sábado, 17 de setembro de 2016

Minha Opinião

É sempre importante deixar consignada a nossa opinião sobre as coisas, principalmente quando elas são relevantes para o conhecimento amplo de nosso caráter e de nossas posturas coletivas.

Sou militante da política desde tenra idade (15 anos).

As participações que tive nos processos eleitorais, jamais se limitaram ao voto.  Desde pleitos municipais, estaduais, até federais, uma atuação contundente sempre foi minha marca.

Claro que já errei.  Impossível acertar sempre.  Mas uma análise apurada, o acompanhamento do cenário geral e sobretudo avaliações históricas possibilitam estarmos vacinados contra influências midiáticas e manipuladoras.

Até um grupo foi criado por mim, no Facebook (o AUTOCRÍTICA), para me permitir avaliar melhor e a ouvir os contrários.

De forma muito maluca, o que assolou o Brasil desde as últimas eleições presidenciais em 2014, acabou por tomar dimensões muito complicadas e questionáveis.

Insana e descontrolada, a oposição, derrotada nas urnas, não deixou o governo continuar seu projeto e conforme prometeu no pós-vitória, "fez o governo sangrar" diariamente nas manchetes de jornais, ruas das cidades e outros canais de influência.

Como sempre foi na realidade brasileira, sob o comando de elites nacionais e estrangeiras, a mídia formal, parte da justiça e um bom pedaço da classe média, desempenharam o triste papel de "justificadores" das ações dos Deputados e Senadores, estes sim, funcionários obedientes dos mandatários da nação, validando um "golpe" sem armas.

A destituição da Presidenta da República, sem qualquer crime cometido, ato confirmado por acusadores em entrevistas pessoais, não passou de um enorme mecanismo de afastamento do maior partido de massas da América Latina, do Controle Federal.

A simples ameaça de seu retorno, reconduzido pela população beneficiada pelas pequenas conquistas populares e sociais, causa, até hoje, uma perseguição sem precedentes ao ex-presidente Lula, Dilma Roussef e demais membros do PT.

Enquanto isso, acusados, delatados, envolvidos em falcatruas, crimes e outras barbaridades, membros de partidos como PSDB, PMDB, PR, DEM e outros, passam ilesos, sem acusação formal e condenação, enquanto os integrantes do Partido dos Trabalhadores são acusados e presos, quase sempre com base em meras delações ou suspeitas sem "prova cabal", como afirmaram os procuradores federais em entrevista coletiva concedida esta semana.

Acredito sim que os governos de Lula e Dilma, não foram perfeitos.  Não corresponderam na íntegra os grandes anseios das classes desprivilegiadas e tampouco conseguiram resgatar as imensas dívidas sociais contraídas ao longo do tempo.  Abusaram das coalizões, necessárias à governabilidade e cederam, entregando-se à inúmeras e graves concessões.  Mas acredito sem dúvidas de que foram os governos mais justos, mais humanos e mais importantes para os brasileiros.  Não houve, em mais de 500 anos de Brasil, um governo mais próximo da população, que mais reduziu as distâncias entre as classes, mais privilegiou a Educação, a Saúde Pública e a Geração de Empregos, do que estes.

Por isso minha opinião, a qual, em resumo e para que não fique nada sem muito esclarecimento, mesmo diante das críticas e ataques de amigos, parentes, clientes e outros parceiros, que discordam de mim, resolvi gravar um depoimento.

Segue:  https://www.youtube.com/watch?v=5OqQeayslUg

sábado, 3 de setembro de 2016

Desordem e Regresso

Na semana que antecede o 7 de setembro, os brasileiros tem muito pouco ou quase nada para comemorar.
Em outra publicação eu já mencionei algumas farsas de nossa história que me tiraram um pouco o sentido das festas da "independência".
Agora, em meio ao golpe promovido pelos Deputados e Senadores, com alto índice de apoio da imprensa formal e de parte do judiciário, o que nos move às ruas não são mais os desfiles cívicos, mas a necessidade de se lembrar o país de que a corrupção permanece, os políticos enlameados ainda restam soltos e bem livres, num cenário de desmandos e desconstrução dos parcos avanços conquistados ao longo de uma década e meia do governo petista.
Governo, que se não perfeito, se mostrou anos luz mais eficiente do que todos aqueles que o antecederam.
Claro que, bem distante do que era necessário para resgatar as dívidas sociais de 500 anos de Brasil. E obviamente, nada desmerecedor de críticas ou de condenação a alguns de seus integrantes e aliados que verdadeiramente promoveram um "bacanal" de indecências descabidas com a "coisa pública".
Mas, foi um governo que, no resumo, manteve os ares de defensor de um projeto socialmente mais justo e mais humano.
Aparentemente, há agora um silêncio geral por parte dos movimentos que fizeram barulho e agitação nas ruas, que naquele momento serviram de pano de fundo para os que se arrogavam "defensores do povo". Mas essa apatia pode ser apenas uma "impressão".
O fato pra mim é que a "brasa encoberta" dos que entenderam e estão compreendendo aos poucos a manipulação desonesta e salafrária de que foram vítimas, qualquer hora destas se encandecerá novamente.
Brasileiro tem garra e coragem sim.  Suficientes para refazer seus passos quando os tiver por errados. Que a "ficha demore um pouco a cair", não duvido, pois as artimanhas midiáticas são incrivelmente convincentes quando querem.  Mas a qualquer momento, o entreguismo de nossas riquezas, a redução dos direitos trabalhistas, o encerramento de projetos sociais e de inclusão e os consequentes reflexos de uma política elitista em ação, demonstrarão o quanto todos estavam errados.
Não há e tampouco haverá a continuação das fortes investigações e prisões constantes que se tornaram frequentes nos noticiários.  Talvez, ninguém mais terá seu cargo cassado, mesmo com um currículo recheado de motivos para a perda de direitos políticos e foro privilegiado.
A já visível truculência da repressão também está no ar e em pouco tempo, quem sabe, comecem repetir-se os atos criminosos de uma "ditadura" financiada contra a possível volta da esquerda minimamente organizada.
Eu lamento, não festejo e mais que isso, entristeço-me por saber que este é o país que, por alguns anos, voltará a existir pra nós.
É como se a democracia tivesse sido apenas um breve intervalo, numa história eivada de mandatários inescrupulosos e sem sensibilidade para os problemas verdadeiros das massas.
Independência ou morte!
Se esse grito realmente foi dado por alguém, acabou por não resultar em absolutamente nada.

