quinta-feira, 19 de março de 2026

Combustíveis em alta: a realidade global que desmonta a fake news contra Lula

 

Imagem Metrópoles
Nos últimos dias, voltou a circular com força nas redes sociais a narrativa de que o governo do presidente Lula seria responsável pela alta dos combustíveis no Brasil.

A afirmação, apesar de repetida à exaustão, ignora elementos básicos do funcionamento do mercado de energia e distorce deliberadamente os fatos.

Para compreender o que realmente acontece, é preciso começar pelo essencial. O preço dos combustíveis não é definido exclusivamente pelo governo federal. Ele sofre forte influência de dois fatores principais: o valor do petróleo no mercado internacional e a cotação do dólar. Quando há tensões geopolíticas, cortes de produção por países exportadores ou valorização da moeda americana, os preços tendem a subir em escala global.

Esse cenário se agravou de forma significativa com os conflitos recentes no Oriente Médio, incluindo a Guerra Irã-Israel-EUA, que têm provocado ataques a infraestruturas energéticas e instabilidade nos principais polos produtores de petróleo.

Soma-se a isso o risco e as restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo, por onde passa uma parcela significativa da produção global.

Além disso, bombardeios e ameaças a poços de petróleo e instalações estratégicas em países produtores ampliam ainda mais a incerteza e pressionam os preços internacionais.

Em um mercado sensível como o de energia, qualquer risco de interrupção na oferta global gera reação imediata e isso se reflete nos preços em todo o mundo.

Ou seja, trata-se de uma dinâmica que extrapola completamente as fronteiras brasileiras.

Durante anos, a Petrobras adotou uma política de preços conhecida como Paridade de Importação (PPI), que basicamente replicava no mercado interno as oscilações internacionais, como se o Brasil fosse integralmente dependente da importação de combustíveis.

Essa política, na prática, expunha o consumidor brasileiro às variações externas de forma quase automática, mesmo sendo o país um grande produtor de petróleo.

A partir de 2023, o governo Lula promoveu mudanças nessa lógica. Sem abandonar critérios de mercado, a Petrobras passou a considerar também fatores internos, como custos de produção nacional e condições do mercado doméstico.

O objetivo foi claro, o de reduzir a volatilidade e evitar repasses imediatos e bruscos ao consumidor.

Essa mudança não significa “controle artificial de preços”, como alguns críticos afirmam. Significa, na verdade, o uso de instrumentos de gestão para equilibrar interesses, garantindo a sustentabilidade da empresa e, ao mesmo tempo, protegendo a população de choques externos.

Além disso, o governo federal tem atuado em outras frentes complementares, como a reorganização da política tributária sobre combustíveis e o diálogo com estados para evitar distorções no ICMS. São medidas que não eliminam completamente as pressões de alta, mas ajudam a amortecer seus efeitos.

Nesse contexto, também é importante considerar o impacto social e econômico dessas variações. Movimentos de categorias estratégicas, como caminhoneiros, frequentemente surgem diante de aumentos no diesel, gerando preocupação com paralisações e seus efeitos sobre o abastecimento e a inflação.

O governo tem buscado diálogo constante para evitar rupturas e garantir estabilidade logística, ciente do papel central que o transporte rodoviário exerce no país.

Diante desse cenário, afirmar que o governo “quer aumentar o preço dos combustíveis” não apenas simplifica uma questão complexa é, essencialmente, uma distorção dos fatos. Uma fake News.

Trata-se de uma narrativa política que desconsidera o contexto internacional e ignora os esforços concretos para mitigar impactos sobre o consumidor.

O debate público precisa ser qualificado.

Combustíveis são um tema sensível, que afeta diretamente o custo de vida, a inflação e a atividade econômica.

Justamente por isso, exige responsabilidade na análise e honestidade na informação.

Em vez de repetir slogans ou compartilhar conteúdos duvidosos, é fundamental olhar para os dados, entender as variáveis envolvidas e reconhecer o que está, de fato, sendo feito.

Porque, no fim das contas, entre a realidade e a desinformação, a diferença custa caro e quem paga essa conta é sempre a população.

quarta-feira, 18 de março de 2026

San Martin - Ascensão e Queda de um Ótimo Negócio

Capa do Livro


Há histórias que não podem ser resumidas em números, contratos ou resultados financeiros. Há trajetórias que carregam, em cada decisão, o peso das escolhas humanas, das relações construídas, dos erros cometidos e das reviravoltas que só quem viveu pode compreender de verdade.

É nesse território, entre o êxito e o abismo, que nasce o livro sobre a história da San Martin Seguros.

Mais do que um relato empresarial, a obra que será lançada em breve se propõe a algo maior.  Fazer justiça a uma trajetória intensa, marcada por ousadia, crescimento acelerado, conflitos internos, perdas duras e, sobretudo, pela insistência em recomeçar.

Não se trata de uma narrativa confortável. Ao contrário, é um mergulho honesto nos bastidores de um projeto que ousou ocupar espaço no mercado de franquias e seguros no Brasil, enfrentando concorrência, muitas vezes desleal, crises e, claro, seus próprios limites.

Ao longo das páginas, o leitor encontrará não apenas a construção de uma empresa, mas a desconstrução de certezas. Verá como decisões estratégicas podem carregar custos invisíveis, como relações empresariais podem se transformar ao longo do tempo e como o sucesso, quando não bem administrado, pode abrir caminho para fragilidades profundas.

Tudo isso contado sem filtros, sem romantização e sem a tentativa de apagar os momentos difíceis.

O livro também cumpre um papel raro, qual seja o de assumir responsabilidades. Em vez de buscar culpados externos, a narrativa reconhece o peso da liderança, das escolhas feitas e das que deixaram de ser feitas.

Essa honestidade é, talvez, seu maior diferencial. Porque falar de vitórias é fácil. Difícil é expor os bastidores das derrotas e, ainda assim, seguir em frente.

Mais do que revisitar o passado, a obra aponta para algo essencial: a importância do aprendizado.

Cada capítulo carrega lições sobre gestão, cultura organizacional, expansão, conflitos e, principalmente, sobre o fator humano que sustenta, ou derruba, qualquer grande projeto.

Este não é apenas um livro sobre negócios. É um livro sobre coragem. Sobre pagar o preço das próprias decisões. Sobre cair, perder, recomeçar e continuar acreditando que vale a pena construir algo relevante, mesmo diante das adversidades.

Ao trazer à luz essa história, não apenas se registra uma trajetória. Reivindica-se o direito de narrá-la com verdade.

