tempo, qualquer um podia ligar a um cliente seu que ouviria as melhores referências.
"Já precisei do Carlos Gomes na madrugada e ele estava lá."
"Faço seguro com o Carlos Gomes há N anos e nunca fiquei na mão."
Estes testemunhos eram frequentes e eu os ouvia sempre.
Quando um cliente lhe perguntava: "Eu posso confiar nesta companhia"? Ele então respondia com firmeza: "Nela você pode, pois eu estarei junto a ela para garantir que cumpra cada item deste documento que você está assinando".
Como trabalhava muito corretamente, as seguradoras também lhe davam muito aval. Em épocas que o próprio corretor fazia a vistoria, as suas eram aceitas independente do dia e do horário que as realizava.
Um vendedor com credibilidade de ambos os lados da negociação, não tem dificuldades em fechar negócios.
Eu nunca desisto de pensar em seus exemplos. Afinal, se quero fazer bem feito, devo me espelhar em quem já me provou sê-lo capaz.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Escárnio

De alguns meses pra cá, como todo bom brasileiro, tenho ficado abalado, todos os dias, com as notícias.
Tá certo que elas não carregam toda a paixão dos âncoras dos telejornais, como aquelas que ouvíamos no tempo do governo anterior, quando opositores, que perderam nas urnas, resolveram parar (sangrar) o Brasil e contaram com apoio maciço da mídia formal e de certos setores da sociedade conservadora, até finalmente tirarem a presidenta de seu cargo e aniquilar seu partido.
Aliás, uma tentativa que vigorou por muito tempo, desde os primeiros anos do Governo de Lula.  Já lá, estes mesmos atores, desencadearam o processo do Mensalão e outras tantas coisas mais, que foram se sucedendo, sem no entanto conseguirem arranhar de morte a gestão do Partido dos Trabalhadores.  Gestão esta que se mostrou, para a vergonha dos intelectuais e nobres, muito mais competente que as suas jamais foram.
O que se noticia hoje é algo nunca dantes presenciado, pelo menos pelas pessoas da minha geração. A saber, uma coleção de escárnios. Uma piada sem graça de como ignorar o povo, o bom senso, a nossa inteligência.
Se eu for relacionar, demorarei uma noite e ainda me esquecerei de muita coisa.
E na verdade, nem preciso comentar, pois a discussão destas vergonhas está diariamente no Youtube, no Facebook e em diversas outras mídias sociais e portais de notícias livres e isentas.
Ontem mesmo pudemos assistir, em muitos veículos, pela internet, ao desmentido da falsa versão global de que o aumento da energia de agora é culpa do governo anterior.
Também ouvimos por estes dias, o desabafo de tantos que ao ver a nomeação de um tucano para ministro do Supremo e que irá julgar seus amigos, acharam no mínimo trágico.  Como foi trágico ver que o crime de responsabilidade (pedaladas) que usaram para tirar Dilma da presidência, deixou de sê-lo no dia seguinte.  Ver também que esse ministro foi aprovado pelo Senado Federal onde estão tantos dos que serão julgados (ou deveriam ser), assusta nossa convicção na democracia.  Como assustou ao ouvirmos as declarações de cada um dos deputados que votou pelo impeachment em abril do ano passado.
Ridículo... Ridículo como a carta do vice à presidenta que "vazou" para a imprensa.  Lembram?
Mas o que é tudo isso, comparado a todo um ministério composto por quase 100% de figuras delatadas, nomeado a seguir de um processo de impeachment que ocorreu para "limpar" o país da corrupção?
E tem mais.  Fomos forçados a assistir que os "movimentos de renovação nacional" nada fizeram ou disseram diante da nomeação de um Ministro atolado até os dentes nas delações, coisa que não pôde acontecer com Lula, por exemplo, o que demonstrou como era frágil (ou falsa) a convicção de quem foi para as ruas pedir decência e honestidade.
Diante da morte de alguém, pudemos comprovar que ao invés de se indignar com o corporativismo dos corruptos, algumas pessoas ainda preferiram tripudiar sobre o caixão de uma ex-primeira dama. Chega a dar medo do tipo de gente com quem somos forçados a construir nosso futuro.
A lambuzeira e a roubalheira continuam impunes.  E ninguém veste nada, infla nada, bate nada ou canta nada nas ruas.  Prova inconteste de que as bravatas patrióticas eram mero "mise en scene" a serviço da Casa Grande.
Os mandatários de sempre, desde as capitanias hereditárias, estão de volta com fôlego e apetite total.   Voraz.  Não deve sobrar nada, nem para os gafanhotos.
E com todas as maquinações e empenho máximo, ainda não conseguiram a "culpa" de Lula e ao menos que um raio lhe caia sobre a cabeça, voltará nos braços do seu eleitorado, com força total em 2018.
Até onde será que seus adversários, incapazes de vencê-lo nos moldes democráticos, são capazes de chegar para barrá-lo?  Será que pensam mesmo que uma certa gama de cidadãos vai deixar que o símbolo dos melhores anos deste país, seja alvejado ou impedido?  Sabem que não.  Por isso Lula não pega nem gripe.  Até os inimigos rezam por sua saúde.
Só que enquanto isso, continuaremos assistindo ainda a valsa dos lordes.  Semelhante aquele quadro no qual aristocratas jogam restos de comida aos famintos na rua, pela janela do palácio, para se divertirem com a humilhação popular. Será que esta súcia não se apercebe de que certas coisas não tem mais espaço na história?
Sei lá... tristes dias os que antecedem o novo triunfo da classe trabalhadora.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Falar de coisas boas... sempre.

Embora cansado e cheio de birra, depois de um dia muito complicado, não resisti e atendi ao celular na noite de ontem, já passadas as 20 horas.
Reconheci de imediato o chamador, um colaborador que trabalha no setor comercial da empresa.
Aqui, para não o melindrar, vou chama-lo de Renato (o que nasceu de novo). 
Pois bem.  Ele disse que estava um pouco preocupado, pois suas vendas, no último mês, não estavam correspondendo às suas expectativas.  Imagine às minhas.
Por isso, queria alguma dica importante.  O que poderia fazer para dar uma “alavancada” em seus números.
Eu não sou um mestre.  Um professor de vendas.  Na verdade, parto do pressuposto que, “quem não sabe, ensina fazer”.  Então, eu não deveria palpitar muito.
Resolvi amenizar o tom.
Perguntei a ele como estava tudo, fora essa situação.  Sua resposta veio sob medida: “Tirando uma dor de dentes que me acompanha há alguns dias, está tudo bem”, reclamou-me.
Pedi então que ele me falasse sobre a dor.  Ele disse que já estava cuidando, que já tinha ido ao dentista e que teria que enfrentar algumas sessões.  Comentou que é um problema novo, pois nunca ao longo da vida, tinha sofrido com a dentição etc.
Depois disso eu resolvi perguntar-lhe sobre algo de bom que realmente estivesse acontecendo com ele neste momento.
Hesitando, me contou que seu irmão teria um filho.  Com problemas hormonais, sua cunhada fazia tratamento há um certo tempo e agora, teve a confirmação de que estava esperando um bebê.  Acrescentou que seria um primeiro sobrinho, ou sobrinha, mas que isso não importava.  Queria mesmo era ver a alegria de seu irmão e seus pais com a chegada da criança.
Após esta rápida conversa eu pedi ainda que me dissesse qual assunto o agradara mais. 
Rapidamente é claro, me falou que falaria a noite toda sobre o filho do irmão e com alegria.
Foi nesta hora que emendei e alertei.  Os clientes também gostam de falar sobre coisas boas.  Mas boa parte dos vendedores preferem falar sobre coisas ruins.  Preço é ruim.  Concorrência é ruim.  Crise é ruim.  Problemas são ruins.  Devemos partir sempre de conversas agradáveis, de situações de conforto e segurança.  Que tal, após apresentar uma proposta perguntar ao cliente: “O que mais lhe agradou nesta minha proposta”?  Ou então: “Qual parte lhe atende mais”?
Ele falaria com alegria sobre isso, mas com desanimo se a pergunta fosse: “Qual é o problema de minha proposta”?  Ou então: “O que não lhe agradou”?  E pior ainda: “Você tem alguma coisa melhor”?
Eu senti que ele se chocou.  Foi quando me confessou que faz sempre o contrário do que eu estava recomendando. 
Depois de um papo um pouco mais longo, me agradeceu e disse que “renasceria para as vendas” esta manhã.
Sei lá se, para ele, era novidade tudo aquilo.  Mas vou ficar aqui, só olhando no sistema, para acompanhar-lhe os resultados.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

A culpa é das estrelas... Ou então, de qualquer outro.

