terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Ubatuba. Lugar onde o tempo desacelera e a alma respira.

 

Praia do Lázaro

Há viagens que não são apenas deslocamentos no mapa. São travessias internas.
A nossa, em família, para Ubatuba, foi assim.  Um encontro entre mar, afeto e silêncio bom, daquele que fala mais do que palavras.

Com os anfitriões
Fomos eu, Bianca, meus filhos Gabriel, Rafael e Daniel, minha enteada Heloísa, atendendo ao convite generoso do meu irmão Marcelo e da minha sobrinha Annia Yeva.

Ficamos na Praia do Lázaro, em uma casa acolhedora, dessas que parecem já conhecer a gente antes mesmo da chegada.
Ali, o tempo decidiu andar descalço.

Entre idas e vindas, deixamos que os dias se organizassem sozinhos. Visitamos a Sununga, com seu mar intenso e misterioso, e a vizinha Domingas Dias, onde a água parece sempre convidar à contemplação.
Sununga ao entardecer

Em um desses dias, fomos à cidade.  Almoço simples, conversa boa e um encontro especial. Daniel conheceu, finalmente, um amigo que até então existia apenas pelas linhas invisíveis da internet. Um abraço que atravessou telas.


À tarde, a Praia Grande nos recebeu com ondas estonteantes, dessas que fazem o corpo lembrar que ainda é jovem e a alma, ousada. Rimos, nos desafiamos, nos deixamos cair e levantar, como se o mar estivesse, discretamente, nos ensinando algo sobre a vida.
Vista noturna da janela do quarto

Mas foi na Sununga que o extraordinário se apresentou sem pedir licença. Tartarugas surgiram próximas, serenas, permitindo que as tocássemos com o cuidado de quem sabe estar diante de algo sagrado. 

E, como se não bastasse, no entardecer dourado, golfinhos saltaram diante de nós. Não para um espetáculo, mas como quem compartilha um segredo antigo com quem sabe olhar.

Os amanheceres pediam oração. Não necessariamente palavras, mas gratidão. Os entardeceres pediam sonhos, desses que só nascem quando o coração está em paz.

Entre um e outro, experimentamos camarões, cervejas geladas, pastéis, conversas longas e até um churrasquinho improvisado, que sempre tem gosto de celebração.
Pneu furado do Marcelo na ida

E então veio o dia da volta. Meu aniversário. Um dia fantástico, vivido mais com presença do que com registros. Talvez por isso eu quase não tenha fotos desses dias, apenas fragmentos capturados por outros olhares durante o passeio.

E tudo bem. Há momentos que não pedem câmera, pedem memória viva.

Voltamos diferentes. Não por grandes acontecimentos, mas pelo acúmulo delicado de pequenas coisas.  Um riso à mesa, um mergulho inesperado, um silêncio compartilhado, um pôr do sol que parecia saber nosso nome e talvez alguma discussão mais acalorada, mas não menos amável ou digna.

Almoço no dia da volta - meu aniversário
Ubatuba nos ensinou, mais uma vez, que felicidade não é excesso. É encontro. É família. É mar. É estar junto quando o tempo resolve, generosamente, parar.
Mamãe e papai fizeram falta.  Ela menos, pois nos esperava pro domingo.  Mas ele, com certeza, de algum modo, deu um jeito de estar junto.


Enfim... obrigado Marcelo e Yeva. Obrigado filhos amados.  Obrigado Bianca e Helô. 

Vocês foram maravilhosas companhias. E os momentos, estão todos aqui, guardados pra sempre no meu coração envelhecido pelo tempo, mas renovado pela graça dessa doce viagem.
E isso, definitivamente, é o que fica.

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