E, ao fazer isso, entrega-se ao leitor algo raro, não uma versão idealizada do sucesso, mas a realidade crua de quem viveu, errou, tentou novamente e seguiu.

O livro se chama SAN MARTIN – Ascensão e Queda de um Ótimo Negócio e em breve estará nas plataformas.

 

INFORME DE GUERRA


 

Nilson Dalledone, Prof. Dr.
nilsondalledone@gmail.com




Você pensou que o Irã seria a Venezuela 2.0?

Numa reunião, na Casa Branca, diziam uns aos outros que esperavam encontrar no Irã uma Delcy Rodriguez (“presidente da Venezuela/representante de Donald Trump) que lhes entregassem, numa bandeja de prata, todo o petróleo... Mas o filho do Ayatollah Ali khamenei, Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, demonstrou ser um personagem que não favorece os interesses dos EUA. Donald Trump, textualmente, disse que “esperávamos encontrar uma Delcy Rodriguez e encontramos um jovem Kim Jon-Un...” 

A guerra tomou um rumo que o imperialismo norte-americano e sua extensão “israelense” não esperavam... Distribuíram muito dinheiro no irã, para comprar o povo iraniano, mas, diferentemente da Venezuela, os líderes continuaram fiéis à causa da Revolução. E o ataque contra o Irã foi maciço... Esse argumento não ajuda os “chefes” militares venezuelanos e nem Delcy Rodriguez... A partir de agora, os imperialistas norte-americanos vão escalar na América Latina e Cuba, México e outros já estão na lista imediata... Se a Venezuela tivesse levado os norte-americanos para o pântano – e para isso foram ajudados pelo Irã, Rússia e China Popular – a situação seria outra...

Donald Trump blefou e está perdendo

As apostas, com blefe ou sem blefe, não estão a favor do inquilino da Casa Branca. Os mísseis iranianos continuam cruzando os céus. Os mísseis interceptores da coalização liderada pelos EUA se esgotam num ritmo inacreditável. Em Teerã, o novo Ayatollah não se rende e o Estreito de Ormuz promete transformar-se no Vietnam aquático de Donald Trump, enquanto o Irã empurra o preço do petróleo, literalmente, até as nuvens. A pergunta é como se chegou a essa situação. Como o petro-sonho e a petro-aventura de Donald Trump se transformaram num pesadelo militar, num grande desastre?

Tudo começou na madrugada de 28 de fevereiro de 2026, quando os EUA e “Israel” lançaram uma campanha de ataques massivos contra objetivos estratégicos no Irã. Os primeiros ataques incluíram bases de mísseis, instalações militares, centros de comando, infraestrutura naval e, claro, a residência do Ayatollah Ali Khamenei que, simplesmente decidiu continuar trabalhando em casa, sem qualquer proteção, por escolha própria, mesmo sabendo que criminosos da OTAN e de seus aliados poderiam assassiná-lo a qualquer momento. E, como previsto pelo Grande Guia Espiritual muçulmano, Ali Khamenei tombaria nos primeiros minutos da nova guerra imposta pelo imperialismo e pelo sionismo. 

Os agressores tinham por objetivos iniciais degradar rapidamente a capacidade militar iraniana e forçar seu colapso operativo. Porém, ao invés de confrontar diretamente o poder aéreo norte-americano e “israelense”, Teerã optou por abrir múltiplas frentes simultâneas e responder de forma contundente. No Estreito de Ormuz, o Irã causou enormes danos aos petroleiros e às infraestruturas portuárias dos EUA e de seus aliados, provocando um efeito energético dominó que se tornou a principal preocupação dos norte-americanos.

Entretando, a situação atual não começou desse modo. De fato, o atual inquilino da Casa Branca, o pedófilo Donald Trump, mostrou-se inicialmente otimista sobre como poderia se desenvolver o conflito. Entre 03 e 06 de março de 2026, havia grande otimismo na Casa Branca. Durante a primeira semana de guerra, as mensagens de Donald Trump “informavam” que as defesas iranianas tinham sofrido danos devastadores e que estava colapsando. A guerra poderia terminar em alguns dias. A narrativa de Washington era muito clara. A guerra será curta e decisiva. 

Mas, enquanto essa narrativa dominava os “meios informativos” norte-americanos, a situação no Golfo Pérsico não melhorava. Até o dia 08 e 09 de março, começou a verdadeira represália dos iranianos. Começaram a afundar petroleiros dos EUA e de seus aliados. A partir de 09 de março, ocorreram diversos incidentes marítimos, inclusive, obrigaram os iraquianos a fechar os terminais petrolíferos de Basra e o preço do barril de petróleo começou a disparar. Logo, nenhum navio petroleiro queria passar por essas águas. 

Em 12 de março de 2026, o secretário de energia dos EUA, Chris Wright, em uma entrevista à imprensa, disse que a marinha dos EUA estava preparada para escoltar petroleiros através do Estreito de Ormuz. Entretanto, rapidamente, corrigiu-se e disse que “não estamos prontos, para escoltar esses navios”. Em decorrência, teve início uma tormenta mediática e foi obrigado a apagar seu twitter. Suas declarações foram negadas pela Casa Branca, por revelarem informações muito incômodas, envolvendo algo muito sério. A marinha mais poderosa do mundo tinha perdido completamente o controle sobre o Estreito de Ormuz. 

Posteriormente, a Casa Branca declarou que os petroleiros seriam escoltados pela Marinha dos EUA, mas, mesmo assim, a volatilidade dos preços do petróleo disparou de novo. Surgiram muitas críticas sobre a estratégia de comunicação da Casa Branca. A gota que fez o copo transbordar foi o twitter do secretário de energia. O próprio Chris Wright publicou na rede X uma mensagem, afirmando que a Marinha dos EUA tinha escoltado, com êxito, navios petroleiros, através do Estreito de Ormuz. Mas era tudo falso. Teve de apagar suas declarações e, novamente, a Casa Branca teve de desmenti-lo. Se não bastasse, o secretário de defesa Pete Hegseth tentou esclarecer a situação com uma frase que provocou risos entre os aliados dos EUA, dizendo que “o Estreito de Ormuz não está fechado, mas o Irã está atacando barcos ali”, uma declaração que refletiu a realidade incômoda. Oficialmente, o Estreito de Ormuz continuava aberto, mas, na prática, nenhum navio petroleiro e sua carga podiam atravessá-lo, salvo se autorizado pela Guarda Revolucionária Iraniana. O tráfego foi paralisado e havia um bloqueio de fato. 

