terça-feira, 31 de março de 2026
segunda-feira, 30 de março de 2026
O "viralatismo" criminoso de quem quer ser presidente.
| Imagem - Folha de São Paulo |
Declarações recentes do senador (pré-candidato à presidência) caminham nessa direção. Ao tratar temas complexos como segurança pública e
combate ao narcotráfico com simplificações perigosas, flertando com a ideia de
dependência externa, o que se vê não é liderança, mas uma visão que reduz o
Brasil a uma posição de fragilidade e submissão.
Essa postura, frequentemente associada ao
alinhamento automático com figuras como Donald Trump, revela mais do que
afinidade ideológica. Expõe uma
concepção de política externa que abre mão da autonomia nacional em troca de
aplausos fáceis e apoio nas eleições.
O Brasil não pode aceitar discursos entreguistas
travestidos de solução. Combater o crime organizado exige inteligência,
investimento e políticas públicas estruturadas, não atalhos retóricos que
colocam em risco a soberania nacional.
Mais do que nunca, é preciso separar firmeza de
irresponsabilidade. Força de entreguismo.
Discurso de traição.
Defender o país não é se ajoelhar diante de
interesses externos, mas fortalecer nossas próprias instituições e nossa
capacidade de decidir nossos rumos.
Soberania não se terceiriza. E muito menos se
submete.
sexta-feira, 27 de março de 2026
Direita, esquerda e extrema-direita. Explicando política para quem nunca teve tempo (ou oportunidade) de entender
Há dez anos, uma conversa com meu filho, suscitou um artigo que publiquei nesse mesmo espaço. Outro dia, no entanto, numa conversa dessas despretensiosas, alguém me fez uma pergunta bem parecida com a dele e que, à primeira vista, parecia simples:
“Me explica uma coisa… qual a diferença entre
direita, esquerda… e essa tal de extrema-direita que todo mundo fala?”
Já não era uma criança. Era um adulto,
trabalhador, atento ao que acontece no país, mas como tantos outros,
atravessado por um excesso de informação e uma escassez de explicação.
Na hora, percebi que aquela dúvida era maior do
que parecia. Porque não era só dele. Era de milhões.
Durante muito tempo, se acreditou que todo mundo
sabia o que era direita e esquerda. Mas o mundo mudou. Depois do fim da Guerra
Fria, os discursos se misturaram, os partidos se adaptaram e a política passou
a ser consumida mais como disputa de narrativas do que como debate de ideias.
E, mais recentemente, um novo elemento ganhou
força: a extrema-direita.
Foi por aí que comecei.
Disse que, de forma direta, a esquerda é o campo
político que entende que as desigualdades sociais, como a de renda, de
oportunidade, de acesso são um problema central da sociedade. Por isso, defende
que o Estado e as políticas públicas devem atuar para reduzir essas diferenças
e garantir condições mais justas para todos.
Já a direita, embora também reconheça problemas
sociais, tende a valorizar mais a liberdade individual, o mérito e a
preservação das estruturas existentes, como o mercado, a propriedade privada e
as tradições. Para esse campo, mudanças muito bruscas podem gerar mais
problemas do que soluções.
Ele acompanhava com atenção. Até aqui, fazia
sentido.
Então avancei para o ponto que mais gera confusão
hoje em dia. A extrema-direita.
Expliquei que a extrema-direita não é apenas uma
“direita mais forte” ou mais enfática. Ela representa uma ruptura com algumas
regras básicas da convivência democrática.
Enquanto a direita tradicional atua dentro das
regras do jogo como eleições, instituições, respeito às leis, a extrema-direita
tende a questionar essas próprias regras quando elas não lhe favorecem. Muitas
vezes, aposta na desconfiança generalizada, no ataque a instituições, na
criação de inimigos internos e na ideia de que só um grupo ou liderança
representa “o povo de verdade”.
Além disso, costuma simplificar problemas
complexos, oferecendo respostas rápidas e emocionais, quase sempre baseadas no
medo, na raiva ou na exclusão.
Ele interrompeu:
“Então extrema-direita é a mesma coisa que
ditadura?”
Respondi que não necessariamente, mas pode
caminhar nessa direção se não houver limites. A história mostra que movimentos
desse tipo, quando chegam ao poder sem freios, podem enfraquecer a democracia,
concentrar poder e reduzir direitos.
Seguimos.
Disse que, na prática, essas três posições:
esquerda, direita e extrema-direita, não são caixinhas perfeitas. Existem
misturas, contradições e, muitas vezes, oportunismo político. No Brasil, não é
raro ver discursos que mudam conforme a conveniência.
Ele riu. Porque isso é fácil de reconhecer.
A certa altura, veio a pergunta inevitável:
“E quem está certo nisso tudo?”
Respondi com honestidade que não existe resposta
simples.
Se você acredita que o principal problema da
sociedade é a desigualdade, tende a se aproximar da esquerda. Se valoriza mais o
pensamento individual e a estabilidade das regras, pode se identificar com a
direita. Mas se alguém começa a dizer que só um grupo tem legitimidade, que
instituições não importam ou que regras podem ser ignoradas, é preciso acender
o alerta, porque aí já não estamos mais falando apenas de posição política, mas
de risco democrático.
Ele ficou em silêncio por alguns segundos,
absorvendo.
Então veio outra pergunta:
“E os corruptos? Estão de que lado?”
A resposta, infelizmente, continuou a mesma. De todos.
Corrupção não é ideologia. É desvio de caráter e
de prática. Está onde há poder sem controle, seja à esquerda, à direita ou em
qualquer outro espaço. Onde há seres humanos, há o risco de distorções, de
egoísmo, de valorização individual ou de querer mais do que deve.
Já no fim da conversa, ele soltou uma frase que
ficou na minha cabeça:
“Engraçado… parece que o problema não é entender.
É que ninguém explica assim.”
Talvez seja isso.
Durante muito tempo, a política foi reduzida a
rótulos, slogans e brigas superficiais. E, nesse vazio, cresceram certezas
fáceis e confusões profundas.
Expliquei, então, que entender essas diferenças
não é escolher um time, mas compreender como diferentes visões tentam responder
às mesmas perguntas:
Quem deve ter mais? Quem decide as regras? E até
onde essas regras devem ser respeitadas?
Quando a gente abandona essas perguntas, a
política vira torcida. Quando enfrenta essas questões de frente, ela volta a
ser escolha.
No fim, ele não disse de que lado estava. Nem eu
perguntei.