sábado, 27 de agosto de 2016

17o Treinamento de Novos Franqueados - San Martin Seguros

Foto após ação de rua - momento de prática de abordagem
Terminamos nesta sexta-feira, dia 26, o 17º Treinamento de Novos Franqueados da San Martin Corretora de Seguros - Franchising.
Recebemos novos integrantes, para esta rede bem crescida e que já reúne mais de 300 unidades espalhadas por todo o território nacional.
O evento que ocorre no prazo de uma semana, distribui o tempo entre apresentação do negócio em si, apresentação das equipes de suporte, faz uma introdução ao ramo de seguros e explica como são os procedimentos internos da corretora.
Em continuidade ao treinamento presencial, há a Universidade Corporativa da San Martin, a UNISAN, que oferece videos-aulas, palestras "on line", entrevistas e tira-dúvidas variados, além de material didático e tutoriais para utilização dos sistemas de relacionamento entre a franqueadora e a rede.
Os treinamentos se superam a cada nova edição.  Neste último, foi a vez de uma sessão de coaching pela qual os franqueados estabelecem um planejamento de atuação imediato.
Além das partes teóricas, os participantes são levados para uma ação de rua e ouvem algumas seguradoras parceiras, que fazem uma apresentação institucional de suas marcas.
Estamos orgulhosos de mais esta turma de novos franqueados que seguem agora para dar continuidade ao seu mais novo empreendimento.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Jornada Política - A militância em minha vida

É cansativo ter que ficar explicando para as pessoas sobre os motivos que me levaram a já ter trafegado por alguns partidos políticos em minha história de militância.  As pessoas não olham isso com bons olhos e criticam pra valer.

Visita ao Pontal do Paranapanema - Acampamento Sem Terra
Mas é fundamental também explicar os motivos pelos quais alguém como eu resolve militar na política, um local tão execrado e abominado pela boa parte das pessoas que se dizem ou se acreditam “de bem”.  E claro.  Na grande maioria, o são.

Mas ser “de bem”, não pode se confundir com o fato de omitir-se de um processo tão importante e fundamental para a vida das pessoas como a manifestação das crenças e convicções políticas.

O exercício da política está além do serviço público daquele que exerce cargo eleito ou nomeado por razões as mais diversas.

Fazemos política a todo instante, quando discordamos disso ou daquilo, brigamos por tais direitos ou exigimos o cumprimento de alguns deveres alheios.

Ainda, estamos “politicando” quando estamos debatendo ou mesmo criticando o cumprimento ou não da missão de políticos e agentes do serviço público.

Escolher militar não só é algo que provém de uma vocação, mas sobretudo é o abraçar de uma responsabilidade humana de quem vive em sociedade.

Sobretudo num sistema como o nosso, em que são candidatos membros de partidos, não estar nos partidos para ajudar a definir quem deve ou não ser candidato, já é, por si só, uma ação contundente que interfere nos resultados eleitorais.

Aqueles portanto que batem no peito com um “orgulho” questionável de quem não votou neste ou naquele candidato, se esquecem de que não evitaram que os mesmos fossem candidatos já na raiz ou nascedouro de suas campanhas.  Os partidos políticos.

Eu não posso afirmar que eu tenha tido todo este esclarecimento logo no início de minha “agitação” política.  Mas fui sim, de algum modo, movido pela chama da vocação.

Carlos Feitosa
Em 1982 eu tinha apenas 14 anos de idade.  O Brasil ainda respirava os ares da Ditadura Militar, pois somente em 1985, a campanha pelas Eleições Diretas ganharia a força necessária para romper os grilhões deste absurdo que é não poder escolher os próprios representantes.

Mas, mesmo em 1982, era possível se eleger prefeitos e vereadores.  E foi exatamente aí que iniciou meu engajamento.

Um grande amigo da família e também dirigente de uma associação de classe na qual meu pai participava, lançou-se como candidato a vereador.  Foi ouvindo-o falar em algumas reuniões nas quais meu pai me levou, que a paixão acendeu em mim a chama para este destino que eu assumiria de forma muito dedicada nos próximos anos de minha vida.

Carlos Feitosa, fora candidato a Vereador pelo PMDB ao lado de Manoel Antunes que era o candidato majoritário da chapa.  Não foi difícil entender os  motivos pelos quais ambos precisavam passar e bastou-me ser convencido disso para que eu abraçasse, ainda menino, a causa e ajudar de algum modo.

Participando, ao lado de meu pai, de algumas reuniões, panfletando nas ruas e ouvindo muita gente falar em várias partes da cidade, assumi, eu mesmo, a missão de falar com alguns pais de amigos, na escola e onde quer que eu pudesse.

Sei lá se ajudei com um ou mais votos, pois eu mesmo não podia votar pela pouca idade que ainda não me garantia este direito.

Feitosa e Manoel Antunes foram eleitos e cumpriram mandatos muito importantes para a cidade. 

Eu conseguia, aos quinze anos, visitar o Gabinete de Feitosa para me inteirar de seus projetos e propostas apresentadas.  Assistir, ao lado de meu pai, algumas sessões na Câmara Municipal e inclusive ficar nervoso, quando via a derrubada deste ou daquele projeto no qual eu acreditava.

O próprio prefeito fez uma administração diferente e elevou minha São José do Rio Preto a patamares nunca dantes alcançados.

Minha militância começava então aos 15 anos, participando de algumas reuniões do que seria o PMDB jovem.  Um grupo que se reunia, muitos dos quais sem filiação partidária, como eu.
Roberto Vasconcelos - VASCO

Explicar aqui o que o PMDB representava neste momento é desnecessário.  Basta lembrar que a maioria dos partidos de esquerda (avançados), estavam na clandestinidade e utilizavam o PMDB para se manterem existindo.

Ao “acender das luzes” com o fim do comando Militar na Política Brasileira, surgiram então outras alternativas e o pluripartidarismo voltou.

Eu não via a hora de me filiar, mas para tal era necessário estar votando.  E votar, então era tarefa apenas para os maiores de idade (18 anos).
Fiz 18 anos em 1986 quando participei da primeira eleição com o voto.  O quadro de candidatos era o pior possível.  Seria uma eleição triste para quem queria votar direito na primeira vez.  O decente e comprometido governador André Franco Montoro, do PMDB, não podia concorrer e em seu lugar estava o candidato Orestes Quércia, que não me agradava em hipótese alguma.  Do outro lado, Paulo Maluf, o conhecido “biônico” dos militares no partido que deu sequência à ARENA, o PDS.  Ainda, concorria o empresário paulista Antônio Ermírio de Moraes e não me lembro mais quem.

Além de votar com o nariz tampado, não me filiei naquele ano.  E deixei de lado minha participação na Juventude do PMDB, que já não frequentava.

A militância partidária foi trocada pela minha participação ativa e dinâmica num grupo de jovens da Igreja Católica na Paróquia de São Judas Tadeu, administrada por padres Combonianos que eram extremamente politizados e engajados em pastorais como (Da Terra, Operária e Carcerária).  O que aprendi em alguns anos ali, mesmo às vezes discordando ou sendo distraído por opositores destas visões, não troco por nada.  São a base de minhas bandeiras de hoje.