Os aliados dos EUA, rapidamente, começaram a oferecer ajuda. Por exemplo, entre 13 e 14 de março de 2026, aconteceu o episódio do porta-aviões britânico... O Reino Unido se ofereceu, para enviar um de seus porta-aviões, equipado com caças F-35B, para apoiar as operações norte-americanas, no Golfo Pérsico. Tal oferta fortalecia a aliança anglo-saxônica, sendo vista dentro da OTAN como um alívio para os EUA, já que a proposta pretendia deslocar um grupo de ataque, apoiar os EUA, proteger o tráfico energético e demonstrar que havia unidade dentro da OTAN. Entretanto, Donald Trump que, ainda, estava, em estado de delírio, decidiu recusar tal oferta agressivamente, minimizando a importância dos navios britânicos e afirmando que não necessitava ajuda, porque a Marinha dos Estados Unidos é a mais forte do mundo. E assim continuou. Apenas um dia depois, os franceses, também, ofereceram o porta-aviões Charles De Gaule, à propulsão nuclear, equipado com caças Dassault Rafale. Mais uma vez, Trump recusou a oferta, sem dar-se conta de que muitos dos mísseis e armas de alta precisão já tinham sido presenteados à Ucrânia. Os franceses, muito discretamente, retiraram a oferta. Até o “tapete de Trump”, o “presidente” da Argentina, ofereceu apoio...

Em 14 e 15 de março, viu-se uma mudança radical na narrativa de Donald Trump. Agora, dizia que nenhum aliado estava disposto a ajudá-lo. A essa altura, já tinha feito uma série de declarações, afirmando que a guerra duraria algumas semanas; depois, meses; a seguir, que já tinham derrotado o Irã... Por fim, afirmou que o Irã é um tigre de papel, mas, ao mesmo tempo, pedia ajuda internacional, para reabrir o Estreito de Ormuz, o que seria o cúmulo do ridículo, já que os EUA dizem ter a marinha e o exército mais poderosos do mundo... E o autoproclamado super poder, que seriam os EUA, agora, está se retirando de Ormuz discretamente...

Em declarações recentes, o Presidente dos EUA, o pedófilo Donald Trump, deu a entender que não necessitam do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, mas que são os aliados que têm essa debilidade e que eles deveriam abrir o Estreito com seus próprios recursos, com seus próprios navios. De fato, Donald Trump convocou os principais aliados com forças navais que poderiam ajudá-lo a reabrir o Estreito de Ormuz. Desse modo, Donald Trump fez ofertas explícitas para se unirem a sua guerra na Ásia Ocidental, chamando o Reino Unido, França, Japão, Coreia do Sul e todos os aliados da OTAN. Mas o mais ridículo é que, em sua última declaração, afirmou que se seus aliados da OTAN não o ajudassem, se seus aliados não enviassem seus navios de guerra, para reabrir o Estreito de Ormuz, sofreriam toda a fúria dos EUA. Assim, mesmo pedindo ajuda, mesmo solicitando apoio de seus aliados, Donald Trump não perde a oportunidade, para deixar claro que os EUA são incrivelmente poderosos... Porém, mesmo assim, necessitam da ajuda de seus aliados, para poder enfrentar o Irã, uma nação, segundo o próprio Donald Trump, que tinha sido totalmente devastada e que era um “tigre de papel”. 

Assim, os norte-americanos chegam a um cenário totalmente absurdo. Depois de todas as declarações dos últimos dias e depois de todos os esforços, para reabrir o Estreito de Ormuz, solitariamente, a pergunta é qual será o próximo passo. O que se comenta, entre os aliados da OTAN, é que Donald Trump e suas forças navais não têm a capacidade de reabrir o Estreito de Ormuz, inclusive, reportou-se que, nas últimas horas, Donald Trump solicitou o apoio da China Popular e da Armada do Exército Popular da China, para reabrir o Estreito de Ormuz... 

Enquanto isso, os iranianos continuam lançando seus ataques na região, o que não parará em breve. Mesmo Donald Trump tendo declarado que já tinha conseguido destruir toda a frota iraniana, descobriu, agora, que a maior parte dos ativos navais do Irã está oculta em túneis e bases subterrâneas, na costa do Golfo Pérsico, o que significa que o grosso do poder naval iraniano e o grosso de seu poder de ataque, sequer, foi tocado pelos ataques da coalizão, estando prontos, para tornar a vida dos norte-americanos muito difícil, se quiserem tentar reabrir as rotas de navegação, à força...

Entretanto e apesar de tudo, os iranianos ofereceram uma saída para as nações que não têm outra opção, a não ser transitar com seu petróleo por essa região. 

Foram impostas “condições críticas”, para que certas nações possam transportar petróleo, através do Estreito de Ormuz. A primeira condição é que o petróleo seja transportado por navios russos ou chineses que são os principais aliados do Irã. Concedeu-se permissão, também, a alguns navios da Índia e da Turquia, mas sob a nova condição de que todos os pagamentos pelo petróleo sejam feitos em rublos russos ou yuans chineses. Desse modo, o Irã ataca diretamente o petrodólar norte-americano, causando perdas multimilionárias, não só porque há um bloqueio seletivo, mas também porque o pouco petróleo que transita, através dessa região, se fará a bordo de navios de países inimigos dos EUA. Por outro lado, comercializando-se em moedas dos rivais dos EUA, impulsiona-se a desdolarização da economia mundial, aproximando mais rapidamente o fim do petrodólar, sustentação dos EUA.

Os aliados do Irã estão aplaudindo tão brilhantes decisões iranianas que se alinham perfeitamente com os interesses dos BRICS. Enquanto tudo isso acontece, os EUA fizeram mais do mesmo... Ameaçaram o Ayatollah, ameaçaram com mais bombardeios e, agora, parecem querer realizar seu próprio Dia D, no Golfo Pérsico... Estão vindo com 2500 mariners para desembarcar na Ilha de Kharg... Mas segundo especialistas, precisaria de 80 mil e, ainda assim, seriam expulsos...

E você?

Não acredite em “informações” vindas de países e meios informativos dos países membros da OTAN e nem de seus vassalos.

Cuidado com supostos especialistas em Ásia Ocidental (ou em Oriente Médio) que, de repente, começaram a tratar do assunto. Nem muitas vidas inteiras são suficientes, para se entender essa região.