Mas saí dali com a sensação de que algo
importante tinha acontecido. Não porque ele passou a concordar comigo, que sou
declaradamente um homem de esquerda, posto que sou humanista. Mas porque,
talvez pela primeira vez, ele teve ferramentas para pensar por conta própria.
E, em tempos como os nossos, isso já é muita
coisa.
O Dilema da Comunicação na Era da Extrema-Direita
A política brasileira vive mais um momento decisivo, em que se desenham pré-candidaturas e se reorganizam projetos de país.
Nesse cenário, uma dúvida recorrente emerge entre
militantes, comunicadores e lideranças.
Criticar duramente a extrema-direita ajuda a derrotá-la ou, ao
contrário, contribui para fortalecê-la?
A experiência recente do Brasil sugere que a
resposta exige cautela. A ascensão de Bolsonaro demonstrou que a visibilidade,
mesmo quando carregada de rejeição, pode funcionar como combustível político.
Ao se apresentar como alvo de ataques permanentes, ele consolidou uma narrativa
de enfrentamento ao “sistema”, mobilizando afetos e fidelidades que extrapolam
o debate racional. Não por acaso, movimentos de grande repercussão, como o “Ele
Não”, embora legítimos e necessários, também ampliaram seu alcance e presença
no debate público.
Esse fenômeno não é novo. Paulo Maluf já
sintetizava essa lógica ao afirmar que não importa se falam bem ou mal, desde
que falem. Em contextos de alta polarização e intensa circulação de conteúdos,
a repetição de nomes e imagens, ainda que em tom negativo, pode reforçar
reconhecimento e familiaridade junto ao eleitorado.
Diante disso, a tarefa colocada para o campo
democrático e popular não é silenciar diante dos erros e ameaças da
extrema-direita, mas qualificar a forma de intervenção política. A crítica
precisa deixar de ser reativa e passar a ser estratégica. Em vez de apenas
amplificar declarações polêmicas ou comportamentos grotescos, é necessário
contextualizar, comparar e, sobretudo, apresentar alternativas concretas que
dialoguem com a vida real das pessoas.
Nesse sentido, as pré-candidaturas de Lula e Haddad
devem orientar a disputa para o terreno programático, onde a política pública,
o desenvolvimento econômico e a melhoria das condições de vida possam ocupar o
centro do debate. Mais do que reagir à agenda adversária, é preciso
construir uma agenda própria, capaz de mobilizar esperança, confiança e
pertencimento.
A comunicação política eficaz não se limita a
denunciar. Ela organiza sentidos.
Criticar é necessário, mas insuficiente. É preciso disputar narrativas, valores
e projetos de futuro. Quando a crítica se transforma em mera repetição do
adversário, ainda que negativa, ela corre o risco de reforçar aquilo que pretende
combater. Quando, ao contrário, se articula com proposta, identidade e direção,
ela cumpre seu papel democrático de esclarecer e mobilizar.
O desafio, portanto, não está em falar menos
sobre a extrema-direita, mas em falar melhor, com intencionalidade,
inteligência e compromisso com o país que se deseja construir.
quarta-feira, 25 de março de 2026
O que está em jogo na prisão domiciliar de Bolsonaro
A concessão de prisão
domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, por decisão do ministro Alexandre
de Moraes, abre um debate que vai muito além de um caso individual.
Não se trata apenas de
discutir o direito à medida que, em situações específicas, pode ser legítima.
Trata-se de questionar critérios, coerência e sobretudo, as consequências dessa
decisão.
Em pouco tempo de
cumprimento de pena desse cara, já houve mudanças nas condições de custódia,
adaptações e agora o avanço para a prisão domiciliar. Só pra lembrar, ele
tentou destruir a tornozeleira.
É razoável perguntar
quais fundamentos sustentam essa sequência de flexibilizações? Há, de fato, um
quadro que justifique essa medida?
Mas há outro ponto, ainda
mais sensível, que precisa ser enfrentado.
A questão da segurança.
No ambiente prisional, o
Estado exerce controle direto. Há
vigilância permanente, protocolos definidos e no caso específico,
acompanhamento médico contínuo. Ao transferir o cumprimento da pena para o
ambiente doméstico, como se dará essa proteção? Haverá estrutura suficiente
para garantir assistência médica adequada? Haverá controle efetivo para evitar
riscos?
Essas perguntas não são
secundárias.
Porque, no cenário
político atual, não se pode ignorar que a construção de um “mártir” interessa a
setores mais radicalizados. A exploração de uma eventual fragilidade, de um
incidente ou de uma crise pode ser instrumentalizada politicamente. E claro, o
efeito “facada” se repetindo em favor do filho, Flávio.
Por isso, mais do que
nunca é responsabilidade do Estado assegurar não apenas o cumprimento da pena,
mas também a integridade física e a saúde de quem está sob sua custódia, seja
no cárcere, seja em casa.
Para quem defende a
democracia, o interesse não é o colapso, nem o espetáculo. É o cumprimento
rigoroso da lei até o fim.
E, ainda assim, permanece
a questão da coerência.
O mesmo Jair Bolsonaro e
seu entorno político construíram sua trajetória defendendo um sistema penal
implacável, sem concessões, sem “benefícios”, sustentando a ideia de que
direitos deveriam ser reduzidos em nome do endurecimento.
Agora, diante de uma
situação concreta, o que se vê é a aplicação de uma medida mais branda.
Direitos devem existir
para todos, inclusive para quem sempre os negou. Mas isso não elimina a
contradição evidente entre o discurso de ontem e a realidade de hoje.
No fim, ficam perguntas
que não podem ser ignoradas. Há
coerência nas decisões? Há segurança nessa mudança? Há igualdade na aplicação
da lei sendo essa medida concedida a outros presos na mesma situação?
Sem respostas claras, o
que se impõe não é apenas a dúvida é a desconfiança.
E nenhuma democracia se
sustenta sob desconfiança permanente.
terça-feira, 24 de março de 2026
Você vem com a gente?
Mas nenhuma conquista se
sustenta sozinha. Nenhum avanço resiste sem gente disposta a defender, a
dialogar e a construir.
É por isso que nasce o
movimento Rio Preto com Lula.
Um chamado aberto, plural
e corajoso a todos aqueles que acreditam em um Brasil mais justo. Um movimento
que não pergunta de onde você vem, mas para onde você quer ajudar a levar o
nosso país. Trabalhadores, empreendedores, jovens, aposentados, estudantes. Todos cabem nessa construção.
Porque Lula representa, na
prática, aquilo que muda a vida real das pessoas. Comida na mesa, emprego, oportunidade,
dignidade e redução das desigualdades. Representa o enfrentamento das dívidas
sociais que por tanto tempo foram ignoradas.
