domingo, 17 de junho de 2018

Como será o processo eleitoral deste ano?

No último domingo eu peguei um táxi no aeroporto de Guarulhos afim de chegar em tempo a um compromisso na Assembléia Legislativa de São Paulo onde integrantes do PCdoB estavam reunidos para um Encontro Estadual.
Ao ver meu destino, o motorista não hesitou em questionar-me sobre se eu integrava algum partido ou movimento político.
Diante do meu "sim", ele acrescentou na sua pergunta o que eu estava achando do processo eleitoral deste ano.
Acostumado com o termômetro oferecido por taxistas e outros personagens que andam pelas cidades ouvindo a população, preferi devolver-lhe a pergunta.
"O senhor, o que acha"?  Perguntei enfim.
E a sua resposta foi fantástica.  Pois ela veio confirmar o que eu realmente acredito que esteja acontecendo.
"Está uma bagunça, sabe, na nossa cabeça.  A gente não sabe em quem votar.  Um tá preso, os outros parecem ser todos sem vergonha.  E pra governador é igual.  Um deixou a prefeitura na mão para concorrer.  O outro era do governo até ontem.  Votar nele é mais do mesmo".
A confusão que passa pelas mentes de toda a população brasileira não é imotivada.
Os artífices do golpe que destituíram Dilma não conseguiram emplacar nada.  Até agora temos assistido um mar de denúncias envolvendo os principais nomes de oposição ao PT.  Por parte do governo Temer, incapacidade e retirada de direitos, desmonte do Estado e entrega do país a forças estrangeiras.  Tudo isso não está passando de forma despercebida pelas mentes em geral.
O modelo desenvolvido pelas forças que retomaram o poder é vencido e ao contrário do que se supunha, ninguém viu qualquer melhoria na sua vida, mas ao invés disso, um cenário tenebroso.
Todos entenderam que a corrupção esteve amalgamada em todos os partidos e que aqueles que se apresentavam como "novidade" eram, na verdade e como disse o taxista, mais do mesmo.  E isso em todas as esferas do poder.  E até em mais de um poder.
Diante deste cenário, duas tendências ganham força.  A extrema direita que assusta pelo seu discurso agressivo, excludente e retrogrado e de outro as forças progressistas, ditas de esquerda.
Por mais que tenha sido combatida nas ruas ou discursos, a esquerda é ainda bem vinda por mais da metade da população que entende os avanços conquistados durante os governos de Lula e início da era Dilma.
Em um encontro com pessoas de tradicional visão direitista, um de meus familiares em debate, após ouvir as críticas generalizadas contra a política em geral, apurou que, mesmo os contrários ao PT, votariam em Lula se ele fosse candidato e tivesse como concorrer, reforçando a tendência já apontada por todas as pesquisas de opinião.
Isso demonstra que de fato, quem quiser impedir a esquerda no comando do país, terá que manter Lula preso e evitar que as forças progressistas se unam em torno de um único nome
Afinal, aqueles que desejam o programa neoliberal, até o momento, não conseguiram gerar qualquer nome com possibilidade, aceitação ou moral para representá-los.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Serenidade - Descanso e Paz ao alcance de todos.

A belíssima Campos do Jordão
Algumas coisas precisam mesmo ser divulgadas. 
O pior é que quando divulgamos, encontramos sempre quem vai atrás.  Daí, o que era pra ficar só entre alguns, logo se espalha.  Mas não tem importância.  Que todos então aproveitem e pronto.
Estou falando dos pequenos paraísos escondidos no mundo em que a gente ainda pode encontrar um pouquinho de vida contemplativa.
Recentemente, por ocasião de um feriado prolongado, fui com a família para Campos do Jordão. 
Não há muito o que acrescentar desta aconchegante cidade, pois ela já é velha conhecida de muitos brasileiros.
Seu friozinho, culinária especial e sobretudo paisagem de "cidade estrangeira" nos dão a impressão de estarmos em outro lugar.
Natureza e Paz em Gonçalves - MG
Os problemas ficam pra trás e a realidade se adapta facilmente ao clima.
O caso é que, ao sair de lá, levado por minha mulher que já conhecia, fui parar em uma cidadezinha mineira de nome Gonçalves.
Pequenininha e encravada entre as montanhas que dividem São Paulo e Minas no alto da Serra da Mantiqueira, a cidade não só conserva o clima fresco, como é totalmente acolhedora.
Lugar especial de gente que sabe oferecer boa comida, ambiente inspirador e que tem um "quezinho" cultural nada desprezível.
Janelas com Tramela - Gonçalves/MG
O tempo foi curto.  Mas deu para conhecer bares interessantes como o Janelas com Tramela, o Bistrô Café com Verso e um barzinho no sopé de uma cascata, cujo nome não gravei mas que faz um suco de tomate fantástico.
Sem falar nas pousadas com chalés no meio do mato, à beira de riachos ou no alto de montes, quase solitários à mercê de alguma abdução alienígena.
Ficamos na Pousada Passaredo cujo café da manhã é ma-ra-vi-lho-so e o quarto tinha uma lareira.
Mas elas são várias e uma melhor que a outra.  Só chegar e tomar posse do seu cantinho.
Silêncio total, paz de espírito e serenidade pra mais de metro.
Bistrô - Café com Verso - Gonçalves/MG
Ah, e o muito importante.  São vários os lugares onde internet e celular não vão atrapalhar.
Meus filhos estavam bravos.  Discordando ir para um lugar com estas características.  Agora pergunte o que acharam.  Já temos discutida a volta pra lá e com mais tempo.
Corredeiras e trilhas, passeios diversos também fazem parte do roteiro que é um convite a abandonar o escritório.
Também fazem parte os queijos, doces, vinhos e cachaças de minas. 
Recomendo sem medo. 

terça-feira, 22 de maio de 2018

"Te conheço. Sabia que mais cedo ou mais tarde mostraria seu lado traidor."


