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É impossível
não compartilhar da sua indignação.
Vivemos um
tempo em que organismos internacionais como a ONU, criados para garantir a paz,
se mostram incapazes de conter conflitos que se multiplicam. Pior ainda, assistimos,
quase inertes, ao protagonismo das grandes potências justamente na produção
dessas guerras.
A pergunta que
ecoa é simples e perturbadora. Quem deu a alguns países o direito de decidir o
destino de outros?
O que vemos
hoje em regiões como Faixa de Gaza, Ucrânia, Irã e tantos outros cenários de
conflito não é apenas geopolítica, mas a expressão brutal de um mundo onde a
força ainda tenta se impor sobre o direito.
E enquanto
isso, América Latina e África seguem sendo pressionadas, exploradas e tratadas
como territórios de interesse, ontem pelas riquezas naturais tradicionais, hoje
pelos chamados minerais críticos, essenciais para o futuro energético e
tecnológico do planeta.
Não se trata
mais de aceitar passivamente esse papel. O período de colonização terminou.
Há um chamado
claro à soberania, à dignidade e à construção de um novo lugar no mundo para os
países do Sul global. Um lugar que não seja de submissão, mas de protagonismo.
Que não seja de exploração, mas de desenvolvimento com justiça.
Também é
impossível ignorar a dimensão humana dessa crise global. As guerras encarecem
alimentos, pressionam economias, ampliam desigualdades e atingem, como sempre,
os mais vulneráveis.
Diante disso,
o que Lula expressou foi mais do que indignação. Foi responsabilidade histórica.
Responsabilidade
de quem entende que não há futuro possível sem cooperação, sem respeito entre
as nações e sem coragem para enfrentar estruturas de poder que insistem em
perpetuar desigualdades.
O mundo não
precisa de mais silêncio diplomático. Precisa de vozes firmes.
E, neste
momento, a voz do Brasil cumpriu esse papel.
Comentar o quê? O nosso presidente, o maior estadista de todos os tempos, falou tudo que o mundo precisa ouvir e expressou uma preocupação gritante dele, minha e sua, nas famílias mais vulneráveis. "Não existe no planeta um órgão protetor e com voz para punir essas atrocidades".
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