terça-feira, 24 de julho de 2012

Franchising


Quase dois anos de atuação em uma das maiores franqueadoras no país, aliados há outros dez anos em que estive na ativa em duas outras grandes redes franqueadoras, carrearam-me uma ótima experiência em franchising.



Hoje, ao lado de minha profissão original, estar em uma franqueadora é mais que certo como papel definitivo em minha carreira profissional.



E entender de um dos ramos que mais cresce no Brasil é um privilégio.



Claro que cada rede tem sua especificidade e detalhes que não condizem com outras marcas.  Mas em comum, todas elas trazem alguns pontos indiscutíveis.



Um deles, por exemplo, é bastante importante.  Pressupõe a existência de uma unidade piloto.  Aquela em que os processos são testados e validados pelo êxito das operações.



Existem marcas que, contrariando esta lógica, se lançam no Mercado sem uma base prática, copiando apenas da teoria o que seria a receita do sucesso para recomendá-lo aos seus franqueados.



Mas tive sorte.  Pelo menos nos momentos cruciais, as redes das quais fiz parte, tiveram e têm sua “piloto”, proporcionando a possibilidade de ações e ajustes.



Outro ponto comum entre diversas redes é a formatação de processos e da aparência.  Padronização visual (mobiliário, fachadas, utensílios, embalagens e produtos, material de divulgação etc.) ou no caso da prestação de serviços, do comportamento dos profissionais.



Só é possível franquear um modelo replicável.  Aquilo que se pode copiar ou repetir em série.  Portanto, toda a parte de formatação tem que levar isso em conta.



Por conta dessa padronização, muitas redes exigem de seus franqueados o consumo de todo o material apenas oriundo da “sede” ou de fornecedores homologados.  Outra característica das franquias.



A divulgação e fortalecimento da marca e do nome é também fator de consonância entre os componentes da franchising.  Mas, vale lembrar que, independente da divulgação realizada pela franqueadora, a divulgação individual de cada unidade franqueada reforça qualquer outra ação de destaque coletivo.



E aqui cabe um cuidado, pois ainda mais grave que não divulgar é fazê-lo e não ter como atender a demanda que surge por conta disso.  Não ter estoque suficiente ou gente para atender a chamados.



Enfim, são diversos os pontos que permeiam esse mundo. 



Utilizar esta expertise no dia-a-dia de uma franqueadora valoriza ainda mais a responsabilidade de quem lida com tantos empresários que buscam nada mais que a realização de seus sonhos.



O franqueador é portanto o facilitador desta busca.

Militância Política - um dever de todos


Na semana passada, o encontro com um Deputado amigo no avião de volta de Brasília, reascendeu em mim as energias da militância política.

No domingo, um exponente militante da política de Guapiaçu ligou-me solicitando uma conversa séria sobre o processo eleitoral daquela cidade.

Hoje, um amigo e candidato a vereador em Rio Preto, também me procurou estranhando meu silêncio até o momento.

Não é mesmo do meu feitio.  Nunca deixei de participar ativamente do processo político, acreditando sempre que não podemos nos omitir.

Nossa omissão abre a oportunidade para aqueles que contam com o silêncio e afastamento das pessoas sérias.

Por conta disso, surgem os oportunistas, espertalhões, aqueles que trocam o voto e a consciência das pessoas por favores ou promessas de favores, cestas básicas ou campeonatos de truco patrocinados.

Gente às vezes, que se vale da posição de destaque em agremiações ou igrejas para angariar o chamado “voto de cabresto”.

Lamentável e verdadeiro.

Mesmo sem tempo... Mesmo trabalhando até as tampas... Não ficarei de fora e de algum modo darei meus pitacos aqui e ali.

Farei reuniões, conversarei com amigos, escreverei aqui, ali e de vez em quando, sou até capaz de panfletar.

O que não vou fazer é ficar sentado enquanto gente que devia estar afastada da coisa pública, tentar voltar ou permanecer.

É claro... Sozinho não sou capaz de detê-los ou de afastá-los.  Mas dá pra fazer um bom estrago e de repente, ajudar alguém de bem, de valor e com compromissos a ascender a uma posição.

Seja este o agente do executivo que precisa levar avante o projeto de crescimento e desenvolvimento sustentável de uma grande cidade paulista, ou ainda de uma pequena cidade onde vivem cidadãos de incansável dedicação e labor.  Seja ainda integrante do legislativo, o mais célebre dos poderes, a fim de que sejam garantidos o bom debate e a fiscalização contundente das ações criminosas daqueles que se valem do poder para a satisfação única de suas ganância e vaidade pessoal.

Penso que seja esse meu papel como pai de família, cidadão e até cristão.

E que sigam-me os bons...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

De Brasília a Rio Preto, de Collor à Oscarzinho, da Gripe à Libertadores.

Tem tanta coisa pra comentar que não sei onde começar e como terminar.


Quero falar da entrevista da Rosane Collor no último domingo no Fantástico...  Quero falar do Pedro Cardoso no programa Na Moral, do Bial... Quero falar dos escândalos na política do meu município... Da gripe generalizada em toda parte por onde vou... Do Planalto Central de onde voltei dias atrás...
E claro... do Timão, campeão invicto da Libertadores.



