sexta-feira, 24 de maio de 2019

Dinheiro Misturado não faz Omelete


Sonho de todo trabalhador, ter seu próprio negócio pode não ser tudo aquilo o que ele imagina.
Conheço gente que se surpreendeu negativamente ao acreditar que, montando seu próprio negócio, passaria a ser dono de seu tempo e de sua vontade.
“Estou cheio de chefe”, pensam alguns se esquecendo de que, a partir do momento que tocar sozinho sua loja ou escritório, cria perante os clientes uma relação bem específica, na qual praticamente todos eles passam a ser um tipo de “patrão”.
E quanto ao horário de trabalho?  Cansado de “bater cartão”?  Ao inaugurar sua empresa, realmente não existirá mais horário a cumprir.  Afinal, qual empresário deixará de atender um cliente por que passou das 18h, é sábado ou devido a estar almoçando?
Mas o mais grave, com certeza, trata-se da confusão que novos empresários fazem ao “meter as mãos” no caixa da empresa para pagar contas particulares ou comprar isso e aquilo.
Estava um dia visitando um amigo em sua empresa.  Convidei-o para comer uma pizza e tomar um chope pois já era final de expediente.
Ele então ligou para a responsável do financeiro da empresa e perguntou: “Tem algum dinheiro no caixa”?
Eu tentei explicar a ele sem ser intrometido de que isso não faz bem ao negócio.
Se uso o dinheiro dessa maneira, não me aperto nas contas pessoais, mas como terei depois o que necessito para custear as operações da empresa?
Para tudo é preciso orçamento.  E um empresário precisa esquematizar um valor fixo de retirada, como um salário e viver sua vida pessoal dentro dos padrões desse salário.  E claro, não adiante achar que vai ganhar quanto quer.  O salário do empresário deve estar dentro do orçamento da empresa.
Num orçamento devem estar os custos, salários, impostos, giro para compras e manutenção, sem esquecer ainda de uma reserva para investimentos.  Equipamentos, campanhas de marketing, imprevistos... Tudo isso precisa estar protegido ou a empresa “quebra” rapidinho se ficar na dependência constante de capital externo (empréstimos).
Em minha empresa, por exemplo, lidamos com franqueados.  Sabendo de como funciona a “cabeça” da maioria dos empresários, principalmente os novatos, não poderíamos deixar de dar-lhes esse aviso “sagrado”.
Não misturar o dinheiro pessoal com o da empresa.
No treinamento inicial para novos franqueados a matéria é tão importante que eu mesmo faço questão de ministrar.  Afinal, a mistura de dinheiro na administração de uma empresa tem se confirmado como o principal motivo de sua falência.  E não queremos que nossos franqueados esmoreçam ou fechem suas portas.
O alerta serve pra muitos e até mesmo para os mais experientes que insistem em não ficar devendo na pessoa física e por isso desviam, o tempo todo, do caixa de suas empresas.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Afinal Vender é Arte?


Bato na tecla de que vender é uma arte.
A gente precisa saber o que dizer, como se comportar, como reagir e os melhores momentos para falar e calar durante a negociação.
Sobretudo vender pede bom caráter. 
Honestidade, seriedade, sinceridade... são todos quesitos fundamentais de uma boa venda.
O resto é embromação, enganação e golpe.
Não é à toa que faço uma amálgama entre a profissão e a vida pessoal de um vendedor.
O indivíduo que se proponha a vender precisa estar sempre muito motivado.  Despertar pela manhã com espírito preparado para esforços contínuos e muitas vezes, de baixo resultado imediato.
São “n” contatos e visitas, ligações e mensagens, para depois suscitar o início de uma venda.
Por isso a questão emocional fica tão importante.
Eu costumo dizer que o vendedor tem que ter fortes motivos para levantar da cama todas as manhãs e deve afixa-los no umbral de seu quarto de dormir.
Pra mim, não há motivação maior que a foto de minha família.
É olhando para a imagem de minha mulher e filhos, todos os dias em várias horas do dia, que eu realmente arrumo forças de onde não existem.
Escolher um bom motivo para ir à luta faz muita diferença ante a possibilidade de desanimar, desistir ou deixar de se dedicar com entusiasmo.
Mas isso não basta.  O bom profissional de vendas deve também vislumbrar um objetivo definitivo de vida.  Um local onde quer estar, uma forma de como quer estar, quando tudo se aquietar em sua vida.
Só pra ilustrar, desde muito tempo escolhi uma pequena casa, nas montanhas, onde eu possa estar aos 80 anos de idade, sentado diante de um vale, provando um bom vinho e lendo um bom livro COM A CABEÇA LIVRE de qualquer culpa.
Quero pensar que para chegar naquele instante, cumpri todas as missões de minha vida.  Executei cada projeto com dignidade. Nunca precisei trair, enganar, ou passar a rasteira em qualquer pessoa.
Pronto, com bons motivos para despertar pelas manhãs e com um objetivo definido... é só correr atrás.
Claro que ao oferecer um produto ou serviço a pessoa precisa exalar confiabilidade.  Suas palavras precisam ser credíveis.  E o portfólio a oferecer, seja da “mercadoria”, seja de quem a garante, devem ser impecáveis.
Mas a própria embalagem do profissional também conta.
Aqui vai a dica do básico.  Barba feita, ou maquiagem se mulher.  Vestir-se bem (não chique) e com elegância.  Portar-se com dignidade (cuidado com os gestos de coitadinho, não pegam bem), mas sem imponência.  E sobretudo, comunicar-se com correção, sem exageros que podem agredir ou mesmo permitir deslizes imperdoáveis de quem finge dominar a língua, sem consegui-lo de fato.
Quando possível, utilizar o produto ou serviço para conhece-lo.  Saber suas qualidades e falhas.  Ver que realmente são úteis ou bons.  Quando acreditamos, defendemos com vigor e paixão apropriados a quem quer convencer.
O resto, só o tempo, a perseverança e a dinâmica do dia a dia ensinarão.
E por fim, muitas vezes, a gente vende diretamente ou cria mecanismos, equipes e outros instrumentos para venderem por nós.
Foi assim que somo, em meu currículo, mais de 500 franquias vendidas em diversas marcas nas quais pus as mãos e reúno na carteira de clientes, mais de 70 mil entre segurados, consorciados e financiados.
Adoro vender.  Faço isso desde sempre.  Como aliás, você também.




domingo, 14 de abril de 2019

Eu não falei nada. Quem viu semelhanças foi você.

No bairro onde morei com a família, por mais de 10 anos, há uma capela em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Não raramente, ainda a visito para matar a saudade de alguns amigos. Por ser pequena e atender somente ao bairro, quase todos se conhecem.
O lugar é acolhedor e agradável.  Abençoado mesmo.
No dia de hoje, o padre foi muito feliz em seu sermão.  Numa fala consistente, detalhou a passagem do evangelho do dia que trata da prisão, julgamento e morte de Cristo.
Após a cerimônia, do Domingo de Ramos, eu já ia me despedindo dos amigos quando uma velha amiga de meus pais, que estava à porta da saída, me perguntou indignada:
"Como é que aquela gente pôde ser tão burra? Conviveram com Jesus.  Experimentaram suas ações.  O viram de perto falando e fazendo maravilhas.  Muitos deles foram até beneficiados por seus milagres. Caíram nas intrigas dos sacerdotes e políticos da época. Acreditaram em mentiras toscas e sem fundamentos.  Renegaram Jesus sem pudor, sem piedade, sem justiça.  Como puderam o entregar para julgamento, escolhendo depois em seu lugar, para ser solto, um bandido, um homicida conhecido, alguém com mãos manchadas de sangue e de pensamentos agressivos?  Por sinal bem diferente dele, contra quem não havia nada de ruim. E ainda, no final, se agradaram de sua condenação.  Muitos até contribuíram para a sentença."
Pois é.  Eu também não soube responder à querida senhora.
Sabemos hoje, pela história, que Cristo percebeu, bem antes de acontecer, que o estavam querendo ver preso e condenado.  Por mais de uma vez ele havia escapado das muitas arapucas armadas para encrencá-lo.  Em vários episódios, livrou-se de armadilhas que visavam colocá-lo contra as leis daquela gente.
Jesus sempre foi hábil com as palavras. Formidável na sua comunicação com as massas. Um mestre das relações humanas.
Por que então ficou lá, no Jardim de Getsêmani, com seus amigos, só esperando que o prendessem?  Por que não se refugiou em alguma casa romana, já que tinha vários amigos poderosos? Por que não se abrigou no palácio de Herodes, fazendo com ele uma aliança, como aliás fazem tantos líderes da política de hoje quando precisam se safar de algo?  Igual como quando se refugiam em embaixadas ou pedem asilo em outros países. Não. Nem sequer se declarou inocente. Talvez porque esperava a justiça, já que teriam que provar seus crimes.  Pode ser ainda que acreditou que o povo que tanto ajudou não o deixasse só.Com seus discursos firmes e atitudes, Jesus mexeu, ao longo de sua caminhada, com a posição de muitos privilegiados.  Abalou as estruturas do poder dominante e mostrou que os mais humildes, os pequeninos, eram os preferidos de Deus.  Diminuiu o abuso de poderosos e deu aos pobres de seu tempo, a esperança de melhores dias.  Boas perspectivas de um futuro mais inclusivo e mais igual.
Foi demais para os fariseus.  Por isso, não bastava calá-lo ou desacreditá-lo.  Era preciso tirá-lo de combate. Afastá-lo do caminho. Matá-lo.
Jesus podia ter fugido.  Mudado sua rota.  Mas não. 
Mesmo cercado e protegido por seus amigos (os discípulos) que eram contra ele se entregar, simplesmente se entregou.  
Por ele, seus amigos enfrentariam os policiais. Não deixariam tão barato como foi. 
Só que Cristo não queria e eles, não insistiram. 
Foi a julgamento. O mais ágil de sua época. Inédito, feito na madrugada. Sem precedentes.  Pois é. Os tais, doutores da lei, modificaram a lei para condenar Jesus.
Sem como fazê-lo, foram escolhendo outras instâncias.  Mandaram para Pilatos, que o mandou para Herodes, que o devolveu a Pilatos que, com a desculpa de lavar as mãos, entregou Jesus aos abutres.Abutres que influenciaram o povo.  Falaram aos seus ouvidos implantando mentiras, palavras prontas. Distribuíram moedas e sabe-se lá mais o que em troca de apoio.  E assim, mesmo aqueles que até pouco tempo passaram a enxergar, andar e comer pelas obras de Cristo, agora o renegavam.
José de Arimatéia e outros apelaram por ele, mas não adiantou.  A turba, dominada e manipulada, resolveu que o queriam preso.  Depois morto. Optaram pelo criminoso de fato.  Por aquele que tinha as mãos cobertas de sangue.

