domingo, 16 de setembro de 2018

Perguntas e Respostas sobre o Mundo das Franquias


Consultado por uma revista do setor de franquias, expus minha opinião sobre algumas questões relacionadas ao franchising.  Como o material voltou para minha avaliação e depois acabamos por abortar a matéria, vou partilhar, por aqui, o conjunto de perguntas e respostas que faziam parte da mesma.

Por que uma empresa se coloca no Mercado de Franquias?
Franquear uma marca é a maneira mais rápida de expandi-la e sem limites territoriais.  Muitas vezes, uma empresa sozinha não teria "fôlego" ou capital para investir num processo de crescimento rápido.  Ao contar com parceiros investidores, esse problema é resolvido e rapidamente pode-se atingir regiões improváveis.  Além disso, esses investidores atuarão na administração e condução das atividades, funcionando como força de alavancagem e crescimento do conjunto.

Que tipo de empresa ou marca pode ser franqueada?
Se a loja, produto ou serviço oferecido puder ser replicado, tiver por base uma pré-existência eficiente e rentável (unidade piloto)  e por fim, oferecer a possibilidade de acompanhamento e medição de resultados, então está viável para virar uma franquia.

Quais as vantagens para alguém adquirir ou investir em uma franquia?
O próprio SEBRAE demonstra que a mortalidade dos negócios é maior quando se trata de empresa convencional, mas cai vertiginosamente quando se trata de uma unidade franqueada.  Ou seja, a experiência por trás do negócio, o suporte da franqueadora e um acompanhamento e cobrança de resultados ajudam o empreendimento a se manter "aberto" e saudável.
Outra vantagem é que o investidor não precisa inventar a roda.  Marca, logo, material de apoio e marketing, sistema de trabalho, planilhas de controle, planos negociais, produtos e serviços padronizados, suprimentos etc. já estão todos criados em uma rede de franquias.  Enquanto que num negócio individual, o investidor teria que criar tudo isso.

Que tipo de suporte ou acompanhamento uma rede deve oferecer a seus franqueados?
Em primeiríssimo lugar, cumprir a lei de franquias. Oferecer uma Circular de Oferta antes mesmo de vender a franquia apresentando as possibilidades e riscos do negócio.  Depois, cuidar de entregar o know-how (como fazer) para os franqueados, seja presencialmente, seja por meio de manuais impressos, seja on line.  Nesse sentido estão muito em voga as universidades corporativas.  Ainda, se possível, manter departamentos de marketing, apoio jurídico, contábil, comercial e técnico para elucidar, facilitar e promover o trabalho dos franqueados, seja para orientá-los ou cobrar-lhes o rigoroso cumprimento de sua parte no contrato.

A administração da marca (franqueadora) deve cuidar da divulgação dos produtos e serviços?  Fazer fortalecer a marca?
Na verdade há dois tipos de possibilidades. Em um deles a franqueadora cobra uma taxa de propaganda que vai para uma conta específica e mediante as decisões de um conselho ou comitê criado para acompanhar e cobrar ações de divulgação e uso desse recurso, aplica nisso ou naquilo.
Num outro modelo, a franqueadora não cobra a taxa de propaganda.  O franqueado passa a ser o responsável pela divulgação local e a franqueadora pela divulgação nacional.  E ela mesma decide em que veículo ou instrumento aplica seus recursos e qual o tamanho desses investimentos.
Em ambos os casos, no entanto, compete à franqueadora fornecer material visual, gráfico, vídeos ou outros quaisquer que facilitem uma divulgação dentro dos padrões estabelecidos e observância das regras do produto ou serviço.

Qual a relação hierárquica entre a administradora da marca (franqueadora) e os franqueados?
Não há relação de mando.  Franqueados não são chefes, nem empregados da franqueadora.  E vice-versa.  Mas existe uma hierarquia.  A franqueadora é a dona da marca, do know-how e pode modificar versões, metas, formatos e o que decidir para garantir o bom desempenho da rede e a vitalidade da marca.  Como em todos os contratos, há para ambas as partes, direitos e deveres.  Entre os deveres da franqueadora está oferecer o suporte e aos franqueados cumpre produzir, zelar pelo bom nome da marca e sobretudo valorizá-la, fazê-la crescer.  A franqueadora é portanto maior que o franqueado nessa relação devendo ser ouvida, seguida e respeitada.

Há limites para uma rede crescer?  Quando reconhece-lo?
O que caracteriza uma rede de franquias é sua capilaridade.  Há marcas famosas que possuem um número imenso de unidades e há fila de espera para novos franqueados desejosos de aderir.  Quanto maior, mais forte, mais conhecida e mais valiosa para todos os seus participantes.

O contrato é limitado pelo tempo?  O que acontece depois de vencido o prazo de vigência?
A maioria das marcas trabalha com cinco anos.  Tempo suficiente para os franqueados receberem seu capital de volta e ganharem dinheiro em cima.  Depois, sendo viável, renovarão os contratos dentro de novas regras a serem discutidas.  Nós praticamos o contrato com renovação automática caso não seja demonstrado o interesse pela não renovação que poderá ocorrer dentro de uma situação em que o franqueado não está cumprindo sua parte principal, ou seja, atender a demanda em sua região a contento e com padrão.  Findo o contrato, o franqueado é submetido a uma quarentena.  Não poderá, por determinado tempo, trabalhar na mesma área ou utilizar banco de dados de clientes ou produtos da rede que acabou de abandonar.

Franqueados e administradores de rede (franqueadores) podem se trair mutuamente?
Claro.  Contratos podem ser quebrados unilateralmente em todos os ramos de negócios.  Franqueadores podem produzir canibalismo em suas marcas, assim como franqueados podem desviar produção (vendas de produtos) ou serviços para concorrentes ou pra si mesmos, fora do contrato com a marca.  Em ambos os casos, há penalidades previstas, sem falar no dano grave produzido pela falta de ética e seriedade.

É normal que franqueados desistam antes do final do prazo de vigência de seus contratos?
Sim.  Muitos compram um negócio por impulso.  Outros descobrem depois que não são afeitos ao ramo de negócio em questão.  Mas há também franqueados que são afastados pela própria franqueadora pelos mesmos motivos, ou seja, constatando-se que não possuem o perfil necessário.  Também há a quebra de contrato por não observância de cláusulas contratuais e isso pode ocorrer por culpa de ambas as partes.