Como é triste ter que vir justificar minhas posições explicitadas com firmeza e transparência, a companheiros de longa data, depois de tantos anos de militância juntos.
Esta semana, ao ser chamado por um amigo  petista de “traidor” por apoiar, para o próximo pleito, uma frente de esquerda encabeçada por Ciro Gomes, acabei por me convencer que estou “frito”.
Sim pois perdi, ao longo do golpe, dezenas de amigos da direita, da classe média equivocada e “coxinhas”.  Agora, perco os amigos do campo democrático, da esquerda.  E tudo por que?  Porque acredito na necessidade urgente de exercer a lucidez.
Ninguém entre estes companheiros deveria me chamar de traidor.  Sempre cumpri tarefas partidárias e sempre me coloquei ao dispor da causa onde quer que estivesse. Não “virei casaca”, não mudei meu padrão de consciência e tampouco abandonei Lula.
A discussão aqui é bem outra.  Não fui eu, mas sim o PT quem tirou o povo das ruas para convencê-lo a apoiar, de maneira resiliente, as eleições. E fez isso quando havia todo um cenário de possibilidades no qual a esquerda se unia novamente após um desastroso processo que apartou antigos companheiros.  
O PT não é nem nunca foi um partido revolucionário.  Até aí tudo bem.  Mas açoitado pelo golpe o mínimo que se podia esperar era o uso de sua força, grandeza e vigorosa militância, no enfrentamento. E os camaradas da esquerda em geral estariam dispostos a se levantar em seu apoio.  Os petistas não quiseram.  Com a "certeza" da eleição de Lula, agiram com resignação na defesa do "processo democrático" representado pelo pleito deste ano.  
Seus dirigentes e burocratas, sempre vaidosos, preferiram entregar Lula que jaz preso e portanto, fora da eleição. Aquela que o PT tanto defendeu.
Ora, Lula só será libertado com luta popular (e depois de tudo, não acredito mais que aconteça), ou então caso alguém, que conseguisse se eleger, viesse a corrigir, de algum modo, os erros do golpe.  Mas esse "justiceiro" não será Bolsonaro, nem Geraldo e nem Marina, os que de fato ganharão as eleições se não tomarmos providencias urgentes.
Fora essas duas hipóteses que citei, o golpe sozinho não deixará de ser golpe e os golpistas não sofrerão uma epifania, durante a noite, acordando pela manhã santos e justos, soltando Lula em nome da verdadeira justiça.  Milagres até acontecem, mas esse seria impossível. 
Será, companheiros, que pensam mesmo que eu não queira Lula solto?  É pura reflexão de minha parte e deveria ser de todos.  Quem faz o que foi feito (golpe) para de repente desistir e deixar tudo voltar a ser como antes?  Lula é libertado gentilmente, concorre, ganha, assume e muda tudo.  Simples assim?
Não.  E com Lula na cadeia, os guerreiros ficaram descalços e agora parte deles está acampada em Curitiba levando tiros e sofrendo frio.  Embora isso mostre ao mundo que Lula tem apoio e não está sozinho, não vai mudar nada.  O apoio já veio também de prêmios Nobel, de líderes internacionais, intelectuais, artistas e até do papa.  E aí, mudou alguma coisa? 
Silente e crente no “bom senso” de sabe-se lá quem, o partido de Lula segue dizendo que ele será candidato.  Que sua candidatura será registrada.  Que será eleito e que tomará posse.  Que há várias falhas na sua condenação.  
Meu Deus.  Me lembro como se fosse hoje que alguém também dizia com absoluta convicção que era impossível, legalmente, Dilma sofrer impeachment. 
E essas atitudes do PT não são novidade.  Meus companheiros petistas não gostam muito de autocrítica e detestam quando a gente os lembra que foi o Governo do PT que preteriu companheiros de esquerda para caminhar de braços dados com oligarcas e compadres do PMDB e outras agremiações só para garantir a governabilidade.  Que foi Lula que preferiu dar vaga à Dilma do que a Ciro, com quem havia tido esta conversa já naquela época, para não perder sua hegemonia no comando.  Estou mentindo?
Pra provar como já é hábito, tudo se repetiu quando, em São Bernardo, uma celebração ecumênica marcou a autoflagelação de Lula que se entregou à polícia mesmo sabendo que ali camaradas e companheiros estavam dispostos a chegar às últimas consequências. E de novo, no 1º de maio, já em Curitiba, quando a verdadeira esquerda não pôde discursar dando lugar a shows ou a autoridades petistas que precisavam se reforçar para manter seus cargos e se reelegerem.  Sempre escolhas erradas.  Uma atrás da outra.
Mas o que me leva a estar bravo não é a arrogância de quem se diz “da causa enquanto me tem por traidor”.  Só fatos concretos poderiam me atingir e essa fala não é um deles. O que me causou espanto e indignação é que os meus companheiros insistem na defesa de uma bandeira pra lá de narcísica, egoísta e inconsequente: "Lula ou nada".  "Lula ou nulo". 
Isso é inaceitável do ponto de vista do pensamento de esquerda.  E nem pragmático é. 
Quando olhamos pra traz vemos Bolsonaro em segundo, seguido de Marina Silva e Alkimin.  Que raio de compromisso histórico têm meus companheiros ao me obrigarem a votar em um destes para evitar o outro?  Sim, pois é exatamente isso que vai acontecer.  Se Lula não for candidato e as chances são infinitas de que não seja, e os petistas ficarem na defesa do voto nulo ou do não voto, então sobrarão estas figuras e eu terei que escolher entre uma ou outra no que seria o trágico voto do “menos pior”, atitude que não cabe no currículo de gente séria.  Será que é tão difícil ver isso?
Ainda tem sim companheiros, um pouquinho mais avançados, que baixam guarda e jogam na hipótese de Lula não ser candidato.  E dizem que podemos até pensar em uma frente de esquerda como alternativa, desde que seja sem fulano, beltrano ou sicrano.  Mas isso é atitude democrática?
O militante mais obediente não percebe que os burocratas do PT querem mesmo é que, lá no final, quando não restar mais tempo, eles possam lançar um nome qualquer achando que o povo votará no indicado só por ser do PT ou só por "ter" o apoio de Lula.
Deixa eu dizer uma coisa.  Não é isso que vai acontecer.  Não vai haver outra Dilma.  As condições agora são outras.  Lula, o único que poderia dirigir essa ação está preso e muitos destes possíveis candidatos do PT que posam de "gente boa”,  antecipando seus nomes afim de viabilizá-los para este “plano B”, daqui há pouco podem ser descobertos como apoiadores internos do Golpe, pois alguns o foram.  Ou alguém duvida que dentro do próprio PT eles existiam?
Ainda pode ser que surjam, como indicados, nomes sem expressão.  Se for o caso, os votos de Lula simplesmente não serão migrados para estes “postes”.
Muita gente que é Lulista, não é petista.  Eu conheço um monte de gente que diz que se Lula não for candidato, não votará em ninguém do PT.  Sejamos honestos. Você também conhece.
E se o PT não tiver votos, de um jeito ou de outro, chegará um segundo turno em que os petistas não irão votar ou irão para as urnas votar nulo. Que inteligente. 
Os mais cidadãos, aqueles que decidirem depositar seu voto, terão então de escolher entre o horrível e o trágico.  Já pensaram companheiros, termos que votar em Alkimin para evitar Bolsonaro?  Não pensaram?  É só continuarem gritando “ou Lula ou nada” de forma irresponsável.
Isso sim é ser traidor.  Traidor da esquerda, traidor da pátria e traidor da história.
Todos sabem que há nomes que podem compor uma frente de esquerda.  No momento, pelo menos, há Manuela, Boulos e Ciro. 
Eu, particularmente, não creio na eleição de Boulos, sobretudo por ser um candidato de esquerda, com defesas que prestigiam nossos mais profundos anseios.  Afinal é tão indesejada pelos artífices do golpe, quanto seria qualquer nome do PT.
Manuela já saiu na frente e abre espaço para caminhar com Ciro Gomes cuja história inclui passagens pelo governo de Lula.
Mas o PT já sinalizou que não quer Ciro em nenhuma hipótese (como se ele tivesse pedido).  E não são poucos os que o demonizam, fazendo um jogo ideal para a direita.
Há ainda petistas que arriscam dizer que não querem Boulos, pois é do adversário PSOL.  Então ficarão com “sua pureza suicida” em pose de vestal.
Hoje o PT ainda garantiria, se quisesse, a negociação dos termos desta frente.  Tem uma militância aguerrida e numerosa.  Traz o respaldo da força de Lula ainda latente.  E poderia, portanto, ser protagonista do processo de união com decisões importantes. 
Até pode esperar o “barco afundar” e depois vir com pires na mão para exercer apenas a figuração no processo.
Mas se não escolher nem uma coisa e nem outra e ficar mesmo com a ideia de que será Lula ou nada, ou tramando lançar um nome qualquer do próprio PT lá na frente, terá posto fim a saga do maior partido de massas da América Latina e de forma triste e irresponsável.
É o que eu penso. E não sou só eu.  Mas não gosto de fingir.  Como sempre segue minha opinião declarada, assumida.
É bem possível que com ela eu esteja acabando com o último foco de amigos que me restaram na política, mas em compensação continuarei dormindo tranquilo por acreditar que estou pensando com clareza, sem o comprometimento das paixões, do sectarismo ou sobretudo, da vaidade.  
Ainda exclamo que Lula é inocente.  Que não devia estar preso.  Ainda grito Lula Livre ou luta.  Mas ficar esperando a banda passar como querem alguns, não vou mesmo.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dá pra entender?

Que se queira, por estratégia, defender a candidatura de Lula, mesmo sabendo que os autores do golpe não desistirão agora, baixando a guarda e o deixando livre, tudo bem.
Que se queira defender o "lulismo" em favor da não fragilidade do PT e sobretudo evitando-se queimar uma alternativa viável de um substituto para anunciá-lo só próximo ao pleito, eu entendo também.
Que se queira brigar pela liberdade de Lula, chamando o trabalhador em geral para as ruas e trincheiras a fim de mostrar que se está disposto a tudo (tudo mesmo), claro, concordo.
Mas que se queira fazer campanha com slogans do tipo "Lula ou Nada" ou "Sem Lula, voto Nulo", daí é um absurdo.
Quem está em segundo lugar nas pesquisas é Bolsonaro, seguido de Marina.  Ou seja, se for Lula ou nada e se for Lula ou nulo, será Bolsonaro ou Marina. Tenha dó.
Outra coisa que não é possível é "demonizar" a figura de Ciro Gomes.  É muito despreparo ou irresponsabilidade histórica faze-lo.  Evidente que Ciro hoje, sendo apresentado como substituto oficial de Lula e apoiado pelo PT, ficaria na mira dos inimigos, dentre os quais os poderosos articuladores e financiadores do golpe.  Mas tratá-lo por inimigo do PT é no mínimo infantil.
Pode-se defender que Boulos ou Manuela seriam melhores para os petistas, do que Ciro.  Tá certo, pode ser.  Mas você acha mesmo que os artífices do projeto que destruiu o país, iriam realmente aceitar, numa boa, que estes representantes da esquerda, trazendo todas as bandeiras que ele "botaram fora", voltassem assim, facilmente a ocupar o Planalto?
Então, camaradas, Ciro é sim uma alternativa viável.  Pois o é para a esquerda que tem nele o defensor de algumas conquistas do nosso lado e para o "centrão" um possível antídoto contra a extrema direita, que na real, ninguém de fato quer ver no poder.
Alguns companheiros tratam Ciro como inimigo, mas se esquecem que ele ficou várias vezes isolado pelo PT.  Quem não se lembra do episódio em que seu irmão foi preterido por Dilma quando no Congresso, ao dizer a verdade, teve que pedir desculpas a Cunha e seus asseclas e em seguida abandonar o Governo?
Acho até que Lula está realmente disposto a batalhar por sua candidatura, não só por ser quem é e desejar realmente resgatar o projeto interrompido pelos golpistas.  Mas também por ver nisso a única chance de não permanecer preso até o final.  Mas petistas e lulistas precisam encarar que o Congresso, o Supremo ou qualquer outra instituição burguesa não irão soltar Lula.
Só quem pode por Lula livre serão, se eleitos e empossados, Ciro, Manoela ou Boulos.  Ou então aquilo que hoje não temos, revolucionários suficientes nas ruas.
Então, bater no peito como puritano para agredir Ciro não é ajudar, não é tático e nem estratégico, mas pura ingenuidade ou despreparo político.


segunda-feira, 14 de maio de 2018

Empreendimento. O sucesso é sempre consequência?