Não há nada mais cruel a se fazer com um amigo, do que desmotivá-lo em sua luta.
Me lembro até hoje de um momento singular.  Fui com um amigo visitar um colega de trabalho que nos era comum.
Este colega acabara de sair de uma cirurgia na qual havia extirpado um tumor “maligno” do intestino.  Os próximos passos seriam um tratamento pesado à base de fortíssimos remédios e outros procedimentos incômodos, mas que serviriam de esperança para a solução definitiva de seu caso.
Meu amigo, não hesitou em dizer ao esperançoso paciente, que conhecia casos semelhantes, em que o tratamento seria terrível de suportar e não adiantaria nada.
Entre esconder-me debaixo da cama ou dar-lhe um soco na cara, preferi o silêncio covarde.  Mas tentei depois devolver um pouco de esperança ao colega recém operado, lembrando-o que também eu tirara um tumor anos atrás e conhecia centenas de pessoas que ainda estavam tocando suas vidas com a maior naturalidade.
Em momentos de fragilidade, nada é pior que escutar a palavra errada, principalmente de alguém que não é especialista no assunto, tampouco interessado no nosso sucesso.  Para este meu amigo “agourento”, a visita ali era apenas o cumprimento de um ritual.
Em atitude parecida, um incontável número de pessoas, hoje em dia, se vale de jogar sua frustração pessoal nas costas de alguém.  Incapazes ou inábeis em determinado tipo de desempenho, estas pessoas preferem eleger um culpado pelo seu mal sucedimento e depois, o ideal ainda é que esta culpa seja avalizada por todos os demais infortunados.  E se não houver infortunados suficientes, gerar alguns sempre será vital para o fortalecimento desta prática desonesta: a desmotivação.
Vele tudo.  Grupos de WhatsApp, e-mails, visitas, telefonemas, artigos no jornal, publicações em sites de reclamações ou mesmo a proliferação de mentiras ou potencialização de problemas em detrimento a uma correta busca por soluções e respostas.
Falo isso com conhecimento de causa.  Corretor de Seguros há 26 anos,   estou também ligado ao Mercado de Franquias há 17 anos. 
Tenho visto em grandes redes e marcas, algumas famosas e indiscutíveis do ponto de vista do sucesso, o desabafar de franqueados, quase sempre “os que não estão dando certo”, em grupos de conversa e convenções.  Geralmente, não se limitam a reclamar, mas buscam atrair para a insatisfação, aqueles que mantém uma certa convicção no negócio e promovem uma luta diária contra os desafios.
Dias atrás, reunido com alguns franqueadores, todos pareciam concordar que deviam acrescentar em seu contrato de franquias, uma cláusula mais dura afim de coibir esta prática negativa.  Mas alguns acreditam que deixando “correr frouxo”, acabamos por permitir uma seleção natural entre os mais fortes e dedicados.  Ainda não formei opinião sobre, até porque enfrento este problema em menor grau do que outros que vi por lá.
O fato é que precisa ficar sempre muito claro que o sucesso ou fracasso nos negócios, não passa por Deus, pelo Governo ou pela franqueadora, mas pelas mãos do próprio protagonista do negócio, ou seja, o franqueado.
Há uma rede que afirma categoricamente que apenas cumpre a lei.  “Ao vender uma franquia, dou direito ao uso da marca e um treinamento inicial.  O resto é por conta do franqueado”.  Segundo este gestor, as redes que mais sofrem queixas são aquelas que se propõem a oferecer mais suportes.
De qualquer modo e voltando ao assunto que me levou a este registro, a ação nociva de “trazer para as trevas” quem insiste em caminhar na luz, também beira a um comportamento de mau caráter.
Quando não estou bem, devo procurar resolver o meu problema e não arrastar outros para partilharem dele e me ajudarem a achar um culpado. 
Acho meio parecido isso com aquele cara que sempre bebe nas festas e não fica feliz em se entupir de bebidas.  Quer carregar meia dúzia com ele e fica enchendo os copos alheios e brigando com quem não bebe.
É como o adolescente envolvido com drogas, que ao se ver na lama, não sossegará até arrastar para lá seu melhor amigo.
Enquanto colegas do franchising estudam a possibilidade de processar e incriminar os “urubus” de plantão, eu tenho buscado fazer o contrário, mostrando nas mensagens oficiais e coletivas de que há duas portas na vida.  Uma que conduz ao êxito e outra que conduz ao fracasso. 
Um amigo franqueado me escreveu hoje e depois de afirmar que não aguenta mais um grupinho de maus profissionais reclamando, me emocionou:  “Suas palavras são fortes e animadoras, mas alguns insistem em olhar apenas para a mancha de tinta que ficou no canto da carta.  Fazer o que”?
Acho que é isso mesmo.  E só pra encerrar meus comentários, a visita ao hospital se deu há 11 anos e meu então colega, agora amigo, trabalha firme e sustenta 2 lindas filhas com energia de um touro e sequer se recorda das agruras que viveu naqueles dias.






sábado, 21 de janeiro de 2017

Indicação - Artigos Caros Amigos





Gostaria de recomendar alguns textos de meu irmão e minha cunhada na Revista Caros Amigos.

Formados em Ciências Sociais, ambos lecionam em Universidade no Estado do Paraná e sua capacidade de transmitir sua mensagem contribuem imensamente para a causa da emancipação humana.

http://www.carosamigos.com.br/index.php/artigos-e-debates/5487-o-menino-do-quadro-negro

http://www.carosamigos.com.br/index.php/180-outras-noticias/artigos-e-debates/4954-nota-de-repudio-aos-atos-criminosos-contra-o-povo-desprotegido

http://www.carosamigos.com.br/index.php/artigos-e-debates/8767-o-retorno-da-historia

http://www.carosamigos.com.br/index.php/artigos-e-debates/8652-da-excecao-do-estado-ao-estado-de-excecao

Leia e divulgue.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A tecnologia e o Homem.