Depois de tudo, seus acusadores, voltaram pra casa.  Felizes, realizados, com sua condição de privilegiados preservada.O povo que ajudou a condená-lo, enquanto não viu verter a última gota de sangue sagrado, não se satisfez.  Só depois abandonaram o calvário.  Voltaram enfim para sua peleja diária, a servir aos fariseus e romandos como bons e cordatos escravos.Já os amigos de Jesus, ficaram ali, plantados, em vigília constante.  Até o final.  
Mas claro. Ninguém se atreveu a atacar um só soldado, nem tentou trepar na cruz, a soltar o Cristo.  Sequer buscou impedir que batessem os pregos, lhe dessem vinagre. 
Ficar ali, não resolveu muito.  Talvez, ao invés de sentir solidariedade, Cristo pode ter questionado em silêncio sobre a apatia de seus seguidores, pelo silêncio e quietude, quase tão culpados quanto os que gritaram "crucifica-o".
É... era uma outra configuração da história.
Hoje nada parecido com isso aconteceria, mesmo que em outras proporções, né? 
As turbas dificilmente cairiam em conversa fiada ou na falácia manipuladora dos fariseus.


sábado, 13 de abril de 2019

Escola em casa. Da carteira pro sofá.

Claro que me falta embasamento para declarar isso ou aquilo.
Longe de mim ser irresponsável como um desses ministros do atual governo que falam o que pensam, se é que pensam.  Mesmo o próprio presidente e seus filhos, que depois precisam ficar desdizendo as besteiras impensadas que se acumulam desde que estão em ascensão na mídia.
Mas dá, mesmo assim,  pra fazer algumas reflexões em voz alta.
Hoje, em especial, quero meter o bedelho na questão que diz respeito ao ensino em casa.
Em primeiro lugar, o que pregam é que as pessoas teriam a liberdade de tirar os filhos da escola para educá-los em casa e dentro do ritmo de aprendizado de cada um.
Há famílias que já o fazem.  Estima-se que cerca de 3 mil, em todo o Brasil. Eu realmente não sei se isso é verdade. Relato apenas o que registrei de alguma matéria que li sem muita profundidade.
Dentre os motivos que levariam as pessoas a tirarem seus filhos da escola e educá-los em casa, estariam aqueles relacionados as necessidades especiais da criança, dificuldade de adaptação em decorrência de regionalismo, língua, ou ainda a violência nas escolas, problemas religiosos e mesmo limitadores financeiros.  Nesse meio, há também quem afirme que não existe, na lei, qualquer  obrigatoriedade de matricular as crianças e por isso, simplesmente não o fazem.
Não se pode deixar de fora aqueles que defendem, de forma contundente, que o ambiente escolar está impregnado de maus exemplos, mau comportamento e influências nefastas.
Se por um lado conviver o dia todo com a família garante a consolidação dos ensinamentos recebidos dos pais, por outro ter acesso a outras crianças e ao mundo exterior (fora de casa) só contribui para o crescimento intelectual e racional do individuo. Escolhas, por exemplo.
Mesmo que se aprendam palavrões ou se conviva com padrões de comportamento diferentes daqueles pregados em casa, essa mistura tende a ampliar as opções de escolha e consequentemente contribuem para o pensamento e formação da personalidade e do caráter do indivíduo.
Além de tudo isso, quem garante que a família realizará a educação necessária ou suficiente para contribuir para o futuro de seus filhos, preparando-os para o Mercado de Trabalho, para a vida em comunidade e mesmo a integração?
E falando em integração, quem de nós não coleciona as melhores lembranças ou os mais prezados amigos, construídos e vivenciados durante a carreira escolar? Você consegue se imaginar, hoje, sem tudo isso que viveu na escola, arquivado na sua memória?
Eu acho mesmo que só a escola é capaz de fornecer as ferramentas necessárias à amplitude intelectual e mesmo moral de um cidadão adulto.
Livrar-se de encrencas, contribuir na lição dos amigos, dividir material e merenda, experimentar a disciplina das filas e dos horários, inclusive contrair as pequenas doenças que se transformarão em resistência e proteção.  Tudo isso fez de cada um o que somos hoje e privar nossos filhos dessa experiência me parece ser algo extremamente injusto.
Só pra terminar, nem citei o grave problema de que as crianças em geral já ficam quase o dia todo fechadas, em torno de vídeo-games, TVs ou mesmo na cama.  Uma vida virtual sem emoções, desafios ou conquistas.  Distantes de outras crianças e do mundo real.
Tirá-las da escola só fara agravar esse problema que já é causa de muitos danos emocionais.
Nem todos no entanto, irão usufruir desse projeto ou desse modo de educação.  Sempre haverá famílias de menor renda, que ainda precisarão de lugar para deixar seus filhos, alimentá-los e cuidá-los enquanto estão trabalhando fora.
Quem sabe então que, diante de uma multidão de pessoas menos letradas, menos cultas, oriundas desse "sistema" novo, não possa ser justamente entre os menos favorecidos, obrigados à frequência escolar, que surgirão os novos pensadores, cientistas, inventores ou os melhores engenheiros, técnicos e profissionais de sucesso?

sábado, 6 de abril de 2019

"Mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa..."

"Tudo isso acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos."
A letra da música de Zé Geraldo é do início dos anos 80.  Mas muito atual.
Ela lembra do pouco que fazemos a despeito de tudo o que vemos no dia a dia, enquanto indignados, apenas observamos.

Amanhã, 7 de abril, completa 1 ano desde a prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva.
Com as finanças em pandarecos, o instituto Lula teve que leiloar algumas coisas para arrecadar dinheiro e ajudar no pagamento da equipe de defesa de Lula.

Sim é verdade que o patrimônio da entidade está bloqueado, mas o próprio ex-presidente não tem recursos no Brasil ou no exterior para pagar devidamente sua defesa sem ajuda.
Diferentemente de outros acusados de corrupção no país, não há o que congelar ou tomar de Lula, seja no exterior e mesmo aqui no Brasil.  Não se pode tomar o triplex, pois não é dele e nem o sítio, que também não é.

Por isso é de se perguntar quais são as bases e provas de sua condenação. Até hoje esperamos a comprovação dessas acusações e praticamente TODO MUNDO sabe que sua prisão foi diferente.  Julgamento rápido, delações inconsistentes, acusação fraquíssima e muito holofote da mídia para evitar que descuidassem dos detalhes no papel de o condenar. 

Enquanto isso, dezenas de outros protagonistas da Lava Jato ou das sujeiras políticas que decoram o poder público dessa nação há centenas de anos, passam ilesos.  No mais recente cenário, sobretudo os tucanos, continuam livres, leves e soltos.  Alguns com verdadeiras fortunas liberadas para uso diário. 
Dentre esses tem uns, por sinal, bem quietinhos e miudinhos no seu canto, feito meninos "cagados"  depois que pingaram sobre eles algumas gotinhas de denúncias, delações, prisões de amiguinhos (comparsas) e outras farpas que sugiram isso ou aquilo. 
Com dinheiro livre, esses "sortudos" do crime podem pagar bons advogados e até viagens ao exterior para cônjuges e filhos, quando simplesmente não vão junto.

Dos poucos que estão presos, há alguns sobre os quais nem notícias temos mais. Será que...
Por exemplo, eu gostaria muito de saber a quantas anda e como está a vidinha do famigerado Eduardo Cunha, pivô do impeachment no Congresso e em cima de quem pesam fortíssimas acusações inclusive fortalecidas com dinheiro encontrados em contas na Suíça e tudo mais que COMPROVA sua situação. Julgamentos demorados os de gente como ele, né?