Ser empreendedor no Brasil não é e nunca foi fácil.
Estes dias fui entrevistado por um jornalista de um jornal de grande circulação da Capital e ao ler a matéria fiquei com a impressão de que tudo foi muito fácil na minha vida.
Claro, a culpa não foi do entrevistador, mas das coisas que eu disse e sobretudo do "como" eu falei.
A matéria dá conta de que meu início foi difícil e que enfrentei muitos contratempos, mas deixa a entender que agora desfruto da tranquilidade de ser um empresário de sucesso.
Mas há que se dizer que tudo foi muito complicado até aqui e mesmo hoje, não há qualquer tranquilidade.
Pagar as contas da empresa e mantê-la viva, continua sendo um desafio hercúleo e permanente. Acrescento mais, não faltam momentos de profundo desânimo, que a gente só consegue vencer por conta da vibração, dedicação e torcida de boa parte dos parceiros.  Gente que deposita em nossas marcas sua credibilidade e esforços.
No início da década de 80 fui trabalhar em uma empresa por grande pressão da família, sobretudo minha avó, que me queria ver "encaminhado na vida".
Ajudado por uma tia, que encontrou o anúncio na porta do estabelecimento (uma financeira), me apresentei e fui contratado como office boy.
Minha rotina era limpar os vidros que davam acesso à rua, passar álcool nas mesas, fazer o café e depois ir e voltar aos bancos umas 30 vezes ao dia. Era no tempo em que cheques precisavam ser "visados" e as filas não eram inteligentes.  Ao invés das infindáveis serpentinas que a gente vê agora, onde se caminha ainda que devagar, se déssemos azar, passaríamos horas em pé esperando o atendimento.  E bastava chegar ao caixa com a pastinha cheia de documentos para ouvir o lamento desmotivante do atendente bancário: "Nossa... outro daqueles".
Por três meses trabalhei sem qualquer remuneração.  Como a empresa tinha sede na capital, o salário não vinha e a desculpa deles é que o registro não saia por estar parado na matriz.
Minha avó então se condoeu e falou com meu tio, proprietário de uma construtora, que logo me convidou para trabalhar com ele.
Aprendi muito ali.  Coincidentemente, o prédio era o mesmo no qual está hoje a sede de minha empresa. 
Na construtora meu trabalho original era o mesmo do emprego anterior.  Só que, além de bancos, eu levava plantas (projetos) à prefeitura, entregava umas duplicatas a clientes e assim por diante.
Mas fui crescendo aos poucos.  Auxiliar de Departamento Pessoal, Auxiliar do Departamento Financeiro, até que meu pai me apresentou para uma seguradora na qual ele trabalhava, mas que estava de saída por que ia montar sua própria corretora.
Foi assim me lancei para o brilhante Mercado de Seguros no qual construí minha história.
Hoje, anos depois e passadas muitas vitórias e derrotas que enfrentei sempre com minha mulher ao meu lado, sou gestor, junto com meu sócio, de nossa Corretora de Seguros, de uma Intermediadora de Negócios Financeiros (ambas franqueadoras) e de uma Empresa de Consultoria, que visa orientar e oferecer subsídios a quem desejar compor sua própria rede de franquias.
De jeito nenhum somos ricos.  O faturamento das empresas pertence a elas e seus parceiros, os franqueados, a quem retorna aproximadamente 70% de toda a receita.
Acreditamos muito neste formato e tentamos construir uma jornada de sucesso, mas um sucesso partilhado com aqueles que confiaram em nós e continuam apostando em nossos ideais e projetos.
Claro que temos orgulho do que fizemos e obviamente temos cabedal para orientar quem necessitar de apoio.  Prova disso é a realização das Universidades Corporativas que estão ao dispor de todos aqueles que precisarem  para oferecer, a seus parceiros e franqueados, conhecimento e luz do seu  negócio.  Exportamos este modelo com muita responsabilidade.
Este aliás é um trabalho do qual temos muito orgulho e cuja propaganda não canso de fazer.
Em todos os empreendimentos trabalhamos sempre com grandes profissionais e gostamos de acreditar que são os melhores.  E são mesmo.
Em todo este tempo, contei sempre com minha mulher, valente e companheira e com meu sócio, um amigo fiel e leal.  Trago em mim os princípios herdados dos pais guerreiros e a garra de ser brasileiro.  Aquele, do tipo que não desiste nunca.
Não sei se isso me fará um homem de posses, mas com certeza morrerei rico de experiências e fortes emoções.
Posto tudo isso, me resta dizer que empreender é saudável, necessário e pode até ser vital se a intenção for sobreviver no mundo dos negócios em nosso país.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Tem dia que a noite é assim mesmo.


De forma muito vaidosa, temos pensado que o golpe que retirou do poder a presidenta Dilma e dissolveu boa parte do Grupo encabeçado pelo PT e seus aliados, visava apenas a Petrobrás e outras empresas brasileiras, além é claro, de devolver o poder às mãos daqueles que sempre estiveram lá de algum modo.
Mais estratégico e muito mais abrangente, o processo do golpe se desencadeou de forma agressiva e com amplitude “macro”, objetivando o reenquadramento da América Latina ao seu tradicional posto de “quintal” dos Estados Unidos, acabar com o BRICS e de quebra, levar o que restava do Brasil após a “privataria” desenfreada promovida pelos tucanos.
Desta feita, tudo o que os seus artífices não vão permitir agora é que alguém de esquerda, pelo menos com força, volte ao poder.  Por isso é quase improvável que libertem Lula, que caso livre dispute as eleições e se vitorioso, que assuma.  Pronto.  É isso.
Qualquer outra coisa que falem estão apenas iludindo os militantes.
Mas não é por isso que eu vá defender o fim da resistência.  O que defendo sim e com força é que os malditos burocratas dos partidos deixem o povo fazer a sua parte. Claro, com orientação.  Mas correta, verdadeira, olhando-os nos olhos.  E sobretudo, deixando-os falar e gritar, mas ouvindo-os. Como aliás deveriam ter feito no ato da prisão de Lula, quando estes "cartolas" o fizeram se entregar contrariando as massas que estavam ali dispostas as últimas consequências.
Enfrentar com todas as forças este golpe é tudo o que nos resta e mais preciso, neste momento, do que respirar.
Só que no último primeiro de maio o que assistimos foi apenas um pouco do mesmo.  “Cerimonias” partidárias com direito a shows, mas sem esta discussão necessária e implacável da verdade.  Elementos ativos da esquerda militante de outros partidos e aliados de movimentos sociais não tiveram acesso a microfones, pois alguns ícones partidários e lideranças “lustrosas” precisavam se fazer visíveis até para garantir, a todo custo, sua reeleição nos postos que ocupam hoje no Senado, Câmara Federal etc.  Tristemente este parece ser o único foco de alguns dos que se colocam nesta luta.  Estão ali, mas parecem aquelas pessoas que se aproveitam do “velório” de um amigo para matar saudades de velhos conhecidos.
No entanto insisto que não é por isso que se torna menos importante estar em Curitiba. Temos que estar ali.
O que me deixa possesso com essas lideranças partidárias é que não agem com responsabilidade histórica em momentos como este, desprezando as condições objetivas de luta e de possível vitória, como que colocando “panos quentes” e deixando o tempo passar para ver se os ânimos se esfriam.  Por que?
Quem hoje devia estar no comando da situação (resistência) são aqueles que abandonaram suas casas, empregos, famílias, aulas e estão lá, acampados em situação precária, tomando chuva, frio ou sol na cabeça, repartindo sanduiches e água, contando com a solidariedade de outros “irmãos” numa verdadeira demonstração de fraternidade e igualdade.  Gente que enfrenta estradas e riscos como a agressão de inimigos e incompreensão de familiares.  Estes sim, nos representam.
Quanto aos burocratas, qual é a discussão real e fora dos gabinetes que fazem esses “príncipes” partidários?  Há plano “B” caso Lula não seja solto?  Deixarão para a última hora que alguém, sem apoio popular maciço, seja içado de repente sem forças para os embates necessários?  Ou deixarão que alguém minimamente viável seja desprezado pelas esquerdas para depois cair nos braços da direita ou “centrão”?
Erros históricos de um pessoal que não pode mais se dar a este luxo.  Seu reinado está com os dias contados como estão os da classe trabalhadora se continuarem nesta toada.
Sim.  Um nome viável precisa ser trabalhado já.  Forte e que represente esta luta.  Alguns petistas precisam descer do pedestal e, seguidos pelos seus parceiros de sempre, buscarem ajuda agora, hoje, imediatamente e sem vaidades ou arrogância.
Neste sentido, falar que não há conversa com este ou com aquele é dar a falsa ilusão de que estamos com o "jogo ganho" quando não estamos. Melhor um “intratável falastrão”  que nos entende, mas do nosso lado, do que nos braços do "centro" como alternativa à extrema direita.
Sei que os estômagos de alguns camaradas e companheiros se torce por dentro, mas eu quero que se danem com este purismo arrogante que vai botar a perder as mínimas conquistas que já tivemos algum dia na história desta linda nação.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Sobre Culpa.

