quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Direita ou Esquerda


Quero só deixar claro que atualmente sou bem diferente daquele “esquerdista” de outrora, equivocado, sem bases teóricas, que achava que tinha que defender tudo o que estava relacionado aos pensamentos de “esquerda” sem questioná-los.
Por conta disto, vez ou outra, apresento com minhas opiniões, contradições imperdoáveis perante amigos que hoje são como eu era. E também perante quadros altamente qualificados do pensamento libertário.
Não sei se evoluí ou decaí. O negócio é que não estou defendendo a posição do Brasil no caso Honduras apenas e simplesmente pelo fato de ter havido um golpe militar no país. Há uma série de questionamentos por trás de minha posição.
Sim... não queria nem de longe um representante como Zelaya no nosso país. Graças a Deus ele é hondurenho e por lá deve ficar. A nós, já nos basta os daqui.
Mas para garantir o cumprimento rigoroso das leis políticas do país que ele queria burlar, não era necessário este artifício ultrapassado e truculento usado por Miqueleti. Já conhecemos como estas coisas terminam. Quem não se lembra mais, precisa visitar o site: www.memoriasreveladas.gov.br e refrescar a memória.
Com relação ao envolvimento do Brasil na questão, existe uma outra somatória de fatores. Como exemplo principal, a constante tentativa de setores da mídia e da própria política em desmerecer a excelente campanha internacional do governo e do próprio ministro Celso Amorin, evidenciados pela nossa imagem no mundo exterior. E nada a ver com a escolha do Brasil para as Olimpíadas de 2016.
Sem nenhum discurso acadêmico ou intelectual, fica aqui um pedido muito sério para que todas as questões sejam acompanhadas pelos seus vários aspectos e não só com base na anti-propaganda que vingou durante os anos 50 e 60 e que tão mal fizeram ao mundo de então.
Tenho debatido com amigos, nos últimos dias, o comportamento, por exemplo, da revista Veja que exerce alguma importância no cotidiano de quem lê notícias. Seu papel tem sido claro. Um medidor de preferências é capaz de chegar a pontos extravagantes de posição clara em torno deste ou daquele assunto, numa demonstração de parcialidade já sabida, mas “tolerada” até então.
Um exemplo clássico está na edição desta semana, em que há uma matéria nas “folhas amarelas” sobre Cuba. Amigos meus que por lá estiveram em caráter de pura pesquisa ou mero turismo, pessoas de lá com quem tive oportunidade de conversar via e-mail, carta ou mesmo assistindo a conferências aqui no Brasil, já me disseram tudo o que preciso saber sobre a ilha e o regime.
Não há nada de ruim em Cuba que não tenha sido produzido pela campanha anti-cubana norte americana. E isto, apesar das mudanças que aquele país tem sofrido, continua a ser embalado por setores reacionários no Brasil.
Pra piorar, tenho conhecidos que nunca viajaram ou leram além de Veja e Estadão, debatendo com profundidade este assunto.
Não quero continuar correndo risco de ser ridículo. Mas como garantia Fernando Pessoa, isto é impossível. Só que também não quero me transformar num mero espectador. Que sejam criticados os retrocessos e apoiados os avanços, sejam de esquerda, direita, centro ou desta salada ideológica que existe no Brasil.
Na pior das hipóteses, que além de lidas ou assistidas, as questões políticas sejam pelo menos debatidas. É a isto que me proponho.

Transparência Rio Preto


O Vereador Pedro Roberto do PSOL de Rio Preto, enviou-me hoje mensagem informando a aprovação pela legalidade na sessão de ontem da Câmara, do projeto "Transparência Rio Preto". É o projeto que visa apresentar publicamente a relação de salários dos servidores municipais. Na verdade é bem mais amplo que isso. O projeto torna o cidadão riopretense um fiscalizador dos atos da Administração Pública.
Para se tornar lei, deverá ainda ser votado pelo mérito nas próximas semanas. Que a população se mobilize neste sentido.