Me lembro do momento histórico no início dos anos 90, quando uma multidão saiu às ruas para pedir "Fora Collor", se pintando e cantando hinos que não conheciam direito.  Sai também e gritamos na Marechal Deodoro da Fonseca, em Rio Preto.  Mas havia uma diferença e grande entre mim e amigos ali presentes. Eu era militante político desde minha tenra idade e sabia muito bem porque estava ali.  Havia votado em Lula, eles não... E todos assistiram o processo eleitoral desleal que trouxera Collor à presidência, com as bençãos sagradas da Globo e da Veja, que mais tarde, voltaram-se contra ele, que de alguma forma, mudara seus padrões de lealdade.
Collor, bloqueou a poupança, mas ao contrário do que poderia representar uma atitude revolucionária, prejudicou a classe média e a produção, pois deixou a elite se safar.
Um esquema monstruoso de corrupção e influências, somado a suspeitas de casos com a cunhada, além é claro, por não repartir o pão com apaniguados de maneira igual, foram detalhes preponderantes para o próprio irmão acusá-lo em público de mau uso do poder até magia negra.
Os mesmos mecanismos da mídia que lançaram o "caçador de marajás", soterraram sua carreira meteórica, de forma igualmente meteórica. 
Da noite para o dia, Antônio Carlos Magalhães e Roberto Marinho, viraram a cara para o jovem Alagoano e sua mulher, esta homenageada em música de cantor "cabeça" por sua constante lista de equívocos linguísticos e culturais, que nem por isso sofreu tanta perseguição como a que Lula sofreu e sofre por motivos bem menos significantes.
Vê-la convertida ao protestantismo e falando do ex-marido anos depois, foi realmente retroceder a um tempo nada memorável.
O fim da sua governança, no entanto, deu ao povo, mesmo que de certa forma instrumentalizado, a noção da força que exerce perante a constituição e a política.


Mas lavar a alma mesmo, lavei eu ao ver o vídeo do Pedro Cardoso no youtube que mostra sua entrevista ao programa "Na Moral" na última quinta-feira ao apresentador bigbrotheriano Pedro Bial.
Sabe que gosto do Bial e acho ele um cara super inteligente.  Dói vê-lo apresentando um programa que cada vez mais cai em desgraça na Europa.  O Big Brother não é pra gente como ele.
Se bem que quem o viu querendo interromper o "Agostinho" e depois ainda defender o paparazzi, acaba se convencendo de que realmente seu lugar está bem definido no coração da emissora.
Pedro Cardoso defendeu seu ponto de vista sem se importar em arranhar a sua empresa pagadora.  Foi leal aos princípios e deixou muita gente em maus lençois. 
Criticou leitores de revistas de fofoca, sensacionalistas e de promoção de atores e artistas decadentes.
Colocou de forma muito correta, quem ganha com tudo isso e comparou aos nazistas, aqueles que seguem como cordeiros, as imbecialidades da mídia vazia.
Acompanhe, vale à pena.  É só clicar no link: http://www.youtube.com/watch?v=-Zn5_NYFDFE





A minha querida São José do Rio Preto não pára de produzir episódios vergonhosos na política.  Escândalos envolvendo um esquema de corrupção entre pessoas de confiança do Prefeito Municipal, se somam a denúncias contra o Presidente da Câmara e seu envolvimento com meninas menores de idade.  E estes não são os primeiros problemas.
Em épocas eleitorais, isto seria o suficiente para promover uma mudança definitiva no Legislativo local e também no próprio executivo que se valeu e muito da herança que recebeu da gestão anterior em termos de feitos e realizações.
Devo acrescentar que tenho amigos preciosos concorrendo neste pleito e precisamos acreditar que haverá uma boa troca de personagens no cenário político riopretense.


Não sei se em toda parte, mas por aqui passou a onda de gripe que acometeu todo o território por onde tenho andado e onde me deparo com gente tossindo, com dor de garganta, mal estar e dores pelo corpo.  Como é duro passar isso enquanto no trabalho. 
Adoro o frio, mas tenho que desfrutá-lo em meio a uma centena de desvantagens que vão do levantar cedo a viajar. 
Por outro lado ainda, o risco de epidemias daquela perversa gripe suina ronda as paragens e os jornais não deixam de nos aterrorizar.



Mesmo diante desta virose desmotivante, acabei de chegar de Brasília.  Cada vez que volto de lá confirmo oa fama de que Juscelino era um visionário do futuro de incomparável extensão.  A cidade está linda, as cidades satélites punjantes.  Uma metrópole linda e bastante moderna em todos os sentidos.
Pra ajudar, o encontro com dois preciosos amigos no avião de volta, me proporcionou grandes lembranças e muita alegria.
Qualquer hora conto com detalhes pelo menos uma das conversas e o que ela representou para mim que trazia comigo 10 anos de assuntos pendentes.  Estou feliz.