Lula menino, aos 4 anos, venceu a longa viagem como retirante nordestino até Santos, no sudeste brasileiro.
Venceu a miséria.  Bem moleque ainda, foi para São Paulo. Trabalhou como ambulante, engraxate e office-boy.  Com 15 anos já era aprendiz de torneiro mecânico, profissão que o acompanharia até se tornar líder sindical da categoria.
Lula venceu a primeira viuvez após perder a mulher grávida de seu filho.
Passou a dedicar-se então mais fervorosamente ao sindicato e venceu a eleição que o conduziu à presidência do mesmo.
Liderou com vigor a primeira greve de metalúrgicos do ABC em pleno Regime Militar.  Foi preso e venceu sua primeira estadia na prisão quando só atraiu simpatias.
Com apoio de intelectuais, líderes sindicais e comunitários e parte da Igreja Católica avançada, fundou o PT - Partido dos Trabalhadores no início da década de 80.  Tinha entre seus aliados Franco Montoro e Leonel Brizola, importantes e respeitáveis lideranças respectivamente do PMDB e PDT.
Vencendo mais barreiras, ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores e mais tarde participou ativamente da formação do bloco Pró Eleições Diretas onde atuou com maestria.
Em 1986 venceu a eleição para Deputado Federal Constituinte tendo a maior votação do país.
Concorreu por três vezes à presidência da república.  Na primeira passou para o segundo turno contra Fernando Collor.  Não foi eleito, mas podemos dizer que venceu um golpe contra sua candidatura arquitetado com auxilio da Rede Globo, atitude mais tarde confessada por um dos executivos da emissora.
As duas outras eleições foram contra Fernando Henrique Cardoso.  O privatista e representante sem igual do neoliberalismo no Brasil.
Em 2002 venceu sua primeira eleição para presidente do Brasil com uma votação recorde.  Depois da posse venceu várias tentativas frustradas dos opositores em derrubá-lo, que culminaram com a degola de diversos líderes do partido de Lula e possíveis substitutos de seu mandato.
Venceu novamente no pleito seguinte indo para o segundo mandato com uma condução inigualável do executivo nacional que fortaleceu o bordão "nunca antes na história deste país".
Colecionou a maior popularidade de um governante brasileiro.
Fez bonito no exterior, angariou simpatias sem precedentes e venceu desafios centenários.
Sem substitutos, elegeu sua sucessora a presidenta Dilma Roussef, uma mulher, reeleita depois apesar de diversas tentativas frustradas de opositores de impedir sua vitória.
O PSDB nunca se recuperou desta derrota e após recorrer na justiça contra o resultado, prometeu "sangrar o país" e "parar o Congresso", o que cumpriu com vontade.
Um golpe foi engendrado com maestria e a sucessora de Lula sofreu um discutível processo de impeachment.
Mas não foi suficiente.  Era preciso aos seus opositores barrarem Lula.  Não podiam torná-lo um mártir, então era necessário desacreditá-lo.
Parte da imprensa e do judiciário, foram afiados nesta tentativa.  A mídia trabalhou incansavelmente dias na destruição da imagem de Lula, mas a popularidade do ex-presidente só fez crescer.
Lula venceu infinitas sessões de massacre midiático contra si e sua família, delações de adversários e amigos e venceu sua segunda viuvez ao perder a grande companheira de sua vida, dona Marisa Letícia.
Acusado sem provas e diante do grito de "crucifica-o" de parte das ruas, esta "convencida" de que toda a mazela do país (fruto da sangria promovida pelos tucanos e aliados) seria culpa de Lula, foi finalmente preso e conduzido ao isolamento onde deverá ficar até o final do pleito.
Populares, intelectuais, artistas, juristas respeitados e líderes de diversas outras nações, tentam forçar a liberdade de Lula com campanhas, declarações e outras formas de apoio.  Mas sequer conseguem visitá-lo.
Na internet, para sossegar seus apoiadores mais distantes da corte partidária, chovem boatos de que haverá revisão do processo contra Lula, pelo Supremo, ou que em breve Lula terá que ser solto por falta de provas ou abuso do juiz que o condenou.  Falácia que tenta minimizar a resistência daqueles que estão em contundente luta, postando-se vigilantes ao lado do cárcere.
Mas o fato é que não haverá trégua.  Nem de um lado, nem de outro.  Quem patrocinou, financiou e comandou este estelionato na democracia brasileira e sobretudo, quem está sendo beneficiado com o entreguismo e desmonte do país, não jogou pra perder e não irá afrouxar agora.
Muitos já gastaram inclusive a própria reputação na tentativa de "provar" os crimes de Lula, só lhes restando agora a vergonhosa posição de protagonistas do atraso, da traição e da conduta sub reptícia.
Lula só sai da prisão após a eleição, ou então em um saco plástico ou maca de hospital.
Mas tem que ficar bem claro.  Se algo acontecer e Lula não vencer esta batalha como vem vencendo todas as grandes lutas de sua vida... Como venceu os grandes desafios de governar este país, mitigando a fome, abrindo espaço para os pobres estudarem e comerem melhor, viajarem, consumirem e trabalharem com mais dignidade, seu sangue então manchará para sempre o solo brasileiro e recairá sobre seus algozes.
E a responsabilidade por esta mácula histórica terá nomes e sobrenomes que ficarão para sempre cravados nos anais e registros do Brasil.
O país nunca mais será o mesmo e veremos o tempo aqui dividido entre o pré e pós Lula.
Os sinais já são visíveis.  Ainda hoje, dezenas de ônibus rumam para Curitiba, onde Lula está preso.  Cada show, peça teatral ou festinha de aniversário, começa com um grito de Lula Livre.
Os simpatizantes da direita cairam no conto do vigário.  Lula não é comunista. Pelo contrário. Infelizmente não é.  Mas Lula está longe de ser um inimigo da esquerda.  Sua condução no governo do país, sua história de vida e sua militância atraíram a atenção do que há de melhor no pensamento político das pessoas.
Crianças, jovens e velhos com ideais verdadeiros não se calarão.  Eles não querem carregar o fardo da indiferença e terem confundidas suas mãos com as daqueles que as terão sujas de sangue.
O tiro dos que queriam o fim de Lula, então terá saído pela culatra.
Pode ser que quem hoje sorri "aliviado" por ver Lula preso e até agora fora das eleições não tenha se apercebido que teria sido melhor ele ganhar e quem sabe, fazer um mal governo.  Talvez não conseguir consolidar alianças necessárias e não controlar as coisas.  E isso teria sido culpa dele.  Responsabilidade dele.
Mas agora, com ele fora, a culpa é de cada um dos que atiraram pedras, fustigaram e apoiaram sua saída do cenário.
E isso lhes custará imensamente caro e os perseguirá pela eternidade.



domingo, 15 de abril de 2018

Perdendo o Rumo

A expressão "perder o rumo" nunca esteve tão evidente.
E quem perdeu o rumo foi a direita.
Eles não imaginavam nunca que com a prisão de Lula algumas coisas pudessem acontecer tão rápido.
Primeiro - A união da esquerda brasileira.
Desunida por conta de discordâncias e de um descompasso havido nos períodos de governo do PT e PCdoB, boa parte do resto da esquerda composta por partidos como PCB, PSOL e PCO, além de alguns movimentos sociais, estavam distantes até agora.  No entanto, cientes de seu compromisso histórico e da responsabilidade para com a classe trabalhadora, entenderam o momento e colocaram num armário suas divergências, saindo em coro para pedir Lula Livre, apuração vigorosa do crime que levou a vereadora Marielle Franco do PSOL e  empunhando outras bandeiras.
Segundo - A ressonância.
Clamando pela volta de democracia, essa gente toda acusa a imprensa, a justiça e interesses estrangeiros de estarem gerindo esta segunda etapa do Golpe. Seu clamor tem sido ouvido por todo o mundo onde é replicado por movimentos e pela imprensa internacional.  Simpatizantes e humanistas de todo o Globo Terrestre sabem agora, às claras, o que está se passando no Brasil.
Terceiro - Perseverança e Fidelidade.
Presentes em vigília permanente, militantes tomaram conta das imediações onde Lula está preso na capital paranaense.  Angariam volume a cada novo dia e uma organização medonha lhes garante a continuidade com coletas que lhes permitem o sustento e manutenção dos acampamentos por um longo tempo.  Até alguns munícipes estão se oferecendo para ajudar, abrindo suas portas numa acolhida inacreditável.  Caravanas são organizadas para se sucederem continuamente permitindo um revezamento que não canse quem se coloca a executar esta tarefa, demonstrando que "a coisa vai longe".
Quarto - Desnudar das Farsas.
Em paralelo a tudo isso, fomenta-se diariamente a esperança de alcançar os ouvidos daqueles cuja mídia formal afasta da verdade, divulgando apenas um lado de toda esta situação.  Farto material aparecem nas redes sociais, publicações e discursos em vários pontos do país levantam a lebre de crimes cometidos sem punição por parte daqueles que condenaram Lula.  A tese da "limpeza" e do combate á corrupção se desmancha.  Em capitais e outras cidades, o Movimento pela Libertação de Lula é crescente e organizado, atraindo novos simpatizantes. Intelectuais misturam-se a população de rua, artistas populares e povo, exaltando a perseguição da qual é vítima o ex-presidente.
Portanto já não é mais questão apenas de Lula Livre e as direções partidárias estão ocupando o segundo plano nas decisões desta ação coordenada pela militância e pelo povo que se uniu para combater este vilipêndio à democracia brasileira.
Os próximos dias serão decisivos e o mundo segue vigilante ao que acontece nos porões da Lava Jato, no universo sub reptício da impunidade tucana e na análise das ferramentas legais que ainda podem ser alçadas para se fazer justiça.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Escola sem (partido) sentido.

