sábado, 1 de março de 2025

Um Retrato da Geopolítica Contemporânea. O Bate-Boca no Salão Oval da Casa Branca.

Imagem: O Globo.

O recente episódio entre o presidente estadunidense Donald Trump e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, ocorrido no Salão Oval da Casa Branca diante da imprensa mundial, revela muito mais do que um simples desentendimento diplomático. É um reflexo das tensões geopolíticas que envolvem a Guerra da Ucrânia, as relações entre Rússia e Ocidente, e os interesses estratégicos de cada ator envolvido.

A Guerra da Ucrânia, que eclodiu em 2014 com a anexação da Crimeia pela Rússia, entrou em uma nova e dramática fase em fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala do território ucraniano.

Esse conflito foi motivado por uma combinação de fatores, incluindo o avanço da OTAN no Leste Europeu, questões geopolíticas, interesses territoriais, culturais e econômicos.

A Rússia, que vê a Ucrânia como parte de sua esfera de influência histórica e estratégica, justificou a invasão como uma medida de "desnazificação" e proteção das populações russófonas no leste do país.

Volodymyr Zelensky, eleito em 2019 com uma plataforma de paz e reformas, encontrou-se em uma posição delicada. Apesar de sua retórica inicial de diálogo com a Rússia, ele acabou se aproximando de grupos nacionalistas e, em alguns casos, de setores com ligações a movimentos neonazistas, como o Batalhão Azov.

Essa aproximação, embora controversa, foi vista por muitos como uma tentativa de fortalecer a resistência ucraniana contra a agressão russa. No entanto, também alimentou críticas sobre a radicalização do conflito e a instrumentalização de grupos extremistas.

O bate-boca entre Trump e Zelensky no Salão Oval expôs as contradições e os interesses por trás do apoio ocidental à Ucrânia.

Trump, conhecido por sua postura pragmática e, por vezes, isolacionista, tentou encenar um "panos quentes" na relação entre Ucrânia e Rússia.

Ele sugeriu que Zelensky deveria buscar um acordo direto com Vladimir Putin, minimizando o papel dos Estados Unidos como mediador.

Essa postura, no entanto, foi recebida com desconforto por Zelensky, que depende do apoio militar e financeiro americano para manter sua resistência contra a Rússia.

A cena também revelou a complexidade da política externa de Trump, que oscila entre a retórica de "America First" e a necessidade de manter a influência dos EUA em conflitos globais.

Ao mesmo tempo em que Trump criticou a Europa por não fazer mais pela Ucrânia, ele deixou claro que os interesses americanos não estão necessariamente alinhados com os de Kiev.

A Europa, por sua vez, tem sido um dos principais pilares de apoio à Ucrânia, fornecendo ajuda financeira, militar e política. No entanto, esse apoio não é desinteressado.

A Ucrânia é vista como um baluarte contra a expansão russa e um campo de batalha simbólico para a defesa dos valores democráticos ocidentais.

Para Zelensky, essa proteção é vital, mas também o coloca em uma posição de dependência, limitando sua capacidade de negociar diretamente com a Rússia.

O episódio no Salão Oval é um microcosmo das tensões que envolvem a Guerra da Ucrânia.

De um lado, Zelensky, um líder que busca equilibrar a resistência nacional com a dependência do apoio ocidental, mesmo que isso signifique flertar com grupos radicais.

De outro, Trump, que tenta gerir a situação com pragmatismo, mas sem abrir mão dos interesses estratégicos dos EUA.

Enquanto isso, a Europa e a Rússia observam atentamente, cada uma com seus próprios objetivos.

A Guerra da Ucrânia não é apenas um conflito regional; é um reflexo das disputas de poder que definem a geopolítica global no século XXI. E, como mostrou o bate-boca no Salão Oval, a busca por soluções está longe de ser simples ou consensual.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Em Defesa da Soberania Nacional - O Discurso de Alexandre de Moraes.

Imagem Portal Terra

Em um momento em que a soberania e a independência do Brasil são postas em questão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, se posicionou de forma firme e eloquente durante sessão do tribunal na data de ontem, 27/02.

Seu discurso não apenas reforçou os princípios fundamentais da autodeterminação dos povos, mas também destacou a importância de respeitar as decisões judiciais brasileiras, independentemente de pressões externas.

O contexto do pronunciamento do ministro não poderia ser mais relevante.

Um dia antes, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, criticou publicamente decisões de Moraes envolvendo empresas norte-americanas que operam redes sociais no Brasil. Essas críticas, no entanto, ignoram um princípio básico do direito internacional: a soberania das nações.

Ao operar em território brasileiro, essas empresas estão sujeitas às leis e às decisões judiciais do país, assim como empresas brasileiras devem respeitar as legislações dos países onde atuam.

Moraes fez uma alusão histórica à criação da ONU, há 73 anos, para lembrar que a autodeterminação dos povos e o respeito à independência das nações são pilares fundamentais da ordem global. A ONU foi criada justamente para garantir que os países, independentemente de seu tamanho ou poder, tenham voz e autonomia para decidir seus rumos.

O ministro, portanto, não apenas defendeu a soberania do Brasil, mas também reafirmou um princípio que sustenta a convivência pacífica entre as nações.

As decisões de Moraes envolvendo empresas de redes sociais têm como objetivo proteger a democracia e os direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros.

Em um cenário global onde a desinformação e os discursos de ódio se proliferam rapidamente, é essencial que o Estado atue para garantir que plataformas digitais cumpram suas responsabilidades legais e éticas enquanto dentro do nosso país.

O ministro não está agindo de forma arbitrária, mas sim com base em processos judiciais e no respeito às leis brasileiras.

É importante ressaltar que a independência do Poder Judiciário é um dos pilares da democracia. Críticas externas, especialmente quando vindas de governos estrangeiros, não devem ser usadas para deslegitimar decisões tomadas no âmbito da Justiça brasileira.

O discurso de Moraes é um lembrete necessário de que o Brasil é um país soberano, capaz de tomar suas próprias decisões e de defender os interesses de seus cidadãos.

Em um mundo cada vez mais interconectado, é fundamental que as nações respeitem as jurisdições umas das outras.

O ministro Alexandre de Moraes, ao defender a soberania e a independência do Brasil, está não apenas cumprindo seu papel como magistrado, mas também reafirmando a importância de um princípio que deve ser inegociável: a autodeterminação dos povos.

Meu apoio incondicional a ele.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

IRMÃOS, NÃO NOS ENGANEMOS: O INIMIGO É O MESMO PARA TODAS AS CIDADES DA NOSSA INDO-AMÉRICA.

Bloomberg via Getty Images



Claudia Sheinbaun 
Presidente do Mexico





 "Por que o imperialismo quer nos ver divididos? 

Porque sabe que juntos somos invencíveis. Os EUA, potência que se veste de democracia enquanto exporta golpes de Estado, espetaram as garras na nossa terra com uma estratégia clara: dividir para saquear.

No Chile, financiou o golpe contra Allende para impor Pinochet e dar o cobre às suas corporações.

Na Nicarágua, ele armou os Contras para afogar em sangue a Revolução Sandinista.

Na Venezuela, desencadeou uma guerra económica e sanções criminosas para roubar o petróleo e derrubar um povo que se atreveu a olhar para o futuro com soberania.

No Brasil, ele usou a Lawfare para prender Lula e travar a ascensão dos pobres.

Na Bolívia, apoiou um golpe contra Evo Morales para entregar o lítio aos seus transnacionais.

Em Cuba, mantém um bloqueio genocida por seis décadas, punindo um povo que escolheu ser dono do seu destino.

Das terras ardentes do Rio Bravo às águas embravecidas da Terra do Fogo, somos um só povo, uma só alma tecida com os fios da resistência, dignidade e sonhos compartilhados. A Pátria Grande não é uma utopia: é o batimento cardíaco da nossa história, a memória viva daqueles que lutaram para nos ver livres, de Tupac Amaru a Bolívar, de Martí à Che Guevara. É o território sem fronteiras onde o quechua, o espanhol, o português, o guarani e todas as vozes originárias se fundem num coro que canta: Unidade!

