Hoje, quero dedicar algumas palavras ao meu pai,
Carlos Alberto Gomes, um homem que deixou marcas profundas em todos que tiveram
a sorte de conhecê-lo.
Professor, diretor de escola, escritor, poeta e
exímio corretor de seguros, ele partiu em 2022, aos 81 anos, deixando um vazio
imenso, mas também um legado de amor, sabedoria, poesia e profissionalismo que
continuará vivo em nossos corações.
Meu pai foi um exemplo de dedicação e generosidade.
Como educador, ele não apenas transmitiu
conhecimento, mas também inspirou gerações de alunos a sonhar e a buscar o
melhor de si mesmos.
Como diretor de escola, ele liderou com firmeza e
sensibilidade, sempre buscando o bem-estar de todos ao seu redor. Sua história
está impressa nas paredes da Escola Municipal Silvio Martini, no Santo Antônio,
a última em que trabalhou.
E como escritor e poeta, ele soube transformar em
palavras os sentimentos mais profundos, tocando a alma de quem lia seus textos.
Carlos Alberto Gomes era, acima de tudo, um homem
de família. Ele amou incondicionalmente sua esposa, Darci, com quem
compartilhou uma vida de cumplicidade e afeto.
Amou seus filhos – Marcelo, Denise (já falecida) e
eu – com uma intensidade que só um pai sabe ter.
E dedicou um amor especial aos seus netos, três
meninos e uma menina, que eram a luz dos seus olhos.
Seu amor também se estendia aos seus pais e à sua
cidade natal, Nova Granada, que sempre ocupou um lugar especial em seu coração.
Além de suas conquistas como educador e poeta, meu
pai foi um profissional exemplar na área de seguros.
Como corretor, ele se destacou por sua ética,
competência e dedicação, características que me inspiraram a seguir seus
passos.
Há 40 anos, carrego com orgulho a profissão que ele
me legou, e tive a honra de alcançar grandes êxitos e conquistas, incluindo a constituição
da San Martin, que se tornou a segunda maior rede de franquias de seguros do
país.
Tudo o que conquistei na área tem suas raízes nos
ensinamentos e no exemplo que meu pai me deixou.
Sobre Nova Granada, meu pai escreveu um poema
emocionante, intitulado "Adeus à Minha Praça", no qual
expressa sua dor e indignação diante das mudanças que afetaram um lugar tão
querido para ele.
O poema é um grito de repúdio, mas também uma
homenagem à cidade que o viu nascer e crescer.
Nele, ele lamenta a perda do jardim, dos bancos e
do coreto que foram cenários de suas memórias de infância.
É um texto que revela não apenas sua sensibilidade
poética, mas também seu profundo apego às raízes e à história de sua terra.
Nesse dia dedicado à poesia, apresento uma das
suas. Aqui está um trecho desse poema,
que traduz a essência do amor que meu pai nutria por Nova Granada:
"Granada, minha Granada...
Foste minha maternidade.
Teu jardim, o meu berçário.
Teus bancos, suave lembrança
Do meu tempo de criança.
Teu coreto foi o relicário
De minhas pueris ilusões.
Agora violentado
Foi morto e sepultado,
Tendo consigo enterradas
As minhas recordações."
Meu pai partiu, mas sua presença continua viva em
cada lembrança, em cada história que contamos e em cada poema que deixou
escrito.
Ele nos ensinou o valor da educação, da família, do
trabalho e da arte de transformar sentimentos em palavras. E, acima de tudo,
nos mostrou que o amor e a dedicação são os maiores legados que alguém pode
deixar.
Carlos Gomes, obrigado por tudo o que você foi e
por tudo o que nos ensinou.
Sua memória permanecerá viva em nós, e sua poesia
continuará a ecoar, como um tributo eterno à vida, ao amor, à profissão e à
beleza das pequenas coisas.
Com saudade e gratidão,
Seu filho.
Linda homenagem ao seu pai, reconhecer e valorizar as nossas raizes é fundamental para termos uma sociedade mais compassiva e amorosa.
ResponderExcluirLinda homenagem
ResponderExcluirAssino abaixo. Linda e merecida homenagem.
ResponderExcluir