Declarar-se “progressista” ou “conservador” não adianta nada. É preciso saber de verdade. Estude!

terça-feira, 17 de março de 2026

Bem-vinda UFSCAR Rio Preto

 

UFSCAR RIO PRETO

No próximo dia 18 de março, estudantes de Rio Preto e de toda a região começarão a ocupar as salas de aula da tão sonhada Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em nossa cidade.

Aquilo que durante anos foi reivindicação e esperança torna-se agora realidade concreta.

A implantação do campus da UFSCar em Rio Preto não foi simples nem rápida. Trata-se de uma conquista construída ao longo de anos de articulação política, mobilização social e diálogo institucional.

É justo reconhecer que essa expansão da educação pública federal tem relação direta com a visão estratégica do governo do presidente Lula, responsável pela maior ampliação da rede federal de ensino da história do país.

Entre 2003 e 2010 foram criados 14 novas universidades federais e 214 campi de Institutos Federais.

Agora, em seu terceiro mandato, o Brasil volta a viver um ciclo importante de investimentos educacionais, com novos campi, novas vagas e a interiorização do ensino superior.

Esses números representam muito mais do que estatísticas.  Significam oportunidades para jovens, inclusão social e desenvolvimento regional.

Mas a chegada da UFSCar a Rio Preto também é resultado de uma luta local persistente. Ao longo dos anos, essa pauta foi defendida pelos mandatos dos vereadores Marco Rillo e Celi Regina, e de forma muito especial pelo vereador João Paulo Rillo, que manteve essa bandeira viva dentro e fora da Câmara Municipal.

Também é importante reconhecer o papel da militância partidária, dos movimentos sociais, das lideranças comunitárias e de tantos cidadãos que contribuíram para que esse projeto não fosse abandonado ao longo do tempo.

Da mesma forma, merece destaque o trabalho da reitoria e das equipes técnicas da UFSCar, que conduzem a implantação do campus com planejamento e seriedade, estruturando cursos e projetos conectados aos desafios contemporâneos.

A chegada de uma universidade federal representa muito mais do que novos prédios ou salas de aula. Significa produção de conhecimento, pesquisa, extensão universitária, oportunidades para a juventude e desenvolvimento para toda a região.

Independentemente de posições políticas, esta é uma conquista que pertence à cidade e que deve ser reconhecida como patrimônio coletivo da nossa população.

Que venham os estudantes, os professores e os novos sonhos.

Rio Preto está pronta. E a história começa agora.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Mercado de Seguros: Um Pilar de Estabilidade e Oportunidade em Tempos de Incerteza

O mercado de seguros é um dos segmentos mais sólidos e resilientes da economia mundial. Há mais de cinco décadas registra crescimento anual contínuo, no Brasil, mesmo diante de crises políticas, instabilidades econômicas e pandemias globais.

Isso ocorre porque o seguro não é um produto supérfluo, mas proteção, planejamento e segurança. Quanto maior a complexidade do mundo, maior a necessidade de previsibilidade e é exatamente isso que o mercado segurador oferece.

No Brasil, o potencial de expansão é extraordinário. Estima-se que mais de 70% dos patrimônios e vidas seguráveis ainda não estejam devidamente protegidos. Isso significa que milhões de famílias e empresas precisam de soluções acessíveis e bem estruturadas.

Ao mesmo tempo, representa uma das maiores oportunidades de empreendedorismo da atualidade. Trata-se de um setor com receita recorrente, alta possibilidade de fidelização, diversificação de produtos e crescimento escalável.

Naturalmente, não basta entrar no mercado.  É preciso entrar com estrutura, conhecimento técnico e estratégia. O sucesso nesse segmento depende de gestão eficiente, credibilidade junto às seguradoras, suporte comercial e inteligência operacional.

É exatamente nesse ponto que nossa experiência faz diferença. Com mais de 35 anos de atuação no mercado segurador, construímos uma trajetória sólida, reconhecida nacionalmente. Já ocupamos posição de liderança no ranking do setor, estruturamos uma rede com mais de 350 unidades de corretoras de seguros espalhadas pelo Brasil e atendemos cerca de 70 mil segurados em todas as modalidades do ramo.

Esses números não são apenas estatísticas.  São resultado de método, organização, governança e compromisso com crescimento sustentável.

Ao longo das décadas, desenvolvemos um modelo que combina autonomia do franqueado com suporte estratégico permanente, inteligência comercial, capacitação contínua e posicionamento de marca consolidado. Nosso objetivo sempre foi permitir que empreendedores cresçam com segurança, previsibilidade e rentabilidade.

Agora, de volta a essa direção, queremos reocupar o espaço deixado e nos comprometemos a exercer de maneira eficiente a consultoria necessária para galgar a privilegiada posição de liderança no setor.

O mercado de seguros continuará expandindo, impulsionado pelo aumento da consciência financeira da população, pela digitalização dos processos e pela necessidade crescente de proteção patrimonial e pessoal. Quem se posicionar agora, com a estrutura correta, estará preparado para capturar uma fatia significativa desse crescimento.

Se você é corretor, empreendedor ou empresário que busca um segmento sólido, recorrente e com enorme potencial de expansão, talvez este seja o momento de conhecer um modelo que já foi testado, validado e consagrado pelo mercado.

Estamos prontos para compartilhar nossa experiência e apresentar as oportunidades reais que o setor oferece. O mercado é grande. O potencial é enorme. A estrutura faz toda a diferença.

Empreender não é questão de sorte.  É questão de método. E todo método forte tem seu Talismã.

Acredite.  Vamos nos falar mais.

Agressão iminente do imperialismo norte-americano contra o Irã soberano

Imagem - Brasil de Fato



Nilson Dalledone 
nilsondalledone@gmail.com






Até o momento, todas as partes preparadas para o combate. Os EUA informam que estão prontos. Acaba de chegar ao Irã um gigantesco TU 215, o avião do fim do mundo, possivelmente, para impedir o sequestro dos líderes iranianos. A Rússia possui quatro desses aviões. Os iranianos estão prontos, para bloquear o estreito de Ormuz, por onde passam 25% do petróleo mundial. Israel e as demais bases norte-americanas em todo entorno do Irã serão atacadas. Muitas outras medidas foram tomadas pelo Irã, Rússia e China Popular. A agressão norte-americana é iminente.

Todas os meios possíveis estão sendo mobilizados pelo Irã para evitar operações de decapitação e para paralisar os traidores mancomunados com a CIA, o MOSSAD, o MI6 e outros serviços de inteligência da OTAN e de seus aliados. Dificilmente, traidores conseguirão operar no Irã e neutralizar ações defensivas e de contra-ataque. É improvável qualquer repetição de episódios que lembrem a traição ocorrida na Venezuela.