Cada ferida aberta em um país é um ataque a todos. O imperialismo não teme governos isolados: teme os povos unidos. Impuseram-nos tratados que privatizam a água, a saúde e a educação; militarizaram os nossos territórios para controlar os recursos; manipularam os meios de comunicação para semear o medo e o individualismo. Mas a sua arma mais letal é fazer-nos acreditar que somos inimigos, que a pobreza de um é culpa do outro, e não do sistema que nos sangra.

A Pátria Grande é a resposta. É o abraço solidário entre o trabalhador argentino e o camponês colombiano; entre a professora mexicana e o engenheiro venezuelano; entre os jovens que nas ruas do Peru, Equador ou Honduras exigem justiça. É entender que a independência do Haiti, alcançada com sangue em 1804, é tão nossa quanto a vitória de Ayacucho. É saber que quando o Paraguai foi massacrado na Guerra da Tripla Aliança, eles não perderam apenas os paraguaios: perdemos todos.

Unidos não somos vítimas: somos titãs. A Zamba de Vargas, a batalha de Carabobo, o grito de Dolores, a resistência mapuche, as Mães da Plaza de Maio, os sapatistas levantando a voz em Chiapas... Toda luta é um elo da mesma corrente que hoje nos chama a quebrar as correntes. Soberania não se negoceia: defende-se. E para defendê-la, precisamos de uma união política, económica e cultural que nos permita trocar sem depender do dólar, produzir alimentos sem agrotóxicos, educar com pedagogias libertadoras e proteger nossa Amazônia como pulmão do mundo.

Irmãos, não nos enganemos: o inimigo é o mesmo.

* Enquanto Wall Street especula, nossos povos famintam. Enquanto Hollywood nos vende falsos ídolos, eles enterram nossas identidades.

Mas nós temos algo que eles nunca terão: a certeza de que a história é escrita pelos povos.

Hoje, quando o neoliberalismo recicla seu rosto com falsas promessas, quando a Quarta Frota Americana vigia as Caraíbas e as bases militares se multiplicam na Colômbia e no Brasil, é hora de gritar a uma só voz:

Chega de interferência! Chega de pilhagem!

Que a UNASUR ressurja, que a ALBA cresça, que a CELAC seja o nosso escudo. Vamos organizar assembleias populares, redes de comunicação própria, moedas regionais, exércitos de mestres e artistas que despertem consciências. Porque a verdadeira independência se conquista com educação, organização e amor ao próximo.

*Somos a geração que pode tornar realidade o sonho de San Martin e Manuelita Saenz.

* Não esperemos que nos resgatem: sejamos nós a trincheira, o poema, a semente. Que cada bairro, cada fábrica, cada sala de aula seja um território livre da Pátria Grande.

Viva a América Latina unida! Até a vitória sempre!

Porque na nossa união está a força, e na nossa luta a liberdade."

Baixa Popularidade de Lula em 2025: Ainda existe antipetismo?

No segundo ano de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário político marcado pela queda em sua popularidade. Mas qual o motivo disso?

Esse fenômeno não é isolado, mas sim resultado de uma conjuntura complexa que envolve fatores econômicos, sociais e políticos. E claro, um trabalho violento de setores de oposição como rentistas e outros interessados na derrocada do Governo.

A antipatia em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a Lula não é coisa nova.  Remonta a escândalos de corrupção que emergiram durante os governos petistas anteriores, especialmente o caso do Mensalão e a Operação Lava Jato.

No entanto, é importante destacar que a Lava Jato, inicialmente celebrada como um marco no combate à corrupção, revelou-se um episódio marcado por arbitrariedades, excessos e perseguição política cometidos por Juízes e membros do Ministério Público em conluio criminoso para condenarem Lula e alguns aliados.

Notadamente o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol, extrapolaram suas funções, atuando de forma parcial e com claros interesses políticos.  Como se viu mais tarde, Moro virou ministro de Bolsonaro e Deltan elegeu-se Deputado Federal, já cassado.

As conduções coercitivas, vazamentos seletivos à imprensa e a politização das investigações não apenas prejudicaram a imagem do PT e de Lula, mas também minaram a credibilidade das instituições jurídicas. Esses atores que, posteriormente, buscaram carreiras políticas, evidenciaram assim que a operação serviu como trampolim para suas ambições pessoais em detrimento à destruição de empregos, empresas e provocando outras tragédias na economia do nosso país.

Mas vamos lá.

Apesar de Lula ter sido eleito em 2022 com uma narrativa de "reconstrução nacional" e combate às desigualdades, a persistência de crises econômicas, o difícil controle da inflação e a guerra contra os juros excessivamente altos, reacendeu a desconfiança de parte da população.

A impaciência da sociedade com os resultados no bolso do cidadão, mesmo diante de uma política econômica que tem conseguido fazer o país crescer, reduzir o desemprego e controlar a inflação, é um fator que pesa contra o governo.

Apesar de avanços em áreas como a retomada de programas sociais e a recomposição de políticas ambientais, parte da população avalia que os resultados práticos ainda são insuficientes para melhorar suas condições de vida.

Medidas como a tentativa de eliminar impostos sobre a cesta básica, embora bem-intencionadas, ainda não foram suficientes para convencer setores mais críticos de que a economia está no rumo certo.

Muitos eleitores, especialmente das classes média e alta, reproduzindo discurso da Faria Lima, associam o PT a políticas econômicas que consideram irresponsáveis, aumentando o ceticismo em relação ao governo, dificultando os resultados.

Mas vale dizer que a polarização política, que se intensificou no Brasil desde 2016, continua a alimentar o sentimento antipetista e contra Lula.

Grupos conservadores e liberais, aliados a setores da mídia, mantêm uma narrativa crítica ao governo, amplificando falhas e minimizando conquistas.

A oposição, liderada por figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, capitaliza esse descontentamento, organizando protestos e campanhas nas redes sociais que reforçam a imagem negativa do PT e de Lula, enquanto visam conseguir a anistia para garantir a eleição de Bolsonaro, hoje tornado inelegível pela Justiça.

Além disso,  “fake News”, promovidas escandalosamente por bolsonaristas e alguns parlamentares, têm como objetivo minar as conquistas do governo, em prol da figura de seu "mito. Essa campanha de desinformação busca desestabilizar o governo e reacender o culto à imagem de Bolsonaro, dificultando ainda mais a consolidação das políticas de Lula junto ao Congresso.

Por fim, o desgaste natural de um governo em seu segundo ano contribui para a queda na aprovação. Lula, que já foi visto como um líder carismático e capaz de unir diferentes setores da sociedade, agora enfrenta o desafio de reconquistar a confiança de um eleitorado cada vez mais crítico e exigente, bombardeado por notícias falsas o tempo todo.

Seu governo precisa, portanto, encontrar um equilíbrio entre manter sua base fiel e atrair aqueles que se distanciaram, num contexto onde o antipetismo segue como uma força política relevante.

A superação desse cenário exigirá não apenas resultados econômicos mais robustos e perceptíveis, mas também uma estratégia eficaz de comunicação para combater a desinformação e reconstruir a confiança nas instituições democráticas.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Nísia Trindade e Alexandre Padilha: Dois Nomes pra deixar marcas na Saúde Pública Brasileira

A saúde pública no Brasil tem sido palco de transformações significativas ao longo dos últimos dois anos, graças ao trabalho e gestão comprometida, sobretudo no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), promovidos pela Ministra Nísia Trindade.

E agora, seu sucessor, Alexandre Padilha, que deixou um legado incontestável em sua gestão anterior, deverá dar prosseguimento aos avanços e também a imprimir marcas contundentes de sua participação à frente da Saúde no Brasil.