E diante disso, não há
espaço para omissão.
Vamos ocupar as ruas, as
praças, os bairros e as redes. Vamos conversar, esclarecer, ouvir e mobilizar.
Vamos levar a verdade para cada canto, enfrentando com firmeza as mentiras e as
distorções que tentam confundir a população.
Vamos construir um
verdadeiro exército de consciência e esperança.
Um movimento que se
expressa em cada gesto. Nas assinaturas
de apoio, nas camisetas que vestiremos com orgulho, nas conversas com vizinhos,
no engajamento coletivo. Um movimento vivo, presente, organizado.
Rio Preto tem história.
Tem força. E tem gente que sabe a diferença entre abandono e cuidado, entre
retrocesso e avanço.
Agora é a hora de
transformar essa consciência em ação.
Se você acredita no Brasil
que está sendo reconstruído, junte-se a nós.
Se você acredita que é possível avançar ainda mais, venha construir com a
gente.
Porque o futuro não
espera.
E Rio Preto não vai ficar para trás.
Rio Preto com
Lula.
Um movimento do povo. Para o povo. Com o povo.
Aguarde novidades.
Lula rompe o silêncio e expõe a hipocrisia das potências mundiais
| Imagem - MSN |
É impossível
não compartilhar da sua indignação.
Vivemos um
tempo em que organismos internacionais como a ONU, criados para garantir a paz,
se mostram incapazes de conter conflitos que se multiplicam. Pior ainda, assistimos,
quase inertes, ao protagonismo das grandes potências justamente na produção
dessas guerras.
A pergunta que
ecoa é simples e perturbadora. Quem deu a alguns países o direito de decidir o
destino de outros?
O que vemos
hoje em regiões como Faixa de Gaza, Ucrânia, Irã e tantos outros cenários de
conflito não é apenas geopolítica, mas a expressão brutal de um mundo onde a
força ainda tenta se impor sobre o direito.
E enquanto
isso, América Latina e África seguem sendo pressionadas, exploradas e tratadas
como territórios de interesse, ontem pelas riquezas naturais tradicionais, hoje
pelos chamados minerais críticos, essenciais para o futuro energético e
tecnológico do planeta.
Não se trata
mais de aceitar passivamente esse papel. O período de colonização terminou.
Há um chamado
claro à soberania, à dignidade e à construção de um novo lugar no mundo para os
países do Sul global. Um lugar que não seja de submissão, mas de protagonismo.
Que não seja de exploração, mas de desenvolvimento com justiça.
Também é
impossível ignorar a dimensão humana dessa crise global. As guerras encarecem
alimentos, pressionam economias, ampliam desigualdades e atingem, como sempre,
os mais vulneráveis.
Diante disso,
o que Lula expressou foi mais do que indignação. Foi responsabilidade histórica.
Responsabilidade
de quem entende que não há futuro possível sem cooperação, sem respeito entre
as nações e sem coragem para enfrentar estruturas de poder que insistem em
perpetuar desigualdades.
O mundo não
precisa de mais silêncio diplomático. Precisa de vozes firmes.
E, neste
momento, a voz do Brasil cumpriu esse papel.
quinta-feira, 19 de março de 2026
Combustíveis em alta: a realidade global que desmonta a fake news contra Lula
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| Imagem Metrópoles |
A
afirmação, apesar de repetida à exaustão, ignora elementos básicos do
funcionamento do mercado de energia e distorce deliberadamente os fatos.
Para
compreender o que realmente acontece, é preciso começar pelo essencial. O preço
dos combustíveis não é definido exclusivamente pelo governo federal. Ele sofre
forte influência de dois fatores principais: o valor do petróleo no mercado
internacional e a cotação do dólar. Quando há tensões geopolíticas, cortes de
produção por países exportadores ou valorização da moeda americana, os preços
tendem a subir em escala global.
Esse
cenário se agravou de forma significativa com os conflitos recentes no Oriente
Médio, incluindo a Guerra Irã-Israel-EUA, que têm provocado ataques a
infraestruturas energéticas e instabilidade nos principais polos produtores de
petróleo.
Soma-se
a isso o risco e as restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais
importantes do mundo para o transporte de petróleo, por onde passa uma parcela
significativa da produção global.
Além
disso, bombardeios e ameaças a poços de petróleo e instalações estratégicas em
países produtores ampliam ainda mais a incerteza e pressionam os preços
internacionais.
Em
um mercado sensível como o de energia, qualquer risco de interrupção na oferta
global gera reação imediata e isso se reflete nos preços em todo o mundo.
Ou
seja, trata-se de uma dinâmica que extrapola completamente as fronteiras
brasileiras.
Durante
anos, a Petrobras adotou uma política de preços conhecida como Paridade de
Importação (PPI), que basicamente replicava no mercado interno as oscilações
internacionais, como se o Brasil fosse integralmente dependente da importação
de combustíveis.
Essa
política, na prática, expunha o consumidor brasileiro às variações externas de
forma quase automática, mesmo sendo o país um grande produtor de petróleo.
A
partir de 2023, o governo Lula promoveu mudanças nessa lógica. Sem abandonar
critérios de mercado, a Petrobras passou a considerar também fatores internos,
como custos de produção nacional e condições do mercado doméstico.
O
objetivo foi claro, o de reduzir a volatilidade e evitar repasses imediatos e
bruscos ao consumidor.
Essa
mudança não significa “controle artificial de preços”, como alguns críticos
afirmam. Significa, na verdade, o uso de instrumentos de gestão para equilibrar
interesses, garantindo a sustentabilidade da empresa e, ao mesmo tempo,
protegendo a população de choques externos.
Além
disso, o governo federal tem atuado em outras frentes complementares, como a
reorganização da política tributária sobre combustíveis e o diálogo com estados
para evitar distorções no ICMS. São medidas que não eliminam completamente as
pressões de alta, mas ajudam a amortecer seus efeitos.
Nesse
contexto, também é importante considerar o impacto social e econômico dessas
variações. Movimentos de categorias estratégicas, como caminhoneiros,
frequentemente surgem diante de aumentos no diesel, gerando preocupação com
paralisações e seus efeitos sobre o abastecimento e a inflação.
O
governo tem buscado diálogo constante para evitar rupturas e garantir
estabilidade logística, ciente do papel central que o transporte rodoviário
exerce no país.
Diante
desse cenário, afirmar que o governo “quer aumentar o preço dos combustíveis”
não apenas simplifica uma questão complexa é, essencialmente, uma distorção dos
fatos. Uma fake News.
