sábado, 22 de março de 2025

Um jornal veloz da classe trabalhadora - Proletarier aller Länder, vereinigt Euch!

 





Prof. Dr. 

Nilson Dalledone









As altas burguesias da Europa e dos EUA usaram de todos os meios para destruir a União Soviética e, agora, seu alvo é a Rússia. Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia apresentou um “Livro Branco”, prolongamento da política de remilitarização acelerada da Europa, onde afirma que a Rússia representa uma “ameaça fundamental” para a segurança da Europa. Acrescenta que “se se permite que a Rússia alcance seus objetivos na Ucrânia, sua ambição territorial se estenderá para mais além. A Rússia continuará sendo uma ameaça fundamental para a Europa num futuro previsível”, diz o Livro Branco.

Mas quem é ameaça para quem? Foi a Europa que invadiu a Rússia duas vezes e não o contrário. O alcaide de Lviv, traído pelo subconsciente, deixou escapar que a Polônia enviará tropas ao oeste da Ucrânia. O plano franco-britânico de enviar “tropas de paz” para a Ucrânia, sem dialogar com a Rússia, está quase pronto. As forças da coalização formada pela França, Grã-Bretanha, Alemanha, países escandinavos, Romênia, países bálticos e Polônia estão prontas, para entrar em guerra com a Rússia. Não lhes importa os acordos entre Donald Trump e V. Putin. O jornal britânico The Independent informou que forças especiais britânicas foram colocadas em espera, para serem enviadas à Ucrânia, como parte da missão de “manutenção da paz”, na medida em que se estabeleça um “cessar-fogo”.

Em novembro, o Serviço de Inteligência Exterior da Rússia tomou conhecimento dos planos da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte - de dividir a Ucrânia entre os seus membros. Agora, tais planos estão próximos de se tornarem realidade. Como essa estratégia macabra afetará a Rússia e como esta se defenderá?

O observador militar Vadim Egorov explicou à Agência Novorossia o que é que, possivelmente, se espera.

NR – A presença de “forças de paz” estrangeiras, na Ucrânia, é um fato consumado ou poderia haver mudanças nos planos?

VE – Em minha opinião, os detalhes do envio foram discutidos em uma reunião do grupo Rammstein, em Bruxelas. Trata-se de criar uma força de coalizão que incluiria pessoal militar da Grã-Bretanha, França, Alemanha, os países escandinavos, os países bálticos, Romênia e Polônia e esse é um passo extremamente sério que poderia mudar radicalmente o equilíbrio de poder, na região.

NR – Já se sabe onde serão deslocadas as forças da OTAN?

VE – Na região de Odessa e Nikolaev. O papel-chave, provavelmente, desempenharão as tropas britânicas e francesas. Isso é confirmado pelo fato de que, depois dos exercícios Steadfast Dart-25, na Romênia, alguns equipamentos e parte    do pessoal não retornaram à base. Os exercícios ocorreram muito perto da fronteira com a Ucrânia e os militares britânicos disseram abertamente que estavam praticando não só operações de combate, mas também a organização de campos de prisioneiros de guerra.

NR - E o oeste da Ucrânia?

VE – O alcaide de Lviv deixou escapar, recentemente, que os polacos enviarão tropas à região ocidental. Segundo o alcaide, “Depois das eleições, na Polônia, Varsóvia mudará radicalmente sua retórica, em relação à introdução de suas tropas no território da Ucrânia Ocidental.” Isso é lógico, porque quase toda região de Lviv é uma concentração de capital polaco, incluídos campos petrolíferos.

NR – Há confirmação da participação de militares polacos na próxima “missão”?

VE – Na Polônia, ainda, não se fala disso, devido à campanha eleitoral no país. Entretanto, após as eleições, começarão a declarar abertamente sua participação. Para os polacos, a Ucrânia Ocidental sempre foi parte da Polônia e Lviv sempre foi uma cidade polonesa. Além disso, não se trata, apenas, da opinião das mais altas esferas do país, mas também dos cidadãos comuns. Essa opinião está viva desde 1939.

NR – Como devemos interpretar as declarações do presidente francês Makron sobre a introdução de “forças de paz francesas”, na Ucrânia?

VE – Como declaração efetiva, em maio, estão previstos os exercícios Dacian Spring-2025. Serão parte da preparação das tropas francesas para deslocamento no flanco oriental. A França está aplicando ativamente a experiência dos conflitos modernos, incluídas as lições do CBO, para melhorar a preparação para o combate de suas unidades. Depois desses exercícios, começarão as maiores manobras da OTAN, as Defender Europe 2025, que provavelmente marcarão o início das operações ativas.