Espero enfim ter contribuído, de algum modo, para sanar algumas dúvidas de investidores que buscam maiores informações antes de se lançar no mundo das franquias, seja como franqueado, seja como franqueador de seu negócio.

sábado, 15 de setembro de 2018

Croácia


Aeroporto de Split
República da Croácia
Convidados por uma grande parceira de negócios, a Companhia de Seguros Allianz, fomos, eu e minha mulher para a Europa Oriental conhecer a linda Croácia. Um privilégio inesperado nesse ano de 2018.
Pertencente ao que antes era a Iugoslávia, a região tem uma história vasta de conflitos, invasões e sobretudo muita beleza natural e cultural.
Embarcação no porto de Hvar
Tendo a kuna croata por moeda, que hoje vale em torno de 65% do real, o país tem uma economia baseada na indústria têxtil, mas fortalecida pelo turismo e apresenta um índice de desenvolvimento humano de aproximados 0,77.
Sua área total é de pouco mais que 50 mil km² e sua população é cerca de um terço da cidade de São Paulo.  Algo em torno de 4 milhões de habitantes.  Por isso, pode-se brincar que ali todo mundo é praticamente "da mesma família".
O governo é misto.  Assim a presidenta Kolinda Grabar-Kitarovic, que fez sucesso na copa da Rússia  é para eles quase uma figura "decorativa".  E por falar nela, estão todos muito bravos com o que se divulgou nas redes sociais.  Kolinda jamais vendeu o avião da presidência, pois ele nunca existiu.  Carros da frota pública foram vendidos bem antes de ela tomar posse e ela não teve seu salário rebaixado, nem reduziu a aposentadoria de ministros e congressistas.  Ou seja: "propaganda enganosa" de quem quis usar essa sua imagem para dar "lição de moral" nos políticos brasileiros.
Praia de Hvar
No mapa a Croácia está localizada em mares mediterrâneos na faixa denominada de Mar Adriático.
Salvo engano, quando chegamos era final do verão.  Uma quinta-feira, véspera do feriado de 7 de setembro no Brasil no dia em que o avião pousou em Split.  De lá, pegamos um barco para a ilha de Hvar, cuja pronúncia se parece muito com "rrrrruarrr".  Em pouco mais de uma hora e meia depois chegamos nas bordas daquela que  seria, pra mim, uma grata surpresa.
A linda cidade pertence a região conhecida por Dalmácia, cujo nome é uma alusão aos bravos dálmatas, povo que enfrentou os romanos quando de suas incansáveis tentativas de invasão por mais de dois séculos.  Oriundos dos ilirios, raça indu-européia, os dálmatas surpreenderam os invasores por sua coragem, fazendo com que esses batizassem a região em sua homenagem.
Mapa da Croácia
De água cristalina que permite enxergar o fundo do mar sem dificuldades e com clima quente, pelo menos nessa época do ano, a ilha abriga ruas estreitas e com degraus, cujas construções lembram os povos que por ali passaram.  Romanos, gregos, venezianos e austríacos deixaram com o tempo suas marcas.  Nas partes mais afastadas do litoral, no entanto, pequenos prédios ainda lembram o período sob influência do regime comunista.  A Iugoslávia fora aliada da União Soviética até o fim da década de 40, quando então rompeu com Stalin.
Mulheres em seus trajes típicos
Como já afirmei, Hvar é linda e um forte, sobre a montanha,  defendia no passado a ilha das invasões.  Talvez por sua beleza e posição estratégica,  Diocleciano, imperador de Roma, escolheu a Dalmácia como morada, onde permaneceu até sua morte.
Nas noites o clima esquenta ainda mais na ilha com festas e baladas nas pequenas ilhas vizinhas. Isso atrai turistas, sobretudo jovens, de várias partes do mundo.  O cheiro de lavanda se espalha no ar e pelas barracas de artesanato que estão por toda parte.
Nas placas e construções, inscrições em latim (influência romana) se misturam com a língua croata e seus acentos diferentes para nós.
Quase 4 horas de lancha separam Hvar de Dubrovnik. E esse foi o percurso que fizemos: por mar.  O verde impecável do Adriático pede uma parada para mergulho nas densas águas salgadas e frias como as que temos no litoral fluminense.
Entrada da cidade murada
Dubrovnik
Entre uma e outra cidade, diversas ilhas como Korcula onde almoçamos, se esparramam pelo mediterrâneo.  Foi em Korcula que vi, pela primeira vez e em um quintal comum, uma pequena plantação de oliveiras.  Diga-se de passagem, nunca havia experimentado azeite mais saboroso, que ao lado do vinho croata está em todas as mesas, sem exceção.
Seguindo viagem chegamos a falada Dubrovnik, também destacada por servir de cenário para a série Game of Thrones e um dos filmes de Star Wars.  Por ali, os turistas procuram os lugares para imitarem, em fotos, cenas dos filmes.
Consta que há pouco mais de 40 mil habitantes em Dubrovnik.  Mas dá pra afirmar, sem medo de exagerar, que pelo menos 100 mil pessoas passeiam diariamente pelas ruas da cidade murada.
A beleza maior, apesar dos lindos vales, encostas e outros componentes naturais, está nos monumentos históricos ainda presentes e que, de certo modo, resistiram aos terríveis bombardeios sérvios no início dos anos 90 quando começou a luta pela separação da Croácia.
As marcas das bombas, mísseis e outras atrocidades estão também por todo lado e a população ainda se incomoda de discutir o assunto.  Quase todo mundo perdeu alguém querido no conflito sangrento que durou 4 anos e projetou personagens mundo afora como o líder Sérvio Slobodan Milosevic, morto em 2006.
Ruas da cidade murada
Dubrovnik
Vizinha da Bósnia e Montenegro, a cidade de Dubrovnik tem construções modernas, ainda influenciadas pelo período Iugoslavo bem ao lado da medieval cidade murada com suas ruas de pedra, a grande muralha, igrejas, palácios e muitas casas as quais os proprietários alugam por pequenas fortunas para os turistas passarem períodos.
Passear durante o dia é incrível, mas durante a noite é mágico.  A gente realmente se sente dentro de um grande estúdio cenográfico.
Muralhas de Dubrovnik - Croácia
Há diversas coisas para se ver na região, inclusive ilhas a serem visitadas como Lokrum, um paraíso natural que também oferece um antigo monastério onde está o famoso trono de ferro da série da HBO.
O mar é extremamente navegável.  Iates, botes e caiaques dão um colorido especial às encostas.  Já prometi que da próxima vez, venho preparado para entrar no mar cujos peixes nadam tranquilos e visíveis ao lado dos turistas.
Por do Sol - Mar Adriático
Mesmo com essa vasta oferta de lugares para conhecer nos detivemos, até por termos pouco tempo, a ficar por Dubrovnik.
Para finalizar, vale dizer também que o caminho de carro até o aeroporto, pelo alto das encostas de Dubrovnik, oferece uma vista "de outro planeta".
Vai ser difícil esquecer essa visita e mais difícil ainda não querer voltar, com os filhos, da próxima vez.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Novo Cenário.