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Onde Está a Justiça Mundial? Reflexões sobre Soberania, Poder e Silêncios Globais


Nos primeiros dias de 2026, o mundo assistiu a um acontecimento histórico e ao mesmo tempo alarmante.  A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa em Caracas e na sua transferência para um tribunal em Nova York sob acusações federais, entre elas narcoterrorismo e conspiração para tráfico de drogas.

O episódio desencadeou um debate internacional profundo sobre soberania, direito internacional e padrões duplos de intervenção, que revela tensões e contradições na chamada ordem mundial.

Soberania Nacional vs. Intervenção Imperial

De acordo com diversos líderes e análises diplomáticas, a operação dos EUA constitui uma clara violação da soberania venezuelana. Autoridades brasileiras qualificaram o episódio como uma afronta ao direito internacional e um precedente perigoso para a estabilidade regional, ressaltando que nenhum país soberano deve ser alvo de intervenção militar externa, mesmo diante de acusações criminais graves.

Ligado a narrativas de segurança e “guerra ao narcotráfico”, o caso Maduro é apresentado por Washington como uma ação de “aplicação da lei” além-fronteiras, mas para muitos observadores é também expressão de uma lógica de hegemonia.  Países poderosos sentem-se com autoridade para impor sua justiça e seus interesses, muitas vezes à custa dos princípios que proclamam defender.

A Disputa pela Narração da História

A prisão de Maduro não ocorre em vácuo histórico. A política externa dos EUA tem sido marcada por intervenções repetidas, do Oriente Médio à América Latina, frequentemente justificadas por discursos de combate ao terrorismo, direitos humanos ou defesa da democracia. Análises publicadas por observadores internacionais apontam a ação na Venezuela como continuadora dessa tradição intervencionista sob a fachada de legalidade, enquanto interesses econômicos e geoestratégicos permanecem centrais.

Essa disputa simbólica, quem conta a história, quem define “crimes” e quem detém poder para julgar é parte de um problema maior.  A justiça global tende a ser aplicada de forma seletiva, dependendo da posição geopolítica de cada Estado e de seus aliados.

O Caso Epstein e a Justiça Interna dos Poderosos

Enquanto acusações de intervenção e violação de soberania dominam manchetes geopolíticas, outro escândalo de incrustações de poder e impunidade segue resonando nos EUA e em vários países.  A divulgação de grandes volumes de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, que expõem uma vasta rede de contatos entre o financiador condenado por tráfico sexual de menores e figuras políticas, empresariais e sociais influentes.

Mesmo com milhões de páginas divulgadas e material que inclui contatos de centenas de personalidades de destaque, a resposta institucional tem sido, até agora, morna e fragmentada, com investigações tardias, omissões e indefinições. A divulgação desses arquivos revelou ligações com figuras como Donald Trump, Bill Clinton, o irmão do Rei Charles e outras personalidades poderosas, muitas das quais ainda não enfrentaram responsabilização judicial plena por suas associações ou comportamentos supostamente revelados nos documentos.

Esse contraste evidencia outra faceta do que poderíamos chamar de falta de justiça global.  Quando os próprios Estados Unidos, que agora prendem um presidente estrangeiro em solo americano, enfrentam denúncias de conivência, de favorecimento ou de encobrimento de abusos cometidos por membros da sua elite política e econômica, o sistema de justiça internacional se vê questionado não apenas na letra da lei, mas na sua aplicação.

O Silêncio Global diante de Crises Humanitárias

Paralelamente a tudo isso, o mundo tem se mostrado profundamente insuficiente em enfrentar outro acontecimento humanitário de proporções dramáticas.  A crise em Gaza, onde milhares de civis palestinos morreram, feridos e deslocados. Organizações internacionais e redes de direitos humanos têm denunciado a escala das violações e pedem urgência em medidas protetivas, mas o silêncio ou a insuficiência de ações de algumas potências e organismos multilaterais expõe uma disparidade gritante.  Grandes intervenções militares e processos judiciais ocorrem rapidamente quando os interesses de nações poderosas estão em jogo, enquanto genocídios, guerras prolongadas e violência contra populações civis muitas vezes encontram apenas respostas diplomáticas tímidas. Relatórios de direitos humanos têm documentado extensivamente essas violações.

Justiça: Universal ou Seletiva?

A questão que se impõe, então, é esta.  A justiça internacional é um princípio universal ou um instrumento de poder? Quando um presidente estrangeiro é preso em solo americano em nome da lei federal, mas elites domésticas poderosas parecem escapar de consequências proporcionais por escândalos de abusos e redes de exploração, quando crimes contra populações civis recebem respostas tímidas, as instituições que deveriam defender a universalidade da justiça, como o Organização das Nações Unidas ou o Tribunal Penal Internacional, parecem incapazes de fazer valer princípios básicos de igualdade perante a lei.

A reflexão não pode ser apenas moral ou retórica.  Ela precisa ser prática.  Como reconstruir uma ordem global em que soberania, direitos humanos e justiça sejam aplicados com imparcialidade? Como garantir que poder econômico ou político não impeça a responsabilização justa? E como assegurar que o sofrimento de povos inteiros não seja relegado ao silêncio?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Quando o samba vira memória, resistência e esperança

Imagem - Revista Veja
A Avenida não é apenas um palco de espetáculo.  É também território simbólico do Brasil profundo. E quando uma escola de samba transforma seu desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que se vê não é apenas exaltação de uma liderança política. É a expressão de uma narrativa histórica construída nas lutas populares, nos sindicatos, nas periferias e nos movimentos sociais que moldaram o país contemporâneo.

A apresentação da Acadêmicos de Niterói no Sambódromo da Marquês de Sapucaí foi mais do que um desfile. Foi afirmação cultural. O samba, que nasceu marginalizado, perseguido e criminalizado, sempre foi espaço de resistência. Quando ele ocupa a Avenida para homenagear um líder identificado com as camadas populares, ele reafirma seu papel histórico de dar voz aos que nem sempre tiveram voz.

O Carnaval é, por essência, político, não no sentido partidário estreito, mas no sentido mais profundo da palavra. O de debater a vida coletiva. Ao longo das décadas, as escolas de samba denunciaram desigualdades, celebraram conquistas sociais, revisitaram a história sob o olhar do povo e provocaram reflexões sobre os rumos do país. É natural, portanto, que também enfrentem visões conservadoras que tentam reduzir a cultura popular a entretenimento vazio.

