domingo, 17 de maio de 2015

"A fantasia não é exatamente uma fuga da realidade, mas um modo de a entender." (Lloyd Alexandre)

Mesmo que me atormente alguma lembrança do passado, de uma forma bastante satisfatória, passei toda minha infância vivendo entre a realidade e a fantasia.  Isso me ajudou muito a ser quem sou e como sou.
Eu sabia que cresceria e que teria inúmeras responsabilidades.  Que me casaria e teria que constituir uma família.  Mas em paralelo, sonhava com um mundo no qual as obras literárias ou mesmo os filmes, acabassem por fazer parte da realidade e seus personagens tomassem forma física e entrassem em nosso cotidiano.
Válvula de escape ao medo da maturidade?  Quem é que sabe?
Era bom e ruim pensar desta forma.  E mais ou menos, até os quatorze anos, brinquei com “fortes apaches” e outros apetrechos que as crianças de hoje abandonam logo cedo.
Desafiava minha criatividade montando histórias que eram um misto de época, de ficção e de contemporaneidade.
Acho que, na verdade, toda criança passa um pouco por isso.  Principalmente as do meu tempo.  Mas o fato é que eu via, tudo aquilo, como um dos lados de nossa história.  Como se tudo estivesse em um universo paralelo, ao alcance de minhas mãos.  Bastaria dormir, ou então me concentrar e minha própria Terabitia acontecia.
Me lembro, por exemplo, que fiz, em dado momento, ao meu modo, um boneco de madeira e desejei, ardentemente, que ele criasse vida como Pinocchio, personagem da obra do italiano Carlo Collodi.  Devo confessar, que por um tempo, agi como se assim o fosse e conversava com ele por horas.
Um robô de madeira, também foi montado, com ajuda de alguns caixotes, para imitar o amigo de Will Robinson da série Perdidos no Espaço.  Quantos conselhos bons ele me deu.
Eu era mais novinho, mas me lembro também de como chorei quando descobri que Garibaldo, do Vila Sésamo,  era na verdade, um ator fantasiado. 
Mesmo mais velho, me encantavam os filmes de ação, os livros e a história da humanidade, minha matéria preferida na escola. 
Eu sentia que, em todos estes lugares, de algum modo, eu estivera presente.  Ou então, poderia estar.  Tal era minha capacidade de “viajar” no pensamento.
O tempo passou e a dureza do dia-a-dia chegou.  Estudar, trabalhar e me desligar de tudo vieram a ser inevitáveis.  Com exceção de um fato.
Jamais deixei de pensar na infinitude do Universo e da real probabilidade de haver vida inteligente, naves, ETs e outras coisas que antes eu vira em películas como Guerra nas Estrelas, ET ou Contatos Imediatos.
Eis um pensamento que nunca me abandonou.  Não estamos sós. 
Forjado em berço católico, com o passar do tempo me aprofundei nos estudos kardecistas.  Daí, tornar-me reencarnacionista e crer na presença invisível de amigos e adversários foi um pulo.  Com isso, passei a entender, ou auto explicar meu passado.
Embora felizes, minha infância e início da adolescência me ofereceram situações que nunca compreendi direito. 
Acordava aos gritos, informando aos meus pais que havia gente no meu quarto.  E um sonho permanente, dava conta de que eu era simplesmente retirado do quarto para um tipo de inquirição.  Como sempre vivi entre a realidade e a fantasia, ficava difícil saber distinguir o que era fato, do que era simplesmente devaneio.  Ainda hoje não o sei e forçando a memória, acabo por pensar que era tudo ilusão mesmo.
O tempo passou e procurei o equilíbrio.  Mas devo confessar que minha vida foi sempre muito bem pautada de coisas esquisitas.
Dias atrás, por conta de falar sobre isso, comentei com meu irmão, confidente nestes casos: “Temo por minha sanidade”.  Afinal, cresci ou não?  Poderão os sonhos infantis persistirem na vida adulta? 
