segunda-feira, 2 de novembro de 2026

A luta continua

 

A democracia brasileira venceu mais uma batalha.

A vitória de Lula representa muito mais do que a vitória de um candidato ou partido. Reafirma a esperança, a justiça social e a resistência de um povo que se recusou a entregar o futuro do país à intolerância, ao autoritarismo e ao ódio.

O Brasil escolheu a democracia e essa conquista precisa ser celebrada, compreendida e protegida.

A derrota de Flávio encerra uma disputa marcada por profundas diferenças sobre o país que queremos. De um lado, a defesa do Estado como instrumento de redução das desigualdades, proteção dos trabalhadores, valorização da educação e promoção de oportunidades.

De outro, um projeto que, em nossa avaliação, representa a continuidade de práticas autoritárias, da polarização e da transformação de adversários em inimigos.

A democracia pressupõe divergência, mas não pode se submeter à intolerância.

Após a derrota, Flávio saiu da cena e ao fugir, deixa pra trás eleitores e aliados que defenderam sua candidatura.

Ora, quem mobiliza multidões precisa assumir a responsabilidade pelas suas escolhas. Que liderança frouxa é essa?

Entretanto, críticas políticas não substituem julgamentos jurídicos.
  Ninguém pode estar acima da lei.

A própria trajet
ória de Lula oferece uma reflexão incontornável.

Ap
ós condenações posteriormente anuladas, por incompetência da Justiça Federal de Curitiba e pelo reconhecimento da parcialidade do então juiz Moro, Lula recuperou seus direitos políticos, voltou a disputar eleições e conquistou por duas vezes a Presidência.

Sua hist
ória é exemplo de liderança.  Jamais abandonou seus apoiadores à própria sorte.

Para n
ós, em Rio Preto, sua atual vitória tem significado especial. Como presidente do PT municipal, agradeço profundamente à população, que ampliou expressivamente a votação de Lula do 1º para o 2º turno.

Cada voto conquistado, cada eleitor que compareceu
às urnas, cada pessoa que reconsiderou sua escolha e cada cidadão que compreendeu a importância daquele momento contribuíram para esse resultado inquestionável sob todos os aspectos.

Agrade
ço especialmente a quem, após ouvir nossos argumentos e refletir sobre os caminhos do país, escolheu Lula e a todos que, mesmo diante de divergências, compreenderam a importância de decidir o futuro do Brasil. 

Agrade
ço à militância do PT, aos partidos aliados, movimentos sociais, coletivos, estudantes, voluntários, comunicadores e a todos que contribuíram para essa caminhada.

Em uma cidade onde enfrentamos consider
áveis desafios políticos, essa conquista revela que há uma parcela importante do povo disposta a ouvir, refletir e participar de um projeto comprometido com a democracia e a redução das desigualdades.

Mas seria um erro acreditar que a vitória nas urnas encerra nossa responsabilidade.

As forças políticas, econômicas e ideológicas contrárias às transformações sociais não desaparecem com uma eleição.

O autoritarismo precisa ser enfrentado permanentemente com organização popular, consciência política, participação cidadã e compromisso com as liberdades democráticas.

Lula terá desafios imensos. Disputas no Congresso, pressões econômicas e políticas e a necessidade de construir maiorias sem abrir mão dos princípios fundamentais.

Alguma coisa já se faz presente com a série de fake News sobre o fim da escala 5 x 2, recém aprovada, por exemplo, ou mesmo o aumento do ICMS, imposto estadual que visa aumentar os combustíveis como reação dos governadores contrários que querem jogar sobre Lula a pecha de traidor do povo. Temos que permanecer vigilantes e ligados “na tomada” para desnudar esses farsantes.

Será preciso defender políticas públicas para trabalhadores, população mais pobre, minorias, além de preservar a soberania nacional diante das pressões externas, especialmente dos Estados Unidos.
  E isso ele só conseguirá com nosso apoio irrestrito.

A vit
ória foi conquistada nas urnas. Agora, nossa tarefa é defendê-la todos os dias nas redes e nas ruas. 


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