sábado, 1 de julho de 2017

República

Amigos, parentes, clientes e parceiros de negócios... Colegas de militância e fraternos companheiros... Permitam-me desabafar.
O político safado, bandido, corrupto, de algum modo assassino, sem pudor e sem caráter, inimigo público e sujo, não tem medo de povo. Aposta na memória curta do eleitor, que repete os mesmos erros a cada 4 anos, votando muitas vezes por conta da compra vil e pobre de votos a que é submetido.
Este servo da desordem e modelo vivo da decadência da espécie humana, não tem medo da justiça. Anda de braços dados com os mesmos amigos que seus julgadores cultivam. Quando não, juiz e julgado servem aos mesmos patrões.
Esse canalha não tem medo da mídia. Ela opera por força de poderes invisíveis aos olhos comuns, mas que reforçam o "status quo" que sustenta a classe política e a mão pecaminosa do Estado.
Nefasto e cruel, hipócrita e demagogo, o mal político se enfastia da indecência de empresários inescrupulosos que compram tudo à sua volta. Corruptores e sonegadores são estes senão iguais, até piores que suas crias, os políticos de "rabo preso".
Políticos degenerados, vendem a nação... Vendem nossas riquezas naturais... Entregam a preço de banana ou de graça, nossa soberania e nosso orgulho pátrio.
Parece não haver como combater este mal.
De quando em quando sucumbem diante um escândalo, uma gravação, um vídeo ou uma ligação rastreada, elevando-se logo em seguida com apoio irrefreável da classe média, desconhecedora de seu lugar na sociedade e portanto, confusa quanto à classe a que pertence, pois jaz iletrada e arrogante.
Fico cansado e lamento pelas gerações futuras. Que país lhes sobrará? Que moral ser-lhes-á legada?
Num tríduo de poderes corrompidos, sangra nossa constituição e soçobram seus preceitos.
Lamentável momento de nossa história em que notamos ao nosso redor o esvaziar das ruas, a inexistência do ideal revolucionário e sobretudo a condescendência de um povo que prefere tocar, na individualidade, sua vida pessoal sob o silêncio e prostrado.
Deixo ainda o alerta para quem só vê uma nuance, ou só repele um partido. Tudo está debulhado. As instituições falidas e os ideais cambaleantes. Só nos restaria a união entre nós, os ditos "de bem", mas esta já foi quebrada, cuidadosa e ardilosamente abatida com a desculpa de se "mudar o governo" que passou.
Que retrocesso... Que vergonha... Que tragédia.
O fora já não é mais pro Temer. Invade os três poderes. Resvala na mídia vendida, na indignação seletiva do cidadão e sobretudo a este monstruoso e ultrapassado formato de República.

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