Equipe do Brado Realiza novo Seminário


II Seminário de Estudos Marxista - SESTMARX

De 11 a 14 de novembro de 2009
Local: Campus UNESP/IBILCE São José do Rio Preto
Rua Cristóvão Colombo, Jardim Nazareth, 2265 – Jd. Nazareth

Informações:

www.sestmarx.blogspot.com
sestmarx@yahoo.com.br

PROGRAMAÇÃO

Dia 11 Quarta

19h às 19:45
Atividade Cultural

19:45 às 20h
Cerimônia de Abertura
Representante Comissão Organizadora
Representante do IBILCE

20h às 23h
Conferência “Crise Mundial e a Luta dos Trabalhadores
Profº César Fernandes Neto, diretor Instituto Latino Americano de Estudos Sócio Econômicos, membro da Conlutas
Profª Ms. Vanessa Batista Andrade, Unioeste, Toledo/PR
Mediador: Jean Menezes

Dia 12 Quinta

8:30 às 12h
Mesa Redonda “Crise Mundial, Intelectuais, Educação e o Discurso Pós-Moderno”
Prof Ms. Jean Menezes, UFGD/MS – Brado Informativo
Prof. Dr. Edílson Moreira de Oliveira, IBILCE/UNESP/S.J.Rio Preto
Mediador: Verena Marangoni

14h às 17:30
Mini Curso I - "Marx e o Conceito de História e Tempo Presente na Crítica da Economia Política 1867 (O Capital)
Prof Ms. Jean Menezes, UFGD/MS – Brado Informativo
Mediador: Marcos Rodrigues

19:30 às 20h – Atividade Cultural

20h às 23h
Conferência “A Crise Capitalista e o Desafio dos Revolucionários”
Thiago Flamé, Membro do Conselho Editorial do Jornal Palavra Operária membro da LER-QI
Prof Antonio Faustino (Tonhão)
Mediador: Antonio Quiozini

Dia 13 Sexta

8:30 às 9:45h
Exibição filme “Braços Cruzados – Máquinas Paradas”, direção de Roberto Gervitz e Sérgio Toledo
9:45 às 12h - Mesa Redonda “Movimento Operário, Trotsky e a Crise Mundial”
Palestrantes
Santhiago Amélio Maribondo, graduando em Ciências Sociais, UNESP/Marília
Alessandro de Moura, mestrando em Ciências Sociais, UNESP/Marília
Mediador: Cláudio Rodrigues

14h às 17:30
Mini Curso II - “Petróleo e a Luta de Classes no Oriente Médio”
Prof Dr. Nilson Dalledone, doutor em história econômica pela USP
Mediador: Samantha C. Nasso Sanches

19:30 às 20h
Atividade Cultural

20h às 23h
Conferência “A Luta de Classes e o Ser Social”
Prof Marcelo Gomes, doutorando Unicamp
Mediadora: Vanessa Batista Andrade

Dia 14 Sábado

8:30 às 12h - Seção de Comunicação de Trabalhos Científicos

Eixos Temáticos:

- A Luta de Classes e a Crise Mundial;
- Organização e Mobilização dos Trabalhadores;
- Luta de Classes e Educação;
- Movimentos Sociais, Partido e Práxis Revolucionária;
- Ontologia e Emancipação Humana;
- Teoria, Práxis e Superação do Capital;
- História e Marxismo.

SOBRE AS INSCRIÇÕES:

INSCRIÇÕES para certificado e apresentação de trabalhos:

Local de inscrição: IBILCE - UNESP São José do Rio Preto/SP
Datas e horários de recebimento das inscrições:

De segunda a Sexta das 17h00 às 19h20 no saguão principal do IBILCE

Taxa de inscrição: (até dia 30 de outubro de 2009)
Alunos: R$15,00 - Professores, Alunos da Pós e Profissionais: R$20,00

Taxa de inscrição: (após o dia 30 de outubro e até dia 11 de novembro)
Alunos: R$20,00 - Professores, Alunos da Pós e Profissionais: R$25,00

Vagas limitadas: 230 - Carga Horária: 40hrs

Inscrição por email: Mediante depósito bancário. Feito o depósito enviar os dados ou o recibo escaneado juntamente como os dados pessoais (nome completo, RG, fones, email, instituição pertencente).

Importante: Escrever o nome do inscrito no recibo escaneado.

Banco Itaú
Agência: 0045
Conta Poupança: 28.418-9
Em nome de: Marcos E. R. Alves

DADOS NECESSÁRIOS PARA INSCRIÇÃO:

NOME COMPLETO;
DATA NASCIMENTO;
RG;
EMAILS;
FONES;
CIDADE/ESTADO;
INSTITUIÇÃO PERTENCENTE;
SE É GRADUANDO, ALUNO DA PÓS, PROFESSORES OU OUTRO PROFISSIONAL (ESPECIFICAR);
SE VAI OU NÃO APR

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Veja Bem


A revista Veja desta semana ultrapassou todos os limites.