Quando menino eu já esperava por grandes mudanças no mundo conhecido de então.
Sou de 68, o que fazia de mim um adolescente no início dos anos 80.
Imaginava, talvez incentivado pelos filmes de ficção ou desenhos animados, carros flutuando, objetos se movendo por conta própria e mesmo autômatos limpando a casa sem a intervenção humana.
Aliás, eu pensava na época que tudo isso aconteceria a partir do ano 2000.  Bem antes, portanto, do ano em que já estamos.  2017 parecia um lugar tão distante que eu sequer conseguia me ver vivendo-o.
Talvez George Lucas tenha tido um pouco de culpa nisso, posto que ampliou tanto minha visão, no primeiro filme da saga Star Wars, em final da década de 70, que praticamente foi impossível me surpreender a partir dele com os grandes lançamentos que se seguiram no Mercado de consumo.
Usei e abusei, mesmo sendo filho de classe média, dos incríveis walkman, do telejogo (precursor dos vídeo games), do pocket game, do Atari e outros brinquedos "modernos".
Então surgiram o vidro elétrico em algumas marcas de carro, o interfone, a secretária eletrônica e por aí vai.  Em menos de uma década depois, já podíamos encontrar coisas como fax, vídeo cassete, microondas e CDs rodando nas lojas e em alguns lares.
Mas nada disso se compararia aos grandes avanços tecnológicos que aconteceriam mais rápido ainda. O nascimento dos PCs (computadores pessoais) e em seguida da Internet trariam ao mundo um universo inimaginável e ao alcance de todos.
E o que dizer dos primeiros "tijolões", aqueles celulares que vieram para substituir os pagers? Rapidamente, os telefones móveis foram diminuindo em tamanho e ganhando diversas funções adicionais até chegarem no moderno Iphone ou S7.
Carros avançados, aeronaves fantásticas, TVs surpreendentes e equipamentos médicos precisos, não foram menos produzidos que poderosos armamentos de destruição individual ou coletiva.
As ilimitadas capacidades e alcances dos satélites, dentre tantas maravilhas que eles proporcionam como GPS e outras criações que se sucedem e se substituem hoje em dia, são meio que esperadas a todo instante.
O que nos causa espanto, nem é tanto o dinamismo dos novos lançamentos, mas a sua similaridade com modelos anteriores.
Pois é.  E a mim, nada parecia espantar neste campo.  Como ainda hoje, falar com um robô ao ligar para a Sky ou deixar o aspirador limpar sozinho a piscina de casa, não me surpreende em nada.
O que eu não pensava que aconteceria e portanto me surpreendeu assustadoramente, foi a dependência monstruosa que acompanhou a tecnologia vigente.
Com três filhos em casa, a comunicação está bastante rara.  Ter deles alguma atenção é tarefa hercúlea.  Fazer com que se interessem por qualquer outra coisa que não as conversas pelo WhatsApp com amigos ou estranhos, ou então youtubers gritando palavrões é tipo compor um TCC para o curso de mecânica quântica.
E a postura física?  Estou praticamente convencido que as futuras gerações serão curvadas, míopes e meio surdas.
Se falo de meus filhos, que eu não lhes seja injusto. Nas empresas não é diferente.  Funcionários e clientes, se digladiam diariamente, quase sempre defendendo a mesma coisa, mas incapazes de se falar, ficam no perigoso jogo da interpretação de textos mal escritos e mal digeridos.  Se substituíssem o Skype, o e-mail, o WhatsApp por uma bela, rápida e precisa ligação, tudo se resolveria.  Mas aceitam essa sugestão?
Viciadas e dependentes dos equipamentos eletrônicos, pessoas se esbarram nos coletivos, atrapalham filmes no cinema e cultos religiosos nas igrejas.  Gravam e fotografam os pratos de comida e fazem questão de iniciar o dia enviando centenas de correntes, vídeos e mensagens sem sequer perceber o conteúdo completo ou o gosto do destinatário.
Claro que eu não vou ficar amaldiçoando o progresso.  Este desfraldar de invenções facilitadoras e promotoras da emancipação são essenciais para o desempenho real e objetivo da humanidade neste mundo.  Num ambiente que vislumbre justiça social, a elevação do ser no desempenho de atividades mais sensíveis, deixando às máquinas o trabalho pesado e repetitivo seria um sonho.
Mas assim como o Homem teve que aprender a utilizar o fogo, que mudou a história, precisa se educar para utilizar estes instrumentos de apoio tão incandescentes quanto.
Acredito que o grande desafio que nos cerca no momento é este.  Ajudar meus filhos a dominarem e não serem dominados por seus equipamentos é tudo o que espero das escolas e dos meios de comunicação.  Será que chegaremos a isso?
Talvez assim, definitivamente, eu então me surpreenda.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Papai Real





Texto do Prof. Jean Carlos
Gestor de Inteligência da
San Martin Franchising




No imaginário das crianças há espaço para diversos personagens que podem ir desde os invencíveis guerreiros japoneses até o lendário velhinho barbudo da longínqua Lapônia.
Perguntado pelo meu amigão se Papai Noel existe, respondi prontamente, sem medo de magoá-lo: "Certamente, que não!"
Não escondo a decepção que assolou o menino, bastava ver seus olhos quase lacrimejantes e a expressão de espanto.
Qual a razão de expor o assunto de forma tão objetiva? Questões religiosas a parte, sempre encontramos motivos para comemorar datas que, geralmente, são importantes para humanidade.
Procurei, então, como qualquer educador, ensejo para administrar o que considerei uma excelente oportunidade para mais uma aprendizagem.
Comecei por fazê-lo compreender que a figura de Noel é meramente exploratória, ou seja, o verdadeiro objetivo é impulsionar as vendas de final de ano garantindo, dessa maneira, um faturamento maior para os comerciantes.
O garoto ficou intrigado, saiu por alguns instantes e voltou com uma nova dúvida. Dessa vez, queria saber o porque de meias na janela, cartas de pedido e, sobretudo, o esforço em passar de ano - leia-se ir para o ciclo seguinte -.
Tudo invento, lorota de adulto para ludibriar a criança. Diante de tanta frieza o garoto literalmente surtou:
- Então como surgem os brinquedos na noite de Natal?
- Quem trás amigão, respondi, é o Papai Real.
- E quem é ele, perguntou.
Não dá para esquecer seu semblante quando fez esta última pergunta: suas sobrancelhas se aproximaram, os braços se afastaram como quem necessitasse de uma explicação para toda aquela loucura.
Ora campeão! Passei a descrever... Papai Real é aquele que quando você nasceu passou noites a fio ao seu lado, às vezes com um olho fechado e o outro aberto para ficar alerta caso precisa-se de algum cuidado.
Esse homem o conhece mais que qualquer outro, pois o acompanha desde os primeiros passos cambaleantes e os ensaios das primeiras palavras.
Resumindo, não mede consequências para atender, na medida do possível, um desejoso presente de sua parte.
Ah, disse com um sorriso sorrateiro, mas esse é você!
Sim - respondi - e o que você acha disso?
Ele pensou… pensou… e, finalmente, pôde concluir:
Bom, pelo ou menos você não mentiu para mim.
Somos professores e insistimos em propagar aos nossos pupilos a imagem do Papai Noel. Enfeitamos as escolas com bolas e mais bolas, via de regra com cores que não combinam em nada com o clima tropical de nosso país e, absurdamente, colocamos Noel permeando uma bela árvore que, comumente, também, não condiz com a magnífica variedade de espécies que o Brasil oferece.
Sejamos mais originais, os verdadeiros papais são os reais que acompanham as crianças todos os dias deixando-as e buscando-as na escola, labutando para pagar o material didático e, quando podem, a mensalidade de uma instituição particular.
Se quisermos construir cidadãos honestos, conscientes da realidade que os cercam, sem ideias mágicas de entradas triunfantes pela lareira, aproveitemos melhor o natal. Bom, de repente alguém pode retrucar que a "verdadeira história" as crianças vão aprender conforme crescerem.  Sinto informar que aí já é tarde demais, pois, a essa altura, já aprenderam a mentir.