Trata-se
de uma narrativa política que desconsidera o contexto internacional e ignora os
esforços concretos para mitigar impactos sobre o consumidor.
O
debate público precisa ser qualificado.
Combustíveis
são um tema sensível, que afeta diretamente o custo de vida, a inflação e a
atividade econômica.
Justamente
por isso, exige responsabilidade na análise e honestidade na informação.
Em
vez de repetir slogans ou compartilhar conteúdos duvidosos, é fundamental olhar
para os dados, entender as variáveis envolvidas e reconhecer o que está, de
fato, sendo feito.
Porque,
no fim das contas, entre a realidade e a desinformação, a diferença custa caro
e quem paga essa conta é sempre a população.
quarta-feira, 18 de março de 2026
San Martin - Ascensão e Queda de um Ótimo Negócio
| Capa do Livro |
Há histórias que não podem ser resumidas em números, contratos ou resultados financeiros. Há trajetórias que carregam, em cada decisão, o peso das escolhas humanas, das relações construídas, dos erros cometidos e das reviravoltas que só quem viveu pode compreender de verdade.
É nesse território, entre o êxito e o
abismo, que nasce o livro sobre a história da San Martin Seguros.
Mais do que um relato empresarial, a obra
que será lançada em breve se propõe a algo maior. Fazer justiça a uma trajetória intensa,
marcada por ousadia, crescimento acelerado, conflitos internos, perdas duras e,
sobretudo, pela insistência em recomeçar.
Não se trata de uma narrativa confortável.
Ao contrário, é um mergulho honesto nos bastidores de um projeto que ousou
ocupar espaço no mercado de franquias e seguros no Brasil, enfrentando
concorrência, muitas vezes desleal, crises e, claro, seus próprios limites.
Ao longo das páginas, o leitor encontrará
não apenas a construção de uma empresa, mas a desconstrução de certezas. Verá
como decisões estratégicas podem carregar custos invisíveis, como relações empresariais
podem se transformar ao longo do tempo e como o sucesso, quando não bem
administrado, pode abrir caminho para fragilidades profundas.
Tudo isso contado sem filtros, sem
romantização e sem a tentativa de apagar os momentos difíceis.
O livro também cumpre um papel raro, qual
seja o de assumir responsabilidades. Em vez de buscar culpados externos, a
narrativa reconhece o peso da liderança, das escolhas feitas e das que deixaram
de ser feitas.
Essa honestidade é, talvez, seu maior
diferencial. Porque falar de vitórias é fácil. Difícil é expor os bastidores
das derrotas e, ainda assim, seguir em frente.
Mais do que revisitar o passado, a obra
aponta para algo essencial: a importância do aprendizado.
Cada capítulo carrega lições sobre gestão,
cultura organizacional, expansão, conflitos e, principalmente, sobre o fator
humano que sustenta, ou derruba, qualquer grande projeto.
Este não é apenas um livro sobre negócios.
É um livro sobre coragem. Sobre pagar o preço das próprias decisões. Sobre
cair, perder, recomeçar e continuar acreditando que vale a pena construir algo
relevante, mesmo diante das adversidades.
Ao trazer à luz essa história, não apenas
se registra uma trajetória. Reivindica-se o direito de narrá-la com verdade.
E, ao fazer isso, entrega-se ao leitor algo
raro, não uma versão idealizada do sucesso, mas a realidade crua de quem viveu,
errou, tentou novamente e seguiu.
O livro se chama SAN MARTIN – Ascensão e
Queda de um Ótimo Negócio e em breve estará nas plataformas.
INFORME DE GUERRA
Você pensou que o Irã seria a Venezuela 2.0?
Numa reunião, na Casa Branca, diziam uns aos outros que esperavam encontrar no Irã uma Delcy Rodriguez (“presidente da Venezuela/representante de Donald Trump) que lhes entregassem, numa bandeja de prata, todo o petróleo... Mas o filho do Ayatollah Ali khamenei, Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, demonstrou ser um personagem que não favorece os interesses dos EUA. Donald Trump, textualmente, disse que “esperávamos encontrar uma Delcy Rodriguez e encontramos um jovem Kim Jon-Un...”
A guerra tomou um rumo que o imperialismo norte-americano e sua extensão “israelense” não esperavam... Distribuíram muito dinheiro no irã, para comprar o povo iraniano, mas, diferentemente da Venezuela, os líderes continuaram fiéis à causa da Revolução. E o ataque contra o Irã foi maciço... Esse argumento não ajuda os “chefes” militares venezuelanos e nem Delcy Rodriguez... A partir de agora, os imperialistas norte-americanos vão escalar na América Latina e Cuba, México e outros já estão na lista imediata... Se a Venezuela tivesse levado os norte-americanos para o pântano – e para isso foram ajudados pelo Irã, Rússia e China Popular – a situação seria outra...
Donald Trump blefou e está perdendo
As apostas, com blefe ou sem blefe, não estão a favor do inquilino da Casa Branca. Os mísseis iranianos continuam cruzando os céus. Os mísseis interceptores da coalização liderada pelos EUA se esgotam num ritmo inacreditável. Em Teerã, o novo Ayatollah não se rende e o Estreito de Ormuz promete transformar-se no Vietnam aquático de Donald Trump, enquanto o Irã empurra o preço do petróleo, literalmente, até as nuvens. A pergunta é como se chegou a essa situação. Como o petro-sonho e a petro-aventura de Donald Trump se transformaram num pesadelo militar, num grande desastre?
Tudo começou na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, quando os EUA e “Israel” lançaram uma campanha de ataques massivos contra objetivos estratégicos no Irã. Os primeiros ataques incluíram bases de mísseis, instalações militares, centros de comando, infraestrutura naval e, claro, a residência do Ayatollah Ali Khamenei que, simplesmente decidiu continuar trabalhando em casa, sem qualquer proteção, por escolha própria, mesmo sabendo que criminosos da OTAN e de seus aliados poderiam assassiná-lo a qualquer momento. E, como previsto pelo Grande Guia Espiritual muçulmano, Ali Khamenei tombaria nos primeiros minutos da nova guerra imposta pelo imperialismo e pelo sionismo.
Os agressores tinham por objetivos iniciais degradar rapidamente a capacidade militar iraniana e forçar seu colapso operativo. Porém, ao invés de confrontar diretamente o poder aéreo norte-americano e “israelense”, Teerã optou por abrir múltiplas frentes simultâneas e responder de forma contundente. No Estreito de Ormuz, o Irã causou enormes danos aos petroleiros e às infraestruturas portuárias dos EUA e de seus aliados, provocando um efeito energético dominó que se tornou a principal preocupação dos norte-americanos.