Ambos, em momentos distintos, demonstraram que é possível recuperar e fortalecer o SUS, mesmo diante de desafios históricos e estruturais.

A nomeação de Nísia Trindade como ministra da Saúde em 2023 foi um marco histórico. Além de ser a primeira mulher a ocupar o cargo, Nísia trouxe consigo uma vasta experiência em saúde pública e uma visão estratégica para enfrentar os desafios do SUS. Sua gestão foi marcada pela recuperação do SUS após os desmontes promovidos pelas políticas de Temer e a desastrosa gestão de Bolsonaro.

Nísia assumiu o ministério em um momento crítico, pós-pandemia, quando o SUS estava sobrecarregado e com recursos limitados.

Ela priorizou a reestruturação da atenção primária, a ampliação do acesso a medicamentos e a modernização da infraestrutura hospitalar.

Com uma trajetória acadêmica e profissional dedicada às políticas de saúde, Nísia implementou ações voltadas para populações vulneráveis, como indígenas, quilombolas e mulheres, reforçando o compromisso do SUS com a equidade.

Como pesquisadora e ex-presidente da Fiocruz, Nísia trouxe para o ministério uma visão inovadora, integrando ciência, tecnologia e saúde pública. Seu trabalho foi fundamental para consolidar o SUS como referência internacional.

Antes de Nísia Trindade, Alexandre Padilha já havia deixado sua marca no Ministério da Saúde.

Durante sua gestão (2011-2014), Padilha implementou políticas que transformaram a saúde pública no Brasil com destaque ao programa Mais Médicos.

Uma de suas maiores contribuições, o programa levou profissionais de saúde para regiões carentes, reduzindo desigualdades e melhorando o acesso à atenção básica.

Padilha ampliou a construção de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e investiu na modernização de hospitais, garantindo atendimento de qualidade para milhões de brasileiros.

Sua gestão foi marcada por campanhas eficazes de prevenção e tratamento de doenças como HIV/AIDS, diabetes e hipertensão, além de políticas pioneiras no controle do tabagismo.

Com a Rede Cegonha, programa voltado para a saúde da mulher e da criança, que garantiu atendimento humanizado desde o pré-natal até o pós-parto, reduziu a mortalidade materna e infantil.

Embora tenham atuado em contextos diferentes, Nísia Trindade e Alexandre Padilha compartilham um mesmo compromisso: o fortalecimento do SUS como política pública essencial para a vida dos brasileiros.

Enquanto Nísia trouxe uma visão inovadora e focada na equidade, Padilha consolidou programas que transformaram a realidade da saúde no país.

A gestão de Nísia Trindade representa a continuidade de um projeto que Padilha ajudou a construir. Juntos, eles demonstram que é possível, com planejamento e compromisso, recuperar e fortalecer o SUS, garantindo que ele cumpra seu papel de oferecer saúde universal e de qualidade para todos.

O legado de Nísia Trindade e Alexandre Padilha nos lembra que a saúde pública é um pilar fundamental para o desenvolvimento do país. Seus trabalhos exemplares mostram que, mesmo diante de desafios, é possível avançar na direção de um SUS mais forte, justo e eficiente.

O SUS é um patrimônio de todos nós. Cabe a nós, cidadãos, reconhecer e valorizar o trabalho de gestores como Nísia Trindade e Alexandre Padilha, que dedicaram suas carreiras a fortalecer esse sistema. Que suas trajetórias inspirem novas gerações de líderes comprometidos com a saúde pública e o bem-estar da população.

É minha torcida.

Racismo e Impunidade: O Caso do Vice-Prefeito e a Omissão da Câmara Municipal

Foto G1

No último jogo entre Palmeiras e Mirassol, um episódio lamentável trouxe à tona uma discussão urgente sobre racismo e responsabilidade pública.


O vice-prefeito de nossa cidade (São José do Rio Preto) foi acusado de dirigir insultos racistas a um segurança, chamando-o de "macaco velho".

O fato, gravado e amplamente divulgado nas redes sociais, gerou revolta e indignação na população. No entanto, o que mais choca não é apenas o ato em si, mas a resposta (ou a falta dela) da Câmara Municipal, que se recusou a assinar uma moção de repúdio contra o vice-prefeito.

Essa omissão não só normaliza o racismo, mas também envia uma mensagem perigosa à sociedade.

O episódio ocorreu durante o jogo, quando o vice-prefeito, em um momento de tensão, dirigiu-se a um segurança com a expressão "macaco velho". O termo, carregado de um histórico de desumanização e violência contra pessoas negras, é inaceitável em qualquer contexto, mas ganha contornos ainda mais graves quando proferido por uma autoridade pública.

O segurança, que cumpria seu trabalho, foi vítima de uma agressão verbal que reflete o racismo estrutural ainda enraizado em nossa sociedade.

A gravação do incidente viralizou, e a população cobrou uma resposta das instituições. No entanto, a reação da Câmara Municipal foi, no mínimo, decepcionante.

Diante da pressão popular, foi proposta uma moção de repúdio ao vice-prefeito, a partir da excelente atuação do Vereador João Paulo Rillo, do PSOL de Rio Preto. Um instrumento simbólico, mas importante, para demonstrar que atitudes racistas não serão toleradas.

No entanto, a Câmara Municipal se recusou a assinar o documento. Essa decisão (ou a falta dela) é um ato de conivência com o racismo e uma afronta à luta por igualdade e respeito.

A recusa em assinar a moção de repúdio pode ser interpretada de várias formas.

Ao não se posicionar contra o ato, a Câmara sinaliza que insultos racistas não são graves o suficiente para merecer repúdio público.

A omissão pode revelar uma priorização de alianças políticas em detrimento da justiça e da ética.

A decisão mostra um distanciamento entre os representantes eleitos e as demandas da população, especialmente da comunidade negra, que é a mais afetada por esse tipo de violência.

A recusa da Câmara em assinar a moção de repúdio tem implicações profundas e preocupantes.  Dentre elas, o enfraquecimento da Luta Antirracista: Ao não se posicionar, a Câmara deslegitima os esforços de combate ao racismo e desencoraja vítimas a denunciarem abusos.

A mensagem transmitida é que autoridades públicas podem cometer atos racistas sem consequências, o que alimenta a cultura de privilégio e impunidade.

A população perde a confiança em instituições que deveriam zelar pela justiça e pela igualdade, mas que, na prática, protegem seus próprios interesses.

O caso do vice-prefeito e a omissão da Câmara Municipal são um retrato triste de como o racismo e a impunidade ainda são tolerados em nossa sociedade. No entanto, episódios como esse também são uma oportunidade para reflexão e mudança.

É preciso que a população continue pressionando por justiça e que as instituições assumam seu papel de combater o racismo em todas as suas formas.

A luta contra o racismo não é responsabilidade apenas das vítimas, mas de todos nós.

É hora de exigir que nossas autoridades sejam exemplos de respeito e dignidade, e que atitudes como a do vice-prefeito sejam repudiadas com veemência.

A omissão da Câmara Municipal de São José do Rio Preto não pode ser esquecida, mas deve servir como um chamado para que todos nós nos unamos em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária.

Se você também se sente indignado com esse caso, participe das discussões, pressione seus representantes e exija justiça.

O silêncio só beneficia quem pratica o racismo. Vamos juntos combater essa chaga que ainda assola nossa sociedade.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

O Bolsonarismo sem Bolsonaro: Um movimento abandonado pelo seu líder?

Imagem UOL Notícias 





O bolsonarismo, movimento que emergiu como uma força política significativa em 2018, hoje parece órfão de seu principal ícone: Jair Bolsonaro.





Enquanto o ex-presidente enfrenta uma série de investigações, incluindo uma denúncia da Procuradoria-Geral da União (PGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento em tentativas de golpe de Estado e até planos para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes , ele não se declara inocente. Em vez disso, pede anistia, o que muitos interpretam como uma clara admissão de culpa.

