Aproveitando a data da comemoração pela Independência do Brasil, queria lançar meu apelo a que um grande debate fosse realizado para avaliação da forma como a nossa história vem sendo contada nas escolas de todo o país para nossas crianças.
Penso nos motivos que levam os educadores a contar apenas o lado “oficial” da coisa, como sendo pronto e acabado. Por que não se revelam as vertentes todas que compõe os fatos narrados, como no caso do Brasil que declarou sua independência, mas pagou indenização a Portugal por isso. Que fez o que as elites pediam, proporcionando-lhes a capacidade de comercializar livremente, mas fica registrado como ato heróico do filho do rei de Portugal. Que independência é essa que abriu nosso livro de contas correntes iniciando com dívidas perante a Coroa Britânica?
Não param aqui as questões. Tudo o mais sobre os episódios populistas como o Dia do Fico, o Grito do Ipiranga e outras coisas mais, mereciam reflexão apurada por parte de uma geração que não engole mais estas ilustrações dos fatos.
Vamos aproveitar e falar da abolição dos escravos pelas mãos da “redentora” e o que ela realmente representou para o negro. Vamos falar também sobre o experiente navegador português que errou “redondamente” o caminho para as índias, vindo parar na Terra de Santa Cruz.
Da festa da independência eu gostava mesmo era do Grito dos Excluídos que alguns setores da sociedade em união com a Igreja progressista lançara, mas que já se tornou parte da festa e nada mais representa.
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A cristalização de uma verdade mesmo inventada, vira costume. É como alguém que fuma o cachimbo, com certeza apresenta a boca torta.
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