Entretando, a situação atual não começou desse modo. De fato, o atual inquilino da Casa Branca, o pedófilo Donald Trump, mostrou-se inicialmente otimista sobre como poderia se desenvolver o conflito. Entre 03 e 06 de março de 2026, havia grande otimismo na Casa Branca. Durante a primeira semana de guerra, as mensagens de Donald Trump “informavam” que as defesas iranianas tinham sofrido danos devastadores e que estava colapsando. A guerra poderia terminar em alguns dias. A narrativa de Washington era muito clara. A guerra será curta e decisiva.
Mas, enquanto essa narrativa dominava os “meios informativos” norte-americanos, a situação no Golfo Pérsico não melhorava. Até o dia 08 e 09 de março, começou a verdadeira represália dos iranianos. Começaram a afundar petroleiros dos EUA e de seus aliados. A partir de 09 de março, ocorreram diversos incidentes marítimos, inclusive, obrigaram os iraquianos a fechar os terminais petrolíferos de Basra e o preço do barril de petróleo começou a disparar. Logo, nenhum navio petroleiro queria passar por essas águas.
Em 12 de março de 2026, o secretário de energia dos EUA, Chris Wright, em uma entrevista à imprensa, disse que a marinha dos EUA estava preparada para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz. Entretanto, rapidamente, corrigiu-se e disse que “não estamos prontos, para escoltar esses navios”. Em decorrência, teve início uma tormenta mediática e foi obrigado a apagar seu twitter. Suas declarações foram negadas pela Casa Branca, por revelarem informações muito incômodas, envolvendo algo muito sério. A marinha mais poderosa do mundo tinha perdido completamente o controle sobre o Estreito de Ormuz.
Posteriormente, a Casa Branca declarou que os petroleiros seriam escoltados pela Marinha dos EUA, mas, mesmo assim, a volatilidade dos preços do petróleo disparou de novo. Surgiram muitas críticas sobre a estratégia de comunicação da Casa Branca. A gota que fez o copo transbordar foi o twitter do secretário de energia. O próprio Chris Wright publicou na rede X uma mensagem, afirmando que a Marinha dos EUA tinha escoltado, com êxito, navios petroleiros, através do Estreito de Ormuz. Mas era tudo falso. Teve de apagar suas declarações e, novamente, a Casa Branca teve de desmenti-lo. Se não bastasse, o secretário de defesa Pete Hegseth tentou esclarecer a situação com uma frase que provocou risos entre os aliados dos EUA, dizendo que “o Estreito de Ormuz não está fechado, mas o Irã está atacando barcos ali”, uma declaração que refletiu a realidade incômoda. Oficialmente, o Estreito de Ormuz continuava aberto, mas, na prática, nenhum navio petroleiro e sua carga podiam atravessá-lo, salvo se autorizado pela Guarda Revolucionária Iraniana. O tráfego foi paralisado e havia um bloqueio de fato.
Os aliados dos EUA, rapidamente, começaram a oferecer ajuda. Por exemplo, entre 13 e 14 de março de 2026, aconteceu o episódio do porta-aviões britânico... O Reino Unido se ofereceu, para enviar um de seus porta-aviões, equipado com caças F-35B, para apoiar as operações norte-americanas, no Golfo Pérsico. Tal oferta fortalecia a aliança anglo-saxônica, sendo vista dentro da OTAN como um alívio para os EUA, já que a proposta pretendia deslocar um grupo de ataque, apoiar os EUA, proteger o tráfico energético e demonstrar que havia unidade dentro da OTAN. Entretanto, Donald Trump que, ainda, estava, em estado de delírio, decidiu recusar tal oferta agressivamente, minimizando a importância dos navios britânicos e afirmando que não necessitava ajuda, porque a Marinha dos Estados Unidos é a mais forte do mundo. E assim continuou. Apenas um dia depois, os franceses, também, ofereceram o porta-aviões Charles De Gaule, à propulsão nuclear, equipado com caças Dassault Rafale. Mais uma vez, Trump recusou a oferta, sem dar-se conta de que muitos dos mísseis e armas de alta precisão já tinham sido presenteados à Ucrânia. Os franceses, muito discretamente, retiraram a oferta. Até o “tapete de Trump”, o “presidente” da Argentina, ofereceu apoio...
Em 14 e 15 de março, viu-se uma mudança radical na narrativa de Donald Trump. Agora, dizia que nenhum aliado estava disposto a ajudá-lo. A essa altura, já tinha feito uma série de declarações, afirmando que a guerra duraria algumas semanas; depois, meses; a seguir, que já tinham derrotado o Irã... Por fim, afirmou que o Irã é um tigre de papel, mas, ao mesmo tempo, pedia ajuda internacional, para reabrir o Estreito de Ormuz, o que seria o cúmulo do ridículo, já que os EUA dizem ter a marinha e o exército mais poderosos do mundo... E o autoproclamado super poder, que seriam os EUA, agora, está se retirando de Ormuz discretamente...
Em declarações recentes, o Presidente dos EUA, o pedófilo Donald Trump, deu a entender que não necessitam do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, mas que são os aliados que têm essa debilidade e que eles deveriam abrir o Estreito com seus próprios recursos, com seus próprios navios. De fato, Donald Trump convocou os principais aliados com forças navais que poderiam ajudá-lo a reabrir o Estreito de Ormuz. Desse modo, Donald Trump fez ofertas explícitas para se unirem a sua guerra na Ásia Ocidental, chamando o Reino Unido, França, Japão, Coreia do Sul e todos os aliados da OTAN. Mas o mais ridículo é que, em sua última declaração, afirmou que se seus aliados da OTAN não o ajudassem, se seus aliados não enviassem seus navios de guerra, para reabrir o Estreito de Ormuz, sofreriam toda a fúria dos EUA. Assim, mesmo pedindo ajuda, mesmo solicitando apoio de seus aliados, Donald Trump não perde a oportunidade, para deixar claro que os EUA são incrivelmente poderosos... Porém, mesmo assim, necessitam da ajuda de seus aliados, para poder enfrentar o Irã, uma nação, segundo o próprio Donald Trump, que tinha sido totalmente devastada e que era um “tigre de papel”.
Assim, os norte-americanos chegam a um cenário totalmente absurdo. Depois de todas as declarações dos últimos dias e depois de todos os esforços, para reabrir o Estreito de Ormuz, solitariamente, a pergunta é qual será o próximo passo. O que se comenta, entre os aliados da OTAN, é que Donald Trump e suas forças navais não têm a capacidade de reabrir o Estreito de Ormuz, inclusive, reportou-se que, nas últimas horas, Donald Trump solicitou o apoio da China Popular e da Armada do Exército Popular da China, para reabrir o Estreito de Ormuz...