Cheguei há pouco da Câmara Municipal de minha cidade.
Não posso me dizer decepcionado.  Conhecedor dos edis que a compõem me surpreenderia se o resultado fosse outro.
Depois de proporem e votarem favoravelmente ao absurdo projeto "escola sem partido", hoje foi dia de derrubarem o veto do prefeito a esta comprovada síntese da intolerância e visão turva.  Sem falar na inconstitucionalidade que representa este assunto ser discutido nos legislativos municipais.
Com a desculpa deslavada de que a escola faz a doutrinação das crianças, implantam, de um modo inacreditável, em algumas pessoas, a ideia de que o "negócio é bom".  O projeto é em favor das famílias.  Faça-me um favor.
Será que esta "gente de bem" está preocupada com a doutrinação dos filhos 24 horas por dia na internet à disposição com tudo o que há de bom e ruim?  Entendem que a TV aberta tem doutrinado a cabeça de milhões de pessoas gerações a fio? Aliás estamos pagando altíssimo preço por isso. Sim, pois se a discussão for doutrinação, vamos entender o que é doutrinação e ser coerentes naquilo que defendemos.
Mas não é isso não.  O caso é outro.  Como outra tem sido toda a questão defendida por moralistas e direitistas.
Alguém enfiou na cachola dos "defensores" desta causa que as escolas fazem a cabeça das crianças contra a religiosidade, em favor da homossexualidade, do partidarismo político e ideológico e sei lá mais o que.  Parece até que gostavam do tempo em que o governo militar imprimia nossas cartilhas a ensinar coisas como o "descobrimento", o heroísmo de Caxias etc.
Ao invés de estarem preocupados com a situação e qualidade do ensino, se a escola oferece boas acomodações, segurança e conforto adequado, merenda balanceada (sem desvios) e condições de higiene, lazer, integração, materiais e uniformes, estão preocupados que seus filhos sejam "manipulados".  Acreditem.  Esta molecada tem cabeça muito melhor que destes adultos.  Tenho certeza.  Até por isso os "idealizadores" do projeto o querem vigorando.  As novas gerações estão ficando espertas demais.  Já já os mandatários hão de perder o controle sobre as massas.  Já pensou?
Professor que não se cuide, isso sim.  Além de ganhar mal a vida inteira, apanhar nas praças a mando de governadores vigaristas, ser maltratado em sala de aula, ter que se arrebentar para conquistar a atenção dos alunos em classes cada vez mais ultrapassadas, agora se falarem qualquer coisa que alguém entenda ser "doutrinação" estarão fadados a processos.  E quem vai julgar o que é doutrinação? 
Tenha a santa paciência ter que ver isto em pleno século XXI. 
Enquanto o tempo avança, a mentalidade de alguns brasileiros retrocede a passos largos e com ela, de algum modo, nossas vidas.
Bom pra quem gosta de roupa e música de época.  Já estamos beirando ao século XVII.
Enquanto isso igrejas doutrinam fiéis todos os dias da semana.  E quando não o fazem nos salões espalhados por todos os bairros das cidades, o fazem livremente em canais de televisão próprios ou alugados com ótimas produções.  A mídia decide o que assistiremos nos noticiários e que tipo de música devemos gostar.  Qual o melhor cantor, ator, autor do ano.  Que roupas são mais adequadas e que marca de achocolatado é melhor.
Não querem escola sem partido.  Querem escola sem sentido.  Isso sim.



sábado, 7 de abril de 2018

De que lado você está?