Essa postura, somada ao seu distanciamento do movimento que criou, reforça a percepção de que Bolsonaro está mais focado em sua própria sobrevivência política e jurídica do que no futuro do bolsonarismo.

Nos próximos dias, apoiadores de Bolsonaro planejam manifestações públicas em seu apoio. No entanto, diferentemente de 2022, quando o bolsonarismo reunia milhares em atos marcados por unidade e propósito, o movimento hoje parece desarticulado. A ausência de Bolsonaro no centro das atenções e a falta de um discurso mobilizador podem limitar a adesão, tornando essas manifestações pouco relevantes. Além disso, o próprio Bolsonaro evita apoiá-las abertamente, temendo que sejam interpretadas como desrespeito às instituições.

Enquanto Bolsonaro se afasta, figuras como seus filhos, Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro, além de figurinhas carimbadas do universo bolsonarista como Nicola Ferreira e Silas Malafaia, tentam manter o movimento vivo. No entanto, nenhum deles possui o mesmo carisma ou capacidade de mobilização do ex-presidente.

Em um esforço desesperado, chegaram a buscar apoio de figuras como Donald Trump, que hoje divide até mesmo a direita nos Estados Unidos e no mundo. Essa tentativa de importar respaldo internacional apenas evidencia a fragilidade do movimento no Brasil.

Enquanto Bolsonaro pede anistia, o Congresso parece evitar o debate sobre o tema. A anistia a golpistas, especialmente líderes e financiadores, seria um precedente perigoso. Bolsonaro e os figurões das Forças Armadas que o apoiaram devem responder na justa medida de seu envolvimento ou prevaricação. A impunidade não só minaria a credibilidade das instituições, mas também enviaria uma mensagem errada à sociedade: a de que tentativas de golpe e ataques à democracia podem ser perdoados.

O bolsonarismo, outrora um movimento vibrante, pelo menos para eles, hoje parece definhar. Com seu líder mais preocupado em evitar a prisão, especialmente após as graves acusações evidenciadas pela delação premiada de seu Ajudante de Ordens e pelo próprio acusado pedindo anistia em vez de se declarar inocente, o movimento corre o risco de se tornar um fenômeno político do passado.

As manifestações programadas para os próximos dias podem ser um teste importante, mas tudo indica que, sem a liderança ativa de Bolsonaro, elas tendem a ser pouco relevantes ou mesmo um fiasco. Assim esperamos.

Enquanto Bolsonaro luta para se manter livre, o bolsonarismo parece cada vez mais abandonado, deixando seus apoiadores feito "cachorro sem dono". A democracia, no entanto, não pode compactuar com a impunidade. Golpistas e seus apoiadores devem ser responsabilizados, sem anistias ou atalhos.

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Proletarier aller Länder, vereinigt Euch! - Edição de Alerta Máximo!


Nilson Dalledone

nilsondalledone@gmail.com






O Ocidente imperial caminha para a loucura total. A ameaça ao mundo, agora, é aberta. Tentam intimidar de antemão qualquer um que se mostre desobediente e declaram que se o dólar afundar, o mundo irá junto. Aqueles que têm juízo, já se preparam para o que se aproxima. A China Popular, segundo o Financial Times, em 2024, iniciou a construção acelerada de um bunker militar dez vezes maior que o Pentágono para a cúpula política e o comando militar, a 30 km de Beijing (Pequim), a sudoeste, numa área de 6 km², onde satélites localizaram escavações profundas, o que indic
a preparação para o dia seguinte, em caso de guerra nuclear. Pode ser que o bunker já tenha sido concluído, porque as obras teriam sido iniciadas na metade do ano passado. 

As ameaças de Donald Trump, Presidente dos EUA, contra tudo que se move, parece confirmação de que os EUA estão em quebra e que dificilmente se salvarão.  As ameaças militares e de imposição de taxas exorbitantes para importação de mercadorias de países supostamente desobedientes são sintomas do fim de uma potência hegemônica, mas que se manterá como potência ainda por algum tempo. Por que a alta burguesia norte-americana, neste momento, decidiu recorrer ao fascismo aberto, declarando que destruirá tudo que se lhe opuser resistência?

 As notícias são alarmantes. Na Ucrânia, a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte está intensificando os ataques com mísseis ATACMS contra solo russo, acreditando que, desse modo, arrastará os russos à força à mesa de negociações, o que não passa de outro equívoco, até porque não foi a Rússia que iniciou esse conflito. Ao mesmo tempo, Donald Trump anunciou que aplicará taxas de 25% a produtos mexicanos e canadenses. Também, ameaçou os BRICS que representam metade da população mundial, com taxas de 100%, caso insinuem que deixarão o dólar como moeda de intercâmbio comercial.

Sem se dar conta de que o Império já desmoronou, partem para ameaças tresloucadas que lembram chefetes de quadrilhas de vilas. E como a hydra de mil cabeças, enquanto uma diz que a Ucrânia não mais receberá financiamento, para que cesse a guerra, outras enviam toda sorte de recursos, para que aconteça exatamente o contrário. Já sabem que mexeram com inimigo errado e que não vão conseguir saquear a Rússia. Como sabem que foram derrotados na Ucrânia, fogem para frente e ameaçam os BRICS, enquanto pisam nas cabeças de testas de ferro, como o Canadá e a Dinamarca com “sua” Groelândia, contra os quais paira o risco de intervenção militar.  Mesmo assim, há quem acredite que não acontecerá nada.

A entidade sionista (“Israel”) foi pressionada a transferir grande quantidade de armas que capturou ao Hizbollah, para a Ucrânia, por meio de ponte aérea para a Polônia, usando aviões de transporte C-17 Globemaster. É a concretização da declaração de 21 de janeiro de Sharon Haskel, ministro de relações exteriores “israelense”. O lote inclui mísseis antitanque modernos, lançadores de granadas e sistemas de mísseis antiaéreos portáteis. Nos últimos dois anos, “Israel” sofreu pressão dos países da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, para equipar forças ucranianas, inclusive, com sistemas de controle Patriot MIM-104. Depois da queda do governo sírio em 08 de dezembro e o submetimento do país por Turquia, “Israel” e grupos terroristas, a entidade sionista e a Turquia capturaram grande quantidade de equipamentos sírios. O verdadeiro objetivo da visita de Anthony Blinken à Síria teria sido garantir a transferência das armas capturadas à Ucrânia, diante da crescente falta de equipamentos entre os países da OTAN. Tais medidas podem fortalecer significativamente a posição da Ucrânia. 

Maria Zakharova, porta-voz do Kremlin, declarou que a OTAN está travando uma guerra previamente planificada contra a Rússia, o que teria sido confirmado por Stefano Sannino, chefe do serviço de relações externas da EU - União Europeia, referindo-se ao fornecimento de tanques alemães à Ucrânia. Na prática e de fato, a Operação Militar Especial russa, na Ucrânia, terminou, passando a ser uma guerra aberta do Coletivo Ocidental contra a Rússia, em qualquer caso, uma guerra de sobrevivência. A OTAN, em desespero, tenta não sucumbir juntamente com o governo neonazista ucraniano e propõe uma “paz” que lhe permita, apenas, ganhar tempo, para rearmar-se, o que não interessa à Rússia. O objetivo do Kremlin é forçar o recuo das forças da OTAN até as fronteiras pactadas com Mikhail Gorbatchov. Paz para hoje e guerra para amanhã, os russos jamais aceitarão. 

Cabe a você refletir e se livrar das mentiras criadas pela mídia ocidental. Mas seu esforço só será consequente, se você estudar Geopolítica e não se limitar a sites especializados em falsificar informações e, mais que isso, a própria História.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Proletarier aller Länder, vereinigt Euch!