                                                                                                                           

domingo, 11 de dezembro de 2016

Proteção que vale

Eu não estou bem certo de quando foi, mas sei que em meados de 2005 a 2006, por meio de nossa Corretora de Seguros, eu e Caroline, minha esposa e sócia, fizemos um levantamento junto as Polícias Militar e Civil, para sabermos a quantidade de residências invadidas em nossa cidade, São José do Rio Preto, durante um ano.
Ao chegar o resultado, nosso trabalho foi então dividir o total por 12 e depois novamente por 30, para termos real ideia de quantas residências, em média, eram invadidas por dia na cidade.
Faltam-me hoje detalhes para ser preciso, mas me lembro, se não estou muito enganado, que dava para apontar um registro aproximado de 3 a 4 ocorrências diárias.
Um verdadeiro susto, pois muito pouco ouvíamos notícias sobre isso.
Outra grande surpresa foi constatar que a maioria das invasões se davam durante o dia e nos dias de semana.  Isso indica que, enquanto as pessoas trabalhavam tranquilas, alguém que conhecia-lhes a rotina, aproveitava para furtar alguma coisa em suas casas desocupadas.
Fizemos então uma campanha de informação via panfletos e telefone e conseguimos alavancar a venda de muitos novos contratos de seguro residencial.
Claro, o seguro vai muito além de garantir a reposição dos prejuízos oriundos de um furto qualificado.  Há coberturas para incêndio, que também ocorrem.  Reparação de prejuízos por ocasião de vendavais, danos elétricos, queda de raio, desmoronamento, impacto de veículos e outros revezes.
Mas o apelo ao grandioso número de invasões, favoreceu bastante o convencimento das pessoas.
Hoje eu não tenho uma pesquisa destas nas mãos.  Uma pena.  Acho que devia voltar a faze-lo e talvez todos o devessem em suas respectivas cidades.  Mas não com objetivo meramente masoquista de se preocupar demasiadamente e sim como forma de fixar a importância de se ter um seguro completo para proteger o que temos dentro de nossas casas.
Gozado que o brasileiro não deixa de fazer o seguro do seu veículo, ou pelo menos consultar o preço, priorizando esse custo no próprio orçamento doméstico, o que está correto, mas deixando de lado algo muito mais importante que é sua residência.
Um seguro residencial fica extremamente barato, o que nem todo mundo sabe.
O valor a pagar é anual e se for dividido por 12 e depois por 30, veremos como moedinhas diárias podem garantir a reposição de grandes prejuízos.
Paralelas às coberturas básicas, o seguro residencial traz consigo as coberturas de Assistência Domiciliar que podem ainda garantir reparos elétricos, hidráulicos, serviços de chaveiro, conserto de eletrodomésticos das linhas branca e marrom, limpeza de caixa d'água e até atendimento aos "pets" do seu lar.
Esses serviços de assistência, por si só, valem o preço do seguro.  Eu mesmo não canso de sugerir aos meus clientes, logo após realizarem o seu contrato, para que peçam, assim que receberem a apólice, o serviço de limpeza da caixa d'água, que todo mundo devia repetir, no mínimo anualmente, mas que muitas vezes fica anos sem fazer.
Quando digo para alguém que é preciso pensar no seguro de residência, principalmente neste período de férias, no qual boa parte das casas ficam à mercê da sorte, costumo ouvir a resposta de que a casa tem alarme, cerca elétrica e cachorro bravo.
O fato é que, esses inibidores, além de deixarem o seguro mais barato, podem até evitar a invasão, mas caso ela ocorra, somente o seguro é capaz de recompor os prejuízos.
Pense nisso.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Meus 33 Motivos