Após trazer, na semana passada, Fernando Henrique que buscou “retornar das cinzas” usando como tema a liberação da maconha, não faltou publicação de elogios de leitores ao líder tucano. Sinceramente, um cara com sua história, podia ter evitado este embate pra lá de perigoso, nesta altura em sua vida. Fernando Henrique que já sofreu o vexame de ter a cadeira da prefeitura de São Paulo desinfetada, já negou Deus e depois o conjurou, mudou a constituição para se reeleger... podia ficar na história como já foi. Essa de moço prafrentex não foi legal.

Mas esse não foi o ponto chave. A edição desta semana, descaracteriza a postura do Brasil frente ao caso de Honduras, sugerindo nossa submissão a Hugo Chavez. Não discute o problema do ponto de vista histórico ou democrático.

O pior fica por conta da página 74, onde a “imparcial” revista coloca os partidos de esquerda como PSOL, PCB, PSTU etc. como delirantes e faz uma matéria extremamente caricata como a própria figura que a decora.

Não faltaram artigos ou matérias do estilo retrógrado ou reacionário. Como a intitulada “Esta Deus não Perdoa” onde o bispo Luiz Flávio Cappio, é ridicularizado por defender um santuário em prol dos mártires no lugar da morte de Carlos Lamarca.
A revista que não virou as páginas da história e nem reviu as cartilhas do militarismo, continua a chamar Lamarca apenas de terrorista e assassino.

Pelo visto Veja não tem medo de cometer os mesmos erros de quando apresentou o Collor “caçador de marajás”.
Penso que vale à pena lembrar este comportamento irresponsável. Estou cancelando minha assinatura para evitar que meus filhos continuem a receber esta informação “isenta” e “verdadeira”.

Veja, ta mais pra Óia mesmo...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

[Corinthians] texto escrito por um palmeirense


Sei de gente que ama odiar os mais populares times do país.
Sei de torcedor que preferiu ver o rebaixamento ao próprio time campeão.
Sei de gente que torce mais contra que a favor.
Não se pode recriminar. Faz parte do jogo.
Mas quem, como eu, não é Corinthians, de fato, não sabe falar pelo corinthiano.
Queria dar o espaço a tantos amigos e colegas corintianos. Eles falam
e sentem e sofrem e vibram melhor.
Só que acho mais sincero um depoimento de quem não é.
Mas que respeita demais quem é.
Quem nasceu Corinthians.
Quem morreu Corinthians.
Quem vive Corinthians - porque viver um amor desse não se usa no
passado, nem no futuro.
É um presente. É um dom. É uma doação, mesmo quando mais parece uma
danação.
Como foi de 1954 a 1977. Como foi a Série B. Como gosta o "maloqueiro
e sofredor, graças a Deus".
É sina. Que não se explica, que fascina até quem não é, até quem não
gosta.
Não sei explicar o Corinthians. Nem os corintianos conseguem

Tanto faz se vai ter Rivellino ou Bóvio em campo.
Não importa o campeonato, o amistoso, o adversário.
Importa é que o Corinthians vai estar em campo.
Aliás, que não me leiam: não importa nem mesmo se o Corinthians estará
jogando.
O que importa é que haverá no estádio e em cada canto um fiel. Um
estado de espírito alvinegro.
Um torcedor que acredita sem ter o porquê;
que torce sem ter por quem;
que joga sem ter com quem.
O corintiano não torce por um time.
Ele torce pela torcida.
Por isso, não precisa a equipe estar em campo.
Basta um corintiano encontrar um corintiano pela cidade. Esse é o
jogo. Essa é a alegria. Essa é a vitória.
Esse é o título incontestável. Um torcedor que se sente campeão só de
ver um outro torcedor.
Isso não explica nem de longe o que é o Corinthians.
Mas, do lado de cá (do microfone e da imprensa há 17 anos, da
arquibancada a minha vida toda), posso dizer que não é preciso o
Corinthians entrar em campo para vencer.