FOTO - BRASIL DE FATO


Nilson Dalleldone
nilsondalledone@gmail.com




 Edição do riso

A OTAN caiu numa armadilha...

Divirta-se!

A Rússia ridicularizou os senhores da guerra da OTAN - Tratado do Atlântico Norte, ao provocar uma operação de “caçada ao Oreshnik vermelho”. O objetivo russo, em represália ao ataque da OTAN com seis mísseis de longo alcance ATACMS norte-americanos ao aeródromo de Taganrog, foram armazéns, aeródromos militares e instalações energéticas ucranianas, estas entre 51% – 70% já inoperantes, o que afeta consideravelmente o complexo industrial-militar ucraniano. 

Você acreditou que foi isso mesmo que aconteceu?!

Então, ria de você mesmo e divirta-se por ter caído, junto com os supostos maiores senhores da guerra da OTAN, numa fantástica arapuca e ria, ria, ria...

O objetivo verdadeiro dos russos era pegar em cheio os sistemas antimísseis da OTAN instalados na Ucrânia, na verdade, o que resta deles... Agora, você já começa a entender a situação...

Que armadilha os russos prepararam para a OTAN?

Sem qualquer compromisso de notificar o inimigo, porque a gerência Donald Trump anulou o tratado para armas de alcance médio, os russos avisaram que lançariam mísseis desse tipo contra alvos na Ucrânia. Então, sem pensar duas vezes, o Alto Comando da OTAN, que já apresenta severos problemas cognitivos, entendeu que os russos, em questão de horas, lançariam mísseis Oreshnik de última geração, aquele sem equivalente no mundo. 

Deu certo! 

A OTAN preparou um gigantesco e muito custoso operativo, para acompanhar o lançamento e a trajetória do míssil Oreshnik. V. Zelensky entrou em pânico e estava com medo de gravar vídeo sobre derrubada em massa de mísseis e drones russos, o que nunca acontece por completa incompetência dos países da OTAN. Não se deve esquecer que o ditador e criminoso V. Zelensky estava muito assustado, mas como genocida que é, foi parte na decisão de não se estabelecer trégua no Natal e nem de trocar prisioneiros. O desespero de V. Zelensky chegou a tal ponto que pedia, histericamente, a OTAN mais armas antimísseis, para derrubar os mísseis hipersônicos russos, mesmo sabendo que não existem tais armas com essa capacidade.

A Rússia enganou os serviços de inteligência da OTAN com um míssil Oreshnik que nunca alçou voo. Aconteceu, entretanto, uma feroz batalha estratégica entre a Rússia e a OTAN, envolvendo os principais quartéis generais dos EUA e da Rússia. Foram os EUA que deram a ordem de atacar Taganrog com mísseis, em 11 de dezembro, sendo o objetivo provocar a Rússia, para que usasse os mísseis Oreshnik, outra vez.

O fato é que o lançamento de teste do míssil Oreshnik, em 21 de novembro, contra a gigantesca fábrica de Dnepropetrovsk, a Yuzhmash, readaptada pelos neonazistas ucranianos e pela OTAN para produção de armas, foi inesperado. Os serviços de reconhecimento espacial, aéreo e terrestre dos senhores da guerra não tiveram tempo, para coletar dados importantes sobre as características do lançamento, da trajetória de suas várias seções, o rastro térmico deixado na atmosfera pelo portador a cada segundo de voo, a altitude em que os motores deixaram de funcionar, informações básicas para entender até que ponto eram verdadeiras as afirmações de V. V. Putin, presidente da Rússia, de que as defesas antimísseis do Ocidente eram impotentes contra o míssil Oreshnik. Por isso, os EUA precisavam de outro lançamento do novo míssil russo.

Todos os sistemas de rastreamento do Ocidente estavam prontos para detectar o Oreshnik, no lançamento e em voo. Observou-se um movimento sem precedentes dos satélites espiões da OTAN, desde a região de Kaliningrad até a região do rio Volga, de onde partiu o primeiro míssil Oreshnik contra a grande fábrica, em 21 de novembro. É óbvio que reorientar e ajustar a órbita de um satélite espião fica muito caro e considere-se que sua reserva de combustível é pequena e qualquer erro pode liquidar um satélite que custa centenas de milhões de dólares. 

Em 13 de dezembro, as forças da OTAN entraram em alerta de combate e lançaram aviões e caças de reconhecimento. Pela primeira vez, um avião de reconhecimento britânico, acompanhado de caças de cobertura sobrevoou a zona do Mar Negro e, por várias horas, ficou sobre a região, aparentemente, aguardando que o míssil Oreshnik partisse. Por fim, retornou a sua base. 

Da operação contra o míssil Oreshnik participaram todos os equipamentos eletrônicos e todos os sistemas de defesa aérea da OTAN, na Ucrânia. Mas todos os esforços de reconhecimento foram em vão, porque o míssil Oreshnik não compareceu. Segundo Serguei Marshenko, especialista militar, foram avistados aviões-espiões em todas as fronteiras russas. 

O truque deu certo e o Estado Maior russo aproveitou, ao máximo, o fato de que todos os equipamentos da OTAN estavam funcionando com capacidade máxima. Os complexos de rádio-reconhecimento e de defesa aérea, funcionando a potência máxima, foram cuidadosamente observados pelos sistemas de radares voadores russos, indicando os objetivos das forças de mísseis. E exatamente esses sistemas de defesa aérea se transformaram em objetivo principal dos mísseis russos e não outros, como se previa.

Não se sabe ainda em quanto os russos conseguiram reduzir as defesas aéreas da OTAN, na Ucrânia, mas, inclusive antes dos ataques russos da Sexta-Feira Negra, V. Zelensky e seu Ministro de Assuntos Exteriores começaram a gritar desesperados que necessitavam com urgência de 20 sistemas de defesa aérea Nassan, Hawk, Iris-T e Patriot. Ao todo, V. Zelensky implorou por, pelo menos, 30 a 40 baterias de defesa aérea de médio e longo alcance e 300 a 400 lançadores. O custo de uma bateria Patriot ultrapassa um bilhão de dólares. E cada míssil custa entre 1 e 3 milhões. Para que se possa comparar, o último pacote de ajuda militar de Joe Biden para a Ucrânia foi de 500 milhões de dólares. Como informa o canal de Telegram Militarist, os pedidos de sistemas de defesa aérea de Kiev estão aumentando, o que pode indicar que os sistemas de defesa ucranianos estão sendo destruídos regularmente. O desejo de V. Zelensky de receber entre 10 e 12 sistemas Patriot esbarra em um pequeno problema, porque os EUA só têm, ao todo, 14 sistemas Patriot.

Ao se avaliar o ataque massivo da Sexta-Feira Negra contra a Ucrânia, o especialista militar Yuri Podolyaka indicou que o importante não é o número de objetos atingidos, mas o fato de que “todos os objetos que nossos mísseis atacaram, foram atingidos”. Em outras palavras, os sistemas de defesa aérea das Forças Armadas da Ucrânia, ou o que resta deles, não conseguiram proteger nenhum dos objetos. Segundo especialistas, os mísseis de cruzeiro russos voavam a altitude ultrabaixa, impedindo que fossem vistos e alcançados pelos sistemas de defesa aérea ucranianos sobreviventes.

Desse modo, o Estado Maior russo superou os serviços de inteligência da OTAN. Por culpa dos EUA que ousaram desafiar a Rússia, a Ucrânia mergulhou na escuridão com quase todos seus sistemas energéticos, criados no período soviético, destruídos. Os sistemas de defesa aérea da OTAN sofreram perdas significativas. As forças de espionagem espacial dos países da OTAN desperdiçaram recursos gigantescos. O míssil Oreshnik levantará voo, mas somente quando os russos necessitem dele. 

