sábado, 22 de agosto de 2026

7 homens. 3 talentos. 1 propósito. Nasce um novo projeto: construir a melhor corretora de seguros do Brasil.


San Martin Corretora premiada com o título de
Melhores do Seguro no ano 2019
Há momentos na vida em que a gente precisa parar, olhar para trás e reconhecer quem esteve ao nosso lado quando a caminhada ficou mais difícil.

Ao completar 58 anos de vida e 35 de uma trajetória dedicada ao mercado de seguros, tenho uma certeza a me encher de orgulho.  Eu não conseguiria retomar essa luta e sonhar novamente com o topo sem a presença, o trabalho, a liderança e a dedicação dos meus três filhos, Gabriel, Rafael e Daniel.

Cada um, à sua maneira, ocupa um espaço fundamental nessa reconstrução.

Mas há algo que preciso deixar muito claro. Eles não estão aqui simplesmente porque são meus filhos. Não estão aqui apenas porque herdaram uma profissão, uma empresa ou uma história construída pelo pai e pela mãe. Estão aqui porque são homens feitos, adultos, sérios, comprometidos e porque, em algum momento de suas vidas, compreenderam que assumir os negócios da família também significava assumir responsabilidades, desafios e escolhas.

Eles poderiam seguir outros caminhos. E certamente ainda seguirão muitos outros. Cada um tem seus próprios sonhos, suas próprias vocações e grandes projetos que, tenho certeza, ainda irão construir ao longo da vida.

Mas entenderam que, neste momento, era preciso colocar os pés no chão, trabalhar, consolidar uma base e ajudar a construir algo sólido sobre o qual possam, amanhã, erguer seus próprios sonhos.

E isso, para um pai, não tem preço.

Rafael ainda menino
na San Martin

Rafael é o companheiro de todos os dias, presente no escritório, enfrentando comigo a rotina, os problemas, as urgências e principalmente, as pessoas. É quem está ali, no dia a dia, colocando a mão na massa e ajudando a transformar dificuldades em soluções. Principalmente quando o tema é tecnologia.

O que seria de mim sem seu apoio nessa área, num mercado tomado pelos avanços da informática? E quanta paciência para ensinar a mim e aos franqueados a trafegar pelos sites, sistemas e portais das seguradoras.

Agora, Rafael se prepara também para realizar sua habilitação na SUSEP e dar continuidade a uma história profissional que começou antes da década de 90, construída com honestidade, firmeza, trabalho e respeito ao mercado. Lições que aprendi de um pai vendedor nato e de uma mãe empreendedora.

Gabriel ministrando seu
primeiro treinamento a
 franqueados na San Martin

Gabriel tem uma capacidade admirável de dividir sua vida entre os estudos e o trabalho. Estudante de Filosofia em Uberlândia, aprende, pesquisa, questiona, evolui e ao mesmo tempo, coloca seu conhecimento a serviço das empresas e dos nossos parceiros a quem atende. Sua contribuição muitas vezes é silenciosa e até invisível, pela distância física e trabalho “home”, mas é igualmente essencial para que possamos avançar. Férias?  Já não conhece essa palavra. Sempre que tem folga, se une a nós no escritório. 

Daniel - ainda na escola
em noite de autógrafos
E Daniel, o mais novo nessa caminhada, vem descobrindo, dia após dia, que sempre é possível aprender um pouco mais. Tem sede de conhecimento, vontade de crescer, ajudar, atender e sobretudo, disposição para ouvir.

E é bonito ver seus irmãos compartilhando aquilo que já aprenderam, orientando, corrigindo, explicando e tendo paciência para ajudá-lo a construir seu próprio caminho.

Essa talvez seja uma das maiores riquezas do nosso projeto.  Eles não competem entre si. Eles se completam.

E há outra coisa que tenho aprendido nessa convivência.

Durante muitos anos, fui eu quem ensinou. Hoje, sob a batuta deles em muitas situações, sou eu quem aprende diariamente.

Aprendo com a maneira como enxergam a tecnologia, com a velocidade com que absorvem informações, com a forma como lidam com os problemas, com a paciência que precisam ter e até com aquilo que, às vezes, fazem diferente de mim.