By: Mauro Beting - Jornalista esportivo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Tributos


Matéria desta semana da revista Exame traz a informação de que do início deste ano até o último dia 14 de setembro, a legislação tributária sofrera 742 alterações. Isso mesmo... Estamos falando só do Brasil. Existem cerca de 5 mil normas regulamentando os 79 tributos existentes no país. Já pensou estas alterações sendo assimiladas, organizadas, processadas etc. pelo fisco e pelo próprio contribuinte via contadores e administradores? E o cidadão comum que tem um pequeno negócio e acaba tendo que aprender sozinho?
Minha história, como empresário nos ramos educacional e securitário, acabou gerando uma vida de muitas dores de cabeça por conta disso. Alguns de meus maiores problemas estiveram relacionados a tributos.
Até quando quem investe o pouco que possui na geração de empregos, no giro do capital e em atividades econômicas arcará com esta falta de incentivos e facilidades com que o Brasil trata sua gente?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Greenpeace comemora 38 anos de muitas vitórias


Divulgo com orgulho esse trabalo:

A independência e as ações diretas não-violentas foram e continuam sendo nossa principal bandeira de transformação

Nesta semana, o Greenpeace comemora 38 anos de existência. Tenho certeza que em 15 de setembro de 1971 Bob Hunter ou qualquer outro membro da tripulação do velho barco Phyllis Cormack não imaginavam que, após uma frustrada aventura de protesto contra testes nucleares em Amchitka, no Alaska, o nome Greenpeace se consolidaria como uma importante parte do movimento ambientalista mundial.

De lá para cá muita coisa aconteceu. Foram muitas vitórias, contra a caça de baleias, utilização dos oceanos ou países em desenvolvimento como latas de lixo, moratória do mogno, proteção do Ártico, fim da pesca de arrasto no Pacífico, entre outras. Hoje temos mais de 3 milhões de colaboradores no mundo em 41 países, contamos com presença nacional no Brasil, Índia, China e Sudeste Asiático. Nosso próximo diretor executivo internacional será um sul-africano com raízes na luta contra o apartheid.

Mas algumas coisas não mudaram. Continuamos utilizando a ação direta não-violenta como nossa principal bandeira de transformação. Continuamos independentes, buscando doações de indivíduos, sem aceitar doações de governos ou empresas. Buscamos mobilizar pessoas ao redor do mundo para promover o desmatamento zero, a revolução energética com fontes renováveis e a proteção dos oceanos.

Nosso trabalho é especialmente desafiador em 2009. Este é um ano especial, pois em dezembro seremos testemunha ocular de um grande acordo climático que poderá iniciar uma mudança em nosso paradigma de desenvolvimento. Esse é o início de uma nova era, que priorizará as energias limpas, o fim do desmatamento, a geração de empregos verdes, a implementação de uma agricultura sustentável. A mudança não virá da noite para o dia. Será um processo que exigirá a mobilização de milhares de pessoas nas ruas de São Paulo, Pequim, Bruxelas e Washington, só para citar algumas.

Celebramos nossos 38 anos de existência indo para as ruas lutando por um planeta mais verde, mais justo e mais pacífico.

Marcelo Furtado
Diretor executivo
Greenpeace Brasil

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Zoneamento


Retaliações constantes na Lei de Zoneamento Urbano efetuada por alguns “vereadores” para favorecer seus amigos ou mesmo para troca de interesses futuros em outros projetos tão nocivos quanto, estão fazendo de Rio Preto uma cidade “Frankstein”. Em épocas de novos pensamentos quanto à qualidade de vida nas cidades, nossa querida metrópole continua a remar contra a maré. E o pior é que, legitimada para tal pelos próprios edis. Chega a queimar o estômago cada vez que se vê este tipo de atitude anti ética.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Crise


Mensagem do amigo Moacir Rodrigues Marques, Dir. Administrativo da Lux Contabilidade.

“Os prejuízos da crise ensinaram uma lição dramática, não apenas no Brasil como no mundo inteiro. Hoje não se assume mais o tipo de risco que se assumia antes; A recessão acabou. O Brasil já está crescendo, embora muitas das consequências da crise permaneçam. Teremos ainda um período de incertezas no cenário internacional, mas a economia brasileira está bem encaminhada. 2010 será um ano robusto, com mais renda, mais emprego e estabilidade". (Henrique de Campos Meirelles, presidente do Banco Central do Brasil).

O importante deste acontecimento serão as mensagens positivas que todos nós podemos tirar deste indesejado período histórico. Será uma grande oportunidade para os cidadãos preocupados e interessados em crescer. Como diz o ditado: “Depois da tempestade sempre vem a bonanza”. É a hora, portanto, de limpar a casa, colocar as coisas em seus devidos lugares, arregaçar as mangas e fazer o dever de casa. Quem assim o fizer com certeza será agraciado com os resultados positivos, muito antes do esperado.
Moacir Rodrigues Marques

Música na Escola


Música no currículo escolar. Eis o projeto do Vereador Pedro Roberto ao qual gostaria de chamar a atenção.
Como filho de professora de piano, ex-diretora de Conservatório Musical na cidade de Mirassol, em São Paulo, minha opinião não poderia ser outra que não o apoio irrestrito.
Só a música é capaz de nos municiar de sensibilidade e valores inerentes a esta virtude.
Quando estou em horas difíceis e preciso de paz, fecho os olhos e ouço minha mãe ao teclado tocando para mim o "Le Lac de Come".
Para saber mais é só conferir no blog do vereador que fiz questão de listar ao lado na minha sessão "visite e acompanhe".