O prefeito de Kiev, Vitaly Klischko, declarou que Kiev se tornará inabitável e já começou a se preparar para o pior, porque não haverá eletricidade, água ou calefação. Como nos filmes de desastres de Hollywood, resta dizer: “Corre e foge, enquanto tenha tempo!” Vitaly Klischko, ainda, informou que, no caso de temperaturas congelantes, o serviço público de Kiev será obrigado a drenar a água das tubulações, para evitar acidentes na rede de calefação. Acrescentou que, no momento, não será iniciada a evacuação da cidade, mas que isso pode acontecer. Os centros de calefação já estão abarrotados de gente.

O observador militar, Vlad Schlechenko, em seu canal de Telegram, observou que o regime neonazista da Ucrânia continuará a provocar a Rússia, para que ataque o sistema energético, de modo que possa utilizar o desastre humanitário, para obter dinheiro de outros países. O sofrimento humano em larga escala pode se tornar um importante instrumento para V. Zelensky e sua quadrilha, já que restam poucas formas para continuar a ter assistência de outros países. 

As instituições governamentais não poderão fazer muita coisa, exceto trazer para Kiev equipes de reportagem estrangeiras. A alta burguesia ucraniana, surgida com base no roubo aberto de bens públicos, durante o desmantelamento da União Soviética, juntamente com os propagandistas ocidentais, podem transformar o sofrimento em massa de civis num filme para Hollywood, a ser mostrado ao mundo inteiro. 

Na medida em que as temperaturas de inverno vão dominando cada vez mais a paisagem, a vida na Ucrânia vai-se tornando mais insuportável. Já não conseguem derrubar nem drones russos, ampliam a lei marcial e, apesar da fadiga do povo, V. Zelensky e sua quadrilha estão dispostos a enterrar outros milhares de ucranianos, para atingir seus fins políticos. Porém, dentro de seis meses, não haverá recursos para enfrentar os russos. A administração Biden, enquanto isso, pressiona para que se rebaixe a idade de alistamento militar de 25 para 18 anos, o que significa despovoar a Ucrânia, para continuar enriquecendo o complexo industrial-militar norte-americano.

O que você deve fazer diante de tamanha tragédia? Você deve explicar a todas as pessoas que puder alcançar que a alta burguesia dos EUA não se incomoda em destruir qualquer povo do mundo e não há exceções, desde que aumente seus lucros. O complexo industrial-militar norte-americano e europeu, com seus braços em Israel, Coreia do Sul, Japão e outros países são capazes de apoiar e praticar genocídios, sem nenhuma consideração humanitária. Como fazem isso? Utilizam-se de bandidos fascistas e nazistas de todo e qualquer lugar. Afinal de contas, na Ucrânia, os serviços de inteligência da OTAN colocaram no governo, em 2014, por meio de golpe de Estado, neonazistas locais, dispostos a entregar as imensas riquezas ucranianas para grandes empresários norte-americanos e europeus, mesmo ao preço de destruição e mortes em massa. Se você está se lembrando do Brasil sob o governo Bolsonaro que matou 712 mil brasileiros por covid-19 e lançou à fome outros 32 milhões, você ligou uma coisa a outra, porque Jair Bolsonaro e sua quadrilha são todos fascistas, são de extrema direita e serviçais da alta burguesia, quer dizer, dos super ricos e defensores do retorno à escravidão de trabalhadores de todas as cores e tonalidades.

Você entendeu?

Neonazistas ucranianos e fascistas (bolsonaristas) brasileiros, em essência, representam a mesma coisa. Você encontrará seus alvos facilmente!

Movimente-se!

Tome atitudes!

Ainda há tempo de frear e fazer retroceder a barbárie das burguesias de todos os lugares. O mundo não pertence a eles. De fato, o mundo não pertence a ninguém e nada se levará deste mundo, não importa o quanto alguém tenha açambarcado.

Vamos ao que nos une!

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

A difícil arte de manter uma posição concreta

 


"Votar Nulo não é sacanagem.
É posição.  É também ato de coragem."




É muito triste ser submetido a julgamentos pretenciosos de companheiros históricos por conta de uma posição concreta, pensada e bem refletida, como declarar, publicamente, o voto nulo em um processo eleitoral.

Não me causaria tristeza ou qualquer sentimento ruim, que essas acusações sob o conceito de “covarde”, “omisso”, viessem de pessoas nada comprometidas com a militância política.  Afinal, nós temos dito sempre a estes, da importância de se participar do voto, sendo ele um importantíssimo instrumento e ferramenta da Democracia.

Já quando companheiros e camaradas que conhecem os meandros de uma atuação política o fazem, estão usando de maldade e oportunismo.

Ocorre que há uma gigantesca diferença entre voto nulo e voto em branco.  E espero que disso ninguém discorde.

Votar branco significa não votar.  Se abster do direito e do dever de votar.  Talvez, nem ir à eleição. 

Já o voto nulo, de maneira clara e objetiva significa rejeição, protesto, indignação.  Não aceitação do que está posto.  E é bom lembrar, não se trata de falta de espírito democrático ou de aceitação de derrota, como possa parecer.

A legislação se equivoca ao colocar, na mesma bacia, essas duas posições.

Uma reforma política é urgente e deve sim considerar que se a maioria de uma população não quer um ou mais candidatos, eles devem sim dar lugar a alternativas escolhidas por esses eleitores.

Óbvio que tendo perdido (em número de votos) as eleições, fica parecendo despeito e até pode causar certo pensamento de um ridículo esperneio.

Oras, ninguém aqui está achando que vai “ferrar” o processo eleitoral, ou anular as eleições, ou o que o valha. 

Essa posição é realmente e unicamente por não acreditar que qualquer das possibilidades disponíveis, nem de longe representam o anseio ou as respostas para o que se quer.

É as enxergar de forma muito similar no que elas têm de pior, de danosas.

Depois de muitas eleições em minha vida, inclusive algumas que me impuseram votar no “menos pior”, sinto-me hoje com coragem e tranquilidade para afirmar que minha postura pelo “nulo” não carrega ódio, revanchismo, mas sim amor por Rio Preto.


domingo, 13 de outubro de 2024

OS EFEITOS DE SE VOTAR “NULO”

 

Em todas as eleições, sobretudo ao conversar com algumas pessoas nas ruas sobre as opções de votos, não é raro ouvirmos frases como:

“Com meu voto ninguém vai roubar”.

Ou então:

“Eu é que não vou ser responsável por botar fulano(a) lá”.

Ocorre que, sabidamente, a legislação eleitoral faz com que esse tipo de protesto seja inócuo, pra não dizer, represente apenas falta de politização.

Ao considerar apenas os votos válidos na contagem final, os tribunais eleitorais desprezam a grande diferença entre votar branco e nulo, colocando ambos “no lixo”.

Pra começar é importante lembrar que votar é um direito conquistado com grande sacrifício, uma vez que escolher os governantes era, num passado não tão distante, privilégio das elites, de homens brancos e poderosos.

Ao permitir o voto às mulheres, aos analfabetos e até torná-lo obrigatório entre 18 e 70 anos, demos uma boa guinada nesse ato democrático de escolher nossos representantes.

Claro, falta muito para que votar seja considerado um exercício máximo de cidadania.  Mas já é um bom começo.

Filho de uma época em que imperava a Ditadura Militar no Brasil, sei bem o que é não poder escolher os representantes, sobretudo o presidente do país, tendo que aceitar como mandante da nação, por exemplo, alguém que declarava abertamente preferir cheiro de cavalo, do que de povo.

Por isso, dou sim muito valor ao ato de votar.

Mas, voltando ao que vinha discorrendo, quero pensar na diferença entre os votos.

Votar em branco é quando não comparecemos ou optamos, nas teclas da Urna Eletrônica, por assim proceder. Seria o ato de se abster do direito e do dever de votar.

Já anular, para mim pelo menos, revela um sentido prático e real de rejeição absoluta ao que se apresenta como alternativa.

É sim, portanto, uma opção. Um voto, na minha concepção, tão válido quanto a escolha de “x” ou “y”.