Enquanto isso, Carlos Feitosa que continuava vereador, foi convidado para participar de uma delegação de vereadores brasileiros a uma visita à agora extinta União Soviética.  No seu retorno, estive com ele em alguns eventos, palestras e encontros, nos quais ele detalhou tudo o que viu e ouviu por lá.

Visita de Ciro Gomes em São José do Rio Preto quando no PPS
Pronto.   Minha atuação política começava a ganhar ainda mais uma coloração especial.

Mas daí, começaram os equívocos.

Em 1988, fui convidado por Feitosa e seu grupo político, que incluía, entre outros, o advogado Waldemar Alves dos Santos, o professor Fábio Renato da Silva e o Advogado José Cury Neto a fundar em Rio Preto o PSDB.

O partido que se intitulava Social Democrata, estava sendo criado em Brasília e na sua cabeça estavam alguns ilustres de pensamento arejado.  Dentre eles, Franco Montoro, o ex-governador paulista que mencionei acima e o já emblemático prefeito de Fortaleza Ciro Gomes, além de outros.

Com grande êxito, organizamos o partido na cidade e para torna-lo realidade, Feitosa sacrificou seu terceiro mandato, praticamente garantido, para disputar a prefeitura em uma chapa pura de vereadores que incluía os 12 fundadores, dentre eles, eu aos 20 anos.

Meu discurso na Praça D. José Marcondes ao lado de FHC (5)
Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas, pareciam duas figuras bem avançadas então.  Que bom, pois hoje guardo uma foto em que discurso em praça pública ladeado e aplaudido pelo hoje horroroso FHC.   Anos antes, Cardoso, o sociólogo que um dia viraria presidente, chegou a ajudar um grupo a fundar um partido de trabalhadores que viria ser o maior da América Latina, o PT.
Mas bastaram alguns anos de militância no PSDB para eu descobrir que esta “dissidência” do PMDB trazia consigo as mesmas contradições que os fizeram sair do partido de origem.

Nesta época, participei de um encontro em São Paulo onde ficamos “internados” em um hotel para discutirmos as diretrizes do Partido no Brasil e ali já se percebiam as primeiras divergências entre as principais figuras.  Estes dias ouvindo Franco Montoro e outros importantes líderes políticos foram de uma emoção impagável e representaram um crescimento inacreditável na minha visão de política e de Brasil.  Em pouco tempo o partido se dividia e as figuras “aclamadas” começaram a “botar as mangas de fora”.

Embora eu soubesse que contradições em partidos são normais e que é preciso enfrenta-las, nem isso foi suficiente para me segurar na legenda.  Mesmo atuando de forma favorável e contundente nas campanhas municipais, meus votos para o Congresso e Presidência tinham outros destinos.

Uma gestão da executiva municipal que veio “plantada” pela capital e derrubou o antigo grupo dirigente do partido, foi o tiro de misericórdia e me fez pedir a desfiliação pela primeira vez do meu primeiro partido.

Mais uma vez a participação partidária foi trocada.  Desta vez pela criação de um grupo transformador em minha cidade. 

Grupo Geapol - na foto D. Orani Tempesta e Pe. Jarbas Dutra
Nascido na Campanha da Fraternidade que remetia os católicos a participarem ativamente da política, o GEAPOL – Grupo de Estudos e Atuação Política foi uma das melhores coisas nas quais já estive envolvido.  Sob a gestão transitória de seus membros, mas  sob as bênçãos de um bispo democrático e de visão ampliada (Dom Orani João Tempesta), hoje Arcebispo do Rio de Janeiro o grupo ainda contava com o acompanhamento de dois outros padres esclarecidos: Jarbas Brandini Dutra e Antonio Valdecir Dezidério.

O Geapol foi também o responsável pela criação na cidade, da Associação Amigos de Rio Preto (AMORP) e da Universidade Aberta (ligada à UNESP).  Nesta época, voltei a me encontrar e estreitei muito os laços com antigos companheiros de militância, que eram membros do Partido dos Trabalhadores.  Na juventude do PMDB e mesmo depois no PSDB, embora em campos diferentes, várias vezes caminhamos de mãos dadas e subimos juntos em palanques comuns.  No GEAPOL, muitos dos participantes eram filiados ao PT.  Já de muito, Lula e outros tantos eram meus candidatos escolhidos e que recebiam meus votos para a Assembléia, Câmara Federal, Senado, Governo do Estado e Presidência do Brasil.

Por meio do grupo, realizamos as Semanas Sociais, os Gritos dos Excluídos e vários debates pré-eleitorais, de discussões aprofundadas com temas relevantes, além de uma intensa participação em movimentos, protestos e outras atividades, como o ato ecumênico contra a invasão ao Afeganistão pelos Estados Unidos no pós 11 de setembro.

Não tardou, no entanto, para eu ser convidado para um novo desafio.  Militar no histórico “partidão”.  O que eu não contava é que minha falta de informações me fizesse acreditar nisso.  Mas mesmo esta escorregada foi fundamental para o que haveria de vir.  A convite de Feitosa me filiei ao PPS – Partido Popular Socialista, presidido nacionalmente pelo dito “comunista” Roberto Freire.  Só mais tarde vim a saber do terrível papel desempenhado pelo mesmo no racha que tirou, do PCB tradicional, o que agora era o PPS, entregando ainda o espólio histórico do partido para a Fundação Roberto Marinho.

No PPS conheci camaradas de história política interessantíssima.  Cláudio Leme, por exemplo e revi o velho companheiro do PT, José Carlos Galvão entre outros.  No partido ainda, voltei a militar ao lado de Ciro Gomes, que então trouxemos a Rio Preto para uma visita na Faculdade de Direito, onde eu estudava e para a realização de uma palestra na Câmara Municipal.  Também no PPS, voltei a cruzar caminho com um antigo camarada de algumas lutas que travei ao lado de Feitosa, no passado.  O velho comunista Roberto Vasconcelos. 

Meu irmão - Marcelo Gomes - Secret. Formação PCB
No processo eleitoral de 2000, o PPS, PT e PCdoB fecharam uma coligação vencedora.  Elegemos o prefeito e eu que fora candidato a vereador e obtive  uma votação expressiva, fui convidado a ocupar um cargo junto à Secretaria de Governo da cidade, novamente com Feitosa. Lá, com um trabalho de exímia organização popular, criamos o Fórum de Associação de Moradores de Bairro e norteamos a organização popular de moradores de loteamentos irregulares.   Um ano depois, com a saída de Feitosa, ocupei o cargo como Secretário Interino dando continuidade a estas ações, estimulando a participação dos servidores públicos e propondo conselhos como o de Direitos Humanos e da Juventude.  Mas não concluí, pois no meio do processo, juntamente com Antônio Vasconcelos e valorosos camaradas, reorganizamos na cidade o PCB (Partido Comunista Brasileiro) e corrigindo meu equívoco anterior, finalmente passei a fazer parte do verdadeiro e original “partidão”. 