O "olho que tudo vê"
Em 15 de dezembro de 2016 eu vou completar 27 anos desde minha iniciação na Maçonaria.
Estou, como dizem meus irmãos, "adormecido" desde 2003, mas sem descansar na minha busca constante pelo "desbaste da pedra bruta".
Estar adormecido, na linguagem maçônica, significa estar com a regularidade suspensa, ou seja, sem a obrigatoriedade da frequência às reuniões e o cumprimento de outras obrigações inerentes aos membros ativos.
Antes de ser iniciado numa das mais antigas fraternidades do mundo, eu fui iniciado na Ordem DeMolay e também na Rosacruz.  Logo mais vou detalhar um pouco cada uma destas "agremiações".
Acho pertinente fazer alguns comentários aqui até para me auto convencer dos verdadeiros motivos que me levaram a me filiar a estas "escolas herméticas".
O fato é que algumas coisas nos são natas e simplesmente não sabemos explicar como.
Eu vivi uma infância conturbada, com problemas para dormir e um terror que me visitava durante a noite.  Por conta disso, tornei a vida de meus pais e de meu irmão mais novo, um verdadeiro inferno, até perto dos 14 anos, acordando com gritos e muito pânico.
Isso me fazia enrolar o máximo para dormir e também a levantar, depois que todos se recolhiam para ficar acordado, com luz acesa, impedindo desta forma as surpresas horríveis de sempre.
Brasão do Clube do Fogo 
De positivo disso tudo, tiro minha paixão pela leitura, nascida em decorrência desta fuga.  Aos 12 anos, já tinha lido toda a coleção de Monteiro Lobato e muitos dos tomos da enciclopédia Trópico, que meu pai guardava em casa como troféu de sua antiga atuação como vendedor de livros.
Não foram raras as vezes que terminei as leituras, tomei banho e fui direto para a escola sem que ninguém em minha casa percebesse.
Uma outra estratégia que eu mantinha para combater o medo de dormir era convidar muitos amigos para pernoitarem em minha casa, costume que me acompanhou até a adolescência.  Com o quarto cheio de gente "viva", eu já não me assustava com minhas visões bizarras.
Desta feita, eu tinha muitos amigos e constantes em minha casa.
Aos 11 anos, eu e um deles, Alexandre Vítolo (não sei se ele me permite esta exposição tão grande), resolvemos criar um "clubinho" de crianças.
Juntando nossos demais amigos, o que incluía nossos irmãos, estabelecemos toda uma estrutura para o funcionamento do clube.  Ela era composta por uma certa ritualística.  Acendíamos uma vela, orávamos e abríamos os trabalhos.  A pauta era quase sempre a discussão de formas de aprender coisas novas conjuntamente, enfatizar em nós a prática de esportes e arrecadar fundos.  O clubinho, batizado de "clube do fogo", permaneceu ativo até por volta de nossos 14 anos.
Já nesta idade, a necessidade de arrumar trabalho, foi o ponto chave para o fim desta linda e saudável brincadeira de crianças que povoava nosso imaginário e arrebanhou muitos garotos nas diversas tarefas e eventos que realizamos.
Tínhamos um jornalzinho, uma tesouraria, uma secretaria, uma biblioteca e uma olimpíada (disputas esportivas) em todas as férias.  Trocávamos dicas literárias e nos ajudávamos mutuamente.
Jamais ouvira, até então, falar em maçonaria, rosacruz, demolay ou qualquer outra coisa parecida.
Anos mais tarde, esta necessidade de interagir me levou a participar ativamente em um grupo de jovens na Igreja Católica.  Esta foi uma experiência que recomendo a todos os jovens.  A vivência dentro de uma instituição religiosa com objetivos concretos ajuda muito na construção do caráter. Tive muita sorte, é verdade, pois a paróquia que frequentava era dirigida por missionários combonianos, bastante progressistas e de pensamento avançado. Foi lá que o "esquerdismo" começou a ser construído em mim e embora sofresse alguns baques no futuro, jamais perdi o princípio norteador do pensamento humanista que me é caro e precioso até hoje.
Jovem DeMolay realizando a cerimônia das luzes
Desencantado, mais adiante, pelas limitações da militância católica, fiquei sabendo, por um amigo, da existência da Ordem DeMolay.  Instituição paramaçônica para jovens, constituía-se em um grupo de estudos e alguma prática com vistas na formação do caráter.  Após me informar bem sobre ela, fui aceito e iniciado.  Pronto, misteriosamente, embora adolescente, eu estava agora envolto a um "clube do fogo" bastante melhorado.  As reuniões (cerimônias) ocorriam dentro de templos maçônicos, que eu jamais conhecera no passado, mas que incrivelmente me eram familiares.
Entre os meus irmãos DeMolay, aprendi a cultivar as 7 virtudes cardeais, compostas pelas luzes do Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companheirismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.  Éramos cobrados na manutenção de um comportamento que exaltasse estes "bons modos".  Fui o único a ser iniciado sem o consentimento da mãe, regra "sine qua non" para ser aceito.
Eu com vestimenta DeMolay
Exerci ali, nesta irmandade, o máximo que pude em termos de serviços, vindo a ocupar inclusive o cargo de Mestre Conselheiro (um tipo de dirigente) no meu capítulo (nome dado a um grupo determinado).  Mais tarde, a convite de outro amigo, Gláucio Sancho, uma autoridade na Ordem, passei a ser o primeiro secretário estadual para o Estado de São Paulo, cargo recém criado naquela altura.
Fiquei espantado ao ver o tamanho desta fraternidade e sua abrangência por todo o globo.  Ligada à maçonaria, meu interesse começou a pender para lá.  Era preciso, contudo, ter 21 anos completos, o que não era meu caso.
Porém, em uma viagem ao Rio de Janeiro, a serviço da ordem DeMolay, fui apresentado ao mundo rosacruz por alguns meninos do capítulo da Capital Carioca.  A AMORC - Antiga e Mística Ordem Rosacruz era ainda mais intrigante.  Estudos mais profundos me fizeram aprender estranhas meditações, que mudaram, de certo modo, minha conduta com relação a visão de mundo.  Algo novo passou a me chamar a atenção: o universo das dimensões, do alcance da mente e da física em suas manifestações diversas.  Minha iniciação nesta Ordem mística se deu, a princípio, na condição de praticar "em casa" os ensinamentos.  Escondido de minha mãe, que jamais aprovara minha iniciação ao DeMolay, muitas vezes exagerei nas experiências, algumas das quais fantásticas.  Mas, jamais me arrependi do que aprendi nas monografias que recebia pelos correios.
Rosacruz - AMORC
Se a forma como conheci o DeMolay e a Rosacruz foram estranhamente coincidentes com minha "brincadeira de criança", o Clube do Fogo, as coincidências não parariam por aí.  Mais tarde eu abriria uma empresa, ativa até hoje, chamada de San Martin, de certa forma uma alusão a Luois-Claude de Saint-Martin que fundou, no século 18, a Tradicional Ordem Martinista (TOM), baseada no misticismo judaico-cristão.  Os martinistas são um braço forte da Rosacruz e estudam a relação entre o Homem, Deus e o Universo.  A finalidade deste grupo é a realização pessoal do seu membro e o transbordo desta realização para a humanidade.  A maneira e os motivos pelos quais escolhi o nome da empresa, o que relutei muito, surpreende. Mas esta é outra história.
Paralelamente ao tempo em que estive ativo na Rosacruz, fui iniciado na Loja Simbólica Doze de Novembro, afiliada à Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo.  Meu padrinho (aquele que nos apresenta e se compromete com nosso desenvolvimento na maçonaria) era um grande amigo, advogado e político cujo filho mais novo havia sido membro do Clube do Fogo durante a infância. Detalhe, jamais eu e ele falamos sobre maçonaria antes que eu o convidasse também a ser um DeMolay.  Até me tornar DeMolay eu não tinha ideia do que se fazia na maçonaria, ou sequer como era por dentro e por fora.
Templo Maçônico
Enquanto maçom, cursando a faculdade de direito e pagando-a com dificuldade, a frequência em loja (nome dado ao local onde os maçons se reúnem) estava impossível e após alcançar o grau de Mestre Maçom, pedi meu desligamento (quite placet) revertido em 1998 quando com alguns irmãos fundamos a loja Aprendizes do Terceiro Milênio, na mesma cidade.
Minha conduta em loja sempre foi muito polêmica, pois valorizava a discussão de assuntos que julgava pertinentes ao maçom, como protestar pelos testes nucleares da França no Atol Moruroa em 1996 além de discutir sobre os desmandos praticados por governantes federais, estaduais e municipais.  Militante político, eu era o terror nos instantes em que a palavra me era franqueada.
Hoje estou mais comedido, por acreditar que estes debates precisam ter foros mais qualificados.
Explicar a Maçonaria não é tão fácil, pois suas origens são discutíveis.  Há quem defenda seu surgimento entre os hebreus que mais tarde chegaram ao povo que participou da construção do Templo de Salomão.  Outros afirmam sem dúvidas o seu surgimento na Idade Média, como uma forma de auxiliar a instrução dos pedreiros, cuja filosofia, astronomia e outras artes eram inalcançáveis.  Independente de qual seja a verdade, o nome, pelo menos, proveio desta época. Mason é o termo inglês utilizado para o operário que trabalha na "masonry" (alvenaria) que envolve tijolos e argamassa.
Esquadro e Compasso - Simbolo Maçônico
Subdividida em potências e ritos, esta "escola exotérica" está espalhada por todo o planeta.  É dividida em graus, nos quais se medem as instruções dos seus membros nos conhecimentos ali partilhados. Os simbólicos são 3 e os filosóficos são 30.  Na soma, pode-se dizer que o final da escada é o grau 33.  Pelo menos no Rito Escocês, do qual minhas duas lojas fazem parte.
Seus símbolos servem para fixar os ensinamentos contidos em seu ritual, envolto em muita sabedoria e tradição.  O principal é a junção do esquadro e compasso que lembram o maçom de seu dever de controlar as paixões humanas, mantendo-as nos seus limites.
A maçonaria não é uma religião, tampouco eu a definiria como uma seita.  Mas é fundamental a crença num ser criador, que originou todas as coisas, chamado de GADU (Grande Arquiteto do Universo).
A todo instante, o maçom é lembrado da sua condição de mortal, ao mesmo tempo que exalta a imortalidade da alma.
A simbologia ainda está na arquitetura de seus templos, vestimentas de trabalho e outras alegorias utilizadas durante as reuniões secretas.
Ao mesmo tempo que se reputa aos maçons a defesa ardorosa das liberdades (principais artífices do fim da escravatura e das lutas pela independência de algumas nações), há quem acuse os maçons de satanistas, ou praticantes das artes das trevas.
O misticismo que a envolve foi o ponto alto de minha atenção que ali encontrou explicações e algum aconchego para o terror da infância insone.



