| Caracas Essa Madrugada - Imagem G1 |
Não há
adjetivo elegante para isso. É agressão imperial. É sequestro de Estado. É
terrorismo geopolítico.
Donald Trump
não age como chefe de governo. Age como
senhor de guerra de um império em decadência, que já não consegue convencer,
apenas intimidar. A velha retórica da “operação brilhante”, do “combate ao
crime” e da “libertação” é o mesmo roteiro usado no Iraque, na Líbia, no
Afeganistão e em tantos outros lugares onde a democracia nunca chegou, mas a
destruição sim.
A América
Latina conhece bem esse método. Golpes, bloqueios, sanções, assassinatos
políticos, operações clandestinas. Nada disso é novo. O que assusta é o descaramento. Agora sem intermediários, sem disfarce, sem
vergonha. Tropas, ataques aéreos, captura de um chefe de Estado. Um precedente
que, se naturalizado, implode qualquer noção de ordem internacional.
É preciso
fazer autocrítica. Durante anos, parte
da comunidade internacional tolerou sanções criminosas, sabotagens econômicas e
campanhas de desestabilização contra a Venezuela em nome de uma suposta “defesa
da democracia”. O resultado está aí. Quando se aceita o estrangulamento de um
povo, não se pode fingir surpresa quando vêm os bombardeios.
A reação
internacional mostra o tamanho do risco. Rússia, China, Cuba, Irã e diversos
países latino-americanos denunciam a agressão. Governos responsáveis falam em
escalada, em crise regional, em guerra. Já a extrema direita comemora. Milei
vibra. Parlamentares trumpistas aplaudem. O colonialismo nunca foi envergonhado,
apenas espera ocasião.
E o Brasil?
O Brasil não pode vacilar.
O governo
Lula tem um papel histórico a cumprir. Não por afinidade ideológica com este ou
aquele governo, mas por compromisso com princípios que sempre nortearam a
diplomacia brasileira. A autodeterminação
dos povos, não intervenção, solução pacífica dos conflitos e defesa
intransigente da soberania.
O silêncio,
aqui, seria cumplicidade. A neutralidade, covardia.
Cabe ao Brasil liderar, junto a outros países do Sul Global, uma reação firme
no âmbito da ONU, exigir provas, denunciar a ilegalidade da ação e trabalhar
ativamente para impedir a escalada militar. A América do Sul não pode voltar a
ser campo de batalha de interesses estrangeiros.
Não se trata
de “defender Maduro”. Trata-se de defender algo muito maior. O direito de qualquer povo escolher seu
destino sem ser ameaçado por porta-aviões e drones. Hoje é a Venezuela. Amanhã
pode ser qualquer país que ouse dizer não. O Brasil mesmo, por exemplo.
A história
já julgou o imperialismo e sempre o condenou.
Resta saber quem, neste momento decisivo, estará do lado da legalidade, da paz
e da dignidade dos povos. O Brasil precisa estar do lado certo da história.
Exatamente companheiro. A defesa da auto determinação dos povos, a defesa da Soberania Nacional exige posicionamento dos governos democrático popular.
ResponderExcluirTidda vernucci
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