Como estão também outras figuras, como aqueles que carregaram malas de dinheiro pelas ruas, esconderam verdadeiras fortunas em apartamentos desocupados, ou tiveram vídeos e áudios gravados ameaçando a vida de primo, confessando propinas etc. e tal?
Como estão aqueles que, criminosos, mentiram durante as delações para diminuir suas penas ou liberar seu dinheiro bloqueado? E por fim, como estão aqueles outros que foram mencionados em suposto crime de venda de sentenças, fraudes em processos e outras coisas, sem que nem investigação fosse aberta e a imprensa jamais quisesse ouvir os denunciantes ou mencionasse o caso com o devido destaque?

Realmente fica a alguns de nós a impressão que quando a opinião pública cobrava a prisão para TODOS os criminosos, independente do partido ou do cargo exercido, o fazia com certa seletividade e exceções.  Ainda, que esse TODOS que eles queriam ver pagando pelos crimes, não eram tão TODOS assim.

Não menor no entanto, foi a justiça seletiva empregada pelos agentes do judiciário em suas várias esferas. Inclusive quando tiveram que mudar sua posição quanto à prisão em segunda instância só para garantir que Lula ficasse "detido".
Isso ficou bem claro pra mim à medida que bastou Lula ser preso pra ninguém mais pedir prisão para mais ninguém.

Meus vizinhos soltaram fogos no dia 7 de abril de 2018.  Que alegria radiante eu vi na minha cidade.  Diziam por aí que "então era só prender o resto"... mas nunca mais se pronunciaram. Nunca.  Nem diante de evidências pesadas sobre esse ou aquele. Nem agora, recente, como no caso Marielle. Ninguém de fato insistiu e presos os possíveis assassinos da moça e seu motorista, pra essa gente tá tudo resolvido e pronto.

Contrários ao PT e a Lula, aos amigos e familiares de petistas, festejaram nas ruas a prisão de Lula como se seu time de futebol tivesse vencido o campeonato interestelar, mas jamais voltaram a bater uma panela, vestir a desbotada camisa da CBF ou a "bradar" pela justiça contra outros personagens da política brasileira.
Era só pra tirar o PT.  Era só pra evitar que Lula voltasse. E muitos nem sabem por que queriam isso.  Talvez, só pra se sentirem parte da elite.

No processo eleitoral do final do ano, vi alguns morrendo de medo de Haddad e até de Ciro, como se por acaso a eleição deles fosse o estopim da "revolução bolchevique" no Brasil.
Umas conversas tontas sobre Cuba e Venezuela, como a inventar justificativas para votar num insonso projeto de governo sem plataforma, sem nada.  Deviam assumir, tipo dizer: voto por que quero! Mas não, com uma desculpa mais deslavada que a outra, puseram o cara na presidência e há quase 100 dias estamos vivendo o caos da política externa, do entreguismo e da inoperância de setores fundamentais como a saúde e educação.
Na época, só não vi a decadente Duarte afirmando que "tinha medo", como fez na eleição de Lula. De resto, voltávamos para o período pré luliano da política.
O discurso pobre de ideias e rico em impropérios deixava claro quem iria faturar o controle geral do país e sob a proteção e olhares de quem.

Pois é.  Passou-se um ano de  Lula encarcerado.
Como tantos outros que já estiveram presos ao longo da história do mundo dentre eles Mandela, Mojica, Luther King, Gandhi, lá está mais um líder do povo.
Presidente que foi eleito e reeleito e que deixou seu mandato explodindo de aprovação e reelegendo sucessora.  Presidente em cujo governo todos os índices positivos como crescimento, PIB, reservas, empregabilidade, alfabetização etc. subiram desmedidamente, enquanto índices negativas despencaram como dívida externa, famílias na linha da miséria, desemprego, mortalidade infantil etc.
A sensacional presença do Brasil no Mercado exterior e sua relação com TODAS as nações, era então o ponto alto de um governo progressista e avançado.
O atestam os índices oficiais e diversos opositores como se pode comprovar por todo o lado.

Preso Lula, nem sinal de justiça pra ele, que pelo menos deveria ter merecido um julgamento justo. E ainda que ele receba permanente apoio de toda a parte e esteja sob os olhares de grandes líderes e pessoas ligadas à arte e justiça mundo afora, a justiça brasileira e mesmo nós, nada fazemos para corrigir essa imensa contradição histórica.

Os incautos falam que alguns de nós mantemos "bandido de estimação".  Mas são eles que não se apressam em pedir os rigores da perseguição aos tão propalados bandidos que desfilam pelos noticiários. 
Algumas pessoas, quando debato, vão além e costumam querer me lembrar que já prenderam Temer, prenderam Richa, prenderam Paulo Preto, prenderam o... o... o...
É... tem uns que não tem jeito, né?  Se não prender, nem que for por um dia, pega muito mal mesmo.
Sem falar que boa parte dos presos já foi solta, como o foram os aliados de Temer que o acompanharam em prisão recente.
Pára.  Pra cima de mim, não. Chega!

Lula é preso político.  E assim permanecerá.

Somos uma nação cordata e formada por pessoas mansas.  
Também temos entre nós gente insensata que não se posiciona nem diante de fatos concretos como, repito, o assassinato de uma vereadora na rua.  Que diante de ameaças que fizeram fugir do país os que batem de frente com possíveis criminosos, ficam ainda contra os ameaçados.  
O resto de nós, mesmo os "nem tanto iludidos", seguimos tocando nossas vidas. Mesmo com direitos devassados, aposentadoria ameaçada, o país rifado e doado aos abutres do grande capital.
A não ser quando, muito valentes, resumimos, como eu mesmo faço, a militância e luta às redes sociais. 
Bela bosta.

Que triste.  Que pobre do ponto de vista do patriotismo real.

Mas também, como fazer diferente?  
As coisas são tão esfregadas na nossa cara que o efeito é atordoante. 
Imagine, por exemplo, que o julgador de Lula vira ministro logo a seguir do cumprimento da pena do seu executado ter garantido que, aquele que o nomeou para o cargo, fosse eleito. Pois sabemos, Lula venceria no primeiro turno.
Mas tá, vamos dar uma chance ao lado de lá.  Imagine um candidato à presidência ser esfaqueado às vésperas da eleição e ninguém apurar quem mandou, quem pagou, quem protegeu, quem abraçou, quem carregou, quem limpou o sangue da faca, quem fez isso ou aquilo. Pois talvez seja melhor mesmo não saber já que TUDO parece estar resolvido para quem interessa de fato.
E diante de tudo isso, somos minados diariamente por notícias que só fazem obstruir nossa razão.

Ficamos todos paralisados, olhando pro céu, sem saber o que está acontecendo.   
Sem notícias, no escuro, nas trevas, no vácuo. 
E com isso, foi um ano.  Em breve serão 5 e depois 10. Até que Lula desapareça fisicamente para se tornar, esse sim, um verdadeiro mito. 
Quando os livros de história resgatarem a verdade, e colocar as pessoas no seu devido lugar, toda essa geração terá passado e mais uma vez, teremos apenas assistido a "banda passar", de braços cruzados.  Coniventes e cúmplices.
Claro, tô agredindo ninguém, viu?  Eu também tenho culpa.  Culpa máxima.
O Brasil precisou de mim e falhei.  Critiquei, votei, mas foi só isso que fiz.


domingo, 31 de março de 2019

Comentários de Uma Tarde de Domingo

Parece que decidir e mudar de ideia conforme a reação popular não é privilégio só do Governo Federal.  Recentemente, notícia de que o Governador de São Paulo acabaria com o Projeto Guri, gerou um bafafá.  Final do caso, o Secretário Estadual de Cultura garantiu que não se trata disso, mas sim de uma reestruturação para melhorar o projeto.

E falando em Dória, o governador eleito pelo PSDB tem buscado espaço para seus voos mais audaciosos.  Prefeito da capital "pela metade", pois não terminou o mandato para se lançar a governador, já articula, segundo a opinião de alguns, uma divisão em seu partido.  Quem sabe até vai criar outro só pra ele.  Eita vontade incontrolável de poder que essa gente tem.

Pelo que tem parecido pra leigos como eu, os militares na retaguarda do Governo Federal não estão nada satisfeitos com as ações do presidente.  Nem poderiam estar.  Por exemplo, entregar (sem contra-partida) uma base para os Estados Unidos é a "gota".  Afinal, é uma base de lançamentos e nossas Forças Armadas existem justamente para resguardar nossa soberania em casos de paz e principalmente de guerra.

A "briga" do jovem Kim Kataguiri do MBL com a deputada do PSL Joice Hasselmann produziu momentos hilários.  "Vai nanar neném.  Deixa os adultos trabalharem." Disparou a líder do governo ao deputado do DEM que a teria chamado de "cara de pau".  Pra mim, eles que são direita que se entendam.

É estranha, mas justificável a cena que mostra o papa Francisco tirando as mãos de fiéis que se inclinavam para beijar-lhe o anel papal.  O líder católico se recusa a protagonizar esse gesto de adoração destinado a reis.  Em complemento a seu constante discurso e prática em favor da humildade dos que servem através da Igreja, o sumo pontífice permanece diferenciado.
Claro, setores conservadores da Igreja desaprovam isso e afirmam que ele está acabando com os dogmas.  Tenho pena desse homem convivendo com adversários ao lado e o tempo todo.  Ah, Jorge Bergoglio, estou contigo e não abro.