Diante de uma ação do governo municipal que rumava para a privatização do esgoto, desliguei-me da Secretaria e abracei uma candidatura suicida a vereador numa coligação com o PDT na qual concorríamos com o “certamente reeleito” prefeito.

Meu irmão trouxe da Alemanha um destes bótons pra mim
A organização do PCB se consolidou. Com a imprescindível participação de meu irmão Marcelo Gomes, hoje Doutor em Ciências Sociais, fundamos o Instituto Lúcia Galli de formação política frequentado por membros de outras legendas e estudantes em geral.  Tudo parecia estar indo muito bem, mas o partido no cômpito nacional e estadual definiu por uma atuação que não priorizaria mais o processo eleitoral, dando ênfase à sua história revolucionária.  Com isso, apresentei minha desfiliação partidária.  O PCB era então meu terceiro partido. 

Nesta época, mudei-me para um condomínio de chácaras distante uns 10 quilômetros de Rio Preto.  O condomínio era vizinho da pequena cidade de Guapiaçu, onde comprei uma escola de cursos de informática e línguas, que eu geria ao lado de outra unidade escolar e de uma Corretora de Seguros que fundei em 1995 e ainda me pertence.  Para esta cidade, acreditei que transferiria minha militância partidária.  Menor e completamente tomada pelo PSDB (governo tucano), parecia importante oferecer aos munícipes alternativas.

Não demorou e atraído por um grupo diferenciado em Rio Preto, que me convidara para ajudar o crescimento do partido em Guapiaçu, não hesitei e em breve filiei-me ao PSOL, criado por um grupo dissidente do PT.  Novo em suas propostas, o PSOL carregava a bandeira socialista, que em muitos casos se confundia às defesas do PCB.

A militância, no entanto, não durou muito tempo, pois o partido não aceitava apoiar a eleição de Dilma, candidata à presidência pelo PT.  Eu tinha convicção clara de que o Governo de Lula precisava ter sua continuidade, pois o Brasil tinha conquistado, para a classe trabalhadora, o que nenhum governo anterior havia permitido. 

Por conta disso, desliguei-me do partido e iniciei um trabalho voluntário para colaborar na campanha petista.  Isto me rendeu o tardio mas honroso convite para cerrar fileiras ao lado dos meus companheiros do PT.  E foi no partido dos trabalhadores que organizamos uma maravilhosa campanha naquela  pequena cidade governada por tucanos. 

O desgaste deste trabalho, aliado a outras situações, me fizeram ceder ao convite de velhos companheiros do PMDB e PPS, agora unidos em torno da reconstrução em Rio Preto do PMDB.  De volta ao partido onde tudo começou, do inesquecível Ulisses Guimarães, participei de uma campanha municipal em que PT e PMDB estiveram juntos e coligados.  Vale dizer que no cenário federal, PMDB e PT estavam igualmente unidos.

Embora ciente das contradições do partido que teve e tem sua importância inegável na história da democracia brasileira, lá permaneci até o rompimento do mesmo com o governo petista de Dilma Roussef, há alguns meses no trágico episódio da “traição”, onde o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participou ativamente na articulação do processo de impeachment ao lado de figuras desprezíveis da política nacional como o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha.

Voluntaria e humildemente, pedi aos companheiros do PT o meu retorno, o que aceitaram prontamente. O desafio agora passa a ser demonstrar que o partido em Rio Preto jamais se envolveu em qualquer falcatrua.  Jamais foi citado, questionado ou denunciado, mesmo tendo vereadores por anos, tendo ocupado secretarias importantes e inclusive a vice-prefeitura.  Quando tenho uma tarefa por fazer, a cumpro.  E aplicarei minhas energias na defesa do governo que mais fez pelo povo menos favorecido, mesmo eu tendo algumas reservas ou críticas ao desempenho de Lula e Dilma. 

Coisas como o Processo do Mensalão, as denúncias da Operação Lavajato e outros escândalos, trazem em si verdades e exageros, muitos dos quais comprovadamente fruto de manipulação midiática e de ação seletiva da justiça.

Há muito o que se provar, sobretudo de acusações fundamentadas apenas em testemunhos orais, frutos de delações negociadas.

Esta minha defesa nunca foi incongruente com minha militância e sempre mantive coerência, mesmo em outras fileiras. 

Ao todo, foram 6 filiações partidárias diferentes, sem jamais mudar minha linha de pensamento, minhas defesas ou convicções políticas.

Militância Política
Durante todo este tempo, estudei, trabalhei, abri empresas, constitui família e tive uma ação participativa na política.  Militar na política, nunca foi impedimento para a condução de minha vida normal.  Posso me considerar um homem que coleciona boas realizações.  Formado em Administração Pública pela Universidade Federal de Ouro Preto e dono de uma rede de franquias, penso que meus conhecidos, parentes, clientes e parceiros de negócios, não tem o que se queixar de minha paralela convicção cidadã. 

Em todo caso, se no meio de tudo isso vivi a vaidade e cometi erros, talvez, mas há também muito de senso de responsabilidade, cidadania e vontade de acertar.

Não sei se vou morrer no PT, mas não vou parar de militar.  Isto é fato.

domingo, 17 de julho de 2016

SAN MARTIN FASE 2 - UMA NOVA VISÃO DE NEGÓCIOS


Em 1º de junho último, lançamos na San Martin Corretora de Seguros, o projeto San Martin Fase 2, ou como alguns de nossos parceiros costumam dizer: San Martin 2.0.

Trata-se de uma revisão de contextos e ações que se faz necessária para a adequação da gestão em cima do novo modelo atingido pela marca.

O que ocorre é que as empresas precisam estar "vivas" e acompanhar a velocidade do Mercado, a transformação constante das exigências do público e sobretudo voltar seu olhar para o ambiente interno.  Saber como anda o "espírito" de sua gente.

Administrar em tempos atuais é uma tarefa que exige muita reflexão, conhecimento de causa e sobretudo, ou acima de tudo, ser veloz.

Insistir em algo que não dá resultados, seguir caminhos só porque são fruto de padrões e convenções de outrora, pode ser desastroso e quem sabe, irreversível.

Ao completar seus dois anos de atuação no franchising a San Martin, que até 2014 era apenas uma Corretora de Seguros convencional, entendeu que estava diante de um gigantesco desafio: avançar ainda mais.