Entre Umas e Outras


Criar um ambiente favorável aos apoiadores, ressaltando fatos que denigrem os opositores, ao mesmo tempo que tornam-se tênues as notícias contra estes mesmos apoiadores. Eis o princípio defendido pela mídia de massas.
Mas a Veja precisa tomar mais cuidado. Está completando 41 anos de existência e nesta semana está dando um "show" de dar dó. Independente de nossa posição política, o que buscamos nos meios de informação são os fatos, por si só, para completarmos nosso entendimento e tirarmos nossas conclusões.
A revista faz questão de revestir a tudo com sua própria opinião e entre uma propaganda e outra, deixa clara sua posição nas questões.
Por favor, né?

E o filho do Nelson Piquet? O rapaz já enterrou sua carreira. Faz a gente lembrar quando seu pai, já caminhando para a decadência, não poupava críticas a Airton Sena.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Três Artigos para Debate e Reflexão


Eu sou um apaixonado pelo parlamento. Meu sonho, como muitos devem ter percebido, é um dia exercer um cargo no legislativo de meu país. Quem sabe?
Assim, vou utilizar este blog para discussões sobre o tema. Abaixo, por exemplo, seguem três opiniões para começar o debate sobre o legislativo. A primeira, do professor Antônio Cáprio, trata da importância do aumento do número de vereadores. Também é sobre isso que trata o terceiro artigo do amigo José Antônio D'Ângelo. É uma questão pra lá de polêmica, que deixo a cada um para que pense. No segundo texto, o amigo Pedro Oswaldo defende a não reeleição de nenhum político, o que de certa forma, generaliza muito. Então, envie a sua e vamos criar um saudável debate.
Obrigado.



VEREADOR – QUESTÃO A SER PENSADA.
Sou frontalmente contrário à vigente tabela que regula o número de vereadores nos municípios. Deveria ser muito maior o número de representantes municipais e, no mínimo, um para cada mil eleitores. Explico:
Uma câmara municipal com 9 vereadores faz do Poder Legislativo um poder inexistente. Com 5 vereadores o Prefeito Municipal faz o que quer, quando quer e da forma como quer, apesar da ação do Tribunal de Contas que está mais para o faz de conta, com algumas exceções. Uma câmara com um maior número de vereadores possível se torna num poder respeitável, com poucas chances da ‘compra’ de alguns e se dominar o legislativo. Minha proposta é de 1 vereador para cada 1.000 eleitores. A proporção ainda é pequena e deveria ser maior o número de representantes, por uma razão muito simples: Quanto maior o número de vereador mais o prefeito deve obedecer à lei e se adequar à idéia de que ele não comprou o município e que as coisas são públicas e como tal devem ser administradas.
A questão da remuneração é atrelada ao que penso ser ideal para uma câmara em termos de número de parlamentares. O salário não poderia ser uma fonte de renda nem um cabide de empregos, pelo contrário. A remuneração é para que a gratuidade não torne o poder num favor, numa mera prestação de serviços. Ninguém pode alegar que perde tempo trabalhando como vereador e se ele pretender ocupar o cargo por dinheiro, que arranje uma profissão.
Um número expressivo de vereadores indica uma parcela maior da comunidade definindo os destinos de uma administração e, por conseguinte, de uma comunidade. As questões levadas à apreciação da Câmara não seriam tratadas como negócio de um poder em detrimento de outro, ou ainda, por interesse meramente empresarial ou até do próprio Chefe do Executivo. Com um número pequeno de vereadores o domínio do poder é claro e fácil, visto que o Executivo é que tem as chaves do cofre e a caneta para nomeações.
Portanto, o enfoque da PEC sobre o aumento do número de vereadores não é grave quanto ao aumento do número de vereadores, embora ainda pequeno a meu ver. Deveria ela se relacionar a uma fixação mínima para a remuneração e elevar o número de representantes, e com isto se dar força ao legislativo municipal e afastar de vez a idéia de que ser vereador é um bom negócio em termos financeiros e de que ser prefeito é adquirir escritura da coisa pública.
Assunto para ser pensado, sem paixões e sim com os pés no chão da democracia, ou seja, governo do povo, pelo povo e para o povo, e não apenas para alguns do povo, como é atualmente, em todos os sentidos.
Tanabi, setembro de 2009.
Prof. Antonio Caprio.
Analista Político e ex-vereador e Presidente da Cãmara em Tanabi por 4 legislaturas.