Os Estados Unidos definiram há algum tempo que Jerusalém era a capital de Israel e transferiram sua embaixada para lá.  Agora definiram que as Colinas de Golan são oficialmente território de Israel.  Ou seja, dane-se o resto do mundo.  Decretam domínios à revelia e pronto.  Certeza de que seu fã  número 1, aqui no governo brasileiro, deve estar doidinho pra reconhecer o reconhecimento.

E por falar em fã número 1 do império do norte, ao findar 3 meses de governo a coleção de patuscadas e desmandos já provoca baixas incríveis entre os defensores do presidente eleito.  Só nos meus círculos é grande o número de pessoas que não tocam mais no assunto, negam ter votado nele e fingem demência quando a gente pede esclarecimento sobre algum dos vexames. Sem projeto, com ministros altamente despreparados, o governo vai de mal a pior.

Ainda não engoli também o fato de Moro "baixar os impostos sobre os cigarros".  É algo no mínimo inexplicável essa prioridade da sua pasta numa altura dessas.  Aliás, a família brasileira que o tinha por "arauto" dos bons costumes deve estar confusa.

Fazendo adeptos pelo mundo afora, o astrólogo oficial do governo, aquele tal Olavo alguma coisa,  tem seus seguidores se declarando a toda hora.  Reconhecê-los é fácil.  São os que acreditam que a Terra é plana, que socialismo e comunismo são de esquerda e que Bolsonaro é competente e anti-corrupção. A formação dele que pousa de ideólogo do bolsonarismo só pode ser de uma originalidade mesozoica.

Embora eu já nem me importe mais, fico só imaginando quais serão os furos e gafes do presidente em mais uma viagem pelo estrangeiro.  Sei que, há qualquer minuto, chegarão as notícias.

Olhando as estatísticas de hoje fico pensando em quem acreditou no "mais empregos com menos direitos".  Pelo jeito essa gente ficou sem os dois.  Afrouxaram-se as regras trabalhistas e o desemprego já está acima de 12%.  Jesus.



terça-feira, 19 de março de 2019

Pobre trabalhador que se pensa rico

Recebi no WhatsApp - Bolsotrump - Dois em Um
Será que está claro pra todo mundo que aquele ou aquela que precisa de renda ou salário no fim do mês pra sobreviver é trabalhador?
Que rico mesmo é quem não precisa de nada disso?  É rico.  Tem sobrando, mesmo que não trabalhe.
Pois é.
Não é pelo fato de ter um Corola na garagem, viajar no final do ano para Ubatuba e almoçar aos domingos na churrascaria que você é rico.
Essa falta de entendimento de qual classe pertence é o que tem causado a maior quantidade de mazelas a esse país.
Sim, pois sendo trabalhadores, extremamente próximos de serem pobres, mesmo remediados, estão anos luz de distância de quem é rico.
Mas votam com os ricos e para os ricos.  Defendem os interesses dos ricos.  Combatem direitos dos pobres e acham absurdo que se governe para os menos favorecidos.
Hoje mesmo vi um monte de trabalhadores, que talvez não se vejam como tal, defendendo a reforma da previdência e condenando pessoas que estavam se manifestando contra esse "estupro".
E o pior, chamando a esses defensores do direito dos trabalhadores de vagabundos, comedores de mortadela e desocupados.
Gozado que esses que vociferam contra os manifestantes, sempre receberam FGTS, 13º salário, férias remunerada e outros benefícios conquistados por grevistas e "comedores de mortadela".
Pois é.
Daí quando chega o período eleitoral, votam sem entender as necessidades de sua própria classe, pois não se enxergam nela e a grande maioria dos brasileiros, composta por trabalhadores (empregados ou não), tem que engolir o resultado.
É basicamente o que está acontecendo agora.
Depois do fim de muitos direitos trabalhistas, depois de muita arruaça no governo Temer, agora presenciamos quase três meses de entreguismo total.
Nesse exato momento, estamos de joelhos à grande potência americana, que quando quer metade do que conseguiu hoje, de algum outro país, tem que arrancar à força, ou então oferecer pesada contra partida.
Mas nosso "ilustre representante", eleito por trabalhadores que se acham patrões, achou por bem entregar tudo sem pedir nada em troca.  E nas redes sociais, um monte de trabalhadores ovacionando o cara só por que a "bolsa subiu".
E eu pergunto, quantos desses trabalhadores investem na bolsa para estarem tão felizes assim com especuladores ficando ainda mais milionários.
É duro e triste.  Mas sou democrata.  Não sou favorável a arrancar presidente só porque discordo.  Salvo em condições que definam necessário, como cometimentos de crimes etc. 
E assim, de forma coerente, não estou preocupado com a questão da Venezuela.  Não me cabe pensar se lá há ditadura, sendo que aqui há outros tipos de desmandos acontecendo.
Agora, debater também exauri a gente.
Cansei de ficar entre petralhas e coxinhas, ou entre lulistas e bolsonaristas. 
Não é essa a questão.
O caso é a luta de classes, que não tem como ser vencida, se a minha não estiver unida.  Se não tiver ciência do que é e do que representa de fato.
Amanhã, despertarei num país que é um pouco menos meu e um pouco mais dos donos do mundo.  Mas o pior é que ao meu lado, os meus companheiros, estarão ainda comemorando.
Ouvi de alguém, mas cabe aqui.  Comemorando igual a baratas que festejam a chegada no mercado de um poderoso inseticida.

sábado, 16 de março de 2019

Os estados brasileiros e seu nome

Nesse espaço, em que costumo despejar minhas opiniões pessoais e exercitar uma vontade recolhida de ter sido jornalista, vale tudo.
Assunto profissional, debate político, espiritualidade e até curiosidades como ufologia e parapsicologia, bem ao lado de dicas de viagem, história etc.
Uma salada, na verdade.
Assim, segue mais uma informação que partilho sem muito compromisso com uma pauta definida.
Vou falar sobre os nomes dos estados do nosso país.
Fiz uma rápida pesquisa e não nego que possa haver equívocos. E sendo o caso, deixo então para a correção de algum especialista no tema que possa passar por aqui, de repente.
Seguindo a ordem de nosso alfabeto, começamos do ACRE.  
O nome desse estado teria se originado no termo "áquiri" que seria um gorro ou touca utilizada pelos índios Munducurus.
O estado de Alagoas teria esse nome por conta dos inúmeros lagos e rios que ladeiam o seu litoral.
Da Amazônia, onde se falava o nheengatu (dialeto tupi-jesuítico), veio o nome do estado do Amapá que nessa língua significa "a terra que acaba".
Orellana pode ter sido um dos autores do nome do estado do Amazonas.  O espanhol afirmou ao desbravar o rio, que teria visto mulheres guerreiras por lá.  Mas há quem diga que o nome seria uma vertente de amasuru (águias retumbantes).
Ao chegar no Brasil, os descobridores se depararam com a grande enseada que batizou o estado da Bahia.
Do canto do papagaio conhecido como jandaia, vem siará e daí o nome do estado do Ceará.
Ao desembarcar no litoral brasileiro para tomar posse de sua capitania, Vasco Coutinho batizou a região de Espírito Santo, nome do estado cuja capital é Vitória.
Os índios gwa ya (gente igual) foram homenageados com o batismo do estado de Goiás.
O estado do Maranhão ganhou esse nome por conta de ter sido o primeiro nome do rio Amazonas.  Maranhão, por sua vez é a formação do tupi (mba'ra nã) que significa "mar corrente".
Região coberta com várias florestas e matas, só podia se chamar Mato Grosso.  Mais tarde (1977/79) o estado se dividiu originando o Mato Grosso do Sul.
Minas Gerais, a gente aprende na escola, foi a região onde abundavam as muitas minas de ouro e de outros minerais.
Engrossado pelas águas do rio Tocantins, o estado do Pará ganhou esse nome que na língua tupi significava mar/rio.
Pa'ra iba (rio ruim) na língua tupi, batizou o estado da Paraíba.
O estado do Paraná reúne o rio/mar com semelhante no tupi guarani.
Parece que a língua tupi está na maioria dos nomes, como no estado do Pernambuco onde rio caudaloso estourando é a junção das palavras para'nã pu'ka.
Piau é o nome de vários peixes nordestinos.  Piauí em tupi é o rio dos piaus.  Esse nome batizou o Piauí.
Rio de Janeiro tem esse nome em virtude a uma confusão de Martim Afonso de Souza que ao chegar à enseada em 1º de janeiro de 1532, confundiu-a com um rio.  Como na Europa os rios tem sua cheia no mês de janeiro, ele resolveu batizar aquela terra como Rio de Janeiro.
Os estados do Rio Grande do Sul e do Norte, devem seus nomes a rios ou canais.  O estado gaúcho do canal que liga a Lagoa dos Patos ao oceano.  O potiguar do rio Potengi.
Rondônia foi uma homenagem ao marechal Cândido Rondon, sertanista brasileiro.
Do Ianomami veio o nome do estado de Roraima que significa Serra Verde.
Um bandeirante batizou o estado de Santa Catarina em homenagem a santa que dava nome a uma igreja construída naquela região.
Os jesuítas batizaram uma capela em 1554 com o nome do apóstolo convertido São Paulo por ter seu dia comemorado naquela oportunidade.
Sergipe do tupi si'riu pe (rio dos siris) foi o nome do rio junto à barra da capitania.  Hoje, nome daquele estado.
Bico de tucano é o significado de Tocantins que batiza o estado do Norte brasileiro.
É... acho que não faltou nenhum.
Na imagem, cada estrela um estado e o Distrito Federal.



domingo, 3 de março de 2019

Tá tão fácil. Ah se você também quisesse.