E isso não diminui em nada a minha história. Pelo contrário.

Talvez seja uma das maiores recompensas de uma vida profissional. Perceber que os filhos cresceram, tornaram-se homens e que chegou o momento de também aprender com eles. Hoje, são meus chefes.

À frente da Samba Corretora e agora com o Projeto Velox Seguros, estamos vivendo um novo momento.

E talvez o mais desafiador.  Trabalhar com uma rede constituída e gigante de pessoas que chegam ao mercado cheias de vontade de crescer, faturar e conquistar seu espaço, mas que muitas vezes ainda não possuem o conhecimento técnico necessário para enfrentar a complexidade do seguro.

É preciso ter paciência. É preciso ensinar. É preciso analisar cada situação, resolver conflitos, orientar, acompanhar propostas, explicar procedimentos e muitas vezes, “pegar nas mãos” de quem está começando.

E esses três caras têm feito isso diariamente. Não é pouca coisa.

É um trabalho que exige conhecimento, dedicação, equilíbrio e acima de tudo, generosidade para compartilhar aquilo que aprenderam.  Por vezes, ouvir desabafos, razoavelmente ingratos de quem não percebe as regras de um sistema “bruto” e cheio de detalhes.

Tudo isso me leva a crer que, juntos, podemos chegar novamente ao topo.

Reconquistar aquilo que um dia foi o brilho da San Martin, que chegou a ser a segunda maior corretora de seguros do franchising brasileiro.

Sede do Grupo Velox e da Velox Seguros
O Projeto Velox Corretora de Seguros, em continuidade à Samba Brasil, nasce com a ambição de construir uma das melhores corretoras de seguros do Brasil. E temos, para isso, ao nosso lado, a confiança e carta branca de empresários competentes como Mário Sergio e Edmundo Diniz, sócios do Grupo Velox, que, através da Velox Soluções e da Velox Solar, trazem para esse projeto a experiência e a expertise acumuladas na condução de suas próprias e vigorosas redes.

E pra complicar muito, pra concorrência, nos próximos dias, teremos ainda a chegada de um novo componente ao nosso quadro societário, vindo de uma seguradora e trazendo novas forças, conhecimento e novas possibilidades para fortalecer nossa atuação no mercado de seguros.

Mas quero deixar algo registrado aqui.

Sim, há muita vontade em mim. Há energia. Há vigor. Mas eu não teria conseguido voltar para essa luta sozinho.

Se estou novamente disposto a enfrentar desafios, construir, empreender e sonhar grande é porque tenho ao meu lado o Rafa, o Gabri e o Dani. Meus filhos. Meus parceiros. Meus companheiros de trabalho. E acima de tudo, três homens que escolheram estar aqui. Não por obrigação. Não simplesmente por serem meus filhos. Mas porque entenderam que havia uma história que precisava ser preservada, um trabalho que precisava ser reconstruído e uma base que precisava ser fortalecida.

E talvez seja exatamente isso que permitirá que cada um deles, no futuro, possa seguir ainda mais longe.

Porque crescer agora não significa apenas crescer a empresa. Significa, antes de tudo, construir conhecimento, experiência, caráter, responsabilidade e uma linha de conduta que lhes permita, amanhã, perseguir seus próprios sonhos, sejam eles quais forem.

Quero deixar para eles mais do que uma empresa. Quero deixar uma maneira de trabalhar, uma reputação, uma história e princípios que possam sustentar os próximos passos.

Cada um com seu jeito, sua personalidade, suas virtudes e também seus desafios. Mas todos contribuindo para que uma história iniciada há mais de três décadas possa ganhar um novo capítulo.

E talvez essa seja a maior vitória de todas. Perceber que aquilo que construí ao longo de uma vida profissional não precisa simplesmente terminar em mim.

Pode ser transformado por eles. Pode ser ampliado por eles. Pode até ser superado por eles.

E espero, sinceramente, que seja.

Porque o maior orgulho de um pai não é ver os filhos repetirem os seus passos. É vê-los caminhar com as próprias pernas.