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Vender Mais - Adaptação

O maior desafio no mundo dos negócios é justamente vender mais.
Não importa se mercadorias ou serviços, as empresas foram criadas para se colocar no Mercado por meio dos seus produtos.
É na venda deles que ela se sustenta, se mantém.
Este desafio não é de hoje.  Por muitos anos, vender é vender e se a empresa não vende, está fora do Mercado e pronto.
Mas com o tempo, o Mercado foi ganhando novos formatos.  Diferentes nuances.
O dinamismo dos avanços tecnológicos que substituem mecanismos humanos por meios eletrônicos é um exemplo disso.
O próprio consumidor é muito diferente e muda a todo instante numa velocidade ainda maior que estes avanços.
Minha querida avó, um dia contou-me uma história que eu sempre narro a amigos e colegas de trabalho.  Trata-se do esforço hercúleo que ela precisava fazer para poder tomar seu banho diário, há algumas décadas atrás.
Morando na zona rural ela enfrentava uma verdadeira luta.  No entanto, manter este hábito não era muito diferente pra quem habitava a cidade mais próxima, de onde ela vivia.
Ela contou-me que saía de sua casa, andava alguns passos, cerca de cinquenta metros, para chegar até o poço, a cisterna.  Com um balde vazio nas mãos, ela girava uma grande manivela de madeira para alcançar o fundo e retirar de lá alguma água.  Era pesado o retorno do balde, exigindo uma força sobressalente para puxá-lo.  Enfim, a água chegava, turva às vezes é verdade.
Segundo me disse, já teve um dia, ou dois, em que teve que retirar um sapo que veio junto à água.
Então, com o balde agora cheio e pesado, voltava pra casa.  Esquentava um pouco a água no "fogão a lenha" que dava trabalho semelhante para acender (lenhas, fogo, abanos etc.).
Após testar, com o dedo, a temperatura da água, carregava o balde até o banheiro, agora com um pano para proteger as mãos de uma possível queimadura.  Ao chegar no lugar de banho, tinha que subir em uma cadeira para despejar a água em uma lata afixada no alto de um ferro bem posicionado para este fim.  Imagine uma garota fazendo isso.
Despia-se.  Daí, com uma cordinha já preparada, tombava um pouco da água sobre si, se ensaboava e depois jogava mais um pouco da água para retirar a espuma.  No frio, o banho tinha que ser rápido, ou a água esfriava rapidamente, me explicou.
Mas o final valia o esforço.  Estava limpa, cheirosa e bem cuidada.
Agora vamos pensar nas pessoas de hoje.  Em nossos filhos.
Contam com banheiros confortáveis, duchas deliciosas e com temperatura facilmente adequável ao gosto, toalhas felpudas, shampoos e cremes de perfume exuberante.  
Não é raro reclamarem do espaço do box, do cheiro do sabonete, da aspereza da esponja.
As pessoas estão absurdamente mais exigentes.  Com tudo à mão, desejam o melhor dos melhores, que amanhã já estará ultrapassado.
É assim no banho, com os eletrodomésticos, com os aparelhos celulares, com o corte de cabelo e com os opcionais dos carros.
Se as empresas não se adaptam a este público, vão perdendo espaço.
Se não é diferente com mercadorias, tampouco com serviços.
Assim, se uma empresa deseja se manter e ao mesmo tempo potencializar suas vendas, deve pensar nisso.  Deve se atualizar e atualizar suas equipes a que foquem mais no cliente.
Alguns detalhes não podem ser desprezados.
A agilidade, por exemplo.  São muitas as pessoas que trocam um delicioso almoço a la carte pelo rápido "self service".  Mas até isso já ficou pra trás. Lanches rápidos e comida pronta entregue nos ambientes de trabalho, são a marca da nova geração de trabalhadores.
Outro importante item a se observar é o espírito democrático que deve permitir ao cliente, montar seus combos, comprar sozinho, escolher e pagar.  Meus filhos ficaram encantados com um supermercado em Londres onde comprávamos e passávamos sozinhos em uma máquina que lia nossas compras, cobrava e dava o troco eletronicamente, sem qualquer intervenção humana.  Talvez por ser novidade.  Mas experimentemos num supermercado aqui, no qual possamos nos livrar das filas e passar nossas próprias mercadorias.  Inovação, agilidade, sentimento de confiabilidade por parte do estabelecimento, dentre outras sensações.
Se no entanto para o tipo de mercadoria ou serviço da empresa, houver um vendedor, um atendente, um consultor, este precisará ser sério.  Não carrancudo, mas sério.  Consciente do que faz, do que vende, do que oferece.  Esclarecedor e facilitador.  Aquele que vai procurar um número que nos sirva, ou então, um modelo bem parecido, mas que interpretou nossa vontade, nosso desejo.  Ele precisará fazer uma leitura de nossa necessidade, inclusive, entendendo um pouco de tudo.  Um multi-versátil vendedor.  Como você é?  E os vendedores de sua equipe, como são?
As empresas precisam se colocar no lugar dos clientes.  Entende-los e por instantes, viver como eles. Focar nos usuários do seu produto ou do seu serviço, antes mesmo de focar nas suas metas ou premissas.
Sinceridade, honestidade, leveza, sustentabilidade, transparência.  É possível vender mais quando somos virtuosos.  O cliente sabe, sente o cheiro de falcatrua, maracutaia, barra muito forçada, venda empurrada.
Essa visão nova deve prevalecer.
Tenho pena das empresas que ainda acham que o grande problema de vender algo reside no preço, ou que se preocupam demais com a concorrência.
Para vender mais, o foco tem que ser o consumidor do produto, do serviço.  O cliente que avançou, mudou e continua se transformando diariamente.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

OUTPLACEMENT

Imagine a situação:
Todo mundo falando em crise e notícias de corte para todo o lado.  Você pensa que, se fosse seu caso, possivelmente amargaria um bom tempo na fila de desempregados, pois a idade, aos poucos, o colocou em uma situação não tão vantajosa.  Mas por que isso aconteceria com você, tão dedicado? Melhor nem pensar.  
Ao chegar no escritório, bastante acostumado com a rotina, cumprimenta uns e outros e se dirige para sua mesa, sem perceber que os olhares estão um pouco diferentes, como se algo houvera acontecido e só você não sabe.
Pois bem, foi isso mesmo.  Segundos depois de se sentar, você é chamado para a sala do seu superior. Entre abraços e elogios à sua última postagem no Facebook, ele se senta constrangido, mexendo na gravata de forma incontida.  Como tudo não parece natural, você já sabe, mas ora em silêncio para que Deus lhe garanta estar errado na suspeita.
De repente, "consummatum est".
Você está na rua.  Simplesmente isso.
A crise, o inchaço no departamento, os baixos resultados nas vendas e claro, seu alto salário, seu tempo de casa.  O que deveria ser motivo de garantia da sua manutenção é agora desculpa para a demissão.
Da noite para o dia, diante de todo este cenário sombrio, você tem que acordar pela manhã do dia seguinte, sem a menor ideia de pra onde se dirigirá.
Como contar para sua esposa?  Como cancelar a viagem com os filhos?  Como devolver o carro que acabou de comprar?
Para evitar ou minimizar traumas como estes, as empresas alimentam a ideia cada dia mais forte de comporem um departamento de "outplacement".  Uma forma de agradecer e retribuir ao funcionário, por tudo aquilo que ele proporcionou enquanto dedicou seu tempo ao trabalho.
Recentemente, fui buscar maiores informações e nosso Gestor de Inteligência me trouxe uma matéria completa sobre isso.
Não tenho dúvidas.  Impossível transformar um momento tão doloroso para alguém em algo bom. Mas com certeza esse tratamento ameniza, ilumina um pouco mais a cabeça e aplaca o desespero que geralmente leva às atitudes impensadas do recém desligado.
Ajudar na composição de um bom "curriculum".  Inscrever este agora ex-funcionário em um programa de palestras para melhorar o seu marketing pessoal, a motivação, a auto-estima e sobretudo dar-lhe ferramentas de atualização.  Prorrogar por algum tempo o cartão de refeições e o plano de saúde. E principalmente, dar-lhe uma boa carta de recomendação e alguns contatos de executivos sempre prontos a pescar novos talentos.
Não é tão complexo assim e evita muita coisa.  Dentre elas, a destruição moral e emocional de um pai de família.  E claro, dá a ele a sensação de que a empresa se sente grata e só tomou esta atitude de desligá-lo por não ter outra alternativa.
Há empresas especializadas neste tipo de serviço.  Mas dentro do RH de nossas corporações, eis um tipo de atitude que faz muita diferença.
Com o "outplacement" a relação, sempre muito boa com todos os colaboradores, permanece intocada, mesmo diante do pior dos momentos.
Vamos implantar e breve.

domingo, 13 de novembro de 2016

Depressão, Alegria, Resiliência e outras coisas.