Por outro lado, tenho visto que é possível trabalhar com estes temas, com estes assuntos, de forma material e quem sabe, até científica. Encontrar, senão respostas, caminhos até elas.
Não muito mais que três anos atrás, comecei a ler mais sobre um negócio muito próximo ao que eu já imaginava, estivesse relacionado mesmo e de alguma forma, com a espiritualidade.  
Ufologia.
Participei, no final do ano passado, de um congresso mundial e recentemente, assinei uma publicação.  Participo de um grupo de debates e me filiei ao Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores.
Agora, não pareço tão sozinho e nem tão distante.
Claro que, neste meio, tem gente muito mais criativa que já ousei ser na minha infância.  Gente que também acaba explicando, por conta própria, tudo o que passou e passa, fazendo com que outros creiam que suas conclusões são a mais pura afirmação da verdade.
Mas há gente séria que comenta, que trafega sobre o tema e que demonstra de maneira inconteste, que algo está ocorrendo e não é de hoje.
Foi neste Congresso, por exemplo, que conheci o Sr. Marco Antônio Petit, autor de um livro sobre o Caso Varginha.  Foi lá também que conheci A.J.Gevaerd que dirige a Revista UFO, obtendo grande respeito na comunidade ufológica mundial.  Outros tantos também foram apresentados, do Brasil e do exterior, sem descartar alguns “viajantes” da imaginação.
Também passei a estudar alguns casos, me aprofundar em processos como a Operação Prato, talvez o mais surpreendente e sério de todos, sem desprezar histórias regionais, próximas e que se mostram fantásticas.
Com este material farto, eu poderia me limitar a estas simples investigações particulares, no oculto de minha casa.  Contudo, estou pontuando o grau de seriedade e não posso me negar a ser, de certo modo, um incentivo a quem tenha curiosidade e precise de uma forcinha a mais para se aproximar.
Em sendo assim, recomendarei de vez em quando, aqui mesmo no blog, alguns vídeos e livros, reportagens e escritos que poderão ajudar aos que desejarem conhecer melhor sobre a “vida extraterrena”.
Jamais, contudo poderei declarar com absoluta certeza qualquer coisa, pois não tenho nenhuma narrativa pessoal de algo que possa me ligar a abduções ou o que o valha. 
Apenas considerações que desejo sejam mesmo rebatidas para derrubarem minhas infundadas certezas ou ratificarem minhas acertadas definições.
E pra começar o meu “sair do armário”, expressão utilizada dias atrás por influente ufólogo brasileiro que resolveu assumir sua experiência real de abdução, trago o que talvez seja o melhor caso para despertar a curiosidade geral.  Trata-se do que Laura Eisenhower, neta do ex-presidente norte-americano Dwight Eisenhower, trará para contar quando vem ao Brasil, em junho próximo.
Ela participará do III Fórum Mundial de Contatados que acontecerá em Porto Alegre.
Em sua história ela afirma, que na década de 50, seu avô e alienígenas estabeleceram um acordo.  Por este, o governo americano faria vistas grossas às abduções e ajudaria a esconder as aparições descuidadas em troca de tecnologias avançadas.
Ocorre que extrapolando este acordo, os ETs teriam montado uma espécie de governo autônomo e secreto que hoje chefia o próprio governo (secretamente).
Laura ainda fala de forças alienígenas que tentam ajudar a evolução da Terra, mas que encontram grandes resistências com este grupo que negociou com seu avô.
Sim, não, talvez... Vontade de aparecer... carência afetiva... O que tem a ganhar e a perder esta mulher? 
Há outros tantos que já se expuseram como o ex-secretário de segurança do Canadá, um vereador Britânico, a ex-presidente do Banco Mundial.  O que ganharam?  Apenas descrédito. 

Por essas e outras acho que vale a pena, no mínimo, buscar informações.   Eu mesmo as tratarei de trazer, vez ou outra.


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