Como corretora convencional, competia à empresa apenas trabalhar com ética, competência e manter os olhos na concorrência.  O espaço no ramo securitário, em que pese a existência de mais de 88 mil corretores de seguros atuando no Brasil, sempre existiria pra nós.  Os corretores raramente fazem propaganda e muitas vezes se reservam a uma gama reduzida de produtos.  Ao contrário, sempre tivemos o hábito de fazer panfletos, mandar e-mails e realizar algum tipo de novidade como por exemplo, enviar informativos para clientes e prospects.

Ao iniciar sua atuação no sistema de franquias, 18 anos após a fundação da corretora, era preciso implementar movimentos mais audaciosos.

Repaginar a marca, criando um conceito. Fortalecer a logomarca, gerando identidade visual. Documentar processos, permitindo sua replicação.  Por fim, aumentar o leque de produtos e parceiros para atender ao consequente aumento da demanda.  Eis os pontos primordiais para o início do San Martin Franchising e que seguimos regiamente.

Pronto.  Em dois anos, mais de 250 unidades franqueadas operando em todo o território nacional.

Daí, o natural seria a acomodação da primeira batalha vencida.  Assistir, fazer alguns pequenos ajustes e claro, administrar.  Este seria o comportamento de uma gestão conservadora.

Os problemas inerentes da quantidade de franquias, do peso operacional gerado e principalmente oriundos do conturbado relacionamento entre pessoas de origens e padrões diferenciados, não serviriam de pretextos para grandes mudanças.  Poderiam ser tratados, como se tratam os conflitos pertinentes à administração moderna. Isso seria, digamos assim, mais razoável.

Mas, a visão de gestão moderna e vanguardista da San Martin, da qual tenho a honra de fazer parte, nos pedia, ao contrário: uma explosão.  Uma arrancada rumo ao definitivo bom posicionamento no Mercado.

Foi assim que realizamos, logo ao completar 2 anos desde o início do projeto franquias, nossa 1ª Convenção Nacional de Franqueados que contou com cerca de 80% da rede em 3 dias de reflexão, mas basicamente de "ouvidos bem abertos".

Da aproximação com os parceiros, brotou a vontade de se colocar a gestão à frente das expectativas da rede e também dos clientes finais, nossa fonte e origem de tudo.

Voltar a repaginar a marca quando tudo parece consolidado, inovando o conceito, recriando processos mais avançados e por fim, ganhando terreno em tempos de crise, nos colocará em um patamar inalcançável pela concorrência.

A isto demos o nome de Fase 2.  Um projeto que levará uns 3 meses a ser implantado no contexto geral.  Um conjunto de ações que partem do marketing ao atendimento na ponta.  Que tem por fim, refletir no cliente final a satisfação interna de cada um dos envolvidos.

Cumprir a missão de uma corretora convencional, era algo tão óbvio que não foi difícil.  Foi, na verdade, meio natural.  Dar o tratamento necessário ao modelo de franquias, também acaba jogando a gente na "vala comum".  As exigências do franchising brasileiro não são tão complicadas de se cumprir.  Entregar uma marca e transmitir o know-how para sua utilização são o "postulado" e a regra máxima do negócio franquias aqui em nosso país.

Nós queremos muito mais.  Não ser uma Corretora de Seguros convencional, mas sermos a MELHOR Corretora de Seguros em atuação no Brasil.  Isso já complica um pouco as coisas. Fazendo apenas um alerta: melhor, não quer dizer maior.  Aliás, ser a maior quase sempre é incompatível com ser a melhor.

Também, não é interessante ser uma rede de franquias convencional, mas ser uma rede de franquias diferenciada, além de seu tempo e quem sabe inaugurar um novo formato de franquias.  Algo tão notadamente novo que acenda uma luz em futuros empreendedores.

Lógico que isso reclama muitos fatores, condições objetivas.  Dentre elas, estrutura.

Tentar realizar esta ação de forma isolada, apenas ao nível de gestão, representa sofrer arduamente, sem qualquer garantia de resultado.  Daí termos optado pelo envolvimento.  A começar pelo corpo de gerentes, colaboradores, máster-franqueados, franqueados e por fim clientes.  Todos buscando o mesmo fim. Fica bem mais fácil.

Dar o start no projeto FASE 2 deveria então começar daí.  Envolver a todos no mesmo espírito. Fazer com que todos entendam e conheçam os objetivos a alcançar. Depois, simplesmente por em prática, cada um dos passos.

E foi isso o que fizemos.  Primeiro o lançamento.  Depois a revisão geral, por meio inclusive de pesquisas, da avaliação de impressões.  Então, a recriação do negócio.

Pronto, a massa está na forma e a forma no forno.  Agora é torcer para o gás não acabar.  E pra isso, nada melhor que a injeção diária de motivação, revisão do compromisso coletivo e a partilha de cada uma das conquistas.

sábado, 16 de julho de 2016

Programa de Governo Municipal e a Transparência

Que bom!
Como sempre ocorre em períodos eleitorais, faço questão de não ser apenas um voto a mais.  Por isso, a escolha dos meus candidatos vão além da afinidade, do Partido Político e das promessas de palanque.
Numa avaliação mais profunda, gosto de conhecer o princípio do projeto, pois se coletivo e não "personalíssimo", estou dentro.  E estar dentro é contribuir, entender e ajudar na sua defesa.
Assim, estamos fazendo, em minha cidade, São José do Rio Preto, uma discussão bastante ampliada e interessante para ajudar a compor a peça do Programa de Governo de um candidato a prefeito.
Uma tentativa coletiva e participativa de oferecer mais que simplesmente um instrumento de marketing.
Um material que solidifique o firme compromisso de execução de ações básicas fundamentais para a transformação ou manutenção de trabalhos e conquistas políticas e sociais.
Claro que os temas são os mais sérios e importantes.  Na verdade, todos aqueles que não podem estar ausentes de um plano de trabalho de quem se coloca a serviço da comunidade, como saúde, educação, segurança, transporte, emprego, moradia e outros.  Afinal, são essenciais.
Contudo, um deles chama a atenção pela sua importância implícita em todas as áreas.
O acesso à informação pública nas prefeituras.
Têm as pessoas, a noção de que esta transparência é um direito previsto pela Constituição Federal?
A prevenção de atos de corrupção e uma gestão pública exercida com mais responsabilidade, são exemplos do que a divulgação transparente de informações pode representar para um município.
E isto, com certeza representa também um melhor aproveitamento de verbas e a condução de ações concretas na melhoria das condições sociais da população.
Por intermédio do exercício deste direito, não só cidadãos podem pleitear conhecer atos públicos (documentos ou atividades produzidas), mas de forma bastante firme e de resultados, os Conselhos Municipais e órgãos de fiscalização popular, como o Orçamento Participativo, por exemplo.
A transparência deve ser praticada e desta feita, considerada exercício de cidadania responsável uma vez que por seu intermédio podem ser acompanhados os arquivos públicos, os pregões, os gastos públicos e tantas outras informações.
E todas as informações relativas ao interesse público precisam estar disponíveis, mesmo que não solicitadas.
Daí a necessidade de um programa de governo com visão participativa e voltado à cidadania prever um cronograma que inclua e ofereça audiências públicas, mecanismos e sistemas de divulgação acessível e outras facilidades.
Para tudo isso é necessária dotação orçamentária e estrutura pessoal e física.
Confio bastante neste trabalho e boto fé neste grupo.
Este modelo de trabalho, que estamos executando por aqui, com voluntários e cidadãos comprometidos, comprova que na política, quando exercida coletivamente, também é possível se fazer o que é certo, bom e fundamental.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Um Brasil para os brasileiros.