No último dia 11 de setembro, o PT lançou, oficialmente, Fernando Haddad como candidato a presidente da república no lugar de Lula que não pode concorrer por ter sido condenado em segunda instância por "crime" de corrupção.  Como vice, nessa chapa que tem Haddad à frente, está a gaúcha Manuela d'Ávila do PCdoB, um velho aliado do partido dos trabalhadores.
Dias antes, véspera do feriado de 7 de setembro, o candidato Bolsonaro, do PSL, havia sofrido uma facada no abdômen.  Conhecido por suas ácidas defesas à ordem pela violência do Estado, um estranho nacionalismo que presa as fronteiras, mas ao mesmo tempo presta culto à bandeira Norte-Americana e por fim dono de um manifesto desprezo às minorias, pode-se dizer que o candidato Bolsonaro se coloca ao extremo da direita, num quase fascismo.
Apostava-se que essas duas situações novas poderiam alterar muito os resultados finais dessa campanha eleitoral.
Já bastante tumultuadas, com a prisão de Lula em início do ano e depois com a falta de fôlego dos candidatos tidos por "direita", que não decolam nas pesquisas de intenção de voto "nem com reza brava",  as eleições presidenciais desse ano, com esses fatos novos iriam mudar completamente.
Contudo, se mudanças se apresentaram, elas foram ainda mais desfavoráveis aos que odeiam a esquerda no país.
Ao contrário do que se imaginou de início, o candidato ferido não evoluiu nas pesquisas ao ponto de representar ameaça de vitória em primeiro turno, mas pelo contrário, teve sua rejeição ampliada.
Já Ciro Gomes, candidato pelo PDT do falecido Leonel Brizola, subiu bastante e chegou a ofuscar os primeiros instantes do anúncio do substituto de Lula.
Haddad, por sua vez, recém encarado como candidato de fato, já desponta entre os três primeiros colocados na última avaliação.
Cordiais entre si, Haddad e Ciro caminham emparelhados e para cima.  Assim, o que antes a esquerda temia, que era ter que votar em um candidato de direita para barrar a extrema direita, agora passa a ser temor da direita, ou seja, ter que votar em um progressista de centro esquerda, para barrar um petista, no meu entender também de centro esquerda.
Mas esse, pelo menos pra mim, se consolida no melhor cenário possível até o momento. Ficar no segundo turno entre Ciro e Haddad.
Sei que muita gente não comunga dessa minha visão.
Dias atrás, em um encontro profissional com colegas de minha categoria, fui "linchado" por manifestar essa preferência.  É que me lembro de como foram meus primeiros 32 anos de vida e como foram os 12 seguintes.  Muita gente, ou está numa faixa etária que desconheceu o que era o Brasil dos militares, de Sarney, de Collor e FHC, ou então pertence a um grupo com memória muito fraca e que de algum modo não acompanhou estatísticas concretas da evolução do poder de compra da população, da empregabilidade do país ou mesmo do "mapa da fome" no qual nos encontrávamos antes da era PT. Esses mais velhinhos, também por certo não se atentaram para o fato de que antes qualquer corrupção ou desvios eram varridos para debaixo dos tapetes, prática que os governos de Lula e Dilma aboliram, manifestando e publicizando tudo o que era preciso denunciar e investigar, mesmo que para isso, aliados fossem encontrados com a "boca na botija".
O fato é que, sempre e em toda parte do mundo, após um certo período de governo da esquerda, a direita volta com tudo como a exigir seu antigo posto.  Pra isso, se valem de todos os mecanismos e super estruturas disponíveis na sociedade, o que inclui a mídia oficial, órgãos do sistema jurídico e mesmo os braços da república, como o próprio congresso (ou parlamento).
Ao reclamar essa devolução do poder, no Brasil da era Dilma, a direita tentou o legalismo da participação eleitoral.  Derrotada, foi ao que chamamos no futebol de "tapetão".  Paralisou o trabalho do executivo, despejou pautas bombas no Congresso e alijou completamente a defesa da economia do país, agravando sua crise iminente com uma crise política sem precedentes.
Por certo os artífices desse golpe ensaiado e tão bem aplicado, responderão aos "infernos" pelas pessoas que desgraçou com o violento aumento do desemprego, da fome, da miséria e da castração aos parcos avanços sociais amealhados pelos governos, não poupando nem a era Vargas, com a recente destruição dos direitos trabalhistas.
Não consigo crer então, com muita facilidade, que esses articuladores "das trevas" abrirão mão, tão facilmente, do poder que detém apenas com base em resultados eleitorais que possam devolver ao povo, uma representação legítima.
A perseguição descarada e sem precedentes ao ex-presidente Lula e qualquer outro que ameace voltar ao governo por vias naturais, prova claramente que muita "água ainda poderá rolar por baixo dessa ponte" antes que um petista volte ao governo do Brasil.
Mas se a festa da democracia prosseguir, e nada ocorrer, somente urnas fraudadas impedirão a posse de um representante da classe trabalhadora.  E é justamente por isso que fico animado ao ver dois candidatos de perfil tão próximo rumarem juntos para esse confronto final.
Se um sofrer uma emboscada, ainda haverá o outro.  O tempo é curto para tirar dois da jogada de forma sub reptícia, seja pelo envolvimento fictício a processos de corrupção, seja por aviões "caídos" em plena campanha.
Bem preparados, homens de confiança do próprio Lula e vigorosos defensores dos direitos em favor dos "menos favorecidos", Haddad e Ciro representam o bom senso, a ética e a factível retomada dos projetos interrompidos.
É por isso que vou torcer e farei, ao meu modo, o que puder para esse resultado.  Primeiro defendendo Haddad e Manuela, substitutos diretos do próprio Lula e depois, se for o caso, lutando por uma unidade entre esses e o pedetista contra qualquer outra possibilidade que se apresentar de última hora, mesmo que em flagrante repetição tática "do golpe" que prossegue.
Geraldo, Marina, Meirelles e outros ungidos do "sistema" não passarão e a extrema direita talvez não tenha, ainda pelo menos, encontrado sua vez no país consagradamente democrático, respeitador de acordos internacionais e promotor do diálogo.



segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Cuidados Especiais

NÃO POTENCIALIZE O QUE QUER VER DIMINUÍDO
Atribuída a muitos, a frase "falem bem ou falem mal, mas falem de mim" guarda uma profunda verdade. O "falado" fica mais conhecido e os interesses, mesmo de quem não estava nem "dando bola" pra ele, serão enfim atraídos. Por isso é importante não pronunciar o nome da marca, da pessoa ou da coisa que você não quer ver fortalecida.
Nesses momentos de campanha eleitoral, esse cuidado nunca foi tão importante.
Às vezes, acreditando estar combatendo uma ideia, podemos reforçá-la chamando a atenção de quem não estava "ligado" no assunto, ou na pessoa em questão.
Sem falar em tempos de avançada tecnologia da informação em que os tais algorítimos trabalham justamente para registrar, catalogar e potencializar o item digitado muitas vezes.
Por isso, já estou, a partir de hoje, me corrigindo nesse sentido. Quando eu quiser falar mal de algum candidato, cuidarei de apelida-lo ou então destacar suas características (ruins), mas não mais mencionarei seu nome.
Por exemplo: "Aquele da Bíblia e da Teoria da Conspiração". "O velhote da economia que trabalhou para os grandões". "O que diz que surgiu agora, mas que era o provável banqueiro por trás da sua conta". "O gritão misógino que nunca produziu um projeto no seu Estado". "A cansada e seu lero-lero". "Aquele das merendas desviadas e da Educação que nunca priorizou". E por aí vai.
Faça o mesmo. Evite dar IBOPE pra maluco ou enganador.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Os melhores do Seguro no Brasil - San Martin Corretora de Seguros