Votar nulo é um direito do eleitor, estabelecido inclusive na Constituição Cidadã de 1988. Não encaro como abstenção, o que pra mim, de novo, reveste o ato de votar Branco.  Anular o voto, considero o que já defini por rejeição.

Mostro, por meio dele, o descontentamento com os candidatos postos, como se exigisse, pela maioria do voto nulo, uma nova eleição, com novos participantes.

Seria o ápice da democracia contar com essa força de “barrar” quem não acreditamos dignos de nos representar, de não administrar nossa cidade, estado ou país.

Infelizmente, no entanto, o entendimento dos que elaboram e aprovam as leis por aqui, desfavorece quem pensa como eu. Uma reforma eleitoral que considerasse essa hipótese está pra lá de atrasada.

A bem da verdade, antes esse fosse o único problema.  Lembro ainda dos inúmeros subterfúgios que permitem que um candidato de “ficha suja” ou que tenha processos em discussão, às vezes até com condenação, possa competir, ganhar e até tomar posse.

Louco isso, não?

Ainda sobre voto nulo, chamo a atenção para um artigo presente no Código Eleitoral.  O 224 que versa sobre a nulidade e chega a dizer que “ao atingir a mais da metade dos votos do país nas eleições presidências, do Estado nas eleições estaduais ou do município, nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20(vinte) a 40(quarenta) dias.”

Só que o entendimento quanto a nulidade, fica limitado a condições específicas como fraudes, incorreções em processos burocráticos etc.

Ou seja, votar nulo, tal qual votar em branco, passa a não significar absolutamente nada para efeito de contagem final.

Viajando muito no pensamento, eu fico imaginando uma situação em que alguém me pergunta se eu prefiro morrer de tiro ou de acidente, em que eu não possa simplesmente responder que eu prefiro não morrer.

Oras se tenho que escolher entre uma ideologia autoritária, antidemocrática, castradora de direitos e uma outra figura que, de algum modo, difira pouquíssimo desta e acrescente ainda práticas atrasadas e assombradas por dúvidas sobre conduta (e não falo de moralismo tão somente), não tenho pois o direito de rejeitar a ambos os casos e ter o respaldo da legislação pra isso?

Pois é. 

Militantes oportunistas ou críticos de todas as espécies e cores, costumam cobrar de nós, militantes permanentes, a correção de erros históricos.  Mas a “culpa” nem sempre é nossa.

Onde estavam esses no terrível golpe militar, no impeachment que apeou uma presidenta honesta, ou mesmo diante dos exagerados desmandos da Lava Jato?

Sempre nas ruas, sempre nas trincheiras, pessoas como eu têm sim o direito de protestar contra modelos que não só, não se enquadram naquilo que reputamos como avanço, mas sobretudo representem atraso cruel e danoso.

Jamais imaginei uma campanha assim.  Em que eu tenha, não por revolta ou despeito, mas por convicção, que pregar a fortíssima rejeição às opções deixadas pelo eleitorado.

Até porque, nessa configuração, seja o resultado qual for, o vencedor e seu projeto serão enfrentados por aqueles que, como eu, jamais desistem da luta.

Políticas públicas de meio ambiente para além do indivíduo

 



Silvana Torquato Duarte

Engenheira Florestal
Mestra em Agronomia - UFRRJ
Especialista em Educação Ambiental - UNB
Carioca, mãe de 4 filhos, 
militante ecossocialista e antinuclear.




Sempre que sou convidada a falar de meio ambiente faço referência à necessidade de instituirmos políticas públicas de meio ambiente. Esse mantra encontra justificativa na contraposição a algo falacioso em que querem que acreditemos: que a preservação ambiental é possível a partir de mudanças individuais.

 

Confuso? Então vamos trazer alguns exemplos para ajudar na reflexão que proponho nesse texto.

 

Um dos problemas provocados pelas mudanças climáticas é a alteração dos ciclos hidrológicos, e aqui em São José do Rio Preto temos ano a ano lidado com estiagens mais prolongadas. Se chove menos temos menos água disponível para consumo. Sendo assim, é razoável pensar que precisamos racionar o consumo. Campanhas orientando a população a não regar plantas, não lavar calçadas, para que diminuam o tempo no banho, reduzam o uso da máquina de lavar, etc., são veiculadas nas mídias. Tudo certo, mas tem um probleminha. Os maiores consumidores de água no Brasil, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA) são a indústria e o agronegócio, que juntos são responsáveis pelo consumo de 70% da água doce disponível. Então, é razoável considerar que, ainda que toda a população de Rio Preto decida reduzir a níveis mínimos o uso/consumo de água, ainda assim, a economia de água gerada ficará aquém do necessário para evitar um colapso hídrico.

 

Seguindo com nossa reflexão, quando pensamos na emissão de CO2 na atmosfera lembramos da queima de combustíveis fósseis, que produz o efeito estufa, que, por sua vez, contribui para as mudanças climáticas. Se todos nós parássemos de usar nossos carros e motos menos CO2 seria lançado na atmosfera, porém cerca de 85% do combustível fóssil queimado é para produzir energia gasta pela indústria/agroindústria.

 

Com esses dois exemplos creio que começa a ficar claro que atitudes individuais, mesmo que sejam adotadas por todos os indivíduos de uma sociedade, são insuficientes para impedir o avanço da crise climática e seus eventos extremos.

 

A ideia de que cabe ao indivíduo e não às corporações a responsabilidade por estabelecer padrões adequados de consumo dos recursos naturais é, no mínimo, equivocada. Antes do indivíduo, a indústria que lucra com a exploração dos bens naturais, que mesmo diante de crises produz bens na lógica da obsolescência programada, que limita sua vida útil para manter o consumo contínuo e crescente, cabe a essa indústria rever padrões de produção no que se refere ao uso dos recursos naturais.

 

Podemos citar também os resíduos sólidos e a pressão para que as cidades implantem programas de coleta seletiva. Para além da cobrança sobre o consumidor, que deve se responsabilizar pela destinação adequada do seu lixo, vemos novamente as indústrias, que são as maiores produtoras de lixo, sendo deixadas em segundo plano. Ou seja, coloca-se o indivíduo no centro da causa e solução do problema, e deixa-se de lado o que de fato precisa ser pensado, que é o sistema produtivo: quem produz, o que produz, quanto produz e pra quem produz.

 

Diante do desafio de reverter as condições que alimentam a crise climática, acreditar que basta que individualmente se faça a escolha certa é, além de tudo, desconsiderar que em sociedades tão desiguais como a nossa nem sempre é possível fazer escolhas. Enquanto a classe média pode optar por roupas ecológicas, alimentos orgânicos, deslocar de bike ou mesmo a pé até locais de seu interesse, a maioria da população brasileira, e em Rio Preto não é diferente, não tem escolha. Consome o que pode, quando pode.

 

Se você chegou até aqui, espero que agora entenda porque falo tanto em políticas públicas de meio ambiente. Justiça ambiental se conquista com justiça social e regulação do capital. Antes de pedir a uma dona de casa que não regue suas plantas, pense em dizer para a indústria que ela está obrigada a promover novas tecnologias para uso e consumo dos recursos naturais, e que é obrigada a produzir bens duráveis, reduzindo o consumo e a geração de lixo.

 

Só com políticas públicas de meio ambiente assertivas e controle social conseguiremos avançar!



quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Terceira Guerra Mundial em andamento...


 


 Nilson Dalledone
nilsondalledone@gmail.com




Depois do ataque maciço com mísseis balísticos das Forças Armadas do Irã contra a entidade sionista (Israel), as tensões no Oeste da Ásia (Oriente Médio) chegaram ao ponto de rompimento, devido à disputa pela supremacia regional entre Irã e a entidade sionista (Israel). O ataque maciço do Irã contra os ocupantes da Palestina foi uma clara resposta ao assassinato dos líderes do Hamas e do Hezbollah e uma represália contra o ataque com pagers explosivos que causou muita indignação no mundo árabe. Entretanto, a entidade sionista (Israel) fingindo que o ataque de represália iraniano foi uma agressão não provocada, ameaça vingança a qualquer custo. 