Lula abraçado aos familiares no velório de seu neto Arthur
Você pode discorde de tudo.  De todos.  É o seu direito sagrado.
Não concordar e argumentar é fundamental numa democracia, pois da discordância colocada em debate é que surge o crescimento do pensamento.
Principalmente se essa discordância for baseada em fatos, em argumentos concretos.
Em experiências vividas ou comprovadas. Não em falácias, mentiras, pregações com elevado interesse próprio.
Discordar e debater não ofendem, não magoam, não destroem.
O que atrapalha tudo é o ódio que muitos colocam junto.

Mas mesmo assim, eu defendo que você possa até odiar algumas coisas.
Por exemplo:
Você pode odiar a mim e ao que estou escrevendo.
Eu não me importo. Juro pra você.
Odiar também é direito seu.
Esse preâmbulo todo pra dizer que você pode odiar Lula da Silva.
Pode odiar toda a família e amigos dele.
Você pode odiar o PT e a esquerda como um todo.

Então, se aceito que discorde e que odeie, o que acredito que você não poderia?

Na minha opinião, discordar e odiar você pode.  Você não pode é negar os fatos.
Assim, você não pode fingir que não sabe que Lula da Silva fez o melhor governo desse país ao longo de seus mais de 500 anos de história.
E por que você não pode negar isso?  Porque há provas. Estatísticas.  Publicações dos mais conceituados órgãos nacionais e internacionais. Tudo disponível e acessível.
E mesmo que não houvesse documentos tão claros, bastaria você ser correto ou correta com suas próprias lembranças.

Vá me dizer que não viveu, ou não viu seus amigos e familiares vivendo melhor há tão pouco tempo?
Se você é trabalhador ou trabalhadora, e se precisa de algum tipo de salário ou renda pra viver você é,  não tem como negar que sua vida foi melhor de 2003 a 2012, que em qualquer outro momento.
E mesmo se "tudo" não tenha sido tão bom pra você, você também sabe que as pessoas à sua volta, em geral, viveram sim melhor nesse período.

Você sabe que nunca se venderam tantos carros.  Que nunca tanta gente adquiriu a própria casa.
Que o emprego cresceu loucamente.  Que a escolaridade nunca esteve tão em alta.
Que nosso PIB subiu e cresceu pra valer, enquanto o resto do mundo arrepiava de medo.
Que nossas reservas foram restauradas.  Que muitas das nossas dívidas, foram severamente diminuídas e outras tantas, quitadas. Que as pessoas mais pobres começaram a comer melhor, ter direito ao mínimo de lazer e dignidade, inclusive podendo viajar.

Você ainda sabe que a mortalidade infantil caiu lá em baixo e que o salário mínimo foi o maior da história em comparação ao dólar.  Que dezenas de doenças foram erradicadas.  Que muita gente subiu na esfera social deixando a condição de miserável.
Você sabe que houve avanços.  Nem tantos quanto se queria ou se sonhava é verdade.  Mas muito mais que em qualquer outro tempo. Que em qualquer outro governo. Eu tenho 51 anos e posso dize-lo sem medo.
Sabe o que mais você sabe?  Que regiões abandonadas foram desenvolvidas.  Que o Nordeste brasileiro foi notado e tratado.

Eu sei que você sabe.
Eu poderia elencar um monte de outras coisas que aconteceram de bom e que estão lá, nos registros, pra todo mundo ver e comparar.
O aumento do investimento nas ciências.  A descoberta do Pré-Sal.  O respeito e admiração que conquistamos perante o resto do mundo.
Claro que você sabe, pois também o confirmam diversos líderes mundiais de grande prestígio.  Pessoas do mundo artístico, acadêmico, científico, religioso e populares.  Até boa parte da imprensa internacional e pasme, muitos adversários de Lula.

E tanta gente mais concorda com tudo isso, que Lula teria vencido no primeiro turno das eleições não fosse alijado do processo eleitoral por um estranho arranjo.
Você também já leu ou ouviu que um forte esquema foi montado.  E já confessaram seus próprios artífices, "com Congresso, com Supremo e com tudo", para engendrar um golpe político em nosso país. Tirar a presidenta, dissolver seu partido e eliminar qualquer possibilidade de Lula voltar.

E tudo aconteceu direitinho.  Logo a seguir de sua eleição para o segundo mandato.
O Congresso parou.  A economia sangrou.  E Dilma foi colocada na geladeira.  
Não lhe restaram aliados, apoiadores ou forças.

Plano orquestrado por sabe-se lá quem, apoiado e alimentado por parte considerável da mídia oficial, mas executado de forma compassiva e diligente por grande parte do Legislativo, Judiciário e Executivo (principalmente na figura de um vice-presidente usurpador).
Negar tudo isso é faltar com a verdade. É fingir demência, como dizem por aí.
Como eu já disse, até adversários mais declarados afirmam isso.

Juro que não vou detalhar, aqui pelo menos, minhas opiniões, sempre alicerçadas por juristas que tenho lido, quanto a prisão de Lula.  Mas você nunca achou estranho tudo o que aconteceu no caso dela?
Julgamento em tempo recorde.  Sentença plagiada.  Acusações sem provas materiais, baseadas apenas em delações de criminosos.  Modificação da legislação para permitir a prisão em segunda instância.  E tantos outros "jeitinhos" para deixá-lo (Lula) longe das eleições?

Confesse que, mesmo odiando Lula, você sabe que malas de dinheiro, gravações de voz e aplicações na Suíça de outros políticos (não presos) eram provas mais que consistentes.
No entanto, não causaram a prisão desses e em alguns casos, o crime chegou a prescrever por falta de tempo ou "provas".
Enquanto isso a visita a um triplex, mesmo sem a posse das chaves, mesmo diante de nem um só dia almoçado ou dormido no local, serviu de "prova" para a prisão de Lula.  Não é nem ridículo.  É dantesco.

Sendo inteligente ou apenas curioso, qualquer um sabe que Lula é sim um preso político.
Um alto adversário muito perigoso dos "de sempre" do poder.
Tão perigoso que a mera saída dele para visitar a família enlutada no velório do neto, obriga a mobilização de todo um aparato de segurança.
E se ele fala?  E se o povo resolve não deixá-lo voltar para Curitiba, que de linda capital, virou pra mim, sinônimo de terra da injustiça?

Pois é.
Já que você não quer assumir essa consciência que eu sei que você tem, lá no fundinho da sua alma, teremos que esperar a história ser escrita a resgatar a verdade.
E a gente pode até esperar.  Paciência histórica é uma virtude da civilização.
Mas é uma pena que, enquanto isso, a gente assista o país perder o resto de riquezas naturais que possui.  Venda a preço de "banana" as empresas sólidas que os golpistas fizeram força pra provar que estavam quebradas, afim de baixar seus preços pros amigos.  Quem sabe em troca de uma "pequena" comissãozinha.
É trágico que a gente assista o país perder todo o prestigio internacional.
Assista ao desmonte das parcas conquistas do trabalhador, do aposentado, do estudante escolar ou universitário.
Faça crescer o desemprego, a impunidade e sucateie o que é público em nome do "deus Mercado".

Uma triste perda de tempo.  De vida.  De luz.
E por nada, pois não tá difícil não.  Tá fácil.
É só você responder todas as perguntas que eu fiz ao longo do texto com muita sinceridade.
E depois de respondê-las, decidir de que lado realmente deve estar.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

BANNEG - Soluções em Produtos Financeiros


Sede Nacional BANNEG - S.J. Rio Preto - SP
Ao lado de produtos como poupança, capitalização ou CDBs, o Mercado Financeiro oferece diversos outros que estão ao dispor de pessoas físicas ou jurídicas que necessitam de investimento ou capital para financiarem seus sonhos, projetos ou mesmo resolver situações pontuais.
Há cerca de 10 anos, surgia, embora com outra denominação, o BANNEG que apelidamos de Banco de Negócios e que desde o final de 2017 entrou para o mundo das franquias.
Completo no seu "arsenal" de soluções, o BANNEG representa uma excelente gama de parceiros (fornecedores) e se diferencia bastante de outras empresas do setor.
É bem verdade que o Mercado Financeiro pressupõem uma atuação ampla, tendo como resumo a compra e venda de dinheiro, situação que apresenta investidores e tomadores num encontro para se estabelecer um negócio entre ambos.
Mas, a marca está caminhando aos poucos em outras áreas e deve, mais à frente, se estruturar para atuar no Mercado de Capitais e quem sabe, Câmbio.
Por enquanto, sobram alternativas para quem precisa de financiamentos, créditos ou consórcios para impulsionar seus planos.

Conceito BANNEG - 
Divulgação Nacional
Com sede no interior paulista, na cidade de São José do Rio Preto, o BANNEG orienta e dá suporte a seus mais de 100 franqueados (nesse curto espaço de tempo no franchising).  Muitos dos quais, novos nesse ramo de atuação, que acabaram por descobrir um grande nicho.
Ao mesmo tempo que a diversidade de produtos amplia as possibilidades para atender aos clientes , permite atingir um número maior de interessados, de vários perfis.