A Revista Apólice do Mercado de Seguros realiza, desde 2010, uma premiação para as empresas do ramo de seguros que apresentam cases de sucesso com ações relacionadas a inovação, tecnologia e gestão.  No ano de 2018 a San Martin encaminha, pela primeira vez, o Plano de Sucesso de Marketing do Franqueado e o mesmo foi reconhecido como case de sucesso de uma das mais importantes publicações do setor de seguro nacional.
O Plano de Sucesso de Marketing do Franqueado San Martin, é disponibilizado pela Universidade Corporativa – Academia San Martin.  Neste o franqueado aprende um pouco mais sobre as técnicas de Costumer Success, dicas de como direcionar seus esforços em produtos, com base no nível de maturidade de sua unidade, além de um funil de vendas completo, com ações de Inbound e Outbound Marketing, para melhorar a performance desde o topo do funil (atração dos clientes) passando pelo meio e fundo do funil (maturação e conversão do mesmo em vendas) até o pós vendas.
O Diretor de Marketing da San Martin Corretora de Seguros, Samilo Lopes, completa ainda com a informação: “Só para se ter uma ideia, 80% das franquias que implantaram o Plano de Sucesso de Marketing nas suas unidades, alcançaram crescimento em vendas significantes, e mais, 20% destes conseguiram a certificação de unidade Premium em sua primeira oportunidade”. Samilo acrescenta que esta premiação é fruto dos esforços da equipe de marketing com o resultado das unidades que trabalharam para colocar o plano de marketing em ação e já estão colhendo seu retorno financeiro. Assim o Diretor de Marketing deixa um convite: “Para aqueles que estão chegando na rede agora ou que ainda não conhecem o plano, fazemos o nosso convite para que venha conhecer e implante este plano de ação em sua unidade com o passo a passo de como trabalhar sua franquia desde o primeiro dia até a sua certificação Premium”.
Este prêmio foi recebido em mãos por Samilo Lopes e Vanessa Alves (diretora comercial) em São Paulo no dia 23 de agosto de 2018. também representando a empresa estavam presentes Marcos Cazella e Larissa Lima, veja imagens:
E a San Martin não parou por ai, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios da editora Globo, divulgou em seu Guia de Franquias – 1.000 Franquias e o Ranking das 411 melhores redes do Brasil aponta a corretora de seguros como uma das melhores redes do Brasil. A empresa agora possui o direito de uso do selo “Melhores Franquias do Brasil 2018”.
A Diretora de Redação da revista, Sandra Boccia afirma que o anuário publicado passou por processos de “pesquisa, checagem minuciosa de dados, feitura de gráficos, tabelas, entrevistas e reuniões” […] “são revisados e aperfeiçoados edição a edição, com a chancela de nossa empresa parceira, Serasa Experian, e dos membros do Conselho Consultivo deste Guia de Franquias”. Desta maneira Sandra se orgulha em apresentar um material realmente voltado para o investidor com a mais gabaritada fonte de informações.
A Franqueadora San Martin, se orgulha de seus prêmios e agradece a todos os franqueados pelo empenho e dedicação assim como seus colaboradores, afinal estes prêmios nada mais são que o reconhecimento por simplificar a vida de nossos clientes em todos os aspectos de produtos oferecidos em seguros, consórcios e financiamentos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Mercado Nervoso


Não adianta brigar ou espernear.  Especialistas do Mercado Segurador afirmam que é preciso inovar urgentemente para não ficar para trás.
Acomodados com a Lei que sempre protegeu a categoria preservando a intermediação, muitos  Corretores de Seguros precisam se lançar ao "oceano de oportunidades" oferecido por um universo com mais de 70% de possíveis clientes que não sofrem qualquer tipo de investida desses profissionais.  Dá pra acreditar?
Enquanto isso, crescem as ameaças de vendas digitais, aumenta o ataque das super magazines e já é grande o número de franqueadoras do setor, todos concorrentes fortes, num campo anteriormente só dividido, pelos corretores, com as instituições bancárias.
Havendo aumento das vendas, o seguro ficará mais barato e consequentemente abriria as portas para novos clientes, que até o momento não tiveram coragem ou condições de conhecer um seguro.  Esse processo, em pouco tempo, se converteria num círculo virtuoso em que a lei da oferta e procura beneficiaria a sociedade.  Mas até chegarmos nessa fase, muitos corretores terão sucumbido no meio do caminho, simplesmente por se manterem numa condição de passividade.
Agente dedicado e preparado, o profissional Corretor de Seguros protege o segurado à medida que lhe evita a aquisição desnecessária de coberturas, preservando, ao mesmo tempo, o preenchimento de suas necessidades sem deixar falhas em um contrato.
Além disso, quase sempre, o corretor se posta ao lado do cliente em embates contra as seguradoras e suas múltiplas cláusulas de exclusão.
Por razões como essas, a intermediação dos corretores é indispensável no Mercado.  Essa atuação, no entanto, pode ficar prejudicada diante das novas forças que se apresentam e o que seria um papel semelhante ao do "médico de família", só que da proteção patrimonial das famílias e empresas, deve ser trocado pela agilidade e simplicidade.
Mas as seguradoras também precisam evoluir.
Produtos semelhantes estão se sucedendo sem grandes modificações, há mais de duas décadas, deixando de oferecer inovações que fariam a total diferença nos resultados de quem comercializa e de quem consome seguros.  Essa falta de resiliência, está acabando.  Por exemplo, cada dia é mais real a possibilidade do seguro sob medida contemplando quem o precisa utilizar "em partes" sem a necessidade de comprar por um tempo "x", às vezes, superior ao que o cliente necessita.
Mas esse é apenas um dos muitos formatos que poderão ser criados nos próximos anos, principalmente pelas grandes companhias que já trabalham múltiplos aplicativos, ágeis e outros facilitadores.
O grande lance a ser observado é que as seguradoras podem, caso se organizem, jogar no Mercado esses aplicativos e outros mecanismos de contratação que independam da ação de corretores.
O único óbice deve ser a lei que protege os corretores.
Agora, com a fragilização dos sindicatos, nada que um poderoso lobby promovido por grandes grupos internacionais não dê conta de resolver.



terça-feira, 21 de agosto de 2018

Meu Tio Antônio






Os estudantes





Toda a vida que encerrava em seu peito
Liberdade indomável, flor selvagem,
Águas frias são profundas e turvas,
Águas frias de uma triste viagem.

