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| Imagem - ICL Notícias |
Universal, gratuito e acessível, o SUS materializa
um princípio civilizatório poderoso. O
de que saúde não é privilégio, é direito. Em um mundo onde boa parte dos países
ainda trata o atendimento médico como mercadoria, o Brasil ousou fazer
diferente. E fez certo.
Agora, esse exemplo começa a ecoar além das nossas
fronteiras.
O México se prepara para implantar um sistema
inspirado no modelo brasileiro, com início previsto para 2027. Sob a liderança
da presidenta Claudia Sheinbaum, o país dá passos concretos rumo à
universalização do acesso à saúde, apostando na integração de dados, na
ampliação do atendimento e na construção de uma rede que alcance, sobretudo, os
mais vulneráveis.
Não se trata de copiar por copiar. Trata-se de
reconhecer que políticas públicas bem-sucedidas devem, sim, ser replicadas. O
novo sistema mexicano aposta na unificação de prontuários, no uso de tecnologia
para facilitar o acesso e na ampliação de serviços essenciais, de emergências a
tratamentos contínuos, da saúde mental à prevenção.
É a ideia de que o Estado deve estar presente onde
a vida mais precisa.
O SUS, tantas vezes atacado por quem não
compreende sua grandeza, mostra mais uma vez sua força. Não apenas por atender
milhões de brasileiros todos os dias, mas por se tornar referência
internacional. Por provar, na prática, que é possível construir um sistema de
saúde baseado na solidariedade, na eficiência e no compromisso com a vida.
Quando um país olha para o Brasil e decide seguir
esse caminho, não está apenas adotando um modelo. Está fazendo uma escolha
política e humana. Porque, no fim das contas, o que é bom mesmo foi feito para
ser compartilhado.

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