Meu amigo e minha amiga... O Brasil está vivendo um instante todo seu e muito especial. 
As pessoas, usadas ou não, entenderam que é fácil “despertar o gigante” quando se quer.
Agora, depois de combater o que acreditaram errado e inimigo é chegado o momento de um combate mais eficiente e verdadeiro, para transformar de vez a política brasileira.
Está mais do que claro e para todo o povo brasileiro, que os inimigos reais permaneceram e os erros reais, foram agravados como nunca dantes, por estes mesmos inimigos.
Assim, queridos, parar agora seria desastroso. Se tudo esfriar, os danos serão irreversíveis. A desmobilização das massas pode fragilizar demais o sonho de quem quer ver este país no lugar para o qual foi destinado. 
O que os atuais “arautos da moralidade" estão fazendo após alijar o poder das mãos mais próximas da classe trabalhadora é jogar por terra aquelas pequenas parcelas de ganho que a nossa nação conquistou com sacrifício, limitações e muitos equívocos. Mas conquistou.
E não vão parar enquanto não finalizarem seu programa. Desestabilizar o país, desmoralizá-lo perante o mundo e vende-lo, entregá-lo em partes. E para tal, não medirão esforços, como não mediram para chegar até aqui. 
Maquiavélicos, pra não dizer diabólicos, usaram o próprio povo para manchar o Brasil.
Percebamos. 
Primeiro a sociedade brasileira, como um todo, foi dividida. A ferramenta usada para isso, foi aquela que unanimemente aglutinaria diferentes tipos de pessoas: A corrupção. Ela foi mostrada de forma seletiva e parcial e em doses homeopáticas até se tornarem mais intensas, evitando-se o possível desastre de mostrar mais do que se devia, em hora errada, como está ocorrendo em nossos dias atuais contra a vontade e por conta do descontrole deles. 
Antes mesmo do processo eleitoral de 2014, brasileiros se partiam em grupos diferentes e com opiniões apartadas. O primeiro teste, um grande teste, foi a manipulação e utilização das massas de protestos que chegaram às ruas com razões justas e que logo em seguida estavam diversificadas, variando do valor das passagens de ônibus ao “não vai ter copa”, de maneira muito parecida com o que se aplicou por agentes profissionais em outros países.
Lembremos: fica mais fácil se controlar um povo se este não está unido.
Esta desunião conveniente de classes sociais e visões políticas foi muito forte e repentina para ser apenas resultado do acaso ou das esferas que regem as razões econômicas de nossa gente. Houve sim e ainda há, um controle e uma organização por trás. 
Uma forma de vencermos isso, se você concorda que pode ser minimamente possível termos sido assim, tão usados, seria nos unirmos. Trabalharmos juntos em prol de objetivos concretos e únicos. Caminhar de braços dados na mesma direção. Quem poderá com um país inteiro?
Por outro lado, quem continuar a pensar sozinho ou a ressonar por força dos instrumentos de manipulação geral, estará jogando contra. Contra nossa liberdade, contra nosso crescimento, contra nossa salvação, contra nossa vitória final e definitiva.
Se ainda tem dúvidas do que eu estou falando, me diga: Em que momento você começou a pensar que é errado um programa social como o Bolsa Família? Como o Minha Casa, Minha Vida? Em que estas coisas lhe prejudicam de fato? Você é contra porque acha errado dar esmolas? Não é você que participa e organiza com tanta fraternidade e carinho as campanhas de agasalho que aquecem os menos favorecidos? Não te vi outro dia distribuindo sopas aos moradores de rua? Não é você quem contribui nas Igrejas pelas obras sociais de padres e pastores? Eu sei que a solidariedade sempre esteve no seu coração. E sei disso porque você é brasileiro. E este sentimento é inerente ao nosso DNA latino e brasileiro.
Qual o problema se o governo do Brasil ajuda os brasileiros que precisam? Que estão na miséria ou simplesmente não conseguem se virar sozinhos como eu e você por motivos os mais diversos?
Não é melhor que o governo os ajude do que morram à mingua? 
Tenho convicção de que você nunca ficou feliz ao ver menores pelas ruas. Nunca achou justo os idosos dormirem nas calçadas do INPS para conseguirem o mínimo de dignidade no final da vida. Por que teria mudado? Quando mudou? Como mudou? Já sei, não mudou. Esta forma egoísta de pensar, não é sua. Esta fala separatista e de ódio, não lhe pertence. Você é do bem, como seus pais e os pais dos seus pais. E como seus filhos.
Se você é solidário, generoso ou do bem, o Brasil, que é muito maior que eu e você juntos, deve ser igual.
Pois o Brasil, somos todos nós.
Sabe... 
Embora eu acredite na humanidade como um todo, independente do gênero, da cor, da raça, da etnia ou da nacionalidade e crença, eu também gostaria de bater no peito com orgulho pra dizer que sou patriota. Cantar o hino pelas ruas como se isso nos fizesse mais fortes. Mas é impossível fazer isso sem antes colocar as coisas no seu devido lugar. Pois eu sei e você também sabe que o Brasil é um pouco de toda gente... de toda raça. Aqui temos todas as crenças, todas as cores, todas as gentes que povoam o mundo. Tudo o que, de bom, foi criado por Deus, tem aqui sua representação.
Nossos estados e regiões, são interdependentes e somos irmãos de norte a sul, do centro-oeste ao nordeste e mesmo entre estes e os do sudeste. O que tentaram fazer nos jogando uns contra os outros, foi cruel, insano e sem lógica, afinal vivemos numa era em que a humanidade toda enxerga a igualdade e a fraternidade como único fato concreto entre os povos.
Minha gente... 
Um novo Brasil não vai brotar da terra da noite para o dia. Deve ser construído e por todos e cada um de nós.
Para tal, os intelectuais são importantes para os esclarecimentos que se fazem necessários. Para a elucidação dos fatos. Para indicarem os métodos e caminhos. Mas só os trabalhadores podem parar ou fazer andar o país. Daí as forças “do mal” tentarem separar uns dos outros. Daí separarem as classes e logo da mais próxima, a classe média. Separar os irmãos, para evitar que se mantenham unidos e fortes os trabalhadores da nação.
Uma sociedade desunida é fraca, incapaz.
Mas ninguém consegue interferir se você se decidir. A decisão é sua. A escolha também é sua. Onde está aquele seu sentimento fraterno para uma caminhada unida? Onde ele se perdeu?
Retomemos essa nossa tradicional e vigorosa vontade de ser um único povo e que sempre nos uniu a todos no passado mais sombrio de nossa história. Mostremos quem manda aqui.
Definamos o que nos pertence de fato e impeçamos que outros se venham utilizar de nossas riquezas naturais, bens dados pelo Criador para nossa subsistência e pujança, dando um basta nos seus interlocutores, políticos vendidos que operam na escuridão de sua desonestidade e posam de paladinos da moralidade e da decência enquanto se locupletam e ficam mais ricos, mais joviais e mais cheios de poder. Raça "do cão". Ladrões sem limites. Vendilhões do que não lhes pertence.
Nós os colocamos lá sempre por meio de votos irresponsáveis e fomos nós, de novo, quem os deixamos ainda mais fortes quando fizemos o seu joguinho de interesses pessoais, festejado com eles no último dia 17 de abril.
Todos vimos por quem agiram e com que "cara de pau" o fizeram, repetindo depois o Senado na mesma toada.
Imagine se juntássemos nossas energias, nosso grito, nossos punhos e fôssemos agora mesmo dar um basta em tudo isso?
Quem nos enfrentaria? Qual mídia mentiria impunemente sobre nossos luminosos propósitos, como fizeram até agora? Qual judiciário ousaria se comportar de maneira parcial perante os clamores de brasileiros vorazes da justiça? Que Congresso teria moral para continuar representando seus próprios interesses ante aqueles de cujo peito emana o poder?
Essa é a nossa verdadeira luta. E esse deve ser o nosso verdadeiro sonho.
De vivermos um único Brasil. Um Brasil de brasileiros verdadeiros. Sérios, honestos e trabalhadores.
Fora Temer... Fora Congresso corrupto... Basta justiça seletiva. Basta imprensa serviçal. Reconstrução do Brasil já.
Uma revolução real, transformadora e da fraternidade.