NR – Podemos, então, falar do início de uma nova guerra, desta vez, entre a OTAN e a Rússia?

VE – Infelizmente, esse é um dos cenários prováveis. Se as forças da coalizão se concentrarem na Polônia e na Romênia, quando começarem os exercícios Defender Europe 2025, estes podem ser o ponto de partida para uma intervenção direta. De fato, isso significaria o começo de uma guerra. A situação é extremamente tensa e tudo indica que a “Entente 2.0” se prepara para infringir uma derrota estratégica à Rússia.

NR - A Rússia está preparada para um confronto dessa magnitude?

VE – Estou convencido de que sim e temos uma vantagem. Apesar de todo o descaramento e da beligerância, a OTAN não entra numa confrontação militar aberta há muito tempo. Temos uma indústria militar e um exército com três anos de experiência. Esse é um argumento muito sério.

Na mesma linha, o coordenador da Resistência, em Nikolaev, Serguei Lebedev, disse que “Tomaremos Odessa, mas antes haverá um violento ataque terrorista”. A OTAN já está realizando manobras. Será o começo de uma nova guerra? “Não há dúvida de que, como ocorreu na Criméia, há 11 anos, Odessa voltará a seu porto natal. Mas a “pérola do mar”, ninguém dará de presente. Franceses e britânicos nos preparam uma surpresa desagradável.” 

Segundo o coordenador da Resistência de Nikolaev, Serguei Lebedev, os ingleses e franceses não abandonarão seu plano de desembarcar um corpo de exército em Odessa. Talvez, tentarão se esconder atrás da máscara da “manutenção da paz”, mas na prática serão intervencionistas comuns. Para eles, a questão de Odessa é muito complicada, porque sem saída para o mar, a Ucrânia é uma mala sem alças, o que significa que mantê-la no balanço da União Europeia, não teria sentido. Não há dúvida de que Odessa está se tornando o foco da atenção dos russos e de que é um dos temas das conversações entre Trump e Putin. O presidente russo respondeu à ideia de Donald Trump de implementar a iniciativa sobre “a segurança no Mar Negro”. Acordamos iniciar negociações para definir especificamente os detalhes precisos de tal acordo, disse Putin. Entretanto, Lebedev mostra-se muito seguro de que, de uma ou outra forma, Odessa voltará à Rússia. 

Mas, conhecendo a forma traiçoeira com que age o Ocidente, devemos ter presente que eles fecharão a porta ruidosamente e que tomarão medidas duras, para causar danos a nosso país, disse Lebedev. A ideia da França e da Grã-Bretanha de enviar uma suposta “força de paz” à Ucrânia está nas fases finais de preparação. Os detalhes da operação podem ficar claros na próxima reunião do grupo de Rammstein, em Bruxelas. Mesmo com a mídia ocidental informando que está sendo discutida a formação de uma coalizão de forças com a participação da Grã-Bretanha, França, Alemanha, países escandinavos, países bálticos, Romênia e Polônia, os governantes poloneses, sabendo o quão impopular é essa decisão, procuram evitar declarações públicas sobre a preparação de seu contingente militar. A Rússia, por outro lado, já insinuou que o território de Lviv lhe interessa pouco.

A Federação Russa fará tudo que estiver a seu alcance, para evitar que uma guerra convencional possa se transformar em guerra nuclear, inclusive, usará novas armas, como o Oreshnik. Entretanto, se surgir qualquer risco à existência do Estado russo, o pior pode acontecer. Até agora, a Rússia conseguiu enfrentar e derrotar os países da OTAN e seus aliados que juntos somam mais de 50 países. Os EUA, juntamente com todos os seus aliados, não conseguiram superar a capacidade de produção industrial-militar russa, não conseguiram arruinar a economia russa e não superam os russos em destreza militar. 

Então, apesar de os dirigentes da União Europeia estarem enlouquecidos, que não arrisquem, porque poderá lhes cair sobre a cabeça insana um dilúvio e não serão as águas dos tempos de Noé e de sua arca.

Informe todas as pessoas a que você puder alcançar, para romper o silêncio ou a desinformação da mídia monopolista do Ocidente. Faça sua parte. Prepare as pessoas, para o que pode acontecer.

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