Que venham os novos desafios. Que venham os novos parceiros, os novos franqueados e os novos projetos. Que venham as lutas e enfrentamentos da concorrência, quase sempre extremamente agressiva.

Vamos trabalhar, aprender, ensinar, corrigir, crescer e acima de tudo, permanecer juntos.

Porque se existe uma coisa que aprendi nesses anos é que grandes empresas podem ser construídas com estratégia, competência e trabalho. Mas grandes histórias só são construídas com confiança, companheirismo, dedicação, princípios e muito, mas muito amor envolvido.

Obrigado, Rafa. Obrigado, Gabri. Obrigado, Dani.

Vocês são incríveis. Fundamentais. Essenciais. E a presença de vocês nos nossos projetos é a energia necessária para que possamos perseguir nossos objetivos comuns.

Tenho orgulho dos filhos que criei. Mas tenho ainda mais orgulho dos homens que vocês se tornaram.

E a partir de agora, quero continuar ensinando o que puder, mas principalmente quero continuar aprendendo muito com vocês.

Vamos juntos. A história ainda não terminou. O melhor ainda está por vir.


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

BETs - quando a aposta deixa de ser diversão e começa a comer a renda das famílias

 

Imagem - Agência GOV BR

Há uma mentira confortável sendo vendida aos brasileiros, a saber, de que as bets são apenas uma forma moderna de entretenimento, uma diversão inofensiva para quem quer arriscar alguns reais.

Não são. O tamanho que esse mercado alcançou e principalmente, a forma como ele passou a disputar o dinheiro das famílias brasileiras transformaram as apostas online em um problema econômico e social que o país não pode mais tratar como simples questão de gosto individual.

Os números são impressionantes. Dados divulgados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em informações do Banco Central, mostram que as bets movimentaram cerca de R$ 351 bilhões em transferências via Pix no período analisado, enquanto as perdas líquidas das famílias chegaram a R$ 62,5 bilhões. Isso significa dinheiro que entrou nas plataformas e não voltou para os apostadores na forma de prêmios. O valor equivale a cerca de 68 milhões de cestas básicas paulistas, tomando como referência os R$ 915,01 registrados pelo DIEESE em julho de 2026.

E aqui está uma questão que deveria provocar indignação. R$ 62,5 bilhões não são dinheiro que apareceu do nada. São recursos que saíram do orçamento de pessoas e famílias. Dinheiro que poderia estar pagando uma conta, comprando alimentos, quitando uma dívida, comprando uma roupa, fazendo uma pequena reforma, pagando uma escola, frequentando um restaurante ou simplesmente ficando guardado para enfrentar uma emergência.

O Banco Central já havia identificado o problema antes mesmo de termos a dimensão atual do fenômeno. Em agosto de 2024, estimou cerca de R$ 20,8 bilhões em transferências mensais para empresas de apostas e calculou que aproximadamente 15% do valor apostado ficava retido pelas plataformas. Mais preocupante ainda é que cerca de 5 milhões de pessoas pertencentes a famílias beneficiárias do Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões às bets naquele mês, sendo que 4 milhões eram chefes de família. O próprio Banco Central advertiu que as famílias de baixa renda estavam entre as mais prejudicadas e que o fenômeno merecia atenção por seus efeitos sobre o bem-estar financeiro e a economia.

Não estamos, portanto, falando apenas de pessoas com dinheiro sobrando procurando diversão. Estamos falando de uma indústria que descobriu uma maneira extremamente eficiente de alcançar justamente quem tem menos margem financeira.

Uma pesquisa do Procon-SP, realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, encontrou outro dado assustador. 39,7% dos apostadores pesquisados disseram ter se endividado depois de começar a apostar. E uma pesquisa nacional do CNDL/SPC Brasil mostrou que, entre os apostadores, 19% admitiram ter comprometido a própria renda, 17% deixaram de pagar alguma conta para jogar e 29% já tiveram o nome negativado por causa das apostas.