Eu não sei se faz muito tempo ou se já existiu ao longo da história brasileira uma liderança tão forte e tão querida por tanta gente como a de Lula.  Você pode até não gostar dele, mas não dá pra negar isso, né?
Sua eleição e posse já demonstravam esse grande apoio popular que começou na década de 70, nas suas primeiras lutas como sindicalista e depois, fundador de um partido de massas.
Mais tarde, sua reeleição, a eleição de sua substituta (meio que desconhecida por muitos) e a consequente reeleição de Dilma só fizeram confirmar o apreço das pessoas pela figura de Luiz Inácio da Silva.  Um fenômeno a ser amplamente discutido.
Mas agora, de uma maneira espantosa, nordestinos, nortistas, sulistas e gente do sudeste, centro oeste e até de fora do Brasil, surpreenderam ao se manifestarem emocionados contra a sua prisão e em prol do seu direito de concorrer às eleições de 2018.
Por toda parte, artistas renomados e anônimos, pobres, remediados e até alguns ricos, do campo e das cidades, cultos e iletrados, jovens e idosos e até crianças, saíram às ruas de todo o país e em horários diversos com palavras de ordem e pasmem, lágrimas nos olhos.
Se você não viu é porque a imprensa formal do Brasil fez questão de não mostrar direito, como aliás é de costume.  Mas aconteceu, viu?  Internet e redes sociais, serviram de testemunhas deste grande movimento em defesa do ex-presidente.
Óbvio, isso não queria dizer que impediriam o andamento da prisão.  Era pura paixão e carinho mesmo.  Esta união, solidariedade e comunhão com a figura pública do ex-sindicalista, não pode passar desapercebida, muito menos ser ignorada por quem quer que seja, simpatizante ou adversário.  E entrará para a história como algo inédito, pois ainda que figuras simpáticas ao povo tenham provocado certa comoção no passado, nada se compara ao que estamos vendo.
Afinal, somos um país sedento de heróis e líderes. E quando alguém aparece para cumprir este papel, tirá-lo do coração das pessoas, não é simples.
Mas claro... Não seria e não é mesmo palatável a todos a figura do metalúrgico que virou presidente.  Ninguém jamais foi unanimidade em parte alguma.  Esse milagre, ninguém ainda conseguiu.  Muito menos um homem feio, baixo, gordo, nordestino, sem formação acadêmica, com voz grave e rouca. Seu estereótipo sempre mexeu com a fúria de racistas, preconceituosos e "pomposos", que lhe viam numa imagem nada admirável de bate-pronto.
Só a convivência e sua retórica eram capazes de mudar opiniões assim.
Por outro lado, com facilidade, tornou-se o "representante" dos irmãos latino-americanos perante o mundo.  Sua inspiradora paixão pelo Brasil, levou-o a ser respeitado por reis, presidentes e líderes mundiais.  A tal ponto que o presidente da potência americana declarou de público: Este é o cara!
Para alguns poucos brasileiros, no entanto, uma piadinha aqui e ali, sempre produzidas com muito mal gosto, tentavam fazer emplacar o ranço elitista puxando os bordões do cachaceiro, analfabeto, grotesco que Lula nunca foi.
Talvez pudéssemos entender se tratar da confirmação da máxima cristã de que um profeta não faz milagres em sua própria casa.  Pois mesmo aqui, sempre houve uma boa divisão entre os prós e contras.  Bastava um deslize, uma foto com boné, lambuzado de graxa ou rindo muito para que a má imprensa tripudiasse apresentando-o como uma figura risível.
Sabe, eu também tenho críticas pesadas a Lula e ao seu governo.  Tenho críticas ao governo Dilma e ao próprio PT.  Tenho críticas aos seus principais aliados.
É que avalio que faltaram ações fundamentais para a ascensão da classe trabalhadora, para a libertação definitiva dos subservientes e inclusive, faltou o principal: a verdadeira distribuição de renda tão sonhada e propagada pelos idealizadores do projeto (povo no poder).
Não deu pra fazer tudo.  E como tantos outros esquerdistas me é complicado aceitar.
Culpa da política de coalizão que Lula abraçou e que é de difícil sustentação e justamente por isso, muita coisa não progrediu.  Muitos e dissonantes interesses foram envolvidos numa salada de siglas e caciques, que se aglomeraram à órbita do poder, arrebentando depois em mensalão e no final, configurando-se no balcão de negócios no qual se caracterizam as repúblicas em geral mundo afora.
Uma decepção pra muitos que acreditavam que com a chegada do PT no comando da nação, isso não aconteceria mais.  Ledo engano.  Só que eu acho que o governo não teria durado tanto e nem as pequenas conquistas teriam sido alcançadas se fosse diferente.
Mesmo assim considero que nunca tivemos, ao longo dos quinhentos e poucos anos da história desta nação, um governo tão importante.
Inclusivos, os anos de Lula e Dilma no comando promoveram o resgate de dívidas sociais seculares.  Negros e pobres, mulheres e trabalhadores de toda sorte, foram anexados às prioridades programáticas.  A tradicional dependência, de sertanejos e nordestinos, dos favores de coronéis e oligarcas diminuiu de forma indiscutível.  O Nordeste renasceu e se desenvolveu como nunca.  Os campos ferveram em produção agrícola.  Foram enfrentados problemas tidos por insolúveis, como a seca e escassez de alimentos.
No geral, programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, ProUni, Luz para Todos, Brasil Alfabetizado, Enem e tantos outros, tiravam da linha de risco milhões de famílias ano após ano.
Claro.  Sempre aparecia um imbecil para afirmar que "seu dinheiro" estava servindo de esmola para pobres.  Mas este bobão nunca percebeu que ao dar dignidade e sobrevida a população mais carente, até seu pequeno negócio era fortalecido pelo consumo de pessoas antes excluídas da vida econômica.  Além disso, manter-se em cadastros destes programas exigia das pessoas atitudes de contrapartida como manutenção dos filhos na escola, carteira de vacinação atualizada e outras providencias que resultaram na redução de endemias, mortalidade e analfabetismo, dentre outros males.
Minoração ou campanhas de redução de impostos, ainda que passageiras, em alguns setores, aumentaram o poder de compra.  Vendeu-se mais carros, eletrodomésticos, viagens e outros bens de consumo, fazendo girar a roda da economia, que permitiu suportarmos a crise que assolou os Estados Unidos e Europa nos final da primeira década deste século.
Pessoas que jamais imaginaram tiveram acesso a faculdades, aviões, restaurantes e cabeleireiros.
E daria para enumerar muita coisa boa em uma lista que vai do um PIB em gráfico crescente ao desemprego decrescendo a cada mês.  Nossa saída do mapa da fome nas estatísticas globais e o fim da dívida de anos com o FMI.  Cofres abarrotados com nossas reservas transbordando.
Nada disso afirmo por conta própria ou devaneio.  Todos os números são facilmente comprováveis nos órgãos competentes.  Para quem quiser é só clicar e confirmar.
Só que se coisas boas aconteceram, tantas ruins também fizeram parte deste álbum de fotografias.  E essas imagens destorcidas custaram caro.  Foram a alavanca de que os inimigos precisavam.
Esquemas antigos de corrupção se mantiveram nas entranhas do poder e dentre os protagonistas do governo, pessoas de extremo mal caráter se aproveitaram do "melado", se lambuzando até as golas.  Coisa feia e digna de punição exemplar.  Traidores da pátria, do próprio governo e dos partidos a que pertenciam.
O que ninguém pode determinar é se tudo isso tinha ou não o conhecimento dos chefes do governo.  Mas o fato é que, contra Lula e Dilma, pouco ou quase nada se pode afirmar.  No caso do próprio Lula, por exemplo, uma única condenação lhe caiu.  Foi de ter "ganhado" um apartamento no litoral de São Paulo como pagamento de propina.  Embora não exista escritura, transferência ou chaves que possam comprovar a posse deste tal presente, bastou uma visita ao local com sua esposa e algumas delações de criminosos presos para se garantir sua condenação, um julgamento de velocidade impar e a consumação da prisão em segunda instância, contradizendo preceitos jurídicos incontestes.
Estas ações destacadas nas lentes das TVs e fotógrafos contra Lula descrevem, por sua inconsistência e desigualdade um episódio dissonante de outros tantos em que criminosos foram presos e soltos, não presos ou tiveram seus processos prescritos por falta de andamento.  Alguns desses acusados passaram na cadeia menos de 24 horas, outros foram conduzidos a prisão domiciliar.  Mesmo com extratos bancários, fotos, malas e gravações comprometedoras, muitos nem sequer responderam.
Nenhum petista, no entanto, foi poupado o que levou defensores do partido do ex-presidente e órgãos da imprensa internacional e juristas do mundo todo a defenderem a tese da perseguição.
Afinal, mesmo as ações que caminharam contra outros políticos foram processos nada parecidos com a contundência e gana com que o MP e o juiz do Paraná empregaram contra Lula e seus aliados.
Piores, em grau absurdo, que o tal triplex do Guarujá e as ditas pedaladas de Dilma, acusações graves contra o presidente Temer foram arquivadas pelo Congresso mais de uma vez com holofotes determinando a troca de favores empregada junto a Deputados e Senadores.  Com tudo isso, dá sim pra se pensar em uma justiça seletiva?
Como seletiva parece ser a indignação de alguns patriotas, cuja limpeza moral e ética, não parecem ser a tônica de protestos, pois do contrário, não teriam silenciado um só dia enquanto tais aberrações não fossem duramente punidas.  Mas de repente, todos sumiram silentes.  Bastou tirar Dilma da presidência e acusar Lula.  Seria esse o objetivo de tudo?
Mas e o impeachment?  Se não havia crimes diretos dos governantes, como Dilma perdeu a presidência?
Pois é.  Tudo começou lá, em 2014, quando após os adversários terem usado de tudo (mídia, dinheiro aos borbotões, manifestações estudantis em prol do passe livre nas quais se infiltraram) ainda assim perderam as eleições.  Foi demais pra eles.  Uma vergonha insuportável.
"Vamos sangrar a nação" - bradaram alguns tucanos de nobre plumagem.  "Vamos paralisar o Congresso.  Ninguém governa sem apoio no Congresso", afirmou declaradamente o derrotado Aécio Neves do PSDB.  E assim foi.
Unindo-se ao vice-presidente Temer, que seria o beneficiário imediato de um possível impeachment, estes mal perdedores procuraram "pelo em ovo" e acharam alguns lançamentos fiscais denominados de "pedaladas" que foram suficientes para iniciar um processo.  Um parênteses aqui.  Estranho foi que, misteriosamente, as pedaladas deixaram de ser consideradas crime logo após Dilma ser afastada.
Tudo foi rápido.  Um conhecido corrupto, ocupava o cargo de presidente da Câmara Federal.  Hoje talvez preso e digo talvez, pois não se fala nele e nem o mostram atrás das grades, Cunha acelerou o processo e daí tudo caminhou como numa esteira.
Em que pese haverem já naquela época sinais claros de que interesses estrangeiros rondavam por aqui atrás do nosso Pré-Sal ( grande descoberta do governo Lula), para tomarem de assalto a nação, os artífices do Golpe, em conluio com o substituto da presidenta, num projeto diabólico, obedientes e gananciosos,  teriam facilitado tudo.  Garantiram a dilaceração da imagem da Petrobrás que foi então  desacreditada e barateada para enfim ser entregue a tais poderes ocultos, na troca evidente de ajuda para ascenderem ao comando da nação e porem fim, definitivo, a dinastia petista.
Se você acha isso teoria da conspiração, vale lembrar que tantas vezes a história já mostrou estes enredos, que afirmações do gênero ganham total pertinência.
Isso já é tão batido que até cidadãos do exterior gritavam em matérias e discursos inconformados com a "cegueira" da nação e pedindo para tomarmos cuidado para não reproduzirmos o que os indígenas fizeram com a chegada dos europeus.
Só pra confirmar as provas são várias.  Em pouco tempo no governo, Temer com total apoio, já tentou conceder a Amazônia, o aquífero Guarani está a venda, além de tantas outras riquezas e empresas pertencentes ao povo brasileiro já rifadas a confirmar as suspeitas de então.
Plano bem desenhado.  Só precisaram de legitimidade.  Bons estrategistas agiram.  Grande parte da nossa gente foi inflamada por algo que até agora não sabem o que, mas que sob a embalagem do fim da corrupção, lhes fizeram esquecer, por completo, dos anos brandos da era petista.  Outros, quem sabe por serem ainda jovens, e que não conheceram realidade fora desta era, foram levados a acreditar haver outra melhor.
Com a vaga ainda aberta, segue-se aqui o que é uma tendência mundial.  A extrema-direita desponta num discurso que agrada pelo moralismo, religiosidade e promessas de "faxina", agregando figuras de alguma simpatia popular que lhes dão certo respaldo e eco.  Pronto.
O resto ficou e está por conta das estruturas de apoio capitalista que fazem por si só, a engrenagem girar.  Parte da imprensa, parte do judiciário, do Congresso e de instituições burguesas como FIESP, associações comerciais etc. dão guarida a este discurso, lastreando as ações de combate seletivo e unilateral que culminaram com o fim trágico do cenário de um governo popular.
Reformas trabalhista e outras, que agradam setores salientes da sociedade, poem por terra anos de avanços e conquistas aos trabalhadores, deixando sossegada uma classe média que sequer fora beneficiada, iludida sim pelo seu desconhecimento de classe (pois se acreditam ricos ou a caminho de tal posição).
Num retrocesso sem precedentes, programas foram e estão sendo interrompidos (como se justiça estivesse sendo feita), escolas e universidades são sucateadas ou fechadas, em prol da ignorância ou da comercialização lucrativa do ensino, o que também ocorre, de modo igual, com a saúde pública.
Para alguns que restam lúcidos e estão vendo por trás das cortinas, Lula então poderia ser o antídoto a este declínio.  A esta derrocada da classe trabalhadora e pobre.  Mas dentre os erros dos governos petistas, talvez o maior fora não aproveitar-se enquanto lá para regulamentar a mídia, garantindo que ela realizasse seu trabalho de modo independente do que queriam seus donatários.
Deixando-a agir em paz, permitiu-se sua aplicação na instrumentalização da informação a lá Goebbels.  Como resultado, manipulação total dos corações e mentes.
Do mesmo DNA da propaganda que matava judeus fazendo o povo acreditar na higienização da raça alemã, surgiu a criminalização dos petistas e seus amigos como se fossem os únicos promotores das desgraças da nação.  E a tal medida foi o efeito que o ódio contra estes passou a ser "aceitável", pra não dizer, legítimo e uma nova nomenclatura se criou: petralhas.
Hoje, graças a esta maquinação e discurso constante, tem gente que, ainda que pobre ou pertencente a uma das minorias, comemora com churrasco e fogos de artifício a prisão do seu único representante de verdade até agora na história do país.  Claro, nem todos.
Com altos índices de aprovação e preferência eleitoral, Lula ganharia, brincando no primeiro turno, o que justamente torna imprescindível a seus algozes, seu combate, sua prisão, sua retirada de cena.
E se essa grande articulação consegue mobilizar, dominar e até prender, sem provas, um líder com tal séquito e currículo, o que ela não poderá fazer com pobres mortais, servidores públicos, professores ou pessoas como eu e você que manifestamos posição contrária?  Horrível pensar nisso nessa altura, né?
Pois é.  Prolonguei na reflexão pra tentar obter contrapontos, argumentos que divirjam desta minha defesa para, quem sabe, ser convencido enquanto pratico minha autocrítica sincera.  É pra isso esse instrumento, esse blog. Me ajudar na autocrítica.
Quero aprender a pensar diante de argumentos contrários e fortes.  Quero exercitar a dialética.  E só ouvindo os contrários posso sair da "alienação", de que me acusam oponentes, de sempre achar que estou do lado certo da história.
Será que alguém se habilita?