Treinamento de Franqueados 
na Sede Nacional do Banneg
É cada vez maior a procura por consórcios, financiamentos ou mesmo crédito com garantia de imóvel.
No BANNEG é possível financiar e refinanciar veículos, equipamentos e imóveis.  No crédito, a empresa trabalha com créditos consignados e o crédito pessoal, incluindo microcrédito e para pessoas com restrições leves.
A entrada da marca na atuação dos produtos agropecuários, chegou junto com o fornecimento de máquinas de cartões e com a possibilidade de algumas unidades operarem o transacional bancário com abertura de contas, recebimento de depósitos ou pagamentos de boletos dentre outros.
Marcas como Canopus, Caixa, Itaú, Daycoval, BV, Losango e muitas outras dividem espaço com tantos outros bancos e financeiras com operações no país.
A atuação comercial nesse setor é rentável, mas é ainda mais gratificante poder atender às necessidades de tantos clientes que nos procuram ou são convidados a conhecer nosso trabalho.
As expectativas são ótimas para esse ano e novos produtos e fornecedores estão a caminho.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Discurso de Jovem presente em evento em prol da Unidade Democrática

Giovanna Pomaro - Vice-Presidente
UJS de S.J. Rio Preto
No último sábado, dia 16, aconteceu em São José do Rio Preto, a conferência municipal do PCdoB na cidade.
Na oportunidade, além de discutir a conjuntura e o cenário político mundial e nacional, foi possível trabalhar a aproximação dos partidos do campo democrático no que seria o embrião das lutas que se seguirão em prol da retomada dos avanços e conquistas para a classe trabalhadora.
Em meio às participações, chamou a atenção a fala da jovem Giovanna Pomaro, graduanda de Letras na UNESP de São José do Rio Preto e vice-presidente da UJS - União da Juventude Socialista.
A UJS é uma organização juvenil ampla, política e socialista, como eles mesmo se definem, atuando para detalhar e esclarecer sobre o socialismo nos meios juvenis, apresentando-o  ainda como alternativa ao capitalismo no Brasil.
Justamente nesse espírito, a fala da sua representante foi clara e trouxe, aos participantes dos partidos presentes, simpatizantes e membros de outras entidades, a energia e entusiasmo de que todos precisamos.

Segue na íntegra a fala de Giovanna:

"Eu gostaria de começar a minha fala agradecendo a oportunidade de estar aqui com vocês e representando a União da Juventude Socialista de Rio Preto. Que a gente consiga travar grandes batalhas juntos pelo povo brasileiro e pelo povo de Rio Preto. Cumprimentos aos meus camaradas das lutas que estão compondo esse espaço. 
Quero também dizer que eu estou aqui ocupando esse espaço como mulher jovem e filha da classe proletária, e ocupar esse espaço pra mim é muito significativo. Desejo que num futuro muito próximo mais mulheres, negras, negros, camponeses, camponesas, indígenas e jovens falem e também ocupem esse lugar importante para nossa mobilização. Que as vozes daqueles que têm sido silenciados todos esses anos, e principalmente nesses primeiros dias de governo Bolsonaro, sejam ouvidas, respeitadas e consideradas por nós que fazemos política nessa cidade, nesse Estado e nesse país, que a democracia seja dessas pessoas, que a nossa unidade democrática inclua os oprimidos, que não nos esqueçamos deles nem durante o estado e nesse país, que a democracia seja dessas pessoas, que a nossa unidade resto dessa conferência e nem durante nossas ações cotidianas.

Pra quem não sabe, eu sou aluna da UNESP, do IBILCE, aluna da licenciatura em letras. A gente aprende, entre outras coisas, nesse curso, sobre a gestão de escolas, e sobre gestão democrática das escolas. Uma gestão de escola que ouça todos os setores que compõem o espaço: os alunos, professores, a equipe de limpeza, a comunidade externa, a coordenação. Ouvir qual escola os alunos querem, qual giz o professor quer, qual produto de limpeza é mais eficaz, qual projeto pedagógico faz mais sentido, quais ações são benéficas para a comunidade interna e externa, para que a direção trabalhe na construção dessa escola, tendo em mente sempre qual é a função social dela. Pois então, quando eu penso em democracia, eu sempre lembro dessas aulas e lembro de que a democracia deve ser assim: ampliada, deve ser de baixo pra cima, deve ouvir diversas vozes, deve ser plural.
No entanto, às vezes, inclusive aqui em Rio Preto, cidade que elegeu massivamente a política ultraliberal e ultraconservadora de Bolsonaro, essas diversas vozes estão confusas e perdidas, isso porque não há consciência de classe. E aqui surge um outro desafio da nossa missão democrática: o diálogo com a classe trabalhadora. Permitir que a classe trabalhadora compreenda a realidade das estruturas e engrenagens da sociedade capitalista e a necessidade da construção do socialismo. Pistrak, um pensador russo que desenvolveu teorias na área da educação propôs, inclusive, que essa deveria ser a função da escola: ensinar sobre a sociedade capitalista e como superá-la através do socialismo. Para mim, essa deve ser a nossa função cotidiana como classe detentora desse saber. Precisamos dialogar, ouvir e ensinar aos nossos que uma sociedade mais justa é possível quando nos engajamos na luta por ela.
Para isso, é importante que andemos de mãos dadas, em unidade, pois quando trabalhamos juntos por um ideal comum, é mais fácil de conquistarmos a vitória. Que andemos de mãos dadas na prática revolucionária apesar de nossas diferenças de ideais e táticas. Aproveito então essa oportunidade pra convidar todos que estão aqui, principalmente as juventudes de Rio Preto, a Kizomba, JPDT, a UJS, UJC e as juventudes do PSOL, para compormos a jornada de lutas que nos espera nos próximos meses. Que a gente se organize em unidade para mostrar para Rio Preto que existe posição nessa cidade e que ela está organizada para barrar retrocessos. Que não vamos assistir reforma da previdência em silêncio, reforma essa que atinge diretamente a nossa juventude, que não vamos deixar passar censura nas salas de aula, e que a democracia vencerá. Meu convite, neste momento, vai especialmente aos jovens porque, como bem falado no manifesto da UJS, somos nós que "temos alegria e rebeldia para derrotarmos a face velha e capitalista do Brasil".
Giovanna entre representantes dos
partidos políticos presentes e outras
entidades juvenis (JPDT e UMES)
Vale lembrar que ano que vem, 2020, ocorrerão as eleições municipais e é fundamental que tenhamos uma chapa forte e unificada da esquerda. Que a gente trabalhe para eleger uma chapa pro povo, que administre a cidade para o povo, para os jovens, para os estudantes, para a classe trabalhadora, que nos coloque em contato com a cultura, com a educação, que nos permita ocupar ruas, praças, bibliotecas, teatros, escolas e universidades. Uma chapa que impacte as nossas vidas. Mas que apesar das eleições, nós continuemos na luta pela construção do poder popular!
Não tenho dúvida que a nossa juventude, que não tem medo de morrer, porque sabe que a revolução é pra valer, se reconstrói em Rio Preto por uma unidade democrática que se faz nas urnas, mas também nas ruas, para lutar contra a ascensão do fascismo no nosso país, pelos direitos democráticos e pelo povo. Que não vai deixar que a gente perca outras Marielles. A nossa juventude se reconstrói em Rio Preto para lutar com responsabilidade pelo Brasil popular que os brasileiros querem e têm direito.
Concluo a minha fala pra lembrar que Marielle é semente de luta e que Lula é preso político! LULA LIVRE e MARIELLE PRESENTE!"