Funcionários da entidade sionista anônimos informaram que estão considerando a possibilidade de atacar instalações nucleares e de produção de petróleo, assim como setores de comunicação e do sistema bancário iraniano, além de realizar assassinatos seletivos contra figuras-chave da liderança do País. Chegou-se ao ponto de um chefete do serviço de segurança sionista ameaçar assassinar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

É por isso que as FDI – Forças de Defesa Israelenses estão buscando formas, para superar as defesas antiaéreas iranianas e alcançar seus objetivos. Enquanto isso, o Irã continua reforçando suas defesas com a ajuda da Federação Russa que forneceu sistemas S-400 e caças Sukhoi 35. 

De fato, a entidade sionista só enfrenta sozinha inimigos inferiores e, mesmo assim, com grandes fornecimentos de bombas e armas norte-americanas. É fato que a entidade sionista (Israel) bombardeou civis indefesos em Gaza e no Líbano, com a aprovação do governo norte-americano, mas, para atacar o Irã, dependeria da intervenção direta dos EUA e de seus aliados da OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte. Qualquer ataque ao Irã depende do apoio de países ocidentais com presença militar no oeste da Ásia, especialmente dos EUA que garantiriam o abastecimento de armas e munições à entidade sionista, assim como alta disponibilidade dos ativos da Força Aérea Israelense. Teriam de oferecer, também, acesso às informações de sua rede de satélites e dos serviços de inteligência da OTAN, forçada, então, a usar intensivamente aviões AWACS.

Especialistas em Ásia Ocidental têm ressaltado o papel de um importante documento do Broking Institution, elaborado, para oferecer recomendações à alta burguesia dos EUA e seus serviçais sobre como defender seus interesses perante o Irã.  O documento com data de 2009, intitulado “Que caminhos devemos seguir rumo à Pérsia”, recomenda utilizar a entidade sionista (Israel) como proxy, para defender os interesses ocidentais, permitindo que, quando houver ataques contra o Irã, seja plausível negar de onde vieram de fato, incluindo a devastação da economia e infraestrutura básica do Irã, e, também, de suas instalações nucleares. A culpa, nos termos do Direito Internacional, recairia em seu peão sionista e não nos EUA e seus aliados da OTAN. No capítulo V desse documento atualizado, com o subtítulo “Deixe-o para Bibi”, estimula a entidade sionista (Israel) a promover ataques em toda a região contra rivais dos EUA. “Bibi” é um apelido popular do criminoso nazi-sionista Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense.

Esse documento ressalta que em caso de ataques aéreos norte-americanos contra o Irã, o objetivo seria destruir as instalações nucleares-chave iranianas, na esperança de atrasar significativamente a capacidade nuclear desse país. Entretanto, nessa opção, os EUA não só estimulariam, mas também ajudariam a entidade sionista a realizar tais ataques, porém, desviando as represálias iranianas e a crítica internacional contra a entidade sionista (Israel), de modo semelhante ao uso pela OTAN da Ucrânia, para atacar a Federação Russa. 

O Irã tem sido classificado por muitos anos como um dos quatro grandes rivais do poder ocidental, ao lado da República Popular da China, Rússia e a República Popular da Coreia do Norte. A suposta carência de armas nucleares pelo Irã faria com que a República Islâmica seja o elo mais fraco desse eixo. É por isso que um ataque sionista suficientemente devastador contra o Irã poderia ter consequências geopolíticas muito favoráveis para o mundo ocidental. O mais provável é que a entidade sionista (Israel) seja o único a lançar ataques reais, mas fortemente respaldados por vários países membros da OTAN, primeiramente, pelos EUA. A chegada do chefe do comando central dos EUA a Tel-Aviv, em 5 de outubro, aumentou o consenso de que o próximo ataque será estreitamente coordenado com os EUA e seus aliados da OTAN.

O resultado dos atuais confrontos é incerto. A possibilidade de que os EUA confiem na entidade sionista (Israel), como um proxy, para lançar ataques na Ásia Ocidental continua sendo significativa. No entanto, as análises norte-americanas e de seus aliados menores da OTAN poderiam estar errados.  

O Irã aumentou sua capacidade de ataque notavelmente nos últimos anos. O país islâmico adquiriu ativos para ataque e defesa que não existiam antes. Por outro lado, enquanto os analistas ocidentais tinham certeza de que o Irã não teria armas nucleares, é mais do que provável que a República Islâmica já as tenha. E as capacidades de represália iranianas são bastante consideráveis. Seus mísseis podem alcançar os países europeus da OTAN e superar todas suas defesas aéreas, não importa se se trate dos EUA, da entidade sionista (Israel) ou da Jordânia. Está demonstrado na prática. 

E a situação da OTAN e de seus satélites se agravou muito em 5 de outubro, às 12:35 h, horário iraniano. Nesse instante, ocorreu um abalo sísmico de 4.6, na escala Richter, em Aradan, na província de Semnan, com epicentro a menos de 5 km da superfície, captados por uma estação sísmica da Armênia. Trata-se de algo muito estranho, porque essa região, próxima ao deserto de Kavir, não é propensa a terremotos e a profundidade em que os abalos teriam acontecido, seriam muito próximos da superfície. Um dia antes, o Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, fez referência a um acontecimento milagroso que traria uma nova “Batalha de Kaybar”, confronto entre os primeiros muçulmanos e uma comunidade judia, em Khaybar, em 628 d.C. Suspeita-se que o Irã tenha feito seu primeiro teste nuclear, tal como EUA, União Soviética e outros fizeram a seu tempo.

Evidentemente, Ali Khamenei não se refere à continuação de nenhuma guerra religiosa, mas à terrível luta que travam os povos da Ásia Ocidental contra o colonialismo e o imperialismo. O Estado artificial de Israel pouco tem a ver com Bíblia ou com religião, ainda que use de argumentos religiosos e de “religiosos enviados por Satã”, para justificar sua existência e ferocidade. 

Se a República Islâmica do Irã tivesse usado armas nucleares em sua represália contra os monstros sionistas, em 1º de outubro, a entidade sionista não existiria mais. Ocorre que os iranianos somente atacaram alvos militares importantes. Não faz parte de sua doutrina militar, tal como acontece com a Rússia, bombardear populações civis. Por isso, estão apostando no enfraquecimento dos EUA e no desaparecimento gradual de Israel, sem a necessidade de promover qualquer carnificina. É outra lógica. Não custa aprender.

O início de uma guerra interminável na Ásia Ocidental é uma das possibilidades mais assustadoras para a OTAN. Se a Federação Russa intervier a favor do Irã, complicaria consideravelmente as operações da OTAN, pondo em risco sua segurança, inclusive, no continente europeu.

Todos os seres humanos são tripulantes de uma mesma nave chamada Terra. Os quatro países que compõem a coluna vertebral do Eixo da Resistência contra o imperialismo norte-americano e o que resta do colonialismo europeu não só denunciam os crimes da alta burguesia global contra a humanidade, como sua intenção descarada de reduzir a população mundial por meio de guerras, fome e pandemias, mas também assumem compromissos práticos, como o intenso respaldo a todas as forças que combatem imperialistas e colonialistas, não importa a cara que tenham.

Faça sua parte todos os dias, como meio para salvar a humanidade de uma hecatombe nuclear que é cada vez mais iminente.

7 homens. 3 talentos. 1 propósito. Nasce um novo projeto: construir a melhor corretora de seguros do Brasil.

San Martin Corretora premiada com o título de Melhores do Seguro no ano 2019 Há momentos na vida em que a gente precisa parar, olhar para tr...