sábado, 31 de março de 2018

Grupo Seleta e seu Banco de Negócios - BANNEG

O complexo mundo dos negócios muda diariamente e exige de todos os que almejam empreender, visão clara de seus objetivos.  Não basta se jogar no Mercado.  É preciso saber o que falar, o que fazer e como se organizar para garantir aos parceiros que virão, a possibilidade de crescerem e atingirem seus planos.
Aberto desde 2008 na capital paulista o Banneg funcionou, no início, com o nome de CONGEN abrindo portas para investidores que precisavam aumentar suas vendas, ampliar sua gama de produtos e serviços ou mesmo treinar as equipes.
Mais tarde, com o ingresso do principal sócio, Edinilson Lopes, a uma rede de franquias na área de corretagem de seguros, a empresa começou a tomar outros rumos.  Principalmente, passou a servir de trampolim para que aqueles franqueados tivessem, ao seu dispor, uma gama maior de produtos para trabalhar, complementando a já enorme "prateleira" dos seguros com produtos financeiros e afins.
Somente no ano passado, no entanto, o Banneg se tornaria também uma rede de franquias, inovando em conceito o que outros concorrentes vêm oferecendo.
Replicando o suporte e a seriedade da San Martin, o Banneg quer estar com o franqueado do princípio ao fim da sua história, numa relação de cumplicidade absoluta com os resultados a serem atingidos.
Por isso, além de produtos convencionais, oferecidos com talento e competência, a empresa se preocupa com o formato dos treinamentos, a solidificação do negócios amparado por ganhos concretos dos franqueados, mas com reinvestimento permanente nas tecnologias negociais.
Trabalho pra mais de metro e que exige experiência, sangue frio e sobretudo confiabilidade só possível com anos de trabalho.
Testes constantes e mudanças consequentes são característica do Grupo Seleta onde San Martin e Banneg estão inseridos.
O portfólio diversificado e a garantia de fornecedores de peso pe outro fator que não pode passar despercebido por quem deseja investir num negócio aparentemente simples, mas complexo e dinâmico.
Enfim, o Banneg chega para balançar as estruturas de um cenário cada dia mais austero.
No próximo dia 9 de abril, tem início o primeiro treinamento de novos franqueados Banneg que traz cerca de 45 novos investidores e investidores já familiarizados com o "modus operandi" do grupo.  E outra leva de igual tamanho espera pelo 2o treinamento que deverá ocorrer em junho próximo.
Uma nova história de sucesso começa a ser escrita e o desafio é enorme, só não maior que a grande oportunidade que se encerra com o empreendimento.
Sejam bem-vindos franqueados Banneg.  Sucessos especiais.

domingo, 25 de março de 2018

A quem interessa que estejamos em campos opostos?