DISPUTA POLÍTICA

Nossos políticos travam entre eles uma disputa, um querendo ser pior que o outro,é assim na câmara na assembléia estadual e federal e no senado.

A câmara anterior de SJRP foi sem duvida pior de todos os tempos,mas esta atual já esta bem “melhor” que a anterior, já ultrapassou aquela em apenas 8 meses, os senhores estão de parabéns, são ruins demais, já estão no ponto para morarem em Brasília.

Este país já poderia ser uma potência há muito tempo ou pelo mais justo socialmente se nossos políticos tivessem vergonha na cara e fizessem leis para beneficiar a nação e não a eles mesmos.

Enquanto nos Hospitais de Brasília e de todo o País pessoas morrem nas filas,esperando atendimento medico,aqueles escrotos do congresso,voltam o aumento dos vereadores,que só na nossa cidade ,acarretará uma despesa de R$ 1,5 milhão ao ano, conforme matéria do Diário da Região, rapidamente aumentam o numero de vereadores que serão seus cabos eleitorais nos municípios esparramados pelo país,logicamente com uma verba de auxilio,tirada dos nossos impostos,votaram também a liberdade para se abrir templos religiosos com toda rapidez e sem custo algum e sem imposto algum, com o mesmo motivo,já pensou um pastor com mil fiéis prometendo o céu a troco de voto,que maravilha,e assim estamos indo cada vez mais ao fundo do poço.

E a disputa continua, nossos vereadores aumentando o perímetro urbano,somente porque dizem gostar do asfalto,mas atrás disso mais moradores aparecem e portanto mais eleitores, e as escolas públicas e boas onde estão, os hospitais, segurança publica,ta difícil engolir tanta sacanagem desses que se dizem representantes do povo,que na verdade não representam nada a não ser apenas interesse próprio,Rui Barbosa como político que era,em famoso discurso terminou dizendo que sentia vergonha de ser honesto,e nossos políticos compraram essa idéia, e deixaram de ser,ou nunca foram,da minha parte o que posso dizer é que tenho nojo de vocês.
Política é algo muito serio para deixarmos apenas das mãos deles.
NÃO REELEJA MAIS NENHUM.
Pedro Osvaldo.


PEC

A aprovação da Proposta de Emenda à Constituição dos Vereadores pelo Senado e também pelas comissões da Câmara deve gerar muita discussão. O fato é que provavelmente a aprovação será concretizada, pois aumentar o número de vereadores nas Câmaras dos municípios colabora para a geração de alianças e ganhos políticos para deputados e senadores que deverão disputar a reeleição em 2010.

Podemos esperar que as Câmaras Municipais aprovem e regulamentem a PEC para que o número de vereadores seja novamente aumentado, como já foi no passado, quando o povo exigiu e votou para eleger um menor número de candidatos.

Fala-se em colocar esse aumento ainda neste mandato, mas o bom senso (se é que eles têm) deve prevalecer e que esse aumento incida somente nas próximas eleições em 2012, ficando mantida a formação existente na atual legislatura.

Mas será que é necessário que isso ocorra? O povo já insatisfeito pelos desmandos dos políticos mostra-se cada vez mais desinteresse por matérias envolvendo a política nacional. As reações são poucas e não fazem eco na maioria dos eleitores. A participação do vereador é pífia, não exercendo o papel de fiscalizador do executivo como manda o seu cargo. Apresenta propostas sem nexo, apenas para preencher o tempo. Esquece, depois de eleito, do seu bairro e eleitores.

Corremos o risco que ver de volta um grande número de ex-vereadores, também desqualificados para a função, sem conhecimentos específicos das atribuições de legisladores, mas que usam dos conchavos típicos da nossa combalida e desacreditada política para retornarem a arena.

Novamente teremos que ficar atentos a essas manobras que apenas servirão para aumentar o gasto com o dinheiro público de gente que não merece o nosso respeito.
Abraços!
José Antônio D'Ângelo

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Collor, Sarney e Depressão...