O problema não termina no bolso do apostador. Ele chega ao comércio.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estimou que, entre janeiro de 2023 e março de 2026, a inadimplência associada às apostas retirou aproximadamente R$ 143 bilhões do comércio varejista, cerca de 2,5% do faturamento do setor no período. A entidade estima ainda que os gastos com apostas passaram de R$ 30 bilhões por mês e contribuíram para o agravamento da inadimplência. É importante registrar que o setor de apostas contestou a metodologia da CNC e afirmou que o endividamento brasileiro tem múltiplas causas, como juros elevados e custo do crédito. A contestação deve ser considerada, mas ela não apaga os demais dados que mostram a transferência de renda das famílias para as plataformas.

E é justamente aí que precisamos discutir as bets também como um problema macroeconômico.

Quando uma família compra comida, paga uma prestação, contrata um serviço ou compra um produto no comércio local, aquele dinheiro continua circulando.  Remunera trabalhadores, paga fornecedores, gera impostos e volta para a economia. Quando parte desse dinheiro é perdida em uma aposta, a família não recebe um produto ou serviço equivalente em troca. E quando a perda é grande, ela ainda pode precisar recorrer a crédito para pagar aquilo que antes seria pago com a própria renda.

Isso cria um efeito perverso.  A pessoa aposta porque precisa melhorar sua renda.  Perde dinheiro e reduz o consumo.  Endivida-se e depois precisa trabalhar mais ou tomar crédito para recompor aquilo que perdeu.

É uma máquina de transformar esperança em dívida.

Também precisamos tomar cuidado com a forma como interpretamos os indicadores econômicos. Não é correto afirmar que as bets simplesmente "maquiam" o PIB ou que todo dinheiro apostado representa crescimento econômico. Nas contas nacionais, não se contabiliza o valor bruto apostado como se fosse produção. Mas existe, sim, um problema de interpretação quando olhamos apenas para determinados indicadores de atividade e ignoramos para onde está indo a renda das famílias e qual é a qualidade desse consumo.

Uma economia pode registrar emprego, renda e circulação financeira enquanto milhões de pessoas estão comprometendo sua renda com apostas. Pode haver dinheiro circulando e ao mesmo tempo, famílias reduzindo a compra de alimentos, roupas, serviços e bens duráveis. Pode haver crescimento nominal da atividade sem que isso signifique melhora proporcional do bem-estar.

É preciso olhar não apenas quanto dinheiro circula, mas o que esse dinheiro está financiando.

E há uma diferença fundamental entre uma economia que cresce porque as famílias consomem, as empresas investem e os trabalhadores recebem melhores salários e uma economia em que uma parcela crescente da renda disponível é capturada por um mercado cuja lógica matemática é fazer com que, no conjunto, o apostador perca.

As bets podem até gerar impostos e empregos. Será? Mas isso não transforma um modelo baseado na perda financeira de milhões de consumidores em uma política de desenvolvimento. O governo já precisou proibir crédito para apostas, bônus de entrada e cartão de crédito justamente para tentar conter o endividamento. Também criou mecanismos de autoexclusão para impedir que pessoas bloqueadas continuem apostando.

Isso demonstra que até o Estado reconhece que não estamos diante de um mercado qualquer.

Precisamos parar de aceitar a propaganda que apresenta a aposta como investimento, renda extra ou caminho para mudar de vida. Aposta não é investimento. Aposta não é renda. E para a imensa maioria, não é caminho para enriquecimento.

É um jogo em que a plataforma conhece as probabilidades antes de você jogar.

Por isso, a discussão brasileira não deveria ser simplesmente se somos "a favor" ou "contra" quem aposta. Precisamos perguntar algo muito maior. Quanto de renda das famílias brasileiras estamos dispostos a permitir que seja drenado por uma indústria que cresce justamente sobre a esperança de quem precisa de dinheiro?

“Quando a aposta começa a disputar espaço com a comida, com a conta de luz, com o aluguel, com a prestação e com a cesta básica, ela deixou de ser entretenimento.

Virou um problema econômico, social e de saúde pública.

E diante de um mercado que movimenta centenas de bilhões de reais, endivida milhões de brasileiros e retira recursos do consumo cotidiano, não basta dizer ao cidadão: "jogue com responsabilidade".

