sábado, 22 de novembro de 2025

Fiat Iustitia - Bolsonaro Preso

 


Pois é, minha gente.  Acordamos neste sábado e o Brasil, finalmente, parece ter endireitado a coluna.

Antes de tudo, é preciso dizer com todas as letras que pessoas humanistas não se alegram com prisões, desgraça alheia ou punições como espetáculo. Não buscamos vingança, nem celebramos dor. Mas desejar e exigir a prisão de Bolsonaro é, paradoxalmente, também um gesto de humanidade. Porque sua ação e sua omissão produziram um nível de letalidade democrática, social e mental que o país não pode mais suportar. Proteger a democracia é, no fundo, proteger vidas.

Dito isso, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão preventiva de Jair Messias Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de cadeia por tentar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022. Não é gesto simbólico é responsabilização concreta.

Bolsonaro já está na Superintendência da Polícia Federal, enquanto seus últimos recursos expiram na segunda-feira. A prisão é preventiva, sim, mas o movimento institucional é claro.  O país não tolera mais atentados contra a democracia.

Por ora, só ele foi preso. Mas o processo segue, e quem atentou contra a ordem democrática sabe que o caminho natural é prestar contas. Tentativas de criar “vigílias”, espetáculos ou dramatizações se dissolvem diante da firmeza da Justiça.

Enquanto isso, Alexandre Ramagem, condenado pela trama golpista, fugiu para os EUA, mas também teve a prisão decretada. A lógica é direta.  Quem tentou romper as regras agora responde por isso, sem subterfúgios.

A defesa de Bolsonaro voltou a recorrer ao argumento de saúde frágil e risco de vida, mas isso não altera o essencial. O marco histórico deste sábado é claro.  A democracia brasileira mostra que não se curva à chantagem, ao caos ou à ameaça.

É um momento sério, grave, histórico.
Mas também é verdade que o país respira melhor.

O Brasil amanheceu com um pouco mais de chão,
um pouco mais de futuro e um bocado a menos de golpe.


domingo, 16 de novembro de 2025

Nossa Trincheira é o Interior

A noite de 14 de novembro ficará marcada na história recente do Partido dos Trabalhadores de São José do Rio Preto. A plenária “Nossa Trincheira é o Interior”, realizada no tradicional Centro Cultural Vasco, não foi apenas o reencontro de militantes, mas um sopro de vitalidade, coragem e direção política. Um ato que selou a volta do companheiro João Paulo Rillo ao PT, retorno carregado de simbolismo, de espírito de luta e de compromisso com a construção de uma esquerda programática, combativa e profundamente enraizada no território.

A presença de quatro ex-vereadores como Feitosa, Marco Rillo, Márcio Ladeia e Celi Regina, deu à plenária o peso da memória viva. Cada um deles, à sua maneira, trouxe para o ambiente a lembrança de mandatos transformadores, disputas políticas decisivas e a certeza de que nosso partido tem um legado que não pode ser apagado nem esquecido. Eles foram, todos, testemunhas e protagonistas de décadas de resistência e de construção democrática.

Também estavam presentes os ex-presidentes do Diretório Municipal do PT, uma demonstração rara de unidade orgânica e respeito às trajetórias que moldaram o partido na cidade.

Somou-se a isso a visita dos deputados Rui Falcão, ex-presidente nacional do PT, e Kiko Celeguim, atual presidente estadual, presenças que reforçam a importância estratégica de Rio Preto para o projeto do partido em São Paulo e no Brasil.

A noite ganhou ainda mais densidade política com a presença de José Dirceu, figura histórica e uma das vozes mais experientes da esquerda brasileira. Sua participação simbolizou o diálogo entre gerações e reafirmou o sentido coletivo da luta de que o PT é herdeiro e protagonista.

A plenária também reuniu presidentes de diretórios municipais de cidades vizinhas e contou com a participação do coordenador da macrorregião, Castrinho, fortalecendo o compromisso regional que dá rumo à reorganização do partido no interior paulista. E não poderia deixar de ser lembrada a emocionante homenagem ao companheiro Paulo Frateschi, falecido recentemente com um minuto de aplausos que comoveu todo o plenário e reafirmou nossa gratidão a quem dedicou a vida à construção do PT.

Outro ponto de grande importância foi a presença das vereadoras Taise Brás (Catanduva) e Raquel Auxiliadora (São Carlos), que vieram contribuir com os debates e fortalecer a agenda feminista, democrática e popular que atravessa o partido em todas as suas instâncias.

Também merece destaque o gesto generoso e fraterno dos companheiros do PSOL, que compreenderam a importância deste momento e contribuíram para a liberação do companheiro João Paulo, gesto que reforça a unidade da esquerda, o diálogo programático e o compromisso com uma Rio Preto mais justa e democrática.

A plenária explicitou o óbvio e o urgente.  A unidade da esquerda é condição essencial para derrotarmos o fascismo, defendermos a democracia, construirmos políticas públicas para o povo e garantirmos a reeleição do presidente Lula em 2026.

Não há espaço para sectarismos. Há espaço para militância, para inteligência política, para organização de base e para o compromisso com o futuro.

O Diretório Municipal do PT de Rio Preto demonstrou, com gestos e com prática, que está de portas e braços abertos. Novos filiados foram recebidos durante o evento, reafirmando o papel do partido como casa, acolhida e instrumento de luta.

A noite de 14 de novembro não foi um fim, mas um começo.
Um chamado à militância para o devir, para as batalhas que virão, para a reconstrução do Brasil a partir do interior, com coragem, afeto e unidade. Porque a nossa trincheira é o interior, e é daqui, desse chão, que seguimos construindo a esperança de um país mais justo para todas e todos.
 

Quando o samba vira memória, resistência e esperança

Imagem - Revista Veja A Avenida não é apenas um palco de espetáculo.   É também território simbólico do Brasil profundo. E quando uma escola...