Estrelado era o céu e os pescadores
Testemunham em canoas silentes
Juventude feliz, ébria de amores
Se apagando como estrelas cadentes.

Na tristeza deste vale de lágrimas
Destas almas a queda, faltou sorte
Todos sonhos da vida se desfazem
Traz a marca de um abraço da morte.

Do desterro uma mácula estampada
Retirado do sonho a profissão
Partiu jovem, feliz e coroado
Desbotado na volta o coração.

No desfecho diz adeus à elegância,
Amparado foi pela hábil mão
De seu corpo à limpeza se entregava
Balouçando ante o frio da ocasião.

Dos degraus na descida a cantoria
Melodia de itálica canção
Na subida o som fúnebre se ouvia
Conduzido sobre os ombros do irmão.

Se mistura essa dor a tantas dores
Deste Réquiem coletivo às paixões.
Infortúnio das mães junto a seus filhos
Agarradas nos tampos dos caixões.

Som dos sinos, um tétrico cenário.
E a mãe diz adeus à flor selvagem.
Junto ao peito o seu filho só levava
Ousadia e esperança na bagagem.

A flor fina se afoga em turvo rio.
Nobre chama que forjara o seu brio
Que luzia tão altiva a coragem
Se perdeu para sempre na viagem.

Marcelo Gomes – Sobrinho de Antônio Antunes Filho
Morto no desastre dos estudantes em 1960.

domingo, 5 de agosto de 2018

A caça como resultado da ancestralidade. Concorrência e disputa.