Há pessoas que se recusam tanto em aceitar que as coisas boas também acontecem, que quando estão muito felizes ou diante de realizações, começam imediatamente a pensar que algo ruim vai acontecer, ou então e pior ainda, que não merecem a graça que estão vivendo. 
Não seria mais fácil levantar as mãos aos céus para agradecer por estas bençãos e transbordá-las aos que estão ao redor?  Sim, isso mesmo.  Alegria precisa ser vivida com intensidade e compartilhada, brilhar e aparecer, como luz em um candeeiro. 
Acostumados com dificuldades e sofrimentos durante longo tempo, alguns indivíduos não conseguem muito conviver com os instantes de paz, bons ventos e felicidade.  Estranham, questionam, murmuram. 
Na minha opinião é como desfeitear um presente recebido.  Portanto agradecer os momentos felizes é o primeiro passo quando tudo vai bem.  Agradecer verdadeira e sinceramente a Deus e a todos que estão proporcionando este estágio positivo. 
Mas e se, porventura, o que estamos vivendo, ao contrário é um instante de muito sofrimento, dor, problemas? Não há também aqueles que estão aniquilados, desmotivados, apáticos e sem energias?  Vítimas da depressão, dos baques fortes que foram forçados a viver, ou mesmo doentes, depauperados? 
Claro, sem polianismo, só que é preciso enfrentar todas as dificuldades com garra, persistência, confiança, coragem e sobretudo vontade.  E se não houverem estes ingredientes, despertá-los.  
Esta é a grande prova de nobreza que alguém pode dar aos que lhes observam.  É também o imperativo teste de fibra por traz dos que deram a volta por cima diante das mais variadas circunstâncias das suas vidas. 
Esta garra, persistência, confiança, coragem e vontade, não "dão em árvores".  São itens escondidos no caráter de todo ser humano e que precisam aflorar, serem provocados. 
Vale ainda salientar que nunca saímos iguais de uma batalha, de um problema.  Sempre maiores, mais fortes e muito mais autoconfiantes. E isto forja ainda mais o nosso caráter, nossa personalidade, nos deixando cada dia mais imbatíveis. 
Eu sei que existem problemas e dores insuportáveis, mas mesmo estes são enfrentados pela maioria das pessoas que, com grande resiliência, continuam tocando em frente, mesmo depois de uma doença grave, de uma perda irreparável ou de "tombos" que a vida impõe vez ou outra.
Ser resiliente pode ser um bom começo pra aqueles que não estão bem.  E resiliência é uma coisa que a gente treina. Cada vez que mudamos uma mesa de lugar, alteramos nosso caminho de ida e volta pro trabalho, compramos um bichinho novo de estimação, ou nos mudamos de casa, de estilo, de comportamento, estamos provando essa virtude. 
Há tantos que conhecemos que habitam na mesma casa desde que nasceram, estudaram toda a carreira escolar em um só colégio, jamais se vestiram diferente ou visitaram outras igrejas, clubes, cidades.  Estes são aqueles que, quase sempre, quando de encontro com uma situação surpresa, como por exemplo o desemprego inesperado, ou a notícia de uma cirurgia iminente, são derrubados por terra, com grande dificuldade de se erguerem. 
Sempre há chances e oportunidades para testarmos nossa capacidade de adaptação.  
Se nada mudar na vida, vamos provocar mudanças e quando as coisas finalmente estiverem diferentes, vibrar, se alegrar e interpretar o novo antes mesmo de julgá-lo bom ou ruim. 
Sempre tive que aplicar a resiliência.  Desde cedo, em minha adolescência, houve momentos de eu ser trocado de escola, deixando pra trás amigos queridos e professores que correspondiam ao meu modo de aprender.  Num primeiro instante, o pânico e o pensamento nos diferentes obstáculos a se transpor.  Mas logo, a euforia e o êxtase da nova experiência sobrevinham, afastando o medo e tornando boas todas as coisas.
E assim foram meus dias.  Vivendo no Ebenezer (termo hebraico que sinaliza : "Até aqui, Deus nos ajudou..."), ou tendo que mascar correntes, sempre me lembrei da resiliência. 
Isto são conselhos, apenas isso.  Não há em mim qualquer formação nas áreas da psicologia.  Tampouco autoridade médica ou espiritual para estes aconselhamentos.  Sinto sim, apenas a responsabilidade de trazer comigo, pra uma forma mais ampliada de enxergar as coisas, aqueles que possivelmente se deparam neste momento com esta contradição entre querer ser feliz e temer a felicidade. Sentimento que provoca vazio, inquietação, tristeza sem sentido, morbidez e outros relacionados a desesperança, prejudicando, dentre outras coisas, o raciocínio, a virilidade e a própria reação. 
Estas coisas que relato aqui são fruto de minha vivência, meu combate pessoal contra a depressão, sempre à espreita.  Lembranças que sempre me ajudaram muito a ser quem sou hoje.  
Minha vida já teve tantos altos e baixos, momentos de alegria incontida e quase ao mesmo tempo, luta pesada, que me vi vivendo por mais de uma vez inspirado nas palavras do apóstolo Paulo, naquela que é sua maior lição sobre resiliência, em Filipenses 4:12,13. "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”.  
Dizer para alguém se alegrar nos maus momentos, soa falso.  Dá a impressão de que se é fingido, ou hipócrita.  Mas encontrar motivos, mesmo nas sombras, para se louvar ao sol, é comportamento que inflama a alma humana.  Alma que deve sentir no cultivo das artes, do amor incondicional e da caridade, a motivação necessária e suficiente para seguir adiante apesar de tudo. 
O negócio é não afrouxar nunca.  Desistir, jamais.  Chorar se preciso, mas mesmo com lágrimas, caminhar, caminhar e caminhar.  E se por um daqueles milagres que sempre ocorrem, acabarmos chegando onde se esperava, escolher imediatamente outra direção e recomeçar a caminhada.  Pois felicidade não é um alvo a atingir, mas justamente o que fazemos enquanto a buscamos. Eis a chave para se bater, de cinta, na depressão e outros sentimentos pequenos que nos ameaçam.





domingo, 6 de novembro de 2016

PEC 241

O que você acharia se, na empresa em que trabalha como motorista, atendente ou balconista, fosse anunciado que, em virtude dos altos gastos e despesas, a administração resolveu cortar o seu cartão de alimentação?
Só que, antes de responder, lembre-se que, enquanto isso, foram mantidos os vales combustível da diretoria e criado um vale compras para que os gerentes possam comprar ternos novos nos shoppings da cidade, a fim de andarem melhor apanhados.
Penso que isso lhe deixaria com alguns questionamentos.  Dentre eles se a ação de cortar os gastos pelo fim do cartão alimentação é justa, decente, honesta, correta e se realmente resolverá o problema que é a diminuição de gastos da empresa.  E o pior é que você não pode fazer nada, pois se gritar, perde o emprego.
Bem parecido com isso é o caso da PEC 241 que está em voga nas rodas, mas de forma extremamente superficial e sem qualquer reflexão maior.
Ela congela em 20 anos os investimentos em áreas fundamentais como saúde, educação e outras, enquanto mantém privilégios das grandes fortunas, do universo político, judiciário e de gente que paga escola particular, seguro saúde e portanto, não precisa do governo para quase nada.
Estão, por exemplo, mantidas as remunerações dos juros altos aos bancos e aos grandes investidores.
Além disso, pra se ter uma ideia, a alíquota de imposto de renda permanece a mesma.  Ou seja a das grandes fortunas é igual a de um assalariado bem remunerado (que nem por isso é rico).
Não podemos esquecer dos diversos e constantes interesses estrangeiros que sempre estiveram presentes em nosso país e desde o seu descobrimento.  E as decisões por aqui continuam a ser tomadas pensando apenas neles.
Hoje, sem preconceito, vale dizer que o principal dirigente da nossa economia, o ministro Henrique Meireles, tem cidadania americana.  Mas com certeza, nem esse é o caso.  Só que os interesses que ele e sua equipe mantém prestigiando, são mais pra lá do que pra cá.
Haveria muitas outras mudanças possíveis antes de se chegar a este extremo que a PEC impõem. Mas o povo não só deixou de ser consultado, como sequer foi esclarecido.  Enquanto isso, o Congresso na figura dos deputados federais e senadores, aprova e continua aprovando qualquer coisa que venha do Planalto sem pestanejar e sempre às pressas.
Na contra mão de tudo isso, ocorrem as ocupações de escolas, promovidas por estudantes e sustentadas por intelectuais e pais de consciência elevada, que só viraram manchete agora para serem culpadas por "atrapalhar o ENEN".  Tentativa clara de jogar estudantes contra estudantes.
Com piadas prontas sobre a politização destes manifestantes, jornalistas de má fé e alguns ressonantes da mídia formal, seguem tentando diminuir ou desacreditar o movimento e exigindo da polícia, que promova, com uso até da força se for necessário, a desocupação.  "Patriotas" sem amor pelo Brasil, que não deixam os verdadeiros patriotas brigarem pelo nosso país.
Triste sina de uma nação que tem em uma emissora de TV, concedida por políticos aos seus amigos de então, sua maior fonte de consciência e a justiça que caminha de braços dados com o próprio legislativo que, sem lembrar que é parlamento, representa qualquer um, menos aqueles que o elegeram.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A crise e o universo das franquias