Enquanto isso, os iranianos continuam lançando seus ataques na região, o que não parará em breve. Mesmo Donald Trump tendo declarado que já tinha conseguido destruir toda a frota iraniana, descobriu, agora, que a maior parte dos ativos navais do Irã está oculta em túneis e bases subterrâneas, na costa do Golfo Pérsico, o que significa que o grosso do poder naval iraniano e o grosso de seu poder de ataque, sequer, foi tocado pelos ataques da coalizão, estando prontos, para tornar a vida dos norte-americanos muito difícil, se quiserem tentar reabrir as rotas de navegação, à força...
Entretanto e apesar de tudo, os iranianos ofereceram uma saída para as nações que não têm outra opção, a não ser transitar com seu petróleo por essa região.
Foram impostas “condições críticas”, para que certas nações possam transportar petróleo, através do Estreito de Ormuz. A primeira condição é que o petróleo seja transportado por navios russos ou chineses que são os principais aliados do Irã. Concedeu-se permissão, também, a alguns navios da Índia e da Turquia, mas sob a nova condição de que todos os pagamentos pelo petróleo sejam feitos em rublos russos ou yuans chineses. Desse modo, o Irã ataca diretamente o petrodólar norte-americano, causando perdas multimilionárias, não só porque há um bloqueio seletivo, mas também porque o pouco petróleo que transita, através dessa região, se fará a bordo de navios de países inimigos dos EUA. Por outro lado, comercializando-se em moedas dos rivais dos EUA, impulsiona-se a desdolarização da economia mundial, aproximando mais rapidamente o fim do petrodólar, sustentação dos EUA.
Os aliados do Irã estão aplaudindo tão brilhantes decisões iranianas que se alinham perfeitamente com os interesses dos BRICS. Enquanto tudo isso acontece, os EUA fizeram mais do mesmo... Ameaçaram o Ayatollah, ameaçaram com mais bombardeios e, agora, parecem querer realizar seu próprio Dia D, no Golfo Pérsico... Estão vindo com 2500 mariners para desembarcar na Ilha de Kharg... Mas segundo especialistas, precisaria de 80 mil e, ainda assim, seriam expulsos...
E você?
Não acredite em “informações” vindas de países e meios informativos dos países membros da OTAN e nem de seus vassalos.
Cuidado com supostos especialistas em Ásia Ocidental (ou em Oriente Médio) que, de repente, começaram a tratar do assunto. Nem muitas vidas inteiras são suficientes, para se entender essa região.
Declarar-se “progressista” ou “conservador” não adianta nada. É preciso saber de verdade. Estude!
terça-feira, 17 de março de 2026
Bem-vinda UFSCAR Rio Preto
| UFSCAR RIO PRETO |
No próximo dia 18 de março, estudantes de Rio Preto e
de toda a região começarão a ocupar as salas de aula da tão sonhada
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em nossa cidade.
Aquilo que durante anos foi reivindicação e esperança
torna-se agora realidade concreta.
A implantação do campus da UFSCar em Rio Preto não foi
simples nem rápida. Trata-se de uma conquista construída ao longo de anos de
articulação política, mobilização social e diálogo institucional.
É justo reconhecer que essa expansão da educação
pública federal tem relação direta com a visão estratégica do governo do
presidente Lula, responsável pela maior ampliação da rede federal de ensino da
história do país.
Entre 2003 e 2010 foram criados 14 novas universidades
federais e 214 campi de Institutos Federais.
Agora, em seu terceiro mandato, o Brasil volta a viver
um ciclo importante de investimentos educacionais, com novos campi, novas vagas
e a interiorização do ensino superior.
Esses números representam muito mais do que
estatísticas. Significam oportunidades
para jovens, inclusão social e desenvolvimento regional.
Mas a chegada da UFSCar a Rio Preto também é resultado
de uma luta local persistente. Ao longo dos anos, essa pauta foi defendida
pelos mandatos dos vereadores Marco Rillo e Celi Regina, e de forma muito
especial pelo vereador João Paulo Rillo, que manteve essa bandeira viva dentro
e fora da Câmara Municipal.
Também é importante reconhecer o papel da militância
partidária, dos movimentos sociais, das lideranças comunitárias e de tantos
cidadãos que contribuíram para que esse projeto não fosse abandonado ao longo
do tempo.
Da mesma forma, merece destaque o trabalho da reitoria
e das equipes técnicas da UFSCar, que conduzem a implantação do campus com
planejamento e seriedade, estruturando cursos e projetos conectados aos
desafios contemporâneos.
A chegada de uma universidade federal representa muito
mais do que novos prédios ou salas de aula. Significa produção de conhecimento,
pesquisa, extensão universitária, oportunidades para a juventude e
desenvolvimento para toda a região.
Independentemente de posições políticas, esta é uma
conquista que pertence à cidade e que deve ser reconhecida como patrimônio
coletivo da nossa população.
Que venham os estudantes, os professores e os novos
sonhos.
Rio Preto está pronta. E a história começa agora.
domingo, 22 de fevereiro de 2026
O Mercado de Seguros: Um Pilar de Estabilidade e Oportunidade em Tempos de Incerteza
Isso ocorre porque o seguro não é um produto supérfluo, mas proteção, planejamento e segurança. Quanto maior a complexidade do mundo, maior a necessidade de previsibilidade e é exatamente isso que o mercado segurador oferece.
No Brasil, o potencial de expansão é extraordinário. Estima-se que mais de 70% dos patrimônios e vidas seguráveis ainda não estejam devidamente protegidos. Isso significa que milhões de famílias e empresas precisam de soluções acessíveis e bem estruturadas.
Ao mesmo tempo, representa uma das maiores oportunidades de empreendedorismo da atualidade. Trata-se de um setor com receita recorrente, alta possibilidade de fidelização, diversificação de produtos e crescimento escalável.
Naturalmente, não basta entrar no mercado. É preciso entrar com estrutura, conhecimento técnico e estratégia. O sucesso nesse segmento depende de gestão eficiente, credibilidade junto às seguradoras, suporte comercial e inteligência operacional.
É exatamente nesse ponto que nossa experiência faz diferença. Com mais de 35 anos de atuação no mercado segurador, construímos uma trajetória sólida, reconhecida nacionalmente. Já ocupamos posição de liderança no ranking do setor, estruturamos uma rede com mais de 350 unidades de corretoras de seguros espalhadas pelo Brasil e atendemos cerca de 70 mil segurados em todas as modalidades do ramo.