Não tenho uma formação acadêmica voltada para a antropologia.  Por isso, tudo o que eu traçar nessas linhas, são cogitações.
O fato é que nós, os seres humanos, somos muito complexos e penso que essa complexidade resulte de vários fatores, como ambiente, criação, religiosidade, DNA e talvez, quem sabe, da nossa condição histórica ou evolução, levando-se em conta a ancestralidade.
Ninguém duvida.  Nos primórdios competia à raça humana caçar, todo o tempo, se quisesse sobreviver.
Como integrante dessa raça, trago em mim essa característica.  Mesmo contrário a qualquer tipo de caça animal ou esporte que promova o sofrimento destes, tenho sangue nos olhos quando o assunto é "buscar o que se quer".
Por isso acho que me dou bem no mundo dos negócios e na política.  Trago em mim esse dom, essa vocação, qual seja a de caçador.
Negócios e política são dois assuntos que me atraem bastante.  E por que será?
A disputa e a concorrência me dão um certo conforto n’alma, como que se atendessem a esse apelo intrínseco ao meu caráter.  Me faz bem, enfim e me motiva ter que correr atrás, todos os dias, para conquistar algo.  Ou seja, caçar.  E isso me impulsiona.  É o que me faz, seguir em frente.
Esse texto vou partilhar com amigos.  Também vou publicá-lo.
Tenho usado um blog ao qual denominei “Fazendo Autocrítica” porque preciso dividir minhas ideias.  Eu escrevo como que promovendo uma catarse por meio da clarificação de meus pensamentos e o desnudar de minhas opiniões ali, "no papel".
Também é porque não sei analisar e pensar sozinho.  Preciso então conversar com alguém, além de minha própria consciência, mesmo que a resposta só apareça depois, voluntariamente e silenciosa, diretamente na minha mente.  Só pra mim.  
Experimentei a leitura, muito cedo em minha vida. Aprendi depois que escrever em seguida à leitura, seja para alguém, seja para mim mesmo, causa esse efeito salutar em meu cérebro.  Uma "discussão" comigo mesmo que precede as conclusões.  Escrevendo, mesmo que ninguém leia, estou debatendo.  Se isso, por si só, não explica a criação do blog, então fica a ideia de que, tendo sonhado em ser jornalista e não perseguido esse objetivo ao seu termo, pratico-o amadoramente dessa maneira.  Não importa.  No fim, serve pras duas coisas.
Mas mesmo com a prática ou tentativa da dialética, gosto de concluir, no final de tudo, que estava certo. Pode? 
Essa competitividade é assustadora e não muito conciliadora com meus projetos pessoais.  E vem de onde, então?  Aí que está.  Eu acredito que da minha (e sua) natureza humana como caçador.
Ser descendente de caçadores, de pessoas que precisavam correr e agarrar uma presa para se alimentar e se manter vivas é condição humana incorrigível e ponto.  Ainda que no mundo das palavras, das ideias.
Outra coisa.  A vida pacata, tranquila e sem desafios extras, não tem graça para mim. Talvez é o que me faz não guardar dinheiro, gastar além do que ganho, ou aceitar convites dos quais me arrependerei em seguida.  Provocar debates polêmicos e participar de partidos políticos, associações, sindicatos e outros grupos em que a disputa está sempre presente também me atrai.
E se uso da subjetividade nessa análise é porque não tenho certeza de nada.  Tudo o que sei é que vivi tentando me provar capaz, dinâmico, inteligente, forte, o tempo todo.
Bem característico de quem é competitivo.
O exercício dessa disposição inata por caçar me faz levantar da cama, desafiar as condições físicas, que nem sempre são favoráveis e ainda enfrentar o desconforto das dificuldades naturais para se tocar um negócio, ou militar na política.
Quero destacar nesse "debate" no entanto, os negócios, minha condição como empresário.
Sobre isso, não bastassem as reais barreiras para um empreendedor sobrevier nesse país, juntam-se a elas as peculiaridades do próprio negócio e por fim os ataques permanentes da concorrência.
Ora fruto do desmedido avanço de tecnologias substitutas do nosso trabalho, ora fruto das boas condições atingidas que nos colocam à frente e visados, o “matar um leão por dia” nunca foi tão necessário como agora.  De qualquer modo, o que não dá é pra descansar, sequer piscar os olhos.  E quer saber?  Isso é bom.
Sou Corretor de Seguros, uma profissão ameaçada por diversos fatores que vão da prática do negócio por parte de bancos e grandes redes de lojas, até mais recentemente, de forma direta pela internet.  Isso tudo me levou a criar mecanismos de sobrevivência via fortalecimento da classe. Unindo pequenos agentes num forte conglomerado, nos tornamos, há cerca de 4 anos, uma rede de franquias que vem amealhando seu lugar no Mercado com êxito, sem perder o respeito e a qualidade do trabalho.
Mesmo assim tem sido necessária a busca permanente de novidades e novas maneiras de atuação que correspondam aos apelos de uma clientela cada dia mais exigente e esclarecida.
Ainda temos enfrentado muitas situações para as quais não estávamos prontos, mas que agora nos obrigam a viver em alerta, vitamina fundamental para se crescer ainda mais ou se consolidar numa boa posição, quando o assunto é negócios.
Vou dividir essas ocorrências em pontos. 
Ao primeiro chamarei de “capacitação insuficiente”.  Isso mesmo.
Com o crescimento do negócio, necessidade de agilidade e mais assertividade, a busca por pessoal qualificado é vital, ao passo que encontrar essa turma não é tão simples.  Bons profissionais, nessa área, por certo estão empregados e quem os detém não os libera pura e simplesmente. Assim, contamos sempre com nosso pessoal qualificado, para que ajude no treinamento e potencialização dos demais.  Não raro esse aprendiz, ao atingir o ponto de eficácia é abordado pela concorrência, ou mesmo por parceiros de negócios, no nosso caso as seguradoras, que com o mesmo problema de encontrar alguém preparado, passam a pescar em nosso aquário. 
Minha avó sempre dizia uma frase quando eu perdia um amigo, uma namoradinha ou mesmo um bichinho de estimação:  “Deixe livre quem quer partir.  Se voltar é porque se sente parte do nosso convívio.  Se não voltar é porque nunca esteve aqui de fato”.  Sei lá, coisa de europeus “frios”.  Mas no fundo é assim mesmo.  Mulher sábia.
Jamais cobrimos uma oferta e jamais insistimos para que fique conosco aquele colaborador que recebe uma proposta de trabalho.
A pessoa devia medir as condições que fazem do “estar conosco” uma vantagem.  Ambiente, salário, benefícios, capacidade de crescimento, posição da empresa no cenário nacional etc.
Se essas coisas não pesarem na sua decisão, provavelmente o que a move é então, realmente, só o salário.  Uma vez coberto, virá outra tentação e depois outra.
O segundo fator de combate do nosso dia a dia é a expectativa das pessoas que compõem nosso “hall” de associados, ou seja, os franqueados.
Quando alguém compra uma franquia (uma empresa, um negócio), traz consigo uma expectativa.  Quase sempre a de ser patrão de si mesmo ou chefe de alguém.
Bem, o que devo dizer sobre isso?  Se você não era um bom funcionário, precisa avaliar.  Como patrão, vai conseguir dirigir aquele “funcionário interno” que traz consigo?
Quais eram seus problemas enquanto empregado?  Dificuldade de acordar cedo, de produzir, de se concentrar, de cumprir regras e atingir metas, de se dedicar mais e além do esperado, ou o que?
Sim, pois como patrão ou patroa de si mesmo é de alguém com todas essas qualidades que vai precisar.  O dono de um negócio próprio tem que ser o primeiro a chegar e o último a partir.  O que mais se dedica e o que mais segue as regras do negócio.  Deve enfrentar todas as adversidades do dia para atingir seus objetivos e metas e essas adversidades muitas vezes exigirão uma dedicação anormal.
Ter uma franquia ou “negócio próprio” não garante sucesso ou resultados positivos se esse empreendedor não se entregar de corpo e alma.
Por isso, muitas vezes, os bons resultados de um negócio tardam ou nunca chegam para alguns.  E quando é assim, o que esse alguém raramente faz é sua autocrítica.  Uma avaliação de si mesmo.  A culpa sempre será do negócio, da marca, do governo, de Deus, da crise etc.
Temos enfrentado esse desafio com motivação permanente. Criamos uma universidade corporativa que visa preparar e orientar para o trabalho diário e sobretudo temos promovido uma cobrança, agora ainda mais firme, por parte de nosso corpo de funcionários.  Seja por áudio-conferências ou telefone, nossa equipe interna quer saber o que foi feito do preço conseguido ou da cotação encaminhada.
E uma reação já se verifica, pois terminamos o último período de avaliação com alta considerável na produção.
A terceira luta que travamos e não menos importante, tem sido lidar com a concorrência.
Temos concorrentes mais fracos e mais fortes.  Menos e mais preparados.  Desconhecedores dos nossos processos e alguns extremamente familiarizados com esses, até por terem pertencido aos nossos quadros de funcionários ou franqueados.
Claro que concorrentes causam-nos dissabores contínuos.  Já enfrentamos, por exemplo, invasão de e-mails, boatos de falência ou venda de nossa marca, contato com nossos franqueados durante treinamentos de recém chegados e mais recentemente a abordagem aos nossos clientes (segurados da sede e de franqueados). 
A concorrência desleal é prevista em lei e dá para se livrar disso com ações judiciais bem conduzidas.  Mas eu devo confessar que a concorrência, boa ou ruim de algum modo é estimulante à medida que, geralmente, une e aproxima, ainda mais, colaboradores fiéis e bons franqueados.  Deslumbra negativamente clientes, que passam então a avaliar melhor nosso atendimento.  E por fim nos mantém despertos.
Brigar com a concorrência é como caçar e por isso iniciei esse texto mencionando essa aptidão humana.
Será que consigo fazer uma analogia sem ser piegas?
Vejamos.  Todos conhecemos como eram as caçadas nos primórdios e como ocorrem, ainda hoje em florestas ou matas.  
Se estamos no mato sem ouvir qualquer ruído, há duas possibilidades:  Ou não há o que conseguir naquela área (não há caça), ou ela existe e está a nossa espreita. Com isso, tendemos relaxar e a perdemos ou acabamos por nos tornar alvos fáceis de feras ainda maiores e perigosas.
Voltando então ao assunto de minha “tese”, uma vez alertados pelo barulho provocado pela concorrência, não desistimos nunca de reforçar nossa visão no que está pela frente e vamos criando iniciativas ainda mais vigorosas para tocar nosso dia a dia.  Vencemos a concorrência ameaçadora e como consequência, nos tornamos mais fortes perante a concorrência maior.
E sabe de uma coisa?  Dá para exportar esta lição para outros campos da nossa vida.  O relacionamento com as pessoas, a prática religiosa, o convívio familiar, os estudos e inclusive a política.  Olha eu de volta.
Ameaças que geram reações que nos trazem, no final, novas oportunidades.  Pronto!  Resultado positivo.
Assim, ao invés de blasfemar e maldizer concorrentes e opositores, devo sempre agradecer.  Sua perseguição nos honra quando nos copiam, nos mantém acesos quando nos atacam e por fim, nos fazem crescer ainda mais e não desistir, mesmo quando estamos apáticos ou cansados.  
Não sou sábio, nem brilhante.  Mas essa reflexão é uma dica de alguém que já teve que trabalhar muito, tropeçar muito, errar muito, falhar muito para aprender o que muita gente recebeu, rapidamente, apenas por observar os nossos passos.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Como está o cenário eleitoral deste ano?