sábado, 4 de junho de 2016

New York, New York

Visão de Nova York a partir do Central Park
Sede do império?  Terra das oportunidades?
O que existe de falso ou verdadeiro nas muitas visões que criei ou aprendi sobre os Estados Unidos da América?
A liberdade tão propagada é fato?  E quanto ao cenário que serve de fundo para os que defendem a tese da Nova Ordem Mundial?
Bem, por motivos profissionais estive no centro de maior destaque do país: a cidade de Nova York, mais precisamente em seu coração, a ilha de Manhattan.

Não há como não se emocionar ao estar pessoalmente em alguns ambientes, velhos conhecidos desde a infância, nos apresentados pelos filmes de Hollywood, com certeza, o maior propagandista do Tio Sam.
Taxis na Avenida Medison - Nova York
No meu caso, profissional do seguro e do franchising, poder reconhecer grandes ideias de perto, como o Hard Rock Café e experimentar, na sua sede, franquias e produtos conhecidos em todo o planeta, foi muito intrigante.

A viagem, que fiz acompanhado por minha mulher, serviu para quebrar alguns paradigmas que eu mantinha.  Como exemplo, minha crença de que o povo americano não fosse cordial com os visitantes.
É claro que éramos turistas em uma terra que valoriza muito o dinheiro, principalmente o que vem de fora.  Isso é uma peculiaridade de todas as cidades turísticas.  Mas sabemos, aqui mesmo no Brasil, que a cordialidade não é intrínseca a este fato, pois há regiões e mesmo cidades brasileiras, que só não conseguem perder seus visitantes por serem extremamente belas ou oferecerem uma variedade incontável de atrações e maravilhas, que compensam certos desaforos de sua gente.
Protesto contra o candidato Trump
O nova iorquino é cordial, educado e prestativo na sua grande maioria.
Por exemplo, em uma estação de ônibus (sempre fizemos questão de experimentar, ainda que por dias, como vivem os nativos) fomos orientados, acompanhados e encaminhados, por um usuário, desde a compra da passagem à porta do ônibus.  De forma muito afável, diga-se de passagem.
Isto me surpreendeu, pois em terras romanas e parisienses, situações  semelhantes não terminaram muito bem.

Apesar de uma ilha, Manhattan não tem muita beleza natural.  O East River e o Hudson são os rios que a ladeiam e isso garante um pouco de beleza natural.  Mas faltam ares de uma cidade litorânea ou de montanhas que garantiriam um privilégio que algumas importantes metrópoles mundo afora podem exibir sem muito esforço.  A natureza e sua poesia.
Ilha de Manhattan

De qualquer forma a arquitetura é interessante e prédios novos se misturam a construções antigas e exuberantes, como o hotel em que nos hospedamos, um belo exemplar da "art deco".
O Waldorf-Astoria Hotel, na Park Avenue, já foi cenário de vários filmes, dentre eles, Um príncipe em Nova York, protagonizado pelo ator Eddie Murphy.
Ainda, o luxuoso prédio de 47 andares, já foi moradia fixa de gente como Frank Sinatra, Merilyn Monroe e outros famosos.
Inaugurado em 1931, foi considerado por muito tempo o maior do mundo, oferecendo 1500 quartos, 100 suites e o primeiro a incluir o serviço de quartos.
Foi também o primeiro hotel no mundo a aceitar a hospedagem de mulheres desacompanhadas.
Em 2014, dizem, o hotel teria sido vendido para uma seguradora chinesa por uma fortuna em euros.
Recepção do Hotel Waldorf-Astoria
Nossa estadia lá, foi um presente da companhia de seguros Mapfre, pois suas diárias "não são pro meu bico".
Ademais o hotel é palco de shows, jantares de luxo e até casamentos de celebridades.  É ali também que se hospedam todos os presidentes norte-americanos quando na cidade de Nova York e também os chefes de Estado visitantes.