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O mal banalizado

A frase não é minha.  Já falaram muito sobre a banalização do mal e para ilustrar várias situações.  Mas esse título cabe muito bem a esse meu desabafo.
É que, pra mim, tudo não está "justo" nem "perfeito" em meu país.
E a culpa disso parece estar dividida entre os protagonistas diretos do atual governo e aqueles que o permitiram chegar ao comando da nação. Esses últimos, gente que geralmente se afirma ser de bem e de "bons costumes".
Pois é. Isso mesmo.
Há alguns dias viajei por 15 dias para fora do Brasil e enquanto lá pude acompanhar as agruras vividas pelos brasileiros diante de alguns fatos acontecidos por aqui que graças à internet, repercutem por toda parte.
O terrível acidente (crime) de Brumadinho, ainda oriundo da devastadora "privataria tucana"; os escândalos envolvendo um dos filhos do presidente recém empossado com seu motorista, assessores de gabinete, madrasta e outros personagens sombrios; as idiotices produzidas pela boca da ministra (aquela da goiabeira) sobre os holandeses e sua mentira deslavada quanto às diplomações que não possui; o besteirol do ministro da educação que, além de falar "cidadões" na TV, afirmou que as universidades públicas devem ser reservadas para a "elite intelectual do país" e muitas e muitas outras. 
Não bastasse essa coleção de vexames, teve a destacada repercussão da cirurgia do presidente cujo atentado ainda precisa ser elucidado a todos nós; a falta de explicação ao povo sobre os motivos da convocação do exército israelense para ajudar nas buscas das vítimas; a renúncia do deputado Jean Wyllys motivada por ameaças não apuradas que vinha recebendo e denunciando; por fim, o fato repleto de maldade de uma (in) justiça seletiva que não permitiu ao ex-presidente Lula, preso político, enterrar seu irmão falecido por esses dias.
Deve ser por coisas assim que por onde andei (Portugal e Espanha), escutei e vi gente de meu país desabafando contrariada por conta do resultado eleitoral que se verificou no nosso último pleito.  Mas claro.  Que eu não me engane e não minta.  Também fui obrigado a "bater boca" com brasileiros reativos às minhas críticas que não souberam me dar um só argumento de defesa.
O fato é que estou atônito por tudo isso.  Eu esperava desmandos, ações questionáveis, condenáveis, dignas dessa gente.  Mas tudo aconteceu cedo demais. Não dava nem tempo de assimilar um absurdo e chegava outro.
Em meu retorno, antes que eu pudesse desfazer as malas, continuaram desabrochando preciosidades.
De volta aos holofotes, o ministro da educação vai à imprensa e afirma que brasileiros viajando "roubam" coisas de hotel, de avião e até de museus, são desonestos.  Denigre publicamente o povo do meu país que nada faz, nada fala, nada reclama. Eu exijo que esse cara me respeite.  Você não?  Só falta ouvir de alguém que ele tem razão, pois tem vira-latas que é capaz de concordar prontamente.
Indignado, exausto e sem ânimos, postei um desabafo nas minhas redes sociais.  Cansei de ficar digladiando com partidários do "atual regime" que não me dizem nada com nada ao tentar defender essa patuscada. Mas não adiantou muito. Cegos continuam cegos e surdos, ainda sem ouvir direito.  Quando não deseducados, violentos como sempre a xingar, escrever em letra maiúscula suas respostas deselegantes e sempre a lembrar Lula ou PT nas suas rebatidas apáticas e desprovidas de razão.
Se acha pouco, dou mais.
O ministro da "justiça" lançou um projeto bem ao seu estilo de marqueteiro para, "enquanto condena a criminalidade", permitir que a polícia reaja com violência justificada, como se já não ocorresse.
O DEM, partido mais envolvido em casos de corrupção, assume a liderança das duas casas (Câmara Federal e Senado) com apoio do partido do presidente e recebendo sua saudação.
Para eliminar fraudes na previdência, medida provisória do governo arrasa com os trabalhadores do campo e deixa claro que deseja dar controle aos banqueiros dos bilhões que são dos trabalhadores brasileiros.
Ou seja... não pára.  Não vai parar.  É incrível. Uma notícia péssima, atrás da outra.
Cada novo dia, cada nova hora, uma nova agressão ao modo de vida brasileiro.
E o que mais me entristece é que boa parte das pessoas, conforme afirmei acima, "ditas de bem", segue apoiando firmemente tudo isso.  Insistindo em dizer que estamos vivendo uma "nova política".
Talvez seja nova para eles que nunca se interessaram pelo tema.  Nunca se preocuparam com nada além do próprio umbigo.
E agora, pra saber como vai a "vibe" dessa gente, acredite, li nas redes sociais a publicação de uma senhorinha, até simpática na foto, afirmando que "queria que o que aconteceu em Bromadinho (ela escreveu assim), acontecesse no Nordeste e que não sobrasse um".  Pois é, já disse um amigo, os canalhas envelhecem também.
Garanto que a "boa" velhinha vai a igreja rezar de vez em quando, porque canalhas também oram. Mas ela não é nada diferente daqueles que festejaram a partida do Jean, ou comemoraram a "liberação" das armas, a reforma trabalhista que ferrou com os trabalhadores ou qualquer outra atitude contra o povo mais pobre.
Credo!!! Hannah Arendt tinha razão.  O mal está banalizado.






terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Grupo Seleta das marcas San Martin e Banneg faz o primeiro treinamento de novos franqueados do ano de 2019

Foto do primeiro dia do Treinamento de Novos Franqueados do Grupo Seleta das marcas San Martin e Banneg - jan. 2019















Está acontecendo, nesses dias, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, o 1º Treinamento de Novos Franqueados das marcas San Martin Corretora de Seguros e Banneg - Banco de Negócios, ambas do grupo Seleta Franchising.
O treinamento inaugura o modelo híbrido onde duas marcas são treinadas ao mesmo tempo.  O objetivo é aproximar ainda mais os franqueados do mesmo grupo e mostrar-lhes a força e a pujança dos nomes fortes que se consolidam no Mercado com soluções diversas e complementares a todo tipo de cliente.
A San Martin com mais de duas décadas de Mercado, está há 5 anos no franchising.  Já o Banneg, foi fundado há dez anos e está completando seu primeiro ano como rede de franquias.
Como há questões fundamentais e comuns a ambos os negócios, a pauta foi dividida para melhor permitir a participação de todos.
Treinamento anterior na sede do Grupo na principal avenida de
São José do Rio Preto - SP
Técnicas de vendas (específicas para os ramos), se misturam com tutoriais de sistemas de gestão e controle, cálculos e pesquisas, que são fundamentais no dia a dia das unidades franqueadas.
Além disso, são apresentados os componentes da equipe de suporte, a enorme gama de produtos de ambas as empresas e por fim, alguns desses produtos são destacados para permitir um início mais vigoroso e focado dos iniciantes.
Ninguém espera sair do treinamento especialista.  Nem sem alguma dúvida.  Mas, com caminhos e orientações básicas necessários para dar o "start" ao seu empreendimento.
É esperado que em muito pouco tempo os franqueados já estejam trabalhando e em um segundo momento, também breve, possam comercializar todos os produtos vigentes.
Para isso, uma Universidade Corporativa complementa esse treinamento que apenas tem início com a presença física dos novos franqueados.  Por meio dela, a UNISELETA, os franqueados terão acesso "on line" e a qualquer hora, a produtos, técnicas de oferecimento dos mesmos, condições gerais para sua comercialização, material didático para impressão, palestras, entrevistas e testes que se auto aplicam afim de averiguar sua condição de trabalho, antes mesmo de saírem em campo.
O treinamento, dentro das limitações de tempo e mesmo de adaptação e captação de todos é bastante significativo.  Permite conhecer a sede das marcas, confraternizar-se com outros franqueados e equipe de apoio, além de permitir, aos participantes, conhecerem as principais regras e conceitos do negócio.
Ao término de cada palestra, atividade extra ou mesmo avaliação de grupo e casos concretos, os participantes são convidados a realizar uma avaliação que garantirá a melhoria do treinamento seguinte.
Embora esse seja o primeiro de 2019 e o primeiro com essas características, as marcas já somam, juntas, mais de 37 treinamentos de novos franqueados realizados.
A experiência do grupo tem demonstrado que o caminho é esse e melhorar cada novo treinamento passa a ser uma questão de honra.
O grupo Seleta oferece departamentos de marketing, jurídico, financeiro, comercial, técnico e máster-franqueados para facilitar a vida de seus franqueados.
São mais de 350 unidades das duas marcas espalhadas por todo o Brasil e cerca de 25% dos franqueados detém as duas.
As maiores e mais sólidas companhias de seguros, bem como financeiras e bancos, fazem parte do pool de parceiros da San Martin e Banneg.
O grupo acabou de chegar de uma Convenção Nacional de Franqueados realizada em dezembro último em um cruzeiro pelo litoral brasileiro e já tem marcado e programado um Congresso de Vendas para o meio desse ano.
Rumando para outros continentes, diretores das empresas estão em viagem pela Europa para a apresentação das duas marcas e de uma terceira, do mesmo grupo.
As expectativas da Seleta para esse ano são as melhores possíveis.
Cerca de 45 pessoas participam, nesse momento, do Treinamento de Novos Franqueados em hotel da cidade onde se encontra a sede do Grupo Seleta.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Cobras e Mentiras