Há alguns dias atrás eu olhava para o cenário eleitoral e não conseguia identificar qualquer saída para aquilo que eu acreditava ser uma boa decisão.
Já hoje, com olhos um pouco mais apurados, consigo ver caminhos muito interessantes.
Aos 50 anos estou indo, se não me engano, para a oitava ou sétima eleição presidencial.  Isso porque ao tirar meu título de eleitor, acredite se puder, não havia eleição direta para presidente neste país.  Legado, claro, de um regime autoritário.  Coisa que, felizmente, acabou PRA NUNCA MAIS VOLTAR.
Mesmo com esta quantidade de vezes frequentando as urnas para a honra de escolher o dirigente da minha pátria, nunca vi um cenário tão especial como este.
Ou seja, ao contrário do que eu estava vendo há alguns dias e do que muitos afirmam, temos opções excelentes para voto.
Vejamos:

Ciro Gomes e o ex-presidente Lula
Há, para muitos, a crença de ainda ser possível votar no ex-presidente Lula, que se candidato é indicado pelas pesquisas como vencedor logo de cara, já no primeiro turno.  Após seus mandatos, que transformaram a história do trabalhador brasileiro, seja por meio de programas sociais de inclusão, seja pela valorização de políticas progressistas, gerou-se uma confiança maciça em mais da metade do eleitorado, sobretudo do norte e nordeste, na capacidade de Lula repetir o êxito.
Caso ainda seja impossível votar nele, por conta de sua condenação, pesquisas já demonstram que seu indicado, seja quem for, amealha mais de 30% dos votos, o que lhe daria um ótimo patamar de vantagem comparado aos demais concorrentes.
Ciro Gomes, Manuela d'Ávila e Boulos
Mas esta está longe de ser a única via para uma eleição de avanços.
Ex-aliado de Lula e com discurso avançado na área econômica, Ciro Gomes segue já como candidato confirmado de seu partido, o PDT.  Meio desprezado pelo PT de Lula, o cearense que já foi prefeito, governador, ministro dentre outras coisas, mantém firme um discurso que afasta a direita e que recentemente custou-lhe o apoio do chamado "centrão", fato que poderá devolver-lhe a chance de aproximação com a esquerda.
Lula e Manuela d'Ávila
Ainda neste campo, Guilherme Boulos do PSOL e Manuela d'Ávila do PCdoB oferecem alternativas interessantes para eleitores exigentes.  O professor e escritor Boulos apresenta um discurso duro e tem em sua chapa, praticamente fechada, camaradas de concreta militância popular, que se não somam quantidade, dão aos seus eleitores opções de qualidade.
A jornalista gaúcha Manuela segue com uma proposta de um novo projeto nacional de desenvolvimento (nova independência do Brasil) que é o sonho dos que são contrários à dependência estrangeira, privatismo e outras práticas danosas ao nosso povo.
Não bastasse esse corolário de boas propostas, não se descarta, até o momento, a união deste pessoal em um só forte e imbatível grupo.  O sonho de quem deseja ver, de novo, o país nos trilhos.
Lula e Guilherme Boulos
Já do outro lado, conservadores ligados ao golpe que alijou o governo anterior, não conseguem produzir um candidato viável ou pelo menos palatável. Sua atuação como governo ou aliados deste, tem representado a perda de direitos do trabalhador, da soberania nacional, enquanto reforça a corrupção e destrói a economia.  O segundo colocado apontado pelas pesquisas, que aposta no descrédito geral, dificilmente irá emplacar um vice, ou mesmo uma amarra (coligação partidária razoável), considerando seu altíssimo despreparo, sobretudo para debates ou confrontos com outros candidatos.  Político há muitos anos, não tem projetos significativos para o Rio de Janeiro, seu Estado e traz incoerência na sua prática, bem como um discurso de ódio que se por um lado atrai alguns, por outro repele multidões.
Portanto eu afirmo, diferente do que vinha apregoando, que nunca foi, pra quem quer um país soberano, livre e viável, tão fácil votar.  Para mim, pelo menos, há um leque favorável que só tende a ser melhorado.
Como estamos "em cima da hora", aposto muito nisso para ir às urnas com grande alegria, a menos claro, que os artífices do "mal", aqueles que quiseram tomar posse sem ganhar as eleições, resolvam desesperados não permitir que elas ocorram este ano.


domingo, 15 de julho de 2018

Meu Hobby especial.

Luz que ficou por vários minutos parada, mas mudando de
formato para comprido e redondo, além de se destacar em
meio as estrelas que nem aparecem na foto, por serem menores.
Tenho me dedicado demais, nos últimos dias, a temas diversos, muito provavelmente em virtude do cenário vivido em meu país, a saber, dos recentes acontecimentos políticos.  Com isso, acabei por deixar de lado um de meus mais preciosos hobbies.
Sou apaixonado por ufologia.
Mas na última semana, provocado por meus pais, que me enviaram uma imagem coletada em seu terraço, no interior de São Paulo, me voltou a vontade e necessidade de continuar aquelas investigações que faço, noite a dentro, no íntimo de minha casa, em paralelo às minhas atividades profissionais.
Não tenho pudores ao contar para os outros que além de ávido leitor e buscador de notícias e matérias sobre avistamentos e contatos UFOS, tenho até carteirinha do Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores.  Não quer dizer muita coisa, mas de qualquer forma, me preenche um pequeno vazio na antiga vontade de ser jornalista.
Tenho coleções de imagens (vídeos, fotos e documentos), alguns credíveis e outros deslavada e grosseira tentativa e me detenho, sempre que alguém tem uma destas histórias pra contar, a ouvir com atenção.
Não ouso duvidar de bate-pronto.  Melhor acreditar, investigar e confrontar para depois deixar de lado, se for o caso.
Ao reiniciar minhas leituras, pousa sobre as mãos uma matéria sobre o Grupo Secreto que teria trabalhado para acobertar o caso Roswell.  O Majestic 12.
Para entender o caso Roswell, que muitos já conhecem, basta dizer que no verão de 1947, próximo a uma base militar americana no Estado do Novo México, um objeto voador estranho teria caído em uma fazenda.
William Woody estava à varanda, com seu pai, quando avistou no céu da noite de 4 de julho, um objeto luminoso mergulhando em direção ao solo.
O Agente Funerário Glenn Dennis em foto mais recente. Teria
visto os destroços em ambulâncias na Base Militar onde foi para
atender a um soldado ferido após pedido de urnas especiais.
Ao se dirigirem ao local, no dia seguinte, Woody e seu pai foram barrados em um cordão de isolamento montado pelos militares, já no local, que não os permitiu se aproximarem.
Para corroborar essa informação, há outros relatos, como o de um agente funerário local que teria sido contatado pela Base Militar para providenciar 4 caixões de cerca de 1,20m com lacres herméticos.
As informações que lhe foram transmitidas é que haviam cadáveres carbonizados e um a ser protegido de decomposição.
Mais tarde, este mesmo agente foi chamado para socorrer um soldado ferido na Base.  Foi lá, na base, que ele teria visto algumas ambulâncias com destroços em seu interior, escoltadas por policiais que o impediram de chegar mais perto. 
Este agente, Glenn Dennis, afirmou ter podido ver, embora de longe, algumas inscrições em partes dos destroços semelhantes a escrita egípcia.
Dennis conta ainda que foi abordado, ao final de seu atendimento, por militares de alta patente que o ameaçaram severamente caso contasse a alguém que havia visto qualquer coisa sobre um acidente aéreo no local.
Mas enquanto tudo isso acontecia, Brazel, proprietário da fazenda onde o suposto acidente ocorrera, estava no pasto onde achou mais destroços estranhos.
Resolveu levar alguns deles para os vizinhos que após se espantarem com o que viram, o aconselharam a procurar as autoridades.
Os vizinhos mais tarde afirmariam que nunca haviam visto metal como aquele.  Resistente e leve de um modo totalmente desconhecido.
Bem, Brazel procurou as autoridades e conseguiu a atenção de um oficial que foi até a cidade pesquisar mais sobre o caso.  Os relatos deste oficial, também fazem parte de um conjunto de documentos sobre a noite em Roswell.
O assunto é longo e o dossiê é vasto, o caso Roswell é um dos mais bem documentados pela ufologia no mundo, mas não acaba por aqui. 
Cerca de 4 décadas depois, Shandera, um produtor de cinema de Los Angeles, recebeu em sua casa um pacote sem remetente contendo um filme e vários documentos.
O suposto grupo Majestic 12 criado por Harry Truman
para abafar o caso do OVNI de Roswell.
Nos documentos, nomes e imagens de um grupo de 12 pessoas nomeado como Majestic 12, criado pelo governo de Harry Truman para abafar a história.
Ao pesquisar o caso, o cineasta teria se deparado com fatos ainda mais surpreendentes, como o suicídio de Forrestal (ex-chefe da defesa de Truman) que afastado do cargo por depressão teria se matado, pulando do alto do hospital onde estava internado, dois anos depois do suposto acidente no Novo México.
Tudo isso não só dá, como já virou filme. 
O triste é que há fatos e boatos diversos sobre o caso Hoswell que foi arquivado pelo governo americano como um programa para captar atividades radioativas naquela região.  Um balão para espionar os russos teria caído, dando origem a onda de boatos sobre o OVNI.
Vai saber.  Continuo na minha busca.  Fazer o que.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Vamos juntos, vamos. Pra frente Brasil. De todas as cores.