Minha viagem incluiu visitas ao Central Park, onde o nova iorquino almoça, descansa, passeia, discute negócios e mesmo se casa em uma manhã de quarta-feira.  Assisti em um quiosque, parte de uma cerimônia onde noivos, ladeados por um padrinho cada um, selaram seu destino.
Vista do Lado no Central Park - Nova York
Vasto, o parque oferece um lago que serve também para passeios de barco ao som de jazz, tocado por pequenos artistas anônimos em busca de trocados.
Uns pintam, outros escrevem, outros fazem piqueniques no gramado e muitos, muitos mesmo, consultam os celulares enquanto desfrutam das sombras e ar puro.
Oferecendo um bosque tranquilo, contrasta com o barulho e trânsito das ruas que o ladeiam, mas não fosse pela vista dos edifícios que superam em altura a vista verde do parque, poderíamos dizer que estamos em um portal para um mundo bucólico, dentro da cidade.
Ali pude ver também um bichinho que não faz parte de nossa fauna, o esquilo.  Simpático e arredio, me parece muito traquinas à medida que consegue roubar um amendoim e subir na mais alta árvore em segundos.
Museu de História Natural de NY

Não podia deixar de visitar também o Museu de História Natural.  Recomendo de maneira a considerar a ausência indesculpável a quem vai até a cidade e não passeie por seus átrios.  Tive a honra de conhecer o Louvre e o Museu do Vaticano, dois monumentos ao conhecimento humano. Mas o Museu de História Natural de Nova York é especial.  Lamento muito por não ter levado meus filhos.  Com certeza, estou obrigado a voltar com eles.
Animais empalhados e ossos pré-históricos se misturam a dados concretos e peças que remontam a evolução das civilizações de forma extremamente pedagógica.

Quase que como complemento ao museu, visitei a Biblioteca Pública.  Ah se em minha carreira escolar eu tivesse vivido um ambiente daquele...  Teria me tornado, por pressão do aconchego, um grande intelectual.  As salas de estudo são verdadeiros escritórios com escrivaninhas e luminárias próprias. Dá pra se sentir um grande advogado enquanto consulta um exemplar de "O Pequeno Príncipe" em uma mesa daquelas.
Minha mulher no Rockefeller Center 

Mas se dei lugar ao vislumbre de coisas assim, também me espantei pelas ruas.  O Capitalismo exala dos bueiros e cai das nuvens como sereno, durante o entardecer.
Lojas como a Apple Store, toda de vidro, ou mesmo a própria 5a Avenida na sua extensão, deixam claro o que norteia o pensamento norte americano.
Sede da ONU?  Não sei, mas o destaque é por conta do comércio vigoroso e dinheiro escorrendo pelo meio fio, dá pra se perceber.
Se corre solto pra todos, ou para um grupo seleto de cidadãos é outra história.
Ao lado de um grande símbolo do capitalismo mundial, o Rockefeller Center, pude fotografar um morador de rua, portando uma plaquinha de pedido de socorro.  Aliás, vi muitos por onde passei.
Estátua da Liberdade 

Os norte-americanos também nutrem um carinho especial pela Estátua da Liberdade, o mundialmente conhecido monumento que foi um presente dos franceses aos americanos em comemoração ao centenário da assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos.
Seu tom esverdeado, deve-se a atuação do oxigênio e da água no cobre.  Mas cá entre nós, acho que fica melhor de verde mesmo.
Mas devo confessar que, apesar da mística em torno de sua “grandiosidade” e simbologia, não senti uma emoção mais forte ao visita-la.  Diferente de quando visitei a Torre Eiffel, em Paris ou o corcovado, no Rio de Janeiro, por exemplo. 
Cena de O Fantasma da Ópera

Mas emoção de verdade foi assistir, ao vivo e em cores, a peça O Fantasma da Opera, na Broadway.  Emoção, não só pela beleza da obra, mas por pensar nas muitas pessoas desprovidas da possibilidade ou da oportunidade de curtirem trabalhos culturais de peso.  Principalmente no Brasil, país onde o primeiro ato de um político ao tomar posse como “presidente” interino é a dissolução do Ministério da Cultura. Dói na alma.

Mas a viagem foi assim, com direito a espreitar as ruas e suas peculiaridades, bem como as cores iluminadas da Time Square, lugar que encanta de verdade.  Neste lugar a gente pode ver as pessoas passeando, de dia ou de noite, sendo bombardeadas, mas de forma muito inteligente, pela mídia que impulsiona o consumismo.  Mas dá vontade de parar e admirar com calma.
Foi o que fiz em uma praça onde aposentados, espalhados por diversas mesinhas, jogavam xadrez.  Parecem-se um pouco com os daqui, mas os nossos velhinhos preferem o jogo de damas.
Rua de Nova York - presença de Judeus

Judeus, muçulmanos e outras culturas e raças, se misturam por toda parte e nas diversas regiões da cidade.  E se fosse possível parar e gravar alguma coisa nas ruas, ou só ouvir com atenção, ficaríamos impressionados com a variedade de línguas faladas ao mesmo tempo.
Sem falar nos pequenos países dentro da cidade.  Visitei a Little Italy, um bairro do Bexiga muito mais ampliado.  Foi lá que vi cantinas, padarias e os pequenos elevadores que se abrem nas calçadas para trazerem pra fora o lixo dos bares e lojas.  Pensei que eram “coisas” de filmes, mas são reais e atuais.
O passeio que fiz andando, rumo à Ponte do Brooklyn, também me fez passar por Chinatown, uma região que inclui uma grande concentração de chineses fora da China. 

Não longe dali fica Wall Street e seu touro, cujos turistas se acotovelam buscando se aproximar para uma foto, ou mesmo tocar a "imagem" que, segundo alguns, dá sorte financeira.
Touro de Wall Street - Símbolo do poder da bolsa de valores

Cidade cosmopolita, não dá pra vê-la como “capital do império”, pois na verdade o que parece é que temos ali um destes “postos” que servem como paradas nas estradas, onde param os viajantes à procura de fôlego, para depois seguirem seus destinos.  Cada um trajando suas experiências, histórias, frustrações e alegrias enquanto caminham por um mundo que pertence a todos os povos.

Devo confessar que alguma coisa está mexida dentro de mim. 
Não... não dá pra vestir uma camiseta com a inscrição I ♥ NY.  Não chego a tanto.  Mas é preciso entender que nem todas as pessoas carregam a culpa pelo que fazem seus governantes ou dominadores.
Biblioteca Pública de Nova York
O povo americano me pareceu meio como um extrato da sociedade mundial.  Vítimas como todos nós, de um sistema econômico que separa os Homens.   Uma amostra de cada povo, de cada cultura.

Agora, claro... como Brasileiro consciente que sou, não dá pra me esquecer da influência americana sobre o Golpe de 64.  Sobre sua forte atuação em prol das  várias ditaduras na América Latina.  Não dá pra apagar as ações militares e os ataques, as invasões e as guerras sob a desculpa da defesa da paz e da liberdade dos povos. 

Na verdade, passo a pensar que os EUA é um ótimo lugar, mas que têm um problema sério.  A sua política internacional.