É hora de dizer às bets que lucro não pode valer mais do que a proteção das famílias brasileiras.

domingo, 9 de agosto de 2026

943 árvores não são apenas 943 árvores

Mais uma vez a administração pública de Rio Preto, na pessoa do seu executivo o Prefeito Fábio Cândido do PL, quer solucionar alguma coisa com "machadadas" a exemplo das "marteladas" do governador do Estado de sua mesma linha política.

A obra que visa minimizar o impacto das enchentes na Murchid Honsi, propõe o corte de quase mil árvores.

É revoltante imaginar que uma decisão com impacto tão grande sobre o meio ambiente e a qualidade de vida de Rio Preto possa avançar sem transparência, sem diálogo amplo com a população e sem que sejam apresentadas, de forma convincente, todas as alternativas possíveis.

Estamos falando de 943 árvores. São décadas de crescimento, sombra, equilíbrio ambiental, redução do calor, qualidade do ar e vida para a nossa cidade. Não se pode tratar uma árvore como simples obstáculo a uma obra ou a um projeto. Antes de qualquer corte, é obrigação do poder público demonstrar que todas as possibilidades de preservação, adequação, transplante ou alteração do projeto foram efetivamente estudadas.

O que não podemos aceitar é a lógica do “é preciso cortar e pronto”. A população tem o direito de saber quem decidiu, por quê, com base em quais estudos, quais alternativas foram analisadas e por que foram descartadas.

Desenvolvimento não pode ser sinônimo de destruição. Obras públicas precisam respeitar a cidade, o meio ambiente e, principalmente, as pessoas que vivem nela.

Por isso, quarta-feira, 12 de agosto, às 18h30, na Câmara Municipal, teremos uma audiência pública sobre a questão das árvores da Murchid Honsi.

Rio Preto precisa estar presente. Não podemos deixar que 943 árvores sejam reduzidas a uma estatística. Vamos ocupar a Câmara, exigir transparência e defender o direito da população de participar das decisões sobre a cidade que é de todos nós.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Soberania não se comunica com resignação

Imagem - Correio Brasiliense

 É evidente que nenhuma pessoa minimamente informada acredita que o Brasil tenha capacidade militar para enfrentar sozinho uma potência como os Estados Unidos em um conflito convencional. Essa constatação não é o problema. O problema é quando essa ideia é expressa pelo próprio ministro da Defesa em termos como "abrir o portão". Um ministro dessa área não representa apenas uma opinião pessoal.  Ele representa a postura institucional de um país soberano.

A função de um ministro da Defesa é transmitir confiança, capacidade de dissuasão e compromisso permanente com a proteção da integridade nacional. Mesmo quando defende a necessidade de ampliar investimentos nas Forças Armadas, sua comunicação deve reforçar que o Brasil trabalha para preservar sua soberania, fortalecer sua indústria de defesa e garantir condições para proteger seu território e seus interesses. É justamente esse o argumento que o próprio ministro vem apresentando ao defender um orçamento mais previsível para o setor.

Governos democráticos precisam conciliar transparência com responsabilidade institucional. Reconhecer limitações orçamentárias é legítimo. Transformá-las em uma metáfora de rendição pode transmitir uma mensagem muito diferente da pretendida. Em política internacional, palavras têm peso. Elas influenciam a percepção sobre a capacidade, a confiança e a determinação de um país.

Cabe ao presidente da República, como comandante supremo das Forças Armadas, definir a orientação política da área de Defesa e assegurar que a comunicação de seus ministros esteja alinhada aos interesses permanentes do Estado brasileiro. O Brasil deve investir em sua capacidade de defesa não para alimentar aventuras militares, mas para fortalecer a soberania, ampliar sua capacidade de dissuasão e demonstrar que a paz se constrói, também, pela credibilidade de suas instituições.


FINADOS - Onde termina o túmulo e começa a eternidade?

  Frase na Lápide de meu pai: Carlos Alberto Gomes Falecido em 12/12/2022 Todos os anos, no dia 2 de novembro, milhares de pessoas se dirige...