Temer e tudo o que representa neste momento são fortalecidos
quando a esquerda se divide em questões menores.
Eu admiro as pessoas convictas.
Sempre admirei quem tivesse certezas absolutas sobre qualquer coisa.
Também eu tenho minhas convicções e muitas vezes, não abro mão delas, nem pra ouvir opiniões contrárias.  Tolice na certa.
Afinal agir assim tem lá seus custos.  Por exemplo, o custo de poder estar errado e de, não sendo corrigido, permanecer no erro.
Há inclusive pessoas que são convictas sobre algumas questões bastante complicadas.  Não tem aqueles que acreditam, ainda hoje, piamente, que olhar no espelho após o almoço faz mal? Que comer manga e tomar leite em seguida pode matar?  Pois é.
O ideal, no caso das convicções, seria o debate afim de colocar nossas certezas à prova.  E de preferência, debater com quem tem subsídios para derrubar nossos argumentos ou então afiá-los, quando nós formos capazes de fazer o contrário.
No Brasil há uma estranha tendência de as pessoas acharem que certas convicções só se sustentam em um determinado conjunto de coisas.  Depositam quase tudo no campo da dicotomia.  Direita e esquerda, flamengo e fluminense, masculino e feminino, minorias e maiorias, politizados e despolitizados, certos e errados, petralhas e coxinhas etc.
Não se admitem caminhos, posições complementares.  Sobretudo não se faz uma avaliação holística.
Se falamos de gênero, simplesmente não se admite um terceiro que será logo visto como anomalia e deixamos de discutir pontos fundamentais do tema. E se olharmos para a questão que envolve Flamengo e Fluminense, ou Corinthians e Palmeiras, perceberemos que haveria um nicho enorme para se debater em favor do Esporte.  O futebol e tudo o que o cerca.  Sua evolução, involução, corrupção entre os cartolas, jogadores descompromissados, torcidas e seu comportamento, gestões mal conduzidas dos clubes e como a categoria esportiva na qual ele está inserida pode promover crianças e jovens por toda parte etc.  Tudo desperdiçado se alguém ficar só defendendo seu time.
Na briga entre direita e esquerda não é diferente. Petralhas e coxinhas, politizados e despolitizados há como ampliar o debate se classificarmos de "política" e a partir daí balizarmos todas as questões que a envolvem.  Tem cabimento aqui a discussão das liberdades, das dívidas sociais, da condução econômica do país, da educação e de outros itens como os casos de corrupção que atingem diretamente as populações.  Já pensou que se qualificássemos os debates a esse nível poderíamos mudar tudo?
Se for sempre assim, um debate fértil, sincero, embasado, ampliado, todos nós sairemos ganhando muito. 
Contudo, quando a convicção dá lugar a paixão, já não há como debater.
Não há como fazer um bom debate sobre futebol se um dos debatedores for apaixonado cegamente por seu time.  Ao falarmos de qualquer coisa sobre o esporte, ele transferirá imediatamente para o seu time do coração e poderá se sentir engrandecido ou agredido e o debate se transformará em briga, disputa de ego, nada acrescentando ao esporte.
Espero ter conseguido me fazer entender.  Não sei muito bem como me saio ao colocar algum pensamento no papel (ou computador).  Quase sempre abro espaço para a má interpretação, já que escrever exige muito conhecimento gramatical, ortográfico e mesmo literário, sem falar aprofundamento sobre o assunto a tratar. Eu acho, de verdade, que não tenho numa medida suficiente estes qualificativos para gerar bons textos. Mesmo assim eu arrisco e este preâmbulo que fiz foi para esclarecer a quem possa ler estas linhas, de que nós temos que pensar um pouco mais além em tudo, mas muito mais quando o assunto for política e partidos políticos.  Algo que eu realmente gosto de debater.
Não canso de argumentar que a política é a grande condutora de nossos destinos e é o que garante que eu possa fazer isso ou aquilo, ter acesso a isso ou aquilo. É ela, a tão odiada política que define se vou ter emprego amanhã, ou se meus filhos poderão estudar no ano que vem.
Sobre isso tudo minha opinião sempre foi muito transparente e eu faço questão de deixar claro o que penso. 
Me julgo republicano.  Gosto de lutar ao lado de humanistas.  Sempre estarei perto de pessoas que defendem a liberdade, a minoração da distância entre pobres e ricos, e que busquem garantir boa educação, cultura, bem estar e direitos indiscutíveis inerentes a todas as pessoas, independente de sua condição.
Embora eu já tenha trocado de partidos políticos para sediar minhas lutas, sempre estive ao lado de companheiros e camaradas que carregavam estas bandeiras.  Dentro de mim, o mesmo sangue vermelho e o mesmo coração pulsante, batendo do lado esquerdo do peito. 
E enfrentei, claro, julgamentos e críticas, não de adversários políticos, mas dos companheiros e próximos.  Tenho maturidade para saber que nunca foi pessoal.  Estes críticos defendiam "o partido".
Este é o ponto.  Não nos enganemos.  Os estatutos e programas partidários, embora importantes balizadores, quase sempre estão sujeitos ao pragmatismo e quando não, aos interesses dos burocratas do partido.  Estar em um partido, usar seus símbolos ou cores, por si só, não garantirá a quem quer que seja, a salvaguarda daquilo que ali está grafado e bem escrito. 
Parece óbvio que o correto, ao invés de mudar de partido, seja fazer a disputa internamente no que seria um caminho a ser percorrido por militantes responsáveis.  Mas isso desde que uma briga, ainda maior, não fique à mercê do destino, lá fora.
Evidente que há diferenças gritantes entre estar no PSTU e PSDB.  Mas avaliemos o conjunto.
Primeiro, todos nós que gostamos de acompanhar a política em suas mais diversas formas, já vimos defensores de valores avançados em partidos ditos de direita e reacionários com profundo conservadorismo em partidos de esquerda. Aliás, ser contrário à mudanças, não perceber a necessidade de se alterar rotas e estratégias é sim uma posição conservadora e perigosa para quem milita no campo democrático.  Não condiz.
O partido político deve, ou deveria ser, o instrumento, não a finalidade da luta.  E muitas vezes, estar em outro partido, não anula a história de alguém que sempre esteve coerente com o partido de sua permanência anterior.
Antes da abertura, em 1985, muitos eram os militantes políticos dentro do MDB.  Ao acender das luzes e com a possibilidade de voltarem os registros partidários, boa parte seguiu seu rumo, criando "n" legendas para acomodar seus discursos.  Ressurgiram partidos históricos como PDT, PCB e PCdoB, que embora estivessem funcionando na clandestinidade, tinham seus membros mais atuantes com cadeiras entre os MDBistas.  Essa era uma acomodação necessária, justificada para garantir a luta de algum modo.
Mas veja.  Alguns dos militantes "mais puros" ficaram no seu templo partidário de origem, mesmo clandestinamente, com a velinha acesa mantendo vivo iluminado o altar só que com isso podem ter deixado de contribuir com o processo de abertura que permitiu seu partido voltar a ter espaço.  Não é cruel pensar assim?
Em nome da luta, podemos sim justificar algumas posturas.
Em cidades menores, também não é raro encontrarmos prefeitos do PT que governam ao lado do PSDB e vice-versa, ainda hoje, em coligações incompreensíveis para muitos.  Mesmo sem defender isso, eu fico aqui pensando como estas prefeituras estão sendo conduzidas e se isso não acabou sendo melhor que entregá-las a alguém de rapina, ou a algum "coronel" do sertão.  Talvez seja menos importante, de imediato, que aqueles petistas ou tucanos sejam conhecedores das defesas expressas nos manifestos de seu partido.
Recentemente, sofremos um golpe.  Sim, goste ou não goste, um golpe, versão já aceita até por pessoas que o defenderam no passado como se fosse uma ação democrática.  E o sofremos justamente pela falta desta visão "holística" do que seria a política por parte dos componentes da esquerda.  Enquanto no contexto imposto à opinião pública estava a polarização entre petralhas e coxinhas, ou partidários de Dilma e Aécio, dentro do campo da esquerda havia, pra complicar, a polarização entre PT e o resto da esquerda.  O primeiro o grande traidor e todos os demais, isentos de qualquer responsabilidade histórica.  Pronto.  Perdemos todos nós.
Com a saída de Dilma, a defesa de nossos postulados foi alijada, e bandeiras de cor semelhante, mas com símbolos diferentes, estiveram em posições opostas da batalha.  Lamentável e fatal para os parcos direitos conquistados pelos governos de Lula e Dilma, hoje jogados por terra, num prejuízo sem tamanho para toda a classe trabalhadora que deveria ser defendida pelos partidos que a representam.
Agora, um segundo golpe está em curso com a criminalização de Lula e seu afastamento do processo eleitoral, justamente para impedir a possível retomada.  E de novo, ao que me parece, petistas acreditam não precisar dos demais companheiros de cor avermelhada, enquanto camaradas defendem não precisar de Lula e sua popularidade para reerguer a classe trabalhadora, alçando-a novamente à frente das decisões.  Já não vimos este filme?
Visão turva, na minha opinião, de quem apenas faz da política um Fla x Flu, sem maiores consequências ou avaliações. 
Pensam como se estrelas, martelos, engrenagens fossem superiores ao ser humano que estes símbolos prometem representar.  Partidários da esquerda discutem ainda o flerte de seus membros no período de troca partidária, quando deveriam estar preocupados sim com algum projeto de união, de mescla, destas "esquerdas" todas.
Esse apego perigoso por um boton, não é tão diferente do apego à suástica, à estrela de David, à cruz ou a qualquer outro símbolo.  Estes brasões quando não empregados na amplitude de seus objetivos, distanciam e separam, enfraquecem e desviam do rumo ao invés de fortalecer, incluir, abranger e transformar.
Tenho visto isso de perto ao tentar unificar um pequeno grupo para debates em minha cidade.
Vivemos em uma área do Estado de São Paulo de pensamento predominantemente reacionário.  Portanto, chamar a todos os ditos de esquerda para um bate-papo, me parecia urgente.  Até tentei.
Mas há um claro confronto entre membros de partidos diferentes que se cobram, uns dos outros, por aquilo que estamos sofrendo hoje. Exigem uma coerência com a "grande questão", mas não abandonam sua "pequena questão" em prol dessa unidade. Objetivamente, o que fazem com essa desunião é dar guarida para que o campo adversário, sempre unido pelo menos em algumas questões, ocupe todos os espaços.  Não entendo, não aceito e não perdoo. É deste comportamento que nascem movimentos fascistoides capazes de grande destruição de consciências.
Imagine se houvesse uma grande assembléia em que representantes do PT, PSTU, PSOL, PCB, PCO, PCdoB e até PDT pudessem estar juntos, deixando seus bonés em casa, mas dispostos a um programa geral.  Que seus membros se confundissem no mesmo discurso e que todos, unidos aos movimentos sociais, resolvessem caminhar numa mesma direção. Podiam ter lutas pontuais como agregador, como exemplo, a defesa do direito de Lula concorrer.  Abraçando-o e o conduzindo ao Planalto para depois evitar que oportunistas de sempre se apoderem do mandato, ou de parte dele que seja, afim de promovermos as grandes conquistas que ficaram faltando para a classe trabalhadora. Seria ótimo, portanto, que ao invés de se agredir, estes companheiros e camaradas pudessem caminhar em uníssono.
Só que não, como dizem os meus filhos adolescentes.  Se alguém de um destes partidos resolve promover uma conversa destas é logo visto com desconfiança.
Se alguém do PT decide migrar para outro destes partidos, será logo chamado de oportunista já o partido parece, mas só parece, estar se dissolvendo.  Será visto como "traidor".  E se algo semelhante acontece a alguém do PCB que se filia ao PT, será igualmente tratado por traidor, pragmático, político de profissão e assim vai.  Falta-lhes, a todos estes, camaradas e companheiros, visão holística.
Deixam suas paixões se sobreporem ao próprio sonho, à própria causa.
Repito, Partido é instrumento e não finalidade da luta.
Estou assistindo, agora mesmo, ao julgamento de um companheiro que tenta empreender uma nova caminhada, refrigerado talvez por um pouco mais de fôlego e longe do estrangulamento provocado por burocratas de seu partido.  Vi com clareza então que a esquerda pode, às vezes, ser tão cruel quanto a direita.
Não se pode rasgar a história de alguém porque trocou de camisa, desde que sua luta continue a ser ou se manifeste como a luta por aquilo que coerentemente sempre defendeu.  Muito mais, não se pode chamar de oportunista quem troca um lugar "aparentemente" confortável de apreço e aliados, por outro onde tudo isso ainda precisará ser conquistado, sem questionar os motivos que o levaram a esta decisão.
Me diga, que diferença faz brigar aqui ou ali pelo mesmo resultado?
Se voltarmos ao dicotomismo, a análise ficará totalmente comprometida.
Não se trata de certo ou errado, bonito ou feio, ideal ou interesse.  Dá como estar num contexto mais ampliado.
Usando a religião por analogia, não nos parece horrível quando evangélicos extremistas invadem um terreiro a destruir-lhes os símbolos sagrados unicamente pela intolerância? E como podemos classificar quando muitos de nós tem afirmado que todo pastor explora seus fieis, ou que todo evangélico é alienado?  Há por certo, evangélicos e umbandistas com interesses comuns, simplesmente os de propagar, cada um ao seu modo, a paz, a fraternidade e o amor.  E se duvidar, andam juntos, dividindo os mesmos fiéis ou instrumentos musicais.
Não devemos, enfim confundir "campo" com "partido".  Deixemos que aqueles que não têm consciência política façam isso.  A nós cumpre não perder os sentidos, neste momento de nossa história.  Campo político é uma coisa.  Partido é outra.
Se não enxergarmos assim e não ampliarmos nosso raio de visão, corremos o sério risco de vermos derrotados todos os nossos anseios, pois como profetizava Cristo, já que apontei religiosidade aqui, "reino dividido não prosperará".



domingo, 4 de março de 2018

Texto de Veríssimo - Os vícios e a letra "C"







TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C

                             LUIS FERNANDO VERÍSSIMO








 "Tudo que vicia começa com C. 
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. 
Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! 
De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. 
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. 
Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. 
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. 
Impressionante, hein? 
E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. 
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. 
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. 
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. 
Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura..."


Abstenção. O desafio para Lula no 2o turno.

Ney Sarni Advogado  Corretor de Seguros Dificilmente eu coloco minhas opiniões políticas em voga, mas neste cenário atual vou arriscar a faz...