A homenagem na Sapucaí reafirma algo que incomoda setores da direita. A esquerda popular brasileira não é um fenômeno de gabinete. Ela é cultural, simbólica, enraizada. Está nas comunidades que constroem carros alegóricos durante meses, nos trabalhadores que costuram fantasias, nos compositores que traduzem em verso e tamborim as dores e esperanças de uma nação desigual.

Provocar o bolsonarismo dentro da estética do samba não é apenas disputa política.  É disputa de narrativa histórica. É dizer que o Brasil não se resume ao medo, à intolerância ou ao negacionismo. Há um Brasil que canta, que defende políticas sociais, que valoriza a educação pública, que acredita na inclusão e na democracia.

A Sapucaí mostrou, mais uma vez, que o Carnaval não é fuga da realidade, mas interpretação dela. E quando a arte assume lado, assume também responsabilidade histórica. Defender a esquerda popular brasileira é defender a ideia de que o país pode ser mais justo, mais solidário e mais plural.

O samba ensinou isso há muito tempo.  Enquanto houver tamborim e voz coletiva, haverá resistência. E resistência, no Brasil, também se faz em forma de desfile. 

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Carnaval - fé, cultura e alegria do povo brasileiro

Bloco do Vasco - São José do Rio Preto 

Todos os anos, quando fevereiro se aproxima, o Brasil se transforma. Ruas ganham cores, ritmos ecoam nos bairros, famílias inteiras se reúnem e milhões de trabalhadores encontram no Carnaval não apenas uma festa, mas uma expressão legítima de cultura, identidade e pertencimento.

O Carnaval brasileiro é, antes de tudo, uma manifestação popular. Nasceu do encontro de tradições europeias, africanas e indígenas, foi moldado pela criatividade do povo e consolidou-se como patrimônio cultural reconhecido mundialmente. Reduzi-lo a estereótipos de exagero, descontrole ou promiscuidade é desconhecer sua história e ignorar a realidade da maioria que participa dele.

Quem frequenta blocos de rua sabe.  Ali estão famílias, crianças fantasiadas, idosos animados, trabalhadores que passaram o ano inteiro lutando e encontram alguns dias de descanso e celebração coletiva. É a costureira que preparou a fantasia do filho, o ambulante que reforça sua renda, o músico que vive de sua arte, o comerciante que aquece seu caixa. O Carnaval movimenta a economia, fortalece o turismo e sustenta milhares de empregos diretos e indiretos nas grandes cidades e no interior.

Os desfiles das escolas de samba, por sua vez, são verdadeiras obras de arte a céu aberto. Envolvem planejamento, investimento, geração de renda e, sobretudo, trabalho coletivo. São meses de dedicação de comunidades inteiras para entregar espetáculos que projetam o Brasil para o mundo.

É claro que, como em qualquer grande evento, podem ocorrer excessos individuais. Mas isso não define a essência da festa. Generalizar é injusto com milhões de brasileiros que celebram com responsabilidade e respeito.

Também é importante lembrar que fé e cultura popular nunca foram inimigas. O Brasil é um país de maioria cristã e profundamente festivo. Alegria, música e convivência comunitária não são sinônimos de pecado. O próprio calendário cristão situa o Carnaval como período anterior à Quaresma, dentro de uma tradição histórica que atravessa séculos.

Para muitos cristãos, participar do Carnaval não significa abandonar valores, mas viver a alegria de forma consciente, com responsabilidade e fraternidade. Demonizar a festa como algo “anticristão” ignora que ela é, sobretudo, encontro humano, arte e expressão cultural.

O Carnaval de rua contemporâneo é democrático. Não é espaço de elite restrita nem privilégio de poucos. É manifestação aberta, plural, onde o trabalhador ocupa o espaço público com música, criatividade e celebração. É o Brasil que canta, dança e resiste.

Defender o Carnaval é defender a cultura popular, a economia criativa, o turismo, o direito à cidade e a alegria coletiva. É reconhecer que um povo que trabalha duro também merece celebrar junto.

Porque, no fim das contas, o Carnaval é isso.  Gente simples, reunida, celebrando a vida.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Porque o Partido dos Trabalhadores segue sendo necessário ao Brasil.

O Partido dos Trabalhadores completa mais um aniversário reafirmando uma trajetória que se confunde com a própria história da democracia brasileira. Fundado em 1980, em plena ditadura militar, o PT nasceu como um fato político inédito. Um partido criado a partir da organização dos trabalhadores, dos movimentos sociais, do sindicalismo combativo, de intelectuais comprometidos com a transformação social e de setores progressistas da Igreja.

Diferente dos partidos tradicionais, o PT surgiu não para administrar privilégios, mas para enfrentá-los, defendendo uma democracia que ultrapassasse o voto e alcançasse participação popular real. Teve papel decisivo na redemocratização, participou ativamente da Constituinte e foi protagonista na defesa dos direitos sociais inscritos na Constituição de 1988. Saúde, educação, previdência, assistência social, direitos trabalhistas e liberdades democráticas.

Antes mesmo de chegar ao Governo Federal, o PT já demonstrava, em prefeituras e governos estaduais, que era possível governar com participação popular, transparência e prioridade aos interesses coletivos. No plano nacional, promoveu o maior ciclo de inclusão social da história do país. Milhões saíram da fome e da extrema pobreza, o salário mínimo teve valorização real, o SUS foi fortalecido, o Bolsa Família tornou-se referência mundial, o acesso à universidade foi ampliado e o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU.

Essa história nacional também se reflete em Rio Preto. Fundado nos primeiros anos da redemocratização, o PT local consolidou-se como referência na defesa dos direitos sociais e no enfrentamento às desigualdades. Ao longo de sua trajetória, participou ativamente dos debates sobre políticas públicas, formou lideranças comprometidas com a cidade e manteve viva a participação popular, mesmo nos momentos mais adversos.

Na Câmara, nos movimentos sociais, nas entidades sindicais e nas lutas cotidianas da cidade, o PT de Rio Preto sempre representou uma alternativa democrática e popular frente aos interesses conservadores que historicamente dominaram a política local.

Celebrar o aniversário do Partido dos Trabalhadores é reafirmar um compromisso com o futuro, com a democracia, com a justiça social, com a soberania nacional e com a construção de um Brasil e de uma Rio Preto mais justos, solidários e inclusivos.