Enquanto a crise financeira está a "sapecar" todo o universo do mundo dos negócios, um setor da economia parece não sentir seus efeitos.
Trata-se do "franchising".  Mais especificamente ligado às microfranquias, que são aquelas cujo investimento total não passa de R$ 80 mil.
Em apenas 5 anos, as redes de franquias nesta categoria aumentaram seu número em 10 vezes, talvez como resposta ao desemprego crescente e aos baixos investimentos necessários.
O fato, no entanto é que as microfranquias trazem consigo uma relação conflitante com aqueles que esperam explodir nos resultados, logo de início.
Com investimentos menores e estrutura enxuta, este formato de negócios demora um pouco mais para encher de alegria o investidor.
Em que pese o retorno ser rápido, não é tão grande de arrancada.
Algumas das principais características das microfranquias, nome pejorativo mas que pegou, são o caso, por exemplo, de se poder trabalhar da própria casa, investir pouco dinheiro para o início das atividades e não se exigir grande experiência no ramo daqueles que estão iniciando.
Se a rede não for sólida e sua gestão responsável, em pouquíssimo tempo, somará uma rotatividade de franqueados tão grande quanto o seu crescimento.
Já aconteceu e não foi pouco, de várias marcas se deslumbrarem com este desenvolvimento rápido no número de franqueados, sem se preocupar em garantir suporte e assistência equivalentes.
Isso deixa investidores inseguros e provoca sim um certo mal estar no Mercado, resvalando inclusive entre os que trabalham sério e compromissados com os resultados de seus franqueados.
A San Martin Corretora de Seguros, que durante 20 anos atuou como uma corretora de seguros convencional, após esta larga experiência resolveu franquear seu modelo de trabalho.
Em início de 2014, fevereiro para ser mais exato, lançou sua primeira expansão.  Hoje, quase 3 anos depois, a rede já conta com mais de 330 unidades espalhadas por todo o território brasileiro.
Claro que muitos franqueados foram atraídos pela condição facilitada da compra das unidades.  Além disso, as exigências sempre foram mínimas.  Contudo, uma estrutura digna das grandes marcas internacionais dá sustentação a este trabalho sério e dedicado.
São, somente na sede, 65 os colaboradores que se dividem entre técnicos, administrativos e comerciais.  Além disso, a rede oferece ainda 11 regiões com máster-franqueados que disponibilizam suas estruturas e assistentes em favor dos seus assistidos.
A Máster Rio de Janeiro, por exemplo, está no seu 6° encontro de franqueados em dois anos de sua abertura oficial.  Não bastassem os encontros que realiza, há um relacionamento constante mantido pelo máster e seu grupo de colaboradores cotidianamente.
O investimento para adquirir uma franquia da marca não é grande, pois o interesse maior da San Martin é crescer no Mercado como "vendedora de seguros e produtos afins".  O ideal é se importar menos com a quantidade de unidades franqueadas e as taxas proporcionadas pelas adesões de novos investidores, e mais no suporte a oferecer.
Contudo, existem marcas que, por apresentarem esta baixa taxa de adesão, precisam vender grande quantidade de franquias para se manter ou se sustentar.  Além delas focarem só na venda de franquias, este "desespero" em vender a qualquer custo, traz consigo o trauma do "mais uma", que alguns franqueados criam.  A tendência então é que eles odeiem cada nova venda da franqueadora e cada novo "parceiro" que se une ao time.  O duro é que numa rede de franquias, ampliar sua capilaridade é totalmente aceitável, pra não dizer coerente com seu propósito expansionista. Errado é não oferecer um bom atendimento depois.
Se a rede cresce de forma agressiva, costuma trazer pessoas de vários ramos de atividade ou até pessoas que nunca trabalharam.
Na San Martin, a pouca experiência dos entrantes é superada pelo treinamento inicial presencial obrigatório aos que adquirem sua unidade.  Este treinamento continua depois por meio de uma Universidade EAD.
A ideia da Universidade Corporativa é tão boa que alguns concorrentes já a copiam de forma declarada.
A UNISAN - Universidade Corporativa San Martin disponibiliza videos-aulas, palestras, entrevistas, perguntas e respostas, material didático e avaliações que visam comprovar o nível de envolvimento e assimilação dos franqueados.
Outro detalhe a se destacar é que até se permite que os franqueados iniciem sua atividade a partir de sua casa ou local atual de trabalho, mas em curto espaço de tempo, os mesmos precisam abir sua empresa e montar seu escritório/loja de maneira a se transformar de angariadores de negócios em "empresários" no ramo de seguros.
Como não existe investimento em estoque, pois trata-se de prestação de serviços, o retorno não deixa de ser rápido e o faturamento potencial.  Mas nunca é demais lembrar que o ganho do franqueado é proporcional ao seu esforço e por isso, nem todos ficam satisfeitos até se habituarem com a venda permanente.
Já por isso, não tendo garantias do recebimento percentual aferido pelos franqueados, a franqueadora para se manter, necessita do royalty fixo, por meio do que realiza seu orçamento financeiro.
Várias redes cobram também "fundo de propaganda".  Ao faze-lo devem se comprometer a realizar ações permanentes de divulgação agressiva e prestar contas deste valor arrecadado.
A San Martin não promove esta cobrança e sua divulgação é realizada com ênfase no Google, Facebook e outras ferramentas de peso na internet.  A montagem de uma TV Corporativa, que realiza trabalhos constantes, permite que os franqueados tenham acesso a dezenas de vídeos para exibição em TV aberta e fechada, redes sociais, eventos os mais diversos e ainda WhatsApp.
Esta divulgação permanente é ostensivamente cobrada pela franqueadora nos treinamentos, áudios-conferências e mesmo e-mails de contato habitual.
Na sua sede de 4 andares em uma das principais avenidas de São José do Rio Preto - Interior de São Paulo, a San Martin traz um auditório para treinamentos e reciclagem constante de franqueados e colaboradores, um competente departamento de expansão, um completo e dinâmico departamento de operações, que alivia o peso dos franqueados na ponta e um amplo e competente departamento técnico e comercial que soma um inspetor para cada 30 unidades franqueadas.
Acrescente a estes profissionais, dois advogados, técnicos de TI, Marketing, Assessores de Imprensa, RH, administrativos e o Departamento de Inteligência que trabalha a avaliação e análise da concorrência, do Mercado, da própria rede e dos clientes, a fim de colocar e manter a empresa em posição de vanguarda.
Pra se ter uma ideia, no último mês a marca lançou sua unidade shopping.  A primeira corretora de seguros dentro de um ambiente de shopping center no Plaza Avenida Shopping em São José do Rio Preto.
Funcionando como alternativa ao público cada vez maior dos centros de compra, a unidade visa ser modelo que demonstrando sucesso será também replicado às demais regiões do país.
Atenta aos franqueados, a gestão da rede promove reuniões mensais de frequência obrigatória por meio de áudio-conferência que são complementadas por áudios de produtos, mensagens corriqueiras da própria diretoria e por dois eventos que se sucedem: o primeiro, a Convenção de Franqueados que já ocorreu em março de 2016 e deverá se repetir em todo ano par e o Congresso Nacional de Vendas de Seguros que acontecerá nos anos ímpares, também no mês de março.
São estes os diferenciais que tiram a San Martin da vala comum das micro-franquias e fazem com que sua rotatividade esteja pequena e os índices de insatisfação se mantenham no mínimo.