Esses números não são apenas estatísticas. São resultado de método, organização, governança e compromisso com crescimento sustentável.
Ao longo das décadas, desenvolvemos um modelo que combina autonomia do franqueado com suporte estratégico permanente, inteligência comercial, capacitação contínua e posicionamento de marca consolidado. Nosso objetivo sempre foi permitir que empreendedores cresçam com segurança, previsibilidade e rentabilidade.
Agora, de volta a essa direção, queremos reocupar o espaço deixado e nos comprometemos a exercer de maneira eficiente a consultoria necessária para galgar a privilegiada posição de liderança no setor.
O mercado de seguros continuará expandindo, impulsionado pelo aumento da consciência financeira da população, pela digitalização dos processos e pela necessidade crescente de proteção patrimonial e pessoal. Quem se posicionar agora, com a estrutura correta, estará preparado para capturar uma fatia significativa desse crescimento.
Se você é corretor, empreendedor ou empresário que busca um segmento sólido, recorrente e com enorme potencial de expansão, talvez este seja o momento de conhecer um modelo que já foi testado, validado e consagrado pelo mercado.
Estamos prontos para compartilhar nossa experiência e apresentar as oportunidades reais que o setor oferece. O mercado é grande. O potencial é enorme. A estrutura faz toda a diferença.
Empreender não é questão de sorte. É questão de método. E todo método forte tem seu Talismã.
Acredite. Vamos nos falar mais.
Agressão iminente do imperialismo norte-americano contra o Irã soberano
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| Imagem - Brasil de Fato |
Todas os meios possíveis estão sendo mobilizados pelo Irã para evitar operações de decapitação e para paralisar os traidores mancomunados com a CIA, o MOSSAD, o MI6 e outros serviços de inteligência da OTAN e de seus aliados. Dificilmente, traidores conseguirão operar no Irã e neutralizar ações defensivas e de contra-ataque. É improvável qualquer repetição de episódios que lembrem a traição ocorrida na Venezuela.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Onde Está a Justiça Mundial? Reflexões sobre Soberania, Poder e Silêncios Globais
Nos primeiros dias de 2026, o mundo assistiu a um acontecimento histórico e ao mesmo tempo alarmante. A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em Caracas e na sua transferência para um tribunal em Nova York sob acusações federais, entre elas narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas.
O episódio desencadeou um debate internacional profundo sobre soberania, direito internacional e padrões duplos de intervenção, que revela tensões e contradições na chamada ordem mundial.
Soberania Nacional vs. Intervenção Imperial
De acordo com diversos líderes e análises diplomáticas, a operação dos EUA constitui uma clara violação da soberania venezuelana. Autoridades brasileiras qualificaram o episódio como uma afronta ao direito internacional e um precedente perigoso para a estabilidade regional, ressaltando que nenhum país soberano deve ser alvo de intervenção militar externa, mesmo diante de acusações criminais graves.
Ligado a narrativas de segurança e “guerra ao narcotráfico”, o caso Maduro é apresentado por Washington como uma ação de “aplicação da lei” além-fronteiras, mas para muitos observadores é também expressão de uma lógica de hegemonia. Países poderosos sentem-se com autoridade para impor sua justiça e seus interesses, muitas vezes à custa dos princípios que proclamam defender.
A Disputa pela Narração da História
A prisão de Maduro não ocorre em vácuo histórico. A política externa dos EUA tem sido marcada por intervenções repetidas, do Oriente Médio à América Latina, frequentemente justificadas por discursos de combate ao terrorismo, direitos humanos ou defesa da democracia. Análises publicadas por observadores internacionais apontam a ação na Venezuela como continuadora dessa tradição intervencionista sob a fachada de legalidade, enquanto interesses econômicos e geoestratégicos permanecem centrais.
Essa disputa simbólica, quem conta a história, quem define “crimes” e quem detém poder para julgar é parte de um problema maior. A justiça global tende a ser aplicada de forma seletiva, dependendo da posição geopolítica de cada Estado e de seus aliados.
O Caso Epstein e a Justiça Interna dos Poderosos
Enquanto acusações de intervenção e violação de soberania dominam manchetes geopolíticas, outro escândalo de incrustações de poder e impunidade segue resonando nos EUA e em vários países. A divulgação de grandes volumes de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, que expõem uma vasta rede de contatos entre o financiador condenado por tráfico sexual de menores e figuras políticas, empresariais e sociais influentes.
Mesmo com milhões de páginas divulgadas e material que inclui contatos de centenas de personalidades de destaque, a resposta institucional tem sido, até agora, morna e fragmentada, com investigações tardias, omissões e indefinições. A divulgação desses arquivos revelou ligações com figuras como Donald Trump, Bill Clinton, o irmão do Rei Charles e outras personalidades poderosas, muitas das quais ainda não enfrentaram responsabilização judicial plena por suas associações ou comportamentos supostamente revelados nos documentos.
Esse contraste evidencia outra faceta do que poderíamos chamar de falta de justiça global. Quando os próprios Estados Unidos, que agora prendem um presidente estrangeiro em solo americano, enfrentam denúncias de conivência, de favorecimento ou de encobrimento de abusos cometidos por membros da sua elite política e econômica, o sistema de justiça internacional se vê questionado não apenas na letra da lei, mas na sua aplicação.
O Silêncio Global diante de Crises Humanitárias
Paralelamente a tudo isso, o mundo tem se mostrado profundamente insuficiente em enfrentar outro acontecimento humanitário de proporções dramáticas. A crise em Gaza, onde milhares de civis palestinos morreram, feridos e deslocados. Organizações internacionais e redes de direitos humanos têm denunciado a escala das violações e pedem urgência em medidas protetivas, mas o silêncio ou a insuficiência de ações de algumas potências e organismos multilaterais expõe uma disparidade gritante. Grandes intervenções militares e processos judiciais ocorrem rapidamente quando os interesses de nações poderosas estão em jogo, enquanto genocídios, guerras prolongadas e violência contra populações civis muitas vezes encontram apenas respostas diplomáticas tímidas. Relatórios de direitos humanos têm documentado extensivamente essas violações.
Justiça: Universal ou Seletiva?
A questão que se impõe, então, é esta. A justiça internacional é um princípio universal ou um instrumento de poder? Quando um presidente estrangeiro é preso em solo americano em nome da lei federal, mas elites domésticas poderosas parecem escapar de consequências proporcionais por escândalos de abusos e redes de exploração, quando crimes contra populações civis recebem respostas tímidas, as instituições que deveriam defender a universalidade da justiça, como o Organização das Nações Unidas ou o Tribunal Penal Internacional, parecem incapazes de fazer valer princípios básicos de igualdade perante a lei.