O PT não é um partido perfeito, mas é um partido necessário. Necessário porque nasceu do povo, cresceu com o povo e continua sendo uma das principais ferramentas de transformação social no Brasil.

Publicado no Diário da Região - 10/01/2026

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Ubatuba. Lugar onde o tempo desacelera e a alma respira.

 

Praia do Lázaro

Há viagens que não são apenas deslocamentos no mapa. São travessias internas.
A nossa, em família, para Ubatuba, foi assim.  Um encontro entre mar, afeto e silêncio bom, daquele que fala mais do que palavras.

Com os anfitriões
Fomos eu, Bianca, meus filhos Gabriel, Rafael e Daniel, minha enteada Heloísa, atendendo ao convite generoso do meu irmão Marcelo e da minha sobrinha Annia Yeva.

Ficamos na Praia do Lázaro, em uma casa acolhedora, dessas que parecem já conhecer a gente antes mesmo da chegada.
Ali, o tempo decidiu andar descalço.

Entre idas e vindas, deixamos que os dias se organizassem sozinhos. Visitamos a Sununga, com seu mar intenso e misterioso, e a vizinha Domingas Dias, onde a água parece sempre convidar à contemplação.
Sununga ao entardecer

Em um desses dias, fomos à cidade.  Almoço simples, conversa boa e um encontro especial. Daniel conheceu, finalmente, um amigo que até então existia apenas pelas linhas invisíveis da internet. Um abraço que atravessou telas.


À tarde, a Praia Grande nos recebeu com ondas estonteantes, dessas que fazem o corpo lembrar que ainda é jovem e a alma, ousada. Rimos, nos desafiamos, nos deixamos cair e levantar, como se o mar estivesse, discretamente, nos ensinando algo sobre a vida.
Vista noturna da janela do quarto

Mas foi na Sununga que o extraordinário se apresentou sem pedir licença. Tartarugas surgiram próximas, serenas, permitindo que as tocássemos com o cuidado de quem sabe estar diante de algo sagrado. 

E, como se não bastasse, no entardecer dourado, golfinhos saltaram diante de nós. Não para um espetáculo, mas como quem compartilha um segredo antigo com quem sabe olhar.

Os amanheceres pediam oração. Não necessariamente palavras, mas gratidão. Os entardeceres pediam sonhos, desses que só nascem quando o coração está em paz.

Entre um e outro, experimentamos camarões, cervejas geladas, pastéis, conversas longas e até um churrasquinho improvisado, que sempre tem gosto de celebração.
Pneu furado do Marcelo na ida

E então veio o dia da volta. Meu aniversário. Um dia fantástico, vivido mais com presença do que com registros. Talvez por isso eu quase não tenha fotos desses dias, apenas fragmentos capturados por outros olhares durante o passeio.

E tudo bem. Há momentos que não pedem câmera, pedem memória viva.

Voltamos diferentes. Não por grandes acontecimentos, mas pelo acúmulo delicado de pequenas coisas.  Um riso à mesa, um mergulho inesperado, um silêncio compartilhado, um pôr do sol que parecia saber nosso nome e talvez alguma discussão mais acalorada, mas não menos amável ou digna.

Almoço no dia da volta - meu aniversário
Ubatuba nos ensinou, mais uma vez, que felicidade não é excesso. É encontro. É família. É mar. É estar junto quando o tempo resolve, generosamente, parar.
Mamãe e papai fizeram falta.  Ela menos, pois nos esperava pro domingo.  Mas ele, com certeza, de algum modo, deu um jeito de estar junto.


Enfim... obrigado Marcelo e Yeva. Obrigado filhos amados.  Obrigado Bianca e Helô. 

Vocês foram maravilhosas companhias. E os momentos, estão todos aqui, guardados pra sempre no meu coração envelhecido pelo tempo, mas renovado pela graça dessa doce viagem.
E isso, definitivamente, é o que fica.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

COMO FIZ PARA ABRIR A MENTE

 



Daniel Gouvêa Gomes
Estudante





Tudo que vem, um dia se vai.

A lembrarmos da pluralidade e mortalidade de nossas vidas nos acostumamos com a soberba existência material.  Vulgo, passamos a ver a vida como ela é não como será ou foi, por meio de escalas universais somos, poeira.

Dado o fato de sermos assim, podemos construir uma visão pobre e inerte, ou seja, intocável e imutável, para reconhecermos a vida, temos que passar pela morte, pois só há vida se existe a morte.

Temos passado, futuro e presente, só estamos vivos em um deles de verdade.  Passado é história.  Futuro é o que um dia foi presente e que virou passado.  Temos então a base “agora”.  Vamos à prática.

Todo meio de intervir é inútil, pois somos seres que não controlam tudo.  Pois bem, temos que entender que não somos tudo.  Ser nada é como viver bem por não termos que ser tudo.

Concluindo então, somos o que somos, mas não podemos mudar nossa natureza e vamos um dia deixar de estar nessa natureza.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Quando o império abandona o disfarce, a barbárie aparece

 

Caracas Essa Madrugada - Imagem G1
Se confirmadas as informações que circulam nesta madrugada, o mundo assiste a um dos atos mais graves das últimas décadas.  Uma ação militar direta dos Estados Unidos contra a Venezuela, com a captura forçada de seu presidente, realizada à margem do direito internacional, em desprezo absoluto às Nações Unidas e em afronta aberta à soberania dos povos.

Não há adjetivo elegante para isso. É agressão imperial. É sequestro de Estado. É terrorismo geopolítico.

Donald Trump não age como chefe de governo.  Age como senhor de guerra de um império em decadência, que já não consegue convencer, apenas intimidar. A velha retórica da “operação brilhante”, do “combate ao crime” e da “libertação” é o mesmo roteiro usado no Iraque, na Líbia, no Afeganistão e em tantos outros lugares onde a democracia nunca chegou, mas a destruição sim.

A América Latina conhece bem esse método. Golpes, bloqueios, sanções, assassinatos políticos, operações clandestinas. Nada disso é novo. O que assusta é o descaramento.  Agora sem intermediários, sem disfarce, sem vergonha. Tropas, ataques aéreos, captura de um chefe de Estado. Um precedente que, se naturalizado, implode qualquer noção de ordem internacional.

É preciso fazer autocrítica.  Durante anos, parte da comunidade internacional tolerou sanções criminosas, sabotagens econômicas e campanhas de desestabilização contra a Venezuela em nome de uma suposta “defesa da democracia”. O resultado está aí. Quando se aceita o estrangulamento de um povo, não se pode fingir surpresa quando vêm os bombardeios.