Ninguém pode dizer que é patriota porque desfilou com a camiseta da CBF nas manifestações de 2014.  Mas também nenhuma outra camiseta, vermelha ou com cores e frases diferentes, delega o título de patriota a qualquer pessoa.
Ninguém pode dizer que é patriota porque torceu avidamente para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.  Mas ninguém que torceu contra tem credencial para reivindicar condição de patriota também.
Patriotismo não tem nada a ver com essas coisas.
Dá pra entender a angústia do empresariado pequeno burguês que fica aflito ao ter que dispensar seus funcionários em pleno dia útil por ocasião dos jogos.  Afinal ainda estamos diante de uma crise que amedronta e ameaça a continuidade de muitos negócios.  Mas também dá pra entender a sanha do proletariado cansado, explorado e ansioso por uma alegria, ainda que pequena.  Que queria ver triunfar seu time ao mesmo tempo em que ganha mais um dia de folga para estar com os seus.
E tem empresário que torceu a favor do time brasileiro e empregado que torceu contra.  Porque classe também não tem nada a ver com isso.
Futebol é um esporte e no caso do Brasil, um esporte adorado pela grande maioria de sua população.
Justamente por isso, claro que milhões de pessoas estão tristes, hoje, com a derrota da seleção para outro time.  Naufragam com ela sonhos de conquistar o hexa,  de vibrar nas ruas e tantos outros planos caem por terra do mesmo jeito que os jogadores que voltarão pra casa sem a "nossa" taça, rebaixarão a admiração de alguns garotos apaixonados por seus ídolos. 
Só que também não se pode negar que a política do panis et circenses precisava ter fim neste país.
Era assim, na antiguidade, quando os tiranos queriam deixar apática e sem reação as turbas famintas e injustiçadas.
Mas acho até que a reação dos brasileiros não seria diferente, mesmo que não existisse copa.  Afinal, nossa gente já mostrou, diante de tantos desmandos sofridos, que é pouco reativa às investidas de um governo corrupto, sempre respaldado por uma mídia inebriante e recentemente por um judiciário "confuso", pra não dizer outra coisa.
Só que com as distrações propostas pela propaganda dos jogos, da festa e da alegria, fica mais fácil para os abutres sem caráter executarem suas maldades ensaiadas e engavetadas para momentos assim.
Pra se ter uma ideia, nestes poucos dias de copa, viu-se de tudo contra o povo.
Mais distribuição de partes de nosso Pré-Sal, a entrega disfarçada de parceria de mais da metade da Embraer, a proibição da venda de orgânicos nos supermercados em favor dos agrotóxicos e mais aumentos de combustíveis, como o gás de cozinha, por exemplo.
Libertação de presos envolvidos em crimes, prescrição de investigações e processos de corruptos, vieram também nesse pacote de horrores.
Um país sequioso de justiça, de liberdade, de assistência social assistiu, entre os intervalos dos jogos, a volta de doenças já banidas de nossos prontuários médicos. Sabe por que?  A diminuição assustadora do número de vacinações infantis nos postos de saúde, que eram obrigatórias como contra-partida a quem recebia Bolsa Família, deveu-se em grande parte a mitigação do número de famílias assistidas pelo programa, desligadas atualmente pelo governo ilegítimo numa redução que também devolveu o país ao mapa da fome.
Não foi só no futebol que não ganhamos.  Diante deste cenário sombrio, não há vitórias para nenhum de nós.  Eleitores de A ou de B, torcedores ou não dos canarinhos, fomos todos vítimas do pior governo de nossa história, protegido e abençoado pelas outras esferas de poder da república.
Por isso, me uno solidariamente aos que hoje estão tristes com o fim da Copa para nós.  Nesse meio estão familiares queridos, amigos preciosos e tantos brasileiros de luta diária que precisavam deste lenitivo para sua compensação.  Mas ao mesmo tempo, me junto também aqueles que desejaram bradar por atenção, enquanto a copa acontecia.  Afinal, queriam alertar nossa gente para os atos sub reptícios praticados pelo Congresso, Governo Federal e Judiciário.  Abafados então pelos berros já enferrujados e pouco convincentes de um Galvão Bueno ultrapassado e a serviço do "maligno".
Quem sabe nos unamos todos agora?  Acho que é hora de um novo time entrar em campo.  Um time de verdadeiros patriotas sem qualquer cor de camisa, quem sabe até descamisados, mas famintos de corpo e de alma, para recuperar sua nação, sua pátria, seu valor e suas riquezas, dons gratuitos nos dados por Deus, pela natureza generosa com esta terra ou nem tão gratuitos, uma vez que oriundos inclusive do suor de homens e mulheres que construíram o Brasil com suas próprias vidas.

Perguntas e Respostas sobre o Mundo das Franquias

Consultado por uma revista do setor de franquias, expus minha opinião sobre algumas questões relacionadas ao franchising .  Como o materi...