Feliz e radiante, pois meu time este ano é Campeão invicto da Libertadores. 
Já pensou?  É o fim das piadinhas sem graça... É a possibilidade do Campeonato Mundial.
Vitória sobre o poderoso Boca argentino...  Enfim, valeu demais.  Com isso, nem sequer foi percebido o campeonato chamado Taça Brasil ou seu vencedor.
Quer melhor?  Enquanto escrevo aqui, assisto Corinthians e Flamengo na retomada do Campeonato Brasileiro.


sábado, 7 de julho de 2012

Reflexão


O prof. Manoel Antunes é um amigo de longa data. 

Já foi prefeito de São José do Rio Preto, deixando por aqui uma marca de trabalho sério.

Ele enviou-me hoje um texto, o qual passo a publicar abaixo, falando com sua experiência da importância do papel do vereador na cidade.

Espero sinceramente que todos os amigos o leiam e ajudem a discutir, com a relevância que merece, a composição do legislativo municipal em todas as cidades.

Grande abraço e bom proveito.


“Em breve estaremos votando novamente, desta vez para prefeito e vereador.

É uma eleição importante, pois fixará o quadro político para quatro anos.

Com certeza o debate eleitoral se polarizará nos candidatos a prefeito, jogando as candidaturas a vereador para segundo plano, e é aí que mora o perigo.

A maioria dos eleitores ignora o funcionamento do governo municipal. Pensa que o prefeito decide sozinho, o que é um erro de graves conseqüências.

Para agir, ele precisa de uma lei municipal e aprovação dessa lei é de competência da Câmara Municipal, onde se assentam os vereadores. Se estes não forem pessoas íntegras e politicamente competentes, a aprovação dos projetos lei do prefeito dá origem a relações inteiramente deterioradas entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo Municipal.

O nó da questão, portanto, está na integridade do vereador.


Sendo honesto e independente, um vereador da situação que esteja em maioria não permitirá que o prefeito - mesmo que de seu partido - aprove projetos nocivos ao interesse dos munícipes. Não deixará também de exercer sua função fiscalizadora, mesmo que ela signifique danos políticos ao seu partido ou à administração que apóia.

Da mesma forma, um vereador da oposição que seja íntegro deixará de lado o partidarismo e não negará a uma boa proposta apresentada pelo prefeito apenas para fazer-lhe oposição.

Por isso uma escolha consciente do candidato a vereador não se deve considerar apenas o partido ao qual ele pertence. É fundamental também conhecer suas posições políticas, competência e características de personalidade, avaliando ainda sua conduta ética na vida familiar, profissional e cívica.

Como se trata de um voto municipal, âmbito em que as pessoas públicas convivem mais diretamente com os eleitores, não é difícil verificar se o candidato é uma pessoa íntegra.  Pense nisto antes de votar.”

Manoel Antunes

domingo, 1 de julho de 2012

Eleições Municipais

Sabemos que não é pelo voto que as coisas vão se resolver no cenário político ou econômico mundial. 
A chamada "festa da democracia" é também um "mise-en-scéne" onde se finge, de certa forma, que se está no controle dos destinos do país, cidade ou estado.
A recente visita de Lula a Paulo Maluf demonstra um descompromisso com as maiores verdades defendidas por políticos de esquerda. 
Fatos como este não são novidades na política, sobretudo brasileira.  Quem não se lembra da trágica subida de Prestes ao palanque de Vargas? 
Tudo sempre com a desculpa do pragmatismo ou então com rrespaldo na famosa frase: "Se está no inferno, abrace o capeta".
No entanto, não se pode tapar o sol com a peneira. Esta é nossa realidade atual. Haverá eleições novamente este ano e se não votarmos com seriedade e compromisso, a patuscada fica pior.
Em Rio Preto, por exemplo, há que se enterrar algumas figuras do legislativo.  Sem dúvidas, um dos piores de nossa história. 
A mesma renovação deve também existir no executivo e com figuras ali penduradas.
Alternativas não faltarão. 
Tenho a grata satisfação de ver uma certa gama de gente séria concorrendo este ano. 
No executivo, João Paulo Rillo e sua sempre dinâmica figura, disputa a vaga de Prefeito pelo PT.  Marcelo Henrique (PSOL), divide palanque com meu velho camarada Valter Deluca do PCB.  Manoel Antunes também aparece com o PDT.  Juntos, estes três devem dar um tom expressivo aos discursos contra os partidos que compõe a frente do atual prefeito.
Para vereador, tenho a alegria de ver a volta de Carlos Feitosa e sua figura combativa, ao lado dos sempre atuantes Marco Rillo e Pedro Roberto Gomes.  De quebra, Lelé Arantes, Celi Regina, Ito e outros bravos companheiros, levantarão voz contra o que aí está.
Isto dará um pouco mais de seriedade às discussões deste pleito e farão os eleitores refletirem com mais consciência.
Sei das dificuldades inerentes a este processo, cada vez mais complicado para quem busca a vitória honesta contra a compra de votos, favoritismos e outras maneiras "vergonhosas" e fora de moda.  Mas valerá ouvi-los e saber que estão por aí levantando lebres e denunciando falcatruas.


Contraditórios

I - Estes dias me deparei com uma pergunta muito cruel: "Não é incoerente um empresário se dizer comunista ou de esquerda?" ...