A revista veja desta semana, trouxe matéria veiculada no blog de Reinaldo Azevedo sobre a nomeação do ex-presidente Collor para a Academia Alagoana de Letras. É interessante, pois se questiona como que alguém que nunca escreveu um livro possa ser membro da academia de letras, ao mesmo tempo que se agradece a Deus pelo fato de ele nunca ter escrito um. Aliás, só pra lembrar, Sarney também é membro da Academia de Letras... Ou falta escritor de qualidade neste país ou sobra intelectualidade entre os políticos... O que você acha?

E a depressão, tema do meu livro, se tornará, segundo a Organização Mundial de Saúde, a doença mais comum no mundo até 2030. Eu não duvido, afinal, não é difícil ficar deprimido. Lastimo apenas, pois seus efeitos são devastadores.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Independência ou Morte...


Queria muito entender o patriotismo dos brasileiros. Não sei se este sentimento se limita a torcer para a Seleção Brasileira quando esta enfrenta a Argentina, ou se é mais forte quando um nadador está prestes a ganhar a medalha de ouro.
Não sei também se nosso patriotismo se explica com as incontáveis crítias à cantora Vanusa pelo seu "imperdoável" desempenho na apresentação do Hino Nacional na última semana na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Ainda há a participação nos desfiles de 7 de setembro, em que crianças representando suas escolas aprendem a demonstrar seu "amor à Pátria". Escolas, aliás, cada vez mais carentes de sua razão de ser.
Digo isso porque não encontramos um patriotismo forte e varonil do povo quando são arquivados de forma vergonhosa, os escândalos e safadezas de nosso Senado Federal. Não encontramos um patriotismo sincero nos cidadãos, quando vereadores retalham as cidades para privilegiar amigos em "frankstânicas" leis de zoneamento.
Assistimos calados conchavos que vendem e sufocam nosso país no dia-a-dia dos balcões do grande capital, sob à sombra de nossa bandeira e outros símbolos pátrios.
Já pensou que glória se não soubéssemos cantar o hino, nem desfilássemos em uma data tão discutível, se não torcêssemos para nossa "seleção canarinho", mas fôssemos implacáveis na luta pela manutenção da decência no Poder Público? Se buscássemos a igualdade real para todos os brasileiros, nossos irmãos?
Seria uma verdadeira declaração de independência. Seria um verdadeiro gesto de patriotismo. Penso eu.
Mas não... e foi assim que deixamos, ao longo de nossa história, a ditadura imperar, déspotas governarem, bandidos nos representarem e gerarem leis para cumprirmos.
Terá, no tal grito do Ipiranga, alguém optado pela morte no lugar da independência?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CORRIGIR COM AMOR


Artigo enviado pelo amigo, sempre presente, Moacir Marques.

É interessante como somos impiedosos ao julgar os defeitos dos nossos semelhantes, principalmente quando esses defeitos nos causam algum prejuízo financeiro. Geralmente esquecemos que somos imperfeitos e exigimos dos outros esta qualidade. “Quem não tem nenhuma culpa que atire a primeira pedra”. Se levássemos essa mensagem em consideração, sairíamos ganhando. Não que devamos esquecer os erros, mas sim abordar o “pecador” com respeito. DEUS não condena o pecador, mas o pecado por ele cometido. Podemos utilizar a mesma técnica: Corrigir o erro sem ofender a pessoa que o cometeu. Vejam, a seguir, a história que a master coach e psicóloga, Marciliana Corrêa contou na reportagem publicada na revista Bem Estar do dia 30 de agosto, pp. e também veiculada pela internet:

“O ser humano caminha pelo mundo sempre em fila indiana e carrega em sua jornada duas mochilas, uma na frente e outra nas costas. Na da frente leva suas virtudes e qualidades e mantém seus olhos atentos a elas: na das costas leva seus defeitos e dificuldades. Carrega suas virtudes bem próximas ao peito, enquanto observa os defeitos e dificuldades do outro a sua frente, sem se dar conta que também tem uma mochila de defeitos e dificuldades. Julgar os outros, portanto, é uma atitude arrogante, pois temos defeitos, ainda que não os enxerguemos. Seria como se nos colocássemos numa posição superior, quando na verdade outros podem ver em você os mesmos defeitos ou até piores”, afirma Marciliana.

A história acima não está aconselhando a deixar de mostrar os erros cometidos; seria falta de caridade ou de colaboração. Entendemos que temos obrigação de melhorar o mundo e isto só acontecerá na medida em que o fizermos através do outro que está ao nosso lado. Corrigir com amor os defeitos e desequilíbrios é colaborar na construção de uma vida melhor e mais justa.