A reflexão não pode ser apenas moral ou retórica. Ela precisa ser prática. Como reconstruir uma ordem global em que soberania, direitos humanos e justiça sejam aplicados com imparcialidade? Como garantir que poder econômico ou político não impeça a responsabilização justa? E como assegurar que o sofrimento de povos inteiros não seja relegado ao silêncio?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Quando o samba vira memória, resistência e esperança
A Avenida não é apenas um palco de
espetáculo. É também território
simbólico do Brasil profundo. E quando uma escola de samba transforma seu
desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que se vê não é
apenas exaltação de uma liderança política. É a expressão de uma narrativa
histórica construída nas lutas populares, nos sindicatos, nas periferias e nos
movimentos sociais que moldaram o país contemporâneo.
Imagem - Revista Veja
A apresentação da Acadêmicos de Niterói
no Sambódromo da Marquês de Sapucaí foi mais do que um desfile. Foi afirmação
cultural. O samba, que nasceu marginalizado, perseguido e criminalizado, sempre
foi espaço de resistência. Quando ele ocupa a Avenida para homenagear um líder
identificado com as camadas populares, ele reafirma seu papel histórico de dar
voz aos que nem sempre tiveram voz.
O Carnaval é, por essência, político,
não no sentido partidário estreito, mas no sentido mais profundo da palavra. O
de debater a vida coletiva. Ao longo das décadas, as escolas de samba
denunciaram desigualdades, celebraram conquistas sociais, revisitaram a
história sob o olhar do povo e provocaram reflexões sobre os rumos do país. É
natural, portanto, que também enfrentem visões conservadoras que tentam reduzir
a cultura popular a entretenimento vazio.
A homenagem na Sapucaí reafirma algo que
incomoda setores da direita. A esquerda popular brasileira não é um fenômeno de
gabinete. Ela é cultural, simbólica, enraizada. Está nas comunidades que
constroem carros alegóricos durante meses, nos trabalhadores que costuram
fantasias, nos compositores que traduzem em verso e tamborim as dores e
esperanças de uma nação desigual.
Provocar o bolsonarismo dentro da
estética do samba não é apenas disputa política. É disputa de narrativa histórica. É dizer que
o Brasil não se resume ao medo, à intolerância ou ao negacionismo. Há um Brasil
que canta, que defende políticas sociais, que valoriza a educação pública, que
acredita na inclusão e na democracia.
A Sapucaí mostrou, mais uma vez, que o
Carnaval não é fuga da realidade, mas interpretação dela. E quando a arte
assume lado, assume também responsabilidade histórica. Defender a esquerda
popular brasileira é defender a ideia de que o país pode ser mais justo, mais
solidário e mais plural.
O samba ensinou isso há muito tempo. Enquanto houver tamborim e voz coletiva, haverá resistência. E resistência, no Brasil, também se faz em forma de desfile.
domingo, 15 de fevereiro de 2026
Carnaval - fé, cultura e alegria do povo brasileiro
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| Bloco do Vasco - São José do Rio Preto |
Todos os anos, quando fevereiro se aproxima, o Brasil se transforma. Ruas ganham cores, ritmos ecoam nos bairros, famílias inteiras se reúnem e milhões de trabalhadores encontram no Carnaval não apenas uma festa, mas uma expressão legítima de cultura, identidade e pertencimento.
O Carnaval brasileiro é, antes de tudo, uma manifestação popular.
Nasceu do encontro de tradições europeias, africanas e indígenas, foi moldado
pela criatividade do povo e consolidou-se como patrimônio cultural reconhecido
mundialmente. Reduzi-lo a estereótipos de exagero, descontrole ou promiscuidade
é desconhecer sua história e ignorar a realidade da maioria que participa dele.
Quem frequenta blocos de rua sabe. Ali estão famílias, crianças
fantasiadas, idosos animados, trabalhadores que passaram o ano inteiro lutando
e encontram alguns dias de descanso e celebração coletiva. É a costureira que
preparou a fantasia do filho, o ambulante que reforça sua renda, o músico que
vive de sua arte, o comerciante que aquece seu caixa. O Carnaval movimenta a
economia, fortalece o turismo e sustenta milhares de empregos diretos e
indiretos nas grandes cidades e no interior.
Os desfiles das escolas de samba, por sua vez, são verdadeiras obras
de arte a céu aberto. Envolvem planejamento, investimento, geração de renda e,
sobretudo, trabalho coletivo. São meses de dedicação de comunidades inteiras
para entregar espetáculos que projetam o Brasil para o mundo.
É claro que, como em qualquer grande evento, podem ocorrer excessos
individuais. Mas isso não define a essência da festa. Generalizar é injusto com
milhões de brasileiros que celebram com responsabilidade e respeito.
Também é importante lembrar que fé e cultura popular nunca foram
inimigas. O Brasil é um país de maioria cristã e profundamente festivo.
Alegria, música e convivência comunitária não são sinônimos de pecado. O
próprio calendário cristão situa o Carnaval como período anterior à Quaresma,
dentro de uma tradição histórica que atravessa séculos.
Para muitos cristãos, participar do Carnaval não significa abandonar
valores, mas viver a alegria de forma consciente, com responsabilidade e
fraternidade. Demonizar a festa como algo “anticristão” ignora que ela é,
sobretudo, encontro humano, arte e expressão cultural.
O Carnaval de rua contemporâneo é democrático. Não é espaço de elite
restrita nem privilégio de poucos. É manifestação aberta, plural, onde o
trabalhador ocupa o espaço público com música, criatividade e celebração. É o
Brasil que canta, dança e resiste.
Defender o Carnaval é defender a cultura popular, a economia
criativa, o turismo, o direito à cidade e a alegria coletiva. É reconhecer que
um povo que trabalha duro também merece celebrar junto.
Porque, no fim das contas, o Carnaval é isso. Gente simples, reunida, celebrando a vida.
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TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C LUIS FERNANDO VERÍSSIMO "Tudo que vicia começa com C. Por alguma...
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UFSCAR RIO PRETO No próximo dia 18 de março, estudantes de Rio Preto e de toda a região começarão a ocupar as salas de aula da tão sonhada...
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Imagem - ICL Notícias Roma, 8 de novembro de 2024. Como penachos de esperança, a fumaça branca finalmente se elevou sobre os telhados do...