Acredito que muitas pessoas já tiveram oportunidade de acompanhar a brilhante atuação do ator Jim Carrey no filme "O mentiroso" de 1997.
Uma boa comédia que recomendo a quem não assistiu ainda.
No filme, o personagem fica privado de dizer mentiras, o que era um hábito seu até em pequenas situações.  A partir daí então ele precisa se adaptar a uma nova forma de viver. Falar somente a verdade e com isso, acertar sua vida profissional e pessoal.
Pois é.  Faz tempo que eu queria escrever um pouco sobre isso aqui no blog. 
A mentira.
Pessoas inseguras tem o hábito de duvidar de todo mundo.  De desconfiar até das sombras.
Por isso, "dormem com olhos abertos" e falam sempre com meias palavras. Vigiam permanentemente os outros, tentando controlar-lhes a vida e o que fazem, pensam ou falam.  Confrontam histórias de um com as de outro e estão sempre acreditando que a qualquer momento, tomarão alguma rasteira.
Mas esse não é só um comportamento dos inseguros.  É mania também de quem vive escorado em mentiras grandes ou pequenas, que fabrica ou de fatos que oculta o tempo todo, quase sempre como solução de seus pequenos conflitos, ou para evitar desconforto.
Pessoas com esse desvio de caráter, geralmente avaliam essas mentirinhas como algo sem maldade e maiores consequências.  Com isso, poder-se-ia dizer que a mentira lhes é um "meio de vida", como também era do personagem de Carrey, no filme.
Em casos mais graves, e já vi isso, há pessoas que se habituam tanto a usar da mentira que passam a vive-la e acreditar que sua versão é real.  Já não notam a diferença entre verdade e o mundo ilusório criado por si mesmas.  E não raramente levam vida dupla ou tripla. Um sofrimento absurdo e desnecessário pra si e outros envolvidos.
Não dá pra dizer que é maldade.  Acho que ninguém está livre de usar pequenos subterfúgios quando algo que é verídico possa complicar as coisas.  O problema é usar isso com frequência, de maneira descontrolada.
Eu mesmo, por insegurança ou movido pelas minhas próprias pequenas mentiras (desculpas amarelas), já vivi a tendência de duvidar de todo mundo e acreditar que sempre havia uma segunda intenção por traz disso ou daquilo e confesso, viver assim é doentio.  Se não é maldade, o exagero ao usar disfarces, faz com que o problema acabe virando falta de amor.  Afinal, desconfiar dos outros, não é um ato de amor.
Há uma grande chance de que as pessoas não tenham culpa alguma de serem assim, sendo essa forma de agir possivelmente oriunda de problemas tidos na formação de sua personalidade, lá atrás e que agora surge transposto nas relações do dia a dia.
Veja o que diz Erich Fromm sobre quem tem dificuldades no seu relacionamento amoroso, por exemplo:  "Enquanto tememos conscientemente não sermos amados, o temor real, embora inconsciente é o de amar".
Pronto.  O que temos aqui?  A transposição do conflito sobre o proceder diário.  E se ela serve para justificar problemas no amor, serve para o mau hábito de mentir.
Não sou nenhum cientista, muito menos especialista no relacionamento humano.  Também nada sei de psicologia, salvo o que leio por aí.  E pra dizer a verdade, tenho até dificuldades de aceitar, tranquilamente, qualquer diagnóstico sobre comportamento meu ou de alguém que eu conheça.
Não contrariando isso, no entanto, costumo dizer para minha mulher e companheira, que conservo muita atenção nas minhas intuições.  Tenho por elas bastante respeito, por acreditar que são um mecanismo natural de auto preservação e proteção.
Assim, embora eu não admita que alguém afirme, de bate pronto, "não ter ido com a cara de tal pessoa", também não desacredito que impressões devam ser consideradas e entendidas como alertas.
Sem, por favor, julgar ninguém pela aparência.  Isso sim é outro problema de caráter e pra lá de mero desvio.
É fato que todos nós precisamos avaliar, o tempo todo, nosso "modus vivendi".  Cuidar mesmo de nosso comportamento e vigiar o que pensamos e falamos pra não corromper nosso espírito.  Autocrítica pesada e contínua. Pois mentir é fácil, embora seja concreto que a "mentira", seja ela qual for, tem pernas curtas.
Senso comum, para mim, pode ser definido como uma das grandes forças da humanidade.
Se eu tivesse que citar algo para exemplificar o senso comum e sua relevância na vida das pessoas, eu falaria, por exemplo, das propriedades curativas da Erva de Santa Maria ou do Boldo, esse último para o fígado.  Coisas que mais adiante, a própria ciência foi capaz de reforçar ou aprovar.
Se as ciências tem suas bases em seus experimentos empíricos, o senso comum não deixa de ter as suas razões em situações vivenciadas pelas gerações que se seguiram.
Minha avó era mestra na aplicação, pelo menos pra mim, de conceitos de origem no senso comum.  Quase sempre, ainda que na vida infantil ou juvenil, boa parte de seus conselhos me serviram como luvas em certas ocasiões.
Aprendi então a ter um grande carinho por tudo o que ela me ensinava ou falava, hoje claro, filtrando um pouco nas peneiras do discernimento.
Para ilustrar, era raro eu contar a ela algum sonho que tenha tido durante o sono e não ter respostas imediatas, fruto dessa sua aguçada análise pessoal.
Quando eu sonhei com cobras, por exemplo, vindo em minha direção ou em meu entorno, pedi a ela que me ajudasse a entender, pois eram muito reais e coloridas.  Ela me falou para prestar bem a atenção sobre pessoa próxima que estaria mentindo pra mim.  Não uma mentira, contada ao léu, mas uma mentira constante, por isso está no gerúndio.  Não sei se é algo a dizer a uma criança, mas pelo menos naquele episódio, vivi meu colega de escola causando um entrevero grave entre mim e meu melhor amigo do colégio.  Coisinha pequena, mas proporcional a minha pouca idade. Uma decepção que culminou numa grande perda.
Daí pra adiante, toda vez que sonhava com cobras, enroladas, perto, infestando o ambiente onde eu estava, passava a trilhar um caminho de buscar qualquer coisa que remetesse a alguém me traindo ou mentindo pra mim.
Não duvido, se alguém da área da psicologia me disser, que ao me abrir para aquela visão particular, com certeza encontraria o que estava procurando, pois afinal vivemos o tempo todo entre coisas do tipo que só percebemos quando lhe damos atenção ou foco.
Tipo quando compramos um Jeep e ao passear pelas ruas, a marca que pouco conhecíamos ou não víamos antes, agora está por toda parte, inclusive dirigida por quem não nutrimos simpatias.
Com ou sem essa teoria do foco, o meu sentimento com relação aos sonhos ofídicos, permanece.
Sigo nessa de procurar e encontrar mentiras e traições sempre que sonho com cobras.  Acho até que passou a ser natural pra mim.  E olha que, de tempos em tempos, vem uma coral, jararaca ou naja frequentar minhas noites sem qualquer convite.  Até acostumei.  Tanto que resolvi usar a cobra como meu "amuleto" de boa sorte.
Em 1988, quando ainda não sabia nada sobre blog ou redes sociais, criei um jornalzinho impresso, como atividade paralela, chamado Lítera, cujo "l" era uma serpente.  Era a força da verdade que, como uma cobra, mataria a mentira, a ilusão e a ignorância.  A experiência durou pouco, pois sem ganhar o suficiente para mante-lo e querendo que o informativo fosse gratuito, não passou da segunda edição. Talvez eu tenha um ou dois exemplares de cada edição guardados em casa.
Bom, mas voltando a mentira, não foram poucas as vezes que os sonhos me abriram os olhos e acabei enxergando melhor.
Sabe de uma coisa?  Todo ser humano normal carrega uma ou outra mentira mais séria.  Aquele segredo que não conta a ninguém.  Ao mesmo tempo, conserva um baú com grande quantidade de pequenas e inocentes mentirinhas.  Algo como responder a mulher que já está chegando em casa, quando nem saiu do escritório e coisas do tipo.
Dá pra perdoar.  Mas por trás dessa mania aparentemente inofensiva, há um peso enorme sobre o nosso caráter.
Lembra?  Caráter é aquilo que aprendemos na fábula do Sapo e o Escorpião.
O fato é que a sinceridade nunca foi remunerada com muito afeto ou carinho.  Talvez por isso tanta gente opte por esconder o que pensa ou sente, ao invés de declarar aberta e sinceramente.
Só que é impagável a serenidade de quem deita sua cabeça sobre o travesseiro sem qualquer preocupação em ser desmascarado, ainda que em miúdas verdades descobertas por descuidos.
Não há dúvidas então e isso me faz crer que é melhor levar constantes ferroadas de amigos "super sinceros" do que o afago traiçoeiro de quem só diz o que soa bem aos ouvidos da gente.  Afinal, não é esse um outro formato de corrupção?
Comprar afeição por dinheiro ou palavras reconfortantes que não condizem à verdade é tão sujo quanto trocar favores nos balcões de uma repartição pública.
Mais escolado pelos meus quase 51 anos bem vividos, ainda sonho com cobras.  E ainda "dou minhas buscas" como um feroz Poirot.  E se pego uma linha, descubro o novelo.  E sou implacável.
No mundo dos negócios ou na política, estar cercado pela mentira é tradicional, mas não aceitável.
Qualquer postura é mais honrosa sob a luz do sol.  A boa política, a verdadeira concorrência e as transações diversas deveriam ser sempre às claras.
Fico "roxo" de me imaginar sendo manipulado por pequenas mentiras. De ter alguém do meu dia a dia ocultando alguma coisa de mim.
E assim como não suporto cercear nos outros a liberdade, seja ela qual for, jamais perdoo quem possa querer tirar a minha. E não há liberdade se nos constroem um labirinto a percorrer com buracos e falsas saídas.
Uma vez descoberta a fraude, tornam-se lícitas algumas medidas mais drásticas para colocar as coisas no seu devido lugar. Amputar o membro necrosado. Afinal é preciso proteger o todo em detrimento da parte.
Um bom gestor, seja de sua vida ou de seu negócio, não pode se descuidar disso. Jamais.
Na política então, o anúncio de uma mentira descoberta já derrubou reinos, repúblicas e sonhos acalentados.
Em tempos que "fake news" ganham eleições, tomam conta dos meios de comunicação oficiais e livres, cultivar apreço pela verdade é quase declarar-se louco.
Salve então os loucos.
Se o pai da mentira é o diabo, sua filha tem proliferado visivelmente, sem no entanto deixar de ser sub reptícia. E assim voltamos às cobras.

Abstenção. O desafio para Lula no 2o turno.

Ney Sarni Advogado  Corretor de Seguros Dificilmente eu coloco minhas opiniões políticas em voga, mas neste cenário atual vou arriscar a faz...