Moacir Rodrigues Marques

De quem é o petróleo?


Segue artigo e opinião do amigo Antônio Caprio:


É incrível como o governo de plantão prima pela desfaçatez e pela repetição de fatos e atos que condenou desde o nascimento do partido que lhe dá sustentação básica até a sua chegada ao poder. A questão do pré-sal é um fato a ser comemorado, não resta a menor dúvida, mas se valer de uma hipótese que poderá se concretizar em um prazo de vinte anos e fazer da questão coisa concreta e pronta vai uma distância enorme e tudo em nome da próxima eleição.
O espetáculo foi tão bem ensaiado que a candidata ‘ungida’ deixou escapar lágrimas durante e depois do discurso do chefe-mentor-padrinho. Em todos os canais de TV, a preço de ouro, propaganda sobre o pré-sal como coisa concreta, funcionando, produzindo petróleo para dar e vender. Já gastam por conta da futura conta e não pouco. O grande teatro contou com as presenças de artistas veteranos na arte política de enganar e atuais, aprendizes já pós-graduados. Os slogans criados a preço de diamante: patrimônio da União. Riqueza do Povo. Futuro do Brasil.
Não se tem, ainda, tecnologia pronta para se alcançar os depósitos de petróleo. São previsões. A especulação tomou conta do cenário. As bolsas estufaram. O tom político, eleitoreiro, ufanista e até constrangedor tomou conta de tudo e de todos. A platéia selecionada, os holofotes bem focados, o sorriso aberto de todos e só faltando a velinha para soprar, no caso o produto tão decantado: o petróleo. As lágrimas da ministra foram como glacê sobre o bolo artificial.
A equipe aprendeu bem as lições do passado na arquibancada da oposição. Desceu, fez especialização e se alçou ao centro do palco e parece que sabe de cor a lição de como fazer o que tanto condenou no passado recente. O marco regulatório do setor de petróleo elegeu a Petrobras como a grande estrela e de lambuja, pretende-se criar um outro elefante branco, a Petro-Sal. Serão milhares de empregos destinados a pessoas escolhidas a dedo e parentes próximos do poder, é óbvio, com alguns concursos para tapar o sol com a peneira. Tudo em nome do desenvolvimento, da independência do país no campo energético e, sem dúvida, a garantia da permanência do poder, a qualquer custo. Agora pode. Não só pode como deve.
Diante de tamanho estardalhaço e tanta cara-de-pau, até Monteiro Lobato, o sonhador do petróleo brasileiro, pediria socorro e se esconderia embaixo do avental da tia Anastácia.
Tanabi, setembro de 2009.
Prof. Antonio Caprio
Analista político e membro do IHGG/Rio Preto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Família


Outro dia eu escrevi um reconhecimento a meus pais pelo que me ensinaram e pela herança que recebi em meu caráter.
Hoje saliento a importância preponderante, na vida de um homem, representada pela Mulher e Filhos.
41 anos, cheio de defeitos, instabilidades, vivendo um período de conflitos, cursando uma Universidade nesta altura da vida e pela terceira vez, sempre dividido entre a atuação profissional e um tipo de militância política. Enfim, sem oferecer muito de mim. Este é meu perfil.
Mesmo assim, não me faltam carinho, afeto, respeito, proteção e alegrias em nenhum dia sequer.
Por isso os respeito e amo cada dia mais.
Um grande beijo.

Dinheiro Virtual


Recebi o texto abaixo e achei muito interessante. Parece-me uma boa explicação do "dinheiro virtual". Se algum economista quiser comentar, será um prazer.
Não conheço o autor.


*Maio de 2009, numa cidade litorânea do RS, muito frio e mar agitado, a
cidade parece deserta. *


*Os habitantes, endividados e vivendo às custas de crédito. Por sorte chega
um gringo rico e entra num pequeno hotel.*


*Ele saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um
quarto.*


*Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota
de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.*


*Este pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve, e paga tudo.*


*O criador, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para
liquidar sua dívida.*


*O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma
prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).*


*A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar aonde, às
vezes, levava seus clientes, e que ultimamente não havia pago pelas
acomodações, e paga a conta.*


*Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta,
agradece mas diz não ser o que esperava, e sai do hotel e da cidade.*


*Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e
começa a ver o futuro com confiança!*


*Moral da história: Quando circula o dinheiro, não há crise!*

A rainha caipira.

A partir de hoje, me dedicarei a publicar, de quando em quando, contos e crônicas escritos por meu pai, Carlos Alberto Gomes, que assina com...