A reação internacional mostra o tamanho do risco. Rússia, China, Cuba, Irã e diversos países latino-americanos denunciam a agressão. Governos responsáveis falam em escalada, em crise regional, em guerra. Já a extrema direita comemora. Milei vibra. Parlamentares trumpistas aplaudem. O colonialismo nunca foi envergonhado, apenas espera ocasião.

E o Brasil? O Brasil não pode vacilar.

O governo Lula tem um papel histórico a cumprir. Não por afinidade ideológica com este ou aquele governo, mas por compromisso com princípios que sempre nortearam a diplomacia brasileira.  A autodeterminação dos povos, não intervenção, solução pacífica dos conflitos e defesa intransigente da soberania.

O silêncio, aqui, seria cumplicidade. A neutralidade, covardia.
Cabe ao Brasil liderar, junto a outros países do Sul Global, uma reação firme no âmbito da ONU, exigir provas, denunciar a ilegalidade da ação e trabalhar ativamente para impedir a escalada militar. A América do Sul não pode voltar a ser campo de batalha de interesses estrangeiros.

Não se trata de “defender Maduro”. Trata-se de defender algo muito maior.  O direito de qualquer povo escolher seu destino sem ser ameaçado por porta-aviões e drones. Hoje é a Venezuela. Amanhã pode ser qualquer país que ouse dizer não. O Brasil mesmo, por exemplo.

A história já julgou o imperialismo e sempre o condenou.
Resta saber quem, neste momento decisivo, estará do lado da legalidade, da paz e da dignidade dos povos. O Brasil precisa estar do lado certo da história.

domingo, 21 de dezembro de 2025

Soberania não se pede, se exerce

 

Imagem - ICL Notícias
Há uma palavra que assusta os impérios quando dita com serenidade: soberania. Ela não grita, não ameaça, não invade, mas resiste. É essa palavra que orienta a posição do presidente Lula diante da Venezuela e da América Latina como um todo. E é por ela que nos colocamos, sem rodeios, ao lado do direito dos povos de decidirem seus próprios destinos.

A Venezuela é um país soberano. Não é quintal, não é laboratório, não é peça de xadrez em tabuleiro alheio. Seus conflitos, contradições e escolhas pertencem antes de tudo ao povo venezuelano. Quando potências estrangeiras tentam “corrigir” nações por meio de sanções, bloqueios econômicos e chantagens diplomáticas, não estão defendendo democracia.  Estão punindo populações inteiras para preservar interesses geopolíticos.

A política externa dos Estados Unidos, especialmente na América Latina, insiste em uma lógica antiga, já gasta pelo tempo. A do imperialismo travestido de tutela moral. Uma lógica que não reconhece seu próprio esgotamento. O mundo mudou. O eixo do poder se desloca. A unipolaridade dá sinais claros de fadiga, enquanto novos centros de decisão emergem. Persistir em intervenções, cercos econômicos e desestabilização política é negar a realidade histórica e aprofundar o isolamento.

Lula compreende algo essencial: não há democracia imposta de fora, nem direitos humanos que sobrevivam à fome causada por sanções. Defender o diálogo com a Venezuela não é endossar governos, é respeitar nações. É apostar na diplomacia, na integração regional, na solução política construída entre iguais. É recusar a hipocrisia de quem fala em liberdade enquanto estrangula economias inteiras.

A América Latina já pagou caro demais por golpes, ingerências e “ajudas” interessadas. Cada país tem o direito de errar, corrigir, avançar e decidir sem bloqueios, sem ameaças, sem porta-aviões no horizonte. Apoiar a soberania venezuelana é, no fundo, defender a soberania de todos nós.

O imperialismo não percebeu, ou se recusa a aceitar, que o século XXI exige cooperação, não dominação.  Multipolaridade, não submissão. Respeito, não tutela. O declínio não está apenas no poder econômico ou militar, mas na incapacidade de ouvir o mundo como ele é.

Por isso, nossa posição é clara e sem hesitação. Repudiamos a política imperialista norte-americana e reafirmamos nosso apoio ao caminho defendido por Lula.  O caminho do diálogo, da soberania dos povos e da autodeterminação das nações. Porque a história não caminha para trás. E a América Latina já aprendeu a levantar a cabeça.

sábado, 22 de novembro de 2025

Fiat Iustitia - Bolsonaro Preso

 


Pois é, minha gente.  Acordamos neste sábado e o Brasil, finalmente, parece ter endireitado a coluna.

Antes de tudo, é preciso dizer com todas as letras que pessoas humanistas não se alegram com prisões, desgraça alheia ou punições como espetáculo. Não buscamos vingança, nem celebramos dor. Mas desejar e exigir a prisão de Bolsonaro é, paradoxalmente, também um gesto de humanidade. Porque sua ação e sua omissão produziram um nível de letalidade democrática, social e mental que o país não pode mais suportar. Proteger a democracia é, no fundo, proteger vidas.

Dito isso, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de cadeia por tentar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Não é gesto simbólico é responsabilização concreta.

Bolsonaro já está na Superintendência da Polícia Federal, enquanto seus últimos recursos expiram na segunda-feira. A prisão é preventiva, sim, mas o movimento institucional é claro.  O país não tolera mais atentados contra a democracia.

Por ora, só ele foi preso. Mas o processo segue, e quem atentou contra a ordem democrática sabe que o caminho natural é prestar contas. Tentativas de criar “vigílias”, espetáculos ou dramatizações se dissolvem diante da firmeza da Justiça.

Enquanto isso, Alexandre Ramagem, condenado pela trama golpista, fugiu para os EUA, mas também teve a prisão decretada. A lógica é direta.  Quem tentou romper as regras agora responde por isso, sem subterfúgios.

A defesa de Bolsonaro voltou a recorrer ao argumento de saúde frágil e risco de vida, mas isso não altera o essencial. O marco histórico deste sábado é claro.  A democracia brasileira mostra que não se curva à chantagem, ao caos ou à ameaça.

É um momento sério, grave, histórico.
Mas também é verdade que o país respira melhor.

O Brasil amanheceu com um pouco mais de chão,
um pouco mais de futuro e um bocado a menos de golpe.


Combustíveis em alta: a realidade global que desmonta a fake news contra Lula

  Imagem Metrópoles Nos últimos dias, voltou a circular com força nas redes sociais a narrativa de que o governo do presidente Lula seria re...