A democracia brasileira venceu mais uma
batalha.
A vitória de Lula representa muito mais do que a vitória de um candidato ou
partido. Reafirma a esperança, a justiça social e a resistência de um povo que
se recusou a entregar o futuro do país à intolerância, ao autoritarismo e ao
ódio.
O Brasil escolheu a democracia e essa conquista precisa ser celebrada,
compreendida e protegida.
A derrota de Flávio encerra uma disputa marcada por profundas diferenças sobre
o país que queremos. De um lado, a defesa do Estado como instrumento de redução
das desigualdades, proteção dos trabalhadores, valorização da educação e
promoção de oportunidades.
De outro, um projeto que, em nossa avaliação, representa a continuidade de
práticas autoritárias, da polarização e da transformação de adversários em
inimigos.
A democracia pressupõe divergência, mas não pode se submeter à intolerância.
Após a derrota, Flávio saiu da cena e ao fugir, deixa pra trás eleitores e
aliados que defenderam sua candidatura.
Ora, quem mobiliza multidões precisa assumir a responsabilidade pelas suas
escolhas. Que liderança frouxa é essa?
Entretanto, críticas políticas não substituem julgamentos jurídicos. Ninguém pode
estar acima da lei.
A própria trajetória
de Lula oferece uma reflexão
incontornável.
Após condenações
posteriormente anuladas, por incompetência da Justiça Federal
de Curitiba e pelo reconhecimento da parcialidade do então juiz
Moro, Lula recuperou seus direitos políticos, voltou a disputar eleições e
conquistou por duas vezes a Presidência.
Sua história é
exemplo de liderança.
Jamais abandonou seus apoiadores à própria sorte.
Para nós, em Rio
Preto, sua atual vitória
tem significado especial. Como presidente do PT municipal, agradeço
profundamente à
população, que
ampliou expressivamente a votação
de Lula do 1º
para o 2º turno.
Cada voto conquistado, cada eleitor que compareceu às urnas,
cada pessoa que reconsiderou sua escolha e cada cidadão que
compreendeu a importância
daquele momento contribuíram
para esse resultado inquestionável sob todos os aspectos.
Agradeço
especialmente a quem, após ouvir nossos argumentos e refletir sobre os caminhos
do país, escolheu Lula e a todos que, mesmo diante de divergências,
compreenderam a importância de decidir o futuro do Brasil.
Agradeço à militância do PT,
aos partidos aliados, movimentos sociais, coletivos, estudantes, voluntários,
comunicadores e a todos que contribuíram para essa caminhada.
Em uma cidade onde enfrentamos consideráveis desafios políticos, essa
conquista revela que há
uma parcela importante do povo disposta a ouvir, refletir e participar de um
projeto comprometido com a democracia e a redução das desigualdades.
Mas seria um erro acreditar que a vitória nas urnas encerra nossa
responsabilidade.
As forças políticas, econômicas e ideológicas contrárias às transformações
sociais não desaparecem com uma eleição.
O autoritarismo precisa ser enfrentado permanentemente com organização popular,
consciência política, participação cidadã e compromisso com as liberdades
democráticas.
Lula terá desafios imensos. Disputas no Congresso, pressões econômicas e
políticas e a necessidade de construir maiorias sem abrir mão dos princípios
fundamentais.
Alguma coisa já se faz presente com a série de fake News sobre o fim da escala 5
x 2, recém aprovada, por exemplo, ou mesmo o aumento do ICMS, imposto estadual
que visa aumentar os combustíveis como reação dos governadores contrários que
querem jogar sobre Lula a pecha de traidor do povo. Temos que permanecer vigilantes
e ligados “na tomada” para desnudar esses farsantes.
Será preciso defender políticas públicas para trabalhadores, população mais
pobre, minorias, além de preservar a soberania nacional diante das pressões
externas, especialmente dos Estados Unidos.
E isso ele só conseguirá com nosso apoio irrestrito.
A vitória foi
conquistada nas urnas. Agora, nossa tarefa é defendê-la todos
os dias nas redes e nas ruas.
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